A culpa não é do prefeito: a culpa é dos prefeitos

Por Angelo Castelo Branco*

Na memória recente, a primeira grande inundação que impactou profundamente o Recife ocorreu em 1966. As águas do Capibaribe, em seu curso natural, retomaram os espaços que lhes pertencem há séculos ou milênios, lançando a cidade em desespero. O transbordamento encontrou um ambiente urbano marcado pela ocupação desordenada do solo, sem planejamento estratégico ou controle eficaz por parte da prefeitura e do governo estadual. Foi a primeira “cheia” amplamente divulgada pela mídia nos tempos modernos. Outras, ainda mais devastadoras, viriam na década de 1970, deixando um rastro de destruição e morte, semelhante ao cenário de bombardeios em tempos de guerra.

Hoje, em pleno século XXI, o Recife ainda não estruturou um plano urbano capaz de harmonizar suas características naturais com a necessidade de expansão habitacional. Ao longo dos anos, os espelhos d’água que marcaram a paisagem desde Maurício de Nassau foram sendo ocupados um a um, num processo de degradação ambiental não apenas ignorado, mas muitas vezes incentivado pelo poder público. A fiscalização ineficiente e planos diretores frequentemente alterados por interesses inconfessáveis contribuíram para o cenário caótico que persiste até hoje.

O desrespeito à natureza avançou sem limites e sem a mínima responsabilidade por parte da população e de suas lideranças. O improviso e a permissividade foram as diretrizes de um crescimento urbano descontrolado, cujas consequências se manifestam a cada temporada de chuvas. As tragédias, cíclicas e previsíveis, são atribuídas a “excepcionais” concentrações de nuvens, como se o clima tropical e suas precipitações intensas não fossem uma característica natural e conhecida da região. Trata-se, no fim, da velha “desculpa de amarelo”, como se dizia no século passado.

Câmara Municial Recife - O Recife que amamos

Por Maurílio Júnior

Do Blog do Maurílio Júnior

Hugo Motta (Republicanos) encerrou sua primeira semana como presidente da Câmara dos Deputados acumulando polêmicas – algo incomum para o jovem parlamentar paraibano de 35 anos, que até então mantinha um perfil discreto.

Ele começou a semana questionando a amplitude da Lei da Ficha Limpa, uma conquista da sociedade contra a corrupção, e terminou relativizando os ataques golpistas de 8 de janeiro, alegando que não houve tentativa de golpe.

Entre um episódio e outro, levou sua avó, a deputada estadual Francisca Motta (Republicanos), para uma reunião com o presidente Lula (PT), no Palácio do Planalto.

Toritama - Tem ritmo na saúde

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Lunário-3 é uma lua minguante, perdeu os encantos. O historiador Pereira da Costa afirma que havia um ditado em Portugal: “Quando míngua a lua, não comece coisa algū”. O Véio quase sesquicentenário não é mais aquele.

Eis o macróbio político mais antigo em circulação no Planalto, nas planícies, na Alvorada, no crepúsculo, em todos os cantos onde canta o carcará e onde cantava o sabiá.

Caruaru - Primeiro lugar no IDEPE

Por Mário Filho*

Os atos de violência não se limitam aos estádios, mas transbordam para as ruas circundantes, o que pode levar ao prejuízo da propriedade e da tranquilidade da região. Portanto, o impacto da violência nos estádios se estende para além da perturbação do evento esportivo.

O processo de segurança pública se inicia pela prevenção e finda na reparação do dano, no tratamento das causas e na re-inclusão na sociedade do autor do ilícito. Em uma sociedade que se exerce democracia plena, a segurança pública garante a proteção dos direitos individuais e assegura o pleno exercício da cidadania.

O Estado é responsável, na esfera cível, por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança pública, nos termos da Teoria do Risco Administrativo.

Cabo de Santo Agostinho - Vem aí

Por Delmiro Campos*

Esta crônica está distante de qualquer viés político. Ela nasce da paixão de alguém que acompanha o futebol pernambucano desde os anos 90, que há duas décadas estuda o direito desportivo e que, como tantos outros, sente na pele o impacto das decisões que afetam diretamente a essência do nosso esporte.

Escrevo como um simples torcedor apaixonado e preocupado com os rumos do futebol no nosso estado.

A Portaria nº 413 da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, que determina a realização de cinco jogos sem público para Sport e Santa Cruz, é uma decisão que me causa indignação e perplexidade.

Palmares - Natal Encantado 2025

Por Delmiro Campos*

Horas antes do tão esperado confronto entre Santa Cruz e Sport pelo Campeonato Pernambucano de 2025, o Recife se transformou em um campo de guerra. Vídeos e imagens estarrecedoras circulam nas redes sociais, expondo cenas de violência protagonizadas por facções criminosas disfarçadas de torcidas organizadas. Relatos confirmam mortes, depredações de patrimônios públicos e privados e um estado de ameaça que se espalha pela cidade, especialmente nos arredores do Arruda, o Estádio José do Rêgo Maciel. A paixão pelo futebol, que deveria unir, mais uma vez é sequestrada pela barbárie.

A situação exige medidas imediatas e enérgicas. A paralisação da comercialização de ingressos, o reforço urgente do contingente policial e a adoção de um estado de alerta são passos imprescindíveis para evitar que o espetáculo esportivo se transforme em mais uma tragédia anunciada. Não podemos mais aceitar reações tardias ou paliativas. É hora de agir com firmeza e caráter pedagógico, para que a violência não seja normalizada como parte do futebol brasileiro.

O cenário pernambucano é apenas um reflexo do que ocorre em todo o país. A cada semana, novas manchetes escancaram a recorrência da violência entre torcedores organizados. Esses grupos, que deveriam ser representantes da festa nas arquibancadas, tornaram-se facções criminosas que ameaçam vidas sob o manto da paixão clubística. A omissão estatal e a conivência velada de alguns clubes alimentam esse ciclo vicioso. Até quando permitiremos que as ruas e os estádios sejam palcos de terror?

Olinda - Refis últimos dias 2025

Por Renato Fonseca*

Nos últimos anos, Pernambuco tem assistido a um crescimento alarmante dos casos de intolerância religiosa, especialmente contra as religiões de matriz africana. Terreiros invadidos, líderes religiosos ameaçados, símbolos sagrados profanados – episódios que não são isolados, mas parte de uma estrutura racista que insiste em marginalizar as tradições afro-brasileiras.

Diante desse cenário, protocolei recentemente ofícios tanto na Secretaria de Defesa Social (SDS) quanto no Palácio do Campo das Princesas, solicitando a criação de uma Delegacia Especializada no Combate aos Crimes de Racismo e Intolerância Religiosa. Essa demanda não é apenas necessária, mas urgente.

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Gregor Mendel (20.07.1822 * 06.01.1884) era um jovem austríaco que adorava ervilhas. “Minhas ervilhas, minha vida”, ele vivia a sonhar. Um dia ficou deslumbrado ao visitar os jardins de um convento povoado de ervilhas. “Eu quero ser jardineiro, aliás, eu quero ser frade”, disse ao monge superior. “Seja bem-vindo, irmão. Depois das orações matinais você vai cuidar dos jardins”. De noite ele fez uma abençoada sopa de ervilhas para os frades.

Mais que degustar, o Frade Mendel gostava mesmo de fazer experiências biológicas, enxertos e cruzamentos com as plantinhas. Vejamos como serão os filhotes de uma verdinha com uma azulzinha ou amarelinha! Em meio às saladas, cruzamentos, enxertos e casamentos entre ervilhas de cheiro, coloridas, maduras e noviças, o Frade Mendel descobriu as leis da hereditariedade, da dominância e recessão entre pares e a lei da segregação nos cruzamentos.

Por Antônio Campos* 

A guerra principal está nas redes sociais e na internet e há guerras também no chão, seja na Ucrânia, no Oriente Médio ou outras. Nas redes sociais, o passarinho canta na ilusão de ser livre, mas está numa gaiola. As grandes big techs, geridas por algoritmos, são máquinas de vender produtos, necessidades e levam muitos para onde querem. 

É estratégica a aproximação do novo governo americano com as big techs. Dados das pessoas customizados são o novo petróleo do século 21. As big techs sabem mais sobre nós que os nossos familiares.  Lá estão dados e verdadeiras biografias digitais. 

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O efeito Trump está nos ares, está em todos os lugares acima e abaixo da Linha do Equador. Chama-se o Efeito E.T. O galegão é um E.T., um extraterrestre em forma de gente. Steve Jobs, o criador da Apple, foi um dos inventores do planeta Nuvem da Internet. A geração dele – Zuckenberg, Elon Musk, Jeff Bezos – são os filhotes do planeta Cloud, a nuvem da Internet. Donald Trump pegou carona nessa nuvem.

O planeta Terra gira solto no espaço em torno das nuvens da Internet. Estes argonautas vivem nas crateras das nuvens. Somos 8 bilhões de hominídeos do Império GAFA — Google, Apple, Facebook, Amazon –afora nossos primos os primatas Chipan-Zés, Gorilas e Orangotangos.