O Avante realizou neste sábado (18), no Recife, seu Congresso Estadual, reunindo lideranças de todas as regiões de Pernambuco. O evento contou com a presença do presidente estadual da legenda, Sebastião Oliveira, e do deputado federal Waldemar Oliveira, líder do partido na Câmara.
O encontro deixou claro o posicionamento político do Avante para as eleições de 2026. Nacionalmente, a legenda mantém alinhamento com o presidente Lula e, em Pernambuco, integra a base da governadora Raquel Lyra. No campo majoritário, o partido oficializou seu apoio à pré-candidatura de Túlio Gadelha ao Senado.
A leitura política do evento também reforça que, para a composição da chapa da governadora, a segunda vaga ao Senado tende a ficar entre o senador Fernando Dueire (MDB) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), nomes que seguem sendo apontados como as principais alternativas para completar a composição governista. Essa interpretação decorre do cenário político atual, mas a definição oficial da chapa ainda depende das convenções partidárias.
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) recomendou a rejeição das contas de 2020 do ex-governador da Bahia Rui Costa (PT), referentes à sua atuação como presidente do Consórcio Nordeste durante a pandemia de Covid-19.
O parecer aponta a existência de “erros administrativos grosseiros” na condução da compra de 300 respiradores, operação que resultou no pagamento antecipado de R$48,7 milhões à empresa Hempcare, sem que os equipamentos fossem entregues. As informações são do Diário do Poder.
Segundo os auditores, Rui Costa e o então secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, aparecem como responsáveis pelas decisões que levaram à contratação.
A auditoria conclui que houve falhas na verificação da capacidade técnica, financeira e operacional da empresa contratada, além da autorização do pagamento antecipado sem o cumprimento das cautelas recomendadas pelos órgãos jurídicos.
O relatório também destaca que a Hempcare possuía capital social de R$100 mil, havia sido criada poucos meses antes da contratação e não tinha registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar respiradores.
Os técnicos afirmam ainda que a empresa foi contratada como intermediária de uma importação internacional sem experiência comprovada no setor, o que, segundo a auditoria, elevou significativamente os riscos da operação.
Além das falhas na escolha da empresa, o parecer sustenta que recomendações da Procuradoria-Geral do Estado da Bahia para adoção de medidas de segurança, como estimativa prévia de preços e apresentação de certidões negativas, não foram observadas antes da liberação dos recursos. Os auditores classificam a condução do processo como um “evidente descuido” na avaliação dos riscos envolvidos.
Caso a recomendação da auditoria seja confirmada nas etapas seguintes do processo, Rui Costa e Carlos Gabas poderão ser responsabilizados pelo ressarcimento dos R$48,7 milhões pagos à empresa.
O processo ainda está em fase de instrução, será analisado pelo plenário do TCE-BA e, posteriormente, a decisão final sobre a aprovação ou rejeição das contas caberá à Assembleia Legislativa da Bahia.
Em sua defesa apresentada ao Tribunal de Contas, Rui Costa argumentou que a contratação ocorreu em um cenário excepcional de emergência sanitária, marcado pela escassez mundial de respiradores, e afirmou que a decisão foi tomada de forma colegiada pelos governadores que integravam o Consórcio Nordeste.
Entre os dias 10 e 14 de julho, a cidade de Cabaceiras, no Cariri paraibano, reconhecida nacionalmente como a “Roliúde Nordestina”, voltou a ser palco do cinema nacional com as gravações do média-metragem “O Trem do Destino”.
Inspirado no livro “Eu Venho Lá do Sertão – Um Sertanejo que Nasceu na Praia”, de Marcelo Queiroga, o filme tem argumento de Marcelo Queiroga, roteiro de Lucas Fernandes, direção e direção de fotografia de Thelmo Maia, produção executiva de Silmara Turra e Gal Cunha Lima e trilha sonora original de Beto Brito. A obra é independente e conta com apoiadores privados.
Combinando drama, romance e realismo fantástico, “O Trem do Destino” acompanha Fátima, personagem interpretada por Rita Guedes, uma jornalista brasileira de projeção internacional que retorna ao Cariri paraibano após décadas distante de suas origens.
O que seria apenas uma breve viagem para resolver questões familiares transforma-se em uma inesperada jornada de autoconhecimento e de ponderação de que o verdadeiro destino não é o lugar para onde se vai, mas aquele ao qual a vida, de alguma forma, sempre nos faz voltar.
Ao seu lado está Bento, personagem vivido por Humberto Martins, um artesão do couro com fortes raízes na cultura da Paraíba e que permaneceu em Cabaceiras, preservando seu ofício e a esperança silenciosa de reencontrar a mulher amada que um dia partiu.
A narrativa combina elementos da literatura de cordel, da xilogravura e da música nordestina para construir uma obra enraizada na cultura brasileira, mas com temas atuais e universais capazes de dialogar com públicos de diferentes espectros.
No filme, Cabaceiras deixa de ser usada apenas como cenário para tornar-se uma personagem da história, reafirmando a vocação de um dos principais polos audiovisuais do Brasil.
Mais do que uma história de amor, “O Trem do Destino” presta uma homenagem ao sertão nordestino, à força de suas famílias, ao valor da educação e à capacidade humana de reencontrar o caminho de volta para casa.
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), oficializou, hoje, sua decisão de apoiar a pré-candidatura do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), ao Governo do Estado.
Em nota, Ezequiel informou que conversou pessoalmente com a governadora Fátima Bezerra (PT) para comunicar sua decisão política. O deputado destacou que mantém uma relação de amizade, respeito e consideração pela governadora, mas explicou que, por uma decisão majoritária do PSDB, seguirá um caminho diferente na disputa eleitoral de 2026.
A manifestação põe fim às especulações sobre o posicionamento do presidente da Assembleia e representa um importante reforço para o projeto de Álvaro Dias, ampliando o arco de alianças da oposição. Ao mesmo tempo, evidencia o distanciamento político entre o PSDB potiguar e o grupo liderado pela governadora Fátima Bezerra na sucessão estadual. Confira abaixo a nota na íntegra:
Nota oficial
Antes de tomar nossas decisões políticas, conversei com a governadora Fátima, a quem tenho relação de amizade e respeito.
Expliquei que por decisão majoritária do grupo e do PSDB, vamos ter caminhos distintos na parte política.
Nossa relação em defesa dos interesses do Rio Grande do Norte e do povo potiguar continua acima de qualquer questão política.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), aparece numericamente à frente do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) em um eventual segundo turno na disputa pelo governo do estado, mas tecnicamente empatado, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje.
Segundo o levantamento, Elmano tem 47% das intenções de voto, contra 45% de Ciro Gomes. Os dois estão empatados tecnicamente, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Votos brancos e nulos somam 4%, mesmo percentual dos eleitores que não souberam responder.
Foram ouvidas 1.600 pessoas no Ceará entre os dias 13 e 14 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo CE-05682-2026.
Uma onda de denúncias por parte de pais tem colocado sob análise a qualidade do atendimento no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís. Relatos de óbitos e supostas falhas na assistência médica levaram o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a instaurar um inquérito para investigar a gestão da unidade e a contratação da empresa responsável pelo serviço.
Histórico de casos e indignação das famílias
O inquérito busca apurar denúncias sobre os óbitos ocorridos nas UTIs e as condições de atendimento. Entre os casos investigados estão:
O caso dos gêmeos Bento e Bernardo: Internados com suspeita de bronquiolite, ambos os irmãos faleceram com poucos dias de diferença após agravamento de seus quadros de saúde. O atestado de óbito aponta diversas complicações, incluindo choque séptico.
O caso de Otto: O menino, que fazia tratamento de comorbidades, faleceu após 17 dias de internação por uma infecção intestinal. Os pais relatam falta de exames básicos e assistência adequada, sendo a causa da morte também apontada como choque séptico.
As famílias das vítimas expressam revolta e a sensação de descaso, citando a falta de pediatras e de protocolos essenciais, como a realização de exames solicitados por profissionais da equipe.
Medidas do Ministério Público
O órgão ministerial confirmou a instauração de inquérito policial e já iniciou as oitivas com as famílias dos pacientes. O objetivo é determinar, em um prazo de 30 dias, se houve negligência por parte da administração do hospital e, caso confirmado, indiciar os responsáveis pelos óbitos.
A situação no Hospital da Criança não é isolada; há relatos de que, desde o último ano, outras mães têm utilizado as redes sociais para denunciar falhas semelhantes no atendimento oferecido pela unidade pública.
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder do Governo na Câmara, afirmou, nesta segunda-feira, 13, durante evento no Centro de São Luís, a estratégia bolsonarista de conquistar maioria no Senado nas próximas eleições para, segundo ele, criar obstáculos ao funcionamento da democracia. Para o parlamentar, o Maranhão não pode contribuir com esse projeto elegendo candidato alinhado ao extremismo.
“Há uma armação horrível de tentar conquistar o Senado para criar obstáculos ao funcionamento da democracia em nosso país. Nós temos que ficar atentos a isso. O Maranhão, que deu ao Brasil um senador da qualidade de Flávio Dino, não pode jamais permitir que um bolsonarista como esse Lahesio possa vir a ser eleito senador da República”, declarou.
Jerry defendeu que o estado mantenha uma representação comprometida com a Constituição e com o Estado Democrático de Direito. “A gente precisa preservar a democracia no Maranhão e a nossa contribuição ao Brasil, colocando também senadores comprometidos com a democracia”, afirmou.
Uma pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Sistema Paraíso das Águas/Vox Brasil aponta um cenário de equilíbrio na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em Alagoas. No cenário estimulado, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil) aparece com 42,5% das intenções de voto, enquanto o senador Renan Calheiros (MDB) registra 42,1%. Como a pesquisa informa margem de erro de 2,83 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados na liderança.
Na sequência aparecem o deputado federal Arthur Lira (PP), com 31,5%, seguido por Davi Davino Filho (Progressistas), com 18,7%. O deputado federal Dr. Wanderley (PL) soma 11,1%, enquanto Eudócia JHC (PL) registra 7,7%. Marcos Omena tem 1,5%, Fleming aparece com 1%, 15,5% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 28,4% disseram não saber ou preferiram não opinar.
Na modalidade espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Alfredo Gaspar também lidera, com 18,2%, seguido por Renan Calheiros, com 8,5%, Arthur Lira, com 6,8%, e Davi Davino Filho, com 6%. O levantamento mostra ainda que 56% dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não opinar nesse cenário.
O estudo também mediu a rejeição dos candidatos. Nesse quesito, Renan Calheiros aparece com 23,2%, seguido por Alfredo Gaspar (18,5%) e Arthur Lira (17%). Segundo as informações divulgadas, a pesquisa foi realizada pelo Sistema Paraíso das Águas/Vox Brasil, ouviu 1.200 eleitores presencialmente em Alagoas, possui margem de erro de 2,83 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-01460/2026.
O ex-governador e senador Renan Filho (MDB) liderou a disputa pelo Governo de Alagoas, segundo pesquisa divulgada pelo Sistema Paraíso das Águas/Vox Brasil. No cenário estimulado, o emedebista registra 49,3% das intenções de voto, à frente do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), que aparece com 43,5%.
A candidatura Lenilda Luna (PSOL) soma 2,6% das intenções de voto. Outros 2,5% dos entrevistados afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 2,1% disseram não saber ou preferiram não responder.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados às eleições, Renan Filho também liderou, com 31,5%, seguido por JHC, com 26,3%. Nesse cenário, 35,5% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não opinar.
O levantamento também aferiu a exclusão dos candidatos. Lenilda Luna aparece com 33,7%, seguida por JHC, com 28,7%, e Renan Filho, com 23,3%. De acordo com os dados divulgados, a pesquisa reuniu 1.200 participantes presenciais em Alagoas, possui margem de erro de 2,83 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-01460/2026.
O protocolo político costuma exigir das primeiras-damas sorrisos medidos, acenos cordiais e discursos repletos de obviedades institucionais. Mas quando Camila Mariz Ribeiro assume o microfone, a liturgia do cargo dá lugar a um silêncio sepulcral. Um silêncio que não é de omissão, mas do puro choque de quem a escuta. Ali, diante de plateias que esperam palavras institucionais, a advogada e atual primeira-dama da Paraíba — esposa do governador Lucas Ribeiro — despeja uma verdade incômoda, guardada por quase três décadas: “Quando eu tinha apenas 10 anos, o meu pai matou a minha mãe. E essa é a primeira vez, 26 anos depois, que eu me apresento dessa forma.”
A dolorosa memória, compartilhada por Camila em uma palestra, ganhou contornos de urgência nacional ontem (10). O governador Lucas Ribeiro sancionou a lei que amplia o programa estadual ‘Paraíba que Acolhe’, estendendo o amparo financeiro, psicossocial e educacional justamente a crianças e jovens que ficaram órfãos em decorrência do feminicídio. A partir de agora, a caneta do Estado alcança uma realidade que a própria primeira-dama conheceu na pele, na solidão de sua infância. Não se trata mais da esposa de um político em um evento local; trata-se da voz da principal mulher do Executivo paraibano usando a própria tragédia como um manifesto contra o crime.
Camila e Lucas Ribeiro no evento que ampliou a lei estadual ‘Paraíba que Acolhe’
Naquele dia, o auditório ouviu em transe os detalhes de um crime que moldou a infância de uma criança no interior do estado. Camila relembrou o peso de carregar, aos 10 anos, a maturidade precoce de tentar salvar a mãe: “Minha mãe estava se divorciando do meu pai a pedido meu, porque eu não aguentava mais vê-la sofrer”.
O relato ganha contornos ainda mais assustadores quando a advogada revela a frieza com que o crime foi desenhado. O assassinato não foi um rompante, mas um ato friamente planejado. O pai arquitetou cada passo, monitorou os horários e escolheu o momento exato para o ataque. Ele foi formalmente julgado pelo crime, e a defesa chegou a alegar insanidade mental para tentar livrá-lo da pena – argumento que não prosperou diante do evidente planejamento do crime.
Para a menina de 10 anos, a sentença de abandono foi imediata. “Naquele dia, antes que aquela sexta-feira que parecia comum terminasse, eu enterrei o meu pai e a minha mãe. Minha família se desfez, eu fiquei órfã. E eu me senti abandonada, eu sou filha única”, confessou. A dor na voz da advogada ecoou na lembrança visual que o tempo nunca apagou: “Eu lembro das marcas de sangue no quarto da minha mãe até hoje”.
Com a precisão de sua formação jurídica e o corte dilacerante de quem viveu a ausência, Camila atacou o maior cúmplice desse tipo de crime: a conivência social, o isolamento e a cultura do “não se meter”. “Foi esse silêncio que impediu que a vida da minha mãe fosse poupada. Foi por pelo não falar, pelo não tocar no assunto, que a vida de Sílvia não pôde ser preservada. Porque afinal, só eu sabia o que passava dentro da minha casa, só eu presenciava aquilo que acontecia e que não foi um fato isolado, mas o resultado de uma prática de muitos anos”, desabafou.
O relato atinge o ápice dramático ao dividir o sofrimento com a geração que teve que recolher os pedaços daquela infância interrompida: “Se você acha que para mim foi difícil, imagine pra minha avó, que teve que segurar o corpo da filha quando nada mais podia ser feito”.
Da dor pessoal à política de Estado
O caso de Sílvia Mariz Fernandes, ocorrido no final dos anos 1990, ecoa nas estatísticas monstruosas que o país ostenta até hoje. Dados levados pela própria primeira-dama ao debate apontam que 1.492 brasileiras perderam a vida em apenas um ano — vítimas de homens que decidiram deliberadamente arrancar o véu de suas vidas sem chance de defesa.
Para o cenário político e social brasileiro, o posicionamento de Camila Mariz e a ação do governo estadual neste dia 10 representam um divisor de águas. Ao transformar o trauma que a fazia se afastar de eventos sociais na juventude em combustível para ações concretas, ela desafia frontalmente a omissão coletiva. Uma dessas principais frentes é o programa estadual “Antes que Aconteça”, focado em combater a violência na raiz.
Essa iniciativa estadual, inclusive, reflete uma vitória legislativa nacional: o projeto “Antes que Aconteça” (PL 6.674/2025) é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) – que vem a ser mãe do governador Lucas Ribeiro e sogra de Camila. Sancionada como a Lei nº 15.398 em abril de 2026, a proposta instituiu uma política pública nacional unindo educação, saúde e segurança para prevenir o feminicídio, transformando a causa em uma sinergia de propósitos dentro da própria família da primeira-dama.
Ao sancionar a nova lei estadual de amparo aos órfãos, o governador Lucas Ribeiro fez questão de pontuar o peso da vivência familiar nessa decisão: “Conhecendo essa realidade de perto, enviamos à Assembleia Legislativa essa alteração na lei, que foi aprovada e agora sancionamos. Não podemos permitir que crianças e adolescentes fiquem sem assistência e sem o apoio do Estado em um momento de tanta dor. Ao mesmo tempo, seguimos fortalecendo nossas ações permanentes de enfrentamento à violência contra a mulher”.
Ao lado do marido, Camila endossou o impacto da medida com a autoridade de quem sabe exatamente o que significa o dia seguinte à tragédia: “Sei que nenhuma lei é capaz de apagar essa dor ou suprir essa ausência. Mas também sei que o acolhimento e a presença do Estado fazem a diferença na vida de quem fica. Essas crianças terão apoio para permanecer na escola, cuidar da saúde e contar com um auxílio financeiro para reconstruir sua história com mais dignidade e proteção”.
A frase que encerrava suas palestras agora ganha força de realidade prática no estado: “Ninguém quer se meter em briga de marido e mulher. A grande verdade é essa. Mas para a gente construir o futuro que a gente deseja, a gente precisa tomar uma atitude. A violência um dia calou minha mãe para sempre, mas é por causa desse silêncio onde a dor encontrou o propósito que eu estou aqui”, conclama.
A história da primeira-dama da Paraíba é um alerta que sai do Nordeste e bate às portas da capital federal: o feminicídio não escolhe classe social, não poupa infâncias e só prospera onde o silêncio impera. Ao romper o seu, e ao transformar sua dor em amparo legal para os órfãos de hoje, Camila Mariz convoca o país a fazer o mesmo. Antes que a próxima mãe seja calada.