Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o senador Laércio Oliveira (PP-SE), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
Em meio às intensas negociações de bastidores pelas vagas para disputar o Senado Federal, este ano, em Pernambuco, vale lembrar um fato curioso das eleições de 2022: naquele ano, a ex-deputada Marília Arraes quase foi a candidata do PT na corrida pela Casa Alta. Recebeu um pedido do próprio presidente Lula (PT) para se lançar ao Senado na chapa do então candidato ao Governo do Estado pelo PSB, Danilo Cabral.
O PT de Pernambuco chegou a indicar publicamente o nome de Marília Arraes como pré-candidata ao Senado, após a ex-deputada ameaçar sair da legenda. Um dia depois da divulgação do PT, Marília teve uma conversa presencial com o presidente Lula, em São Paulo. Mas insistiu no projeto de candidatar-se ao cargo de chefe do Poder Executivo.
Leia maisUma reportagem da Folha de São Paulo do dia 21 de março de 2022 trouxe uma fala de Marília sobre a indicação do PT ao seu nome para o Senado na qual ela reclama da divulgação e considera “precipitação sem limites”.
“A posição do PT de Pernambuco, indicando o meu nome para concorrer ao Senado pela Frente Popular revela, no mínimo, descuido com o tratamento de assunto tão sério e uma precipitação sem limites. Não fui consultada e não autorizei que envolvessem o meu nome em qualquer negociação, menos ainda que tornassem público, como se fossem os senhores do meu destino”, disse.
“Quando ela foi se encontrar com Lula, a direção nacional já havia se reunido conosco, da estadual, com a presença dela e definido que o nome (para o Senado) seria o dela. Foi unanimidade e as outras pré-candidaturas foram retiradas”, relembrou um membro da executiva estadual do PT.
Na época, Marília deixou o PT, filiou-se ao Solidariedade, concorreu ao Governo do Estado e perdeu a eleição para a atual governadora Raquel Lyra (PSD). Quem disputou o Senado pelo PT foi a ex-deputada estadual Teresa Leitão, que chegou à Casa Alta com mais de 2 milhões de votos. Atualmente, mesmo após uma campanha duríssima contra Raquel Lyra, Marília negocia com a gestora uma das vagas para disputar o Senado na chapa comandada por ela, inclusive sem haver definição se Raquel vai apoiar à reeleição do presidente Lula.
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A disputa por vagas ao Senado nas chapas do governador Elmano Rodrigues (PT) e do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) movimenta o cenário político cearense. No campo petista, a presidência estadual tenta acomodar um nome da legenda e outro de uma sigla da base para concorrerem à Casa Legislativa, mas uma definição deve ocorrer apenas entre junho e julho. Já a oposição tem como obstáculo a necessidade de destravar negociações entre o grupo de Ciro e o PL.
O governo Elmano é bem avaliado pela população, mas a ascensão de Ciro nas pesquisas de intenção de voto ao governo reforça a necessidade de fortalecimento da chapa majoritária. Para a vaga petista, são cogitados os deputados federais José Guimarães, ex-presidente da sigla, e Luizianne Lins, ex-prefeita de Fortaleza. O ministro da Educação e ex-governador Camilo Santana anunciou que deixará a pasta para se dedicar à campanha da legenda no Ceará. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisA sigla avalia quatro outros nomes para a segunda vaga: o senador Cid Gomes (PSB), os deputados federais Eunício Oliveira (MDB) e Junior Mano (PSB), e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos). Cid, no entanto, afirma publicamente que caso seu partido tenha só uma vaga na chapa majoritária, ela deve ser de Junior Mano.
“Vamos para a negociação na aliança pensando no projeto nacional de Lula, buscando assegurar que ele tenha maioria na Casa. Para a segunda vaga, todos os nomes discutidos têm história na política e legitimidade. Vamos considerar o alinhamento com o governo Lula para tomar a decisão”, afirma Antônio Filho, o Conin, presidente estadual do PT.
Há, no entanto, uma corrente do PT cearense que defende a escolha de uma chapa com Cid e Eunício ao Senado, visando evitar uma possível aliança dos irmãos Gomes posterior ao resultado eleitoral.
Guimarães nega a possibilidade de abrir mão da candidatura e defende ser necessário eleger senadores com compromisso com o estado e com a causa do governo Lula: “Meu nome está referendado por tudo que tenho feito no Ceará e na liderança do governo Lula”, defende.
Entrave para Ciro
No campo da oposição, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) lidera as pesquisas e deve emplacar a primeira vaga ao Senado na chapa de Ciro. A escolha do segundo nome passa pela negociação do ex-ministro com o PL, que foi travada em dezembro após manifestação contrária da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela defende que a sigla apoie o senador Eduardo Girão (Novo) ao governo, e não Ciro.
O ex-ministro declarou, no início do mês, que mantém o desejo de aliança com o PL. Desde então, houve uma reaproximação. O senador e pré-candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro (RJ) conversou com Ciro pelo telefone e deve ir a Fortaleza nas próximas semanas.
São cotados para a vaga no PL o deputado estadual Alcides Fernandes, pai do presidente estadual da sigla, André Fernandes, e a vereadora de Fortaleza Priscila Costa, apoiada por Michelle. Fora do PL, outro nome cotado é o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União).
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O Diretório Estadual do PT de Pernambuco realiza neste sábado (14), das 14h às 17h, o Encontro Regional do Agreste Central, na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), em Caruaru. O evento deve reunir lideranças e parlamentares de mais de 20 municípios da região.
A atividade será coordenada pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Carlos Veras, pelo secretário de Organização, Oscar Barreto, e pela secretária-geral, Angela Cristina. A programação inclui análise de conjuntura apresentada pelo senador Humberto Costa e pela senadora Teresa Leitão, além de escuta dos diretórios municipais sobre a estratégia eleitoral do partido, com foco nas reeleições do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do senador Humberto Costa e das bancadas federal e estadual.
O advogado Walber Agra vai reunir, daqui a pouco, em sua residência no Recife, um grupo de lideranças políticas em torno do ex-ministro e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Agra, que atua como advogado do PDT nacional, convidou também a recém-filiada Marília Arraes, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, além do pai dele, o ex-prefeito de Caruaru Zé Queiroz, e a vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão.
O encontro deve contar ainda com representantes do partido em diferentes esferas e com a presença do deputado federal Túlio Gadelha, hoje no Rede, mas que já integrou o PDT e estuda a possibilidade de retornar à legenda.
O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, declarou há pouco, em entrevista ao blog, que decidiu apoiar a governadora Raquel Lyra (PSD) no pleito de 2026. Ao justificar a posição, afirmou que sua escolha não está vinculada a relações familiares, mas ao que considera melhor para o Estado. “Política exige maturidade. Minha posição política não é definida por laços familiares, mas por convicções e pelo que considero melhor para Pernambuco. Apoio político não é herança nem obrigação de parentesco. E acredito que, neste momento, o melhor para Pernambuco em 2026 é Raquel Lyra, que vencerá as eleições”, disse.
Confira na íntegra:
Leia maisPor que o senhor não apoia ou vota em João Campos?
João Campos tem demonstrado principalmente uma forte capacidade de comunicação com a população. Isso é importante, mas governar exige mais do que administrar redes sociais. Governar exige capacidade administrativa, visão estratégica e disposição para ouvir críticas.
No Recife, os grandes desafios da cidade continuam pouco enfrentados. Em áreas essenciais, como mobilidade urbana, revitalização do Rio Capibaribe e de suas margens, políticas sociais estruturantes, recuperação da orla, revitalização do centro histórico e fortalecimento da cultura, os avanços foram muito limitados. Também preocupa a baixa transparência de ações da gestão. O que aparece com frequência é um processo contínuo de privatização de espaços públicos.
Por que apoiar Raquel Lyra?
A governadora tem realizado muitas entregas importantes para Pernambuco em um momento difícil do país e do Estado. Governar em tempos de restrição fiscal e crise estrutural não é simples, e ainda assim seu governo tem apresentado resultados, inclusive na área social.
No caso específico de Olinda, entendo o posicionamento estratégico dela em ajudar a cidade, que precisa de um porto na Região Metropolitana, diante de João ser prefeito do Recife. Eventual apoio dela no município não é suficiente para deixar de apoiar o seu projeto estadual.
Na política, não podemos agir movidos por ressentimentos pessoais. Podemos ter divergências em alguns pontos, o que é natural, mas o que deve orientar qualquer decisão é o interesse maior do Estado. Se houver convergência em torno de um projeto que ajude Pernambuco a crescer, melhorar a vida das pessoas e fortalecer as instituições, não vejo problema em apoiá-la.
Política exige maturidade. Não faço política com base em mágoas, faço pensando no futuro de Pernambuco. E acredito que, neste momento, o melhor para Pernambuco em 2026 é Raquel Lyra, que vencerá as eleições.
E o plano nacional?
Importante ressaltar que, no plano nacional, Raquel está mais próxima do campo centro-direita do que João. Contudo, a geopolítica nacional mudou e a eleição federal será disputada. Quanto a essa, mais na frente, com as candidaturas desenhadas, anunciarei o meu voto.
O que aconteceu após a morte de Eduardo, seu irmão, para ocorrer seu distanciamento da família?*
A questão central foi a disputa pelo protagonismo político dentro da família. Enquanto Eduardo estava vivo, ele tinha a capacidade de equilibrar as relações familiares e políticas com firmeza e sabedoria. Após sua morte, esse equilíbrio deixou de existir.
Eu estive ao lado de Eduardo em momentos muito difíceis da sua trajetória. Participei diretamente da mediação que encerrou sua histórica disputa política com Jarbas Vasconcelos, antes de sua candidatura ao Senado. Fui coordenador da sua defesa no caso dos precatórios e, durante muitos anos, comandei o jurídico de suas campanhas.
Hoje movo uma ação de produção de provas buscando demonstrar que houve falha provocada no avião que o conduzia. Em relação ao meu avô, Miguel Arraes, quando fui presidente da Fundação Joaquim Nabuco, após 10 anos de presidente do Instituto Miguel Arraes, levei seu acervo para preservação na Casa de Nabuco.
Isso ocorreu enquanto parte da família decidiu vender a casa onde ele viveu — decisão da qual discordei profundamente. Inclusive renunciei à procuração do inventário para não compactuar com essa venda, porque entendo que aquele imóvel deveria se transformar no Memorial Magdalena e Miguel Arraes. Muitos usam e se beneficiam do nome, mas pouco fazem para preservar a sua memória.
O senhor saiu recentemente de mais uma tentativa de chegar à Prefeitura de Olinda, mas em um voo solo, sem apoio do PSB. Por quê?
Minha candidatura em Olinda foi construída para marcar posição e apresentar um projeto para a cidade, e não apenas para resultados eleitorais. Raquel, no início, tentou me ajudar e me aconselhou a ser candidato em outro momento.
Quanto a João, cujas forças já tinham me traído em 2016, quando tive um apoio formal enquanto ajudava Lupércio, não poderia esperar ajuda.
É fato que Raquel cresce, reage e ameaça a liderança de João?
A política é dinâmica. Nenhuma liderança é permanente ou automática. Raquel vencerá as eleições. No final das contas, quem define liderança política não são apenas os bastidores ou os analistas políticos, mas, principalmente, a população, avaliando as gestões e decidindo nas urnas.
Se João ele tivesse procurado o senhor, teria seu apoio?
A política precisa sempre de diálogo e capacidade de escuta. Grandes projetos se constroem conversando com pessoas diferentes e respeitando trajetórias diversas. João se acha predestinado, ou seja, que seu destino é a Presidência da República. Tem um longo caminho até lá. Sempre defendi que o diálogo é o melhor caminho para superar divergências e construir convergências. A humildade é uma virtude essencial na vida pública, porque ninguém governa sozinho.
Qual impacto o senhor imagina provocar ao apoiar Raquel e não seu sobrinho?
Minha posição política não é definida por laços familiares, mas por convicções e pelo que considero melhor para Pernambuco. Apoio político não é herança nem obrigação de parentesco. Em uma democracia, cada liderança tem liberdade para tomar suas decisões e construir suas alianças. Meu voto será em Raquel Lyra.
Como o senhor avalia o governo Raquel?
O governo de Raquel Lyra enfrenta desafios muito grandes, muitos deles acumulados ao longo de anos de problemas estruturais em Pernambuco. Um dos traços que admiro na sua personalidade é a sua disciplina e firmeza de posições.
Mesmo assim, é possível perceber um esforço consistente de reorganização administrativa e de retomada de investimentos em áreas importantes do Estado. Em um cenário difícil, seu governo tem conseguido realizar entregas relevantes para a população.
Ainda há muito a fazer, naturalmente, mas vejo uma gestão que trabalha com foco na recuperação da capacidade de investimento do Estado e na construção de um projeto de desenvolvimento para Pernambuco.
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Um ônibus interestadual que tinha como destino Pernambuco se envolveu em um grave acidente na manhã deste domingo (8), na BR-251, no município de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. O veículo, que havia partido de São Paulo, tombou às margens da rodovia e provocou a morte de duas pessoas, além de deixar outras dez feridas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o coletivo transportava cerca de 50 pessoas. Entre os ocupantes estavam dois motoristas, um ajudante e 47 passageiros. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisQuando as equipes de resgate chegaram ao local, encontraram o ônibus fora da pista e tombado. Os bombeiros realizaram a sinalização da rodovia e adotaram medidas de segurança para evitar possíveis riscos de incêndio ou explosão.
Para a ocorrência foram mobilizadas três viaturas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, um helicóptero, três viaturas da PRF e cinco ambulâncias do Samu. As equipes do Samu foram enviadas das cidades de Francisco Sá, Fruta de Leite, Cristália, Riacho dos Machados e Montes Claros.
Feridos
Entre os feridos, o caso considerado mais grave é o de um idoso de 79 anos. Ele apresentava trauma na coluna, lesões no tórax e uma fratura exposta no braço esquerdo. A vítima foi levada de helicóptero para a Santa Casa de Montes Claros, também em Minas.
Outro passageiro, de 52 anos, sofreu suspeita de fratura no tórax e múltiplas escoriações pelo corpo. Ele foi encaminhado para o Hospital Mário Ribeiro, também em Montes Claros.
As demais vítimas feridas, incluindo três idosos e uma criança, foram socorridas e levadas para uma unidade de saúde no município de Francisco Sá. As circunstâncias que provocaram o tombamento do ônibus ainda serão investigadas.
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O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral Eleitoral solicitando a abertura de investigação sobre o uso de uma aeronave executiva pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
A ação pede que seja apurada a vinculação de um jatinho utilizado pelo parlamentar com o empresário Daniel Vorcaro, à época então CEO do Banco Master. A aeronave teria sido utilizada para realizar deslocamentos ligados à mobilização eleitoral em apoio à candidatura à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisSegundo o documento encaminhado à Procuradoria, a aeronave Embraer 505 Phenom 300 teria sido utilizada em viagens realizadas entre os dias 20 e 28 de outubro de 2022, período em que ocorreu o segundo turno da eleição presidencial. Os deslocamentos teriam sido realizados no âmbito das ações da caravana “Juventude pelo Brasil”, iniciativa que percorreu diversas capitais promovendo eventos políticos e atos de mobilização eleitoral.
A representação destaca que a utilização de uma aeronave executiva para a realização de atividades de campanha pode configurar benefício econômico relevante vinculado à promoção eleitoral.
Caso o uso do avião tenha sido disponibilizado por empresa ou pessoa jurídica, a prática pode caracterizar doação eleitoral vedada pela legislação brasileira, que proíbe o financiamento de campanhas por empresas.
Contas eleitorais
O documento também aponta necessidade de verificar se houve registro desse benefício nas prestações de contas eleitorais. Segundo a representação, a eventual omissão de um recurso dessa natureza poderia configurar falsidade ideológica eleitoral ou até financiamento eleitoral paralelo, conhecido como “caixa dois”, caso os custos envolvidos não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral.
“Os fatos divulgados levantam dúvidas importantes sobre o uso de estrutura econômica privada em atividades de campanha”, afirma Gadêlha. Segundo o parlamentar, o objetivo da representação é permitir que os órgãos competentes verifiquem se houve irregularidades. “Queremos saber quem custeou esses deslocamentos, em que condições a aeronave foi utilizada e se tudo foi devidamente declarado à Justiça Eleitoral. O processo democrático exige transparência”, acrescenta.
Caso sejam confirmados indícios de irregularidades, a representação pede que o Ministério Público Eleitoral adote as medidas legais cabíveis para responsabilização dos envolvidos.
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Autoridades públicas manifestaram solidariedade à secretária da Defesa dos Animais do Recife, Andreza Romero, após ela relatar ter sido vítima de importunação sexual durante visita ao Beach Park, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, ontem (6). O caso foi divulgado pela própria secretária em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual afirma que a importunação havia sido praticada por um funcionário do parque enquanto ela aguardava na fila de um brinquedo, acompanhada da filha de três anos.
Entre as manifestações de apoio, a deputada estadual Dani Portela (PSOL) escreveu: “Primeira coisa. Você não tem culpa alguma. Segunda coisa. Você não está sozinha. Mexeu com uma, mexeu com todas. Denunciar é fundamental.” A senadora Teresa Leitão (PT) também comentou: “Minha solidariedade, Andreza! Fez muito bem em denunciar. Conte conosco, você não está sozinha.” Já a ex-deputada federal Marília Arraes afirmou: “Andreza, a vítima nunca é culpada! Sinta-se abraçada nesse momento. Resista e faça justamente isso: denuncie e encoraje tantas mulheres que você representa a fazerem o mesmo.”
Em nota, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, também manifestou solidariedade. “Em nome da Alepe, expresso minha solidariedade à vereadora Andreza Romero, esposa do deputado Romero Albuquerque, pela inaceitável importunação sexual que sofreu no Beach Park, em Fortaleza. É lamentável que, em pleno século XXI, ainda enfrentemos atos que ferem a dignidade da mulher e da sociedade. Condeno veementemente essa violência e apelo às autoridades do Ceará para que tomem as providências necessárias. Que este episódio sirva como um chamado à ação pela defesa dos direitos das mulheres e pelo combate à impunidade”, afirmou.
Na rede social de Andreza Romero, o Beach Park se manifestou afirmando repudiar qualquer forma de importunação ou violência e lamentando o ocorrido. Segundo o parque, o funcionário citado foi afastado imediatamente e a empresa adotou as medidas cabíveis. Andreza Romero informou que registrou boletim de ocorrência e notificou formalmente o parque sobre o caso.
Ciro Gomes (PSDB) está cada vez mais perto de confirmar candidatura ao governo do Ceará. O ex-ministro explicou que ainda não oficializou a entrada na disputa porque avalia a gravidade dos problemas do estado. “Está bem pertinho, e eu quero com muita humildade dizer porque eu não tomei essa decisão ainda. É que a situação do Estado do Ceará precisa, antes de um candidato, precisa de uma solução”, declarou. Segundo ele, a eventual candidatura depende da possibilidade de enfrentar desafios como a atuação de facções criminosas, a situação da saúde pública e o modelo de desenvolvimento econômico do estado.

