Prefeito de Belém de Maria e assessor de Raquel são alvos de nova operação da Federal

Um dia após reassumir o cargo como prefeito em Belém de Maria, o prefeito Beto do Sargento (PSD) foi alvo, novamente, de uma ação da Polícia Federal. A cidade amanheceu com viaturas e agentes da PF fazendo buscas na casa do gestor. A Polícia Federal também faz buscas na casa de Rolph Casale, ex-prefeito de Belém de Maria, assessor da Casa Civil e aliado da governadora Raquel Lyra.

Beto reassumiu o comando do Executivo municipal no início da noite de ontem, após ter sido afastado por determinação da Justiça Federal em 26 de agosto, em um desdobramento da Operação Mamon, da Polícia Federal. Os motivos específicos da medida não foram divulgados porque o processo tramita em segredo de Justiça. Nas redes sociais, Beto comemorou o retorno ao cargo. “Graças a Deus a verdade foi restabelecida e estamos de volta pra fazer mais pela população”, declarou.

O cenário político de Pernambuco registrou um novo ponto de tensão neste domingo (20) após a repercussão de um vídeo gravado em 2025 no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. Nas imagens, divulgadas pelo portal Metrópoles, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugere a realização de uma laqueadura em uma gestante “sem ela saber”.

A declaração gerou reações imediatas entre parlamentares e candidatos no estado. O candidato a deputado federal Luciano Pacheco posicionou-se publicamente contra a fala da governadora, classificando o episódio como uma violação grave aos direitos e à autonomia feminina.

“Uma fala como essa não pode ser tratada como algo normal”, declarou Pacheco. “O Estado não pode interferir na decisão de uma mulher sobre o próprio corpo, muito menos realizar qualquer procedimento sem o seu conhecimento e consentimento.”
O vídeo mostra o momento em que uma mulher aborda a governadora para falar sobre uma gestante com múltiplos filhos. Ao ouvir a menção sobre colocar a paciente na fila do procedimento cirúrgico, a interlocutora faz um comentário inaudível, ao qual Raquel Lyra responde: “Mas faz sem ela saber”.
Para Luciano Pacheco, o episódio exige uma reflexão profunda por parte da sociedade e dos gestores públicos sobre os limites da atuação estatal na saúde reprodutiva.
“Como político e como cidadão, meu repúdio é firme. Precisamos discutir políticas públicas com responsabilidade e, acima de tudo, garantir a autonomia da mulher. Pernambuco precisa refletir sobre o caminho que quer seguir”, concluiu o candidato.
A declaração da governadora segue gerando debates entre movimentos sociais e lideranças políticas do estado sobre ética na gestão da saúde pública e direitos reprodutivos.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

O escândalo envolvendo as declarações da governadora Raquel Lyra sobre laqueaduras ganhou proporções nacionais depois de ser denunciado e duramente criticado pela imprensa de todo o país. GloboNews, Metrópoles e diversos dos principais veículos da imprensa nacional reagiram de forma contundente ao episódio, que passou a ser tratado como uma verdadeira aberração e como algo que ultrapassa qualquer limite ético, moral e de respeito à autonomia das mulheres.

A repercussão nacional acendeu o sinal de alerta entre aliados de Raquel. Deputados e prefeitos começaram a fazer contas e avaliar os efeitos políticos do episódio. O receio de que a associação com a governadora possa atingir diretamente suas próprias imagens já faz alguns aliados evitarem maior exposição e até reconsiderarem a participação em determinadas agendas.

No segmento evangélico, a reação foi ainda mais forte. Lideranças de igrejas passaram a discutir a realização de manifestações públicas, enquanto mulheres de diferentes setores e regiões de Pernambuco começam a organizar mobilizações e atos de protesto.

Gleide Ângelo também já deu sinais de que não pretende concordar com a posição adotada pela governadora, enquanto o núcleo evangélico reage de maneira cada vez mais organizada.

O que começou em Pernambuco ultrapassou rapidamente as fronteiras do Estado e chegou ao debate nacional, colocando a governadora no centro de uma reação que reúne setores políticos, religiosos e movimentos de mulheres.

Caruaru - Minha rua nova

No programa ‘Estúdio i’ de hoje, as jornalistas Andréia Sadi e Miriam Leitão analisaram a fala da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Em vídeo de 2025, a candidata à reeleição sugeriu laqueadura sem aval da mulher.

“Foi mais do que infeliz”, iniciou Sadi. “Quando vem de uma mulher, é pior ainda.” Miriam concordou e disse: “Foi muito ruim. Não tem como melhorar. Pelo menos ela assume o erro”, disse Miriam.

A governadora publicou vídeo nas redes sociais se desculpando após o registro ganhar repercussão. “Essa fala minha em nada traduz o respeito que eu tenho às mulheres”, disse. “Foi uma fala equivocada”.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Uma inserção veiculada pela Frente Popular de Pernambuco em emissoras de TV elenca compromissos não cumpridos por Raquel Lyra (PSD) para as mulheres. A crítica mais contundente é sobre as 250 creches prometidas na campanha de 2022, das quais nem 20 foram entregues. Mesmo com o atraso de mais de 90% das unidades, a governadora tem garantido em sabatinas e debates que vai entregar 100 equipamentos até o fim deste ano e os demais até o primeiro semestre de 2027.

“Se ela não fez em quatro anos, não vai fazer agora”, critica a peça audiovisual, que tem locução do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos). A inserção também problematiza a abertura de cinco maternidades, outro compromisso não cumprido por Raquel. A única unidade entregue pela governadora foi o Hospital da Mulher do Agreste, que já estava praticamente pronto em janeiro de 2023, quando ela assumiu o governo, carecendo de acabamento e equipagem. As outras quatro não foram concluídas.

Por fim, o vídeo destaca a falta de avanço nas políticas de segurança para as mulheres. Na semana passada, depois de ser cobrada publicamente pelo candidato João Campos (PSB), o governo estadual anunciou que duas unidades passarão a funcionar de forma ininterrupta, mas quase metade das unidades segue fechando à noite e nos fins de semana. “[Raquel] Prometeu manter as Delegacias da Mulher abertas. Não cumpriu”, finalizou.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Desde a declaração da candidata Raquel Lyra sobre fazer uma laqueadura em uma paciente “sem ela saber”, foram realizados mais de 20 mil procedimentos do gênero em Pernambuco. Pela naturalidade com que a fala foi dita, a chefe do executivo que deveria passar segurança acabou gerando apreensão em milhares de mulheres pernambucanas. Seja por uma decisão religiosa, ou por planejamento familiar, a decisão sobre o que fazer com o corpo cabe exclusivamente à mulher. Seu corpo, suas regras.

As perguntas que chegam agora só tornam a questão ainda mais grave: essa seria uma determinação em outras unidades de saúde geridas pelo estado? Será que a mesma postura seria adotada em pacientes de maior poder aquisitivo que optam por ter mais filhos? A medida teria relação com o controle de natalidade de possas com menor renda como já se cogitou no passado?

São questionamentos que pairam na cabeça de muitas pessoas. Trata-se de uma postura, no mínimo, repreensível. É difícil que o eleitorado, em especial as mulheres pernambucanas, passem pano para uma declaração tão forte e, ao mesmo tempo, dita com o sorriso no rosto, antecedendo a pose para uma fonte. O lugar torna tudo ainda mais emblemático: era dentro de uma unidade de saúde, cercada por mães com filhos no colo.

Você acha que Raquel Lyra agiu corretamente nessa situação? Deixe aqui a opinião nos comentários.

Palmares - Forró Mares 2026

A declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) sugerindo a realização de uma laqueadura em uma paciente “sem ela saber” também remete a um episódio envolvendo o então presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Em reportagem publicada em 2018, a Folha de S.Paulo recuperou declarações e propostas de Bolsonaro em defesa da esterilização de pessoas pobres como forma de, segundo ele, “combater a miséria e a criminalidade”. Em 2014, o então vereador Carlos Bolsonaro chegou a defender nas redes sociais que o Bolsa Família fosse concedido apenas a pessoas submetidas a vasectomia ou laqueadura.

Veja na íntegra:

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Depois das declarações da governadora Raquel Lyra sobre a realização de laqueaduras, inclusive diante da possibilidade de procedimentos sem o consentimento adequado das mulheres, a reação foi imediata. O assunto revoltou mulheres em todas as regiões de Pernambuco.

E agora é preciso ir além da declaração. É preciso saber o que aconteceu na prática: quantos procedimentos foram realizados, em quais unidades, sob quais protocolos e com qual autorização?

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Mariana Sanches
Do UOL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (20) a Nova York, onde fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. No decorrer de sua fala, devem aparecer ao menos três recados aos Estados Unidos, sem citações nominais ao presidente Donald Trump, que o sucederá no púlpito: cooperação internacional no combate ao crime organizado, sem invasões territoriais, críticas à aplicação de tarifas comerciais e respeito da comunidade internacional às eleições brasileiras.

A menos de 12 dias das eleições presidenciais, e em meio a um cenário difícil pintado pelas pesquisas de intenção de voto, Lula deve deixar de lado qualquer menção ao Judiciário brasileiro, que enfrenta uma grave crise exposta na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) da última terça-feira (15), quando o julgamento da abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes por suposta ligação com Daniel Vorcaro virou uma sucessão de trocas de acusações e ataques entre os magistrados. A sessão foi suspensa por um pedido de vista de Flávio Dino.

A jornalista Sônia Carneiro, mais conhecida como Soninha, morreu neste domingo (20). Segundo familiares, ela foi encontrada pelo filho pela manhã, em casa, onde morava sozinha. De acordo com o relato, Sônia havia apresentado um quadro de arritmia cardíaca há cerca de três ou quatro dias, chegou a ser atendida em um hospital e recebeu alta. Ontem (19), ela almoçou na casa do filho e, segundo os familiares, estava bem. A família informou que ela morreu durante o sono. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.

Sônia Carneiro teve uma longa trajetória no jornalismo político. Foi repórter da Rádio Jornal do Brasil em Brasília entre 1972 e 1992 e acompanhou momentos importantes da história política brasileira, como o processo de redemocratização a campanha das Diretas Já, a eleição presidencial de 1989 e o impeachment de Fernando Collor. Em texto publicado em 2012, no jornal O Globo, o jornalista Jorge Bastos Moreno a descreveu como uma repórter “intrépida” e destacou sua atuação na cobertura da transição democrática. “Com o seu destemor e irreverência, Soninha arrancou coisas dos políticos, que acabaram influenciando decisões importantes. (…) Tancredo Neves só a chamava de ‘minha sobrinha’ e tinha por ela um grande afeto”, descreveu Moreno em seu texto.

Entre os episódios que marcaram sua carreira está uma pergunta feita a Collor durante uma entrevista coletiva, no fim de 1991, quando o então presidente havia emagrecido significativamente. Sônia perguntou diretamente se ele estava com Aids, em meio aos rumores que circulavam na época sobre sua saúde. O episódio foi relembrado pela Folha de S.Paulo em 2014 e pelo Observatório da Imprensa em 2016.

Em 2003, trabalhou com Jaques Wagner na equipe da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Anos depois, em 2015, foi assessora especial de comunicação social de Wagner no Ministério da Defesa, quando ele comandava a pasta.

Mais informações em instantes.