Marília Arraes defende conclusão da Transnordestina e fortalecimento da indústria na sabatina da Fiepe

A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) defendeu, nesta terça-feira (8), investimentos em infraestrutura, logística e qualificação profissional durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Entre as propostas apresentadas, estão a conclusão do ramal Salgueiro-Suape da Transnordestina, investimentos nos aeroportos do interior e a ampliação das fontes de energia renovável e da infraestrutura de gás natural no estado.

Marília também defendeu a interiorização do desenvolvimento a partir das atividades econômicas de cada região, citando o polo gesseiro do Araripe, a fruticultura do Vale do São Francisco, o polo de confecções do Agreste e o complexo industrial e portuário da Região Metropolitana. Ao tratar da reforma tributária, afirmou ser favorável ao fortalecimento da Sudene, à manutenção de incentivos ao desenvolvimento regional, à revisão do Pacto Federativo e a condições tributárias voltadas aos pequenos e médios empreendedores. “Pernambuco precisa ter infraestrutura, crédito, energia, formação profissional e condições tributárias para atrair investimentos, produzir e competir”, afirmou.

Questionada sobre o fim da escala 6×1, a candidata manteve posição favorável à mudança e argumentou que a redução da jornada pode melhorar as condições de saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. Marília afirmou ainda que pretende manter diálogo com o setor produtivo caso seja eleita. “Tenho lado, tenho posições políticas muito claras, mas sei dialogar e construir com quem pensa diferente. No Senado, meu lado será Pernambuco”, declarou.

Do portal Cada Minuto

O Ministério Público Eleitoral (MPE) em Alagoas manifestou-se pelo indeferimento do registro de candidatura de João Francisco de Assis Neto, conhecido como “Dr. João Neto”, ao cargo de deputado federal nas Eleições 2026.

O parecer, assinado pelo procurador regional eleitoral substituto Lucas Horta de Almeida, aponta que a condenação criminal do candidato por lesão corporal contra mulher por razões de gênero configura causa de inelegibilidade nos termos da Lei Complementar nº 64/1990 (Lei de Inelegibilidades).

O processo tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) e ainda será julgado pela Corte.

De acordo com os autos, Dr. João Neto foi condenado pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital à pena de quatro anos e dois meses de reclusão. A condenação foi mantida por unanimidade pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

Embora a defesa tenha argumentado que a decisão ainda não transitou em julgado, o MPE sustentou que a legislação prevê a inelegibilidade a partir de condenações proferidas por órgãos colegiados, independentemente de trânsito em julgado, ressaltando que recursos extraordinários não suspendem automaticamente os efeitos do acórdão.

O principal fundamento jurídico da manifestação baseia-se na interpretação do artigo 1º, inciso I, alínea “e”, item 9, da Lei Complementar nº 64/1990, combinada com as alterações promovidas pela Lei nº 14.994/2024.

Para o órgão ministerial, a reforma legislativa aproximou o crime de lesão corporal qualificada por razões da condição do sexo feminino (§ 13 do artigo 129 do Código Penal) do bem jurídico tutelado pelo feminicídio, diferenciando-o da regra geral do § 9º do mesmo artigo. O parecer argumenta que uma interpretação restritiva da norma violaria o dever constitucional de proteção à mulher contra a violência de gênero.

A manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral integra uma ação de impugnação ao registro de candidatura e possui caráter opinativo. O desfecho do caso caberá ao Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, que avaliará os argumentos da defesa e da acusação antes de proferir a sentença sobre a elegibilidade do candidato para o pleito de 2026.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou que ainda não teve acesso à representação apresentada por Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). As informações são do Blog do Elielson, da CBN.

A ação pede a retirada de uma propaganda que associa a candidatura de Mendonça à campanha de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo os autores, a peça pode confundir o eleitor sobre a composição das coligações.

Mendonça informou que vai analisar o pedido antes de se manifestar. O candidato também demonstrou confiança no resultado das urnas e afirmou não ter dúvidas de que será eleito para o Senado.

Caruaru - Minha rua nova

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) negou o pedido liminar apresentado por Rodrigo Ambrósio e Fillipe Vilar, responsáveis pelo Bastidor.PE, que tentavam suspender as diligências destinadas a esclarecer a origem da fotografia do panfleto apócrifo divulgado durante a campanha eleitoral. A defesa também pretendia impedir eventuais medidas de busca e apreensão e obter salvo-conduto contra possíveis atos coercitivos.

Com a decisão, a investigação permanece em curso e não há proteção judicial prévia contra uma eventual busca e apreensão. O TRE ressaltou que ainda não existe mandado expedido, mas registrou a possibilidade de a Polícia Federal apresentar uma representação individualizada caso considere a medida necessária. Nesse cenário, eventual busca dependerá de autorização judicial específica.

A decisão também enfrentou o argumento do sigilo da fonte. Embora reconheça a proteção constitucional à atividade jornalística, o Tribunal afirmou que ela não torna automaticamente todos os arquivos e informações imunes à investigação. Para o magistrado, é necessário distinguir dados recebidos de fonte protegida de fatos presenciados diretamente, registros produzidos pela própria equipe e eventuais atos próprios. A decisão destaca ainda que a proteção ao jornalismo “não institui imunidade geral à investigação de condutas próprias eventualmente ilícitas”.

Ao indeferir a liminar, o desembargador Washington Amorim determinou que o juízo de origem preste informações em 24 horas e, em seguida, que a Procuradoria Regional Eleitoral se manifeste. O mérito do habeas corpus ainda será analisado, mas, até lá, permanecem sem suspensão as diligências relacionadas à fotografia, incluindo a tentativa de identificar sua procedência, seus metadados e as circunstâncias de produção, recebimento e divulgação pelo Bastidor.PE.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que a Polícia Militar de São Paulo usou bombas de gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes nos arredores da avenida Paulista, nesta segunda-feira (7).

Confronto ocorreu na rua Carlos Comenale, antes do ato marcado para o feriado de 7 de setembro. Nas imagens, é possível ver que os agentes usaram bombas de efeito moral contra o grupo de manifestantes. Com informações do UOL e do jornal O Globo.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Larissa Rodrigues
Do Blog Efeito Político

A Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD), ingressou, nesta segunda-feira (7), no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), uma representação por propaganda eleitoral irregular, com pedido de tutela provisória de urgência, contra o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) e o Partido Liberal. A ação tramita sob o número 0601917-17.2026.6.17.0000.

Em caráter de urgência, a coligação pede que Mendonça Filho e o PL sejam obrigados, no prazo de 24 horas, a interromper a veiculação da peça no rádio e na televisão, além de se absterem de produzir novos conteúdos que apresentem a candidatura de Mendonça associada à de Raquel Lyra (PSD). Também é solicitada a retirada das publicações das redes sociais oficiais do candidato, inclusive do Instagram.

Palmares - Forró Mares 2026

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou, neste feriado de 7 de Setembro, que, caso eleito, criará um programa estadual para renegociação de dívidas. Batizada de “Nome Limpo Pernambuco”, a iniciativa prevê descontos de até 60% e parcelamento dos débitos em até 24 vezes, sem juros. A proposta foi anunciada nas redes sociais do ex-prefeito do Recife.

Com proposta similar ao Desenrola, lançado pelo Governo Federal em 2023, durante o terceiro mandato do presidente Lula (PT), a iniciativa apresentada por João prevê que o governo assuma o pagamento da primeira e da última parcela do acordo firmado pelo cidadão.

O anúncio ocorre em meio a um cenário de elevada inadimplência no Estado. De acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, Pernambuco tinha 3.652.032 pessoas inadimplentes em maio de 2026, o equivalente a 50,36% da população adulta. O Estado registrou o terceiro maior número de negativados do Nordeste, atrás apenas da Bahia e do Ceará.

No mesmo levantamento, bancos e cartões de crédito aparecem como os principais segmentos das dívidas dos pernambucanos, respondendo por 33,1% dos débitos, seguidos pelas financeiras, com 25,1%.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O advogado pernambucano Thomas Crisóstomo, investigado pela Polícia Federal (PF) e réu em um processo por ter atacado o presidente Lula (PT) nas redes sociais, foi o responsável por ingressar com um pedido de habeas corpus em favor dos donos do site Bastidor.PE, que está no centro das investigações sobre a divulgação de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). Por decisão judicial, a página tinha até domingo (6) para fornecer dados que contribuíssem com a identificação dos responsáveis pelos cartazes, mas se recusou sob o argumento de que precisa proteger suas fontes.

Crisóstomo recorreu a uma solução parecida à utilizada por ele próprio após entrar na mira da Justiça Federal. Em 2023, ele postou na rede social X que a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) “virou cabide de emprego pra mulher do ex-presidiário Lula”. Na época, ele defendeu o direito de criticar governantes. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia por entender que houve injúria contra o presidente da República, argumentando que a liberdade de expressão não é um salvo-conduto para ferir a honra. O advogado não aceitou um acordo de não persecução oferecido no processo e apresentou um pedido de habeas corpus, aceito pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) em agosto deste ano.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por João Alberto – Social 1/JC

Com uma trajetória marcada pela advocacia, pelo Direito Eleitoral, pela atuação institucional e pelo ensino, Diana Câmara construiu uma carreira pautada pelo estudo, pelo trabalho e pela defesa da Justiça. Advogada há 21 anos, foi três vezes conselheira estadual da OAB, presidiu importantes comissões, participou da criação de instituições voltadas ao Direito Eleitoral e atua há mais de 16 anos como professora. Casada com Celso e mãe de Lorenzo, Diana também encontra na família uma de suas principais fontes de inspiração. Nesta entrevista, Diana fala sobre sua formação, os caminhos que percorreu na advocacia, e os desafios e aprendizados ao longo da carreira.

O que despertou sua vontade de ser advogada?

 Desde criança eu dizia que queria ser advogada. Não houve um episódio específico que determinasse essa escolha; era algo que parecia já fazer parte de mim. Sempre tive um senso de justiça muito presente, e a injustiça, em qualquer situação, sempre me incomodou profundamente. Entrei na faculdade de Direito muito jovem, aos 17 ano, com a certeza de que havia escolhido o meu caminho. 

Mesmo sem integrar oficialmente a chapa de Raquel Lyra (PSD), Mendonça Filho (PL) faz questão de se apresentar como aliado da governadora. No programa eleitoral veiculado na última quarta-feira (2), o candidato ao Senado exibiu imagens ao lado de Raquel e afirmou que esteve “ao seu lado desde o início” e que quer “levar essa força para Brasília, para ajudar a Raquel a fazer ainda mais pelo nosso estado”.

A estratégia é clara: se Raquel não o assume publicamente como candidato ao Senado, Mendonça trata de reforçar a parceria. E faz isso enquanto disputa uma das duas vagas com os próprios candidatos da governadora, Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), que, até agora, assistem à movimentação sem recorrer à Justiça Eleitoral.