No túnel do tempo

A viagem ao túnel do tempo hoje vem do baú do ex-senador Hugo Napoleão, do Piauí. Na condição de governador do Estado, em 1985, Napoleão discursa num evento na cidade de Jaicós, que teve como grande atração o Rei do Baião. Luiz Gonzaga cantou e tocou sanfona para delírio dos presentes. Se você tem uma foto histórica no seu baú de recordações, envie agora pelo 81.982224888.

Da Agência Brasil

A Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (Fenappf) divulgou um comunicado no qual repudia acusações de corrupção de agentes da categoria e aponta que os dois presos que fugiram da penitenciária federal em Mossoró (RN) não tiveram apoio externo.

Sem citar nomes, o texto diz que o policial penal federal está sendo lembrado “somente no momento em que ocorreu uma falha” e que “está sendo acusado direta ou indiretamente de corrupção por algumas pessoas públicas e formadores de opinião de forma totalmente irresponsável”.

Assinada pelo presidente da Fenappf, Gentil Nei Espírito do Santo da Silva, a nota afirma ser muito cedo para se chegar a esse tipo de conclusão, pois “as investigações ainda estão em curso”.  

A federação diz esperar que tudo seja apurado e esclarecido. “Findadas as apurações, se tiver algum policial penal federal envolvido, cortaremos a própria carne sem qualquer corporativismo, pois o nosso maior orgulho sempre foram os números estatísticos de zero fuga, zero rebelião, zero celular”, continua o comunicado.

Para a categoria, a fuga não teve planejamento ou apoio externo, e os dois presos aproveitaram a chance que tiveram.

“Os foragidos não tiveram apoio externo, ou seja, não havia logística externa, eles não possuíam veículo para fuga, celulares, casa de apoio e nem rota de fuga, o que nos leva a acreditar que não houve planejamento prévio e sim uma oportunidade que foi aproveitada e obtiveram êxito”, diz o texto.

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram os primeiros detentos a escapar de um presídio federal brasileiro, considerados de segurança máxima. O sistema foi criado em 2006. Eles fugiram na última quarta-feira (14). 

A busca pelos dois entrou neste domingo em seu quinto dia e mobiliza ao menos 300 agentes federais, além das forças de segurança estaduais.

Em vídeo postado nas redes sociais, o apresentador Ratinho falou sobre os dois criminosos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Para ele, “teve gente que soltou” os bandidos. “Ninguém escapa daquela cadeia. Teve gente de dentro da cadeia que participou, senão, não escapa”.

Confira:

Entenda

Rogério da Silva Mendonça, 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33, fugiram da penitenciária na última quarta-feira (14). Juntos, os criminosos acumulam mais de 80 processos judiciais no Tribunal de Justiça do Acre, o Estado de onde foram transferidos para o Rio Grande do Norte, no dia 27 de setembro do ano passado, e totalizam 155 anos em sentenças condenatórias, conforme informações do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC).

De acordo com o Ministério da Justiça, os fugitivos têm vínculos com o Comando Vermelho, uma facção associada a Fernandinho Beira-Mar, que também está detido na mesma unidade federal em Mossoró.

A penitenciária federal de Mossoró está passando por uma reforma, e a Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça (Senappen) suspeita que essas obras possam ter facilitado a fuga dos dois detentos.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, decidiu embarcar para Mossoró, no Rio Grande do Norte. Lewandowski vai acompanhar de perto a operação de buscas dos dois fugitivos da Penitenciária Federal da cidade.

O ministro embarca na manhã deste domingo(18), para o Rio Grande do Norte, acompanhado do diretor-geral da Polícia Federal em exercício Gustavo Souza. As informações são da coluna de Bela Megale, do O GLOBO.

Mais de 300 homens realizam uma varredura na área, com o auxílio de três helicópteros e drones com visão noturna e capazes de mapear pontos de calor, além de cães farejadores. A fuga ocorreu na quarta-feira (14).

Os foragidos são Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, de 35. Eles são ligados ao Comando Vermelho, facção de Fernandinho Beira-Mar, que também está preso na penitenciária de Mossoró (RN).

Reféns

Os dois detentos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró fizeram uma família refém na noite desta sexta-feira. De acordo com investigadores, os fugitivos invadiram a casa de uma família numa área rural da cidade, pediram comida, queriam ver notícias sobre a fuga e roubaram celulares. A dupla ficou no local por cerca de quatro horas, não pediu dinheiro e fugiu a pé.

O relato da família aos investigadores é de que ambos estavam sujos, cheiravam mal e pareciam desnorteados. Perguntaram diversas vezes a localização e demonstravam não conhecer onde estavam, uma das vítimas disse aos detentos que eles estavam muito perto da penitenciária de Mossoró.

A dupla perguntou como fazia para chegar ao Ceará, questionaram se estavam longe do litoral e se havia muitos pontos de bloqueio na rua. Uma das vítimas falou que perto de Mossoró há bloqueio. Ambos fugiram a pé, sem levar carro e nem a motocicleta da vítima.

Ao longo de quatro horas, fizeram várias ligações pelo WhatsApp, algumas delas para números com DDD 21. Do outro lado da linha, o interlocutor tinha sotaque e mencionou que estava no Rio de Janeiro.

Os nomes e fotos dos fugitivos do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN) passaram a constar na difusão vermelha da Interpol, hoje. A lista é para criminosos procurados internacionalmente.

Os procurados são:

  • Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos;
  • Rogério da Silva Mendonça, de 35.

Logo após a fuga, ocorrida na quarta-feira (14), o Brasil pediu a inclusão dos dois fugitivos no rol de difusão vermelha da Interpol – normalmente utilizado para cooperação entre as polícias de diferentes países quando criminosos perigosos conseguem fugir das nações onde são procurados.

A informação foi confirmada pelo secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, em entrevista coletiva na quinta-feira (15). Segundo o secretário nacional, no entanto, isso não significa que, para a polícia, os dois fugitivos tenham conseguido deixar o país.

Em entrevista à jornalista Andréia Sadi, o vice-presidente da Interpol para as Américas, Vandecy Urquiza, explicou que a Interpol trabalha com a possibilidade de que os fugitivos tentem sair do país. “Em casos como esse, há sempre a possibilidade que eles [fugitivos] venham a tentar sair do país. A partir do momento que esses nomes são incluídos nessa difusão [vermelha], nós conseguimos que todos os países que compõe a organização tenham acesso imediatamente a informações”, disse.

Na avaliação de Urquiza, a maior probabilidade é de que os criminosos, caso tentem deixar o Brasil, busquem países que fazem fronteira terrestre. Entre as informações compartilhadas com os 196 países estão as digitais dos dois criminosos fugitivos. Dessa forma, segundo Urquiza, existe a possibilidade que eles sejam identificados automaticamente por órgão de imigração dos países integrantes da Interpol.

“Em vários países, o banco de dados da Interpol é cruzado com os bancos de dados nacionais, dados migratórios, lista de passageiros. Isso aumenta o espectro de instrumentos disponíveis para a polícia para tentar localizar a movimentação fora do Brasil”, disse Urquiza.

Jornal O Poder

Cucaú, 133 anos. Passado glorioso. Presente ousado. Futuro integrado à modernidade. Assim se conta a história e se desenha o amanhã de uma das maiores produtoras de energia verde do Nordeste. Hoje, integrante do Grupo EQM, presidido por Eduardo Monteiro, Cucaú é exemplo nos três tempos do verbo.

O campo é, desde sempre, o grande palco do progresso e da sobrevivência da espécie humana. Graças à inovação tecnológica e à ecovisão da atividade canavieira, o meio rural da Zona da Mata deixou de ser sinônimo de atraso e injustiça. Cucaú é um exemplo. Da era pós-escravidão ao milênio do agro moderno, com biodiversidade, energia limpa e um mundo social e ecologicamente sustentável, a empresa está pronta para o amanhã. Leia nesta edição especial.

Desenvolver sempre, sem perder o foco na valorização das pessoas, nos investimentos em modernização e em uma gestão de fato sustentável. A Usina Cucaú celebra hoje seus 133 anos de existência vivendo plenamente a safra 2023/2024. Gerando quase 4,8 mil empregos diretos e outros 15 mil indiretos. Números que expressam a grandeza, mas não abarcam todo o arcabouço de uma empresa que respeita o passado, investe e ousa no presente e se conecta com o amanhã. Uma história a ser contada, vivida e aprendida. Em síntese: a Cucaú é hoje uma referência do setor sucroenergético do Nordeste e do País.

A empresa foi fundada em 1891 pela Companhia Geral de Melhoramentos. Passou por um processo de expansão e uma nova fase ao ser adquirida pelo empresário Armando de Queiroz Monteiro, avô do atual controlador, no ano de 1943. Na ocasião, a aquisição teve o objetivo de modernizar toda a estrutura para transformar o empreendimento em uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do Estado.

O legado moderno na Cucaú deixado por Armando de Queiroz Monteiro, que faleceu em 1989, foi repassado para outras gerações da família, como os filhos Armando, Múcio e Rômulo. O primogênito Armando Monteiro Filho, que já atuava com o seu pai, liderou e diversificou os negócios da família entre os anos de 1960 e 1990.

No ano 2000 o empresário Eduardo de Queiroz Monteiro, presidente do Grupo EQM e filho de Armando de Queiroz Monteiro Filho, adquiriu o controle acionário da empresa. Um novo tempo, então, se iniciou na Usina Cucaú.

Com uma gestão moderna e arrojada, Eduardo investiu no campo, expandiu a capacidade produtiva da fábrica, modernizou as instalações e promoveu uma reestruturação administrativa capaz de trazer Cucaú ao patamar atual de uma empresa sólida e competitiva.

A Usina Cucaú agrega tradição e inovação, sendo umas das mais importantes unidades do agronegócio de Pernambuco. O bioma onde está situada, pela sua característica úmida, reserva solos férteis e a sua topografia é privilegiada. Possui importantes áreas de várzea, que é o vale do Rio Sirinhaém, além de chãs e muitas áreas de topografia plana. A usina está em uma localização estratégica: perto do Porto de Suape e também da capital pernambucana. “Esse DNA de modernização não é de agora. Desde sua aquisição pelo meu avô, Armando de Queiroz Monteiro, que esse patrimônio vem se transformando, fazendo jus à capacidade de operação. O meu pai, Armando, e os meus tios, Múcio e Rômulo, deram continuidade a esse trabalho que é uma verdadeira missão de progresso”, destaca Eduardo Monteiro.

“Hoje, nossa atuação também é destaque na preservação ambiental e na economia sustentável”, afirma o presidente do Grupo EQM, que comanda a Cucaú. A Preservação da Mata Atlântica é um dos compromissos da empresa.

“Falar em sustentabilidade é ir muito além de investimentos que tornem os processos internos da empresa mais responsáveis com o meio ambiente. É falar de uma usina que, hoje, é responsável pela maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Estado. A formalização da área preservada de 900,15 hectares de Floresta Atlântica da Mata do Jaguarão, em Rio Formoso, ocorreu simbolicamente em 17 de julho de 2023 – Dia de Proteção às Florestas. “A aplicação prática da sustentabilidade é a associação do desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente. Este é o modelo ideal e ao que podemos denominar de desenvolvimento sustentável. Preservar as nossas florestas é imperativo”, reforçou o presidente do Grupo EQM.

“As práticas sustentáveis e a preservação da Mata Atlântica capitaneadas pela Cucaú fazem parte de um projeto muito maior no qual todas as pessoas comprometidas com as questões ambientais, sociais e econômicas estão envolvidas. Somos agentes desse movimento em favor do futuro”, explicou a diretora de Marketing do Grupo EQM, Joanna Costa.

Ela explica ainda que essa preocupação se traduz também pela educação ambiental voltada aos funcionários, comunidade e alunos das escolas em todos os engenhos da Usina.

Transformando-se em uma verdadeira cidade no período da safra da cana-de-açúcar, as atividades da Usina Cucaú impactam diretamente no desenvolvimento econômico não só no município de Rio Formoso, onde está localizada, mas em outras cidades da Zona da Mata Sul pernambucana como Sirinhaém, Tamandaré, Gameleira, Ribeirão, Escada, Água Preta, Palmares, Catende, Maraial, entre outros.

“Além de todos os treinamentos obrigatórios, temos investido muito em programas de capacitação para os nossos colaboradores. A começar dos programas de aprendizagem, em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), atualmente ministrando os cursos de soldagem e técnicas administrativas. Também estamos aplicando um Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL), com excelentes resultados. Estamos sempre empenhados em capacitar ainda mais nossas equipes”, destacou Cláudia Dantas, diretora de gestão de pessoas do Grupo EQM.

Segundo Cláudia, a Usina Cucaú tem trabalhado sob os pilares e critérios da sustentabilidade ambiental, social e da governança corporativa. “Na Cucaú, o grande diferencial está nas pessoas. O senso de pertencimento e o laço de afetividade dos funcionários com a empresa é uma característica muito forte na nossa cultura organizacional. As pessoas têm a empresa como sendo parte da vida delas e se sentem orgulhosas de fazerem parte dessa história”, conta.

O Grupo EQM também aderiu voluntariamente aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), compromisso firmado pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo o Brasil, que adotaram a chamada Agenda Pós-2015, considerada uma das mais ambiciosas da história da diplomacia internacional. Os ODS representam um plano de ação global para eliminar a pobreza extrema e a fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030.

Se, de um lado, a Usina Cucaú carrega consigo todo um passado que se confunde com a própria história do Estado de Pernambuco, de outro, os investimentos em novas tecnologias mostram que a empresa está sempre pronta e antevendo novos tempos.

E isso acontece, inclusive, pelo fato de ser uma das principais produtoras do combustível limpo, o etanol, que todos os países buscam atualmente.

Em um permanente processo de atualização, a empresa busca o que há de mais moderno no setor para aumentar e melhorar a sua produtividade. É o caso, por exemplo, da construção da Biofábrica, a primeira estação de enriquecimento de vinhaça da região. Maquinário mais versáteis e até drones passaram a ser utilizados em diversas etapas fabril, incluindo o plantio, fábrica, frota e equipamentos agrícolas. Com todos esses recursos humanos e materiais empregados, a Usina Cucaú deve encerrar a atual safra com 1,5 milhão de toneladas de cana moídas. Até o fim de março, quando deve encerrar a moagem – um fato diferenciado porque, em geral, ela acaba no final de fevereiro –, deverá ter produzido 30 milhões de litros de etanol e 2,3 milhões de açúcar vendidos tanto para o mercado interno e como também exportados para outros países.

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) será parceira de tribunais de contas estaduais para monitorar a implementação de ações locais para combater o avanço da desertificação na região do semiárido. A participação da autarquia foi discutida hoje (15) durante apresentação dos resultados da Auditoria Operacional Regional Coordenada em Políticas Públicas de Combate à Desertificação do Semiárido, realizada pelas equipes técnicas das cortes da Paraíba, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

“O tema precisa de uma ação governamental coordenada. Não há órgão mais indicado para isso do que a Sudene. Por isso, viemos apresentar os trabalhos feitos e suas conclusões”, avaliou o conselheiro do Tribunal de Contas da Paraíba, Fernando Catão. Os achados de autoria indicados pelo levantamento apontam deficiências na implementação das Políticas Nacional e Estaduais de Combate à desertificação. Em um panorama geral, os estados avaliados apresentaram dificuldades com a governança de ações desta temática – incluindo o monitoramento e avaliação de iniciativas – além da ausência de medidas de combate à desertificação por meio da agricultura familiar e de tecnologias sociais hídricas.

O vice-presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco, conselheiro Carlos Neves, defendeu uma postura mais pragmática dos estados para transformar as propostas em realidade. “Em alguns estados, existe a estruturação da política pública, mas não existe a efetivação dela, fazendo-a chegar nas pessoas. Por isso que os tribunais realizaram essa verificação. É preciso que os estados e a federação atuem de forma coordenada. E é aqui que entra a Sudene, nordestina que é, com o planejamento e a execução desta ação para combater a desertificação do semiárido”, explicou.

Para o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, é preciso transformar o combate à desertificação em uma agenda de estado, desdobrando-a em ações efetivas. “Nós não escolhemos esta pauta. Ela já foi imposta pela necessidade da agenda global da sustentabilidade. E isso é uma janela de oportunidade para o Nordeste. Por isso, a Sudene vai dar sequência ao diálogo já estabelecido pelo Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, para que possamos apoiar os estados e municípios para atualizarem seus planos de combate à desertificação. Além disso, queremos instalar comissões de acompanhamento e monitoramento destes instrumentos e ajudar os estados para que elaborem projetos de captação de recursos”, adiantou o gestor.

Também estiveram presentes o diretor de planejamento da Sudene, Álvaro Ribeiro; o conselheiro do TCE-PE, Ranilson Ramos, além de técnicos da autarquia e dos tribunais. Confira os resultados da auditoria: https://portal.tcu.gov.br/auditoria-operacional-regional-coordenada-em-politicas-publicas-de-combate-a-desertificacao-do-semiarido.htm.

Em virtude da paralisação das atualizações do Blog, logo mais, a partir das 18h, em função do período carnavalesco, o leitor poderá conferir a entrevista com Lia de Itamaracá, grande homenageada do Carnaval do Recife, ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, com antecedência. Clique aqui e confira. Está incrível!

Grande homenageada no Carnaval do Recife deste ano, Lia de Itamaracá é a convidada do Sextou de hoje. Ela é patrimônio vivo de Pernambuco, título conferido pelo Governo de Pernambuco para estimular e proteger iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sociocultural e profissional dos mestres e das mestras de notório saber. É a mais famosa cirandeira do Brasil.

Embora famosa, Lia nunca saiu da sua Ilha de Itamaracá. Lá, ainda criança começou a participar de rodas de ciranda. Trabalhou como merendeira em uma escola pública da ilha. Ficou conhecida por Lia nos anos 1960, depois que Teca Calazans, incorporando versos cantados pela cirandeira, acrescentou: “Esta ciranda quem me deu foi Lia, que mora na Ilha de Itamaracá”.

Rainha da ciranda, Lia gravou seu primeiro disco em 1977. De lá para cá, fez tanto sucesso que em 98 foi parar no Abril pro Rock, o que a fez ser famosa internacionalmente.

O Sextou vai ao ar das 18 às 19 horas, transmitido pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela Internet, clique no link do Frente a Frente acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.

O pintor, escultor, ceramista e vitralista pernambucano Ferreira é homenageado na exposição “50 Anos Ferreira de Arte”. A mostra entra em cartaz na Caixa Cultural Fortaleza, hoje, e tem acesso gratuito. Com 50 obras, a exposição celebra meio século de dedicação à arte pelo profissional e passeia pelas várias fases do artista.

Com curadoria do desenhista e restaurador Fernando Guimarães Tavares Júnior, a exposição apresenta recorte de obras em seis períodos estilísticos. São destaques as séries Naif, Eu e os Mestres, Cerâmicas, Satye, Abstrata e Amazônia. Elas mostram as técnicas utilizadas por Ferreira para interpretar pensamentos nas suas telas, painéis, cerâmicas, louças e desenhos.

Serviço

50 Anos Ferreira de Arte

Abertura: terça-feira, 6, às 19 horas

Quando: até 7 de abril; visitação de terça a sábado, das 10h às 20 horas, e domingos e feriados, das 10h às 19 horas

Gratuito

Mais informações: (85) 3453.2770 ou site da Caixa Cultural Fortaleza