Cid Gomes se filia ao PSB e sela rompimento com o irmão Ciro

Um dos principais líderes políticos do Ceará, o senador Cid Gomes se filou ao PSB neste domingo (4) em um ato político em Fortaleza. O movimento sela o rompimento do senador com o seu irmão, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, que permanece no PDT.

Cid mostrou força política na mudança partidária e chega ao partido levando 40 prefeitos (35 deles do PDT) e a secretária-executiva do Ministério da Educação, a ex-governadora Izolda Cela. Dentre os novos prefeitos do PSB no Ceará está Ivo Gomes, irmão de Cid e Ciro, que comanda a Prefeitura de Sobral, berço político da família. As informações são da Folha de S. Paulo.

Deputados estaduais e federais também devem acompanhar Cid na migração para o PSB, mas ela depende do aval da Justiça Eleitoral. Caso contrário, a mudança deve acontecer apenas na janela partidária de 2026.

Neste domingo, Cid subiu ao palco de mãos dadas e erguidas com o ministro Camilo Santana (Educação), que governou o Ceará entre 2015 e 2022. Depois, ao iniciar seu discurso, chamou Camilo de irmão: “Eu queria evitar expressão familiar, mas eu vou dizer: meu caro irmão Camilo Santana”, afirmou Cid, ao cumprimentar o ministro.

“Quando eu procurei Camilo para ser o governador, não era para ser capacho meu. […] Eu procurei para ele ser um governador de estado melhor do que eu. E digo sem problema de vaidade: Camilo é hoje a maior liderança de estado do Ceará e eu me orgulho disso.”

A única referência a Ciro Gomes foi feita em meio a uma piada. Cid falou que foi o maior governador que o Ceará já teve e citou a sua altura de 1,84 m. Ao citar os antecessores mais recentes, afirmou que Ciro “foi um grande governador”. Cid Gomes governou o Ceará entre 2007 e 2014. Já o seu irmão Ciro Gomes governou o estado entre 1991 e 1994.

O ato também teve participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro Márcio França (Empreendedorismo), do governador do Maranhão, Carlos Brandão, e de líderes políticos do PSB. No Ceará, o partido socialista é liderado pelo ex-deputado Eudoro Santana, pai do ministro da Educação Camilo Santana (PT).

A filiação de Cid Gomes mantém o seu grupo político como aliado do governador Elmano de Freitas (PT), revertendo o rompimento que aconteceu nas eleições de 2022. Na época, PT e PDT desfizeram uma aliança política de 16 anos por divergências na escolha do candidato a governador.

O PDT concorreu naquela eleição com Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, que foi indicado candidato após derrotar na disputa interna a então governadora Izolda Cela, nome preferido de Cid e de Camilo Santana.

A divergência fez com que os irmãos Ciro e Cid Gomes rompessem relações e racharam o PDT no Ceará, reduto eleitoral da família, em uma briga marcada por acusações de traições e arbitrariedades. Ciro Gomes, que defende a independência do PDT em relação ao governo petista no estado, acusa o irmão de tê-lo abandonado na eleição presidencial de 2022 e atuado em prol do presidente Lula (PT).

Do outro lado, Cid se afastou da disputa estadual e presidencial, abdicando da coordenação da campanha do irmão, posto que ocupou em outras vezes que Ciro disputou a Presidência.

Essa será a primeira vez que Cid e Ciro vão militar em partidos diferentes desde a filiação de ambos ao MDB em 1983. Desde então, os irmãos passaram por PSDB, PPS, PSB, Pros e PDT.

A migração de Cid também esvazia o PDT no Ceará, estado em que o partido tem maior força política. Cid tem ao seu lado a maioria dos prefeitos eleitos pelo PDT no estado, além do apoio de 13 dos 16 deputados estaduais e todos os deputados federais, com exceção do presidente nacional em exercício do PDT, André Figueiredo.

Ciro, por sua vez, perdeu parte de seu capital político na eleição passada. Ele se afastou dos aliados e foi escondido da campanha de Roberto Cláudio ao governo do estado. Em 2022, teve o seu pior resultado eleitoral no estado, conquistando apenas 6,8% dos votos. Em 2018, quando também concorreu ao Planalto, foi o candidato mais votado no Ceará, com 40,95%.

O PDT tem como prioridade neste ano a reeleição do prefeito Sarto Nogueira, aliado de Ciro que deve enfrentar um cenário conturbado na tentativa de um novo mandato.

A tendência é que o PSB de Cid caminhe com o candidato do PT que ainda vai ser definido. A deputada federal Luizianne Lins e o deputado estadual Evandro Leitão, que recentemente trocou o PDT pelo PT, são favoritos à indicação.

No campo da direita, devem disputar a prefeitura o ex-deputado Capitão Wagner (União Brasil), segundo colocado nas duas últimas eleições municipais em Fortaleza, e o deputado federal André Fernandes (PL).

A mudança de partido de Cid Gomes também deve dificultar as tratativas de PDT e PSB para formarem uma federação partidária nas eleições de 2026. Parceiros nas eleições de 2020, os dois partidos firmaram alianças em 45 cidades com mais de 100 mil habitantes, incluindo dobradinhas em ao menos oito capitais. Contudo, se afastaram em 2022, após o PSB decidir apoiar a candidatura de Lula (PT) à Presidência.

Com redução em suas bancadas na Câmara dos Deputados, as duas legendas voltaram a se aproximar e a discutir as bases para uma possível federação. Na prática, contudo, as siglas têm se afastado.

Além do distanciamento no Ceará, os dois partidos também se afastaram em Pernambuco. O prefeito de Recife, João Campos (PSB), vai concorrer a um novo mandato em outubro, mas são pequenas as chances de manutenção na chapa da vice-prefeita Isabella de Roldão (PDT).

Quanto ao futuro de Ciro, a ideia do PDT é que ele continue no partido e atue para recuperar as perdas causadas pela briga com o irmão. Uma opção seria sua candidatura a deputado federal na eleição de 2026 para fortalecer a bancada pedetista na Câmara.

Por Arnaldo Santos*

É consabido, pelo menos para aqueles que fizeram o primário bem feito, que conforme registros históricos, a formação das primeiras cidades ocorreu na região da Mesopotâmia, há cerca de cinco mil anos a.C. onde hoje se situa toda área territorial do Iraque.

Dentre as muitas funções que as cidades precisam cumprir, nas áreas econômicas, sociais, industriais, infraestrutura urbana, com suas múltiplas dimensões que conformam o modelo de cidades tal como conhecemos, a principal delas é que se destina a acolher e servir aos seus habitantes nos diferentes estratos, ancorada em um modelo de gestão que ofereça todos os serviços públicos continuados para proporcionar aos cidadãos em geral, e não apenas a uma minoria privilegiada, condições de vida minimamente digna.

Antes mesmo do surgimento do conceito de cidades globais no início dos anos 80, para designar as metrópoles mundiais com grande poder de influência econômica e cultural em todo o mundo, restou provado, pelo menos no Brasil, que as cidades não vêm cumprindo a sua função precípua, que é cuidar e oferecer bem estar para para todos os cidadãos. A julgar pelas condições em que vive a ampla maioria da nossa população trabalhadora, Fortaleza é um exemplo pronto e acabado de que não vem cumprindo essa função! Ao contrário, maltrata o cidadão pobre, pois não cuida das crianças e abandona seus idosos. Um bom exemplo é o aumento da quantidade de moradores de rua. A propósito, algum dos candidatos(as) sabe qual o tamanho dessa população?

Com todas essas mazelas, ainda assim é considerada um bela urbe com quase três milhões de habitantes, banhada por verdes mares, com lindas praias de extensas faixas de areia branca, adornadas por jangadas com suas velas coloridas, e do que restou dos outrora vastos coqueirais, onde sopram ventos constantes que desalinham os cabelos das suas belas mulheres, tornando-as ainda mais exuberantes e sensuais!

Pelas jangadas a vela que zarpam o ano inteiro da praia de Mucuripe, sob o sol e a lua, Fagner, Belchior, Ednardo, Fausto Nilo, dentre outros, navegaram milhas e milhas de poesias e letras de belas canções, realçando suas belezas. Bem antes, José de Alencar entalhara uma Iracema com seus lábios de mel, em um cenário de litoral, serras e sertão literário, revelando o talento criativo, a cultura, e a Fortaleza de sua gente, nascida e/ou acolhida por essa cidade.

Sua moderna arquitetura exibida pelos luxuosos centros de consumo e pelas ricas áreas residenciais, somada às suas exuberantes belezas generosamente dadas pela natureza, fazem com que muitos finjam desconhecer a existência de uma outra cidade, densamente ocupada pela população trabalhadora, ironicamente só lembrada em períodos de eleição. Está bem perto de voltar a ser lembrada pelos pretensos ‘soberanos’.

Nessa cidade historicamente “invisível”, georreferenciada por milhões de CEPs, discriminados por gênero, raça, cor, e orientação sexual, disfarçadamente apelidada pela elite dirigente de cidade oeste – sinônimo de pobreza, miséria, e abandono, cinicamente seus mandarins insistem na vã tentativa de desconhecer e esconder suas extensas áreas degradadas onde os serviços básicos de saúde, segurança, saneamento e limpeza urbana não chegam. Mas sobram violência e esgotos a céu aberto, onde crianças brincam em meio a lama junto aos porcos, por entre as estreitas ruas e vielas.

Paradoxalmente, através do Hub aéreo e de cabos submarinos, estendidos aos vários continentes, essa cidade pretensamente moderna se conecta ao mundo, transformando-se em uma aldeia global mcluhaniana, criando, pelo menos na aparência, a imagem de metrópole cosmopolita, economicamente desenvolvida, ao tempo em que, pela aguda pobreza e desigualdades que afloram dos guetos, onde moram os invisíveis e segregados da maioria dos seus cidadãos, se revela uma urbe paupérrima, socialmente injusta e ambientalmente degradada.

Aqui eclode o apartheid racial, econômico e social que persiste e resiste no tempo, com múltiplas evidências, não só do descaso do poder público, como também pelo preconceito, discriminação e racismo estrutural de parte de uma elite “neo-insensata”, cuja ação dos gestores, no decurso da história, teima em não priorizar políticas efetivas de inclusão para as pessoas mais pobres, em acelerada pauperização, decorrência do agudo agravamento das condições econômicas no pós-pandemia.

O mais preocupante, para não dizer trágico, é que quando se examina o cenário de curto e médio prazos, com base no debate em curso pelos grupos de poder e seus pré-candidatos em disputa pela indicação para as próximas eleições, o que se observa é apenas uma paranóia pelo poder nos vários partidos para escolher aquele que será o ‘soberano’, e um silêncio obsequioso em relação aos gravíssimos problemas da cidade, conforme mencionados.

Diante dessa obscena conjuntura, referenciado nos nomes de maior visibilidade que diariamente ocupam os espaços midiáticos, não é pessimismo afirmar que não podemos esperar mais do que as já conhecidas e mofadas ideias, defasadas no tempo, não oferecendo qualquer perspectiva de mudança para reversão dessa vergonhosa e perversa realidade.

Nesta perspectiva, é imperioso que façamos um exercício de abstração das graves preocupações que nos afligem no dia a dia, olhar um pouco para as ideias e as promessas feitas pelos candidatos em eleições passadas, fazer o resgate dessa memória, para que assim estabeleçamos uma análise comparativa com o que está por vir, e não incorrermos em erros de escolhas prejudiciais à cidade, não só para prefeitura, mas especialmente para vereadores que vão compor a Câmara Municipal, a expressão maior da representação política da cidade. 

A loira e desposada do Sol, de Francisco de Paula Ney, precisa e merece ser melhor cuidada, e assim oferecer condições de vida digna para todos. Cuidar das pessoas é o grande desafio que está posto.

Nesse contexto, a reflexão que se impõe sobre os graves problemas econômicos e sociais que enfrentamos – e que deverão se agudizar ainda mais ante a realidade econômica do País, o desemprego eclode com maior evidência, e reclama por uma ação imediata para atenuar os seus efeitos. A propósito, não é demais perguntar: algum candidato ou candidata saberia informar o número de pessoas desempregadas em nossa cidade? O desemprego, de tão grave e urgente, está a exigir uma inadiável ação de geração de trabalho e renda para esse estrato da população.

Aqui o objetivo é sugerir aos futuros candidatos, que debatam e ofereçam ideias e propostas em seus programas de governo, assim como no horário eleitoral e pelas mídias sociais, de como pretendem enfrentá-lo. Estamos sugerindo que apresentem modelos de soluções exequíveis e eficazes, fundamentadas e justificadas, e não promessas vazias como é da tradição que conforma essa cultura política malsã.

No contexto da multidimensionalidade da pobreza e das desigualdades sociais, gostaria de indagar: qual das candidatas (os) saberia informar o índice de pessoas vivendo na extrema pobreza em nossa cidade? Se não souberem, sugiro procurar os pesquisadores do laboratório de estudos da pobreza-LEP/CAEN/UFC, onde encontrarão vários estudos sobre essa trágica realidade.

De tão grave esse problema, é imperioso que os ‘soberanos’(as), ungidos pelos seus partidos, não se conformem apenas em acudir a essas pessoas através das políticas de renda mínima do governo federal (bolsa família) e façam propostas de políticas complementares que permitam a essa população construir seus próprios meios de sobrevivência e independência.

Considerando a magnitude e sua complexidade, as políticas pensadas com esse objetivo devem ser consoante com as condições econômico-financeiras da Prefeitura, pois é de conhecença que uma política pública, para ser viável e ter efetividade, tem que responder a pelo menos quatro indagações: quais são as evidências que justificam sua estruturação, quanto custa, qual a fonte dos recursos, e quem vai pagar? Uma ação com essa importância e alcance social, não se resolve com promessas genéricas, sem qualquer fundamentação como historicamente se observa em períodos eleitorais.

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas

No início da década de 1970, o cantor e compositor Raimundo Fagner chegou ao Rio de Janeiro e, para alguém tão ligado às raízes, encontrar um “chão” em solo carioca foi uma peleja, com contornos dramáticos, de até faltar comida no prato. Na expectativa pelo encontro com o cearense, a cantora Elis Regina (1945-1982) conheceu o cantor e os dois logo ficaram amigos.

A artista e seu marido à época, Ronaldo Bôscoli (1928-1994), sensibilizaram-se diante das condições precárias em que Fagner vivia em Copacabana e convidaram o cearense para morar com eles. Muita gente desconhece esses momentos difíceis da vida de Fagner, mas graças a sua biografia “Quem me levará sou eu”, esses e outros detalhes estão vindo a público e encantando ainda mais a sua legião de fãs. Adquira já a obra neste link: https://amzn.to/3HFQi19

Durante a posse da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, como presidente do Consórcio Nordeste, o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, destacou a recomposição dos elos entre as instituições em prol do desenvolvimento regional. “O consórcio é um importante fórum de discussão e melhoria de políticas públicas para a Região e é muito importante consolidarmos essa aproximação institucional para avançarmos na redução das desigualdades socioeconômicas do Nordeste”, afirmou durante a solenidade, que ocorreu durante Assembleia Geral do colegiado, na capital do Rio Grande do Norte, hoje.

Os governadores que integram o Consórcio Nordeste são membros do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), a instância máxima de governança da autarquia. Em parceria com a Sudene e instituições representativas de classes e do setor produtivo, os governadores têm um canal institucional com o Governo Federal e possuem poder de decisão sob temas que impactam diretamente os instrumentos de planejamento do Executivo Federal para o Nordeste. Cabe ao Condel, por exemplo, estabelecer as diretrizes de aplicação dos fundos regionais FNE e FDNE, que somam mais de R$ 40 bilhões em recursos. Os governadores também têm a oportunidade de sugerirem pautas e deliberarem outros assuntos que julguem pertinentes à região.

A governadora Fátima Bezerra frisou que seu mandato dará prioridade para manter o Nordeste unidos para que a Região avance cada vez mais em cidadania e melhoria da qualidade de vida da população. “O Consórcio se consolidou como uma ferramenta competente de gestão e um belo exemplo de governança, pensando os desafios comuns da região”, discursou.

Fátima Bezerra assume o cargo após mandato do governador João Azevedo, da Paraíba. “Unidos, formamos um estado de 60 milhões de habitantes e essa força tem feito a diferença. O Consórcio é instrumento de troca de experiências e de fazer com que políticas públicas exitosas possam ser transferidas entre os estados rapidamente para melhorar a qualidade de vida da população”, ressaltou João Azevedo.

Durante o evento, também foram discutidos o Fundo da Caatinga, agendas internacionais, monitoramento das obras do Novo PAC e foi realizada a instalação do Comitê Científico de Emergências Climáticas. Também estavam presentes o ministro Wellington Dias, os governadores Paulo Dantas (AL), Fábio Mitidieri (SE), Jerônimo Rodrigues (BA), Carlos Brandão (MA), Rafael Fonteles (PI), Raquel Lyra (PE), as vice-governadoras Jade Andrade (CE), Priscila Krause (PE) Walter Alves (RN) e Felipe Camarão (MA), o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, a diretora de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti, além de representantes dos poderes Legislativo e Judiciário e de diversos segmentos da sociedade.

O ex-presidente da Copergas, André Campos, foi nomeado, ontem, assessor especial do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara. E já começou a trabalhar ontem mesmo, participando, inclusive, de agenda pública em Fortaleza. 

Em reunião com o setor produtivo do Ceará, Câmara anunciou o resultado financeiro do ano passado: mais de R$ 58 bilhões em financiamentos, crescimento de 27% em relação ao ano de 2022.

Do G1/RN

Uma advogada e o cliente dela – suspeito de participar do assassinato de um vaqueiro de 19 anos no domingo (28) – foram mortos a tiros na tarde desta terça-feira (30) na saída da delegacia da cidade de Santo Antônio, na Região Agreste do Rio Grande do Norte.

As vítimas foram a advogada Brenda dos Santos Oliveira, de 26 anos, e um homem apelidado como “Gordinho das Batatas”, investigado pela Polícia Civil. O nome do suspeito não foi confirmado pelas autoridades até a atualização mais recente desta reportagem. Os dois foram assassinados dentro de um carro na Rua Doutor Pedro Velho, cerca de 600 metros distante da delegacia de onde haviam acabado de sair.

De acordo com a Polícia Militar, Brenda e o advogado foram alvos de diversos tiros e, em seguida, o carro em que estavam colidiu com um ônibus na pista. A advogada e o cliente, atingidos pelos disparos, morreram na hora, e os suspeitos fugiram.

Gordinho das Batatas havia sido detido pela Polícia Militar na cidade de Arez nesta terça-feira e foi conduzido até a Delegacia de Santo Antônio, que fica distante cerca de 30 quilômetros. O suspeito acabou liberado, por não existir mandado de prisão contra ele e nem flagrante vigente pelo crime do qual era suspeito, explicou a Polícia Civil.

A Polícia Civil confirmou que ele era um dos investigados pela morte do jovem João Victor Bento da Costa durante uma vaquejada no domingo, mas que há também outras linhas de investigação desse caso.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil do RN (OAB-RN) disse que requereu ao secretário de Segurança Pública do Estado, Coronel Francisco Araújo, o acompanhamento rigoroso das investigações, e também designou que uma comissão acompanhe o inquérito policial.

A OAB também informou que vai prestar assistência à família de Brenda. “O crime contra uma advogada em seu exercício profissional, além de uma violência bárbara, é um ataque direto ao Estado Democrático de Direito”, disse em nota.

O fomento da bioeconomia do Nordeste aplicada à saúde é o principal objetivo da mais nova rede colaborativa construída pela Sudene. A Rede Impacta Bioeconomia foi lançada, hoje, numa parceria da instituição com as universidades federais de Pernambuco (UFPE) e Vale do São Francisco (Univasf). A iniciativa prevê a produção de medicamentos a partir da pesquisa e inovação, centrada nos agricultores familiares agroecológicos, da fauna e da flora dos biomas existentes na região – caatinga, mata atlântica e cerrado. 

“Essa iniciativa fala para a inovação, a sustentabilidade, o meio ambiente e a nova política industrial brasileira. Nós queremos apoiar a geração de bioeconomia, enxergando o território, a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável do Nordeste”, afirmou o superintendente da Sudene, Danilo Cabral. Ele destacou que a identificação de produtos e cadeias de valor para o aumento da produção, beneficiamentos diversos e geração de renda para a população dialoga diretamente com o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). 

Presente ao evento, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPE, Pedro Carelli, frisou que a Rede é uma ação estratégica por se propor a uma visão do ciclo completo, desde a pesquisa, atuação nas pequenas comunidades, orientação, geração das cadeias de valor, a pesquisa para geração de produtos a partir da biodiversidade. “Acho que se fala muito na Amazônia, mas a gente também tem que olhar a Caatinga, porque é um bioma muito diverso, de uma riqueza enorme. A gente fala em biodiversidade há muito tempo no Brasil, mas estamos ainda muito aquém em termos de pesquisa, de como usar isso para geração de valor e agregação de valor econômico mesmo para o desenvolvimento do país”, disse. 

A professora Mônica Felts, uma das coordenadoras do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Positiva do Complexo Industrial da Saúde 4.0 (INCT TEC CIS 4.0) e também da Rede Impacta Bioeconomia, explicou que, a partir do olhar para a biodiversidade, haverá uma busca de bioativos e bioinsumos que possam ser extraídos de forma sustentável do território, gerando renda, industrialização, desenvolvimento socioeconômico e proteção ambiental. 

Para chegar à produção de medicamentos, haverá um movimento de transição, de acordo com a professora. “Começaremos a produzir suplementos funcionais e alimentares, defensivos agrícolas, cosméticos inteligentes, bioinsumos funcionais e farmacêuticos ativos e, posteriormente, medicamentos. Não queremos só extrair os insumos, queremos criar tecnologias e aperfeiçoar as existentes, além de agregar valor à produção”, reforçou Mônica Felts. 

Com um investimento de R$ 553,7 mil da Sudene, a Rede Impacta Bioeconomia conta com seis metas. A primeira trabalhará os derivados do umbu; a segunda do maracujá-da-caatinga; a terceira, da pitanga, da acerola e do melão-de-são-caetano. Já a quarta meta terá como foco a criação de defensivos agrícolas; a quinta será voltada para o mapeamento das cadeias de valor e a sexta atuará a partir da produção de mel de abelhas. 

A estruturação da Rede Impacta Bioeconomia terá início com identificação das organizações socioprodutivas (associações e cooperativas, principalmente) com maior nível de solidez para a realização de estudos com espécies vegetais e animais. Inicialmente, o projeto terá foco na área de influência da Região Integrada de Desenvolvimento Petrolina-Juazeiro e na Mata Atlântica, mas com estratégia de ser articulada para todo o Nordeste. A ideia é expandir a iniciativa para toda Região, firmando novas parcerias ao longo dos próximos anos. 

“Identificamos duas cooperativas – a Coopercuc (Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá) e a Cooates (Cooperativa de Trabalho Agrícola, Assistência Técnica e Serviços), em Pernambuco – para o início do projeto”, disse a professora Mônica Felts. Localizada na Bahia, a Coopercuc trabalha, especialmente, com produtos oriundos do extrativismo do umbu e do maracujá-da-caatinga. Já a Cooates, sediada em Barreiros, na zona da mata de Pernambuco, atua com a produção de mel e extrato de própolis. 

Em fevereiro, a Rede Impacta Bioeconomia será formalizada com a Univasf, em Petrolina (PE). O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, enfatizou que a parceria com as universidades consolida a aproximação entre as instituições, recompondo os elos em prol do desenvolvimento regional. “Precisamos integrar as políticas públicas, aproveitando a janela de oportunidades que a pauta da sustentabilidade traz para a Região, com o olhar da equidade”, acrescentou, lembrando que essa é uma orientação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, na perspectiva do Complexo Econômico Industrial da Saúde, estratégia do atual Ministério da Saúde incorporada à Nova Política Industrial recém-lançada pelo Governo Federal.

Após este blog noticiar, ontem, que um enxame de abelhas migratórias causou um acidente na PB-214, que liga os municípios de Congo e Sumé, na Paraíba, o advogado Cláudio Soares, contratado pela família, informou que, infelizmente, três pessoas morreram devido ao acidente.

As vítimas, que viajavam em uma motocicleta, colidiram com um veículo de passeio que perdeu o controle após ser atacado pelo enxame. O carro atingiu a moto e depois caiu em uma ribanceira.

O enxame atacou a família, deixando-os imobilizados na rodovia após a colisão. O acidente resultou na morte do homem, da mulher e de um menino. Duas pessoas que estavam no carro de passeio sobreviveram ao acidente. Elas foram levadas para um hospital na região.

A partir de amanhã, o Frente a Frente, programa político que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, estará de volta à Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Integrante do Grupo EQM, do meu amigo Eduardo Monteiro, diretor-presidente da Folha de Pernambuco, a Rádio Folha é minha velha e saudosa casa. 

Quando assinava a coluna política do jornal, que fui um dos fundadores também, apresentava o programa político de 11 horas até meio dia, ao lado do companheiro Jota Batista, até hoje na emissora. De Brasília, onde estou em semanas alternadas, depois de morar por lá 15 anos, também entro na programação diária da rádio, dando notícias e comentando também.

Com a minha volta, a rádio 102,1 FM deixa de ser a cabeça de rede da Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia. Meu programa vai ao ar das 18 às 19 horas, de segunda-feira a sexta-feira, alcançando cinco milhões de ouvintes em quatro Estados, com repercussão em mais três do Nordeste – Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe.

A líder da rede, consequentemente, passa a ser a Rádio Folha. Eduardo Monteiro me traz de volta um ano após me colocar novamente em Brasília, onde fui diretor do seu jornal e editor-chefe do Jornal de Brasília, quando este foi arrendado pelo grupo EQM. 

Honra e alegria sem tradução atuar neste grupo maravilhoso do meu amigo Eduardo Monteiro, empresário eclético, audacioso e visionário, que enxergou no agronegócio a matriz impulsionadora dos seus negócios, em expansão no Nordeste, com destaque para Alagoas e Rio Grande do Norte.

Na tarde deste domingo (28), um enxame de abelhas migratórias acabou causando um acidente na PB-214, que liga os municípios de Congo e Sumé, na Paraíba. Segundo informações repassadas ao blog, um veículo que passava pela rodovia acabou sendo invadido pelas abelhas, fazendo com que o motorista perdesse a direção e capotasse o carro. 

Ao menos três ambulâncias foram acionadas para a ocorrência. Não se sabe se houve vítimas fatais nem o estado de saúde das pessoas envolvidas. Confira o vídeo: