Maceió tem noite concorrida da biografia de Marco Maciel

Acabou, há pouco, a noite de autógrafos da biografia de Marco Maciel, no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, no centro de Maceió. O evento contou com a presença de historiadores, jornalistas, escritores e políticos, entre os quais o ex-prefeito Rui Palmeira, secretário estadual de Infraestrutura, e sua esposa Isis.

A rivalidade política entre o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) voltou à tona com uma possível instalação da CPI da Braskem, contou o colunista do UOL Tales Faria no UOL News da manhã desta segunda-feira (11). A comissão, que seria instalada nesta terça-feira (12), pode ter o início de seus trabalhos adiado.

Houve muito lobby para evitar a CPI esse tempo todo. O PSD, por exemplo, não indicava seus senadores, um indicou um e permitiria a instalação da CPI. Mas, diante do Renan ter marcado [o início], o senador Otto Alencar (PSD-BA) se autoindicou membro da CPI e passa a ser o mais velho integrante da comissão e, como mais velho, ele coloca em risco a instalação da CPI amanhã. Renan acha que há um sério risco de não ter essa instalação amanhã. As informações são do portal UOL.

Paulo Dantas (MDB), governador de Alagoas e aliado de Renan, e João Henrique Caldas (PL), prefeito de Maceió e aliado de Lira, ainda não se encontraram pessoalmente desde o dia 29 de novembro, quando foi anunciado o risco iminente de colapso de uma mina da Braskem.

Os dois tinham marcado uma reunião para hoje de manhã que seria discutido o entendimento em torno desse caso da Braskem e a atuação conjunta da prefeitura e do governo do estado. Mas Arthur Lira chamou o prefeito à Brasília com a argumentação de tentar conseguir verbas do governo federal e desmontou a reunião do prefeito com o governador.

Renan Calheiros diz que isso foi feito de propósito para tentar transformar a questão em um assunto de briga entre os dois, e não no problema da Braskem, que Renan está tentando uma CPI. Renan disse que está a disposto a apoiar a reeleição do prefeito ligado à Lira se ele desfizer o acordo com a Braskem, em que a prefeitura recebeu R$ 1,7 bilhão para encerrar o caso e não permitir mais contestações. O problema é que nesse acordo a prefeitura deu à Braskem o terreno que vai afundar.

Briga política

Prefeitura e governo do estado também criaram seus próprios comitês de emergência para gerenciar a situação causada pela mina 18, que se rompeu ontem. Não existe um órgão unindo as duas esferas para gerenciar a crise.

Conversas foram à distância. Os gestores e rivais locais chegaram a se falar por telefone na noite de ontem, poucas horas após o rompimento da mina 18, mas divergiram sobre a necessidade de uma reunião presencial.

Encontro entre autoridades desmarcado. JHC chegou a convocar uma reunião para ontem mesmo, mas o governo estadual marcou para hoje. No início da manhã, o prefeito anunciou, no entanto, uma viagem à Brasília para se encontrar com Arthur Lira para justificar sua ausência. Caldas enviou representantes para o encontro.

Alckmin só se encontrou com um deles. O governador se reuniu no dia 5 com o então presidente em exercício, Geraldo Alckmin, para discutir formas de combater a crise. No mesmo dia, estava prevista uma reunião entre Alckmin e JHC, porém, o prefeito não foi ao compromisso. Lira é quem tem intermediado o contato entre o município e o governo federal.

JHC é aliado de Bolsonaro. Com apoio massivo de políticos bolsonaristas, como o caso do deputado federal recém-eleito Alfredo Gaspar, o prefeito não citou Lula em nenhum momento durante a crise recente e se apega a Lira e a bancada de direita do estado.

Hoje, Dantas anunciou que vai desapropriar a área de cinco bairros de Maceió afetados pela mineração da Braskem, que hoje pertence à empresa. O objetivo é transformar a região que compreende aproximadamente 3km² em um parque ambiental.

O lançamento, daqui a pouco, a partir das 17 horas, da biografia de Marco Maciel, no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, foi destaque nos principais veículos de comunicação do Estado. Os portais Repórter Nordeste e Sete Segundos, o jornal Tribuna Hoje, e os Blogs THN1 e AJN1 registraram a noite de autógrafos que marca a chegada, em Alagoas, da obra que retrata a trajetória de um dos políticos que mais exercitaram a prática do diálogo em busca de consensos, com destaque para o processo de redemocratização do País.

O advogado Paulo Sérgio Vasconcelos participou do lançamento do livro “O Estilo Marco Maciel”, em Fortaleza, na última quinta-feira (7), e já leu de um fôlego só. Ficou encantado com a obra e me enviou, há pouco, uma mensagem muito simpática.

Caro Magno, 

Após ler, de um gole só, a biografia de Marco Maciel, passo aqui para dizer que li de uma sentada. Seu livro é excelente. 

Acompanho a política nacional desde a adolescência, já sabia alguma coisa sobre o Senador Marco Maciel. Seu livro enriqueceu meus conhecimentos, além de ser um brilhante reconhecimento e homenagem ao grande homem público que foi Marco Maciel.

A propósito, fiz uma postagem sobre o lançamento nas minhas redes, que segue: 

Apesar de extenuado pelo ritmo profissional dos últimos dias, não me furtei em comparecer ao lançamento da obra “O Estilo Marco Maciel”, do renomado jornalista pernambucano Magno Martins, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa do Ceará. 

O concorrido evento contou com a presença de proeminentes personalidades da política, do jornalismo, das letras e da cultura cearense. O biografado pontuou como um dos maiores políticos brasileiros de seu tempo, independente de ideologia ou bandeira partidária, como descrito na contracapa. Para quem já pegou avião e foi à capitais do sudeste para lançamentos de livros, voltando às vezes no mesmo dia, não seria um cansaço qualquer que me faria ausente do ora registrado. 

A biografia do ex-vice presidente pode ser adquirida de forma online. Basta clicar aqui.

Do Jornal O Poder

Nesta próxima terça-feira (12), às 15 horas, está prevista a instalação, no Senado Federal, da CPI da Braskem. A empresa de mineração, um setor predatório e assassino desde o período colonial, cometeu o inimaginável desatino de escavar os subterrâneos de Maceió, capital de Alagoas, a uma profundidade média de 1.200 metros. E, para fazer jus ao nome do Estado, sua lagoa mais famosa, a de Mundaú, está com túneis para retirar sal-gema a essa profundidade sob a sua superfície. 

Túneis com 30 metros de diâmetro e uma profundidade equivalente a 40 prédios de 10 andares, um em cima do outro. Já imaginou o que é isso?

CPI

Vai apurar o que todo mundo já sabe. Mas tem o mérito de dar visibilidade ao maior crime ambiental de todos os tempos cometido pela mineradora assassina. Omar Aziz ( PSD/AM), será o presidente. Renan Calheiros, que é o autor da proposta, será o relator. Renan é fera, ninguém duvida: com um só tiro atinge três alvos. Se posiciona como grande defensor do povo alagoano, carimba a vitória do seu grupo político nas eleições municipais e ajuda a depreciar ainda mais o valor da Braskem. Acreditem ou não, existem aves de rapina do mercado esperando para adquirir a mineradora quando o valor chegar ao fundo do poço. Melhor dizendo, ao fundo dos túneis. 

De onde vem o perigo? As pessoas acharem que a CPI é para resolver o problema e relaxarem da vigilância e das medidas preventivas. Isso precisa ser bem explicado.

Perigo da terra

São cerca de 35 minas, algumas subaquáticas, que transformaram o subsolo de diversos bairros de Maceió numa taboa de pirulitos subterrâneos. Já dissemos acima: abaixo do nível do solo, a uma profundidade equivalente a 40 edifícios de 10 andares, um sobre o outro. Essa terra está afundando, ora mais, ora menos velozmente. Bateu os 2 metros de erosão, e o processo continua. Com a interligação dos túneis, o perigo se amplia. Com as escavações de alicerces e poços artesianos, pela população, a área de risco real se estende silenciosamente por grande parte da cidade, para a qual não existe alerta de risco.

Êxodo

Os afundamentos localizados e as rachaduras nas residências já foram responsáveis pelo maior êxodo urbano da história em tempos de paz. 60 mil pessoas já tiveram que abandonar suas casas. Muitas delas tangidas pela polícia.

Olha pro céu

Especialistas criteriosos alertam: as chuvas, caso se concentrem em um curto período, podem desencadear a tragédia. Os efeitos climáticos do El Nino podem ser um agravante.

Enquanto todas as atenções estão voltadas para o solo de Maceió, um pesquisador olha fixamente para o céu. Desde que foi dado o alerta de afundamento da mina 18 da Braskem, localizada no bairro do Mutange, Humberto Barbosa, professor e pesquisador da UFAL, monitora, preocupado, as nuvens. Ele diz que caso aconteça uma concentração de chuvas em torno de 200 mm (10% da média anual) em poucos dias, Maceió inteira estará sob ameaça. Caso o solo da lagoa afunde, até um tsunami de grandes proporções não está descartado.

Do Jornal O Povo

Aos 45 anos de idade, Antônio Furtado realizou um sonho que tinha desde a adolescência: ser advogado. O recém-formado em Direito teve muitas dificuldades para concluir o curso, custeado com o trabalho como vendedor de água em Fortaleza.

Toda essa história começa em Magé, no Rio de Janeiro, cidade natal de Antônio. Na cidade fluminense, viveu apenas com a mãe, que trabalhava como cuidadora de crianças com síndrome de down. Ao conhecer a rotina desses jovens e os muitos desrespeitos que eles enfrentavam, Antônio viu no Direito uma forma de ajudar esse público.

“Eu acreditava que sendo advogado eu poderia garantir os direitos dessas pessoas, os meus e os da minha família”, conta.

Com o passar do tempo, a ideia foi perdendo força e acabou sendo deixada de lado por quase 20 anos. Nesse ínterim, Antônio virou adulto e cresceu sem saber muito sobre o pai, apenas que ele era cearense e morava em Fortaleza. Decidiu conhecê-lo. Aos 25, encarou três dias de viagem de ônibus para encontrá-lo na Capital.

Logo se encantou pela capital do Ceará e anualmente passava as festas de fim de ano com o avô, a irmã e toda a família que descobriu aqui. Aos 35 anos, ele enfrentava alguns problemas financeiros no Rio. Foi quando decidiu se mudar de vez para o Ceará em busca de novas oportunidades.

Por lá, a situação não mudou muito no começo. Com dificuldades para encontrar emprego, Antônio teve ansiedade e procurou ajuda de um profissional da psicologia, que lhe recomendou voltar aos estudos, pois isso faria bem para a mente dele.

Foi então que, mais de 20 anos depois, Antônio retomou o sonho de ser advogado e iniciou o curso em uma faculdade particular de Fortaleza.

Advogado foi ajudante de pedreiro antes de vender água

Já matriculado no curso, o fluminense tinha outro problema para enfrentar, os altos custos da faculdade de Direito. Durante os primeiros dois anos, trabalhou como ajudante de pedreiro em obras de um vizinho. Ganhava em torno de R$ 50 por dia e amenizava como podia o valor das mensalidades, por meio de um programa de descontos da instituição de ensino.

Com a incerteza das obras, ele teve que buscar uma nova fonte de renda e iniciou a venda de águas no Centro de Fortaleza. Ele conta que apesar do começo difícil, devido à falta de experiência, o período que passou comercializando nas ruas foi de muito aprendizado.

“Às vezes a gente tem aquele pensamento errôneo de que as pessoas são más, que a maioria delas é ruim. Isso é tão errado. Quando a gente está na rua, a gente conhece tanta gente boa. Estar nas ruas me ensinou muita coisa. Muita gente sempre me tratou muito bem”, relata.

O cenário melhorou com o tempo e a experiência no ramo, mas ainda restava um desafio na vida de Antônio, o tempo. Durante a semana, trabalhava de dia e estudava à noite.

Nos fins de semana, intensificava ainda mais os estudos. Tinha pouco tempo para a esposa, Flávia, com quem só saía nas noites de domingo, como quem renovava as energias para mais uma semana agitada. Foram três anos nesse ritmo até a formatura e a recente aprovação na prova da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), em julho do ano passado.

Formado, Antônio diz querer ajudar as pessoas

Hoje Antônio não vende mais água e se sustenta integralmente com a profissão de advogado. Já atua na área que sempre quis, o direito previdenciário. Animado, conta as causas que já pegou e, principalmente, as pessoas que ajudou desde a formação.

Questionado sobre quais os próximos passos que pretende seguir após a realização do sonho, diz que quer crescer no ramo e montar o próprio escritório na capital cearense.

“Quero dar prosseguimento a essa carreira na advocacia ajudando as pessoas, porque eu quero trabalhar, ganhar meu dinheiro honestamente e poder dormir bem à noite, sabendo que fiz a aposentadoria de uma idosa, ou um benefício para uma criança que precisa desse dinheiro. Aquilo que o direito fala sobre a dignidade da pessoa humana”.

Na segunda-feira (11), Maceió será a quinta capital do Nordeste e a oitava do País a receber, em noite de autógrafos, a biografia de Marco Maciel. O lançamento está marcado para o final da tarde, no Instituto Histórico e Geográfico da capital alagoana. 

Na terça-feira, será a vez de Aracaju, capital do Estado de Sergipe. O evento será realizado no Museu da Gente Sergipana, a partir das 18 horas.  O livro “O Estilo Marco Maciel”, editora CRV, de Curitiba, retrata a trajetória de um dos políticos que mais exercitaram a prática do diálogo em busca de consensos, com destaque para o processo de redemocratização do País, quando abriu uma dissidência no antigo PDS em apoio à candidatura de Tancredo Neves ao Planalto, em 1985.

Traz depoimentos inéditos dos ex-presidentes FHC e José Sarney, além da viúva Anna Maria Maciel, este sobre os dez anos que o biografado ficou afastado da vida pública em decorrência do Mal de Alzheimer, doença que o levou à morte em 2021, em Brasília. 

O prefácio é assinado pelo ex-senador Jorge Bornhausen, com apresentação do jornalista Marcelo Tognozzi. Seu primeiro lançamento se deu em agosto, na Academia Brasileira de Letras, onde Marco Maciel assumiu a cadeira pertencente a Roberto Marinho, das Organizações Globo.

Paraísos no litoral nordestino existem um batendo no outro. A região é vocacionada para isso, embora ainda com certo viés preconceituoso por parte da mídia nacional. Nas minhas andanças, tenho mostrado esse lado fantástico do Nordeste, como já retratei no livro “O Nordeste que deu certo”. 

Desde ontem, aproveitando o feriado prolongado, vim conhecer um dos tesouros do turismo nordestino, a Pousada Villas Taturé, localizada no meio de uma fazenda de coco com 1,2 km de beira-mar deserta.

Fica no centro da praia do Toque, em São Miguel dos Milagres, sul de Alagoas. Nunca vi nada igual! Tem quartos incríveis para aproveitar o paraíso, com muito conforto e privacidade, inclusive com piscinas próprias. Tem também uma quadra de tênis, um restaurante perfeito e um atendimento surreal. 

A combinação perfeita para você descansar e renovar todas as suas energias, como estou fazendo agora com os meus filhos.

Serviço 

Endereço: Sítio Taturé s/n, São Miguel dos Milagres, Alagoas

Contatos para reserva: (82) 9 8134-2804 / (82) 9 8134-2804 (WhatsApp)

e-mail: [email protected]

À propósito da minha passagem por Maceió, na próxima segunda-feira, onde lanço a biografia de Marco Maciel, recebi do ex-prefeito da capital alagoana, Rui Palmeira, este registro histórico de Maciel em 2010. Da tribuna do Senado, Marco Maciel homenageou o grande político alagoano Rui Soares Palmeira, pai do ex-senador Guilherme Palmeira, avô de Rui, que está apoiando a noite de autógrafos no Instituto Histórico e Geográfico de Maceió. 

Confira a homenagem feita em 2010

O senador pernambucano Marco Maciel (DEM) homenageou, nesta segunda-feira (10), o ex-senador Rui Palmeira (1910-1968), que foi deputado constituinte em 1946 e senador entre 1955 e 1968. Marco Maciel destacou a importância política de Rui Palmeira, apontando sua influência na política alagoana e no desenvolvimento do cooperativismo no Nordeste.

O Senado comemorou na sexta-feira (7) o centenário de nascimento de Rui Palmeira, ocorrido no dia 2 de março.

“Exerceu uma liderança incontestável na sociedade alagonana, especialmente entre os produtores de Alagoas, como diretor da Cooperativa de Banguezeiros (donos de engenho) e Fornecedores, atuando como um dos organizadores do primeiro congresso de cooperativismo e do congresso de banguezeiros de Alagoas. Foi fundador da primeira usina cooperativa da América do Sul”, sublinhou o parlamentar.

Rui Palmeira, lembrou Marco Maciel, iniciou a carreira política na União Democrática Nacional (UDN), tendo fundado seu diretório estadual, após o fim do Estado Novo, em 1945. O senador mencionou que, eleito senador pela UDN em 1954 e reeleito em 1962, o político alagoano ocupou os cargos de primeiro secretário, vice-presidente e de líder do partido.

Marco Maciel citou o pensamento de Rui Palmeira sobre o federalismo, bandeira defendida no Senado: “Pensemos na Federação. Ela não subsiste à desigualdade, ao desequilíbrio, ao desprezo pelo destino de uns. Se nasceu [da] identidade de sentimentos, hoje vive da coincidência de interesses, da igualdade de tratamento, da solidariedade, da assistência, da constante preocupação de desenvolvimento uniforme”.

O parlamentar lembrou ainda que, como deputado federal, Rui Palmeira criou a Previdência para os pescadores de todo o Brasil. Na Assembleia Nacional Constituinte de 1945, ressaltou, Rui Palmeira colaborou para o capítulo de direitos sociais e foi o responsável pela emenda sobre o cooperativismo.

Logo após a edição do Ato Institucional nº 2 da ditadura militar, que extinguiu os partidos políticos. Em 1965, Rui Palmeira filiou-se à Arena, disse o senador. Marco Maciel sublinhou ainda a atuação de dois dos quatro filhos de Rui Palmeira: Vladimir Palmeira, líder estudantil na década de 60, ex-deputado federal e atualmente professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Guilherme Palmeira, ex-governador e ministro aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU). Um dos netos do político alagoano, também chamado Rui Palmeira, é deputado estadual em Alagoas.