Caríssimo amigo Magno,
Seu aniversário interessa a muita gente, e sabe por quê? Porque você, à noite, é como uma esplêndida e cintilante estrela do Cruzeiro do Sul (coitado de quem não olha para as estrelas), em luta com a lua e com os buracos negros do universo, e traz para todos nós a certeza de que vale a pena acreditar no humano, que a grande maioria dos homens e mulheres é correta, responsável e boa.
Os maus aos maus, e vão plantar batata em Bodocó e Baixio dos Doidos, que deles o mau destino cuida.
Penso que você é, como disse, para sempre, um gênio da minha geração:
“É como se eu colecionasse sombras para o pouso no sol a pino para admirar paus-d’arco em flor e/ou festões de trepadeiras naqueles cerros aspérrimos”.
Essa é uma das múltiplas formas como eu penso e te percebo.
O Sertão é minha casa e meu país.
Parabéns para você e Nayla, dois queridos amigos, e para todos da família.
Mil vezes parabéns!
Muita saúde e que sua vida seja essa permanente bênção de felicidade e inspiração para todos nós.
Ando pensando muito em homens marcantes em minha vida, homens que moldaram um tempo e deixaram imensas saudades nos corações e mentes dos seus contemporâneos:
Walfrido Lopes de Siqueira, meu pai; Armando Monteiro Filho, Gastão Cerquinha e Josesito Padilha. Estes homens moldaram o seu tempo e ninguém apaga.
Ando saudoso do nosso Afogados da Ingazeira e de minha Coruja, o meu verdadeiro Riacho do Navio, onde eu pretendo ficar sem rádio e sem notícia desse bicho do Recife.
Seu amigo,
Zé da Coruja.


















