Se a comunicação é uma das áreas mais sensíveis de uma campanha eleitoral, os bastidores da candidatura de Raquel Lyra (PSD) parecem estar longe de viver dias de calmaria. Com o marqueteiro Igor Paulin dividindo sua atenção com a campanha de JHC ao Governo de Alagoas, a governadora teria passado a demonstrar irritação com Giordano Cunha, profissional que assumiu parte das funções na comunicação da candidatura.
Nos bastidores, circula a informação de que Raquel costuma chamar Giordano de “diretor de arte”, em tom de deboche, como se quisesse reduzir sua importância dentro da estratégia eleitoral. A ironia é que o profissional tem trajetória consolidada no marketing político brasileiro. Ou seja: para a candidata, aparentemente, o problema não seria exatamente o currículo – mas o fato de ele estar ocupando o espaço deixado pelo marqueteiro que ela gostaria de ter mais presente.
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O episódio seria apenas mais um dos “causos” que circulam pelas coxias da campanha. E revela uma situação, no mínimo, curiosa: enquanto a candidatura precisa de uma comunicação afinada, rápida e capaz de apagar incêndios, a relação com quem deveria ajudar a comandar essa operação estaria longe de ser um mar de rosas.
E incêndio, aliás, não tem faltado. A campanha ainda tenta administrar a repercussão provocada pela declaração de Raquel sobre a realização de laqueadura em uma mulher sem que ela soubesse do procedimento – episódio que provocou forte reação e abriu uma nova crise de imagem para a governadora.
Em uma eleição, comunicação mal calibrada já é um problema. Quando a própria candidata entra em rota de colisão com quem deveria ajudá-la a calibrar o discurso, a situação fica ainda mais complicada. No caso de Raquel, a impressão de que os bastidores passam é a de que, além de escolher bem as palavras, a campanha também está tendo dificuldade para escolher quem deve dizê-las.
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