A Sala do Empreendedor de Serra Talhada recebeu novamente o Selo Ouro de Atendimento do Sebrae, reconhecimento concedido na terça-feira (3). A certificação leva em conta critérios como qualidade dos serviços prestados, estrutura física e desempenho operacional. Além da premiação, o município alcançou a segunda colocação entre as 188 salas do empreendedor de Pernambuco em número de atendimentos, resultado que habilita Serra Talhada a disputar, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Diamante em nível nacional.
“A Sala do Empreendedor é um instrumento importante para apoiar quem deseja abrir ou formalizar seu negócio e para quem já empreende na nossa cidade. Esse reconhecimento demonstra que Serra Talhada tem investido na organização dos serviços e no fortalecimento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico”, afirmou a prefeita Márcia Conrado.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Elyzandro Nogueira, o desempenho reflete o volume de atendimentos realizados no ciclo de avaliação. “O Selo Ouro e a segunda colocação em atendimentos mostram que a estrutura está funcionando de forma contínua, atendendo desde o microempreendedor individual até quem busca orientação para crédito, capacitação ou regularização empresarial”, destacou. A Sala do Empreendedor oferece serviços como formalização de MEI, emissão de documentos, orientação tributária, acesso a cursos e programas do Sebrae, além de encaminhamento para linhas de crédito e ações de capacitação.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) iniciou uma auditoria especial para apurar supostas irregularidades na Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). A medida ocorre após denúncias de que o órgão deixou de fiscalizar ônibus da Logo Caruaruense que circulavam com taxas e vistorias atrasadas. A companhia tinha como sócios familiares da governadora Raquel Lyra (PSD) e foi fechada em 23 de janeiro, depois que o caso ganhou repercussão nacional.
O advogado Yuri Coriolano também foi listado na auditoria do TCE. Membro da equipe jurídica da campanha de Raquel em 2022, ele foi nomeado pela governadora para presidir a EPTI em 20 de janeiro, em substituição a Antônio Carlos Reinaux, que entregou o cargo em meio ao escândalo da Logo Caruaruense. Coriolano, porém, só ficou nove dias na função. O gestor acabou pedindo exoneração, na semana passada, após e-mails revelarem posicionamentos dele com tom racista e misógino.
A auditoria especial foi determinada pelo conselheiro Ranilson Ramos, responsável pelo conjunto de unidades jurisdicionadas que abrange a EPTI. Os trabalhos devem ficar a cargo do Departamento de Controle Externo da Infraestrutura e da Gerência de Fiscalização de Transporte e Mobilidade do TCE. É com base no relatório dos auditores que os conselheiros da corte decidirão sobre eventuais responsabilizações e a aplicação de punições, caso sejam confirmadas irregularidades.
O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), iniciou na manhã desta quinta-feira (5) a entrega dos kits escolares para o ano letivo de 2026. A ação contempla mais de 8 mil estudantes matriculados na rede municipal de ensino e ocorre no início das aulas, que começaram na quarta-feira (4), com distribuição de materiais para alunos de diferentes etapas da educação.
“Nossa missão é garantir que cada estudante de Toritama tenha em mãos as ferramentas adequadas para o seu desenvolvimento. O kit escolar é um investimento no futuro dessas crianças e também uma segurança para os pais, que sabem que a educação aqui é prioridade”, afirmou Sérgio Colin durante a solenidade. De acordo com a Prefeitura, o cronograma de entrega foi divulgado nas redes sociais e seguirá até a próxima terça-feira (10), atendendo desde a Educação Infantil até as turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), no período noturno.
Os kits foram organizados em três modalidades e incluem itens como mochilas, estojos, agendas e garrafas de alumínio, além de material pedagógico com lápis de cor, giz de cera, tinta guache, cadernos e outros acessórios para uso em sala de aula. A agenda contou com a presença do secretário de Educação, Áureo Falcão, do secretário de Gestão Estratégica, Edilson Tavares, e de vereadores da base governista.
As possíveis candidaturas avulsas ao Senado em Pernambuco tendem a enfrentar dificuldades no cenário eleitoral de 2026, principalmente com a polarização esperada na disputa pelo governo do estado, entre o atual prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD). A avaliação é do ex-deputado federal e comentarista da Folha de Pernambuco, André Campos, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.
As candidaturas avulsas ao Senado são aquelas lançadas de forma independente, sem vinculação a chapas majoritárias para o Governo do Estado, ou seja, não integram alianças eleitorais. Segundo ele, nomes como Marília Arraes (Solidariedade), Anderson Ferreira (PL) e Gilson Machado, que no momento está sem partido, são potenciais candidatos nesse modelo, mas enfrentariam desafios estruturais ao seguirem sozinhos.
“Eu acho que perde muito sem um candidato a governador. A eleição vai ser uma eleição polarizada entre Raquel e João e já está se mostrando aí uma eleição complicada, uma eleição que tem que se buscar inclusive muito equilíbrio”, afirmou.
Suporte
Para André, mesmo candidaturas bem posicionadas nas pesquisas, como a de Marília Arraes, tendem a perder força ao longo da campanha sem o suporte de um palanque majoritário. Ele destacou que, tradicionalmente, as candidaturas ao Senado estão atreladas às chapas ao governo, que oferecem estrutura, tempo de televisão e organização partidária.
“É muito difícil um senador avulso ter futuro, por mais que as pesquisas hoje apontam Marília como bem colocada, durante a campanha, qualquer candidatura avulsa eu acho que não teria muito futuro, não”, disse.
O comentarista também não descarta que candidaturas avulsas possam declarar apoio a postulantes ao Governo do Estado durante a campanha. Marília Arraes, por exemplo, poderia apoiar João Campos caso dispute o Senado por outra legenda. Ainda assim, o ex-parlamentar ressalta que esse apoio informal não substitui a força de uma candidatura integrada à chapa majoritária.
No campo da direita, André Campos avalia que pode surgir uma candidatura avulsa com discurso alinhado ao bolsonarismo, especialmente para o Senado. Nesse cenário, o candidato defenderia pautas nacionais, como o enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal, e adotaria uma estratégia desvinculada da escolha para o governo estadual. “O discurso pode ser esse: vote em quem quiser para governador, mas me escolha para representar Bolsonaro no Senado”, descreveu.
O prefeito de Taquaritinga do Norte, Gena Lins (PP), cumpre agenda institucional em Brasília nesta semana com foco na captação de recursos e fortalecimento de parcerias para o município. Durante visita à Câmara dos Deputados, ele se reuniu com os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, que confirmaram a destinação de R$ 4 milhões em emendas parlamentares para a área da saúde, com liberação prevista para o início de 2026. Segundo os parlamentares, também estão em andamento articulações para novos aportes voltados a investimentos em infraestrutura.
Na capital federal, o prefeito também participou de audiência no Ministério do Esporte para acompanhar o andamento do projeto Arena Brasil, complexo esportivo comunitário viabilizado por emenda de Eduardo da Fonte em parceria com o governo federal. A proposta já foi aprovada e está em fase avançada de tramitação, com previsão de início das obras até meados de 2026, beneficiando o bairro Silva de Cima e outras áreas do município. “Esses avanços são resultados de um trabalho conjunto entre o Executivo municipal e nossos representantes no Congresso. A Arena Brasil e os recursos para saúde vão impactar diretamente a qualidade de vida dos taquaritinguenses”, afirmou Gena Lins.
Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, hoje, o deputado Edson Vieira (União) voltou a defender a implantação de uma escola de Ensino Médio no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, e cobrou maior sensibilidade do Governo do Estado diante da demanda.
O parlamentar relembrou que o pedido foi apresentado em novembro, por meio da Indicação nº 14551/25, e que recebeu resposta da Secretaria de Educação em janeiro, através do Ofício nº 148/26, informando que, no momento, não há previsão para a construção da unidade. “Sigo empenhado na luta pela educação e continuarei trabalhando para que o Governo compreenda a importância dessa unidade para o futuro dos estudantes de São Domingos”, afirmou.
A contagem regressiva para a folia começou. A MV, multinacional líder na América Latina no desenvolvimento de softwares para a saúde, realizará, no dia 11 de fevereiro, a 12ª edição do tradicional bloco “Quem Me Viu, Quem MV”. A prévia, maior corporativa do estado e que já faz parte do calendário da cidade, reunirá colaboradores, clientes, parceiros e foliões no coração do Recife Antigo.
Com a expectativa de manter o sucesso de público e receber cerca de três mil foliões, a concentração terá início às 19h, na Venda do Bom Jesus, em frente à Praça do Arsenal. O evento é gratuito e aberto ao público. O cortejo deve seguir o trajeto tradicional, percorrendo a Rua do Bom Jesus, Avenida Rio Branco e Rua da Guia, com retorno à Praça do Arsenal. A programação musical completa será liderada pela Orquestra do Maestro Oséas e Patusco.
Para 2026, o bloco promete celebrar a cultura pernambucana com o tema “Manguebeat” (na edição anterior, o ritmo homenageado foi o Maracatu). Para quem deseja curtir a festa a caráter, os abadás e kits folia estarão disponíveis através do site oficial: https://quemmeviuquemmv.mv.com.br/. “O bloco é um momento de integração e alegria. Este ano escolhemos o tema do Manguebeat e queremos continuar a exaltar a nossa cultura, a conexão com Pernambuco e energizar a todos para o ano que começa”, destaca Paulo Magnus, CEO da MV.
A líder do Governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa (Alepe), deputada Socorro Pimentel (União Brasil), recebeu salários como médica efetiva da rede pública de saúde de Pernambuco mesmo estando afastada do cargo para cumprir o mandato de deputada estadual. O acúmulo de funções ocorreu entre julho de 2024 e março de 2025 e levou a pagamentos irregulares que se aproximaram de R$ 100 mil. O recebimento das duas remunerações por profissionais de saúde é vetado pela Constituição em casos como o da parlamentar, além de esbarrar em portaria publicada pelo governo estadual em 2023.
Em 1º de dezembro daquele ano, a Secretaria de Administração de Pernambuco formalizou no Diário Oficial do Estado o afastamento da deputada das funções de médica efetiva do estado durante o mandato parlamentar. A medida foi retroativa a 1º de janeiro de 2023 e vai até 31 de janeiro de 2027, abrangendo toda a atual legislatura e também o período de um mês em que Socorro Pimentel cumpriu um mandato-tampão por ser suplente da então deputada Priscila Krause (PSD), que renunciou ao cargo para assumir como vice-governadora. A portaria é específica ao indicar que Pimentel fez “opção remuneratória pelo cargo de deputada estadual”, o que deveria vetar ganhos salariais por sua função como servidora efetiva do estado.
Atualmente, o salário dos deputados estaduais pernambucanos é de R$ 34,7 mil, mas verbas indenizatórias turbinam esse valor. Já como médica, Socorro Pimentel embolsou R$ 8,5 mil mensais entre julho de 2024 e março de 2025, o que, somado ao 13º salário proporcional nos dois anos, chegou a R$ 96.188,59. Os dados são do Portal da Transparência.
Curiosamente, os pagamentos em duplicidade passaram a ocorrer após uma mudança na matrícula de Pimentel, que teve seu cargo modificado de pediatra, como ocorria desde 2005, para o termo genérico “servidora efetiva”, sem local de trabalho definido.
A Constituição proíbe o acúmulo de funções públicas remuneradas. Há ressalvas para algumas categorias profissionais, inclusive da área de saúde, desde que haja compatibilidade entre as cargas horárias dos dois empregos. Registros de frequência da Alepe confirmam que a líder do governo é assídua, o que tornaria improvável o cumprimento das duas jornadas de trabalho. Em novembro de 2024, por exemplo, um dos meses em que recebeu o salário de médica do estado, a deputada registrou presença em comissões, pela manhã, e em nove das 12 sessões plenárias do período, realizadas à tarde.
Ouvida pelo blog, a deputada afirmou que é servidora efetiva do Estado de Pernambuco e, automaticamente, ao assumir o cargo eletivo de deputada estadual, foi regularmente afastada das funções como servidora, conforme determina a legislação vigente. Esse afastamento foi formalizado por ato administrativo, com opção expressa pela remuneração do mandato parlamentar.
“O pagamento citado na matéria decorreu exclusivamente de um erro operacional da Secretaria Estadual de Administração. Quando a inconsistência foi identificada, os valores foram integralmente ressarcidos ao erário, de forma correta e transparente. Procedimento, inclusive, idêntico ao adotado em situações semelhantes envolvendo outros parlamentares com vínculo funcional com o Estado. Não há, portanto, qualquer acúmulo de funções, má-fé ou irregularidade. Não existe um único indício de ilegalidade ou de conduta incompatível com a Constituição ou com as normas administrativas”, disse a parlamentar.
Ainda em resposta ao blog, a deputada afirmou: “É lamentável que um tema já esclarecido, resolvido administrativamente seja trazido a público de maneira distorcida, gerando ilações que não se sustentam nos fatos. O desespero da oposição tem gerado esses ataques infundados, dirigidos a quem faz o enfrentamento aos absurdos postos por eles. Tenho uma trajetória pública ilibada, marcada pelo respeito às instituições, pela transparência e pelo compromisso permanente com a população de Pernambuco”.
A Câmara Municipal de Olinda rejeitou, hoje, cinco pedidos de impeachment contra a prefeita Mirella Almeida (PSD). Todos eles foram rejeitados de forma unânime. O ex-candidato Antônio Campos fez quatro das cinco solicitações. O advogado teve várias derrotas judiciais contra Mirella, além de haver sofrido revés nas urnas em 2024.
“Sempre respeito a legalidade, as instituições e o devido processo legal, mantenho minha atuação pautada pela transparência, pelo diálogo e pelo compromisso com a cidade e com a população de Olinda. Lamento profundamente que um instrumento constitucional tão relevante esteja sendo utilizado de forma politiqueira, com o objetivo de criar instabilidade e tentar transformar gestores públicos e o próprio processo democrático em reféns de disputas políticas e interesses menores”, comentou Mirella.
A gestora reforçou a determinação em garantir mais conquistas para Olinda. “Vamos seguir no trabalho, na entrega de resultados e no cuidado com Olinda, sem se deixar desviar por tentativas de politização excessiva que não contribuem para o desenvolvimento da cidade nem para o fortalecimento da democracia”, afirmou.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) diz estar havendo omissão da Polícia Civil em fornecer acesso a documentos sobre as diligências feitas contra auxiliares do prefeito do Recife, João Campos (PSB), entre agosto e outubro do ano passado. A entidade alega que, apesar de ter solicitado que a defesa dos alvos obtivesse o material desde 29 de janeiro, não houve qualquer resposta da corporação, o que viola a Constituição e o exercício da atividade dos advogados.
A reclamação foi apresentada em ofício remetido, ontem, pelo diretor de Prerrogativas da OAB-PE, Yuri Herculano, e pela presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da OAB-PE, Tássia Perruci. A cobrança é feita ao chefe da Polícia Civil, Felipe Monteiro. A OAB afirmou que, no ofício da semana passada, já havia pedido acesso a “procedimento investigativo, formulado por advogados regularmente constituídos, no legítimo exercício do múnus público da advocacia”.
Ainda no texto, os advogados afirmam que a falta de resposta da Polícia Civil, mesmo após provocação expressa da OAB, é “grave, pois obsta o exercício da defesa técnica, esvazia o contraditório e compromete a ampla defesa”. A entidade também explicou que o pedido não tem como foco o mérito da investigação, mas o acesso a “elementos já documentados, condição mínima para o exercício da defesa técnica e para a regularidade do procedimento investigatório”. “A persistência da omissão poderá ensejar a adoção das medidas institucionais cabíveis, inclusive perante órgãos de controle e correição”, escreveram.
A investigação vem sendo questionada por juristas de todo o país desde que o caso veio à tona, em 25 de janeiro. Um dos pontos críticos é a alegação do governo estadual de que o monitoramento do secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e do irmão dele, Eduardo Monteiro, teve amparo legal. A Polícia Civil fez diligências iniciais com base em uma denúncia anônima de corrupção e sem inquérito. Também vigiou os alvos com um rastreador veicular sem ordem judicial. Nenhum registro documental foi fornecido para justificar o emprego de recursos públicos e humanos no caso.