A campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) atravessa seu momento mais difícil de toda a disputa pelo Governo de Pernambuco. A menos de uma semana do primeiro turno, o ambiente político interno é de tensão, enquanto decisões judiciais e a mudança registrada nas pesquisas aumentam a pressão sobre a candidatura.
Raquel enfrenta dificuldades em diferentes frentes. No campo político, a disputa entre seus aliados ao Senado expõe uma divisão dentro da própria chapa. No campo eleitoral, as pesquisas mais recentes passaram a registrar uma mudança importante no cenário. Todas as pesquisas mostram João Campos (PSB) numericamente já à frente de Raquel Lyra.
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A sequência de levantamentos passou a produzir efeitos políticos dentro das bases. Segundo relatos ouvidos pelo blog, vereadores, vice-prefeitos, prefeitos e deputados que até pouco tempo estavam mobilizados pela campanha começam a demonstrar sinais de desmobilização. Em alguns casos, há relatos de aproximação com o campo adversário; em outros, o que se observa é o chamado “corpo mole” na reta final.
A avaliação de aliados e interlocutores ouvidos pelo blog é que Raquel também estaria enfrentando dificuldades para administrar o próprio ambiente político. Há, inclusive, quem interprete a atual situação como uma resposta ao relacionamento mantido pelo governo com prefeitos, vereadores e lideranças políticas ao longo dos quatro anos de gestão. Na visão desses interlocutores, a mudança de postura na reta final da campanha teria ocorrido apenas quando a necessidade eleitoral se tornou evidente.
E a pressão aumentou também no campo jurídico.
Na semana passada, o TRE-PE determinou que a campanha de Raquel concedesse 195 inserções de direito de resposta a João Campos em razão da propaganda conhecida como “Fura-Fila”, além de aplicar multa de R$ 319.230,00 por 60 veiculações realizadas após a campanha ter sido notificada da decisão.
Agora, uma nova decisão judicial atinge diretamente o material de campanha. A Justiça Eleitoral determinou o recolhimento, em 24 horas, de peças que apresentem PSDB e Cidadania como integrantes da coligação de Raquel. A decisão decorre da retirada da Federação PSDB-Cidadania da aliança que apoia a governadora, determinada pelo ministro Dias Toffoli, do STF. A campanha informou que pretende recorrer.
A verdade é que há um ambiente de forte pressão nos últimos dias de campanha.
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