O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, afirmou neste domingo (4) que as eleições no Estado registram um cenário atípico, com aumento de crimes eleitorais, como boca de urna e compra de votos. A fala, porém, ganhou contornos políticos ao sinalizar apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra. Secretário de Estado não pode fazer campanha ou tomar partido por candidatura. Se houve uso do cargo para favorecer Raquel, trata-se de um caso explícito de uso abusivo da máquina pública.
Segundo o secretário, as irregularidades têm sido identificadas por meio do sistema de videomonitoramento, que conta com mais de 1.800 câmeras, além de registros feitos por eleitores e divulgados nas redes sociais. De acordo com ele, há indícios de atuação coordenada em diferentes pontos de votação, com grupos de pessoas utilizando camisas da mesma cor, o que, segundo a Secretaria de Defesa Social, caracteriza práticas organizadas de boca de urna e possível compra de votos. As informações são do CNF PE.
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Alessandro Carvalho também informou que, em cidades como Recife, Caruaru e Salgueiro, a prioridade no atendimento das ocorrências é da Polícia Federal. No entanto, a capacidade de recebimento de casos na capital foi atingida ainda pela manhã, levando à autorização para que a Polícia Civil passe a registrar novas ocorrências. Ele alertou que, mesmo quando não houver prisão em flagrante, os envolvidos poderão ser responsabilizados posteriormente com base em imagens coletadas por câmeras e nas redes sociais.
Ainda segundo o secretário, a situação é mais crítica no Recife e na Região Metropolitana, enquanto no interior do estado o cenário é considerado mais tranquilo. Até por volta das 10h30, cerca de 50 chamados relacionados a boca de urna haviam sido registrados pelo 190, e as equipes de segurança seguem atuando para coibir as irregularidades ao longo do dia de votação.
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