A governadora Raquel Lyra está em Petrolina neste sábado (26) para participar de uma caminhada que sai da Praça do Galo e segue até a área atrás da Igreja Matriz, onde está previsto um ato político.
A mobilização, porém, começou marcada pelo esvaziamento. As imagens registradas no local mostram uma participação muito abaixo do esperado, em um evento organizado com o apoio da família Coelho.
Raquel chega a Petrolina depois de não ter participado das comemorações pelo aniversário da cidade. Agora, encontra um cenário de baixa mobilização. Além do esvaziamento, há mobilizações de grupos que prometem protestar durante a passagem da governadora, o que pode aumentar a pressão sobre Raquel durante a agenda.
Em reportagem a ser exibida em rede nacional neste domingo (27) pela TV Record, Amisadai Andrade da Silva — tido como operador de um esquema de ataques na internet, e que seria financiado com dinheiro público do governo de Pernambuco na gestão Raquel Lyra (PSD) — relata detalhes de como funciona a estrutura dedicada a, na palavras dele, “desidratar” o ex-prefeito do Recife e candidato ao governo João Campos (PSB). Nomeado pela própria governadora em 2025, e exonerado no último dia 26 de agosto, em caráter de urgência, menos de 12 horas após a denúncia da Rede Record sobre o “gabinete do ódio” dentro do Palácio, Amisadai confessa receber pagamentos sem nota fiscal por serviços. “A gente já recebeu até em caixa de charuto”, diz.
“A gente tem os parceiros que batem em João (Campos). Tem uma estrutura de jornalistas, uma equipe que constrói conteúdo.”, relata ele. No vídeo, Amisadai está na companhia dos dois sócios da Portal Comunicação e Marketing, José Roberto Júnior e Rodolfo Costa. Apesar de se dizer desligado da empresa (que é dona do site Portal de Prefeitura, dedicado à difusão de ataques a adversários de Raquel Lyra), o servidor da Caixa Econômica Federal, e que estava cedido ao governo, se apresenta como um integrante da Portal Comunicação. No vídeo, Rodolfo Costa relata que “tem relação” com dezenas de parceiros e perfis para “colabs” (post em parceria entre perfis do Instagram).
Amisadai também relata como se dá o esquema de distribuição dos conteúdos de ataque entre os perfis “parceiros” dos sócios da Portal Comunicação. “Dependendo do tipo de conteúdo que você coloque, se é um conteúdo que é viral, você tem parceria com uns oito perfis”.
O caso do “gabinete do ódio” de Raquel Lyra ganhou destaque nacional após matéria publicada no último dia 25 de agosto, também pela Rede Record. Nela, Amisadai revela ter sido chamado para o Palácio do Campo das Princesas pela governadora Raquel Lyra para, nas palavras dele, comandar uma estrutura digital dedicada a “desidratar” João Campos na internet. O esquema teria sido “encomendado” ainda em 2024, quando Campos foi reeleito prefeito do Recife com votação histórica de 78%.
Amisadai foi exonerado por Raquel Lyra na manhã do dia 26 de agosto, menos de 12 horas após a exibição da matéria pela Record. Nesse mesmo dia, após a governadora negar qualquer contato com o servidor, o portal Metrópoles divulgou documentos oficiais do Palácio do Campo das Princesas que mostram entradas de Amisadai para reuniões no local.
O BRAÇO DAS BETS – Na reportagem da Record deste domingo, uma testemunha relata que uma bet do município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, realizava os pagamentos e cobrava “engajamento” contra Campos e a favor da governadora Raquel Lyra (PSD). Funcionários da Aposta Ganha, casa de apostas sediada no reduto eleitoral de Raquel e que tem vínculos estreitos com a Prefeitura de Caruaru há pelo menos cinco anos, recrutavam as pessoas e comandavam os grupos — um esquema que começou em 2024.
“Raquel não estava tendo muito engajamento nas redes sociais e aí o grupo era meio que pra isso, para a gente estar engajando. Ela chegou a fazer sorteios de um valor de R$ 50 para os comentários melhores, para incentivar as meninas a estarem comentando”, diz a jovem.
Ela conta que pagamentos eram feitos por meio de pix de R$ 75 por pacote de comentários em perfis do Instagram. Os links das postagens eram distribuídos para que as pessoas comentassem. E, tão logo era dado o “visto”, uma das administradoras do grupo, Maria Eduarda Lucena — que no Linkedin se apresenta como advogada da bet Aposta Ganha — fazia o pagamento. Um dos administradores da bet, Alex Galindo, também estava no grupo de Whatsapp destinado aos ataques. O esquema começou a funcionar em 2024, pouco antes da eleição para prefeito do Recife, quando João Campos despontava com robusta vantagem. A operação segue ativa até os dias de hoje.
“Quem pagava era Eduarda Lucena, ela fazia via pix. E numa data certa para o pessoal que tava no grupo. Era R$ 75 e era só por comentários. Tipo assim, se você não comentasse em todas as publicações, ou em quase todas, não recebia”, continua. “O grupo é de Eduarda Lucena e era ela quem mandava as postagens, o que era pra comentar, o que era pra se basear no comentário que ela dizia, e ela é de Caruaru. Ela trabalha com a agência Prospect. Ela se apresentou através desse grupo da agência Prospect. No começo ela fez o convite para entrar no grupo de eventos. E depois, através do grupo de eventos, foi que veio o convite para o outro grupo relacionado a política”.
O braço das bets no esquema de manipulação digital contra João Campos foii revelado pelo Portal Metrópoles, no último dia 9. Segundo a testemunha ouvida pela reportagem, Maria Eduarda Lucena Freire, conhecida como Duda Lucena, administrava o “Grupo Engajamento”.
Para a tarefa de recrutar pessoas para os grupos de Whatsapp, Duda Lucena não informava o vínculo com a Aposta Ganha, e sim com a empresa Prospect, que realiza eventos como festas e shows na área de Caruaru, Gravatá e no Litoral Sul. As pessoas “contratadas” para comentar em favor de Raquel Lyra e contra João Campos eram recrutadas em grupos de divulgação destes eventos.
Alex Galindo, um dos administradores da Aposta Ganha, também é sócio-proprietário da Prospect. Em seus perfis do Linkedin, ambos são, respectivamente, Diretor de Operações (COO, de Chief Operating Officer), e advogada da “bet” caruaruense. Galindo também aparece em uma foto ao lado do primo, braço-direito e ex-secretário de Raquel Lyra, André Teixeira Filho, no Instagram deste último. No post, Teixeira refere-se à organização da festa privada Gonzagão, que acontece em Caruaru. “Mais um ano fazendo o que a gente ama”, diz o primo de Raquel.
INVESTIGAÇÃO – No dia 27 de agosto, os advogados da Frente Popular de Pernambuco entraram, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o que consideram abusos políticos e econômicos por parte da atual gestão do governo do Estado. Entre eles, o uso da estrutura digital para atacar João Campos. Além disso, o corpo jurídico da coligação também realizou denúncias ao Ministério Público Estadual (MPPE), Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Eleitoral (MPE).
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) reafirmou, durante uma carreata em Arcoverde, no Sertão pernambucano, na noite desta sexta-feira (25), a proposta de zerar o IPVA de motocicletas de até 180 cilindradas. Segundo a campanha, a medida poderá beneficiar cerca de 1,4 milhão de proprietários no estado. A mobilização marcou o início da agenda do candidato pelo Sertão neste fim de semana, após um ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Marco Zero do Recife.
“Mais de um milhão de pernambucanos vão ter o IPVA zerado para motos de até 180 cilindradas. A maioria das pessoas utiliza a moto para trabalhar. Então, quando a gente tira imposto, sobra mais dinheiro, e quando sobra mais dinheiro, as famílias podem ter uma renda maior. Isso é fazer o que é justo e vai ajudar na renda das pessoas”, afirmou João Campos.
A carreata percorreu ruas de Arcoverde e reuniu apoiadores e lideranças políticas. Participaram do ato o candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), o deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) e o candidato a deputado estadual Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB).
A governadora Raquel Lyra chega a Petrolina neste sábado e encontrará uma pergunta que não pode ser respondida com discurso, promessa ou fotografia: onde está a solução para os pacientes que precisam de tomografia e continuam esperando?
O Ministério da Saúde destinou R$ 6,7 milhões para ampliar a oferta de tomografias em Petrolina. O recurso chegou a Pernambuco, mas, segundo as informações disponíveis, o Governo do Estado ainda não contratou o hospital credenciado para colocar o serviço efetivamente à disposição da população.
Enquanto isso, pacientes continuam enfrentando dificuldades para realizar um exame essencial e, em determinados casos, precisam se deslocar para Recife.
E não é uma questão burocrática qualquer. O próprio Ministério da Saúde reconheceu, ao levar uma carreta de exames para Petrolina, que existe uma demanda urgente por tomografias na região. A pasta também alertou que, quando o exame não é realizado no momento necessário, o cuidado do paciente pode ser atrasado.
A situação é ainda mais delicada para quem está investigando ou acompanhando um câncer. Diagnóstico e tratamento dependem de tempo. Não se pode transformar a espera por um exame em mais uma barreira para quem já está enfrentando uma doença.
É por isso que a visita de Raquel Lyra a Petrolina precisa ser acompanhada de uma resposta objetiva:
Se o dinheiro está disponível, por que o serviço ainda não está funcionando?
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) percorreu as ruas de Arcoverde, no Sertão do Estado, durante uma grande carreata realizada na noite desta sexta-feira (25). A mobilização reuniu apoiadores e contou com a presença de Luciano Pacheco (MDB), Diogo Moraes (PSB) e Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB).
Em registro feito durante a carreata desta sexta-feira (25), em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, o candidato ao Governo do Estado João Campos (PSB) aparece no carro ao lado do candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), do deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) e do candidato a deputado estadual Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB).
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, na noite desta sexta-feira (25), de uma carreata pelas ruas de Arcoverde, no Sertão. Ele esteve acompanhado do candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), do deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) e do candidato a deputado estadual Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB). A mobilização reuniu lideranças locais, apoiadores e moradores e integrou a agenda de campanha de João pelo Sertão pernambucano. Com informações do Blog do Mário Flávio.
Após participar da caminhada ao lado de Lula, o ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) chegou a Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, na noite desta sexta-feira (25), para participar de uma carreata pelas ruas da cidade.
A passagem do presidente Lula (PT) pelo Recife, nesta sexta-feira (25), não deixou dúvidas de que o petista quer o candidato da Frente Popular ao Governo do Estado, João Campos (PSB), eleito e comandando Pernambuco a partir de 2027.
Em várias ocasiões, o presidente reforçou o pedido de votos para João, diante de um Marco Zero lotado “no pingo do meio dia”, como se diz no Nordeste. Nesta reta final de campanha, Lula entendeu que precisa de João Campos tanto quanto João Campos precisa do presidente.
Se a vinda de Lula ao Recife pode ser o impulso final que João necessita para virar de vez as intenções de voto, que já vem crescendo há três rodadas de pesquisas, Lula, por sua vez, sairá ganhando com a eleição do ex-prefeito, porque a tendência na eleição nacional é de um segundo turno entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Sendo assim, vai ser fundamental que o petista tenha em Pernambuco um governador que vai trabalhar para eleger Lula para seu quarto mandato.
A governadora Raquel Lyra (PSD) nitidamente, por sua própria decisão, não é essa pessoa. Faz pouco caso da disputa nacional e insiste em se omitir afirmando ser “pernambuquista”, como se Pernambuco fosse uma ilha isolada do Brasil e como se não fizesse diferença para o Estado um presidente comprometido com o Nordeste, ou um filho de Jair Bolsonaro, cuja a história com o Nordeste diapensa explicações. Em caso de vitória de Raquel Lyra, Lula ficará sem palanque em Pernambuco no segundo turno, porque a gestora nunca pediu voto para ele, nem em 2022 e nem agora, além de abrigar em seu palanque todos os aliados de Flávio Bolsonaro no Estado.
João Campos, por sua vez, fez questão de ressaltar, no evento desta sexta-feira, a pouco mais de uma semana para o primeiro turno: “Muita gente vai votar no senhor nesta eleição, mas a sua vitória vai vir do quintal da roça de dona Lindu (mãe de Lula), que é de Pernambuco”, demosntrando, assim, seu compromisso com a reeleição do presidente.
Além de reforçar o pedido de votos para João Campos, o presidente disse estar convencido de que o ex-prefeito será eleito pela maioria do voto das mulheres. Não se sabe se a certeza de Lula vem do desgaste de Raquel Lyra com o segmento feminino, depois de defender uma laqueadura sem consentimento em uma paciente da rede pública.
A certeza que o presidente deixou no Estado foi a do desejo no voto casado do PT e do PSB. “Quem gosta da educação vota no Lula. Quem gosta de saúde vota no Lula e vota no João. Quem quer Pernambuco melhor e o Brasil melhor vota no 13 e vota no 40”, enfatizou.
O pedido se estendeu aos senadores da chapa da Frente Popular, Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). Lula sabe que também precisa da dupla na campanha de segundo turno e mais ainda se vencer, porque o plano bolsonarista é boicotar um eventual quarto mandato dele no Senado.
Mulheres
Diante dos escândalos envolvendo políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, que comprava apoio político e proteção por meio de viagens, festas com muitas mulheres e mimos para homens com acesso ao poder, existe uma discussão nacional de que é necessário colocar mais mulheres na política, porque elas não estão envolvidas em vexames regados a bebidas caras e garotas de programa suíças, como o presidente do Senado, por exemplo, Davi Alcolumbre (UB).
Por essa razão, o presidente Lula destacou, no Recife, a importância do voto em mulheres para renovar o Congresso Nacional. O petista não deixou dúvidas quanto a essa questão na sua fala. “As mulheres são maioria. Se as mulheres tiverem consciência e votarem em mulher, um dia a gente pode ter uma maioria congressual de mulheres e não de homens”, defendeu, referindo-se ao Congresso.
A deputada estadual Roberta Arraes acusou o ex-prefeito de Araripina e candidato a deputado estadual Raimundo Pimentel de tê-la agredido durante uma visita ao Hospital do Câncer do Sertão do Araripe, em Araripina. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que o episódio ocorreu no fim da visita e classificou a suposta agressão como violência política de gênero. Roberta registrou um boletim de ocorrência e informou que solicitará uma medida protetiva.
Segundo Roberta, Pimentel teria gritado com ela durante o evento. “Ele gritou muito, ele gritava e, com muita raiva, eu não entendo que raiva é essa”, relatou. A deputada não detalhou, na publicação, se houve contato físico. “Nenhuma divergência justifica agressividade, desrespeito ou qualquer tentativa de intimidação”, escreveu.
Pimentel utilizou as redes sociais para negar a acusação e apresentar sua versão do episódio. Segundo ele, os dois estavam na sala de tomografia do hospital, na presença da governadora Raquel Lyra e de outras pessoas, quando Roberta teria arrancado do peito de uma pessoa um adesivo com os nomes dele e de sua esposa, Socorro Pimentel, deputada estadual e candidata a deputada federal. O ex-prefeito afirmou que a parlamentar amassou o adesivo e o jogou no chão e que sua única reação foi perguntar: “Por que essa raiva?”. “Em nenhum momento houve qualquer contato físico entre eu e a ex-deputada Roberta Arraes”, declarou. Pimentel classificou a denúncia como uma tentativa de criar um fato político durante o período eleitoral.