A peleja do Capitão América com o Homem-Aranha

Dedico este artigo ao meu colega o bilionário Elon Musk, que está dedetizando a cultura Woke politicamente “correta”

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Está decretada a guerra mundial nas plataformas terrestres, marítimas, aéreas e subterrâneas. Donald Trump, o quase Napoleão Bonaparte do século 21 (ao menos em ousadia, embora esta comparação possa ser exagerada), confronta o “Deep State, o Estado Profundo  da cultura Woke, ideologia de gênero, criptocomunismo, antissemitismo, abortismo, políticas identitárias, ONGs. Esta será a batalha vitoriosa de Austerlitz de Donald Trump.

Câmara Municial Recife - O Recife que amamos

Por Josué Medeiros

Da Carta Capital

A mais recente pesquisa Datafolha sobre a popularidade de Lula caiu como uma granada no colo da esquerda. Entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, a aprovação ao governo despencou de 35% para 24% — o menor patamar de Lula em três mandatos. Já a reprovação subiu de 34% para 41%, enquanto a avaliação regular passou de 29% para 32%.

O choque é maior quando se constata que a queda atinge justamente os setores mais pobres e o Nordeste, redutos tradicionais de apoio a Lula desde 2006. Entre quem ganha até dois salários-mínimos, a aprovação recuou de 44% para 29%. Na região Nordeste, redutos tradicionais de apoio a Lula desde 2006. Entre quem ganha até dois salários-mínimos, a aprovação recuou de 44% para 29%. Na região Nordeste, despencou de 49% para 33%.

Trata-se de uma tendência já mostrada por outros institutos, como Quaest e Atlas, mas agora em proporções inéditas. Mesmo que haja alguma margem de erro no recuo de 11 pontos, o recado é cristalino: há um abacaxi político de grandes proporções a ser descascado por Lula e pelos segmentos populares e democráticos que sustentam o governo.

Toritama - Tem ritmo na saúde

Por Roberto Brant*

O isolamento geográfico sempre nos deu a falsa sensação de que o que ocorre no mundo não afeta decisivamente a nossa vida. Isso pode ter sido verdade no passado, mas há muito deixou de ser. Hoje, tanto na economia como na política, atingimos uma dimensão que forçosamente nos interconecta com tudo de relevante que ocorre no mundo.

Em grande parte do século XX tanto o Brasil como toda a América Latina viveram sob estrita dependência dos Estados Unidos, dependência que várias vezes assumiu a forma de pura submissão e de relativização das nossas próprias soberanias. Com o fim da Guerra Fria e com o nosso amadurecimento econômico e político já não se pode dizer que fazemos parte da esfera de influência americana, como costumava ser no passado. O Brasil é hoje um país plenamente soberano, age com total autonomia política e tem relações econômicas diversificadas. Nosso principal parceiro comercial é a China e não mais os Estados Unidos e nada indica que isto possa mudar.

Apesar disso, a sucessão presidencial americana, que ocorreu com a posse de Donald Trump, poderá ter mais influência em nossa vida do que qualquer outra na história. Agora, não porque somos um país subdesenvolvido da América Latina, mas porque somos uma nação relevante no mundo. Se o Presidente Trump confirmar mesmo uma pequena parte do que tem prometido, a ordem mundial, na economia e na política, será completamente alterada — e certamente não para melhor.

Caruaru - Primeiro lugar no IDEPE

Por Cláudio Soares*

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem se mostrado insatisfatório até mesmo para os mais fervorosos apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Diversos fatores contribuem para esse descontentamento, refletindo uma gestão pífia e que parece distante das expectativas criadas durante as narrativas de palanques.

A economia brasileira, que deveria ser a prioridade de qualquer governo, encontra-se em estado crítico. Com a inflação de combustíveis e alimentos galopante, o trabalhador está sufocado, enfrentando dificuldades para arcar com as despesas do dia a dia. A promessa de um governo que priorizaria o povo se esvai diante das realidades financeiras que afetam milhões de brasileiros.

Além disso, o governo enfrentou críticas severas em relação à implementação de impostos do sistema PIX. As trapalhadas nesta área evidenciam não apenas a desorganização, mas também a falta de um planejamento eficaz, que tem prejudicado a confiança no sistema financeiro do país.

Cabo de Santo Agostinho - Vem aí

Por Osório Borba Neto*

Acordei hoje, sábado, e depois de me certificar que estava vivo, fui às notícias. Tempos confusos, para dizer o mínimo. Esbarrei em Trump, que segue propalando um nacionalismo radical em nome de uma democracia de uma mão só, onde ele manda e os outros obedecem.

Dei uma golada no café, acendi meu cigarro e li que o deputado Nikolas Ferreira convoca o povo para as ruas pelo impeachment de Lula, e que os bolsonaristas estão gestando uma historinha de que a USAID americana financiou a eleição que derrotou Bolsonaro.

Desanimado com a burrice campeando, parti para as notícias locais, e li a eleição das comissões da assembleia estadual e a derrota acachapante dos governistas e de Raquel.

Palmares - Natal Encantado 2025

Do blog do Luis Tôrres

O governo Lula III baseou toda sua sustentação na defesa da democracia. E veio se segurando nela até então. Deu-lhe verniz. E proximidade com o Supremo Tribunal Federal. Mas o piso do palco desabou. Porque a estrutura não se sustenta somente com isso. O governo precisava entender que a defesa da democracia é o início, mas não um fim único e exclusivo de uma gestão. A finalidade é resultado positivo de governo.

Aliás, defende-se a democracia para que a maioria, de forma livre, escolha manter os bons governos com base em suas aprovações. A democracia, mãe da liberdade de escolha, no entanto, não sustenta governos ruins. E Lula não fez o dever de casa para que, numa democracia, ele seja a preferência da maioria. A democracia, neste sentido, bota para fora no momento certo, gestões que não dão resultados positivos. Especialmente na economia.

Uma inflação que esmaga o poder de compra do brasileiro, juros que não baixam por causa disso e um bate cabeça sem medidas para conter o desequilíbrio fiscal que o Brasil se encontra, gerando desconfiança de investidores e populares, são reflexos de um desestímulo quanto à expectativa da atual gestão.

Olinda - Refis últimos dias 2025

Por César Felício

Do Valor Econômico

As pesquisas Datafolha são presenciais por ponto fluxo, com cerca de 2 mil entrevistas em um campo muito curto, dois dias no caso do levantamento sobre avaliação de governo divulgado nesta sexta-feira (14). É, portanto, uma pesquisa que capta bem a fotografia do momento. A crise do Pix, maior dano reputacional do governo em 2025, já tem mais de um mês. Como então atribuir a esse evento o fato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somar apenas 24% de bom e ótimo, ante 41% de ruim e péssimo?

A explicação está na natureza da perda que o presidente teve. É uma perda ancorada na decepção. No episódio da crise do Pix, Lula recuou com mais força entre seus eleitorados cativos, no Nordeste, na baixa renda, entre mulheres. Decepções são feridas de cicatrização muito mais difícil porque o desafio que se coloca é retomar a confiança perdida. A decepção, de certa forma, equivale a uma traição. Em casos assim, os efeitos subsistem mesmo depois de cessada a causa.

Este é um processo inédito no governo Lula III, mas não no Brasil. O cientista político do Ipespe Antonio Lavareda, com décadas de experiência em pesquisas de opinião, lembra que o ex-presidente Jair Bolsonaro também viveu a defecção de parte de seus eleitores, perdendo espaço de maneira generalizada em seus redutos do Sul e do Sudeste, até mesmo em Estados como Santa Catarina, entre a eleição de 2018 e 2022. “Fundamentalmente ele perdeu a eleição por isso. É o mesmo risco que Lula corre agora”, comentou.

Por Hélio Schwartsman
Da Folha de São Paulo

Esqueça a guerra tarifária e a sudetização da Ucrânia, o contencioso trumpiano mais legal de acompanhar no momento é aquele em torno do golfo do México, que o presidente americano rebatizou de golfo da América.

Solícitos, Google e Apple atenderam ao capricho presidencial, exibindo o novo nome em seus aplicativos de mapas quando acionados a partir do território americano. A Associated Press não aquiesceu e teve um de seus repórteres barrado em evento da Casa Branca.

A presidente do México, liderando um movimento de resistência, ameaça processar o Google por ter alterado seus mapas.

Por Luiz Queiroz
Do Capital Digital

O Ministério das Comunicações e a Anatel, numa “união de esforços”, decidiram lançar um edital que tem por objeto, “expandir ou melhorar significativamente a conectividade em regiões desatendidas, por meio da expansão da infraestrutura de telecomunicações”.

Traduzindo: o governo irá pagar pela oferta de empresas que for mais baixa em valores, para que levem o acesso à Internet e à telefonia móvel (SMP), naquelas áreas remotas do país onde descaradamente alegavam que não prestavam o serviço porque “não dava lucro”.

Ao todo serão 70 localidades em 17 estados beneficiadas por essa política pública, que nunca foi tratada com seriedade por nenhum dos dois orgãos, quando elaboraram os editais de vendas de licenças para exploração do SMP/banda larga no 3G, 4G e no 5G.

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nesta hora em que as pesquisas revelam a popularidade do guru da seita vermelha no Nordeste mais baixa que a camada do pré-sal do petróleo, o vermelhão se treme todo, a tremedeira entra pelas rachaduras do gogó de sola, toma conta do corpo e acaba nos pés.

Rebobinemos a catraca do tempo: as torcidas organizadas da seita vermelha fizeram 6 milhões de gols na Bahia nas eleições presidenciais de 2022; o time do capitão perdeu de goleada ao balançar as redes apenas 2.357 milhões de vezes. A goleada da esquerda na Bahia foi maior que a lavagem nacional de 2,139 milhões de gols. E maior que a goleada de 7 a 1 da seleção da Alemanha contra a seleção canarinha em 2014.