Não, caros bolsonaristas, não estamos numa ditadura

Por Fabiano Lana
Do Estadão

Tem quase virado um consenso social que representantes do poder Judiciário exacerbam de suas atribuições ao agir como militantes políticos e ouvidores gerais da nação, além de atuarem como juízes. Conta com consentimento crescente a tese de que o tal inquérito das fake news, comandado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, virou uma espécie de autorização eterna para prática da censura e do arbítrio.

Tornou-se tema legítimo de discussão que as penas para os baderneiros/vândalos/golpistas do 8/1 foram exageradas e até mesmo cruéis. Mas daí dizer que o Brasil caminha a passos largos para uma ditadura ou que já vivemos num regime de exceção é uma ideia falsa, mal-intencionada, e lançada ao ar por gente que não aprecia a democracia e, sim, buscou o golpe de Estado.

Câmara Municial Recife - O Recife que amamos

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Estamos na fase da lua crescente. As marés mudaram na geopolítica nacional e internacional. O mundo também é uma aldeia global. As esquerdas estão de ressaca. Dizem que a vida é um fator local, tudo bem. Os celulares e as antenas parabólicas alcançam todas as latitudes e os hemisférios. Global ou tribal, o mundo está em guerra.

Para melhorar as articulações do Governo com o Congresso Nacional, o Véio do Pastoril Encarnado resolveu convocar aquela sinhazinha loira e valentona. É a Sinhazinha Yayá. A missão dela é encarar os bolsonaristas. Ela usa um batom urucum vermelho de guerra. O Bozo disse que uma mulher bonita e valente desempenharia bem essas funções e seria um colírio para os olhos dos marmanjos.

Toritama - Tem ritmo na saúde

Por Bernardo Mello Franco

Do jornal O Globo

Às vésperas de virar réu, Jair Bolsonaro tenta mostrar que ainda está vivo. O capitão convocou a tropa para um comício fora de época. Quer exibir força para a classe política e para os ministros que vão julgá-lo no Supremo Tribunal Federal.

O ex-presidente está inelegível, mas insiste em repetir que será candidato ao Planalto. A estratégia cumpre dois objetivos: manter sua ascendência no campo da direita e impor condições a quem buscar seu apoio.

Em 2018, Bolsonaro martelava que Fernando Haddad era candidato com a missão de tirar Lula da cadeia. Em 2026, só pedirá votos a quem prometer recompensá-lo com um indulto.

Caruaru - Primeiro lugar no IDEPE

Por Marcelo Tognozzi

Colunista do Poder360

Faltando pouco mais de um ano e meio para a campanha de 2026, um ator político relevante vem marcando posição de forma discreta, porém eficaz. O ministro Flávio Dino foi para o Supremo em 2024, depois de comandar o Ministério da Justiça. Entre os 11 integrantes do STF, ele é de longe o mais bem preparado para o exercício do poder. Tem no DNA aquilo que Maquiavel define como “virtú” (talento para conquistar e manter o poder). Seu apetite é imenso.

Dino começou a carreira na política estudantil da Universidade do Maranhão e participou da campanha de Lula em 1989, coordenando a jovem guarda. Foi filiado ao PT, ao PC do B e ao PSB. Aprovado em 1º lugar no concurso de juiz federal em 1994, ficou na magistratura até ser candidato a deputado federal em 2006, eleito com mais de 120 mil votos. Em 2014, foi eleito governador e reeleito em 2018. Depois, eleito senador em 2022, ministro da Justiça e, agora, ministro do Supremo.

Sabe tudo de poder o doutor Flávio, cuja família está na política há 200 anos. Dono de uma habilidade incomum para seduzir e comandar, foi indicado por Lula como sendo o primeiro comunista a ocupar uma cadeira no Supremo. Um comunista de sangue azul, de uma família tradicional na política maranhense, cujo patriarca Manoel Antônio Monteiro Tapajós, rico proprietário de terras, combateu a revolta da cabanagem ao lado das tropas do então governo imperial comandado pelo regente Diogo Antônio Feijó.

Cabo de Santo Agostinho - Vem aí

Por Luis Tôrres

Do blog do Luis Tôrres

Jair Bolsonaro empunha a bandeira da anistia para os envolvidos no 8 de janeiro. Um discurso épico que revela que o líder não abandou seu povo, apesar de ser também uma introdução de uma autodefesa, e que vai ser reforçado no ato nacional convocado para amanhã, no Rio de Janeiro. O irônico, no entanto, – para não dizer sarcástico – de tudo isso é que Bolsonaro quer ser o herói da anistia para salvar os aliados da armadilha que ele próprio criou.

Alguém já parou para pensar sobre isso?

Não tivesse ao longo de quatro anos de governo, e mais contundentemente no ano de 2022, instigado a tese de ilegalidade das eleições e, consequentemente, da impossibilidade de aceitar uma eventual derrota nas urnas, não se teria criada um “exército” de inconformados que deixaram suas vidas para mergulhar numa fantasia que os levaram a pagar por ela na dimensão da realidade.

Palmares - Natal Encantado 2025

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Brasília é a capital dos telhados de vidro. Todos são príncipes nos palácios com telhados de vidro, como diria meu colega o poeta Fernando Pessoa. Eles desfilam nus com as mãos nos bolsos das cuecas para ocultar seus tesouros. A dinastia dos telhados de vidro foi proclamada pelo Véio do Cordão Encarnado no Lunário número 1.

Aquela senhora que estocava ventos uivantes destelhou até as conchas do Congresso Nacional. Agora ganhou um emprego para destelhar o banco do Brics na China. Como é o nome dela? Esqueci. Desculpe a falha técnica deste velhinho, é por conta da idade avançada, já estou com 95 anos, se não me engano.

Olinda - Refis últimos dias 2025

Por Marcelo Tognozzi

Colunista do Poder360

Lula fez um movimento para dentro. Quer Gleisi Hoffmann ministra cuidando da articulação política, está resgatando o PSB do prefeito do Recife João Campos, hoje a liderança mais representativa da renovação política. Sinalizou desejar Tabata Amaral no governo, trocou Nísia Trindade por Alexandre Padilha. No fundo, esse mexe remexe não significa nada de novo. A realidade pouco mudou.

O presidente pastoreia à esquerda. Pensa em levar Guilherme Boulos para o ministério. O centro e a direita civilizada torcem o nariz para Gleisi e Boulos. Neste Lula 3, onde tudo parece dar errado, inflação dos alimentos correndo solta, aumento da rejeição entre os mais pobres e um mundo se transformando velozmente, o movimento do presidente sinaliza o esvaziamento da sua base política no Congresso.

A reforma ministerial durará um ano. No início de 2026, haverá revoada de ministros rumo às campanhas e, novamente, o presidente terá de preencher seus 38 ministérios ou a maioria deles, desta vez com gente sem futuro político.

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Um figurão de Brasília, podre de rico, aliás, mais podre do que rico, amigo do peito do guru vermelho, queria falar com o Vermelhão.  

– Ô de casa! Eu quero falar com meu amigo do peito o guru da seita vermelha.

– Ô de fora! Ele está proibido de falar sobre política.

Por Marcelo Tognozzi

Colunista do Poder360

As eleições de domingo (23) na Alemanha marcarão a volta da direita ao governo da principal economia europeia. Com a França em um momento político dos mais delicados da sua história, no qual o presidente Emmanuel Macron saiu da eleição mais fraco do que entrou, não consegue fazer funcionar o governo e corre o risco de ter seu mandato encurtado, os partidos de direita começam a conquistar o coração do eleitorado.

A esquerda vive um momento de esgotamento, não só na Europa, mas no mundo todo. As recentes pesquisas mostram uma queda acentuada na popularidade do presidente Lula, o líder com maior prestígio entre a esquerda latino-americana, com uma rejeição que beira os 60%. Lula, como o Rei Lear de Shakespeare, envelheceu sem ficar sábio.

Se sábio fosse, não teria embarcado na aventura de desejar a reeleição nesta altura da vida. Daria mais importância aos resultados do seu governo do que aos de uma eleição marcada para 2026, quando, tudo indica, haverá fortíssima renovação no Executivo e no Legislativo.

Por Marcus Prado*

Oitenta anos após a descoberta do campo de Auschwitz-Birkenau, o mais hediondo e letal campo de concentração da II Guerra Mundial, e a libertação de seus raros sobreviventes, no mês de fevereiro de 1945, o Holocausto é uma história que não deve ser jamais esquecida. O mês de fevereiro foi um dos momentos-chave da ofensiva soviética para derrotar a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial.

Essa maldita fábrica de mortes foi construída pela vontade de um ditador, Adolf Hitler, sinônimo de um dos maiores flagelos da humanidade, para matar mais de 1 milhão de pessoas, a maioria esmagadora de judeus, entre a primavera de 1942 e o início de 1945. Na época, Hitler era chefe do comando supremo do III Reich, apoiado desde o começo pelo Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDA), de onde partira para conquistar o poder.