O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), aparece numericamente à frente do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) em um eventual segundo turno na disputa pelo governo do estado, mas tecnicamente empatado, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje.
Segundo o levantamento, Elmano tem 47% das intenções de voto, contra 45% de Ciro Gomes. Os dois estão empatados tecnicamente, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Votos brancos e nulos somam 4%, mesmo percentual dos eleitores que não souberam responder.
Foram ouvidas 1.600 pessoas no Ceará entre os dias 13 e 14 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo CE-05682-2026.
Uma onda de denúncias por parte de pais tem colocado sob análise a qualidade do atendimento no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís. Relatos de óbitos e supostas falhas na assistência médica levaram o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a instaurar um inquérito para investigar a gestão da unidade e a contratação da empresa responsável pelo serviço.
Histórico de casos e indignação das famílias
O inquérito busca apurar denúncias sobre os óbitos ocorridos nas UTIs e as condições de atendimento. Entre os casos investigados estão:
O caso dos gêmeos Bento e Bernardo: Internados com suspeita de bronquiolite, ambos os irmãos faleceram com poucos dias de diferença após agravamento de seus quadros de saúde. O atestado de óbito aponta diversas complicações, incluindo choque séptico.
O caso de Otto: O menino, que fazia tratamento de comorbidades, faleceu após 17 dias de internação por uma infecção intestinal. Os pais relatam falta de exames básicos e assistência adequada, sendo a causa da morte também apontada como choque séptico.
As famílias das vítimas expressam revolta e a sensação de descaso, citando a falta de pediatras e de protocolos essenciais, como a realização de exames solicitados por profissionais da equipe.
Medidas do Ministério Público
O órgão ministerial confirmou a instauração de inquérito policial e já iniciou as oitivas com as famílias dos pacientes. O objetivo é determinar, em um prazo de 30 dias, se houve negligência por parte da administração do hospital e, caso confirmado, indiciar os responsáveis pelos óbitos.
A situação no Hospital da Criança não é isolada; há relatos de que, desde o último ano, outras mães têm utilizado as redes sociais para denunciar falhas semelhantes no atendimento oferecido pela unidade pública.
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder do Governo na Câmara, afirmou, nesta segunda-feira, 13, durante evento no Centro de São Luís, a estratégia bolsonarista de conquistar maioria no Senado nas próximas eleições para, segundo ele, criar obstáculos ao funcionamento da democracia. Para o parlamentar, o Maranhão não pode contribuir com esse projeto elegendo candidato alinhado ao extremismo.
“Há uma armação horrível de tentar conquistar o Senado para criar obstáculos ao funcionamento da democracia em nosso país. Nós temos que ficar atentos a isso. O Maranhão, que deu ao Brasil um senador da qualidade de Flávio Dino, não pode jamais permitir que um bolsonarista como esse Lahesio possa vir a ser eleito senador da República”, declarou.
Jerry defendeu que o estado mantenha uma representação comprometida com a Constituição e com o Estado Democrático de Direito. “A gente precisa preservar a democracia no Maranhão e a nossa contribuição ao Brasil, colocando também senadores comprometidos com a democracia”, afirmou.
Uma pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Sistema Paraíso das Águas/Vox Brasil aponta um cenário de equilíbrio na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em Alagoas. No cenário estimulado, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil) aparece com 42,5% das intenções de voto, enquanto o senador Renan Calheiros (MDB) registra 42,1%. Como a pesquisa informa margem de erro de 2,83 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados na liderança.
Na sequência aparecem o deputado federal Arthur Lira (PP), com 31,5%, seguido por Davi Davino Filho (Progressistas), com 18,7%. O deputado federal Dr. Wanderley (PL) soma 11,1%, enquanto Eudócia JHC (PL) registra 7,7%. Marcos Omena tem 1,5%, Fleming aparece com 1%, 15,5% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 28,4% disseram não saber ou preferiram não opinar.
Na modalidade espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Alfredo Gaspar também lidera, com 18,2%, seguido por Renan Calheiros, com 8,5%, Arthur Lira, com 6,8%, e Davi Davino Filho, com 6%. O levantamento mostra ainda que 56% dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não opinar nesse cenário.
O estudo também mediu a rejeição dos candidatos. Nesse quesito, Renan Calheiros aparece com 23,2%, seguido por Alfredo Gaspar (18,5%) e Arthur Lira (17%). Segundo as informações divulgadas, a pesquisa foi realizada pelo Sistema Paraíso das Águas/Vox Brasil, ouviu 1.200 eleitores presencialmente em Alagoas, possui margem de erro de 2,83 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-01460/2026.
O ex-governador e senador Renan Filho (MDB) liderou a disputa pelo Governo de Alagoas, segundo pesquisa divulgada pelo Sistema Paraíso das Águas/Vox Brasil. No cenário estimulado, o emedebista registra 49,3% das intenções de voto, à frente do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), que aparece com 43,5%.
A candidatura Lenilda Luna (PSOL) soma 2,6% das intenções de voto. Outros 2,5% dos entrevistados afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 2,1% disseram não saber ou preferiram não responder.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados às eleições, Renan Filho também liderou, com 31,5%, seguido por JHC, com 26,3%. Nesse cenário, 35,5% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não opinar.
O levantamento também aferiu a exclusão dos candidatos. Lenilda Luna aparece com 33,7%, seguida por JHC, com 28,7%, e Renan Filho, com 23,3%. De acordo com os dados divulgados, a pesquisa reuniu 1.200 participantes presenciais em Alagoas, possui margem de erro de 2,83 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-01460/2026.
O protocolo político costuma exigir das primeiras-damas sorrisos medidos, acenos cordiais e discursos repletos de obviedades institucionais. Mas quando Camila Mariz Ribeiro assume o microfone, a liturgia do cargo dá lugar a um silêncio sepulcral. Um silêncio que não é de omissão, mas do puro choque de quem a escuta. Ali, diante de plateias que esperam palavras institucionais, a advogada e atual primeira-dama da Paraíba — esposa do governador Lucas Ribeiro — despeja uma verdade incômoda, guardada por quase três décadas: “Quando eu tinha apenas 10 anos, o meu pai matou a minha mãe. E essa é a primeira vez, 26 anos depois, que eu me apresento dessa forma.”
A dolorosa memória, compartilhada por Camila em uma palestra, ganhou contornos de urgência nacional ontem (10). O governador Lucas Ribeiro sancionou a lei que amplia o programa estadual ‘Paraíba que Acolhe’, estendendo o amparo financeiro, psicossocial e educacional justamente a crianças e jovens que ficaram órfãos em decorrência do feminicídio. A partir de agora, a caneta do Estado alcança uma realidade que a própria primeira-dama conheceu na pele, na solidão de sua infância. Não se trata mais da esposa de um político em um evento local; trata-se da voz da principal mulher do Executivo paraibano usando a própria tragédia como um manifesto contra o crime.
Camila e Lucas Ribeiro no evento que ampliou a lei estadual ‘Paraíba que Acolhe’
Naquele dia, o auditório ouviu em transe os detalhes de um crime que moldou a infância de uma criança no interior do estado. Camila relembrou o peso de carregar, aos 10 anos, a maturidade precoce de tentar salvar a mãe: “Minha mãe estava se divorciando do meu pai a pedido meu, porque eu não aguentava mais vê-la sofrer”.
O relato ganha contornos ainda mais assustadores quando a advogada revela a frieza com que o crime foi desenhado. O assassinato não foi um rompante, mas um ato friamente planejado. O pai arquitetou cada passo, monitorou os horários e escolheu o momento exato para o ataque. Ele foi formalmente julgado pelo crime, e a defesa chegou a alegar insanidade mental para tentar livrá-lo da pena – argumento que não prosperou diante do evidente planejamento do crime.
Para a menina de 10 anos, a sentença de abandono foi imediata. “Naquele dia, antes que aquela sexta-feira que parecia comum terminasse, eu enterrei o meu pai e a minha mãe. Minha família se desfez, eu fiquei órfã. E eu me senti abandonada, eu sou filha única”, confessou. A dor na voz da advogada ecoou na lembrança visual que o tempo nunca apagou: “Eu lembro das marcas de sangue no quarto da minha mãe até hoje”.
Com a precisão de sua formação jurídica e o corte dilacerante de quem viveu a ausência, Camila atacou o maior cúmplice desse tipo de crime: a conivência social, o isolamento e a cultura do “não se meter”. “Foi esse silêncio que impediu que a vida da minha mãe fosse poupada. Foi por pelo não falar, pelo não tocar no assunto, que a vida de Sílvia não pôde ser preservada. Porque afinal, só eu sabia o que passava dentro da minha casa, só eu presenciava aquilo que acontecia e que não foi um fato isolado, mas o resultado de uma prática de muitos anos”, desabafou.
O relato atinge o ápice dramático ao dividir o sofrimento com a geração que teve que recolher os pedaços daquela infância interrompida: “Se você acha que para mim foi difícil, imagine pra minha avó, que teve que segurar o corpo da filha quando nada mais podia ser feito”.
Da dor pessoal à política de Estado
O caso de Sílvia Mariz Fernandes, ocorrido no final dos anos 1990, ecoa nas estatísticas monstruosas que o país ostenta até hoje. Dados levados pela própria primeira-dama ao debate apontam que 1.492 brasileiras perderam a vida em apenas um ano — vítimas de homens que decidiram deliberadamente arrancar o véu de suas vidas sem chance de defesa.
Para o cenário político e social brasileiro, o posicionamento de Camila Mariz e a ação do governo estadual neste dia 10 representam um divisor de águas. Ao transformar o trauma que a fazia se afastar de eventos sociais na juventude em combustível para ações concretas, ela desafia frontalmente a omissão coletiva. Uma dessas principais frentes é o programa estadual “Antes que Aconteça”, focado em combater a violência na raiz.
Essa iniciativa estadual, inclusive, reflete uma vitória legislativa nacional: o projeto “Antes que Aconteça” (PL 6.674/2025) é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) – que vem a ser mãe do governador Lucas Ribeiro e sogra de Camila. Sancionada como a Lei nº 15.398 em abril de 2026, a proposta instituiu uma política pública nacional unindo educação, saúde e segurança para prevenir o feminicídio, transformando a causa em uma sinergia de propósitos dentro da própria família da primeira-dama.
Ao sancionar a nova lei estadual de amparo aos órfãos, o governador Lucas Ribeiro fez questão de pontuar o peso da vivência familiar nessa decisão: “Conhecendo essa realidade de perto, enviamos à Assembleia Legislativa essa alteração na lei, que foi aprovada e agora sancionamos. Não podemos permitir que crianças e adolescentes fiquem sem assistência e sem o apoio do Estado em um momento de tanta dor. Ao mesmo tempo, seguimos fortalecendo nossas ações permanentes de enfrentamento à violência contra a mulher”.
Ao lado do marido, Camila endossou o impacto da medida com a autoridade de quem sabe exatamente o que significa o dia seguinte à tragédia: “Sei que nenhuma lei é capaz de apagar essa dor ou suprir essa ausência. Mas também sei que o acolhimento e a presença do Estado fazem a diferença na vida de quem fica. Essas crianças terão apoio para permanecer na escola, cuidar da saúde e contar com um auxílio financeiro para reconstruir sua história com mais dignidade e proteção”.
A frase que encerrava suas palestras agora ganha força de realidade prática no estado: “Ninguém quer se meter em briga de marido e mulher. A grande verdade é essa. Mas para a gente construir o futuro que a gente deseja, a gente precisa tomar uma atitude. A violência um dia calou minha mãe para sempre, mas é por causa desse silêncio onde a dor encontrou o propósito que eu estou aqui”, conclama.
A história da primeira-dama da Paraíba é um alerta que sai do Nordeste e bate às portas da capital federal: o feminicídio não escolhe classe social, não poupa infâncias e só prospera onde o silêncio impera. Ao romper o seu, e ao transformar sua dor em amparo legal para os órfãos de hoje, Camila Mariz convoca o país a fazer o mesmo. Antes que a próxima mãe seja calada.
O Ceará perdeu, nesta sexta-feira (10 de julho de 2026), uma de suas figuras mais multifacetadas. Cid Sabóia de Carvalho, jornalista, radialista, advogado e ex-senador, faleceu aos 90 anos. Sua partida encerra um ciclo de décadas de contribuição para a vida pública, a imprensa e o meio intelectual do Estado.
Nascido em Fortaleza, em 25 de agosto de 1935, Cid Carvalho construiu uma trajetória marcada pela versatilidade. Formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1966, onde também atuou como docente, ele soube equilibrar a técnica jurídica com a paixão pela notícia. As informações são do portal O Intrigante.
No jornalismo, sua voz e escrita foram referências em diversas rádios, jornais e emissoras de televisão da capital cearense. Sua atuação na comunicação sempre esteve atrelada a uma visão humanista, que se refletia também em sua faceta como poeta, com obras voltadas para temas sociais.
Na esfera política, Cid Carvalho serviu ao Ceará no Senado Federal entre os anos de 1987 e 1995. Além da atuação legislativa, exerceu o importante papel de procurador junto ao Tribunal de Contas do Município (TCM), demonstrando um compromisso contínuo com a administração pública e a ética.
Cid Carvalho foi um pilar das instituições culturais cearenses. Membro ativo do Instituto do Ceará, da Academia Cearense de Retórica, da Academia Cearense da Língua Portuguesa e da Associação Brasileira de Bibliófilos, ele também presidiu a fundação da Academia Fortalezense de Letras.
Em 27 de janeiro de 2011, ele ingressou na Academia Cearense de Letras (ACL), ocupando a cadeira de número 10 — cujo patrono é o Padre Mororó —, em sucessão ao historiador Abelardo F. Montenegro.
A notícia de seu falecimento gerou uma onda de pesar entre colegas e entidades. O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) emitiu uma nota oficial lamentando a perda e destacando o valor histórico do profissional.
“O Sindjorce manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão neste momento de despedida e presta homenagem à trajetória de Cid Carvalho, cuja atuação deixou um legado para o jornalismo, a comunicação e a vida pública do Ceará”, destacou a entidade.
O legado de Cid Carvalho permanece como um exemplo da união entre o saber jurídico, o exercício político e a sensibilidade das letras, consolidando-o como uma das personalidades mais respeitadas da história contemporânea do Ceará.
A Perícia Médica Federal realiza, nos próximos dias 11 e 12 de julho, mais um mutirão para atender mais de 17,8 mil pessoas, em 19 estados do país. Grande parte dos atendimentos será feita por meio de telemedicina (perícia conectada), o que deve ampliar o acesso da população à perícia médica, especialmente em regiões com escassez de peritos, reduzindo o tempo de espera e evitando que os segurados enfrentem longos deslocamentos para obter atendimento.
O maior número de vagas foi ofertado para a Região Nordeste: 12.700. Serão 2.856 atendimentos na Agência da Previdência Social Campina Grande (PB), 2.288 vagas na APS Arapiraca (AL) e 1.216 atendimentos em Fortaleza (CE). As vagas serão preenchidas por pessoas que já haviam agendado atendimento pericial, mas que estavam com tempo de espera elevado.
As perícias conectadas serão utilizadas em perícias iniciais para benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), além de avaliações médicas de requerimentos de Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e nas revisões desses benefícios assistenciais (REVBPC). Clique aqui e confira a oferta de vagas completa.
Salvador recebe, no próximo dia 17 de julho de 2026, o Pacto das Pretas, festival que reunirá arte, empreendedorismo negro, formação e debate sobre o futuro das mulheres negras no Brasil. O evento será realizado na Secretaria de Cultura de Salvador, no auditório Makota, a partir das 9h, com o tema “Movimento: Mulheres Negras Criando Futuro”.
A proposta do festival ganha ainda mais relevância diante dos dados recentes do IBGE, que apontam o crescimento da autodeclaração racial no país. A população preta chegou a 10,4% dos brasileiros, enquanto pretos e pardos, somados, representam 55,5% da população. Mais do que estatística, o dado revela um Brasil que passa a reconhecer, com mais nitidez, sua própria identidade negra. O movimento exige oportunidades e protagonismo nos espaços de trabalho, cultura, criação, liderança e tomada de decisão.
Concebido como uma ação cultural, formativa e de difusão, o Pacto das Pretas 2026 tem como foco a valorização da cultura brasileira, com ênfase em expressões de matriz afro-brasileira e no enfrentamento ao racismo. A programação reunirá palestras, shows artísticos, feira com 30 empreendedoras negras baianas e atividades voltadas à reflexão sobre criação, carreiras, conhecimento e futuro.
De acordo com Guibson Trindade, cofundador e gerente executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial, o festival nasce da necessidade de transformar presença em potência coletiva. “Quando uma mulher negra cria, empreende, lidera e ocupa espaços de decisão, ela não movimenta apenas a própria trajetória. Ela abre caminho para outras mulheres e reposiciona o debate sobre desenvolvimento, cultura e justiça racial no país”, afirma.
Um dos principais objetivos do Pacto das Pretas é provocar uma discussão objetiva sobre a realidade da população negra no mercado de trabalho e sobre os caminhos possíveis para a construção de carreiras promissoras nas corporações, na economia criativa, no empreendedorismo e nos espaços de liderança.
Segundo a PNAD Contínua Trimestral do IBGE, a taxa de desocupação entre pessoas pretas fechou o primeiro trimestre de 2026 em 7,6%, acima da média nacional, de 6,1%, e superior à taxa registrada entre pessoas brancas, de 4,9%. Entre pessoas pardas, a desocupação ficou em 6,8%. O levantamento também aponta maior vulnerabilidade na informalidade: 40,8% entre trabalhadores pretos e 41,6% entre pardos, contra 32,2% entre trabalhadores brancos.
Para Guibson Trindade, esses números ajudam a evidenciar que o debate sobre equidade racial precisa sair do campo simbólico e avançar para práticas concretas. “Não basta reconhecer a desigualdade. É preciso construir ambientes profissionais capazes de garantir acesso, permanência, reconhecimento e ascensão para mulheres negras. O Pacto das Pretas existe para fortalecer essa agenda com cultura, inteligência, articulação e compromisso público”, destaca.
A programação será organizada a partir de quatro eixos conceituais. Em Criação, o festival discute a potência criativa das mulheres negras nas artes, na música, na tecnologia, na economia criativa e nos novos processos de inovação. Em Carreiras, coloca-se em pauta inclusão, representatividade, desafios estruturais, oportunidades, liderança e empreendedorismo negro.
No eixo Conhecimento, o evento valoriza trajetórias intelectuais, profissionais, acadêmicas, ancestrais e contemporâneas de mulheres negras, reconhecendo seus saberes como fundamentais para a construção cultural e social do país. Já o eixo Futuro convida mulheres negras a ocuparem, simbólica e concretamente, os lugares de decisão, autoria, presença e liderança.
A programação artística contará com shows das cantoras Mariene de Castro e Denise Correia, duas vozes ligadas à cena cultural baiana e às expressões de matriz afro-brasileira. A feira de empreendedorismo, com 30 mulheres negras baianas, reforça o compromisso do festival com a circulação econômica, autonomia, fortalecimento de negócios e valorização da produção realizada por mulheres negras na Bahia.
Pioneiro no Nordeste, líder em acessos em Pernambuco, este blog não tem se revelado apenas uma plataforma de sucesso no acompanhamento do crescimento das redes sociais. Continua sendo o que mais cresce em visitas diretas em sua página ano a ano, desde a sua criação há 20 anos, em abril de 2006.
Há pouco, recebi os números referentes ao primeiro semestre deste ano, com um desempenho expressivo na curva de ascensão, consolidando a sua posição entre os principais veículos de informação política do Nordeste e do País.
Entre janeiro e junho, alcançamos 547.359 usuários ante 274.555 no mesmo período de 2025, o que representa um crescimento de 99,4%, totalizando 272.804 novos usuários em relação ao mesmo período do ano passado.
No mesmo intervalo, contabilizamos 1.823.808 sessões, superando a marca de 1,8 milhão de acessos, um avanço de 17,6% sobre as 1.551.329 sessões registradas no primeiro semestre de 2025.
Os números falam por si só: o crescimento ocorreu de forma consistente, com uma ampliação significativa do alcance do conteúdo publicado. Traduzindo: nosso noticiário continua sendo de qualidade e confiável, chegando a novos leitores. Temos a melhor informação, credibilidade, agilidade e capacidade de análise.
Obrigado aos fiéis e novos leitores por esta belíssima audiência consolidada ao longo dos anos!