China pede aos EUA a ‘libertação imediata’ de Maduro e da mulher dele

Do Estadão Conteúdo

A China pediu aos Estados Unidos, neste domingo (4), a libertação imediata do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, após Washington ter realizado um ataque em Caracas e capturado o líder.

“A China pede aos EUA que garantam a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, que os libertem imediatamente e que parem de derrubar o governo da Venezuela”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China em um comunicado, classificando o ataque como uma “clara violação do direito internacional”.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa neste domingo (4) da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocada para discutir a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A Celac é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países. Na pauta, entram temas como desarmamento nuclear, agricultura familiar, cultura, energia e meio ambiente, com a América Latina em busca de autonomia. As informações são do portal g1.

O chanceler estava de férias até a segunda-feira (6), mas encerrou o período de recesso mais cedo e retornou a Brasília após a ação militar americana. Ele vai participar da reunião a nível ministerial por videoconferência, do Palácio Itamaraty. O evento será às 14h (horário de Brasília).

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Ao menos 40 pessoas foram mortas no ataque dos Estados Unidos na Venezuela ontem, de acordo com um oficial venezuelano ouvido pelo jornal The New York Times. A ofensiva no país sul-americano permitiu a captura do ditador Nicolás Maduro, que deve ser julgado em solo norte-americano.

Segundo o periódico norte-americano, um dos ataques aéreos conduzidos por Washington na madrugada de ontem matou uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González. Ela vivia em um apartamento localizado num bairro pobre próximo ao aeroporto de Caracas. As informações são da CNN Brasil.

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a Nova York por volta das 18h30 deste sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas, de acordo com o governo americano.

Mais cedo, em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um “grupo” que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria. As informações são do portal g1.

Também neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.

Segundo Bondi, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — também detida pelas autoridades americanas —, foram formalmente acusados dos seguintes crimes: conspiração para narcoterrorismo; conspiração para importação de cocaína; posse de metralhadoras e dispositivos explosivos; e conspiração para posse de metralhadoras.

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Do g1

“Ataque de Trump à Venezuela é ilegal e imprudente”, diz o título de um editorial publicado pelo jornal “The New York Times” neste sábado (3), horas após a ação das Forças dos Estados Unidos que terminaram com a captura do presidente Nicolás Maduro.

Na abertura, o artigo cita que Donald Trump já havia “utilizado […] um porta-aviões, pelo menos sete outros navios de guerra, dezenas de aeronaves e 15 mil soldados americanos para ataques ilegais contra pequenas embarcações que, segundo ele, transportavam drogas”.

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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a reação de governadores de oposição ao Governo Lula à captura de Nicolás Maduro. Gleisi escreveu em uma rede social que a euforia de bolsonaristas mostra um desejo de intervenção estrangeira no Brasil. Os governadores Ratinho Jr (Paraná), Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Cláudio Castro (Rio de Janeiro) celebraram a ação do governo dos Estados Unidos.

Na avaliação de Gleisi, “é simplesmente vergonhoso que a oposição de extrema-direita tente se aproveitar dessa maneira da crise venezuelana”. A ministra afirmou que a situação “ameaça a estabilidade de todo o continente”. “A euforia de Ratinho Junior e outros bolsonaristas com a invasão da Venezuela pelos EUA não tem nada a ver com defesa da democracia. Ao contrário, reflete o desejo de uma intervenção estrangeira no Brasil, contra a nossa democracia”, diz Gleisi. As informações são do portal UOL.

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O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, condenou, em suas redes sociais e nas do partido, a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrida na madrugada deste sábado (3), que terminou com a captura de Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores. Em nota, Aécio escreve que a ação fere princípios básicos do direito internacional e da soberania entre nações.

“A violação da soberania de um país e o uso da força como instrumento político são inaceitáveis e não podem ser legitimados sob nenhuma circunstância”, afirmou. Aécio ressaltou ainda que a crítica à operação não significa apoio ao governo venezuelano, que classificou como uma ditadura responsável por suprimir liberdades e aprofundar a crise humanitária no país.

Na declaração, o dirigente tucano também atacou o Partido dos Trabalhadores (PT), acusando a sigla de ter sido conivente com os abusos do regime de Maduro. Ao final, defendeu uma solução pacífica e negociada para a crise venezuelana. “Ao mesmo tempo, [o PSDB] alerta para a necessidade de vigilância da comunidade internacional para que os interesses estratégicos e as riquezas do país pertençam, soberanamente, ao seu povo e não sejam explorados por regimes autoritários ou interesses externos”

Do Diário de Pernambuco

Em um cenário de forte tensão política, venezuelanos passaram a enfrentar filas em mercados de diversas cidades do país após uma ofensiva militar de grande proporção realizada pelos Estados Unidos na madrugada deste sábado (3). O receio de desabastecimento levou a população a comprar e estocar alimentos e itens básicos.

A ação norte-americana inaugura um novo capítulo na longa história de intervenções diretas de Washington na América Latina. Antes disso, a última incursão militar dos EUA na região havia ocorrido em 1989, no Panamá, quando tropas americanas capturaram o então presidente Manuel Noriega, sob a acusação de envolvimento com o narcotráfico.

No cenário atual, o governo dos Estados Unidos sustenta que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, estaria à frente de um suposto esquema conhecido como cartel De Los Soles. No entanto, especialistas em tráfico internacional de drogas colocam em dúvida a existência do grupo e apontam a ausência de provas concretas que sustentem a acusação.

Durante o governo de Donald Trump, autoridades americanas chegaram a anunciar uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, reforçando a pressão política e judicial sobre o líder venezuelano.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, classificou a operação dos EUA que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro de “ato de guerra” e uma violação dos direitos internacional e federal.

Maduro e sua esposa, que foram capturados durante a noite em Caracas, estão sendo transportados de volta aos Estados Unidos. Espera-se que o líder autoritário fique sob custódia federal na cidade de Nova York, onde enfrenta uma acusação federal. As informações são da CNN.

Por Bernardo Mello Franco
Do jornal O Globo

Durou pouco o teatro americano para justificar a intervenção militar na Venezuela. Donald Trump iniciou o pronunciamento deste sábado repetindo acusações não comprovadas de que Nicolás Maduro estaria por trás de um cartel de “narcoterrorismo”.

Em poucos minutos, escancarou que o real interesse americano está no subsolo do país. “Vamos tomar o petróleo de volta. Francamente, já deveríamos ter tomado há muito tempo”, declarou, em seu resort na Flórida.