Coluna da segunda-feira

Raquel no palanque de Tarcísio   

Como todo Nordeste, Pernambuco é santuário lulista. Por isso, estrategistas e marqueteiros da governadora Raquel Lyra (PSD) têm pregado um segundo palanque em harmonia com o projeto de reeleição do presidente Lula, que tem como aliado número um e prioritário no Estado o prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato a governador, favorito em todas as pesquisas de intenção de voto.

A tendência da governadora, entretanto, será seguir o seu novo partido. Presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab reafirmou, na última quinta-feira, preferência pela candidatura ao Planalto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, atualmente filiado ao Republicanos, mas com chances de migrar para o PL, caso a direita se una em torno da sua candidatura, cenário bastante provável, com o afunilamento do processo em abril.

Petrolina - Destino

Dias difíceis para o bolsonarismo

Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog

Aos poucos o bolsonarismo vai ruindo. Uma derrota de cada vez. Conseguiu chegar à Presidência da República, mas fez um governo que ficou marcado na história como desastroso e cruel com a gestão negacionista da pandemia, o que custou a vida de mais de 700 mil brasileiros e brasileiras. Como não poderia ser diferente, perdeu as eleições de 2022 para o presidente Lula (PT).

Em seguida, tentou dar um golpe de Estado para se manter no poder na base da força. Em uma ideia tresloucada, para dizer o mínimo, arquitetou o assassinato do presidente eleito (Lula), seu vice (Geraldo Alckmin) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Claro que haveria duras consequências.

Ipojuca - No Zap

Raquel empacou. Não sai do lugar!  

Saiu ontem mais uma pesquisa, desta vez Big Data-CNN, apontando o prefeito do Recife e pré-candidato do PSB a governador, João Campos, mantendo uma dianteira de 30 pontos ante a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. Os números ratificam outros levantamentos e confirmam um cenário sem novidades em termos de reação por parte da governadora.

E olha que Raquel tem investido maciçamente em propaganda na TV, no rádio e nos veículos on-lines! E, incrivelmente, não sai do mesmo estágio nas pesquisas desde que completou o primeiro ano de gestão. E não reage apenas eleitoralmente, nas sondagens de intenção de voto. Igualmente, permanece com baixos índices de avaliação positiva do seu governo.

Caruaru - Quem paga antes, paga menos

Desaprovado e com base infiel 

O Governo Lula fecha o terceiro ano da sua terceira gestão com mais desaprovação do que aprovação, segundo pesquisas dos mais variados institutos. Uma manifestação inequívoca de que, entre o discurso do petista e a prática, há uma distância muito grande na visão dos brasileiros. Lula também encerra mais um ano, o penúltimo, com uma base frágil e infiel no Congresso, com mais derrotas do que vitórias.

O mais recente exemplo disso está na votação do projeto de redução das penas para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 23. Foi aprovado com 28% dos votos dados por partidos com ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto-base contou com 291 votos a favor e 148 votos contra.

Mesmo com o líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE), orientando pelo voto contrário ao projeto, partidos com ministérios deram 82 votos a favor da proposta. O Republicanos, do ministro Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), deu 31 votos favoráveis ao projeto e apenas dois contrários. O partido, que é o mesmo do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já costuma entregar votos contrários ao governo.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Ex-ministro Marcelo Queiroga tenta reinventar a história da pandemia no Brasil

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

Ex-ministro da Saúde do Governo Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19, o médico Marcelo Queiroga declarou que “o ex-presidente não deixou faltar nada para o povo brasileiro” no período crítico da doença. Para Queiroga, Bolsonaro ser chamado de “genocida” pelos adversários é apenas uma “retórica”.

Marcelo Queiroga foi o entrevistado de ontem (9) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Sobre as mais de 700 mil pessoas que faleceram no Brasil durante o Governo Bolsonaro, vítimas da Covid-19, Queiroga afirmou que “morreram porque a Covid era uma doença grave”, ignorando a postura negacionista do ex-presidente.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

A maluca estratégia para vender a Compesa  

Na tentativa de convencer os consumidores da Compesa e a população em geral de que o melhor caminho para a estatal seria a privatização, que adotou por estratégia o termo “concessão”, a governadora Raquel Lyra (PSD) partiu para uma estratégia que qualquer cidadão, por mais bobo que seja, já entendeu: piorar os serviços de distribuição de água.

Quanto mais a população reclamar da falta de água nas torneiras, mais o discurso pró-concessão ganha musculatura. A princípio, não acreditei nessa história, achando uma maluquice, mas gente graúda no Governo, servidores da Compesa e prefeitos que não aguentam mais o clamor por água me disseram que a estratégia para o plano de privatização ser consumado segue essa direção. Acredite se quiser, caro leitor!

Olinda - Refis últimos dias 2025

Teobaldo tem cadeira garantida na Câmara Federal

Tão logo não se reelegeu por uma diferença ínfima de votos, em razão do complicado coeficiente eleitoral e as chamadas sobras de votos, que beneficiaram outros partidos, o então deputado federal Ricardo Teobaldo passou a presidência do Podemos para o ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia, hoje presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

E foi viver um novo ciclo em sua vida, dedicando-se aos negócios privados. O tempo, entretanto, se encarregou de mostrar que Teobaldo faz — e continua fazendo — muita falta ao Congresso e a bancada federal de Pernambuco.

Com medo de cair no esquecimento, Bolsonaro joga filho nas eleições de 2026

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

O anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato oficial do bolsonarismo para as eleições presidenciais de 2026, uma decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), jogou um balde de água fria nas intenções da chamada “direita lúcida” brasileira e do centrão.

Partidos como o União Brasil, PP, PSD, Republicanos e Novo esperavam que outro nome fosse tentar derrotar o presidente Lula (PT) com o apoio de Jair Bolsonaro, sendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (RP), o mais provável — embora essas legendas também tenham outros pré-candidatos já lançados.

Ao indicar o próprio filho, o ex-presidente garante que seu nome continue em evidência nas discussões políticas, uma estratégia para não ser esquecido, já que está inelegível e preso, cumprindo pena pela tentativa de golpe de Estado.

Dino joga água no chope de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

Mesmo estando fora do país e sem cumprir as atividades legislativas, os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) se acharam no direito de apresentar emendas individuais ao Orçamento do Brasil de 2026.

Seriam mais de R$ 80 milhões de recursos públicos que iriam para onde os dois indicassem, R$ 40,2 milhões de cada um. Não custa lembrar que a dupla está nos Estados Unidos (EUA), onde tenta se esquivar de seus problemas com a Justiça brasileira.

Reeleição de Lula está nas mãos das mulheres

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

O presidente Lula (PT) encontrou um elo entre esquerda, direita e extrema-direita no Brasil que tem potencial para romper a barreira da polarização política instalada no país nos últimos anos: o combate à violência contra as mulheres.

Diante dos casos chocantes noticiados nesta semana, existe um clamor social por endurecimento da punição aos assassinos de mulheres e meninas, estupradores e também para os que tentam o feminicídio e destroem igualmente a vida da vítima, como no caso de Tainara Souza Santos, de 31 anos. Ela teve as pernas amputadas após ter sido atropelada e arrastada por um carro dirigido pelo ex-namorado, em São Paulo.