Coluna da sexta-feira

No festival de Raquel, só um pernambucano entre os 20 artistas mais bem pagos

Apesar de ter sido concebido para valorizar a cultura regional, o Festival Pernambuco Meu País só tem um artista local entre os 20 mais bem pagos. Dados do Portal Tome Conta, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), revelam que o pernambucano João Gomes é exceção na lista dos cantores com cachês mais altos.

O festival foi criado pelo Governo Raquel Lyra em 2024 e tem sido usado pela governadora como contraponto a eventos tradicionais, sobretudo em redutos de adversários políticos. O top10 dos cachês tem Ana Carolina (R$ 1,025 milhão), João Gomes (R$ 1 milhão), Diogo Nogueira (R$ 670 mil), Alexandre Pires (R$ 600 mil), Iza (R$ 600 mil) e Marcelo Falcão (R$ 590 mil), além de Cláudia Leitte, Pablo, Tierry e Seu Jorge, esses com R$ 550 mil recebidos, cada um.

Petrolina - Destino

Intervenção estranha e indevida do TCU

Brasília começou 2026 com uma polêmica que ainda vai render bastante: o pedido de inspeção junto ao Banco Central, pelo Tribunal de Contas da União, para apurar os procedimentos adotados na liquidação do Banco Master. A iniciativa foi do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU. Mas a corte máxima de contas tem essa prerrogativa?

De forma alguma. O TCU é um órgão auxiliar do Legislativo, enquanto o Banco Central tem autonomia, dada pelo próprio Congresso Nacional. Sentindo-se agredido na forma da lei, o BC apresentou um recurso ao TCU contra a decisão que autorizou a realização de uma inspeção na chamada autoridade monetária.

A controvérsia surgiu após o ministro Jhonatan de Jesus solicitar informações adicionais sobre os elementos que sustentaram a decisão do BC de encerrar as atividades da instituição financeira. Diante disso, o Banco Central pediu que a proposta de inspeção seja submetida ao colegiado competente, para que haja deliberação formal sobre a medida.

Ipojuca - No Zap

Roberto Freire quer Eduardo Leite presidente do Brasil

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

O presidente nacional do Cidadania, o ex-senador e ex-ministro da Cultura Roberto Freire, defende veementemente o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), como candidato ideal à Presidência da República nas eleições deste ano. Para Freire, Eduardo Leite é o estadista que o Brasil precisa para romper a polarização entre o PT e o bolsonarismo que, na opinião dele, só atrapalha o país.

Ao longo de sua vida pública, o ex-senador militou no campo da esquerda e destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia. Atualmente, continua se considerando de esquerda, mas não a mesma esquerda representada pelo presidente Lula (PT), uma liderança que, para Freire, não acompanhou as mudanças no mundo com a revolução digital e governa como se estivesse ainda no século 20.

Caruaru - Quem paga antes, paga menos

As escolhas de Raquel e o clima na Alepe

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Por mais que a bancada do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) esteja unida e mobilizada e, hoje, em 2026, seja maioria, o clima na Casa para a gestão de Raquel Lyra (PSD) continua muito ruim, o que é péssimo para a administração e atrapalha a caminhada dela à reeleição.

Mesmo que grande parte dos parlamentares governistas preze pelo diálogo — e o faça principalmente na pessoa da deputada Socorro Pimentel (UB), líder do grupo, que tem uma forma conciliadora, pacífica e até doce de conduzir as coisas —, faltou esse diálogo lá atrás, nos primeiros anos da gestão de Raquel.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Apesar de Flávio, Tarcísio está no jogo

Considerado o nome mais competitivo da direita para enfrentar o presidente Lula nas eleições de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está no jogo, apesar do senador Flávio Bolsonaro (PL) ter se lançado com autorização do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No último fim de semana, ele deu mais uma demonstração disso. Após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro, o governador de São Paulo criticou duramente o presidente por te se posicionado ao lado do ditador venezuelano. Na gravação divulgada nas redes sociais, disse que Maduro permaneceu no poder “porque houve conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Para a bancada governista da Alepe, “é proibido cochilar”

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

O período extraordinário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), aprovado ontem (2), “morgou” (em bom pernambuquês) o recesso parlamentar dos deputados da base governista. O clima na bancada aliada à governadora Raquel Lyra (PSD) é de total mobilização e concentração para tentar enfrentar sem sustos a tramitação dos projetos enviados pelo Poder Executivo à Casa.

Como diz o forró do paraibano Antônio Barros: “A poeira sobe, o suor desce, a gente vê o sol raiar, o sanfoneiro padece, mas não pode reclamar”. Nesse caso, são os deputados governistas que estão vendo o recesso padecer, porque sabem que com a oposição pernambucana “é proibido cochilar”. Teve até deputado que cancelou viagem, como Luciano Duque (SD).

Olinda - Refis últimos dias 2025

Lula enche os cofres da Globo

Os veículos de comunicação do conglomerado Globo, entre os quais a TV, carro-chefe do grupo, voltaram a ter privilégio em publicidade oficial com a volta do PT ao poder. Ganhou R$ 462 milhões com anúncios do governo federal (administração direta) desde 2023, mais que o dobro do que teve nos primeiros três anos de Bolsonaro. Record, SBT e Band perderam espaço.

No governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), as verbas direcionadas à Globo nunca chegaram a 30% do total. O dinheiro era distribuído de forma quase igual em proporção com a Record e o SBT — a emissora da família Abravanel ganhava um pouco menos. Com Lula, a distância da Globo para outras TVs disparou já no primeiro ano de mandato e se manteve dessa forma ao longo dos dois anos seguidos, conforme levantamento do site Poder360.

Brasil entra em 2026 mergulhado na polarização política

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O Brasil vai encerrar o ano de 2025 mergulhado na polarização política que rachou o país há quase uma década. De um lado, a esquerda e a centro-esquerda unidas em torno da reeleição do presidente Lula (PT) e de pautas progressistas, que defendem a diversidade humana e a inclusão social. Do outro, a extrema-direita e parte da direita, com valores conservadores que carregam certa dose de resistência aos direitos individuais e ainda sem rumo definido para as eleições de 2026.

A saída para reduzir e até eliminar a polarização é complexa e exige várias frentes de trabalho. Para o professor, escritor, cientista político e sociólogo Antônio Lavareda, esse caminho de união depende, por exemplo, de fatores econômicos e reformas institucionais. Lavareda foi o último entrevistado de 2025 do podcast Direto de Brasília, ontem (30), comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco e com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.

Hesitação é uma das marcas de Raquel

A relutância da governadora Raquel Lyra (PSD) em se pronunciar sobre temas espinhosos tem se tornado um traço recorrente de sua gestão. Sempre que episódios que geram forte comoção social ocorrem em Pernambuco, impera a lei do silêncio lá pelas bandas do Palácio do Campo das Princesas. 

E quando o governo se vê encurralado por conta de alguma omissão, tornando quase obrigatório um posicionamento, o que vem a público são respostas estritamente protocolares. Foi assim, mais uma vez, no caso dos dois turistas mato-grossenses espancados, no fim de semana, na praia de Porto de Galinhas. 

Os vídeos da violência já circulavam em portais de notícias desde o início da tarde de domingo passado e desnudavam não só o descontrole na fiscalização do trabalho dos barraqueiros que atuam na orla, mas também a completa ausência de policiamento em um dos destinos turísticos mais conhecidos do país. 

2026: um jogo restrito a dois atores

Nas eleições que se aproximam, Pernambuco apresenta, desde já, um cenário para retomada dos grandes clássicos que pontuam a sua rica história eleitoral. Com um detalhe: sem chances de segundo turno, porque os olhos e os corações dos eleitores estarão mirados e fixados em apenas duas alternativas, um jogo marcado pela polarização.

De um lado, Raquel Lyra (PSD), a primeira governadora a chegar ao Palácio das Princesas, em busca da reeleição. Do outro, João Campos (PSB), o jovem prefeito do Recife, que vai abrir mão do mandato em abril próximo para tentar desbancar o projeto da adversária de renovar o seu mandato. Não há espaço para mais ninguém neste espetáculo.