Coluna da segunda-feira

O momento mais difícil de Raquel

A governadora Raquel Lyra (PSD) atravessa, sem exagero, o período mais delicado de todo o seu governo e também de sua trajetória política. Em nenhuma das eleições que disputou, precisou lidar com tantos problemas graves ao mesmo tempo, atingindo áreas sensíveis da gestão e da credibilidade institucional.

O ponto mais contundente desse cenário é a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a Polícia Federal a atuar no caso da chamada polícia paralela em Pernambuco. A entrada da PF, somada às denúncias de espionagem ilegal reveladas pela imprensa, eleva o caso a outro patamar e coloca o governo sob suspeita nacional, com impactos políticos difíceis de conter.

Petrolina - Destino

Acabou o tempo de subjugar mulheres

Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog

Em mais um desgaste público para o Governo Raquel Lyra (PSD), um membro de sua equipe foi desligado após a imprensa descobrir que ele havia enviado e-mails com mensagens racistas e misóginas em um grupo virtual de faculdade. O agora ex-presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal de Pernambuco (EPTI) Yuri Coriolano entregou o cargo, ontem (30), depois que o portal Vero Notícias expôs os conteúdos dele.

Em um dos e-mails, ao debater sobre aborto, Coriolano disse: “Mas que porra. Que porra de direito de mulher decidir. Direito de decidir ela tem de copular com ou sem camisinha. Não de matar um outro indivíduo. Já tou ficando puto com esse assunto, vou me abster de tecer maiores comentários”, escreveu. Em outro e-mail, declarou: “preto é a praga da humanidade”.

Ipojuca - No Zap

Michel Temer como terceira via?

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O ex-presidente Michel Temer (MDB), que ocupou a Presidência da República após o golpe de Estado contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), não descarta a possibilidade de concorrer à vaga de presidente nas eleições deste ano, embora tenha afirmado que uma nova candidatura presidencial não está em seu horizonte político imediato.

Temer disse, em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, esta semana, perceber um cansaço da sociedade com o que ele enxerga como polarização política. “Por onde eu ando, eu percebo que as pessoas querem uma alternativa moderada, estão cansadas da polarização. Ser candidato não é algo que faça parte dos meus planos, mas vamos esperar o que vai acontecer”, afirmou.

Caruaru - Quem paga antes, paga menos

Passado conturbado na relação entre Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Mal colocou os pés no PSD, de Gilberto Kassab, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, já enfrenta um constrangimento público. Internautas resgataram, ontem (28), postagens dele chamando o presidente de sua nova legenda de “cafetão do Planalto”. Ronaldo Caiado, que agora é colega de legenda da governadora Raquel Lyra, publicou vários tuítes no dia 12 de janeiro de 2015 criticando Kassab.

Os tuítes foram expostos menos de 24 horas depois de Caiado anunciar a saída do União Brasil (UB) para entrar no PSD e tentar uma chance de ser candidato a presidente da República. Na época, Ronaldo Caiado estava indignado porque Kassab, então ministro das Cidades de Dilma Rousseff, cogitava refundar o Partido Liberal (PL), visando conseguir deputados e aumentar a base governista.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Quantos “alvos” Raquel Lyra já teve em três anos?

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

A governadora Raquel Lyra (PSD) consolidou uma imagem de “perseguidora” durante sua gestão à frente de Pernambuco e não é possível dizer que se trata de uma injustiça, por mais que haja quem a defenda aqui ou acolá e aponte: “o jogo na política é bruto, tem que perseguir mesmo”. Independentemente de aprovar ou não o estilo de Raquel, vamos aos fatos.

No primeiro dia de seu mandato, a governadora tratou de dar uma canetada demitindo todos os cargos comissionados do Estado, no intuito de eliminar qualquer pessoa ligada ao PSB, o então partido do seu antecessor, Paulo Câmara, e do seu atual adversário, o prefeito do Recife, João Campos. João ainda não tinha sido reeleito prefeito, mas Raquel já queria mostrar desde janeiro de 2023 como trataria qualquer um ligado a ele.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Para quem busca a reeleição, Raquel vai precisar dar muitas explicações

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O ano eleitoral mal começou, mas a governadora Raquel Lyra (PSD) já acumula um desgaste público em cima do outro, o que vai exigir que ela preste ainda mais esclarecimentos à sociedade, faltando nove meses para as eleições. Costuma-se dizer no ambiente político que não é auspicioso para um candidato precisar dar muitas explicações.

O debate sobre a Logo Caruaruense, empresa do pai de Raquel, que funcionava há três anos de forma irregular e sem fiscalização do Poder Executivo, ainda não foi esgotado e lhe rendeu, inclusive, um pedido de impeachment que aguarda o início do período legislativo, no próximo dia 2, para receber um rumo.

Olinda - Refis últimos dias 2025

Reunião do PT de Pernambuco dará início às discussões sobre rumo do partido em 2026

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT de Pernambuco se reúne na próxima quinta-feira (29), às 16h, na sede da sigla, em Santo Amaro, no Recife. A missão é tomar decisões sobre as eleições deste ano. Mas, de acordo com membros do partido ouvidos ontem (25) por este blog, não vai ser um processo rápido definir qual será o rumo do PT no Estado, em 2026. Nesta quinta, apenas terá início uma discussão que ainda vai precisar de muitas reuniões e articulações.

Internamente, a legenda está dividida em Pernambuco, com uma parte dos integrantes defendendo um palanque local único para o presidente Lula (PT), que seria o da Frente Popular, liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), que concorrerá à cadeira de governador. Essa fatia do PT considera, entre vários fatores, a aliança nacional entre PT e PSB.

Reeleição de Lula não está garantida, indicam pesquisas

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O presidente Lula (PT) afirmou, ontem (23), que, enquanto estiver vivo, “os cidadãos que ajudaram a destruir esse país não voltarão a governar”. A declaração foi dada em Maceió (AL), em cerimônia do Minha Casa, Minha Vida. Lula não citou o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas enfatizou que “essas pessoas” negaram a compra das vacinas contra a covid e prometeram “emprego, casa e comida e não deram”.

Embora lidere as intenções de voto na maioria das pesquisas, um levantamento divulgado pela Futura/Apex, na última quinta-feira (22), indicou que talvez Lula tenha um caminho mais difícil do que imagina, neste momento, na busca pelo quarto mandato como presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece como vencedor em um possível segundo turno.

Logo Caruaruense continua produzindo trocas de acusações

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O episódio da Logo Caruaruense continua rendendo trocas de acusações entre deputados aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) e a oposição, mesmo depois de a gestora anunciar o fim das atividades da empresa do pai, o ex-governador João Lyra Neto. A Logo Caruaruense foi objeto de reportagem do portal Metrópoles, este mês. O veículo expôs a falta de fiscalização nos ônibus da empresa há três anos.

Fiel à chefe do Poder Executivo e com uma experiência parlamentar de vários mandatos, o que impõe respeito entre os colegas, Antônio Moraes (PP) chamou os oposicionistas à responsabilidade. Disse que a oposição manipulou as informações a respeito do assunto para tentar atacar a governadora e tirar proveito político da situação.

Fim da escala 6×1 impacta diretamente vida de mulheres brasileiras

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Ao defender o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) no Brasil, ontem (21), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, tocou no ponto mais sensível da pauta: a dupla jornada feminina. Dados de instituições consolidadas apontam que as brasileiras estão exaustas. Não por acaso, estão ávidas por votar em quem defende seus interesses, e o fim da escala 6×1 tem impacto direto na rotina das mulheres.

Assim como Boulos, é bom que outros políticos atentem para esse número: segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres são maioria e representam 53% do eleitorado brasileiro. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov, Boulos argumentou que o fim do modelo vai aumentar a produtividade e mencionou o trabalho doméstico.