Coluna da sexta-feira

Lula começa tour da folia pelo Galo

Para não ser criticado pelo uso da máquina no carnaval, o presidente Lula (PT) antecipou em um dia a sua agenda em Pernambuco para fazer uma visita protocolar ao canteiro de obras de expansão do Aché Laboratórios Farmacêuticos, no Cabo, Região Metropolitana do Recife. Amanhã, sua agenda carnavalesca começa de fato no Desfile do Galo da Madrugada, que conhecerá convidado pelo prefeito João Campos (PSB).

Lula, na verdade, fará um verdadeiro tour carnavalesco pelas três principais capitais que comemoram a tradicional festa popular brasileira. O roteiro começa pelo Recife, depois no Rio de Janeiro e encerra em Salvador. Em ano eleitoral, quando disputará a reeleição, o petista se curvou às pressões de aliados para mostrar a sua cara no reinado do momo.

Petrolina - Destino

Na frente e bem mais próximo de Lula

A relação política do prefeito do Recife, João Campos (PSB), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode se tornar um dos principais ativos eleitorais na disputa pelo Governo de Pernambuco nas eleições de outubro. Em um cenário nacional no qual o Palácio do Planalto mantém forte capacidade de articulação federativa e influência sobre investimentos e políticas públicas, a proximidade entre Lula e João desponta como um fator que tende a influenciar no resultado do pleito.

Afinal, quem não lembra da dobradinha em Pernambuco de Lula com Eduardo Campos? Pelas fotos divulgadas ontem, a proximidade do pai é a mesma do filho. Em evento no Recife, o próprio presidente mencionou que, lá de cima, “Eduardo deve estar muito orgulhoso do filho, que tem tudo para ser muito melhor do que ele”.

Ipojuca - No Zap

Governança como solução para o Brasil

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e conhecido nacionalmente como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o que resultou no impeachment da aliada de Lula (PT), em 2016, Augusto Nardes, defende a governança como solução para os problemas do Brasil. Ele foi o entrevistado de ontem (10) no podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco.

Governança, segundo explicou Nardes, é um conceito acima de gestão. “São três palavras-chave: direcionar, avaliar e monitorar. O que significa direcionar? O líder, o governador, o prefeito, o presidente da República direciona, mas se ele não avalia e não monitora, não entrega resultado para a sociedade”, destacou.

Caruaru - Quem paga antes, paga menos

Toda ação tem reação, regra básica do jogo político

A fala do presidente Lula (PT) anunciando o fim do “Lulinha paz e amor” e classificando a eleição de 2026 como uma “guerra” provocou reação imediata de políticos da oposição, que usaram as redes sociais para atacar o tom adotado pelo petista. As declarações, feitas durante evento do Partido dos Trabalhadores, em Salvador, foram interpretadas por adversários como sinal de radicalização do discurso presidencial.

Um dos primeiros a reagir foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ao compartilhar o vídeo com a fala de Lula, Flávio afirmou que o presidente demonstrou “ódio” e disse que “o que sai pela sua boca é do que seu coração está cheio”. Segundo o senador, o Brasil não suportaria mais esse tipo de postura e o presidente seria “aposentado” pelo eleitorado, além de prometer mudanças a partir de 2027 em um eventual governo da oposição.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

A tradução do encontro de Humberto com Dudu da Fonte

Bem longe do burburinho que Pernambuco já vive com as prévias carnavalescas, o senador Humberto Costa (PT) e o deputado Eduardo da Fonte (PP) emendaram os bigodes em Brasília numa longa conversa sobre o peso e os reflexos de uma chapa majoritária nas eleições deste ano abrigando os dois num só palanque.

A conversa foi num restaurante, também distante do Congresso Nacional. De perfil histórico de esquerda, Humberto seria o único candidato com presença garantida numa eventual chapa liderada pelo pré-candidato do PSB, João Campos. Já Eduardo, o Dudu da Fonte, como é mais conhecido, está tomando a massaranduba do tempo, como diria o saudoso Joaquim Francisco.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Polícia Civil admite ausência de investigação formal contra funcionários de João Campos

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

A suspeita de que houve monitoramento indevido pela Polícia Civil de Pernambuco contra funcionários da Prefeitura do Recife foi reforçada nesta semana, uma vez que a própria polícia confirmou de maneira formal a inexistência de qualquer procedimento investigativo que desse lastro à chamada “Nova Missão”, que investigava aliados do prefeito João Campos (PSB).

Em ofício encaminhado ao escritório Lacerda e Trindade Advogados Associados, a corporação admite que não houve registro de boletim de ocorrência, instauração de Verificação Preliminar de Informação (VPI), designação formal de delegado ou agente, tampouco abertura de processo administrativo ou criminal relacionado ao caso. O documento foi assinado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa.

Olinda - Refis últimos dias 2025

Pré-candidatos sem chapas

O carnaval já acontece na próxima semana, mas nenhum dos dois pré-candidatos que polarizam a disputa pelo Governo do Estado – Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) – vai ao encontro do povão na folia com pelo menos um indicativo em relação à composição das suas chapas.

Ouvi que João gostaria de brincar com o carnaval já ao lado dos seus companheiros de chapa – os dois candidatos ao Senado e o vice. Mas o socialista está com um tremendo complicador: o excesso de nomes. Para o Senado, só uma vaga estaria fechada – a de Humberto Costa (PT), que vai à reeleição.

A segunda está mergulhada numa crise de excessos de candidaturas, com pelo menos três nomes: Miguel Coelho (UB), ex-prefeito de Petrolina, Sílvio Costa Filho (Republicanos), ministro dos Portos e Aeroportos, e, correndo por fora, sem fazer parte da aliança e estando ainda atrelado ao governo Raquel, o deputado Eduardo da Fonte (PP).

Pacote vergonhoso privilegia elite do serviço público

O pacote de reestruturação de carreiras e benefícios para servidores públicos aprovado na última terça pelo Congresso, com custo anual de R$ 548 milhões, é vergonhoso e foi criticado até pelo presidente do PT, Edinho Silva, ante o silêncio do presidente Lula.

A principal controvérsia reside na criação de “penduricalhos” e na possibilidade de que os rendimentos ultrapassem o teto constitucional, gerando um impacto fiscal estimado em R$ 1 bilhão. Parlamentares, incluindo o ex-relator da reforma administrativa, Pedro Paulo (PSD-RJ), votaram contra o projeto por considerá-lo uma “criação de privilégios para uma elite” com salários acima do teto, contrariando os esforços de contenção de gastos.

A aprovação de medidas como a licença compensatória e reajustes em gratificações de desempenho, que podem dobrar o salário-base de servidores do Congresso, foi alvo de fortes críticas também nas redes sociais e na Câmara. O governo prevê gastar cerca de R$ 3,8 bilhões com benefícios a servidores em 2026, com o reajuste linear de 3,5% no Executivo a partir de abril, parte de um acordo firmado em 2024.

“Não vou me ajoelhar para beijar a mão de ninguém”, diz Heloísa Helena sobre permanência de Marina Silva na Rede

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Uma eventual saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar, seria vista com naturalidade pela deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ), que também é uma das fundadoras da Rede. As duas estão rompidas desde 2022 e protagonizam uma disputa interna e outra judicial pelo comando da legenda.

As divergências têm origem tanto em diferenças programáticas quanto na relação com o Governo Federal. Enquanto Marina se define como “sustentabilista” e aceitou fazer parte da gestão do presidente Lula (PT) como ministra do Meio Ambiente, Heloísa se posiciona como oposição ao Planalto e defende o “ecossocialismo”, corrente que associa a preservação ambiental à mudança do sistema econômico.

Ventos sopram para Porto na vice de João

Ainda é muito cedo, diga-se de passagem, mas um dos assuntos que mais movimentam os bastidores desta fase pré-eleitoral no Estado diz respeito ao candidato a vice na chapa do pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos. Um dos nomes mais lembrados até então era o do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB).

Seus interlocutores, entretanto, garantem que ele não aceita porque está fixado na disputa ao Senado. “Miguel não tem perfil para vice de ninguém”, comentou um desses aliados do ex-prefeito. Com Miguel, João trazia o Sertão para a chapa, cumprindo um critério regional, ao mesmo tempo em que integrava o litoral, na pessoa dele, ao Sertão, com o tradicional clã Coelho.

Diante disso, também seguindo a lógica do critério regional, há quase já uma unanimidade em torno do nome do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB). Porto, justiça se faça, está acima do critério regional. Com ele, João teria um companheiro de fé, leal, correto e, mais do que isso, identificado com a estratégia de enfrentamento ao Governo Raquel.