Coluna da sexta-feira

Em crise, Raquel corta 52% em programa social

Com a gestão em crise às vésperas das eleições, a governadora Raquel Lyra (PSD) segue fazendo remanejamentos controversos no orçamento do Estado. Publicação feita nesta semana no Diário Oficial comprova a retirada de R$ 25 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para pagar empréstimos contraídos. Do total, R$ 3,6 milhões saíram do CNH Popular, o que representa um corte de 52% nos investimentos e no custeio da iniciativa.

O programa social foi criado em 2007 pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB) para garantir a Carteira Nacional de Habilitação gratuita para beneficiários do Bolsa Família, do Chapéu de Palha, jovens do sistema socioeducativo, entre outros públicos de baixa renda.

Em 2014, ainda no governo do PSB, a ação chegou a ter um orçamento de R$ 16,9 milhões. Na gestão de Raquel, porém, sofreu um apagão. Em 2025, por exemplo, só R$ 3,1 milhões foram previstos para o CNH Popular.

Sebrae - Fazer dar certo

Os recados de Teresa Leitão para a governadora Raquel Lyra

Na entrevista que deu ao podcast Direto de Brasília, ontem, a líder do governo no Senado Federal, Teresa Leitão (PT), alfinetou a governadora Raquel Lyra (PSD) por sua relação com o bolsonarismo. Ao comentar o vídeo gravado pelo presidente Lula (PT) em defesa do ex-prefeito João Campos (PSB), Teresa ressaltou que se trata de um “resgate histórico” da identidade e reforçou que será preciso tomar posição desta vez, diferente de 2022, quando Raquel se elegeu sem escolher palanque presidencial.

“No palanque de Lula e no palanque de João Campos não tem bolsonarista. Em outros palanques de Pernambuco, tem. Com vez e voz. Estão no de Raquel, porque o PL e o Novo defendem Bolsonaro. Tudo isso é condição dela de escolher seus aliados. Não sou eu que vou dizer que ela está certa ou errada, mas é também um dado de realidade”, alfinetou Teresa. “Aquele segundo turno de 2022 para mim foi muito vital para a gente avaliar a posição política de uma gestora em um momento de grande polarização. Já pensou se Bolsonaro tivesse ganhado aquela eleição? Político tem que ter lado”, disparou.

Para a senadora, a manifestação de Lula em favor de João Campos ultrapassa o apoio eleitoral e reafirma uma aliança política construída ao longo de décadas entre PT e PSB. “Lula fez no vídeo um resgate histórico dessa identidade, citando Arraes e Eduardo Campos, uma afirmação da aliança nacional. Hoje o PSB é o partido que tem mais presença, é o principal partido dessa aliança, mas tem também uma identidade política de projeto”, observou.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Hugo Napoleão rejeita polarização entre Lula e Flávio e vê Brasil sem alternativa para 2026

O ex-ministro das Comunicações, ex-governador do Piauí e ex-senador Hugo Napoleão (PSD) afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que o Brasil precisa superar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas admitiu não enxergar, no momento, uma alternativa ideal para a disputa presidencial. Filiado ao PSD, disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria sido o melhor nome da oposição, embora reconheça que ele disputará a reeleição. Também fez elogios ao pré-candidato de seu partido, Ronaldo Caiado (PSD), mas avaliou que o ex-governador de Goiás é “conservador demais”.

Ao analisar o cenário eleitoral, Hugo afirmou que espera uma mudança no comando do País e disse acreditar que o presidente Lula não repetirá o desempenho obtido no Nordeste em 2022. Segundo ele, o petista já não teria a mesma força no Piauí, onde conquistou cerca de 75% dos votos no último pleito. “Não creio que já esteja tão forte assim. E não quero que esteja tanto assim”, declarou. O ex-senador também defendeu o surgimento de uma alternativa fora da polarização. “Vamos para uma outra alternativa. Vamos fecundar o País”, afirmou.

Caruaru - Transparência 2026

Raquel tende a sair chamuscada

Seja qual for a escolha que mais lhe convier para a segunda vaga ao Senado na sua chapa, saindo da Federação Progressista, a governadora Raquel Lyra (PSD) terá pela frente um cenário, se não de crise, ao menos de extrema dificuldade para administrar dentro do conjunto de forças políticas que apoiam a sua candidatura à reeleição.

No caso de o presidente estadual da federação, Eduardo da Fonte, ser ungido, o que parece mais provável, o grupo Coelho tende a reagir. Irmão do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que disputa a vaga com Eduardo, o deputado Fernando Bezerra Coelho (UB) disse, ontem, numa emissora de rádio do Recife, que, independentemente do nome a ser escolhido, a família apoiará Raquel.

Ipojuca - Na palma da sua mão

No impasse da chapa, Priscila pode dançar?

Nos bastidores, a disputa pela composição da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), especialmente em torno da vaga para o Senado, começa a levantar uma nova dúvida: Priscila Krause seguirá como candidata a vice-governadora diante de tamanha desarrumação?

Há quem avalie que toda a pressão e os impasses na montagem da chapa podem acabar respingando justamente sobre Priscila. Entre aliados e observadores da cena política, cresce a percepção de que, diante da necessidade de acomodar interesses partidários, a governadora acabe sacrificando a herdeira política do ex-governador Gustavo Krause.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Valdemar vira problema para Flávio

O avanço da investigação que mira o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, abriu uma nova frente de preocupação no partido, justamente quando a legenda trabalha para consolidar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal herdeiro do espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de bloquear R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar e dar sequência às apurações sobre um suposto esquema de direcionamento de emendas parlamentares coloca o comando da maior sigla da direita no centro do noticiário político e amplia o desgaste da legenda.

As investigações da Polícia Federal apontam que Valdemar teria participado da destinação de recursos públicos mesmo sem exercer mandato parlamentar. A decisão de Dino reproduz mensagens encontradas em celulares de investigados nas quais aparecem referências diretas ao dirigente do PL, incluindo determinações para substituição de municípios beneficiados por emendas. O conjunto das apurações envolve 21 emendas destinadas a 17 municípios em cinco estados, movimentando R$ 119,2 milhões.

Palmares - 147 anos

É a federação que decide e não Raquel

No encontro que teve com o senador Ciro Nogueira (PI) e o advogado Antônio Rueda, presidentes da Federação Progressista, segunda-feira passada, em Brasília, a governadora Raquel Lyra (PSD) botou as cartas na mesa.

Jogou em favor do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), para compor uma das vagas ao Senado, já que, para a outra, fez opção pelo deputado Túlio Gadelha, que migrou da Rede para o PSD, dando uma guinada à direita.

Raquel jogou pesado. Pediu uma definição da federação em curto espaço de tempo, algo em torno de 48 horas, prazo já vencido. O jogo não é jogado como a governadora quer. Em se tratando de uma federação tão robusta, quem escolhe o nome para o Senado não é ela, mas a própria federação.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Elmano vê Camilo no pós-Lula e prevê nova derrota de Ciro

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), admitiu, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), pode se tornar o nome do partido para suceder o presidente Lula (PT). Embora tenha ressaltado que a prioridade do PT é a reeleição presidencial em outubro, afirmou que o cenário para o pós-Lula será construído “com muita tranquilidade” e reconheceu que o ex-governador reúne condições para disputar o Palácio do Planalto. “Pode acontecer de ser”, declarou, ao defender que lideranças nacionais “não se constroem em gabinete nem na decisão de alguém”.

Ao falar sobre Camilo, Elmano procurou afastar qualquer movimento antecipado dentro do partido. Disse que o ministro tem maturidade para não transformar a sucessão presidencial em prioridade e afirmou que “quem fica pensando muito nisso só tem uma certeza: que não será”. Para o governador, o foco deve permanecer na eleição deste ano e na continuidade do projeto liderado por Lula.

Camaragibe - A prefeitura mudou

Caso Master é “mais um monstrengo criado no governo Bolsonaro”, afirma Tebet

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que o Caso Banco Master representa “o maior escândalo envolvendo o sistema financeiro de corrupção da história do Brasil” e defendeu o afastamento imediato de agentes públicos citados nas investigações enquanto exercem funções de comando. A pré-candidata ao Senado por São Paulo disse que o então líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), “fez tarde” ao deixar o cargo e sustentou que denúncias dessa dimensão exigem resposta política rápida, preservando o direito à ampla defesa.

Ao comentar o caso, Simone procurou desvincular o governo Lula (PT) das investigações e atribuiu a origem do esquema ao governo Jair Bolsonaro (PL). “Isso foi uma cria, mais um monstrengo criado no governo passado”, declarou. Na avaliação da ex-ministra, o controlador do Banco Master teria buscado cercar diferentes centros de poder para dificultar mecanismos de fiscalização. “Ele contaminou todo mundo”, resumiu, ao defender que as apurações avancem sobre todos os envolvidos, independentemente de partido.

Sobre a disputa de 2026, Simone deixou claro que o principal eixo da campanha será a defesa da soberania nacional diante da atuação de adversários junto ao governo dos Estados Unidos. Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou iniciativas que, segundo ela, colocam interesses externos acima dos nacionais. “Quem manda no nosso quintal somos nós”, assinalou. Também afirmou que o Brasil deve continuar aberto ao capital estrangeiro, desde que “sob as nossas regras”.

Não há explicação para Raquel seguir usando avião UTI

Não há argumento capaz de apagar o fato central dessa história: um avião comprado com dinheiro público para salvar vidas passou a ser utilizado pela governadora Raquel Lyra (PSD) em seus deslocamentos. E, agora, para manter essa prática sem comprometer completamente o atendimento aeromédico do Estado, o Governo tenta contratar, sem licitação, um serviço que poderá custar até R$ 10,7 milhões aos cofres públicos.

A própria iniciativa do governo acaba sendo uma admissão de que a utilização da aeronave para transportar a governadora cria um problema para a rede estadual de saúde. Se fosse possível conciliar as duas finalidades sem prejuízo ao atendimento, simplesmente não haveria necessidade de uma contratação milionária para suprir a ausência da aeronave.