Coluna do sabadão

Todos os passageiros de Pernambuco estavam em risco? Ou só os da Logo Caruaruense?

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

A governadora Raquel Lyra (PSD) tentou apagar o incêndio iniciado pela denúncia do portal Metrópoles anunciando, ontem (16), que a Logo Caruaruense, empresa de ônibus do seu pai, o ex-governador João Lyra Neto, vai encerrar as atividades. Mas esse fogo tem potencial incalculável de prejuízos à imagem da gestora, por causa das inúmeras perguntas sem respostas que ficaram no ar e que dizem respeito à segurança das pessoas.

Se a Logo Caruaruense não era fiscalizada há três anos, as outras empresas de transporte intermunicipal também não eram? Nesse caso, todos os passageiros de Pernambuco estavam correndo risco de vida nesse período? Ou só não havia fiscalização na Logo Caruaruense, porque pertencia ao pai de Raquel? É necessária uma investigação profunda pelas autoridades competentes no setor, porque quaisquer que sejam as respostas a esses questionamentos serão gravíssimas.

Jaboatão dos Guararapes - IPTU 2026

Raquel e João enfrentam dificuldades de imagem já no início de 2026

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O primeiro mês de 2026 chegou apenas à metade, mas os nomes que devem se enfrentar na busca pelo Governo de Pernambuco, em outubro deste ano, já lidam com dificuldades de imagem que, se não cuidadas com agilidade e eficácia neste momento, podem complicar as campanhas mais à frente. A governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), ganharam repercussões negativas na mídia nos últimos dias e acabaram oferecendo pratos cheios para suas oposições.

Uma reportagem do portal de notícias Metrópoles, publicada esta semana, expôs que a empresa de ônibus do pai da governadora, o ex-governador João Lyra Neto, opera de forma irregular no Estado desde o início da gestão da filha. O governo estadual é o responsável pela fiscalização do setor.

A vida difícil de Raquel Lyra na Alepe

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

A vida da governadora Raquel Lyra (PSD), que já não é fácil na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ficou mais difícil ontem (14), quando três dos quatro projetos enviados por ela à Casa em regime de urgência acabaram ganhando relatores da bancada de oposição na comissão mais importante, a de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ).

Não dá nem para reclamar, porque os deputados foram escolhidos por meio de um sorteio manual, e quem retirou os papéis com os nomes foi a própria líder da bancada governista, a deputada Socorro Pimentel (UB). O presidente do colegiado, Alberto Feitosa (PL), foi o primeiro sorteado e vai relatar uma matéria (nº 3692) que autoriza empréstimos nacionais e internacionais, com ou sem aval da União.

Caruaru - IPTU 2026

Eduardo Leite tenta viabilizar seu nome como terceira via em 2026

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), tenta viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano, se tornando uma alternativa ao que chamou de “polarização fratricida” entre os campos lulista e bolsonarista. O gestor foi o entrevistado de ontem (13) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco.

Eduardo Leite acredita que há uma parcela da população cansada dos quadros atuais da política brasileira e é preciso oferecer uma opção para esse eleitorado. O gestor tem o nome defendido por outras lideranças, como o presidente do Cidadania, o ex-senador pernambucano Roberto Freire, que lançou o nome de Leite como caminho neste mesmo espaço.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Mais dois empréstimos solicitados por Raquel podem enfrentar resistência na Comissão de Justiça da Alepe

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

Um dos projetos enviados pelo Governo do Estado para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em caráter de urgência para ser analisado durante o período extraordinário em vigor pede autorização à Casa para que o Poder Executivo contrate mais dois empréstimos bilionários. A matéria é a de número 3693/2026 e pode sofrer resistência na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe.

O colegiado tem reunião confirmada para amanhã (veja aqui), às 11h, com o propósito de distribuir as matérias para os relatores. Se cair na mão da oposição, o Governo do Estado não terá vida fácil para aprovar o texto.

Palmares - Pavimentação Zona Rural

Raquel e João a reboque do plano nacional

Nos Estados, as eleições para governador dificilmente ficarão desatreladas da corrida presidencial. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, por exemplo, o presidente Lula (PT) já fez uma jogada silenciosa para viabilizar Geraldo Alckmin (PSB) ou Fernando Haddad (PT) como alternativas a governador quando convenceu Guilherme Boulos (Psol), que queria ser candidato a governador, a virar ministro. Menos um para criar problemas.

Em Pernambuco, não será diferente. A rearrumação do quadro para governador está nas mãos do presidente do PSD, o partido de Raquel Lyra, Gilberto Kassab. Se Alckmin entrar na disputa para o Governo de São Paulo, a vaga de vice na chapa de Lula pode ser ocupada pelo PSD, o que levaria o PT a abrir dois palanques em Pernambuco para Lula.

Olinda - Refis últimos dias 2025

Tensão entre poderes contamina clima interno na Alepe

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O clima entre o Governo do Estado, durante a gestão de Raquel Lyra (PSD), e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), presidida por Álvaro Porto (PSDB), ex-aliado de Raquel e desgostoso de como foi tratado pela governadora depois que ela venceu as eleições com a sua ajuda, sempre foi ruim. Não há como negar: é uma administração marcada pelo conflito com o Poder Legislativo.

As reclamações de falta de diálogo do Poder Executivo sempre estiveram presentes nos últimos três anos nos corredores da Alepe, mas a tensão desse período escalou a tal ponto que o ambiente interno, entre uma deputada da base governista e um órgão técnico da Casa, a Procuradoria, também ficou comprometido.

No festival de Raquel, só um pernambucano entre os 20 artistas mais bem pagos

Apesar de ter sido concebido para valorizar a cultura regional, o Festival Pernambuco Meu País só tem um artista local entre os 20 mais bem pagos. Dados do Portal Tome Conta, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), revelam que o pernambucano João Gomes é exceção na lista dos cantores com cachês mais altos.

O festival foi criado pelo Governo Raquel Lyra em 2024 e tem sido usado pela governadora como contraponto a eventos tradicionais, sobretudo em redutos de adversários políticos. O top10 dos cachês tem Ana Carolina (R$ 1,025 milhão), João Gomes (R$ 1 milhão), Diogo Nogueira (R$ 670 mil), Alexandre Pires (R$ 600 mil), Iza (R$ 600 mil) e Marcelo Falcão (R$ 590 mil), além de Cláudia Leitte, Pablo, Tierry e Seu Jorge, esses com R$ 550 mil recebidos, cada um.

Intervenção estranha e indevida do TCU

Brasília começou 2026 com uma polêmica que ainda vai render bastante: o pedido de inspeção junto ao Banco Central, pelo Tribunal de Contas da União, para apurar os procedimentos adotados na liquidação do Banco Master. A iniciativa foi do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU. Mas a corte máxima de contas tem essa prerrogativa?

De forma alguma. O TCU é um órgão auxiliar do Legislativo, enquanto o Banco Central tem autonomia, dada pelo próprio Congresso Nacional. Sentindo-se agredido na forma da lei, o BC apresentou um recurso ao TCU contra a decisão que autorizou a realização de uma inspeção na chamada autoridade monetária.

A controvérsia surgiu após o ministro Jhonatan de Jesus solicitar informações adicionais sobre os elementos que sustentaram a decisão do BC de encerrar as atividades da instituição financeira. Diante disso, o Banco Central pediu que a proposta de inspeção seja submetida ao colegiado competente, para que haja deliberação formal sobre a medida.

Roberto Freire quer Eduardo Leite presidente do Brasil

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

O presidente nacional do Cidadania, o ex-senador e ex-ministro da Cultura Roberto Freire, defende veementemente o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), como candidato ideal à Presidência da República nas eleições deste ano. Para Freire, Eduardo Leite é o estadista que o Brasil precisa para romper a polarização entre o PT e o bolsonarismo que, na opinião dele, só atrapalha o país.

Ao longo de sua vida pública, o ex-senador militou no campo da esquerda e destacou-se na luta pelo fim da ditadura e pela retomada da democracia. Atualmente, continua se considerando de esquerda, mas não a mesma esquerda representada pelo presidente Lula (PT), uma liderança que, para Freire, não acompanhou as mudanças no mundo com a revolução digital e governa como se estivesse ainda no século 20.