Coluna da terça-feira

Wolney revigorado e com autonomia

Em nova fase no Ministério da Previdência, logo após renunciar à tentativa de voltar ao Congresso como deputado, o ministro Wolney Queiroz emplacou, ontem, a presidente do INSS, em uma afirmação da sua autonomia e prestígio com o presidente Lula (PT). Embora servidora de carreira, Ana Cristina Silveira, a nova dama de ferro do INSS, integra o grupo de Wolney.

Desde que substituiu Carlos Lupi, afastado por envolvimento no escândalo do INSS, Wolney não havia nomeado alguém da sua cota.
A escolha de Ana revela que ele passou a ter uma grande autonomia e o mesmo respaldo do presidente da República, já que o INSS é o principal instrumento de fomento e realização das políticas previdenciárias. O principal foco da nova gestão do INSS passa a ser a redução da fila de benefícios e a reorganização interna do órgão.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

A chapa das incertezas

A indefinição da governadora Raquel Lyra (PSD) em relação a montagem da sua chapa não estende apenas o ciclo de ansiedade em quem tanto aguarda sem ter certeza da opção pelo seu nome, como é o caso do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que sonha acordado em uma das vagas ao Senado.

Provoca também desgastes. A vice-governadora Priscila Krause (PSD) não sabe igualmente se será mantida na chapa da reeleição. Já está prejudicada porque se sobrar apenas a alternativa de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados ou de volta à Assembleia Legislativa, como se especula, o cenário em busca de parcerias com prefeitos se estreitou. E muito!

Petrolina - Destino

João lidera e Raquel não converte aprovação em votos

A disputa pelo Governo de Pernambuco este ano começa a ganhar contornos mais definidos sob a lógica clássica de que “eleição é comparação”. No cenário atual, o embate entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) revela uma assimetria importante entre aprovação administrativa e intenção de voto, indicando que a avaliação de governo não tem se convertido automaticamente em capital eleitoral. A análise foi feita, a princípio, no jornal O Globo.

João Campos aparece, até aqui, como o nome mais competitivo. Amparado por alta aprovação à frente da Prefeitura do Recife, forte presença digital e pelo peso simbólico da herança política ligada a Miguel Arraes e Eduardo Campos, o socialista amplia sua influência para além da capital. Pesquisas recentes o colocam consistentemente na liderança, com índices que variam de cerca de 45% a mais de 50% das intenções de voto, em alguns cenários com possibilidade de vitória no primeiro turno. Esse desempenho reflete não apenas sua força na Região Metropolitana, mas também a capacidade de nacionalizar sua imagem dentro de um campo político alinhado ao lulismo.

Ipojuca - IPTU 2026

Um parto que parecia sem fim

O pernambucano Jorge Messias vai ter, enfim, seu processo retomado para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destravou, ontem, a indicação do ainda advogado-geral da União. A sabatina foi marcada para 29 de abril, segundo garantiu o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação.

Já na próxima quarta-feira será feita a leitura do relatório na Casa Alta. Jorge teve que esperar mais de quatro meses após o anúncio do seu nome pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A leitura do relatório marca o início formal do processo e abre caminho para a realização da sabatina e, posteriormente, da votação no plenário.

Weverton afirmou que vai conversar com Messias e seguir ajudando na busca de votos. O avanço ocorre após uma semana de intensificação da articulação política em torno do nome de Messias. O governo montou uma força-tarefa envolvendo o líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que conversaram com Alcolumbre sobre o tema.

Caruaru - São João na Roça

Quando pesquisas “estranhas” viram motivo de descrédito

O cenário político pernambucano atravessa um momento de inflexão em que a disputa eleitoral deixa de se restringir ao campo tradicional e passa a ser travada, também, no terreno sensível da credibilidade das pesquisas de opinião. Nesse contexto, a circulação recente de levantamentos controversos acabou por produzir um efeito colateral indesejado para a base governista.

No epicentro desse movimento está a governadora Raquel Lyra (PSD), cuja articulação política se vê tensionada após a divulgação de pesquisas encomendadas. Os números apresentados — que colocam a gestora à frente de João Campos — destoam de maneira significativa do conjunto mais amplo de levantamentos disponíveis e da percepção consolidada no meio político, que aponta o ex-prefeito do Recife como líder absoluto nas intenções de voto.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Luiz Gastão defende regulamentação com teto para plataformas e maior fatia para motoristas

A regulamentação do transporte por aplicativos foi o centro da entrevista de ontem do deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) ao podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Autor de um projeto de lei sobre o tema, o parlamentar apresentou uma proposta alternativa à enviada pelo Governo Lula e defendeu mudanças para reorganizar a relação entre plataformas, motoristas e usuários.

Ao justificar a iniciativa, Gastão criticou o texto do Executivo. “O governo mandou o Projeto de Lei nº 12, e esse sim recebeu trovões e trovoadas de todas as correntes, tanto dos aplicativos quanto dos motoristas”, afirmou. Segundo ele, a proposta foi estruturada para “simplificar essas relações” e garantir “segurança jurídica” aos envolvidos, reconhecendo as plataformas como intermediadoras do serviço e buscando reduzir impasses na tramitação.

Palmares - IPTU 2026

João abre enorme vantagem digital sobre Raquel

O cenário político pernambucano começa a ganhar novos contornos no ambiente digital, e João Campos larga, neste momento, com uma vantagem expressiva. Ao atingir, ontem, a marca de 3 milhões de seguidores no Instagram, o pré-candidato ao Governo do Estado consolida uma presença digital que vai além da popularidade: trata-se de uma ferramenta estratégica de comunicação direta com o eleitorado.

Em comparação, a governadora Raquel Lyra soma cerca de 1,6 milhão de seguidores na mesma plataforma. A diferença numérica, por si só, já indica um desequilíbrio relevante. Mas o impacto real está na capacidade de engajamento e difusão de conteúdo — um fator decisivo em campanhas contemporâneas.

As redes sociais deixaram de ser apenas vitrines pessoais e passaram a funcionar como arenas políticas. É nelas que narrativas são construídas, críticas ganham escala e pautas são rapidamente disseminadas. Nesse contexto, João Campos demonstra habilidade ao ampliar o escopo de seus conteúdos, saindo de uma atuação mais municipal para um discurso estadual, alinhado à sua pré-candidatura.

Com Túlio na chapa, Raquel aposta no “bernardismo”

O discurso pró-lula do deputado Túlio Gadelha, que se transferiu da Rede para o PSD, como pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), carece — e muito — de um mínimo de coerência. O lulismo dele é da boca pra fora, de plateia, falso e sem consistência. Vamos aos fatos!

Túlio sempre votou em Ciro Gomes, que bate em Lula e no Governo petista sem piedade. Em 2018, aliás, coordenou a campanha de Ciro ao Planalto em Pernambuco e só votou em Lula no segundo turno. Que histórico ele tem com Lula e o PT? Nenhum!

Eleitorado tem seis meses para avaliar quem melhor o representa

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

A partir de hoje (4) são exatos seis meses para o primeiro turno das eleições deste ano. Mais de 150 milhões de brasileiros e brasileiras vão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

O eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. Em nível nacional, a disputa, neste momento, caminha para repetir a polarização do pleito de 2022, com os grupos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se enfrentando novamente, só que desta vez com o filho mais velho do capitão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), contra Lula.

Túlio dá o abraço da morte no Centrão

A decisão tomada pelo deputado federal Túlio Gadelha de se transferir do partido Rede para o PSD demarca uma mudança profunda no seu espectro de atuação política. Pela primeira vez, ele deixa as siglas de esquerda onde sempre militou para escolher um partido vinculado ao Centrão, que terá como pré-candidato a presidente o ex-governador Ronaldo Caiado.

Não se trata de uma mudança de casa na mesma rua. É a opção clara por outro endereço político. O uso da camisa vermelha no ato de ontem parece camuflar que o novo partido de Gadelha já fez sua opção política de clara oposição ao presidente Lula. Será que Túlio vai mesmo chegar ao novo partido como desertor?

Por que não mencionou nada sobre Ronaldo Caiado, o verdadeiro candidato do seu partido ao Planalto no enfrentamento a Lula, a quem se derramou em elogios no ato da sua filiação, para constranger a governadora, de quem tentou arrancar uma declaração mais direta e clara sobre um possível apoio dela a Lula, mas não conseguiu?