Coluna da segunda-feira

Com Túlio na chapa, Raquel aposta no “bernardismo”

O discurso pró-lula do deputado Túlio Gadelha, que se transferiu da Rede para o PSD, como pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), carece — e muito — de um mínimo de coerência. O lulismo dele é da boca pra fora, de plateia, falso e sem consistência. Vamos aos fatos!

Túlio sempre votou em Ciro Gomes, que bate em Lula e no Governo petista sem piedade. Em 2018, aliás, coordenou a campanha de Ciro ao Planalto em Pernambuco e só votou em Lula no segundo turno. Que histórico ele tem com Lula e o PT? Nenhum!

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

Eleitorado tem seis meses para avaliar quem melhor o representa

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

A partir de hoje (4) são exatos seis meses para o primeiro turno das eleições deste ano. Mais de 150 milhões de brasileiros e brasileiras vão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

O eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. Em nível nacional, a disputa, neste momento, caminha para repetir a polarização do pleito de 2022, com os grupos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se enfrentando novamente, só que desta vez com o filho mais velho do capitão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), contra Lula.

Petrolina - Destino

Túlio dá o abraço da morte no Centrão

A decisão tomada pelo deputado federal Túlio Gadelha de se transferir do partido Rede para o PSD demarca uma mudança profunda no seu espectro de atuação política. Pela primeira vez, ele deixa as siglas de esquerda onde sempre militou para escolher um partido vinculado ao Centrão, que terá como pré-candidato a presidente o ex-governador Ronaldo Caiado.

Não se trata de uma mudança de casa na mesma rua. É a opção clara por outro endereço político. O uso da camisa vermelha no ato de ontem parece camuflar que o novo partido de Gadelha já fez sua opção política de clara oposição ao presidente Lula. Será que Túlio vai mesmo chegar ao novo partido como desertor?

Por que não mencionou nada sobre Ronaldo Caiado, o verdadeiro candidato do seu partido ao Planalto no enfrentamento a Lula, a quem se derramou em elogios no ato da sua filiação, para constranger a governadora, de quem tentou arrancar uma declaração mais direta e clara sobre um possível apoio dela a Lula, mas não conseguiu?

Ipojuca - IPTU 2026

Com Alckmin vice, João ganha mais musculatura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será candidato à reeleição. O movimento representa uma vitória para o próprio Alckmin, que vinha afirmando não ter desejo de concorrer a outro cargo, e também coroa a articulação política do prefeito do Recife e pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos, presidente nacional do PSB. Ninguém defendeu mais do que ele, em conversas com Lula e na mídia, a manutenção do aliado na chapa governista.

O anúncio de Lula ocorreu em reunião ministerial realizada em Brasília, na terça-feira passada. Na ocasião, o presidente fez referência à desincompatibilização de Alckmin do cargo que ele acumula à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A saída do ministro terá que ocorrer até o próximo sábado, em virtude da legislação eleitoral.

Caruaru - São João na Roça

José Carlos Aleluia defende combate à polarização nacional e na Bahia

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) pretende ser a terceira via das eleições deste ano ao Governo da Bahia, em um cenário atualmente polarizado entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). O ex-parlamentar é crítico da polarização na política tanto em nível estadual quanto nacional, com os grupos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em batalha pelo poder.

Em entrevista, ontem (31), ao podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, José Carlos Aleluia afirmou que um de seus objetivos é apresentar uma proposta sem agressões a nenhum lado, porém que entregue soluções ao povo.

“Eu apenas quero dizer que o Brasil não aguenta mais uma polarização, uma estagnação tão grande. O presidente Lula governa o Brasil direta e/ou indiretamente há mais de 30 anos. Isso influenciou a política brasileira nesse período e é muito ruim para o país”, destacou. “O Nordeste, começando pela Bahia, não conseguiu perceber ainda que está na hora de mudar a página. Está na hora de encontrar um novo caminho”, acrescentou Aleluia.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

João Paulo quer ser o prefeito de Raquel

Uma credenciada fonte me revelou, ontem, um bastidor que, por si só, desvenda toda a movimentação do deputado petista João Paulo para abrir o palanque dois de Lula em Pernambuco à governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição: haveria um acordo prévio para, no caso de a gestora ganhar a eleição, ele virar o candidato à Prefeitura do Recife nas eleições municipais de 2028, com o apoio de Raquel.

Tudo tem a ver e explico: desde que Raquel foi eleita, em 2022, João Paulo, eleito deputado estadual pelo PT, virou um interlocutor privilegiado da governadora, defensor de todos os seus projetos na Alepe, amortecendo setores do PT e da esquerda antes refratários a uma simples aproximação ao governo estadual.

Nos últimos três anos, principalmente em 2024, o pior momento da gestão Raquel, João Paulo passou a ter um papel mais preponderante: trouxe para a base do Governo, pelo menos informalmente, a totalidade da bancada do PT, ou seja, o deputado Doriel Barros, ex-presidente do partido, e Rosa Amorim, esta filha do líder do MST, Jaime Amorim, de uma ação radical no campo, responsável pela eleição da filha.

Palmares - IPTU 2026

O diabo contra o dono do céu

Raquelzista de carteirinha e a caminho do abraço da morte no palanque bolsonarista da governadora, o deputado João Paulo (PT) liderou uma rebelião na bancada petista na Assembleia Legislativa para boicotar o anúncio oficial do partido, sábado passado, ao ingresso na Frente Popular, unida em torno da candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado.

Ao mesmo tempo, não referendou o projeto de reeleição do senador e aliado histórico Humberto Costa. Trombou de frente com o partido. Mostrou que sua aliança branca com Raquel não tem volta. Arrastou o deputado Doriel Barros e a deputada Rosa Amorim, ambos forjados na luta sindical, nos movimentos sociais.

PT de Pernambuco oficializa hoje aliança com João Campos

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

O PT de Pernambuco reúne a direção estadual hoje (28), em evento no Centro de Convenções, em Olinda, e, sem muitas novidades, deve oficializar a aliança com o PSB em torno da candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado. O apoio a João é orientação da Executiva Nacional, porque faz parte da estratégia das duas legendas para as eleições de outubro.

O PSB tem ajudado o PT a montar palanques para o presidente Lula (PT), que buscará o quarto mandato, e os dois partidos trabalham juntos em 17 estados da federação. Mesmo diante das divergências em Pernambuco, com alguns membros ligados à governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição, a campanha do prefeito João Campos ao Palácio do Campo das Princesas com a ajuda do PT não será prejudicada.

Federação União Progressista movimenta o jogo e pode reforçar palanque de Raquel Lyra

Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog

A governadora Raquel Lyra (PSD), que até então não anunciou os nomes que formarão sua chapa em busca da reeleição, tem agora a oportunidade de compor com o presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).

Depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o pedido de registro da federação entre os partidos União Brasil e Progressistas, ontem (26), Raquel ganhou a chance de fortalecer o palanque, se deixar as mágoas de lado e ceder uma das vagas ao Senado para que Da Fonte concorra à Casa Alta.

A relação entre o parlamentar e a governadora ficou estremecida depois das articulações de bastidores que davam conta das conversas entre Eduardo da Fonte e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que vai disputar o Governo do Estado contra Raquel.

A entrevista que custou o cargo de secretário

“Ecos de uma jornada”, biografia do ex-ministro José Jorge, de autoria do jornalista Ângelo Castelo Branco, traz revelações muito interessantes sobre bastidores políticos. Um deles, com final infeliz para o personagem, ocorreu no Governo Joaquim Francisco (91-94), do qual fui secretário de Imprensa por apenas um ano, em 1991.

Já de volta ao Diário de Pernambuco, onde passei a assinar a coluna semanal Periscópio, soube que José Jorge, então secretário de Educação e licenciado do mandato de deputado federal, estava com planos de participar da revisão da Constituição Cidadã em 1994, último ano da gestão Joaquim.