Coluna da quarta-feira

Presidente da Caixa diz que microcrédito tira famílias do Bolsa Família

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog, que programas de microcrédito apoiados pelo banco têm permitido que beneficiários do Bolsa Família ampliem a renda e deixem o programa social. Segundo ele, os resultados já podem ser observados em diversas regiões do país, especialmente no Norte e no Nordeste. “Tem muitas famílias que estão lá no Bolsa Família que estão partindo para fazer essa operação do microcrédito e saindo do Bolsa”, declarou.

Vieira destacou que algumas famílias atendidas pelas linhas de crédito tiveram aumento de renda de até duas vezes e meia. “As famílias que estão se beneficiando desse crédito tiveram a renda ampliada em duas vezes e meia”, afirmou. Para o dirigente, o resultado é fruto da integração entre políticas de crédito, assistência social e inclusão produtiva.

Jaboatão dos Guararapes - Refis 2026

A trapalhada do “Índio”

O ministro Wellington Dias, de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que o ex-governador Eduardo Campos o tratava carinhosamente de “Índio”, em face das suas origens indígenas, deu uma mancada, ontem, logo reparada pelo presidente do PT, Edinho Silva. Incluiu Pernambuco entre os Estados que o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, terá duplo palanque.

“Essa posição está clara desde o início. Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário”, disse Edinho, para constrangimento do ministro. A fala de Wellington, não se sabe por quais motivos, se deu numa entrevista ao jornal O Globo.

Petrolina - São João 2026

Mais dois tetos de hospitais caem e confirmam maquiagem de Raquel

As duas novas quedas de parte do teto registradas ontem — uma no Hospital da Restauração, a terceira em pouco mais de um mês, e outra na Pediatria do Hospital Getúlio Vargas — reforçam um cenário que já se transformou em símbolo da crise da saúde pública em Pernambuco. A maior emergência do Norte e Nordeste volta a ser palco de um episódio que ultrapassa o problema estrutural e revela um modelo de gestão marcado pela redução de investimentos, diminuição de leitos e incapacidade de enfrentar os problemas reais da rede estadual.

O caso do Hospital da Restauração está longe de ser isolado. Nos últimos dias, o Hospital Agamenon Magalhães registrou dois desabamentos de teto em um intervalo de apenas uma semana. Já a UTI Pediátrica do Hospital Barão de Lucena também sofreu recentemente com a queda de parte da estrutura. A repetição dos episódios em diferentes unidades evidencia que não se trata de um acidente pontual, mas de um problema sistêmico que atinge hospitais estratégicos da rede estadual.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Evangélicos no centro da disputa

A Marcha para Jesus, um dos maiores eventos religiosos do país, voltou a evidenciar como a fé e a política caminham lado a lado no Brasil contemporâneo. Realizada em São Paulo, a edição deste ano reuniu autoridades de diferentes espectros ideológicos, expondo não apenas divergências políticas, mas também a crescente disputa pelo eleitorado evangélico, considerado estratégico em qualquer eleição nacional.

O episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça revelou os cuidados adotados por figuras públicas ao participar de manifestações religiosas em um ambiente altamente polarizado. Apesar de dividirem o mesmo trio elétrico em determinados momentos, os três evitaram aproximações numa demonstração de que a presença no evento tinha significado político tão relevante quanto o religioso.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

Dois problemas graves em obras e licitações do Governo

As recentes decisões do Tribunal de Contas de Pernambuco revelam um padrão preocupante na condução de grandes contratos públicos do Governo do Estado. Em dois casos distintos, mas com características semelhantes, a Corte identificou falhas relevantes que colocam sob questionamento a qualidade do planejamento, da fiscalização e da gestão de recursos bilionários.

O primeiro caso envolve a licitação de aproximadamente R$ 767 milhões do programa estadual de recuperação de rodovias, o “PE na Estrada”, que inclui intervenções em mais de 1.500 quilômetros de estradas. Ao analisar o certame, a equipe técnica do TCE apontou uma série de irregularidades que vão desde exigências consideradas restritivas à competitividade até divergências entre documentos oficiais, inconsistências orçamentárias e falhas na justificativa para adoção de procedimentos excepcionais na licitação.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O Pix é a maior conquista dos brasileiros

Se o Pix vier a sofrer qualquer interrupção, por ingerência indevida do Governo americano, alguém tem dúvida de que a conta vai cair no colo do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República? O filho de Bolsonaro já está pagando o preço. O presidente Lula (PT) o carimbou de “coveiro do Pix”.

O Pix virou a moeda brasileira, uma conquista do povo, aliás, da era Bolsonaro. Mas, depois que Flávio esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, o Pix passou a ser objeto de uma contestação, na enxurrada de uma nova taxação de produtos brasileiros consumidos pelos americanos. O governo Trump propôs tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas desleais de comércio, incluindo questões relacionadas ao Pix, desmatamento e propriedade intelectual.

Palmares - 147 anos

No Direto de Brasília, Moreira Franco descarta golpe contra Dilma e no 8 de janeiro, alerta para avanço do crime e critica rumo da economia

O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro Moreira Franco (MDB) fez duras críticas ao cenário político e econômico do País durante entrevista ao podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Ao comentar os desafios atuais do Brasil, afirmou que o país vive um processo de deterioração institucional, apontou falta de rumo na economia e contestou interpretações sobre dois dos episódios mais controversos da política recente: o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e os atos de 8 de janeiro de 2023.

Sobre a invasão das sedes dos Três Poderes, Moreira afirmou que não considera o episódio uma tentativa de golpe de Estado. “Golpe se faz com Forças Armadas, e não tinha ali. Não conheço nenhum golpe sem que haja um exército”, declarou. Segundo ele, houve uma ação marcada pela depredação do patrimônio público, mas sem os elementos historicamente associados a uma ruptura institucional. O ex-ministro também ironizou a chamada minuta do golpe e disse não acreditar que o movimento tenha sido conduzido de forma organizada.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Não há brecha legal para candidato avulso na federação

Postei, na semana passada, quando estava em Brasília, a movimentação do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, junto à executiva nacional do União Brasil, o seu partido, para registrar sua candidatura avulsa ao Senado, ou seja, sem a anuência da Federação Progressista, formada pelo UB e o PP. Blogs de Petrolina postaram, ontem, que Miguel estaria fomentando uma divisão no palanque de Raquel com sua insistência por uma candidatura avulsa.

Consultei os estatutos da federação e não há acolhimento legal para candidaturas avulsas, porque, na prática, uma federação é como uma fusão partidária: dois partidos se unem e assumem compromissos em comum acordo, presos à rígida legislação eleitoral. Sendo assim, nem com aval da cúpula do UB sua candidatura avulsa seria legal.

Camaragibe - Forró da Vila

Túlio Bernardes no tom oportunista

Em Triunfo, onde participou do congresso estadual de vereadores, sexta-feira passada, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado Túlio Gadelha (PSD), um dos nomes ventilados para compor a chapa da situação ao Senado, parecia estar no palanque da oposição como aliado de João Campos (PSB).

O tom do seu discurso não soou bem aos ouvidos de Raquel e destoou de todos “concorrentes” ao Senado, como Eduardo da Fonte (PP), Fernando Dueire (PSD) e Miguel Coelho (UB). Foi o tempo todo de bajulação ao presidente Lula (PT), para se diferenciar dos demais do ponto de vista ideológico, como militante de esquerda.

Combate ao crime exige respeito ao Brasil

A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas abriu uma nova frente de tensão diplomática com o Brasil e reacendeu um debate sensível sobre os limites da cooperação internacional e o respeito à soberania nacional.

Embora o combate ao crime organizado seja uma preocupação compartilhada por diversos países, a medida adotada pelo presidente Donald Trump (republicano) levanta questionamentos sobre o alcance de decisões unilaterais que produzem efeitos além de suas fronteiras e impactam diretamente políticas de segurança definidas por governos estrangeiros.

O governo brasileiro reagiu de forma firme e acertada ao rejeitar qualquer tentativa de interferência externa na definição de como o país enquadra e combate suas organizações criminosas. Não há dúvida de que PCC e CV representam algumas das maiores ameaças à segurança pública nacional, espalhando violência, controlando territórios e movimentando bilhões de reais por meio do tráfico de drogas, armas e outras atividades ilícitas. No entanto, a gravidade desses crimes não elimina a necessidade de precisão jurídica e política na classificação dessas organizações.