Coluna da terça-feira

O que Lula finge não enxergar

Há um detalhe nesta eleição que Lula (PT) finge que não enxerga: quem votou em Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e sinaliza repetir a aposta no próximo domingo, no segundo turno, enxerga no candidato da direita o freio de arrumação no Supremo Tribunal Federal.

O eleitor de Flávio conhece o passado dele, suas fragilidades e sua incapacidade até de dar rumo ao País. Mas tem a certeza de que, ele eleito, já com uma maioria esmagadora de senadores e deputados num Congresso conservador e de direita, iniciará uma cruzada pelo impeachment de Alexandre de Moraes e de outros ministros da alta corte da justiça brasileira.

O tudo ou nada da última semana

A última semana do segundo turno das eleições presidenciais, que acontecem no próximo domingo, começou com um confronto na TV entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). E será marcada pela mobilização de eleitores, a articulação com aliados e a preparação para o debate decisivo na Globo, na próxima sexta-feira.

As estratégias incluem atos públicos, presença nas redes sociais e agendas voltadas a regiões com grande concentração de eleitores, especialmente o Sudeste. O cenário regional ganhou importância na reta final. Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada ontem mostra diferenças nas intenções de voto conforme a região do país.

Na última semana, só incertezas

Na reta final da campanha presidencial de segundo turno, o cenário de empate técnico ainda é imprevisível, mas, na criação de fatos e em falar o que o povo quer ouvir, o presidente Lula (PT) nocauteou Flávio Bolsonaro (PL). Se isso vai garantir a reeleição do petista, são outros quinhentos.

Flávio dominou a pauta na primeira semana, com a construção de alianças com partidos do centrão que o haviam esnobado antes. Agora, veio o predomínio do presidente Lula, que coroou a reação com a foto de uma Constituição na mão após a promulgação do fim da escala 6×1.

Caruaru - Minha rua nova

Embora com empate técnico, ventos sopram para Flávio

Pesquisa Datafolha divulgada, ontem, mostra um cenário de empate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45%. Este é o primeiro levantamento do instituto a vir a público após o Senado aprovar, na noite de quarta-feira, o fim da escala 6×1. Como os pesquisadores também foram a campo ontem, é possível que os resultados tragam ao menos parcialmente eventuais efeitos do avanço da pauta, que o Governo está comemorando como uma tábua de salvação da virada.

Na rodada anterior, divulgada na semana passada, Flávio tinha 49% das intenções de voto e Lula, 45%. Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o bolsonarista alcançava 52% e o petista aparecia com 48%. Assim como a Quaest, a Datafolha mostra uma estabilidade na distância entre Flávio Bolsonaro e Lula no Sudeste.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Berzoini vê eleição no limite e diz que PT precisa planejar o futuro

A dez dias do segundo turno, o ex-presidente nacional do PT e ex-ministro Ricardo Berzoini prevê uma disputa presidencial decidida por margem mínima entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o petista afirmou que, apesar da concentração de apoios partidários em torno de Flávio, a diferença entre os dois candidatos tende a ficar em no máximo dois pontos percentuais. “Pelo rumo das pesquisas e pelo que estou observando no cenário em cada região, a diferença no máximo será de dois pontos percentuais. Quem errar menos leva”.

Berzoini avalia que a vantagem inicialmente aberta por Flávio após o primeiro turno já diminuiu, movimento que considera natural em disputas dessa natureza. “Aconteceu com Dilma Rousseff contra Aécio Neves, em 2014. Quem chega na frente abre um pouco, e agora a diferença voltou a apertar”, comparou. Mesmo reconhecendo a dificuldade do cenário, aposta na capacidade de mobilização de Lula para produzir uma virada inédita desde a redemocratização.

Olinda - Refis 2026

Vitória de Flávio, soltura do pai

Se há uma certeza numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no próximo dia 25, é a libertação do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por suposta tentativa de golpe há um ano meio. A vantagem de Flávio reacendeu entre aliados a expectativa de encontrar uma saída para a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

Com 121 deputados e 28 senadores eleitos pelo PL, dirigentes refazem as contas para viabilizar uma anistia que alcance o ex-presidente. A adesão de PP, União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos abriu novos canais de negociação e a pauta virou tema de encontros com os partidos.

Palmares - Creche Quilombo II

Dani sai na frente e anuncia disputa pela Prefeitura do Recife

Fenômeno eleitoral este ano em Pernambuco, a deputada estadual reeleita Dani Portela (PT), que bateu a casa dos 146 mil votos, dos quais mais de 50 mil no Recife, já está de olho na Prefeitura da capital em 2028. Em entrevista ao Frente a Frente de ontem, afirmou, pela primeira vez, que está disposta e animada para entrar no páreo.

“O meu nome está à disposição do PT para cumprir qualquer tarefa que o partido decidir. Tenho muito desejo de ter a caneta do Executivo nas mãos, nas nossas mãos coletivas”, afirmou, acrescentando: “Se o PT quiser, já tem uma pré-candidata à Prefeitura do Recife”. Depois de ser eleita pelo Psol para o seu primeiro mandato, Dani se transferiu para o PT e foi a grande puxadora de votos na federação com o PV e PCdoB para o segundo mandato.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Raquel teve mais de 1 milhão de votos casados com Lula

Numa postagem de fim de semana, joguei uma nuvem de suspeitas sobre a postura de lealdade do PT e, principalmente, do senador reeleito Humberto Costa, com João Campos (PSB), derrotado pela governadora Raquel Lyra no primeiro turno. Ontem, recebi de um leitor números que comprovam que houve, verdadeiramente, uma baita traição.

Vamos aos números: na totalização pelo TSE, Raquel teve 2.805.438 votos e Flávio Bolsonaro 1.738.043 votos. Para sair vitoriosa, a governadora obteve 1.067.395 votos agregados aos votos de Lula, ou seja, essa legião de leitores casou o voto dado a Raquel com Lula e não com João, o que, na prática, põe abaixo o esforço do então candidato do PSB a governador em fazer uma campanha 100% dobrada com Lula.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

O vale-tudo de Lula

Povo nas ruas, um Lula que aderiu até às selfies, agressões duras a Flávio Bolsonaro, o presidente Lula, o PT e a militância entraram no jogo do tudo ou nada depois das primeiras pesquisas de intenção de voto na corrida ao Planalto apontando o candidato do PL na dianteira.

Fui rever as últimas eleições presidenciais no Brasil e constatei, via pesquisas, que desde a redemocratização nunca um candidato que passou ao segundo turno em desvantagem conseguiu virar o jogo e sair vitorioso da disputa presidencial.

Flávio gera mais expectativa de poder

No primeiro turno, as pesquisas eleitorais erraram em vários Estados e na corrida presidencial. No embate Lula (PT) x Flávio (PL), o petista sempre apareceu à frente, mas quando os votos saíram das urnas apareceu em segundo, com o filho de Bolsonaro abrindo dois pontos de vantagem – 47% a 45%. Nas primeiras sondagens, ontem, o que se esperava aconteceu, com o liberal permanecendo na frente.

Pelo Datafolha, entretanto, a vantagem de Flávio é muito pequena, quase dentro da margem de erro, de quatro pontos percentuais – 49% a 44%, enquanto no Datapoder chega a 6 pontos. Quando se computam apenas os votos válidos no Datafolha, Flávio vai a 52% e Lula fica em 48%, a mesma diferença. Um dado chama a atenção: os indecisos representam apenas 1%, enquanto brancos e nulos somam 5%.

Coluna do Blog

Programa Frente a Frente

TV Blog do Magno

Garanhuns - Juntos construindo o futuro
Imobiliária Gravatá - Fernando Cavalcanti
Os Leões do Norte
São Lourenço da Mata - Policlinica 24

Opinião

Parceiros

O estilo Marco Maciel

Categorias