Coluna da segunda-feira

Os Coelho passam a ser o fiel da balança

Por maior que tenha sido a convenção da governadora Raquel Lyra (PSD), ontem, no Recife, o que vai pesar no jogo da sua sucessão será a tomada de posicionamento do grupo Coelho, mais uma vez traído por ela, quando não cumpriu a palavra de escolher o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), candidato ao Senado na sua chapa.

Liderado pelo ex-senador Fernando Bezerra Coelho, pai de Miguel, o clã virou um poço de mágoa com a governadora. Sequer compareceu à convenção que referendou a chapa com o deputado Eduardo da Fonte candidato ao Senado ao lado do também deputado Túlio Gadêlha.

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Indefinição marca convenção de Raquel

A convenção que homologará a candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) está marcada para amanhã, no Recife. O que poderia, entretanto, se traduzir num grande ato de demonstração de força e sinalização pela confiança dos aliados na reeleição pode resultar num tremendo fiasco. Não de público, porque a máquina tem um poder incomensurável de mobilização, mas de incertezas na chapa.

Raquel não teve capacidade, traquejo nem tampouco liderança para botar ordem na casa. A convenção perdeu o brilho em razão da chafurdação entre o presidente estadual da federação União Progressista, Eduardo da Fonte, e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que duelam pela segunda vaga de candidato ao Senado.

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Em Pernambuco, o palanque de Lula é o de João

É fato que, pela força da legalidade, as convenções partidárias levam o processo eleitoral a uma nova fase. Porém, mais do que por conta desse marco temporal, é possível dizer que a campanha em Pernambuco chega a um novo momento após dois divisores de águas nesta semana: a divulgação de novas informações sobre a importância de Lula (PT) como cabo eleitoral no Estado e a reafirmação da aliança dele com João Campos durante a convenção nacional do PSB, em Brasília.

A pesquisa Quaest, por exemplo, mostrou o presidente com 61% de aprovação entre os pernambucanos e 53% das intenções de voto no primeiro turno no Estado. Até aí, um cenário já captado em levantamentos anteriores. A novidade é que 47% dos eleitores dizem preferir um governador aliado ao presidente e mais de 50% ainda não sabem que João Campos é o candidato de Lula. Isso significa que existe um espaço considerável para crescimento do pré-candidato a governador do PSB.

Caruaru - Transparência 2026

Com Alckmin vice, PSB formaliza apoio a Lula

Numa convenção super concorrida, em alto astral, o PSB referendou, ontem, em Brasília, o apoio à reeleição do presidente Lula (PT), que chega à disputa eleitoral com a mesma chapa que venceu as eleições de 2022, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e com apoio de partidos de centro e esquerda. O PSB foi o segundo partido a formalizar apoio a Lula, que prestigiou a convenção ao lado de Alckmin e do presidente nacional da legenda, João Campos.

O primeiro partido a confirmar a aliança com Lula foi o PDT, na semana passada. Além do PSB e do PDT, siglas como PCdoB, PV e PSOL sinalizaram apoio à candidatura do petista à reeleição. A permanência de Alckmin na vice-presidência mantém uma das principais marcas da coalizão construída em 2022.

Ipojuca - Na palma da sua mão

“Não foi um escândalo do INSS. A instituição foi vítima de uma quadrilha”, diz Wolney Queiroz

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que 4,8 milhões de aposentados e pensionistas foram ressarcidos pelos descontos associativos feitos sem autorização em seus benefícios. Segundo ele, a União desembolsou R$ 3,2 bilhões para antecipar os pagamentos, enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) tenta recuperar os recursos junto aos responsáveis pela fraude.

Wolney rejeitou a classificação do caso como um escândalo da própria instituição, embora o episódio tenha provocado desgaste no Governo Lula (PT) e levado à instalação de uma CPMI no Congresso. “Não foi um escândalo do INSS. A instituição foi vítima de uma quadrilha que roubou os aposentados. Meu dever é preservar a instituição”, declarou.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Atitude canalha

Surpresa da convenção que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, o presidente da Argentina, Javier Milei, acabou roubando a cena e, ao mesmo tempo, gerando uma nova crise diplomática com o Brasil, após chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão” e o ministro Alexandre de Moraes de “lixo”.

Nunca se viu algo tão deplorável na história das relações diplomáticas entre nações vizinhas, fundadoras e integrantes do Mercosul, bloco econômico sul-americano criado em 1991 pelo Tratado de Assunção, com a intenção de integrar as economias dos países membros por meio da redução de impostos alfandegários e da livre circulação de produtos e serviços.

Palmares - 147 anos

Descaso com a cultura

Desavisados costumam confundir valorização da cultura com a contratação de grandes shows a qualquer preço. É o que parece acontecer no governo de Raquel Lyra (PSD). Citada em relatório recente como a governadora que mais gastou com shows no Brasil, ela tem priorizado o aporte de dinheiro público em atrações “arrasa-quarteirão”.

E que rendem, diga-se de passagem, engajamento nas redes sociais, mas tem sido displicente com eventos que fazem parte da identidade cultural de Pernambuco.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Datafolha confirma estabilidade de Lula

A nova pesquisa Datafolha reforça um cenário de estabilidade política para o presidente Lula (PT) a pouco mais de dois meses da eleição presidencial. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (24), mostra o petista com 40% das intenções de voto no primeiro turno, praticamente repetindo o desempenho registrado na rodada anterior, quando aparecia com 41%. Em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula mantém vantagem de 48% a 43%, resultado que também permanece dentro da margem de estabilidade observada pelo instituto.

A pesquisa revela que o desempenho eleitoral de Lula acompanha um movimento semelhante na avaliação de seu governo. Segundo o Datafolha, 32% dos entrevistados classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 38% a consideram ruim ou péssima e 28% a avaliam como regular. Na comparação com os levantamentos de maio e junho, as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, indicando que, apesar da intensa disputa política e do aumento das críticas da oposição, a percepção do eleitorado sobre o governo permanece praticamente consolidada.

Camaragibe - A prefeitura mudou

Raquel só pensa nela!

Diante de tudo que se viu ontem no Palácio das Princesas, depois de vários encontros com lideranças políticas que pleiteam espaço na disputa ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), uma única constatação: a gestora não está nem aí para Senado. Sua única preocupação, que perturba noites de sono, é garantir a sua reeleição.

Que se explodam os interessados, leia-se o deputado Eduardo da Fonte e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que travam uma luta titânica pela vaga reservada à federação União Progressista. Raquel criou tamanha expectativa, ontem, que os olhos do mundo político se voltaram para o Palácio, que tremeu, tamanha a torcida dos aliados ansiosos, mas a montanha pariu um rato.

A governadora brinca com o novo esporte que criou: a montagem de uma chapa ao seu bel prazer, passando por cima das convenções e conveniências partidárias. Seria cômico se não fosse trágico propor ao presidente da federação, Eduardo da Fonte, uma candidatura avulsa de Miguel, sendo ele (Eduardo) o candidato oficial do colegiado formado pelo PP e União Brasil, e escolhido por ela.

Um governo sem entregas

Após quase quatro anos, a gestão de Raquel Lyra (PSD) mostra que é conjugada no futuro do pretérito. Em praticamente todas as áreas, as explicações do governo são de que faria e aconteceria, mas que não avançou por conta da oposição. Esse retrato ficou bem evidenciado em levantamento produzido pelo portal G1 sobre as promessas dos governadores.

Os dados mostram que Raquel tentará a reeleição este ano sem ter cumprido nem metade dos compromissos que assumiu em 2022. O mais emblemático é o da construção de creches. A autointitulada “Racreche” da campanha de quatro anos atrás prometeu 250 equipamentos, mas só entregou 11.