Coluna da segunda-feira

Tapumes e ordens de serviço

A governadora Raquel Lyra (PSD) só tem mais 20 dias, até 4 de julho, para propagandear um rosário de feitos no horário nobre da TV que, na verdade, não passam de muito oba-oba. Em três anos, pouco ou quase nada seu governo entregou.

O tempo se encarregou de revelar a face mais cruel, mas ao mesmo tempo real: um governo sem identidade, sem entregas de obras ou projetos estruturadores para o Estado. O que é o Governo Raquel? Um amontoado de tapumes sem obras por dentro e um festival de ordens de serviço para obras fantasiosas.

Jaboatão dos Guararapes - Refis 2026

A face excludente da Copa nos EUA

A Copa do Mundo nos Estados Unidos começou longe da imagem de festa universal que a FIFA costuma promover. Em vez da celebração da diversidade e do encontro entre nações, os primeiros relatos do torneio revelaram um país cada vez mais fechado ao estrangeiro, onde o medo, a desconfiança e a seletividade no tratamento de visitantes refletem um ambiente político alimentado pelas políticas migratórias endurecidas do governo do presidente Donald Trump.

Nos aeroportos americanos, jogadores, jornalistas e torcedores de países africanos, árabes e asiáticos relataram abordagens constrangedoras e tratamentos que levantaram acusações de racismo e xenofobia. A recepção hostil contrasta com o ideal de uma Copa sem fronteiras e reforça a percepção de que, sob o discurso de segurança nacional, determinados povos continuam sendo vistos como suspeitos antes mesmo de cruzarem a imigração.

Petrolina - São João 2026

Palanque único de Lula em PE é balde de água fria nos planos de Raquel

A informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá gravar um vídeo reafirmando apoio ao projeto para o Governo do Estado liderado por João Campos (PSB) representa um duro revés para a estratégia política da governadora Raquel Lyra (PSD).

Nos bastidores, aliados de Raquel trabalhavam com a expectativa de manter o presidente distante da disputa estadual ou, ao menos, preservar uma zona de ambiguidade que permitisse à governadora dialogar com setores do lulismo sem enfrentar um posicionamento explícito do chefe do Executivo federal.

A possível manifestação pública de Lula, entretanto, tende a encerrar qualquer dúvida sobre qual será o palanque presidencial prioritário em Pernambuco. Mais do que uma declaração de apoio, um vídeo gravado pelo presidente tem forte valor simbólico e eleitoral.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Avanço de Lula na Quaest fortalece João e pressiona Raquel

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada, ontem, apontando um distanciamento maior do presidente Lula (PT) ante Flávio Bolsonaro (PL), produz efeitos que vão muito além da disputa presidencial. Ao mostrar o petista abrindo seis pontos de vantagem em um eventual segundo turno, o levantamento reforça um movimento político que pode ter consequências diretas sobre a eleição para o Governo de Pernambuco.

Num primeiro olhar, os números parecem tratar apenas da sucessão presidencial. Mas, em estados onde a imagem de Lula possui forte influência eleitoral, como Pernambuco, a pesquisa funciona também como um indicador da força dos palanques locais associados ao presidente. E hoje nenhum projeto político está mais claramente vinculado a Lula no Estado do que o liderado por João.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

Presidente da Caixa diz que microcrédito tira famílias do Bolsa Família

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog, que programas de microcrédito apoiados pelo banco têm permitido que beneficiários do Bolsa Família ampliem a renda e deixem o programa social. Segundo ele, os resultados já podem ser observados em diversas regiões do país, especialmente no Norte e no Nordeste. “Tem muitas famílias que estão lá no Bolsa Família que estão partindo para fazer essa operação do microcrédito e saindo do Bolsa”, declarou.

Vieira destacou que algumas famílias atendidas pelas linhas de crédito tiveram aumento de renda de até duas vezes e meia. “As famílias que estão se beneficiando desse crédito tiveram a renda ampliada em duas vezes e meia”, afirmou. Para o dirigente, o resultado é fruto da integração entre políticas de crédito, assistência social e inclusão produtiva.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A trapalhada do “Índio”

O ministro Wellington Dias, de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que o ex-governador Eduardo Campos o tratava carinhosamente de “Índio”, em face das suas origens indígenas, deu uma mancada, ontem, logo reparada pelo presidente do PT, Edinho Silva. Incluiu Pernambuco entre os Estados que o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, terá duplo palanque.

“Essa posição está clara desde o início. Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário”, disse Edinho, para constrangimento do ministro. A fala de Wellington, não se sabe por quais motivos, se deu numa entrevista ao jornal O Globo.

Palmares - 147 anos

Mais dois tetos de hospitais caem e confirmam maquiagem de Raquel

As duas novas quedas de parte do teto registradas ontem — uma no Hospital da Restauração, a terceira em pouco mais de um mês, e outra na Pediatria do Hospital Getúlio Vargas — reforçam um cenário que já se transformou em símbolo da crise da saúde pública em Pernambuco. A maior emergência do Norte e Nordeste volta a ser palco de um episódio que ultrapassa o problema estrutural e revela um modelo de gestão marcado pela redução de investimentos, diminuição de leitos e incapacidade de enfrentar os problemas reais da rede estadual.

O caso do Hospital da Restauração está longe de ser isolado. Nos últimos dias, o Hospital Agamenon Magalhães registrou dois desabamentos de teto em um intervalo de apenas uma semana. Já a UTI Pediátrica do Hospital Barão de Lucena também sofreu recentemente com a queda de parte da estrutura. A repetição dos episódios em diferentes unidades evidencia que não se trata de um acidente pontual, mas de um problema sistêmico que atinge hospitais estratégicos da rede estadual.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Evangélicos no centro da disputa

A Marcha para Jesus, um dos maiores eventos religiosos do país, voltou a evidenciar como a fé e a política caminham lado a lado no Brasil contemporâneo. Realizada em São Paulo, a edição deste ano reuniu autoridades de diferentes espectros ideológicos, expondo não apenas divergências políticas, mas também a crescente disputa pelo eleitorado evangélico, considerado estratégico em qualquer eleição nacional.

O episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça revelou os cuidados adotados por figuras públicas ao participar de manifestações religiosas em um ambiente altamente polarizado. Apesar de dividirem o mesmo trio elétrico em determinados momentos, os três evitaram aproximações numa demonstração de que a presença no evento tinha significado político tão relevante quanto o religioso.

Camaragibe - Forró da Vila

Dois problemas graves em obras e licitações do Governo

As recentes decisões do Tribunal de Contas de Pernambuco revelam um padrão preocupante na condução de grandes contratos públicos do Governo do Estado. Em dois casos distintos, mas com características semelhantes, a Corte identificou falhas relevantes que colocam sob questionamento a qualidade do planejamento, da fiscalização e da gestão de recursos bilionários.

O primeiro caso envolve a licitação de aproximadamente R$ 767 milhões do programa estadual de recuperação de rodovias, o “PE na Estrada”, que inclui intervenções em mais de 1.500 quilômetros de estradas. Ao analisar o certame, a equipe técnica do TCE apontou uma série de irregularidades que vão desde exigências consideradas restritivas à competitividade até divergências entre documentos oficiais, inconsistências orçamentárias e falhas na justificativa para adoção de procedimentos excepcionais na licitação.

O Pix é a maior conquista dos brasileiros

Se o Pix vier a sofrer qualquer interrupção, por ingerência indevida do Governo americano, alguém tem dúvida de que a conta vai cair no colo do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República? O filho de Bolsonaro já está pagando o preço. O presidente Lula (PT) o carimbou de “coveiro do Pix”.

O Pix virou a moeda brasileira, uma conquista do povo, aliás, da era Bolsonaro. Mas, depois que Flávio esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, o Pix passou a ser objeto de uma contestação, na enxurrada de uma nova taxação de produtos brasileiros consumidos pelos americanos. O governo Trump propôs tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas desleais de comércio, incluindo questões relacionadas ao Pix, desmatamento e propriedade intelectual.