Coluna da terça-feira

A estratégia mortal de Túlio

O deputado Túlio Gadelha (PSD), embora também ainda não tenha sido confirmado candidato ao Senado na chapa puro-sangue da governadora Raquel Lyra (PSD), insiste equivocadamente numa linha de discurso que não vai a lugar algum, com “loas” ao presidente Lula (PT), que em Pernambuco já tem candidatos assumidos: Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição, e Marília Arraes (PDT).

Lula, aliás, fez questão de ir, ontem, à convenção nacional do PDT. Posou ao lado de Marília e do presidente nacional da legenda, ex-ministro Carlos Lupi, e ainda fez um longo pronunciamento em agradecimento ao apoio dado pela agremiação trabalhista à sua reeleição.

O que adianta Túlio elogiar Lula para uma plateia que não vota com o presidente? Grande parte do público mobilizado para os atos de pré-campanha de Raquel vota no campo bolsonarista. Túlio prega, portanto, no deserto e tende a dar um tiro no pé, afugentando, consequentemente, o eleitorado da governadora, alavancada e eleita em 2022 com os votos de eleitores bolsonaristas.

Sebrae - Fazer dar certo

Ninguém tem mais “saco”

Se há um assunto na política estadual que ninguém aguenta mais, tamanha chafurdação, é o impasse na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) na escolha dos candidatos ao Senado. Virou uma chatice, verdadeira novela mexicana das piores, sem graça.

O mais hilário são as versões. A mais recente varreu o mundo político do Estado no último fim de semana, dando conta que, por sugestão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos caciques da Federação União Progressista, os escolhidos seriam Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, ambos da federação.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Traições enfraquecem a Frente Popular e fortalecem Raquel

A aproximação de prefeitos eleitos pela Frente Popular com a base da governadora Raquel Lyra (PSD) tem provocado rupturas políticas e alimentado o discurso de traição entre antigos aliados. Os casos mais recentes são os de Diego Cabral, de Camaragibe, e Dió Filho, de Riacho das Almas, ambos acusados pelo ex-ministro e presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho, de abandonar o grupo que os elegeu em troca do alinhamento com o Palácio do Campo das Princesas.

Em Camaragibe, a ruptura foi pública. Diego Cabral, eleito com o apoio decisivo do Republicanos e do PSB, deixou o partido de Silvio Costa Filho, filiou-se ao PSD e passou a apoiar o projeto de reeleição de Raquel Lyra. Nos bastidores, o rompimento ocorreu após o prefeito descumprir o compromisso de apoiar a reeleição de Silvio para a Câmara. Como já publicado por este Blog, por pressão da governadora, o gestor irá apoiar a candidatura de Daniel Coelho (PSD).

Nos bastidores, a palavra de Diego Cabral passou a ser tratada como “dinheiro falso”: circula bastante, mas não tem valor real na hora de pagar a dívida. Já no caso de Dió Filho, Silvio afirmou que a governadora “tem mágoa dele”. “Ela não conseguiu me comprar com orçamento e cargos. Então, foi atrás daqueles que eram meus aliados”, declarou o ministro em entrevista recente. Como deputado, inicialmente, e depois ministro, Silvio alavancou recursos federais para as duas gestões. Mas foi pago com traição.

Caruaru - Transparência 2026

Em crise, Raquel corta 52% em programa social

Com a gestão em crise às vésperas das eleições, a governadora Raquel Lyra (PSD) segue fazendo remanejamentos controversos no orçamento do Estado. Publicação feita nesta semana no Diário Oficial comprova a retirada de R$ 25 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para pagar empréstimos contraídos. Do total, R$ 3,6 milhões saíram do CNH Popular, o que representa um corte de 52% nos investimentos e no custeio da iniciativa.

O programa social foi criado em 2007 pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB) para garantir a Carteira Nacional de Habilitação gratuita para beneficiários do Bolsa Família, do Chapéu de Palha, jovens do sistema socioeducativo, entre outros públicos de baixa renda.

Em 2014, ainda no governo do PSB, a ação chegou a ter um orçamento de R$ 16,9 milhões. Na gestão de Raquel, porém, sofreu um apagão. Em 2025, por exemplo, só R$ 3,1 milhões foram previstos para o CNH Popular.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Os recados de Teresa Leitão para a governadora Raquel Lyra

Na entrevista que deu ao podcast Direto de Brasília, ontem, a líder do governo no Senado Federal, Teresa Leitão (PT), alfinetou a governadora Raquel Lyra (PSD) por sua relação com o bolsonarismo. Ao comentar o vídeo gravado pelo presidente Lula (PT) em defesa do ex-prefeito João Campos (PSB), Teresa ressaltou que se trata de um “resgate histórico” da identidade e reforçou que será preciso tomar posição desta vez, diferente de 2022, quando Raquel se elegeu sem escolher palanque presidencial.

“No palanque de Lula e no palanque de João Campos não tem bolsonarista. Em outros palanques de Pernambuco, tem. Com vez e voz. Estão no de Raquel, porque o PL e o Novo defendem Bolsonaro. Tudo isso é condição dela de escolher seus aliados. Não sou eu que vou dizer que ela está certa ou errada, mas é também um dado de realidade”, alfinetou Teresa. “Aquele segundo turno de 2022 para mim foi muito vital para a gente avaliar a posição política de uma gestora em um momento de grande polarização. Já pensou se Bolsonaro tivesse ganhado aquela eleição? Político tem que ter lado”, disparou.

Para a senadora, a manifestação de Lula em favor de João Campos ultrapassa o apoio eleitoral e reafirma uma aliança política construída ao longo de décadas entre PT e PSB. “Lula fez no vídeo um resgate histórico dessa identidade, citando Arraes e Eduardo Campos, uma afirmação da aliança nacional. Hoje o PSB é o partido que tem mais presença, é o principal partido dessa aliança, mas tem também uma identidade política de projeto”, observou.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Hugo Napoleão rejeita polarização entre Lula e Flávio e vê Brasil sem alternativa para 2026

O ex-ministro das Comunicações, ex-governador do Piauí e ex-senador Hugo Napoleão (PSD) afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que o Brasil precisa superar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas admitiu não enxergar, no momento, uma alternativa ideal para a disputa presidencial. Filiado ao PSD, disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria sido o melhor nome da oposição, embora reconheça que ele disputará a reeleição. Também fez elogios ao pré-candidato de seu partido, Ronaldo Caiado (PSD), mas avaliou que o ex-governador de Goiás é “conservador demais”.

Ao analisar o cenário eleitoral, Hugo afirmou que espera uma mudança no comando do País e disse acreditar que o presidente Lula não repetirá o desempenho obtido no Nordeste em 2022. Segundo ele, o petista já não teria a mesma força no Piauí, onde conquistou cerca de 75% dos votos no último pleito. “Não creio que já esteja tão forte assim. E não quero que esteja tanto assim”, declarou. O ex-senador também defendeu o surgimento de uma alternativa fora da polarização. “Vamos para uma outra alternativa. Vamos fecundar o País”, afirmou.

Palmares - 147 anos

Raquel tende a sair chamuscada

Seja qual for a escolha que mais lhe convier para a segunda vaga ao Senado na sua chapa, saindo da Federação Progressista, a governadora Raquel Lyra (PSD) terá pela frente um cenário, se não de crise, ao menos de extrema dificuldade para administrar dentro do conjunto de forças políticas que apoiam a sua candidatura à reeleição.

No caso de o presidente estadual da federação, Eduardo da Fonte, ser ungido, o que parece mais provável, o grupo Coelho tende a reagir. Irmão do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que disputa a vaga com Eduardo, o deputado Fernando Bezerra Coelho (UB) disse, ontem, numa emissora de rádio do Recife, que, independentemente do nome a ser escolhido, a família apoiará Raquel.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

No impasse da chapa, Priscila pode dançar?

Nos bastidores, a disputa pela composição da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), especialmente em torno da vaga para o Senado, começa a levantar uma nova dúvida: Priscila Krause seguirá como candidata a vice-governadora diante de tamanha desarrumação?

Há quem avalie que toda a pressão e os impasses na montagem da chapa podem acabar respingando justamente sobre Priscila. Entre aliados e observadores da cena política, cresce a percepção de que, diante da necessidade de acomodar interesses partidários, a governadora acabe sacrificando a herdeira política do ex-governador Gustavo Krause.

Camaragibe - A prefeitura mudou

Valdemar vira problema para Flávio

O avanço da investigação que mira o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, abriu uma nova frente de preocupação no partido, justamente quando a legenda trabalha para consolidar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal herdeiro do espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de bloquear R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar e dar sequência às apurações sobre um suposto esquema de direcionamento de emendas parlamentares coloca o comando da maior sigla da direita no centro do noticiário político e amplia o desgaste da legenda.

As investigações da Polícia Federal apontam que Valdemar teria participado da destinação de recursos públicos mesmo sem exercer mandato parlamentar. A decisão de Dino reproduz mensagens encontradas em celulares de investigados nas quais aparecem referências diretas ao dirigente do PL, incluindo determinações para substituição de municípios beneficiados por emendas. O conjunto das apurações envolve 21 emendas destinadas a 17 municípios em cinco estados, movimentando R$ 119,2 milhões.

É a federação que decide e não Raquel

No encontro que teve com o senador Ciro Nogueira (PI) e o advogado Antônio Rueda, presidentes da Federação Progressista, segunda-feira passada, em Brasília, a governadora Raquel Lyra (PSD) botou as cartas na mesa.

Jogou em favor do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), para compor uma das vagas ao Senado, já que, para a outra, fez opção pelo deputado Túlio Gadelha, que migrou da Rede para o PSD, dando uma guinada à direita.

Raquel jogou pesado. Pediu uma definição da federação em curto espaço de tempo, algo em torno de 48 horas, prazo já vencido. O jogo não é jogado como a governadora quer. Em se tratando de uma federação tão robusta, quem escolhe o nome para o Senado não é ela, mas a própria federação.