Coluna da segunda-feira

Mais dois tetos de hospitais caem e confirmam maquiagem de Raquel

As duas novas quedas de parte do teto registradas ontem — uma no Hospital da Restauração, a terceira em pouco mais de um mês, e outra na Pediatria do Hospital Getúlio Vargas — reforçam um cenário que já se transformou em símbolo da crise da saúde pública em Pernambuco. A maior emergência do Norte e Nordeste volta a ser palco de um episódio que ultrapassa o problema estrutural e revela um modelo de gestão marcado pela redução de investimentos, diminuição de leitos e incapacidade de enfrentar os problemas reais da rede estadual.

O caso do Hospital da Restauração está longe de ser isolado. Nos últimos dias, o Hospital Agamenon Magalhães registrou dois desabamentos de teto em um intervalo de apenas uma semana. Já a UTI Pediátrica do Hospital Barão de Lucena também sofreu recentemente com a queda de parte da estrutura. A repetição dos episódios em diferentes unidades evidencia que não se trata de um acidente pontual, mas de um problema sistêmico que atinge hospitais estratégicos da rede estadual.

Jaboatão dos Guararapes - Refis 2026

Evangélicos no centro da disputa

A Marcha para Jesus, um dos maiores eventos religiosos do país, voltou a evidenciar como a fé e a política caminham lado a lado no Brasil contemporâneo. Realizada em São Paulo, a edição deste ano reuniu autoridades de diferentes espectros ideológicos, expondo não apenas divergências políticas, mas também a crescente disputa pelo eleitorado evangélico, considerado estratégico em qualquer eleição nacional.

O episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça revelou os cuidados adotados por figuras públicas ao participar de manifestações religiosas em um ambiente altamente polarizado. Apesar de dividirem o mesmo trio elétrico em determinados momentos, os três evitaram aproximações numa demonstração de que a presença no evento tinha significado político tão relevante quanto o religioso.

Petrolina - São João 2026

Dois problemas graves em obras e licitações do Governo

As recentes decisões do Tribunal de Contas de Pernambuco revelam um padrão preocupante na condução de grandes contratos públicos do Governo do Estado. Em dois casos distintos, mas com características semelhantes, a Corte identificou falhas relevantes que colocam sob questionamento a qualidade do planejamento, da fiscalização e da gestão de recursos bilionários.

O primeiro caso envolve a licitação de aproximadamente R$ 767 milhões do programa estadual de recuperação de rodovias, o “PE na Estrada”, que inclui intervenções em mais de 1.500 quilômetros de estradas. Ao analisar o certame, a equipe técnica do TCE apontou uma série de irregularidades que vão desde exigências consideradas restritivas à competitividade até divergências entre documentos oficiais, inconsistências orçamentárias e falhas na justificativa para adoção de procedimentos excepcionais na licitação.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O Pix é a maior conquista dos brasileiros

Se o Pix vier a sofrer qualquer interrupção, por ingerência indevida do Governo americano, alguém tem dúvida de que a conta vai cair no colo do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República? O filho de Bolsonaro já está pagando o preço. O presidente Lula (PT) o carimbou de “coveiro do Pix”.

O Pix virou a moeda brasileira, uma conquista do povo, aliás, da era Bolsonaro. Mas, depois que Flávio esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, o Pix passou a ser objeto de uma contestação, na enxurrada de uma nova taxação de produtos brasileiros consumidos pelos americanos. O governo Trump propôs tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas desleais de comércio, incluindo questões relacionadas ao Pix, desmatamento e propriedade intelectual.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

No Direto de Brasília, Moreira Franco descarta golpe contra Dilma e no 8 de janeiro, alerta para avanço do crime e critica rumo da economia

O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro Moreira Franco (MDB) fez duras críticas ao cenário político e econômico do País durante entrevista ao podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Ao comentar os desafios atuais do Brasil, afirmou que o país vive um processo de deterioração institucional, apontou falta de rumo na economia e contestou interpretações sobre dois dos episódios mais controversos da política recente: o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e os atos de 8 de janeiro de 2023.

Sobre a invasão das sedes dos Três Poderes, Moreira afirmou que não considera o episódio uma tentativa de golpe de Estado. “Golpe se faz com Forças Armadas, e não tinha ali. Não conheço nenhum golpe sem que haja um exército”, declarou. Segundo ele, houve uma ação marcada pela depredação do patrimônio público, mas sem os elementos historicamente associados a uma ruptura institucional. O ex-ministro também ironizou a chamada minuta do golpe e disse não acreditar que o movimento tenha sido conduzido de forma organizada.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Não há brecha legal para candidato avulso na federação

Postei, na semana passada, quando estava em Brasília, a movimentação do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, junto à executiva nacional do União Brasil, o seu partido, para registrar sua candidatura avulsa ao Senado, ou seja, sem a anuência da Federação Progressista, formada pelo UB e o PP. Blogs de Petrolina postaram, ontem, que Miguel estaria fomentando uma divisão no palanque de Raquel com sua insistência por uma candidatura avulsa.

Consultei os estatutos da federação e não há acolhimento legal para candidaturas avulsas, porque, na prática, uma federação é como uma fusão partidária: dois partidos se unem e assumem compromissos em comum acordo, presos à rígida legislação eleitoral. Sendo assim, nem com aval da cúpula do UB sua candidatura avulsa seria legal.

Palmares - 147 anos

Túlio Bernardes no tom oportunista

Em Triunfo, onde participou do congresso estadual de vereadores, sexta-feira passada, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado Túlio Gadelha (PSD), um dos nomes ventilados para compor a chapa da situação ao Senado, parecia estar no palanque da oposição como aliado de João Campos (PSB).

O tom do seu discurso não soou bem aos ouvidos de Raquel e destoou de todos “concorrentes” ao Senado, como Eduardo da Fonte (PP), Fernando Dueire (PSD) e Miguel Coelho (UB). Foi o tempo todo de bajulação ao presidente Lula (PT), para se diferenciar dos demais do ponto de vista ideológico, como militante de esquerda.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Combate ao crime exige respeito ao Brasil

A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas abriu uma nova frente de tensão diplomática com o Brasil e reacendeu um debate sensível sobre os limites da cooperação internacional e o respeito à soberania nacional.

Embora o combate ao crime organizado seja uma preocupação compartilhada por diversos países, a medida adotada pelo presidente Donald Trump (republicano) levanta questionamentos sobre o alcance de decisões unilaterais que produzem efeitos além de suas fronteiras e impactam diretamente políticas de segurança definidas por governos estrangeiros.

O governo brasileiro reagiu de forma firme e acertada ao rejeitar qualquer tentativa de interferência externa na definição de como o país enquadra e combate suas organizações criminosas. Não há dúvida de que PCC e CV representam algumas das maiores ameaças à segurança pública nacional, espalhando violência, controlando territórios e movimentando bilhões de reais por meio do tráfico de drogas, armas e outras atividades ilícitas. No entanto, a gravidade desses crimes não elimina a necessidade de precisão jurídica e política na classificação dessas organizações.

Camaragibe - Forró da Vila

Justiça coloca em xeque pesquisas com irregularidades

As sucessivas decisões da Justiça Eleitoral suspendendo pesquisas em Pernambuco começam a produzir um efeito político e institucional que vai muito além da disputa entre candidatos: colocam sob forte desconfiança a credibilidade de levantamentos eleitorais marcados por indícios de irregularidades, inconsistências cadastrais e dúvidas sobre financiamento.

Depois da suspensão da pesquisa do instituto Veritá, em abril, a Justiça Eleitoral voltou a agir nesta semana ao determinar a retirada de circulação de um levantamento do Instituto Múltipla que colocava a governadora Raquel Lyra (PSD) na frente da disputa estadual. Na nova decisão, o TRE apontou “indícios relevantes de deficiência técnica” e inconsistências relacionadas à origem dos recursos usados para financiar a pesquisa, além de divergências sobre quem teria contratado efetivamente o levantamento.

Banho de água fria na propaganda de Raquel

Em ano eleitoral, a governadora Raquel Lyra (PSD) vem movendo mundos e fundos para turbinar as impressões positivas sobre sua gestão, ainda que às custas da tentativa de esconder problemas deixados sem solução nos últimos quatro anos. Foi assim com a reforma da fachada do Hospital da Restauração, massificada em suas redes sociais ao longo de semanas e só desmascarada depois que parte do teto do 7º andar da unidade desabou, despertando a ira da opinião pública.

Na segurança pública, não tem sido diferente. O tema é alvo de um marketing pesado do governo por conta dos chamados laranjinhas, policiais militares recém-formados que só são vistos em corredores de grande circulação. A estratégia até engana desavisados, mas esconde um vazio de patrulhamento no interior do Estado, onde há casos de apenas dois agentes de segurança trabalhando por plantão para dar conta de vastas áreas territoriais, até mesmo de mais de um município.

A face invisível da insegurança, porém, foi desvelada de forma tóxica para a propaganda da governadora esta semana. Dados do Atlas da Violência, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Nacional de Segurança Pública, apontaram Pernambuco como terceira unidade federativa com mais homicídios no Brasil. Com 37,3 mortes por 100 mil habitantes, o Estado governado por Raquel registrou quase o dobro da média nacional (20,1).

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