Coluna da quarta-feira

A maquiagem da Restauração derreteu

Uma máxima na política é a de que, para render dividendos eleitorais aos governantes, as obras precisam ser vistas pela população. E Raquel Lyra (PSD) parece ter levado esse conceito a sério. Insatisfeita com a falta de repercussão da reforma de apenas dois andares do Hospital da Restauração (HR), que ninguém viu e acabou sucumbindo diante da continuidade dos problemas históricos da unidade, ela resolveu apostar na pintura da fachada, que causa impacto visual na Avenida Agamenon Magalhães, em pleno reduto de seu principal adversário nas eleições deste ano, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Desde 28 de abril, as redes sociais da governadora e de seu governo postaram à exaustão imagens da intervenção externa. Influenciadores e páginas patrocinadas pela gestão estadual também foram escalados para turbinar o conteúdo positivo, assim como a vice-governadora Priscila Krause (PSD). O ex-secretário Daniel Coelho (PSD) fez o mesmo, mas não teve muita sorte.

Sebrae - Semana do mei

O efeito Master em Flávio e Lula

Vítima de uma operação da Polícia Federal na semana passada, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) arrastou o pré-candidato ao Planalto da direita, Flávio Bolsonaro, para o furacão do escândalo Banco Master. O que se diz em Brasília é quanto mais essa podridão atingir congressistas e governadores do Centrão, mais difíceis serão as explicações que Flávio Bolsonaro terá de dar.

Por outro lado, quanto mais os holofotes iluminarem ministros do STF, pior para o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. Tem muito político graúdo dormindo sob efeito de tranquilizantes em razão de uma nova operação da Federal prevista para o final desta semana, entre quinta e sexta-feira.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

A maior vitória de Lula

Foi mais do que um gesto diplomático entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump, dois líderes que vinham atravessando meses de tensão comercial e política. A reunião realizada em Washington representou uma vitória política para Lula em meio a um cenário doméstico de desgaste, investigações e derrotas no Congresso.

O encontro resultou na suspensão temporária das tarifas americanas sobre produtos brasileiros por 30 dias e abriu conversas sobre minerais críticos e terras raras — um dos temas centrais da disputa. Lula conseguiu converter uma reunião inicialmente prevista para durar cerca de 30 minutos em um encontro de aproximadamente três horas.

Petrolina - Destino

Priscila na corda bamba

A demora da governadora Raquel Lyra (PSD) em definir a sua chapa da reeleição já começa a provocar movimentações e especulações nos bastidores políticos. Apesar do discurso público de cautela e equilíbrio político, aliados da gestora admitem reservadamente que existe uma forte desconfiança em relação à permanência de Priscila Krause na vice.

Nos bastidores, interlocutores do governo afirmam que Raquel tem acumulado incômodos com a postura política de Priscila, especialmente pela avaliação de que ela tenta constantemente dividir protagonismo dentro da gestão estadual, buscando espaço próprio em agendas, anúncios e articulações políticas.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Operação da PF empurra escândalo do Master para a pré-campanha de Flávio

A ofensiva da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ontem, empurrou o escândalo do Banco Master para o centro da articulação política da oposição e atingiu em cheio a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, presidente nacional do PP e um dos principais operadores da federação União Progressista, Ciro passou a ocupar o núcleo político da investigação sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com integrantes do Congresso.

A operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atingiu uma aliança considerada estratégica pelo entorno de Flávio. Assessores do senador trabalhavam para aproximar o PL da federação formada por PP e União Brasil, movimento visto como essencial para ampliar tempo de televisão, fundo partidário e palanques estaduais em 2026.

A cautela ficou evidente na reação pública do próprio Flávio. Em nota divulgada após a operação, o senador evitou citar Ciro nominalmente e classificou as informações como “graves”. “Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”, afirmou. O parlamentar também destacou a condução do caso pelo ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.

Caruaru - São João na Roça

Múcio distensiona relação de Lula com Alcolumbre  

Atual ministro da Defesa, o pernambucano José Múcio Monteiro entrou para a história como o mais duradouro e melhor ministro de Articulação Política da República no segundo mandato de Lula, de 2007 a 2009, substituindo Tarso Genro. Vocacionado engolidor de sapos, exerce o ofício da política para apagar incêndios com a conhecida paciência de Jó.  

Desde a derrota do Governo no Senado, na semana passada, quando o presidente Lula não conseguiu emplacar o também pernambucano Jorge Messias no STF, Múcio age silenciosamente nos bastidores para distensionar a relação de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. 

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Novo ministro de Portos e Aeroportos diz que governo não controla passagens e critica proposta de bagagem gratuita

O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ancorado pelo titular deste blog, que o governo federal tem adotado medidas para reduzir o impacto do aumento do combustível no preço das passagens aéreas, mas ressaltou que não atua para controlar tarifas. “O papel do governo não é controlar o preço”, disse, ao explicar que a política tem sido voltada à redução de custos para evitar repasses imediatos ao consumidor.

Empossado em abril, Franca substituiu o pernambucano Sílvio Costa Filho (Republicanos), que deixou o cargo para disputar a reeleição à Câmara. Considerado homem de confiança de Silvinho, ele atuou como secretário-executivo da pasta e, na entrevista, citou resultados da gestão de Costa Filho. “Nos últimos três anos, tivemos recorde no número de passageiros e redução da tarifa média”, afirmou, ao associar os dados à política adotada no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Palmares - Sala lúdica

Uma diferença clara

O conjunto de agendas e fatos recentes evidencia dois movimentos distintos na condução da crise provocada pelas chuvas em Pernambuco. De um lado, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), e o atual gestor da capital, Victor Marques, têm atuado de forma articulada junto ao Governo Federal, priorizando a mobilização institucional e a busca por soluções estruturais.

De outro, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece em um movimento mais reativo, com iniciativas que ocorreram posteriormente aos primeiros desdobramentos da crise.

No caso do ex-prefeito, a atuação se deu em múltiplas frentes: articulação direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diálogo com o senador Humberto Costa , além da coordenação com prefeitos e com a Defesa Civil Nacional.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Federação Progressista, o impasse na chapa de Raquel

Maio chegou, daqui a pouco os festejos juninos batem à porta sem a governadora Raquel Lyra (PSD) bater o martelo em relação a montagem da sua chapa. Enquanto João Campos (PSB), com quem polariza a disputa, já percorre o Estado com o vice e seus dois candidatos ao Senado, nem o vice Raquel escolheu.

A única sinalização que deu seria a presença do deputado Túlio Gadelha, que fez a travessia da Rede para o PSD, na disputa por uma das vagas ao Senado. Mesmo assim, nada de oficial. Nem mesmo a vice-governadora Priscila Krause tem certeza da sua candidatura à reeleição.

O Desenrola ainda enrolado

Em mais uma cartada eleitoral com vistas à reeleição, o presidente Lula (PT) anunciou a criação do que ele chamou de “Novo Desenrola Brasil” em pronunciamento na véspera do 1º de maio, Dia do Trabalhador. O programa é um novo pacote de medidas para reduzir o endividamento das famílias por meio de renegociações com bancos.

O presidente afirmou que vai lançar na próxima segunda-feira. O que se sabe já de antemão é que deve permitir a troca de dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia por um contrato mais barato.