Coluna da terça-feira

O fim do sonho de Miguel

O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, sofreu uma derrota acachapante, ontem, na “convenção” da Federação Progressista, que escolheu o deputado federal e presidente da federação estadual, Eduardo da Fonte, como o nome do colegiado que disputará o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Foi um dia, aliás, humilhante para Miguel.

Tudo isso porque tentou, a todo custo, convencer o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, a promover algum movimento que impedisse a reunião do diretório estadual da Federação Progressista. O encontro aconteceu e, na prática, terminou com maioria absoluta em favor da deliberação, já que não houve votos contrários, apenas abstenções.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que Miguel vem sendo submetido a um processo de isolamento político. Há quem atribua esse cenário à estratégia da governadora Raquel Lyra, que, ao perceber a dificuldade de viabilizar a candidatura dele ao Senado, teria deixado que enfrentasse sozinho o desgaste interno.

Federação escolhe hoje Dudu para o Senado

A Federação Progressista em Pernambuco bate, hoje, o martelo e acaba com o mistério. Pela maioria dos que têm direito a voto na reunião da sua cúpula, convocada para logo mais dar o desfecho na escolha do nome que concorrerá ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o escolhido será o presidente do colegiado, Eduardo da Fonte.

Dudu, como é mais conhecido, preside a Federação no Estado por delegação da direção nacional, leia-se os presidentes do PP e UB, respectivamente Ciro Nogueira e Antônio Rueda. Como tal, entra na disputa favorito contra o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que só tem três votos — o dele e os dos irmãos Fernando Filho, deputado federal, e Antônio Coelho, deputado estadual.

Aliança de Flávio com Rubio amplia desgaste com os EUA

A resposta do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à carta enviada pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) produziu um efeito político inverso ao esperado pelo parlamentar. Embora Rubio tenha agradecido o contato e sinalizado disposição para manter diálogo com um eventual futuro governo brasileiro, ele não cedeu um centímetro na principal reivindicação de Flávio: retirar ou suavizar a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Ao contrário, reafirmou que a investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos encontrou “diferenças substanciais” na relação bilateral e que manteve o apoio às medidas protecionistas. O episódio evidencia um problema recorrente na política externa brasileira recente, quando interesses partidários passam a se misturar com a diplomacia entre Estados.

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Túlio, o novo Gilson Machado da direita?

Pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado Túlio Gadêlha (PSD) parece ter definido com clareza sua estratégia eleitoral. Apostando todas as suas fichas no campo de centro-direita, vem ocupando um espaço político que até pouco tempo parecia improvável para sua trajetória de uma esquerda “festiva”.

Nesse contexto, tem buscado se apresentar como um nome capaz de dialogar com esse segmento do eleitorado. O movimento não passa despercebido e já provoca comentários entre lideranças políticas e observadores da cena local.

Mais bondades eleitorais de Lula

Em mais uma medida para reduzir o endividamento, o governo prepara programa de refinanciamento de débitos tributários voltado para microempreendedores individuais (MEIs). O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, antecipou ao jornal O Globo que a iniciativa é um desdobramento do Desenrola, que tem como foco dívidas bancárias, e terá como objetivo regularizar a situação de trabalhadores que estão em atraso ou que tiveram seu CNPJ cancelado por conta da inadimplência.

O “Refis” dos MEIs vai prever descontos de até 70% e parcelamento em até 12 anos. De acordo com o ministro, as transações serão limitadas a R$ 20 mil em dívidas e prestação mínima de R$ 25. Hoje, esse prazo é de até 2 anos, com parcela mínima de R$ 50.

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Dobradinha João e Victor projeta Recife como a melhor gestão do Nordeste

A cidade do Recife, administrada inicialmente por João Campos (PSB) e agora Victor Marques (PCdoB), conquistou a primeira colocação entre as nove capitais do Nordeste avaliadas pelo Índice de Governança Municipal do Conselho Federal de Administração (IGM-CFA) no ano de 2026.

Com uma nota geral de 6,90, a capital pernambucana apresentou o melhor desempenho do ranking regional, superando cidades como Fortaleza, Aracaju e Salvador.

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Raquel brinca o São João sem descascar o abacaxi da sua chapa

Em meio à maior festa popular de Pernambuco, o São João, a movimentação não acontece apenas nos arraiais. A política também entrou no ritmo das festividades e o que se percebe é uma intensa movimentação em todo o Estado. De um lado, João Campos (PSB), após voltar a aparecer à frente de Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas, demonstra força, mobilização e vitalidade política.

Do outro, a governadora parece ter sentido uma ducha fria, especialmente após a declaração do presidente Lula em apoio ao seu principal adversário. Mas a eleição tem outro componente fundamental: o Senado. Neste ano, estarão em disputa duas vagas, o que torna essencial a formação de um time forte e competitivo.

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Eleição deste ano: Esquerda x Direita

A eleição de Pernambuco tende a reproduzir, em grande medida, a polarização que deve marcar a disputa nacional em 2026. O cenário caminha para um embate cada vez mais claro entre os campos liderados por Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, com reflexos diretos na política estadual.

Em Pernambuco, a disputa será entre João Campos e Raquel Lyra. De um lado, João, com o apoio de Lula e das forças políticas alinhadas ao governo federal. Do outro, Raquel, que está cada vez mais alinhada ao campo da direita e do bolsonarismo, podendo dividir espaço tanto com Flávio Bolsonaro quanto com o eventual presidenciável de seu partido, Ronaldo Caiado.

Os movimentos desta semana reforçaram essa percepção. O presidente estadual do Novo, Eduardo Moura, bem como lideranças do PL, sinalizou a possibilidade de estar no mesmo palanque da governadora, indicando uma convergência política que reduz as dúvidas sobre o posicionamento de cada grupo.

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Miguel não tem respaldo da federação

Com quem conversou reservadamente em Araripina na última quarta-feira, quando esteve na abertura oficial dos festejos juninos do município, a governadora Raquel Lyra (PSD) sinalizou que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), estará na sua chapa como candidato ao Senado ao lado de Túlio Gadelha (PSD), já escolhido, mas também não oficializado.

A decisão, se confirmada, não terá o respaldo da Federação Progressista, formada pelo União Brasil e PP, que tem como presidente o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Dudu da Fonte, como é mais conhecido, aliás, marcou para o próximo dia 29 a deliberação da federação, da qual tem o controle absoluto, por ter a maioria dos seus integrantes no Estado.

O desafio de Raquel depois do apoio de Lula a João

A confirmação do apoio do presidente Lula (PT) ao pré-candidato do PSB, João Campos, cria um desafio político de grande dimensão para a governadora Raquel Lyra (PSD). Não se trata apenas do posicionamento de uma liderança nacional ou de uma aliança partidária. Trata-se do presidente que, há mais de três décadas, construiu em Pernambuco uma relação política, afetiva e eleitoral sem paralelo na história recente do Estado.

Nas eleições de 2022, Lula recebeu 65,27% dos votos válidos no primeiro turno e ampliou sua votação para 66,93% no segundo turno, demonstrando uma força eleitoral que atravessa gerações e regiões do Estado. Por essa razão, qualquer tentativa de minimizar ou desconstruir o apoio do presidente tende a encontrar um obstáculo evidente: Lula não é apenas um cabo eleitoral.