O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, criticou, hoje, o presidente Lula (PT), chamou-o de antissemita “apoiador do Hamas” e o associou ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. As acusações foram feitas em uma publicação em português em sua conta oficial no X. Veja abaixo:
“Agora, ele [Lula] revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA – o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel – colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel. Como Ministro da Defesa de Israel, afirmo: saberemos nos defender contra o eixo do mal do islamismo radical, mesmo sem a ajuda de Lula e seus aliados”, afirmou Katz.
O Ministério das Relações Exteriores israelense anunciou, ontem, que vai “rebaixar” as relações diplomáticas com o Brasil após o Itamaraty ter ignorado a indicação de um novo embaixador.
O STF (Supremo Tribunal Federal) se prepara para uma “enxurrada” de processos sobre a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.
São esperadas contestações sobre a convocação de testemunhas, pedidos de salvo-conduto para direito ao silêncio e pedidos envolvendo eventuais quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático.
De acordo com informações do Senado Federal, a CPMI já conta com 833 requerimentos no sistema — entre eles, a convocação de todos os ex-ministros da Previdência. As primeiras votações já vão ocorrer nesta terça-feira. As informações são da CNN Brasil.
Nos bastidores do Supremo, a expectativa é de que a judicialização envolvendo a CPMI mobilize praticamente todo o tribunal. Em geral, pedidos urgentes — como habeas corpus e mandados de segurança — são distribuídos por sorteio a múltiplos relatores.
Esse foi o procedimento adotado pela Corte em outras comissões, como a CPMI do 8 de janeiro e a CPI da Covid, embora neste último caso a PGR (Procuradoria-Geral da República) tenha se manifestado contra a “despadronização” das decisões.
Na época, os processos se pulverizaram entre os gabinetes de pelo menos oito ministros relatores, que por vezes acabavam proferindo decisões opostas sobre um mesmo tema. Nesses casos, o STF entende que o plenário pode ser acionado para dirimir divergências.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem até a manhã da próxima quarta-feira, 27, para decidir o que fará no inquérito em que Jair e Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela Polícia Federal pela tentativa de obstruírem o andamento do processo sobre tentativa de golpe de estado, em que o ex-presidente é réu e tem grandes chances de obter uma condenação.
Depois de os advogados dele explicarem o suposto plano de fuga para a Argentina, apurado pela PF, o inquérito foi remetido na manhã desta segunda, 25, à PGR — por isso, é a partir de agora que começaram a valer as 48 horas do despacho do relator Alexandre de Moraes. As informações são da Revista Veja.
O prazo foi confirmado pela assessoria da PGR. Na quarta-feira da semana passada, 20, o ex-presidente e o filho Zero Três foram indiciados pela Polícia Federal no inquérito que foi aberto por causa da Estados Unidos visando punir autoridades brasileiras. O objetivo, segundo o que ele mesmo sempre falou abertamente nos seus perfis em redes sociais, era impedir o andamento da ação da tentativa de golpe.
Nesse contexto, o presidente dos EUA, Donald Trump, aplicou o tarifaço sobre a importação de produtos brasileiros, impactando a economia, e membros do seu governo incluíram Alexandre de Moraes na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. O tiro, no entanto, saiu pela culatra: além do indiciamento, as medidas não tiveram o apoio popular que Eduardo imaginava.
O indiciamento marca a etapa final da investigação e deixa o caso pronto para uma eventual denúncia. Sobre a mesa de Gonet, há três destinos possíveis: o inquérito pode ser arquivado (o que é pouco provável, dada a forma como o PGR tem atuado nas investigações contra Bolsonaro), pode voltar à PF para a produção de mais provas ou pode se tornar uma ação criminal, mediante a oferta de denúncia. O PGR não precisa acompanhar os crimes apontados pela PF e pode tanto diminuir quanto aumentar o rol proposto pelos investigadores.
Nesse meio tempo, Gonet também pode pedir outras medidas cautelares (de urgência) contra o ex-presidente, por conta desse suposto plano de fuga. Bolsonaro já está em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica e sem acesso a celular. No seu telefone, a Polícia Federal encontrou mensagens apontando que ele cogitou pedir asilo político ao país de Javier Milei e localizaram inclusive uma minuta, com a solicitação, que não tem data e não chegou a ser assinada.
No programa de hoje, comentei a derrota do Governo na composição da CPI Mista do INSS, que começa amanhã sob controle da oposição. Em uma das maiores perdas recentes para a base aliada, o Planalto viu escapar tanto a presidência quanto a relatoria da comissão. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente por 17 votos a 14, derrotando o candidato governista Omar Aziz (PSD-AM), indicado por Davi Alcolumbre. Já a relatoria ficou com o deputado Alfredo Gaspar (UB-AL), ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e não com o nome defendido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
O resultado deu à oposição o comando absoluto da CPI, que terá 32 membros e pode funcionar por até seis meses.
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Nesta segunda-feira (25), o instituto Paraná Pesquisas divulgou um levantamento que aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficariam próximos em um eventual cenário de 2º turno para a eleição presidencial de 2026.
Em outros contextos, Lula também empataria com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) — cotada para disputar o Senado pelo Distrito Federal — e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As informações são da CNN Brasil.
No primeiro cenário testado pela pesquisa, Bolsonaro aparece com 44,4% das intenções de voto, contra 41,5% de Lula.
Na segunda conjuntura analisada, Lula registra 42,3%, e Michelle 43,4%.
Já no terceiro quadro, Lula tem 41,9%, em empate técnico com Tarcísio, que alcança o mesmo percentual.
Foram ouvidos 2.020 eleitores em 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 17 e 21 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Em todos os panoramas, os nomes aparecem empatados dentro da margem de erro.
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (25) aponta que 49% dos brasileiros consideram injusta a aplicação da Lei Magnitsky, imposta pelos Estados Unidos, contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 39% são favoráveis.
A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e 12% não souberam ou não responderam. As informações são do g1.
Questionados se “a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes é justa ou injusta?”, os entrevistados responderam:
Justa: 39%;
Injusta: 49%;
Não sabe/Não respondeu: 12%.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 17 de agosto.
Sanção a Moraes A punição ao ministro foi anunciada no dia 30 de julho. Dispositivo foi criado para impor sanções econômicas a indivíduos acusados pela Casa Branca de violações graves contra os direitos humanos e é apelidado de ‘pena de morte financeira’.
Consideram mais injusta a punição quem se define como de esquerda, mas não é Lulista (80%), quem votou em Lula no 2º turno de 2022 (72%), moradores do Nordeste (56%), quem tem renda familiar até 2 salários mínimos (53%), católicos (53%), pessoas a partir de 35 anos (50%) e mulheres (49%).
Já defendem a punição os eleitores de Jair Bolsonaro no 2º turno de 2022 (75%), tanto bolsonaristas (74%) quanto quem é de direita, mas não é bolsonarista (74%) e evangélicos (49%).
Homens se dividem entre quem considera injusta (48%) e quem vê como justa (44%), em empate no limite da margem de erro.
Impeachment de Moraes
A pesquisa levantou junto aos entrevistados se eles são a favor do impeachment do Alexandre de Moraes. Os brasileiros se dividem em 46% que apoiam e 43% que são contrários à saída do ministro.
Os indicadores estão empatados dentro na margem de erro, que é de 2 pontos para mais ou menos.
Questionados se “você é a favor do impeachment do Alexandre de Moraes?”, os entrevistados responderam:
Sim: 46%;
Não: 43%;
Não sabe/não respondeu: 11%.
São mais favoráveis ao impeachment os bolsonaristas (83%), quem declarou voto em Bolsonaro no 2º turno de 2022 (82%), moradores do Sul (59%), evangélicos (55%) e pessoas com renda familiar acima de 5 salários mínimos (54%).
Declaram posição contrária à retirada de Moraes pessoas que se dizem de esquerda, mas não é lulista (83%), quem declara ter votado em Lula no 2º turno de 2022 (68%), moradores do Nordeste (53%), quem tem até o ensino fundamental completo (49%) e renda familiar até 2 salários mínimos (48%).
Mulheres responderam 44% “não” e 43%, “sim”, em empate técnico sobre o questionamento.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (25) que se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, for candidato a presidente do Brasil no ano que vem, vai trocar o Republicanos pelo PL.
– O Tarcísio já declarou na semana passada, em jantar com governadores, que se for candidato a presidente no ano que vem, que ele assina com o PL. Antes disso, há um ano e meio, ele já havia falado isso para mim. Mas hoje ele é candidato a governador e ele está em outro partido – disse o político, em entrevista coletiva. As informações são do jornal O Globo.
A fala de Valdemar, que ocorreu durante evento Esfera Brasil 2025, no Panamby, Zona Sul de São Paulo, é mais um sinal de que o Centrão se articula pelo governador de São Paulo, sobretudo após a decretação da prisão domiciliar imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Valdemar, a possível escolha de Tarcísio como candidato a presidente deve ocorrer até o final do ano.
– Depois do fim do ano não passa (a decisão) – diz o presidente do PL.
Minutos antes, durante um debate, o dirigente afirmou que a única saída que enxerga para evitar a condenação de Jair Bolsonaro é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Aos jornalistas, o presidente do PL também comentou que o ex-presidente não está bem mentalmente.
– Ele está muito abatido, como você se sentiria estando no lugar dele? Ele não pode ser candidato e transfere 40% dos votos?
Merval Pereira, em O Globo, sobre o fim melancólico do PSDB, partido que governou duas vezes o Brasil: “Quando for escrita a história deste período, vai-se descobrir que ele foi uma fracassada tentativa de exercício do poder pelos social-democratas. O que vinha a ser esse poder, não se sabe direito. Sabe-se contudo, que o ocaso dos tucanos coincide com uma polarização pobre, pedestre e primitiva.”
Pela primeira vez desde sua fundação, em 1988, o PSDB não governará nenhum dos 26 Estados nem o Distrito Federal. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, era o último da sigla à frente de uma unidade da Federação. Ele filiou-se, na última semana, ao PP. Os governadores Raquel Lyra (Pernambuco) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) já haviam trocado o partido pelo PSD um pouco antes neste ano de 2025. Eles haviam sido eleitos pelo PSDB em 2022.
Os tucanos chegaram a vencer em 8 Estados em 2010, seu auge. O primeiro governador tucano eleito foi Ciro Gomes (CE), em 1990. A saída do governador sul-mato-grossense não foi uma surpresa. Ele já havia sinalizado que desejava deixar o partido e estava sendo cortejado pelo PSD e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro. O PSDB teve seus melhores desempenhos nos Estados quando o PT esteve no poder, de 2003 a 2016. Soube aproveitar sua situação como oposição. Ganhou terreno em regiões mais conservadoras.
Em São Paulo, os tucanos venceram todas as eleições para o governo de 1994 até 2018. Perderam em 2022 para Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teve o apoio de Bolsonaro. Os tucanos tiveram seus tempos de glória no fim do século 20. Governaram o Brasil por 2 mandatos, com Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Tiveram uma das maiores bancadas do Congresso Nacional e chegaram a comandar 18% das cidades brasileiras.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) relacionou a Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à invasão à casa de sua mãe e avós maternos, ontem, em Resende (RJ). Os familiares permaneceram reféns por mais de uma hora enquanto criminosos buscavam dinheiro. As informações são do portal Poder360.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo afirmou que os invasores declararam conhecer a identidade das vítimas e mencionaram transferências financeiras que teriam sido feitas pelo ex-presidente aos familiares. “Quando os criminosos entraram, falaram: a gente sabe quem são vocês e a gente já sabe que o Jair Bolsonaro está repassando dinheiro para vocês e a gente quer esse dinheiro”, disse o deputado.
Os idosos, com mais de 80 anos, foram mantidos em cativeiro na própria residência, disse o deputado. “Teve gente que ficou presa dentro do banheiro com fita na boca enquanto reviravam a casa inteira. Se matassem um deles, para vocês nem aí, não dá nada”, declarou Eduardo.
O congressista questionou a atuação da Polícia Federal e do ministro do STF Alexandre de Moraes. “Vocês da Polícia Federal são os responsáveis por isso, por entrar nessa onda desse maluco do Alexandre de Moraes”, afirmou. “Se depender de mim, vocês, cachorrinhos da Polícia Federal, eu vou atrás de vocês. Quem me garante que vocês não vazaram para esses criminosos entrarem na casa dos meus avós?”.
Eduardo disse ter confiança apenas nas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. “Espero que a Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro, porque da Federal eu já não espero nada, façam um bom trabalho e peguem esses criminosos”, declarou. Ele também fez menção ao PCC (Primeiro Comando da Capital). “Se esses caras forem realmente mandados do Alexandre de Moraes, muita gente diz que tem relação com o Primeiro Comando da Capital, a maior organização criminosa do país. Não sei se é verdade ou não”, disse.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos com sua família. Ele tem articulado com o presidente americano Donald Trump (Partido Republicano) medidas para anistia de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por desrespeitar medidas cautelares em processo em que responde por tentativa de golpe de estado. “Essa irresponsabilidade, no mínimo, se não medida feita de cabeça pensada para tentar nos assassinar, pra tentar nos fazer pirar a cabeça aqui pra parar as denúncias de violações de direitos humanos que a gente faz aqui nos Estados Unidos”, afirmou.