Caiado diz que ‘contaminado’ por Vorcaro não pode ser presidente, mas nega referência a Flávio

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira, 20, que quem está contaminado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não pode ser presidente da República. A declaração ocorreu após divulgação de diálogos entre o banqueiro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu dinheiro para bancar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Vorcaro contaminou todos os Poderes. Todos os Poderes estão envolvidos em escândalos”, disse à plateia da Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília. “A vida do candidato deve ser pública. A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República”, continuou, sem citar Flávio. As informações são do Estadão.

Sebrae - Esquenta semana do MEI

A Polícia Federal rejeitou nesta quarta-feira (20) o pedido de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-dono do Banco Master está preso desde 4 de março por fraudes financeiras. Por ora, as negociações seguem com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

O motivo da rejeição, segundo fontes que acompanham as negociações, é que a PF entendeu que Vorcaro não entregou novidades em relação ao que os investigadores acumularam até agora. As informações são da CNN.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

Por Julia Duailibi – G1

Amigo pessoal de Flávio Bolsonaro (PL), o publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, decidiu deixar a coordenação de comunicação da pré-campanha do senador à Presidência da República. A decisão foi tomada após conversas entre os dois ao longo desta quarta-feira (20). O publicitário Eduardo Fischer assumirá o comando da comunicação da campanha.

A informação foi publicada inicialmente pelo colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”.

Lopes afirmou que a saída partiu dele próprio e disse que pretende focar na própria empresa. Embora a entrada oficial na campanha estivesse prevista apenas para 1º de junho, o publicitário já vinha atuando nos bastidores da pré-candidatura nas últimas semanas.

Petrolina - Destino

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) realiza, no próximo dia 25 de maio, mais uma edição do Fórum Permanente de Infraestrutura de Pernambuco, na Casa da Indústria, no Recife. O encontro terá como tema o Complexo Industrial Portuário de Suape e reunirá representantes do setor produtivo, autoridades públicas, especialistas e lideranças empresariais para discutir infraestrutura, logística e desenvolvimento econômico no Estado.

O evento contará com a participação do presidente da FIEPE, Bruno Veloso, e do presidente do Porto de Suape, Armando Monteiro Bisneto. A Ferrovia Transnordestina também estará entre os temas debatidos, com discussões sobre integração logística, ampliação da competitividade industrial e possibilidades de atração de novos fluxos de cargas, como minérios, grãos e fertilizantes.

Segundo Bruno Veloso, o fórum busca ampliar o diálogo entre indústria e poder público sobre projetos estratégicos para Pernambuco. “Suape e a Transnordestina são ativos estratégicos, com potencial para fortalecer a integração logística do estado, ampliar a capacidade industrial e impulsionar cadeias produtivas importantes para a economia pernambucana e nordestina”, afirmou.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Em Brasília, o que era apenas mera especulação está se confirmando: o ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, deve fazer uma aliança do seu Democracia Cristã (DC) com o PSDB para disputar a Presidência da República.

E já se fala em três nomes para compor sua chapa como vice: o deputado e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, o ex-presidente tucano Bruno Araújo e a deputada distrital do DF Paula Belmonte (PSDB). Aos 71 anos, Joaquim, aposentado há 12 anos do STF, ganhou projeção nacional ao relatar o julgamento do mensalão e foi a primeira pessoa negra a presidir o Supremo.

Caruaru - São João na Roça

Negligenciando a máxima do Jornalismo, que é sempre dar o crédito da fonte, a Revista Veja repercutiu a fala da ex-deputada Marília Arraes (PDT) no podcast ‘Direto de Brasília’ de ontem. O veículo só “esqueceu” de dar nome ao programa e disse que Marília falou “em entrevista a um blog local de notícias”.

Infelizmente, a prática é praxe no jornalismo do Sul e Sudeste, onde os portais esquecem de creditar o bom conteúdo produzido no nordeste. Abaixo, a matéria na íntegra:

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A defesa de Roberta Luchsinger divulgou nota, hoje, em que afirma que, durante depoimento à Polícia Federal, a empresária declarou que “nunca repassou qualquer valor” a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Roberta e Lulinha, como é conhecido Fábio Luis, são citados em inquérito que apura descontos bilionários indevidos do INSS. A empresária prestou depoimento à Polícia Federal nessa investigação na manhã desta quarta. As informações são do portal G1.

Palmares - Casa Azul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, hoje, quatro projetos de lei que endurecem as regras para proteção a mulheres vítimas de violência doméstica. As informações são do portal G1. Os projetos têm o seguinte objetivo:

  • Altera a execução penal para reforçar a proteção da mulher vítima;
  • Cria o cadastro nacional de pessoas condenadas por violência doméstica;
  • Altera o art. 22 da lei Maria da Penha, para facilitar a concessão da para medida protetiva de urgência;
  • Incluir o risco a integridade sexual, moral e patrimonial da mulher para afastamento imediato do agressor.

Os projetos foram assinados durante evento no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. Os textos ainda serão publicados no “Diário Oficial da União”.

Também durante o evento, o presidente assinou dois decretos que endurecem as regras para a atuação de big techs no país.

  • Com a mudança feita por um dos decretos, passa a existir a possibilidade de responsabilização em alguns casos, mesmo sem ordem judicial para remoção de conteúdo, conforme o julgamento do Supremo Tribunal Federal;
  • O outro decreto traz medidas para a proteção das mulheres contra a violência na internet.
Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Ex-governador de Goiás e presidenciável, Ronaldo Caiado (PSD) se pronunciou ao portal Metrópoles sobre a pré-candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ao Palácio do Planalto pelo Democracia Cristã (DC).

Por ora, Caiado preferiu ficar em cima do muro ao ser indagado sobre o que acha da pré-candidatura de Barbosa. Disse apenas que, “por princípio”, defende candidaturas de todos os partidos no 1º turno.

“Não sei quem foi o articulador da candidatura dele. Por princípio, sempre defendo candidaturas de todos os partidos no 1º turno”, afirmou o ex-governador. O próprio Caiado precisou trocar de partido justamente por causa da resistência de sua antiga sigla, o União Brasil, em lançar candidatura majoritária à Presidência da República nas eleições de 2026.

Flávio Chaves – Gazeta Pernambucana

Por muito tempo, as compras internacionais de pequeno valor funcionaram como uma válvula de escape para milhões de brasileiros sufocados pela inflação, pelos juros altos e pela perda do poder de compra. Em bairros periféricos, cidades do interior e lares de classe média baixa, plataformas como Shein, Shopee e AliExpress deixaram de ser apenas aplicativos de consumo. Tornaram-se instrumentos de acesso. Acesso a roupas baratas, itens domésticos, eletrônicos simples e produtos que o varejo nacional, muitas vezes, vende pelo dobro do preço.

Foi exatamente nesse ambiente social que nasceu a chamada “taxa das blusinhas”, medida associada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante o governo Lula. Oficialmente, o argumento era proteger a indústria nacional e combater fraudes tributárias praticadas por empresas estrangeiras que utilizavam brechas alfandegárias para reduzir impostos. Na prática, porém, a medida atingiu diretamente o consumidor mais pobre.

O problema central não está apenas na existência de tributação sobre importações. Todo país possui mecanismos de defesa comercial e arrecadação. A questão é outra: quem pagou essa conta no Brasil?

A elite brasileira não depende de plataformas asiáticas para comprar roupas básicas, acessórios baratos ou utensílios domésticos. Quem depende é a população que vive comprimida entre salário baixo e custo de vida elevado. Foi justamente essa camada social que encontrou no comércio eletrônico internacional uma forma de consumir minimamente pagando menos.

A reação popular à medida não surgiu por acaso. O apelido “taxa das blusinhas” virou símbolo porque expôs uma contradição política difícil de esconder. Um governo que historicamente construiu discurso de defesa dos mais pobres acabou associado a uma medida percebida popularmente como penalização do consumo popular.

O desgaste foi tão intenso que o Palácio do Planalto passou meses tentando se distanciar politicamente da decisão. Houve recuos, mudanças de narrativa e tentativas de dividir a responsabilidade com o Congresso Nacional. Ainda assim, Fernando Haddad permaneceu como principal rosto da política tributária que ampliou a taxação sobre compras internacionais de até 50 dólares.

Os defensores da medida argumentam que havia concorrência desleal contra a indústria brasileira. Entidades empresariais sustentam que plataformas estrangeiras entravam no mercado brasileiro pagando menos impostos que empresas nacionais, prejudicando empregos e produção interna.

Esse argumento possui fundamento parcial. O Brasil realmente convive com um sistema tributário caótico, pesado e profundamente desigual. O varejo nacional paga uma carga elevada e enfrenta custos operacionais gigantescos. Porém, há um ponto crucial ignorado no debate oficial: o consumidor pobre não criou a distorção tributária brasileira.

O erro político e social da medida foi escolher o elo mais fraco da cadeia para compensar a incapacidade histórica do Estado brasileiro de promover uma reforma tributária ampla, racional e justa.

Em vez de reduzir impostos internos para tornar a indústria nacional mais competitiva, optou-se por encarecer o acesso do pobre ao produto barato. Em vez de enfrentar o chamado “Custo Brasil”, aumentou-se a cobrança sobre quem tentava economizar.

O resultado foi imediato. Consumidores passaram a desistir de compras internacionais por causa do aumento dos preços após a incidência dos tributos. Em estados mais pobres, onde o comércio digital internacional havia crescido justamente pela busca de preços baixos, o impacto foi ainda mais sentido.

Existe ainda uma dimensão simbólica importante nessa discussão. A taxação atingiu principalmente um consumo popular feminino e jovem. Foram mulheres das periferias, mães de família e trabalhadores informais os grupos que mais vocalizaram indignação nas redes sociais. Não era apenas sobre moda barata. Era sobre dignidade de consumo num país onde vestir-se bem se tornou artigo de luxo.

Ao mesmo tempo, o debate revelou uma desconexão crescente entre Brasília e a vida real. Muitos formuladores da política econômica enxergaram apenas números de arrecadação, déficit fiscal e proteção industrial. Ignoraram o cotidiano de milhões de brasileiros que passaram a recorrer ao comércio internacional porque simplesmente não conseguem consumir no mercado interno tradicional.

A economia não pode ser analisada apenas pela ótica técnica. Existe um componente humano, social e político que governos frequentemente subestimam. Quando o Estado decide tributar o consumo popular num ambiente de renda achatada, desemprego estrutural e crédito caro, a percepção pública tende a ser devastadora.

Não por acaso, a “taxa das blusinhas” transformou-se rapidamente num dos temas de maior desgaste do governo Lula nas redes sociais e no debate popular.

No fim das contas, a medida escancarou uma verdade desconfortável sobre o Brasil contemporâneo: o país segue encontrando enorme facilidade para tributar consumo e enorme dificuldade para enfrentar privilégios estruturais.

O pobre brasileiro continua sendo chamado a “contribuir” até quando tenta comprar uma simples blusa mais barata pela internet.