Não será surpresa aprovação unânime do fim da 6×1

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Quando na manhã desta terça-feira (13) o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro disse, após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que iria votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, foi como se a bancada de oposição no Senado soltasse a respiração presa nas últimas semanas. Um grande suspiro de alívio.

Uma posição favorável à extinção do fim do regime que dá apenas um dia de folga por semana ao trabalhador já era algo sentido na maioria das bancadas de direita. Poucos, porém, externavam essa posição para não gerar constrangimentos com Flávio que, antes, seguia defendendo a ideia de um sistema semelhante aos dos Estados Unidos, onde as pessoas recebem por hora trabalhada. Uma das poucas que já dizia que votaria a favor da PEC pondo fim à escala de trabalho 6×1 era Damares Alves (Republicanos-DF).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, ontem, a remoção em até 24 horas de um vídeo publicado por Nikolas Ferreira (PL-MG) em que crianças acusam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de crime e tecem críticas ao governo federal, ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao filho de Lula, Lulinha.

A peça foi publicada nas redes sociais de Nikolas e replicada no canal de WhatsApp de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência com Lula. Até o momento, o vídeo foi removido do Instagram do deputado Nikolas Ferreira e do canal ‘Tropa do Flávio’, de Flávio Bolsonaro no WhatsApp. NasAténtas do deputado nas redes sociais X e Facebook, a publicação ainda estava no ar.

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo, hoje, afirmando que irá ao debate previsto para acontecer neste domingo (18).

“Bastou eu falar que não ia no debate, para você [Lula], no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, afirmou o candidato.

Durante evento em São Paulo, ontem, Flávio disse que não iria ao debate previsto para esta semana e que ainda vai avaliar se comparecerá ao da TV Globo, marcado para a próxima semana, no dia 23.

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Metrópoles

O Senado analisa, hoje, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o fim da escala 6×1. Encampado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o texto será votado no momento em que o petista busca uma virada na corrida eleitoral a 11 dias para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A pauta é uma grande aposta para a campanha de reeleição do atual titular do Executivo. A avaliação é de que a medida tem potencial de alcançar um eleitorado para além do que já vota no petista e conquistar o eleitor indeciso — um dos principais públicos-alvo da campanha neste segundo turno.

O tema também tem apelo entre as mulheres, outro segmento visado por Lula para melhorar o desempenho em relação à primeira fase da corrida. O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 56,1 milhões de votos (47,03%) contra 53,8 milhões (45,16%) do petista.

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A campanha da chapa Lula-Alckmin neste segundo turno está numa curva ascendente, de crescimento da mobilização digital, da presença cada vez maior nas ruas de todo o país, e de um sentimento de vitória que se consolida a cada dia.  A avaliação é do presidente nacional do PSB, João Campos, que participou, hoje, da reunião dos presidentes dos partidos aliados, em Brasília.

Durante o encontro que também contou com a presença de deputados, senadores e governadores, os participantes fizeram avaliações sobre a conjuntura política e eleitoral. Para Campos, a avaliação é de que há um momento muito bom sendo construído e consolidado a cada dia com trabalho e militância.

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Portal CNN

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, hoje, que não deve comparecer ao primeiro debate do segundo turno, promovido pela Band no próximo domingo (18). Momentos depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que vai ao evento e desafiou o adversário a encontrá-lo.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não irá ao debate da Band após um evento no comitê político do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marcou o anúncio do apoio de 17 diretórios estaduais do MDB à candidatura de Flávio.

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A proposta de emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho 6×1 passou pela quarta sessão de discussão no Plenário do Senado, hoje. A quinta e última sessão regimental em primeiro turno está prevista para amanhã.

A líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), anunciou um requerimento de calendário especial para acelerar a tramitação da proposta. Se a quebra de interstícios for aprovada, há a possibilidade de a PEC ter os dois turnos de votação concluídos ainda na quarta.

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Estadão

Os eleitores de até 40 anos têm a maior taxa de voto útil, ou seja, apoiam um candidato não por convicção, mas para derrotar o outro. Essa faixa etária é composta por dois grupos: o de 16 a 24 anos, onde Lula (PT) tem vantagem, e o de 25 a 40 anos, mais favorável a Flávio Bolsonaro (PL). Os dados são de um recorte obtido pela Coluna do Estadão da pesquisa BTG/Nexus publicada hoje.

No eleitorado de 16 a 24 anos, 13% admitem votar em Lula só para evitar a eleição de Flávio. Na faixa de 25 a 40 anos, 15% declaram voto em Flávio a fim de não reeleger o petista. A média nacional de voto pragmático é de 7%.

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, autorizou, hoje, a retomada do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). As informações são do portal Metrópoles.

A decisão foi tomada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrar a comunidade na Justiça Eleitoral como um de seus endereços eletrônicos. O ministro também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, restabeleça o envio de mensagens e a entrada de seguidores em até 48 horas.

Dez diretórios estaduais do MDB das regiões Norte e Nordeste anunciaram, hoje, apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorre no mesmo dia em que outra ala do partido prepara o anúncio de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista no segundo turno. O grupo favorável a Lula reúne os diretórios de Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia. As informações são do portal Metrópoles.