Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, que ganhou fama nacional como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), resultando no impeachment da sucessora de Lula (PT), é o meu convidado do podcast ‘Direto de Brasília’, programa em parceria com a Folha de Pernambuco, de hoje. Ele vai falar sobre os limites daquela corte nas investigações no Banco Master e o escândalo que envolve políticos graúdos e dois ministros do Supremo Tribunal Federal.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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A CPS (Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), um projeto que institui o “Programa Minha Primeira Arma”.
De autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), a ideia é facilitar o acesso à primeira arma de fogo no país com intuito de fortalecer a legítima defesa.
O projeto prevê a isenção de tributos federais como o IPI (Imposto de Importação), PIS e CONFINS para aqueles que adquirirem a primeira arma de fogo de uso permitido. As informações são da CNN.
Leia maisSegundo Pollon, “não há qualquer racionalidade econômica ou social que justifique tamanho peso tributário sobre um instrumento de autodefesa individual, sobretudo quando adquirido por quem cumpre todos os requisitos legais, como avaliação psicológica, comprovação de aptidão técnica, antecedentes criminais negativos e autorização formal da Polícia Federal ou do Exército”.
Conforme o projeto, a execução do programa ficaria sob responsabilidade de um comitê interinstitucional, com representantes dos ministérios da Justiça, Fazenda e Defesa e também de instituições como o Banco do Brasil, Caixa Econômica, Polícia Federal e Exército Brasileiro.
A proposta ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser apreciada no plenário.
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu nesta terça-feira que o mundo está “sedento” por uma “virada à direita menos ideológica e mais tradicional”. A declaração ocorreu no contexto da repercussão internacional da entrevista do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à mídia francesa na qual acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“No Oriente Médio virou notícia em hebraico e árabe; na França também está na mídia em francês, inglês e espanhol. O mundo está sedento por uma virada à direita, racional, lógica, menos ideológica e mais tradicional focada naquilo que já deu certo e respeita nossas culturas”, escreveu Eduardo nas redes sociais. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA entrevista de Flávio ao canal francês CNews ocorreu na segunda-feira. Na ocasião, o senador afirmou que o presidente da França, Emmanuel Macron, é de “extrema incompetência” e viaja ao Brasil para “tirar fotos abraçando árvores na Amazônia”.
Com ataques a adversários políticos e ao Supremo Tribunal Federal (STF), o pré-candidatura à Presidência disse que o Brasil “não vive uma democracia plena” e que o pai, Jair Bolsonaro, foi condenado por “inimigos”.
Na entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil “precisa ser salvo com propostas modernas”. O senador citou o escândalo de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e tentou vinculá-lo a Lula. Ele também ressaltou esperar que os dois países tenham novos chefes de Estado no próximo ano e chamou Macron de “incompetente”.
— O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda. Assim como a França, acredito, não aguenta mais um mandato de um governo de extrema incompetência como o de Emmanuel Macron, que tem feito tanto mal a este país — afirmou o senador, em referência ao pleito francês de 2027, do qual o atual presidente não poderá participar.
A apresentadora Christine Kelly apresentou Flávio como o “favorito” para a eleição presidencial de 2026, mas ressalvou que ele aparece em segundo lugar nas pesquisas. Questionado por duas vezes por que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou o ministro do STF Alexandre de Moraes do rol de sancionados pela Lei Magnitsky, o senador minimizou o recuo.
— O presidente Trump sabe que o Brasil tem uma posição muito estratégica na geopolítica mundial hoje. Por isso, precisa ter boas relações com o Brasil, independente de quem seja o presidente da República — afirmou.
Cobrança de Eduardo
Como mostrou o GLOBO, o ex-deputado cobrou engajamento de bolsonaristas e integrantes do espectro político da direita na pré-candidatura de Flávio. Os filhos de Jair Bolsonaro viajaram ao exterior no começo deste ano para consolidar o nome do senador como uma liderança alinhada à direita conservadora internacional e impulsioná-lo na corrida ao Planalto, em meio a atritos sobre uma possível pulverização de candidaturas da oposição em 2026.
Na semana passada, Eduardo afirmou que ele e o irmão estão “sendo recepcionados com respeito e honra por líderes das Américas e do Oriente Médio” em meio a uma pré-candidatura “para tirar o Brasil do rumo da pobreza com Lula”. O ex-parlamentar criticou pessoas do mesmo campo político que não se alinharam à investida do clã nos últimos dois meses.
Jair Bolsonaro, mesmo preso, segue como ponto de convergência do campo conservador. No PL, Valdemar Costa Neto defende que decisões eleitorais passem pelo crivo do ex-presidente.
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O Superior Tribunal de Justiça, reunido em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (10), decidiu, por unanimidade, pelo afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi.
Ele é investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos (veja abaixo). Uma nova denúncia foi feita ao Conselho Nacional de Justiça nesta segunda-feira (9). A mulher já prestou depoimento à Corregedoria do CNJ. As informações são do g1.
Leia maisEm nota, a defesa do ministro afirma que “irresignação” com a decisão, já que há “inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico.”
“Forma-se um arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório”, completam os advogados.
Uma nova sessão foi marcada para 10 de março para deliberar sobre as conclusões da Comissão de Sindicância. Até lá, o ministro não pode atuar no cargo, mas continua recebendo o salário normalmente.
“O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o Ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”, afirmou o STJ em nota.
Nesta terça-feira (10), Buzzi apresentou um atestado de uma psiquiatra solicitando licença médica por 90 dias, conforme apurado pela TV Globo. No último dia 5, o ministro já havia apresentado um atestado.
À época, a TV Globo apurou que Buzzi estava internado e sem previsão de alta. Interlocutores afirmam que o ministro colocou um marca-passo recentemente.
Carta aos ministros
Nesta segunda-feira, o ministro enviou aos demais colegas uma carta em que nega as denúncias.
“Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência”, afirma Buzzi.
Caso da jovem de 18 anos
O caso da jovem de 18 anos foi revelado pelo site da revista “Veja” na manhã desta quarta-feira (4) e confirmado pelo g1 e pela TV Globo. As investigações tramitam em sigilo.
A jovem registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso.
O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.
Em nota, o ministro Marco Buzzi diz que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
Já a defesa da mulher diz aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.
O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.
Jovem relatou caso aos pais
Segundo apurou a TV Globo, a mulher relata ter sido assediada no mar no dia 9 de janeiro. A família passava uns dias na casa de praia de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC).
A jovem de 18 anos contou aos pais que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro. Segundo o relato, Marco Buzzi puxou o corpo dela para junto do seu – e a agarrou pela lombar.
A mulher diz que tentou escapar pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. Por fim, quando conseguiu se soltar, a jovem afirma que saiu da água e foi pedir ajuda aos pais.
A família da jovem confrontou a família de Marco Buzzi e deixou o local no mesmo dia.
Pouco tempo depois, em 14 de janeiro, a família foi à Polícia Civil de São Paulo, acompanhada de advogados, para registrar a ocorrência.
Apuração simultânea e em sigilo
A Corregedoria do CNJ informou em nota que apura o caso e colheu depoimentos na manhã da última quarta-feira (4).
A TV Globo apurou que a jovem que acusa o ministro e a mãe dela foram ouvidas. O conteúdo de toda a apuração é mantido em sigilo.
Quem é Marco Buzzi
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011. Ele foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Natural de Timbó, em Santa Catarina, Buzzi é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.
O que diz a Corregedoria Nacional de Justiça
“Sobre as notícias envolvendo Ministro do Superior Tribunal de Justiça, a Corregedoria Nacional de Justiça informa que segue realizando diligências, com a oitiva, nesta data, de possível vítima de fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso, tendo sido aberta nova reclamação disciplinar para apuração destes novos fatos. Tais procedimentos tramitam sob sigilo legal, medida indispensável para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas e para a adequada condução das investigações.”
O que diz a defesa do ministro
“A defesa do ministro Marco Buzzi manifesta respeitosa irresignação com o afastamento cautelar determinado em sede de sindicância administrativa.
Sustenta-se a desnecessidade da medida, sobretudo diante da inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico.
Forma-se um arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório.
Aponta, por fim, que já estão sendo colhidas as contraprovas que permitirão, ao fim, a análise serena e racional dos fatos.”
O que diz a carta do ministro
“Caros colegas,
Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.
De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.
Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.
Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.
Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.
Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.
Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.
Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.
De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.”
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A Justiça da Itália negou nesta terça-feira (10) o recurso para que o julgamento de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli fosse reiniciado. A defesa da aliada de Bolsonaro solicitou a troca dos juízes responsáveis pelo julgamento, alegando falta de imparcialidade.
Com a decisão, a retomada julgamento sobre a extradição da ex-parlamentar ao Brasil foi marcada para a manhã desta quarta-feira (11). As informações são da CNN.
Leia maisCondenada em dois processos, Zambelli está presa em Roma desde 29 de julho de 2025. A ex-deputada foi para a Itália após ser condenada a dez anos de prisão por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Posteriormente, ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
O Ministério da Justiça brasileiro encaminhou ao Ministério do Interior da Itália pedido de extradição de Zambelli em 12 de junho do ano passado.
Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal em dezembro após uma determinação do STF para que o suplente assumisse o cargo em 48 horas.
Procurado pela CNN, o advogado Fabio Pagnozzi informou que irá recorrer da decisão desta terça-feira (10).
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Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, disseram ao blog do Valdo Cruz que ele não vai reagir à aproximação de partidos do Centrão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo eles, uma reação do senador pode acabar afastando ainda mais partidos como PP e União Brasil de sua candidatura.
Esses interlocutores avaliam ainda que esse comportamento do Centrão é conhecido e há uma convicção de que pelo menos uma boa parte destas legendas vai acabar apoiando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leia maisNo ano passado, Lula se encontrou com o presidente do PP, Ciro Nogueira. Em janeiro, foi a vez do presidente do PT, Edinho Silva, se reunir com Ciro Nogueira e também o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
Ao mesmo tempo, o filho do ex-presidente Bolsonaro faz acenos ao empresariado e ao mercado. Neste fim de semana, publicou um artigo sobre as linhas gerais de sua futura política econômica, caso seja eleito, prometendo um “tesouraço” nos gastos públicos.
Segundo aliados, o artigo foi uma forma de deixar claro que Flavio Bolsonaro será tão ou mais liberal do que o pai, no início de seu mandato. Depois, o ex-presidente se rendeu ao populismo para tentar se reeleger, sem sucesso.
A publicação do artigo foi uma forma ainda de se posicionar sobre economia enquanto ainda não tem um nome de um economista para ser anunciado como formulador do seu programa econômico.
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O senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, reuniram-se em janeiro com o presidente do PT, Edinho Silva, para tratar de cenários regionais e possíveis composições políticas mirando as eleições deste ano. A conversa ocorre num momento em que há uma tentativa de aproximação com a sigla do presidente Lula e uma tentativa de governistas em buscar uma neutralidade dos partidos de centro no pleito nacional.
Segundo relatos de políticos, a discussão teve como foco a situação de palanques estaduais, especialmente em regiões onde há sobreposição de interesses entre partidos que hoje integram campos políticos distintos no plano nacional. Procurados, Edinho, Ciro e Rueda não responderam. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisUnião Brasil e PP devem formar uma federação partidária, que ainda falta ser formalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que tem sido alvo de investidas de aliados de Lula como do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que será candidato à Presidência.
A tendência hoje é que a federação fique neutra no pleito nacional, liberando os filiados para fazerem alianças regionais com o candidato que for mais conveniente no cenário local. Apesar disso, tanto Lula quanto Flávio buscam atrair setores desses partidos, em busca de fortalecer suas candidaturas.
De acordo com esses interlocutores, a conversa entre os três dirigentes partidários girou principalmente em torno de estados em que o PT mantém maior capacidade de articulação política e eleitoral, como Pernambuco, Ceará e Maranhão, considerados estratégicos para a montagem de alianças competitivas no Nordeste —região que, tradicionalmente, vota mais em candidatos da esquerda.
Nesses estados, partidos do centro avaliam a necessidade de acordos pragmáticos diante da força regional do lulismo e da fragmentação das disputas locais. A avaliação é que essa fragmentação tende a exigir acordos cruzados entre partidos com alinhamentos distintos em Brasília.
A reunião também ocorre em meio a uma série de movimentos discretos de lideranças partidárias que buscam preservar margens de negociação antes da definição formal das candidaturas presidenciais.
No caso de Ciro, a interlocução com dirigentes petistas é acompanhada de atenção redobrada por aliados e adversários, uma vez que o senador foi ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL) e mantém posição de destaque na articulação do campo de centro-direita no Congresso. Aliados do presidente do PP minimizam o peso dessa conversa com Edinho afirmando que eles são amigos e costumam conversar frequentemente.
Segundo duas lideranças da federação, a ideia é adiar ao máximo qualquer definição a nível nacional do grupo, para entender o cenário e as possibilidades de aliança mais próximo da data das convenções partidárias —quando as siglas se reúnem para definir os caminhos que serão seguidos nas eleições.
Um parlamentar que acompanha as conversas diz que essa reunião com Edinho também é mais uma sinalização da federação da construção de uma espécie de armistício com o PT e o governo Lula, após a cúpula dos partidos ter anunciado rompimento com a gestão petista no ano passado e elevado o tom das críticas ao governo. Tanto Rueda quanto Ciro, que vinham adotando postura de embate com Lula, passaram a não dirigir críticas públicas ao governo.
O encontro com Edinho também é interpretado por interlocutores como desdobramento de outra movimentação recente envolvendo Ciro. Conforme noticiado pela Folha de S.Paulo, o senador participou de uma reunião com o presidente Lula e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), realizada de forma reservada no fim do ano passado. A existência desse encontro, no entanto, segue sendo negada publicamente por Ciro, apesar de aliados do presidente do PP confirmarem a conversa.
No caso do União Brasil, a presença de Rueda na conversa com Edinho reflete a estratégia da legenda de ampliar sua capacidade de negociação regional. Um aliado dele usa como exemplo o caso do Ceará para mostrar essa tentativa de aproximação do partido com o PT. Na semana passada, um jantar em Brasília reuniu o ex-presidenciável Ciro Gomes, Ciro Nogueira, Rueda e políticos do estado para discutir a possibilidade de apoio da federação à candidatura de Gomes ao governo. Esse aliado de Rueda diz que, apesar dos esforços para essa aproximação, nenhum martelo foi batido. Isso porque a candidatura de Elmano de Freitas (PT) tem sinalizado um espaço na chapa majoritária ao União Brasil —numa tentativa de atrair o apoio da federação.
Esse aliado diz que, em outro momento, a federação já teria selado esse apoio a Gomes. Agora, no entanto, está aguardando o desenrolar dos fatos políticos e analisando as possibilidades antes de tomar a decisão. Isso porque a federação busca construir o maior número possível de deputados e senadores e avalia qual a melhor estratégia para buscar isso.
Dirigentes petistas, por sua vez, veem a rodada de diálogos como parte de um esforço mais amplo para evitar isolamento em colégios eleitorais estratégicos e reduzir a adesão antecipada de partidos de centro ao campo bolsonarista. Eles dizem que como Edinho é presidente do partido, esse tipo de conversa com dirigentes de outras legendas passarão a ocorrer com maior frequência com a proximidade das eleições. A orientação é manter interlocução aberta mesmo com lideranças que estiveram em posições opostas nos últimos anos, priorizando a construção de maiorias estaduais.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou com prefeitos do PL durante um evento em Mauá, na Grande São Paulo, de entrega de ambulâncias e anúncios de investimentos em saúde.
O petista posou para uma foto com prefeitos de cidades da região e destacou que dois deles são filiados ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que faz oposição ao governo. Após a foto, o petista afirmou:
“O presidente do partido deles vai bater neles porque eles estão em uma foto comigo”, afirmou o presidente. As informações são do g1.
Leia mais“Só para vocês terem ideia, aqui tem dois prefeitos que são do PL. O PL é o partido do Bolsonaro, o PL é o maior inimigo nosso na Câmara, mesmo assim vocês estão recebendo ambulância porque vocês foram eleitos pelo voto e eu respeito o voto da cidade de vocês”, acrescentou Lula.
O presidente participou de uma cerimônia no Paço Municipal de Mauá, em São Paulo, para anunciar um conjunto de investimentos em educação e saúde. Durante o evento, foram entregues 10 kits de equipamentos para a Atenção Primária do município e mais quatro ambulâncias do Samu 192.
Antes de fazer a brincadeira sobre filiação dos prefeitos, Lula disse que um presidente da República não tem o direito de ser “mesquinho” e “pequeno” e não atender a demandas de cidades governadas por políticos de partidos da oposição.
No evento em Mauá, o presidente também pediu apoio dos prefeitos no movimento lançado na semana passada contra o feminicídio, quando os três Poderes lançaram um pacto com diretrizes iniciais, mas sem ações efetivas definidas.
Lula cita Master e diz que Brasil está prendendo ‘magnatas’
Lula voltou a citar as investigações do Banco Master e a afirmar que o Brasil está prendendo os “magnatas da corrupção”.
“Vocês estão vendo a nossa briga com o tal do Banco Master? Estão vendo a briga desse banco aí que deu desfalque de quase R$ 80 bilhões? É a primeira vez na história do Brasil que estamos perseguindo os magnatas da corrupção nesse país”, disse o presidente.
“Não é prender o cara que está na favela ou matar ele, não. É prender aquele que está de terno e gravata roubando e mora em apartamento de cobertura ou mora em Miami.”
Na semana passada, Lula confirmou que já se reuniu com o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, assim como fez com dirigentes de outras instituições financeiras.
O presidente disse que não haverá interferência política a favor ou contra as investigações no caso.
Questionado em entrevista ao portal “UOL” sobre uma eventual relação com Vorcaro, o petista afirmou que recebeu o presidente do Master a pedido, porque não havia uma agenda marcada oficialmente.
Segundo o relato dele, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a Brasília acompanhado de Vorcaro e questionou se o presidente poderia atendê-lo.
“O que eu disse pra ele: ‘Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master.’ O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa”, relatou Lula.
Segundo o petista, no encontro em 2024, interesses privados não entraram na pauta. O presidente também disse que reuniões com empresários fazem parte da rotina institucional do cargo.
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Por Blog da Folha
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado adiou a reunião marcada para esta terça-feira (10) que teria a participação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e do secretário estadual de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
Os dois seriam ouvidos na nova etapa de apuração sobre a atuação dos governos estaduais na área de segurança pública. Ainda não há informações obre uma nova data.
Leia maisA reunião da próxima quarta (11) também foi adiada. Na ocasião, estava prevista a oitiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), e a do secretário de Segurança Pública fluminense, Victor Cesar Carvalho dos Santos. Castro seria ouvido no último dia 4, mas a reunião também foi adiada.
Os gestores participam na condição de convidados, a partir de requerimento do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
“A contribuição dessas autoridades e técnicos é vital para a elaboração do relatório final desta comissão, auxiliando na formulação de propostas legislativas e de políticas públicas efetivas em âmbito nacional”, afirmou o senador.
A CPI do Crime Organizado é composta por 11 titulares, sete suplentes e presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES). Segundo a Agência Senado, a comissão foi criada para apurar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias.
A CPI também vai buscar soluções adequadas para o combate ao crime organizado, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação em vigor.
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