Governo diz que ‘convocar uma potência’ contra o Brasil é ‘traição à pátria’

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou uma nota nesta terça-feira (7) em que acusa mais uma vez o pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL) de traidor da pátria.

O senador Flávio Bolsonaro participou de audiência nos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros e dedicou parte do discurso a críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e a ataques contra governos do presidente Lula e do PT. As informações são do g1.

Ele estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos — e fez o pronunciamento em inglês.

O governo dos Estados Unidos classificou como “absurda” a hipótese levantada pelo Itamaraty de ação militar americana no Brasil.

Em nota à CNN, um porta-voz do Departamento de Estado americano rebateu o ofício assinado pelo chanceler Mauro Vieira e enviado à Câmara dos Deputados, em que o Itamaraty alerta para os riscos da classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. As informações são da CNN.

“Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no exercício de sua própria autoridade soberana, para combater narcoterroristas”, afirmou o porta-voz.

Representante do centro da frente ampla capitaneada pelo presidente Lula (PT), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) prevê que a polarização nacional será a grande dificuldade do governo nas próximas eleições. Pré-candidata ao Senado por São Paulo, ela ressalta que a gestão tem bons números e índices para apresentar, enquanto a oposição estaria optando por um discurso de ódio com base em fake news.

“A polarização vai ser lamentavelmente nossa grande dificuldade. Nós estamos prontos para debater economia, mostrar números, aquilo em que avançamos. Foram quatro anos de reconstrução, de construir uma ponte para o futuro que queremos. O lado de lá não tem discurso, não tem projeto. A gente só vê o que foram aqueles quatro anos de terra arrasada, e eles querem entrar numa discussão que não interessa para ninguém, de retrocesso, numa pauta de costumes que não coloca comida na mesa do povo brasileiro, e que não pode ser trazida à baila num país tão diferente e diverso. Não posso ter a tese de que o Brasil, tão diferente na sua identidade, tenha que ter uma religião, um princípio, um determinado valor. Nós temos que aceitar as diferenças”, afirmou Tebet, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

Sobre as principais pautas para o debate, a ex-ministra apontou a redução dos juros, a segurança pública e a mobilidade urbana. “Na economia vamos continuar avançando, fazendo medidas mais firmes para combater a inflação, que significa queda de juros. Esse é o grande desafio do futuro presidente da República. Precisamos baixar esses juros o mais rapidamente possível, dentro da autonomia do Banco Central, que a gente respeita, para que possamos ter não só comida mais barata alimentando o povo brasileiro, mas também maior poder aquisitivo das pessoas naquilo que é considerado básico. O resto é continuar avançando com as políticas públicas que já existem. A gente não precisa inventar a roda. E temos algumas pautas relevantes que fogem da economia, como a segurança pública, que deixou de ser um problema estadual, e a mobilidade urbana, a questão da integração do transporte coletivo”, completou.

Ipojuca - Na palma da sua mão

A formação da chapa majoritária do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo causou muitas tensões entre petistas e a cúpula do PSB. A composição foi fechada na semana passada, quando o presidente Lula (PT) reuniu os integrantes e fez o anúncio. As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) serão candidatas ao Senado, enquanto o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será vice. Segundo Tebet, a demora ocorreu devido a muitas especulações, mas os atores políticos acabaram não conversando antes do encontro com Lula.

“Na realidade, não é que havia nó. É que nós não tínhamos sentado coletivamente para decidir. Eu não tinha conversado com o (ex-governador) Márcio França (PSB), o Márcio não tinha conversado com a (ex-ministra) Marina Silva (Rede) e a Marina não tinha conversado comigo. Nós estávamos aguardando essa reunião, que foi chamada de última hora. O presidente chamou, falou que queria resolver logo. Sem mentira, a reunião não durou meia hora. Ele perguntou se o projeto era coletivo, nós falamos que era. Então o Haddad tem autonomia, e ele disse que já tinha conversado com cada um, que somos importantes para o projeto e se aceitaríamos a opção dele. Nós abrimos mão de qualquer intenção pessoal, porque nós precisamos de São Paulo para reeleger o presidente Lula, então somos consequência desse processo”, detalhou Tebet, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

A ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP) avalia que o senador Jaques Wagner (PT-BA) demorou a entregar a liderança do Governo no Senado. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro, ela avalia que o petista tem direito à ampla defesa e que deveria ter deixado o posto para não trazer o governo para o debate do caso do Banco Master.

“Primeiro, não foi o presidente (quem entregou o cargo), foi o próprio líder que decidiu isso depois de conversar com o presidente. E, a meu ver, fez tarde. Ele tinha que ter saído imediatamente, para dizer que isso não é verdade, que vai se afastar da liderança justamente para provar a inocência. Como qualquer pessoa, ele tem direito à ampla defesa, ao contraditório, seja de que lado for. Eu sou advogada, mas nós estamos falando de denúncias sérias e que precisam ser esclarecidas. Não acredito em contaminação do governo. Lamentavelmente, esse é o maior escândalo envolvendo o sistema financeiro de corrupção da história do Brasil. Não sei se um dia vai haver outro, porque agora vão ter que ter mecanismos legais fiscalizatórios para impedir essa contaminação, que é seríssima, mas não vejo essa contaminação do governo”, afirmou Tebet.

“Não vejo contaminação porque isso foi uma cria; foi mais um monstrengo da corrupção criado no governo passado. Nós estamos falando de algo arquitetado, e denúncias mostram que o ex-chefe da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), junto com o dono do Banco Master, arquitetou um esquema. E, para se blindar, fez aquela história do porco: quando entra na lama, entra todo mundo, para um contaminar o outro. Fica todo mundo contaminado, que, assim, no sistema de controle de pesos e contrapesos, um não pode vigiar o outro, não pode controlar, não pode denunciar porque também está envolvido”, completou a ex-ministra, que disputará o Senado por São Paulo.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a ex-ministra do Planejamento e Orçamento e pré-candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!

Palmares - 147 anos

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria um mecanismo de cobrança automática da pensão alimentícia – batizado como “Pix Pensão Alimentícia”.

O texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos, e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da CNN.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

CNN

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer manter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na disputa ao Senado pelo Distrito Federal mesmo em meio à crise com o filho mais velho, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ).

Segundo apurou a CNN, embora tenha ameaçado, em conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ficar fora da disputa, Michelle deve lançar sua candidatura ao Senado em breve.

A previsão é que o anúncio oficial ocorra próximo do dia 25 de julho, quando a sigla fará sua convenção nacional, em São Paulo, e confirmará Flávio como candidato ao Palácio do Planalto. Até lá, Michelle deverá evitar declarações públicas para não ampliar o desgaste familiar.

Camaragibe - Forró da Vila

Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o discurso de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência nos Estados Unidos nesta terça-feira reforçou a imagem de que o senador se coloca contra o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump apenas por um cálculo eleitoral, e não para defender os interesses brasileiros.

Flávio participou de audiência organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que não foi transmitida, numa tentativa de conter danos à sua campanha à Presidência. As informações são do jornal O GLOBO.

A atuação dele junto a autoridades americanas vem sendo usada por aliados de Lula para criticar o senador, afirmando que ele atenta contra a soberania brasileira. Nas últimas semanas, governistas reforçaram o mote de “Tariflávio” para associar o senador à implementação das tarifas.

Estadão

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) culpou a política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, mas afirmou esperar que a crise seja resolvida “independentemente de quem vier a solucionar isso”. A declaração foi dada hoje, ao ser questionado sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Planalto, em uma audiência realizada em Washington sobre a proposta de novas tarifas contra produtos brasileiros.

Zema afirmou que Lula e o Itamaraty têm demonstrado “falta de habilidade” na relação com os Estados Unidos e atribuiu parte do desgaste à aproximação do governo petista com países como Cuba, Venezuela e Irã.