Marketing político em transe

Depois de alguns ciclos eleitorais em que ocupou as manchetes pela relação com escândalos de corrupção, o marketing político volta a movimentar o noticiário às vésperas do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, mas por outra razão: o intenso entra e sai de profissionais em várias campanhas, inclusive presidenciais.

A última troca se deu com a saída do publicitário Paulo Vasconcelos (na foto em destaque) do comando do marketing de Ronaldo Caiado (PSD), anunciada nesta semana. O mesmo movimento já aconteceu, e duas vezes, na cozinha de Flávio Bolsonaro. E as conversas de bastidores dão conta de intensa disputa, com bateção de cabeça, também no Q.G. da campanha de Lula. As informações são da colunista Vera Magalhães, de O Globo.

Em todos os casos, chama a atenção uma mudança de paradigma relevante: foi-se o tempo em que aquilo que o marqueteiro ditava era lei e se espraiava para todas as áreas da campanha, inclusive a estratégia política — mesmo quando, logo em seguida ou em revisão histórica, o direcionamento se mostrava equivocado.

Basta lembrar episódios como a desconstrução de Marina Silva promovida pela campanha de Dilma Rousseff em 2014, então pilotada por João Santana. Ou a suavização da imagem de Lula orquestrada por Duda Mendonça em 2002, com direito a um balé de grávidas ao som do “Bolero” de Ravel. Ficou famosa também a favela cenográfica idealizada por Luiz Gonzalez na campanha de José Serra em 2010.

Agora, os marqueteiros se queixam de dificuldade de definir a linha mestra das narrativas eleitorais, devido à grande relevância que candidatos e seu entorno passaram a conferir às redes sociais, que tendem a adotar linguagem bem mais imediatista e estética bem menos sofisticada.

Graças a esse barulho digital que dita as conversas, pauta a imprensa e impressiona o entorno pela repercussão instantânea, aumentou o número de pessoas que passaram a agir como versadas em comunicação. Assim como todo brasileiro se converte em técnico de futebol em tempos de Copa do Mundo, mulheres, irmãos, cunhados, filhos e aspones em geral se sentem empoderados para falar em linguagem visual, storytelling e impulsionamento, dirigir vídeos e opinar até sobre o visual dos candidatos, tornando uma relação naturalmente tensa em praticamente inviável.

A entrada com tudo da inteligência artificial (IA) no front político veio para arrematar esse feirão de ideias quase sempre infelizes que viraram as campanhas. Os profissionais há mais tempo nesse jogo tendem a ter cuidado na hora de atestar que redes sociais fortes, engajamento e truques de IA podem ser a solução de que seus clientes têm de lançar mão para crescer nas pesquisas. Essa resistência em parte se explica pela crença, ainda à espera de comprovação neste ano, de que a TV é capaz de virar o jogo.

Nas últimas vezes em que a máxima que vigorou inabalável praticamente até 2014 foi testada, os resultados foram múltiplos. Com Bolsonaro, o fator TV foi nulo. Alguns anos depois, no entanto, foi relevante para que candidatos com maior poderio de alianças e tempo de propaganda implodissem o cometa Pablo Marçal — que, diga-se, ajudou bastante na tarefa com suas bizarrices.

Por último, um fator que pesa em 2026 para a sacolejada que o mercado do marketing sofre é a falta de dinheiro. Campanhas antes milionárias lidam com orçamentos mais modestos desde que os partidos passaram a destinar as maiores fatias do fundo eleitoral para eleger bancadas de deputado federal, já que justamente elas definirão o valor do mesmo fundo dali a quatro anos, num mecanismo que se retroalimenta.

Com tantas variáveis a ditar uma rápida mudança na lógica de produção de campanhas — como, de resto, em todas as atividades econômicas e mais dramaticamente na comunicação —, pode-se estar diante do esgotamento de um ciclo de certo glamour em que marqueteiros, literalmente, ganhavam ou perdiam eleições. Por ora, eles têm dificuldade até de se fazer ouvir em meio ao caos tecnológico e ao ruído das tais narrativas.

Sebrae - Fazer dar certo

Da coluna de Cláudio Humberto

É deficitário o plano de saúde de senadores, ex-senadores e, claro, dependentes de suas excelências. Todos se penduram na benesse que, sem escolha, é custeada pelo pagador de impostos.

Levantamento do Ranking dos Políticos considerou a despesa ao longo de 2025, apenas de usuários do sangue azul, sem os servidores. São 79 senadores, 187 ex-senadores e mais 363 dependentes.

A arrecadação foi de R$ 5.179.524,92. As despesas são bem maiores, R$ 40.476.846,63.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou nesta terça-feira (18) uma extensa agenda de campanha em Belo Horizonte, com compromissos em diferentes regiões da capital mineira. Durante os eventos, ele destacou a importância estratégica de Minas Gerais para as eleições e anunciou propostas relacionadas à mineração.

Durante a manhã, Flávio iniciou os compromissos na região do Barreiro, uma das áreas mais movimentadas de Belo Horizonte. As informações são da CNN.

Ele conversou com apoiadores, realizou uma caminhada e discursou em cima de um carro de som. Na véspera, o candidato já havia cumprido agenda na região centro-sul da capital.

Caruaru - Transparência 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta terça-feira (18) um vídeo em que faz um apelo ao Congresso Nacional para que aprove a medida provisória (MP) que acaba com o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada taxa das blusinhas.

Em um vídeo divulgado pela campanha do petista à reeleição, Lula afirma que está muito “otimista com a aprovação da MP” e que se trata de “uma questão de justiça”. As informações são do g1.

“Eu estou convencido que o presidente do Senado, Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas porque é uma questão de justiça”.

Ipojuca - Na palma da sua mão

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) procurou o marqueteiro Paulo Vasconcelos após a saída do publicitário do comando da comunicação de Ronaldo Caiado (PSD), anunciada nesta segunda-feira. O coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), fez o contato e sugeriu uma conversa do marqueteiro com Duda Lima, atual responsável pela estratégia eleitoral de Flávio, para somar à equipe. Vasconcelos, porém, recusou a aproximação. O motivo apontado foi uma questão ética relacionada à sua atuação, até esta semana, no campo adversário.

A procura ocorre depois de Vasconcelos deixar o QG de Caiado em meio a divergências sobre os rumos da campanha, uma delas justamente relacionada a Flávio. O marqueteiro era contrário à estratégia de intensificar os ataques ao candidato do PL. A ofensiva vinha sendo adotada como uma forma de aumentar a repercussão de Caiado nas redes sociais e buscar espaço na disputa presidencial. As informações são do jornal O GLOBO.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Três dias após se tornar elegível novamente, o ex-senador Romero Jucá (MDB) desistiu de disputar as eleições de 2026. Ele concorreria à Câmara dos Deputados por Roraima, mas anunciou a desistência em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (18/8).

No domingo (15/8), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a condenação de Jucá e afastou os efeitos de inegibilidade. Ele havia sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas o Supremo entendeu que a Corte inferior não tinha competência para julgá-lo. As informações são do Metrópoles.

Palmares - 147 anos

O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) anunciou, nesta terça-feira (18), que não disputará as eleições deste ano, após 54 anos de vida pública e 17 pleitos. Um dos melhores quadros do Congresso, principalmente em matéria financeira, Hauly acumula oito mandatos na Câmara dos Deputados, além de passagens pela Prefeitura de Cambé e pela Secretaria da Fazenda do Paraná. O parlamentar já participou do podcast Direto de Brasília. “Não estou me despedindo da política. Não estou abandonando minhas ideias, minhas causas nem os projetos aos quais dediquei toda a minha vida”, afirmou.

Hauly disse que continuará atuando no debate público, com atenção à implantação da reforma tributária, à defesa dos municípios, dos pequenos negócios e dos produtores rurais. O deputado participou da construção do novo sistema tributário aprovado pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e afirmou que pretende acompanhar a regulamentação e a transição para o novo modelo. “Este, portanto, não é um comunicado de despedida. É o anúncio de uma nova etapa da minha vida pública”, declarou.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

A atriz Glória Menezes, um dos grandes nomes da história da dramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira (18), em seu apartamento no Rio de Janeiro, aos 91 anos.

Segundo a assessoria de imprensa da artista, a morte foi por causas naturais.

Glória construiu uma carreira de mais de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão e atuou em mais de 40 novelas da Globo. As informações são do g1.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Lauro Jardim – O GLOBO

Não surgiu fumaça branca da reunião desta segunda-feira entre a Amil, ou seja, José Seripieri Filho, o Junior, o controlador da empresa, os representantes dos fundos Bain Capital e Advent.

Os dois lados, vendedor e compradores, saíram do longo encontro com contas a refazer.

Haverá uma nova reunião, mas a data ainda não foi marcada.

Por Luiz Queiroz – Capital Digital

O Banco Central vai ampliar sua capacidade de investigar o que acontece nas redes sociais e em outros ambientes digitais com uma contratação que aproxima duas atividades que até agora apareciam de forma mais separada dentro da instituição: a inteligência de ameaças, tradicionalmente associada à Segurança, e o acompanhamento de imagem, reputação e percepção pública, mais próximo da Comunicação. O novo modelo coloca sob o guarda-chuva da contrainteligência o monitoramento de manifestações contra o BC, discursos sobre suas políticas, influenciadores, campanhas de desinformação, redes de relacionamento e movimentos coordenados nas plataformas digitais.

O Pregão Eletrônico nº 20/2026, publicado nesta terça-feira, 18 de agosto, prevê a contratação de serviços continuados de Inteligência de Fontes Abertas, conhecida pela sigla OSINT, e Social Listening, com foco explícito em contrainteligência. A área requisitante é a Coordenação de Riscos e Inteligência do Departamento de Segurança do Banco Central. O valor total estimado exibido no Portal Nacional de Contratações Públicas é de R$ 11,02 milhões/ano.