Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a ex-ministra do Planejamento e Orçamento e pré-candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria um mecanismo de cobrança automática da pensão alimentícia – batizado como “Pix Pensão Alimentícia”.
O texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos, e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da CNN.
Leia maisNa prática, o projeto permite que o recebedor de pensão alimentícia solicite à Justiça que receba mensalmente o valor definido diretamente da conta de quem paga o montante.
A ideia da proposta é, segundo a autora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), “otimizar” o trabalho estatal e evitar que o credor tenha que reclamar ao juiz em momentos de dívida.
“É simples. Se o pai tem saldo, não importa em que conta, a pensão cai. A lei fica mais moderna: é menos custo pro Estado e mais segurança para quem mais importa, a criança”, disse Tabata.
O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril de 2025 e aguardava despacho da Presidência do Senado. A relatora foi a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).
A partir das datas determinadas em decisão judicial, é de responsabilidade da instituição financeira de quem paga realizar a cobrança do valor acordado. Caso não haja saldo na hora do pagamento, o banco responsável atuará para bloquear ativos financeiros de quem deve até que a dívida seja paga.
No âmbito da Justiça, o PL 4.978 de 2023 também define que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) compartilhe dados de pagamento de pensões alimentícias, bem como a relação de cobrança e dívida das partes envolvidas.
A pensão alimentícia é um direito destinado a garantir o conceito de subsistência, como alimentação, saúde, educação e lazer para filhos e dependentes.
O valor é calculado com base na regra do binômio: necessidade — de quem recebe — e possibilidade — de quem paga. O dever de pagar pode se estender a ex-cônjuges, outros parentes, gestantes e filhos de até 18 anos, com possibilidade de acréscimo até 24 anos caso o filho permaneça estudando ou sob necessidade do auxílio.
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CNN
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer manter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na disputa ao Senado pelo Distrito Federal mesmo em meio à crise com o filho mais velho, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ).
Segundo apurou a CNN, embora tenha ameaçado, em conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ficar fora da disputa, Michelle deve lançar sua candidatura ao Senado em breve.
A previsão é que o anúncio oficial ocorra próximo do dia 25 de julho, quando a sigla fará sua convenção nacional, em São Paulo, e confirmará Flávio como candidato ao Palácio do Planalto. Até lá, Michelle deverá evitar declarações públicas para não ampliar o desgaste familiar.
Leia maisDe todo modo, a ex-primeira-dama deve seguir se manifestando sempre que considerar que foi alvo de ataques, como ocorreu na semana passada, depois de ser criticada por dizer que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação do governo Lula, era um “sonho realizado”. Michelle justificou tratar-se de uma pauta “acima da ideologia”.
Na avaliação de amigos, com um mandato em mãos, a ex-presidente do PL Mulher muda de patamar e amplia a própria força.
Em meio aos atritos públicos com Flávio, Michelle comunicou Valdemar Costa Neto, na semana passada, seu desligamento do comando do PL Mulher. A saída ocorreu após divulgar um vídeo dizendo que o enteado a “maltratou”, “desrespeitou” e “humilhou” em meio às divergências sobre o apoio do PL ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.
Como mostrou a CNN, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a eventual entrada de Michelle na disputa pelo Senado pode se tornar um fator de desagregação ainda maior.
Há ainda o receio de que a ex-primeira-dama passe a usar a própria campanha para promover críticas ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Até hoje, a ex-primeira-dama jamais admitiu a vontade de concorrer, pela primeira vez, a um cargo público, embora também nunca tenha negado essa possibilidade. Quando questionada, a agora ex-presidente do PL Mulher sempre diz que seu destino político está entregue a Deus e será definido junto com o marido, no tempo certo.
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Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o discurso de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência nos Estados Unidos nesta terça-feira reforçou a imagem de que o senador se coloca contra o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump apenas por um cálculo eleitoral, e não para defender os interesses brasileiros.
Flávio participou de audiência organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que não foi transmitida, numa tentativa de conter danos à sua campanha à Presidência. As informações são do jornal O GLOBO.
A atuação dele junto a autoridades americanas vem sendo usada por aliados de Lula para criticar o senador, afirmando que ele atenta contra a soberania brasileira. Nas últimas semanas, governistas reforçaram o mote de “Tariflávio” para associar o senador à implementação das tarifas.
Leia maisEm sua fala de cinco minutos nesta terça, Flávio disse que o “momento” eleitoral é o “pior possível” para a implementação das taxas de 25% contra os produtos brasileiros e que elas “foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro”. O senador também defendeu o Pix, mecanismo de pagamento que virou alvo do governo americano.
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, Flávio faz “diplomacia clandestina da pior qualidade”.
— O sinal foi claro: implorar para o Trump não fazer nada até outubro e apontar que entregaria tudo que ele quer caso fosse eleito, inclusive o Pix — afirmou.
De acordo com um integrante do governo, a fala de Flávio seguiu roteiro já esperado pelo Palácio do Planalto, com o teor semelhante ao de carta enviada ao parlamentar aos EUA .
Ele diz também que o senador está muito associado à imposição das tarifas e que não teve sucesso para desfazer essa imagem. Na avaliação desse governista, Flávio atua de forma oportunista e eleitoreira.
Esse integrante do governo, no entanto, avalia que a fala do parlamentar pode prejudicar as negociações que estão em andamento entre os dois governos, já que o senador estaria dando tom político e eleitoral a uma questão que deveria ser tratada tecnicamente.
Na avaliação desse governista, ao citar encontros que teve com Donald Trump, JD Vance e Marco Rubio, Flávio tenta imprimir tom político nas conversas.
O governo brasileiro deverá insistir no diálogo institucional pelas vias diplomáticas para buscar um entendimento e evitar a aplicação das tarifas. A audiência desta terça integra a etapa final da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na legislação americana.
Além do Pix, o procedimento avalia políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais, combate à corrupção e desmatamento ilegal. As manifestações apresentadas durante os dois dias de audiência servirão de subsídio para a recomendação técnica que será encaminhada ao governo americano antes da decisão definitiva sobre a aplicação ou não das tarifas, prevista para 15 de julho.
Segundo esse governista, novas conversas entre os representantes dos governos americano e brasileiro deverão acontecer nos próximos dias. Ele diz ainda que há expectativa de uma nova reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa (Indústria) e Jamieson Greer, representante comercial dos EUA no governo Donald Trump.
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Estadão
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) culpou a política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, mas afirmou esperar que a crise seja resolvida “independentemente de quem vier a solucionar isso”. A declaração foi dada hoje, ao ser questionado sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Planalto, em uma audiência realizada em Washington sobre a proposta de novas tarifas contra produtos brasileiros.
Zema afirmou que Lula e o Itamaraty têm demonstrado “falta de habilidade” na relação com os Estados Unidos e atribuiu parte do desgaste à aproximação do governo petista com países como Cuba, Venezuela e Irã.
Leia mais“Eu espero que o Brasil resolva essa questão independentemente de quem vier a solucionar isso. O que eu posso adiantar é que o governo Lula e o Itamaraty têm faltado com habilidade com relação à política externa, porque o governo Lula, o PT, são notoriamente próximos de países antiamericanos”, afirmou em evento em São Paulo diante de lideranças femininas dos setores financeiro e de negócios.
A fala foi dada no dia em que o governo americano realizou a segunda etapa da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para discutir uma proposta de resposta comercial contra o Brasil, que inclui tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A audiência ocorreu em Washington nos dias 6 e 7 de julho e integra a investigação aberta sob a Seção 301 da legislação comercial americana.
O senador Flávio Bolsonaro também participou da agenda em Washington nesta terça-feira. Ele havia se registrado para defender a suspensão da tarifa e afastar de si o desgaste de uma eventual nova medida contra o Brasil, em um momento em que o tema passou a integrar a disputa eleitoral com Lula.
No evento em São Paulo, Zema também defendeu maior participação feminina na política e associou a presença de mulheres em espaços de poder ao combate à corrupção. Ao sustentar o argumento, citou o escândalo envolvendo o Banco Master. “Eu não vi nenhuma mulher, pelo que eu me recordo, envolvida no caso do Banco Master. Pelo que eu me recordo, só homens envolvidos”, afirmou.
Na sequência, o pré-candidato disse que a menor participação feminina na população carcerária demonstraria que mulheres cometem menos crimes e voltou a defender uma presença maior delas na política. “No que depender de mim, como o Partido Novo tem feito, nós queremos que as mulheres avancem a sua participação na política e isso também vai ajudar no combate à corrupção”.
O aceno ocorre em um momento em que o eleitorado feminino voltou ao centro das estratégias para a eleição presidencial, por representar a maioria das pessoas aptas a votar no País e ter tido peso relevante na disputa de 2022. Questionado sobre a composição de sua chapa, Zema disse que o Novo conversa com partidos que não têm candidato próprio à Presidência, mas afirmou que ainda não há definição sobre o nome do vice nem preferência fechada por uma mulher.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, preste depoimento à Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações por crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio fez uma postagem no X em 3 de janeiro de 2026 atribuindo crimes como os de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao presidente. O senador também associou imagens de Lula ao ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”. As informações são do portal G1.
Leia maisA oitiva terá de ocorrer no prazo de até 10 dias, conforme a determinação do ministro do Supremo. Moraes acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que a PF ouça o senador sobre o caso. A PF afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Flávio fez uma falsa imputação de crime a Lula.
Em 13 de abril de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a abertura de uma investigação – atendendo um pedido da PF com parecer favorável da PGR – para apurar se Flávio cometeu crime com a postagem. Ao concluir o caso, a PF pediu que o STF adotasse as providências necessárias. Depois disso, Moraes encaminhou o relatório da PF para análise da PGR, que se manifestou a favor da oitiva.
Postagem de Flávio Bolsonaro
Na publicação, o parlamentar atribuiu a Lula a prática de diversos crimes, incluindo:
O senador também associou imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”.
“Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula ao do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas”, afirmou a PF.
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O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, afirmou, hoje, durante audiência nos Estados Unidos que debate a possível aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros, que a medida beneficiaria Lula em um ano eleitoral.
Durante pronunciamento feito em inglês na audiência, Flávio repetiu argumentos que apresentou em uma manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada. As informações são do portal G1.
Nesse documento, o presidenciável do PL pediu o adiamento do tarifaço para depois das eleições e disse que Lula se fortalecia politicamente com o embate com os Estados Unidos.
Por Luiz Queiroz – Capital Digital
Depois de quase quatro anos dedicados à reconstrução das políticas públicas de ciência, tecnologia, inovação e indústria, um eventual quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende inaugurar uma nova etapa do desenvolvimento brasileiro.
Se o terceiro mandato foi marcado pela recuperação da capacidade de planejamento do Estado, pela recomposição dos instrumentos de financiamento e pela retomada da política industrial, as diretrizes reunidas no documento “Plano Participativo pelo Brasil pelos Brasileiros – Diretrizes para o Plano de Governo 2027-2030” mostram que a estratégia para um eventual quarto mandato amplia significativamente essa agenda.
Leia maisO texto, que o blog obteve com exclusividade, propõe transformar a soberania científica, tecnológica, digital e industrial em eixo estruturante da política econômica brasileira, amplia o papel do Estado na coordenação das cadeias produtivas, cria novos instrumentos permanentes de financiamento e defesa da indústria nacional e aproxima a política econômica dos conceitos de segurança nacional hoje adotados por diversas potências industriais. Em cinco capítulos o blog fará um diagnóstico do que o PT e os demais partidos aliados esperam de um eventual quarto mandato de Lula.
Temas como cibersegurança, infraestrutura de redes e inclusão digital não estão detalhados no plano. O que não quer dizer que não possam estar inseridos em outros documentos que tragam propostas para um quarto mandato de Lula. Porém, é curioso que não estejam claramente definidas as metas futuras para esses setores, já que na questão do incremento das redes de comunicação e a inclusão digital o Governo Lula 3 resgatou uma dívida histórica com as áreas menos favorecidas do país, praticamente permitindo a excursão de milhões de brasileiros que habitam em áreas remotas.
O documento não apresenta, por exemplo, uma política específica para o setor de telecomunicações, tampouco discute temas regulatórios como concessões, espectro, 5G ou o papel da Anatel. Em vez disso, as redes de comunicação aparecem como infraestrutura indispensável para sustentar a soberania digital, a transformação produtiva e a inclusão social. Já a cibersegurança é citada apenas como um componente da estratégia de soberania tecnológica e de defesa nacional. E não como um capítulo autônomo com um conjunto detalhado de políticas.
O documento ainda poderá sofrer alterações, à medida que ele for apresentado para as diversas instâncias do governo e dos partidos que compõem a frente de apoio à reeleição do presidente Lula. Ele foi elaborado pelo “Grupo de Trabalho Brasil Moderno”, que contou com os seguintes integrantes: Nelson Akio Fujimoto (coordenador do GT), Daniela Carvalho (coordenadora do GT), Luiz Antonio Elias (relatoria), Renata Mielli (relatoria), James Görgen (relatoria), Lucas Mazoti (relatoria), Joao Cassino (relatoria), Felipe Machado (relatoria), Mauro Borges, Andreia Michele, Handerson Leite, Neide Freitas, Ricardo Bimbo, Tica Moreno, Iago Montalvão, Gabriel Medina, Ana Paula Bernardes, Jorge Bittar, Miriam Chaves, Rodrigo Assumpção, Uallace Moreira Lima, Beatriz Vasconcelos, Marcelo Lopes e Júlia Cruz.
Mais do que uma atualização do programa de governo apresentado em 2022, o documento representa uma mudança de patamar. Em vez de concentrar esforços na reconstrução institucional promovida desde o início do atual mandato, a proposta parte do pressuposto de que essa etapa foi concluída e que o país reúne condições para avançar para um novo ciclo de desenvolvimento. Ao longo de suas 15 páginas, praticamente todas as políticas públicas voltadas para ciência, tecnologia, inovação, infraestrutura digital, mineração, indústria, comércio exterior, defesa, saúde e energia passam a ser organizadas em torno de um conceito central: soberania nacional. Essa soberania, entretanto, deixa de ser entendida apenas como controle político do território ou da economia e passa a incorporar dimensões científicas, tecnológicas, digitais e industriais consideradas indispensáveis para a competitividade brasileira nas próximas décadas.
A lógica do documento difere daquela que orientou o terceiro mandato de Lula. Em 2023, o governo alegou que encontrou um conjunto de instituições fragilizadas, fundos públicos contingenciados, programas industriais descontinuados e forte redução da capacidade de investimento do Estado em ciência e inovação. A resposta foi a reconstrução dessas estruturas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços voltou a existir, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial foi reativado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) voltou a operar plenamente, programas de inovação foram retomados e uma nova política industrial passou a orientar a atuação dos bancos públicos e das agências de fomento BNDES e Finep. O documento considera que essa etapa foi bem-sucedida e a utiliza como ponto de partida para propor uma ampliação do papel do Estado na economia.
O texto faz questão de registrar os principais resultados alcançados desde 2023. Um dos exemplos destacados é a liberação integral dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Segundo o documento, a decisão permitiu realizar aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos ao longo de três anos, configurando o maior ciclo recente de financiamento público à ciência brasileira. Os autores sustentam que a recomposição do fundo restabeleceu a capacidade do Estado de financiar projetos estruturantes em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, interrompendo um período marcado por contingenciamentos e cortes orçamentários.
Também recebe destaque o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O documento informa que R$ 12,1 bilhões foram destinados à infraestrutura científica, contemplando projetos considerados estratégicos para a capacidade tecnológica nacional. Entre eles estão o Projeto Orion, responsável pela construção do laboratório NB4 de máxima contenção biológica, a expansão da fonte de luz síncrotron Sirius, o Reator Multipropósito Brasileiro, voltado à produção de radioisótopos e pesquisas nucleares, e a aquisição do supercomputador que servirá de base para a infraestrutura computacional do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Esses investimentos são apresentados como exemplos da retomada do planejamento estatal em áreas de alta complexidade tecnológica.
Na área da formação de recursos humanos, o documento destaca a recomposição das bolsas de pesquisa. Os reajustes concedidos às bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado variaram entre 40% e 75%, acompanhados da ampliação do número de bolsas financiadas pelo governo federal. Segundo os autores, a medida buscou enfrentar o processo de desvalorização da carreira científica ocorrido nos anos anteriores e recuperar a capacidade de formação de pesquisadores em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional.
Outro ponto considerado fundamental foi a expansão da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. O documento afirma que a RNP ampliou significativamente sua presença nas regiões Norte e Nordeste, alcançando cerca de 1.700 unidades acadêmicas. Essa expansão é apresentada não apenas como política de conectividade, mas como parte da infraestrutura nacional de ciência, educação superior e transformação digital, reforçando o papel das redes acadêmicas como elemento estruturante do desenvolvimento tecnológico brasileiro.
No campo industrial, o balanço do Governo Lula 3 é igualmente utilizado como fundamento para as novas propostas. A recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e a reativação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial aparecem como símbolos da retomada da política industrial brasileira. Segundo o documento, essas decisões permitiram construir de forma participativa a Nova Indústria Brasil, apresentada como a principal política de desenvolvimento produtivo do país. Diferentemente das estratégias industriais tradicionais, concentradas apenas em determinados segmentos econômicos, a NIB foi organizada em torno de grandes missões nacionais relacionadas à saúde, segurança alimentar, transformação digital, sustentabilidade ambiental, infraestrutura, defesa e aumento da produtividade.
Para financiar essa estratégia, o governo reorganizou a atuação dos bancos públicos. O Plano Mais Produção tornou-se o principal braço financeiro da Nova Indústria Brasil e, segundo o documento, deverá mobilizar R$ 713 bilhões até o final de 2026. Os recursos são provenientes de diferentes instituições financeiras públicas e destinam-se ao financiamento de investimentos privados alinhados às prioridades da política industrial. Ao mesmo tempo, o governo criou novos instrumentos de financiamento, como a Letra de Crédito do Desenvolvimento, fortaleceu o Fundo Clima, retomou a atuação do BNDESPar em fundos de participação e passou a utilizar a Taxa Referencial (TR) em linhas específicas destinadas à inovação e à transformação digital das empresas brasileiras.
O documento também apresenta um amplo inventário dos programas setoriais implantados ou retomados durante o terceiro mandato. Entre eles estão o Programa Mobilidade Verde e Inovação, com previsão de R$ 19,3 bilhões, a renovação do Regime Especial da Indústria Química, estimada em R$ 7,2 bilhões, o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, de R$ 15 bilhões, a renovação da Lei de Informática e do PADIS/Brasil Semicon, com aproximadamente R$ 35 bilhões, além do Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono, que prevê R$ 18,3 bilhões em incentivos. Também são lembrados os Planos Brasil Soberano 1 e 2, voltados ao apoio de empresas exportadoras diante das instabilidades internacionais, que somam R$ 45 bilhões em crédito.
Na área digital, o documento informa a consolidação do GOV.BR, hoje com mais de 175 milhões de usuários e cerca de 4.600 serviços públicos integrados, que é apresentada como demonstração da capacidade do Estado brasileiro de operar grandes plataformas digitais. O mesmo ocorre com o PIX, descrito como exemplo internacional de infraestrutura pública de pagamentos desenvolvida sob coordenação estatal. Essas experiências servem de base para justificar uma ampliação da presença do Estado na economia digital durante o próximo ciclo de governo.
Outro marco destacado é a transformação da antiga Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. O documento registra que o PBIA reúne R$ 23 bilhões em investimentos distribuídos ao longo de quatro anos e prevê a construção de infraestrutura computacional soberana, aquisição de supercomputadores, desenvolvimento de modelos de linguagem em português treinados com bases nacionais e implantação de uma arquitetura nacional de processamento de dados. Ao citar essas iniciativas, o texto deixa claro que considera encerrada a fase de formulação das políticas públicas para inteligência artificial e propõe avançar para uma etapa voltada à consolidação da autonomia tecnológica brasileira.
É justamente nesse ponto que surge a principal diferença entre o Lula 3 e o plano elaborado para 2027-2030. Ao longo do terceiro mandato, o governo concentrou esforços na reconstrução das capacidades do Estado. Recuperou ministérios, reativou conselhos, recompôs fundos públicos, reorganizou linhas de crédito, fortaleceu bancos de desenvolvimento, ampliou investimentos em pesquisa e voltou a utilizar a política industrial como instrumento de desenvolvimento. O documento parte desse diagnóstico para defender uma mudança de escala. Em vez de continuar apenas reconstruindo instituições, propõe utilizar essa arquitetura para reorganizar a economia brasileira em torno de setores considerados estratégicos para a soberania nacional.
Essa mudança fica evidente na própria concepção do Estado. Durante o Lula 3, o governo atuou principalmente como financiador, articulador institucional e indutor do investimento privado. No plano para um eventual Lula 4, essas funções permanecem, mas passam a ser acompanhadas de novas atribuições.
O Estado assume explicitamente o papel de coordenador das cadeias produtivas, planejador de longo prazo, formulador de políticas industriais permanentes, organizador da infraestrutura digital nacional e, em alguns setores específicos, potencial operador direto da atividade econômica. É essa transformação que orientará todas as propostas apresentadas nos capítulos seguintes do documento, dedicados à política industrial, aos minerais críticos, à soberania digital, à inteligência artificial, à ciência e ao comércio exterior.
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Pesquisa eleitoral divulgada ontem, pelo instituto Brasmarket, sobre as intenções de voto para governador do Rio Grande do Sul mostrou o deputado federal Luciano Zucco (PL) à frente da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) nos cenários de 1º e 2º turno.
No cenário estimulado, quando uma lista de possíveis candidatos é apresentada aos entrevistados, Zucco tem 39% no 1º turno, contra 20,4% de Juliana. As informações são do portal R7 Notícias. Veja:
Leia maisA pesquisa foi realizada entre os dias 1 e 3 de julho, com as entrevistas de 1.200 pessoas. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,84 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número RS-09741/2026.
Cenários de 2º turno
O instituto fez três cenários de 2º turno. Veja a seguir.
Zucco x Juliana Brizola
Zucco x Gabriel Souza
Juliana Brizola x Gabriel Souza
Senado
O Brasmarket também mediu as intenções de voto para o Senado. Veja os números:
O Senado Federal pode votar, na próxima semana, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, considerada uma “pauta-bomba” pelo Executivo.
Apesar do gesto feito ao governo de adiar a votação da proposta na semana passada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o tema em pauta e pelo cronograma, o assunto deve estar pronto para votação na próxima semana, antes do início do recesso legislativo, que começa em 18 de julho.
Na prática, uma pauta-bomba é um projeto de lei ou uma proposta legislativa que cria despesas elevadas para o governo, pressionando os cofres públicos ou reduzindo a arrecadação.
A proposta precisa passar por cinco sessões de debate antes de ser votada.
A proposta também determina a regularização do vínculo funcional desses agentes, proibindo contratações temporárias ou terceirizadas, exceto em situações de emergência em saúde pública. Uma projeção da Previdência Social indica impacto fiscal de R$ 30 bilhões em dez anos.
Alcolumbre anunciou, na terça-feira passada (30), em plenário, que a tramitação da PEC respeitará o rito constitucional com o prazo de cinco sessões antes da deliberação do texto em primeiro turno. Até então, era ventilada a possibilidade de aceleração no trâmite com a votação na semana passada.
“Estou deixando claro o rito processual que vou adotar: primeiro, não vou tirar a proposta de deliberação; segundo, não vou votar o calendário especial para a gente quebrar o interstício. Não vou fazer isso. Eu vou ouvir cinco sessões; quando eu ouvir cinco sessões, vou botar em votação o requerimento do calendário especial para a gente suprimir as outras três, fazer a votação do segundo turno e marcar a sessão de promulgação”, declarou Alcolumbre, garantindo que após o prazo o tema será votado.
De acordo com o regimento interno do Senado Federal, que norteia as diretrizes das tramitações da casa, uma PEC deve ser votada, em primeiro turno, após cinco sessões deliberativas de debate. A primeira delas aconteceu na última terça-feira (30).
Assim, de acordo com o cronograma informado pelo Senado, existem sessões agendadas para esta terça (7), quarta (8) e quinta (9), cada uma com uma sessão para debate sobre o tema.
Concluída essa semana, restará apenas mais uma sessão para que o assunto seja votado em primeiro turno, o que pode acontecer na próxima terça-feira (14).
