Vazamentos podem comprometer investigação sobre Lulinha, diz Haddad

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que o vazamento de informações sigilosas pode acabar comprometendo a investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada enquanto Haddad comentava as críticas feitas pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, sobre a divulgação de informações relacionadas ao inquérito da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho do presidente. As informações são do portal Metrópoles.

Questionado sobre o assunto, Haddad destacou que a investigação precisa seguir os procedimentos legais para que eventuais irregularidades não prejudiquem o próprio processo. Segundo ele, uma quebra irregular de sigilo pode gerar consequências posteriormente e até colocar em risco o resultado da investigação.

“Se você quiser se valer da sua autoridade para quebrar um sigilo definido pela Justiça, você vai acabar incidindo num erro”, avaliou.

A defesa de Lulinha pediu que os vazamentos fossem investigados e, após o pedido, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou que a Polícia Federal apure como informações sigilosas do caso chegaram a público. Para Haddad, o problema é que uma irregularidade cometida durante a investigação pode, no futuro, abrir espaço para questionamentos sobre a validade do processo.

“Você pode ter até dividendos políticos de curto prazo, mas não vai fazer justiça no médio e longo prazo”, disse.

O candidato ressaltou ainda que o governo federal não deve interferir no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração. Segundo ele, ministros, superintendentes e delegados devem ter liberdade para conduzir as investigações. Haddad defendeu que o caso siga normalmente e que uma eventual condenação ou absolvição seja definida com base nas provas reunidas durante a investigação e no processo.

No fim, Haddad disse que, para ele, o resultado da investigação deve ser aceito independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado.

“O que importa é fazer justiça. Doa a quem doer, seja qual for o resultado”, declarou.

O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai evitar, na largada da corrida eleitoral, visitar estados em que mais de um candidato disputa o seu apoio, na tentativa de reduzir atritos que possam atrapalhar a campanha à reeleição. A situação ocorre em Pernambuco, na Paraíba e no Maranhão. A campanha tenta se equilibrar entre as pressões dos aliados locais e a estratégia que privilegia o palanque nacional. Em 2022, Lula alcançou 66% dos votos no segundo turno nos dois primeiros estados e chegou a 71% no Maranhão.

Integrantes do grupo mais próximo ao presidente avaliam que uma margem folgada no Nordeste é essencial para os planos, diante da possibilidade de o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, ficar na dianteira em estados populosos como São Paulo e Rio.

Pernambuco tem a disputa mais evidente. Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) defendem o voto em Lula, que apoia Campos enquanto tenta não desagradar Lyra. Em 12 de agosto, o presidente recebeu o ex-prefeito em Brasília e gravou uma participação no programa que ele levará à televisão.

João Campos pressiona

Outro pedido, no entanto, não foi atendido, ao menos até o momento. Campos levou à cúpula do PT um cronograma de possíveis agendas ao lado de Lula em Pernambuco e ressaltou que o titular do Palácio do Planalto nunca deixa de ir ao estado natal nas campanhas — o petista nasceu em Garanhuns, município de 142 mil habitantes no agreste pernambucano. Campos voltou ao Recife sem uma data confirmada, mas vem insistindo com os dirigentes petistas.

Enquanto isso, Campos usa as redes na tentativa de colar a imagem à do presidente, aparecendo inclusive em uma casa de taipa em Garanhuns e publicando fotos com Lula.

— Nunca tive dúvida. O presidente sempre afirmou que apoia a nossa candidatura. Isso é nítido e é um caminho natural, porque o PSB é o principal partido aliado a ele — disse Campos ao deixar a gravação com Lula, em 14 de agosto.

Ao mesmo tempo, Raquel Lyra mantém interlocução com o presidente, é apoiada por aliados dele e tem reforçado o discurso de parceria com o governo federal. Na comparação com o adversário, no entanto, ela nacionaliza menos a disputa. Em entrevista ao GLOBO, ela disse que é “pernambuquista” ao ser perguntada se apoiaria o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, e afirmou que recebeu aval do presidente do partido, Gilberto Kassab, de conduzir a campanha com “liberdade”.

Interlocutores da governadora afirmam que ela vai reconhecer o empenho de Lula em atender pleitos do estado e buscará mostrar que sempre teve portas abertas em Brasília. Não há na campanha de Lyra expectativa de que Lula declare apoio, mas os aliados apostam em um voto casado que já aparece na campanha em camisas e bandeiras vermelhas, cor do PT, e roxas. A fim de escapar de uma disputa nacional,a governadora tenta destacar o aspecto regional do pleito.

Na Paraíba, a disputa pelo apoio de Lula é ao Senado. O candidato do presidente ao governo é Lucas Ribeiro (PP), que tenta a reeleição, com o ex-governador João Azevedo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos) concorrendo ao Senado. Na última semana, Ribeiro e Azevedo gravaram em Brasília com Lula. Antes disso, o presidente já havia gravado, em julho, um vídeo declarando apoio a Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que tentará se reeleger. Veneziano está na chapa do candidato do MDB ao governo, Cícero Lucena, que tentou ter apoio do PT, mas perdeu a aliança.

Pai do deputado Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara, Nabor ficou fora da lista, o que gerou incômodo no filho — que, apesar disso, declarou voto em Lula.

— É como se Lula tivesse três candidatos ao Senado: dois na nossa chapa e um na chapa de oposição. Eu diria que é um bom problema para Lula — afirmou Azevedo.

Já no Maranhão, um racha no grupo que venceu a disputa em 2022 mudou o cenário. O PT lançou o vice-governador Felipe Camarão, depois que as negociações com o grupo do governador Carlos Brandão (MDB) não avançaram. Camarão, no entanto, enfrenta resistências frente ao favoritismo de Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, e de Orleans Brandão (MDB), sobrinho do atual governador.

Disputa entre aliados

Orleans faz campanha usando o nome de Lula. Com apoio do tio, usa o discurso de que os resultados da gestão de Brandão ocorreram em parceria com o governo federal. Orleans foi secretário de Assuntos Municipalistas e conta com apoio inclusive de alas do PT.

— Vamos trabalhar divulgando as parcerias que o Lula tem com o Maranhão, pedindo voto e firme no compromisso de dar a ele votação mais expressiva do que nas eleições anteriores — diz Orleans.

Também na disputa ao governo, Braide, por sua vez, marca uma distância maior do pleito nacional e tenta fisgar também o eleitorado de direita. Ele, no entanto, tem na chapa como candidato ao Senado André Fufuca (PP), que foi ministro do Esporte de Lula e defende o voto no presidente.

Desde o início da campanha, Lula já visitou cinco estados e realizou atos eleitorais em quatro: São Paulo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) recuou nesta segunda-feira (24) da promessa de apresentar pessoalmente informações sobre o filme “Dark Horse” e afirmou que não é sua responsabilidade prestar contas sobre o caso.

A declaração foi dada após Flávio participar de uma reunião da diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo. As informações são da CNN.

Questionado sobre o compromisso assumido anteriormente de dar transparência ao contrato e aos recursos envolvidos no projeto, o candidato afirmou que a prestação de contas já teria sido apresentada no âmbito da investigação e, em seguida, disse:

Caruaru - Transparência 2026

Relatório da Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Lula, recebeu “significativas” quantias de dinheiro em espécie no meio do ano passado. Lulinha e Roberta são investigados em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) pela suposta prática de tráfico de influência. Eles negam as irregularidades.

Trechos do documento, revelados pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmados pelo GLOBO, citam conversas extraídas do celular de Roberta. Em uma delas, a empresária diz a uma pessoa identificada como seu motorista para apanhar o montante e “avisá-la”. As informações são do jornal O GLOBO.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O ex-governador Romeu Zema (Novo) defendeu sua gestão em Minas Gerais e afirmou que o aumento da dívida do estado com a União cresceu em função da cobrança de juros típica de “agiotas” do governo federal. Durante a sabatina da TV Globo, o presidenciável voltou a criticar as condenações dos envolvidos no 8 de janeiro, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e subiu o tom contra a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso.

— Quero explicar. A dívida de Minas foi toda feita no passado. Não fiz um empréstimo. Essa dívida foi herdada dos anos 1990, e cresceu muito devido aos juros de agiota do governo federal. Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentados que não recebiam aposentadoria, paguei R$ 13 bilhões para o governo federal, funcionários públicos, e hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que quando eu assumi. Alguém deve R$ 10 mil; se ele ganha R$ 3 mil por mês, essa dívida pode ser considerada elevada. Se alguém ganha R$ 40 mil, pode ser que ele tenha capacidade de pagar — disse. As informações são do jornal O GLOBO.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Romeu Zema (Novo) participa nesta segunda-feira (24) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A conversa teve início há pouco, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

A entrevista será conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Além da TV Globo, o público poderá acompanhar a transmissão pela GloboNews e pelo g1. Depois da exibição, o conteúdo ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1. As informações são do g1.

Palmares - Forró Mares 2026

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores do Rio Grande do Norte. O levantamento foi encomendado pela Inter TV Cabugi.

Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados. A lista inclui Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura apesar de estar inelegível. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai julgar se ele está apto a concorrer. As informações

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O jornalista Leandro Mazzini lança, nesta quarta-feira (26), em Brasília, o livro Depois do Papel – A Reinvenção da Imprensa na Era da Internet, pela Editora Senac-DF. Na obra, Mazzini parte de sua trajetória de 30 anos de profissão para abordar as transformações do jornalismo desde o início dos anos 2000, com temas como o fim do impresso, as mudanças no perfil do leitor e os novos modelos de negócio da mídia. O lançamento será às 18h, no Café-Escola Senac Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Um levantamento do portal UOL aponta que nove deputados federais investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de desvios de emendas parlamentares e de recursos da cota parlamentar tiveram, juntos, um aumento patrimonial de mais de R$ 33,9 milhões entre 2022 e 2026. Os valores foram obtidos a partir das declarações de bens apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos registros de candidatura das últimas eleições e deste ano.

Os parlamentares estão envolvidos em investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre supostos desvios e fraudes ocorridos entre 2020 e 2026. Os casos tramitam no STF em razão do foro privilegiado dos deputados. Fazem parte do levantamento Carlos Jordy (PL-RJ), Dal Barreto (União Brasil-BA), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE), Júnior Mano (PSB-CE), Juscelino Filho (União Brasil-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

A possibilidade do Espirito Santo eleger dois senadores aliados do presidente Lula (PT), que disputa a reeleição, não está descartada. O ex-governador Renato Casagrande (PSB) e o senador que busca a reeleição, Fabiano Contarato (P), lideram a corrida no Espírito Santo pelas duas vagas em disputa este ano.

O portal Agência Congresso teve acesso a um levantamento feito a pedido de partidos políticos, após o último dia de registro de candidaturas (15 de agosto). A pesquisa mostra Casagrande com 31% e Contarato com 12%. O terceiro colocado com 9% é o deputado estadual Sérgio Meneguelli (PSD).

Rose de Freitas (MDB), Evair de Mello (REP) e Maguinha Malta (PL) tem 6% cada um deles. Os percentuais foram arredondados. A consulta foi feita de 17 a 20 de agosto em 30 municípios, Grande Vitória e cidades polos. Também apurou governo do estado e Câmara Federal.