O vizinho próspero

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Logo no desembarque do aeroporto Silvio Pettirossi, em Assunção, capital do Paraguai, somos abraçados pelo calor de 40 ºC comum nesta época do ano. Depois de muitos anos, mais de três décadas, resolvi voltar ao Paraguai movido pela curiosidade. O país está mais uma vez se superando, evoluindo. Cresceu 6% em 2025 e as projeções para este ano são de um crescimento em torno de 4,5%.

Quando a guerra do Paraguai terminou, em 1870, tudo estava destroçado. Mais de 70% da população aniquilada. Até 1864, quando Francisco Solano López invadiu o Mato Grosso, o Paraguai era próspero, com a economia voltada para o próprio umbigo, fruto da política de Gaspar Rodríguez de Francia, ditador de 1814 a 1840. Francia manteve o Paraguai distante dos vizinhos, para se proteger das investidas dos caudilhos argentinos, especialmente Juan Manuel Rosas, ditador de 1829 a 1854.

Petrolina - Destino

Por Zé Américo Silva*

O Brasil assiste, mais uma vez, a um espetáculo constrangedor: instituições que deveriam zelar pelo interesse público mobilizam-se, com notável eficiência, para proteger seus próprios privilégios. A reação corporativa às decisões do ministro Flávio Dino, ao impor limites a manobras para driblar o teto constitucional e barrar penduricalhos salariais, expôs uma ferida antiga – e cada vez mais infeccionada – da vida pública nacional: o corporativismo como método de poder.

Não se trata de um episódio isolado. A tentativa de expandir gastos fora das balizas fiscais, travestida de “autonomia institucional”, revela a disposição de parcelas do Congresso em flexibilizar regras que exigem rigor apenas quando atingem os outros. O mesmo se verifica na resistência a qualquer freio sobre adicionais, gratificações e auxílios que transformam o teto remuneratório em ficção contábil. Quando o controle incide sobre privilégios, instala-se o motim retórico.

Ipojuca - IPTU 2026

Por Fernando Dueire*

O Sertão do Araripe vive, hoje, uma convergência histórica. Se, há vinte anos, a Adutora do Oeste rompeu ciclos de escassez ao trazer as águas do Rio São Francisco, a região agora celebra uma nova era de segurança hídrica. Com o reforço das obras já licitadas da Adutora de Negreiros, o Governo de Pernambuco consolida o acesso à água como alicerce para o desenvolvimento social e industrial.

Essa infraestrutura hídrica é o combustível que permite à indústria do gesso – responsável por 95% da produção nacional – buscar novos patamares. O grande salto atual é a transição para o gás natural. Trata-se de uma matriz energética mais limpa e ambientalmente adequada, que substitui combustíveis poluentes e protege a Caatinga. Com o gás, a produção ganha eficiência térmica e competitividade global.

Caruaru - Quem paga antes, paga menos

Por Aldo Paes Barreto

Os primeiros ocupantes do Condomínio Bosque, no km 16 da Estrada de Aldeia, lembram dos eucaliptos que ornavam a entrada do terreno vizinho, proporcionando o cheiro agradável que vinha das folhas, alívio para o espírito dos pioneiros e a ressaca das festas do carnaval.

O tempo e o vento se encarregaram de enviar as árvores importadas para o território das boas lembranças. Viraram história e fazem parte de um dos capítulos mais ricos da economia pernambucana. A era das grandes tecelagens.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Rinaldo Remigio*

Há textos que não apenas narram fatos – eles revelam caráter. O comentário do meu amigo, colega professor da Facape e magistrado Edmilson Cruz, juiz de Direito na capital pernambucana, é desses que ultrapassam o registro institucional e alcançam o campo da consciência moral.

Em meio ao turbilhão humano do Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do mundo, no ambiente do chamado “Plantão do Folião”, onde se espera lidar com excessos, conflitos e ocorrências típicas de uma festa popular dessa magnitude, a cena descrita não foi de folia – foi de silêncio. Um silêncio que grita.

Palmares - IPTU 2026

Por Mauro Ferreira Lima*

A Stellantis caracteriza-se como um conglomerado automotivo na forma de holding, presente comercialmente em 131 mercados consumidores e produzindo em 30 países. Tudo isto por conta das marcas tradicionalmente fortes que congregou após grande associação empresarial em 2021.

Com sede institucional em Hoofddorp, na Holanda, 250 mil colaboradores estão vinculados as suas unidades globais de produção.

Olinda - Refis últimos dias 2025

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

O presidente do Instituto Brasileiro para Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), Marcelo Senise, lamenta profundamente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegue para um encontro de fundamental importância como a Cúpula Internacional sobre o Impacto da IA, em Nova Dehli, na Índia, sem ter nada de concreto para apresentar. Por inação do governo, do Congresso, da Justiça e da sociedade como um todo, o Brasil mostrou-se incapaz de avançar na regulação da Inteligência Artificial em um ano eleitoral, mais uma vez marcado por uma polarização política violentíssima. A Justiça Eleitoral atuará, na opinião de Senise, como alguém que tenta “estancar uma hemorragia com um band-aid”.

Democracia corre risco de sucumbir
Sem medo de parecer alarmista, Senise considera que “a democracia brasileira corre risco real de sucumbir”. Caso não se consiga estabelecer um controle mínimo do uso dessas novas tecnologias, Senise vislumbra um cenário no qual o eleitor não será capaz de discernir o que é real do que é falso. O que pode gerar um cenário de perda absoluta da confiança, de descrédito total nas instituições e nos seus mecanismos de funcionamento.

Jaboatão dos Guararapes - Coleta de Lixo

A inspeção surpresa do general Donovan em Caracas revela a nova cara da soberania tutelada na América Latina

Por Marlos Porto*

Em 3 de janeiro de 2026, a América Latina acordou para um novo século. A operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e na sua subsequente remoção para julgamento em Nova York, não foi um episódio isolado, mas um terremoto geopolítico que reativou um fantasma que parecia enterrado desde a Guerra Fria: a teoria do dominó.

A mensagem enviada por Washington é clara e brutal: o “quintal” americano será varrido, e qualquer governo que ouse desafiar a hegemonia ou aproximar-se de potências como a China e a Rússia será removido, por meios cirúrgicos e sem o constrangimento de mediações multilaterais. A Venezuela, rica em petróleo e aliada de Moscou e Pequim, foi o laboratório perfeito para essa nova doutrina de restauração imperial, e a pergunta que agora ecoa de forma devastadora é: quem será o próximo? O Brasil, a peça mais preciosa e cobiçada do tabuleiro, está na fila.

BLOG DO LUÍS TÔRRES

Dias antes do início do Carnaval, o experiente e talentoso marqueteiro João Santana declarou em sua rede social que via como um equívoco a homenagem da Escola Acadêmicos de Niterói ao presidente Lula no desfile da Série A das escolas de samba do Rio de Janeiro. Lembrou que política e Carnaval nunca se misturam, pois é preciso ter limites nesta relação, visto que a festa é um extravasar das realidades materiais. E previu que, além de não ganhar nada com isso, ou seja, nem voto, nem ampliação de apoio, Lula ainda poderia registrar perdas.

Bom, agora só falta ser punido no TSE, pois só isso pioraria o quadro pintado por Santana. Porque, se tudo neste Brasil é debate sobre simbologia, foi muito ruim para Lula ver a Escola que fez a homenagem ficar em último lugar, sendo rebaixada para o grupo B. Quer perda conceitual maior do que essa?

Por Antônio Carlos Medeiros de Lucena*

Como turista e como cidadão que paga impostos, fiquei completamente estarrecido com tamanha falta de bom senso por parte do Ministério Público da Paraíba em relação aos comerciantes da orla de João Pessoa no estado da Paraíba.

Estes, permissionários das atividades de bares e restaurantes localizados no calçadão da orla, bem como em relação aos clientes que ali frequentam, foram afetados por uma medida questionável.

Estive lá neste carnaval com minha esposa e um casal de amigos e, como clientes, na hora de utilizarmos o banheiro privado do estabelecimento, nos deparamos com uma fila de gente vinda da rua, sem nenhuma relação com o referido local, e tivemos que esperar na fila para poder usar o banheiro.