O PODER
O despejado, por ordem da própria governadora Raquel Teixeira Lyra, foi o “inexistente” Gabinete do Ódio. A noite de ontem no Palácio do Campo das Princesas foi marcada por uma mudança às pressas. Mudança dessas de realocar cerca de cem pessoas de uma só vez para outro prédio. Isso à noite e na madrugada.
O Gabinete do Ódio, suposta milícia digital, revelado nos fatos publicados pela imprensa nacional e local, com riqueza de detalhes e documentos, determinou a mudança de local. Ao contrário do que se pensava, a milícia digital, conhecida como ‘Gabinete do Ódio’, não funcionava até ontem na remota Arena Pernambuco. Era no próprio coração do poder, no próprio Palácio das Princesas.
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A providência foi adotada após o assistente da Governadora, Amisaday Andrade, que parte da imprensa já chama de “homem bomba”, falar, em vídeos e áudios, sobre todos os meandros do funcionamento do Gabinete do Ódio no próprio Palácio do Campo das Princesas. Muita gente nomeada em cargos comissionados, muito movimento de profissionais de marketing, jornalismo e propaganda em um dos anexos do Palácio. Estranho, muito estranho, para o local destinado ao trabalho de quem governa o Estado.
As paredes do Palácio, que veem e escutam tudo, testemunharam que a operação de remoção foi comandada diretamente pela vice Priscila Krause e pelo chefe de Gabinete, primeiro nome Eduardo. A ordem foi: “Na manhã de quinta, não pode ter mais ninguém lá”.
Ou seja, se a operação deixou tudo limpo, o Palácio de Raquel pode ser vistoriado. Mas a equipe e o material estão escondidos em algum lugar.
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