Coluna da quinta-feira

Presença de suposto líder de ‘gabinete do ódio’ no Palácio complica versão de Raquel

Documentos revelados pelo Metrópoles registram ao menos duas entradas de Amisadai Andrade no Campo das Princesas e dão novo peso à gravação em que ele afirma ter feito reunião no Palácio para tratar de atuação contra João Campos. A revelação de que Amisadai Andrade da Silva, apontado como suposto articulador de uma rede de ataques contra adversários da governadora Raquel Lyra (PSD), esteve ao menos duas vezes no Palácio do Campo das Princesas acrescenta um elemento objetivo a um caso que, até então, estava concentrado principalmente no conteúdo das gravações exibidas pela TV Record.

Os registros de acesso revelados pelo Metrópoles não comprovam, por si só, o conteúdo das reuniões, mas confirmam que Amisadai efetivamente frequentou a sede do Governo de Pernambuco. E isso complica politicamente a posição da governadora. A informação ganha ainda mais relevância porque surge poucas horas depois de Raquel contestar publicamente o relato do próprio Amisadai e cobrar “provas”.