Nenhum dos mortos identificados estava na denúncia que baseou operação

Do Poder360

Nenhum dos 109 mortos na megaoperação contra o CV (Comando Vermelho) identificados até ontem (1º) está na lista de 68 nomes denunciados à Justiça pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). A denúncia apresentada pelo órgão foi usada como base para o planejamento da ação que deixou 121 mortos – sendo 4 policiais – e prendeu 113 pessoas na terça-feira (28).

O documento obtido pelo Poder360 reúne nomes da cúpula do CV e de diferentes níveis da estrutura criminosa. Os denunciados, no entanto, não aparecem na lista parcial de mortos. Até a tarde de sábado (1º), ainda havia 8 corpos a serem identificados. Eis a comparação das listas de mortos já identificados e dos denunciados pelo MP (clique aqui para ler).

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Uma pesquisa divulgada ontem (1º) pelo instituto Genial/Quaest revelou que 64% dos moradores do Rio de Janeiro aprovaram a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na semana passada. A ação conjunta das polícias Civil e Militar terminou com 121 mortos, incluindo quatro policiais, e foi considerada a mais letal da história do estado. Segundo o levantamento, 98% da população entrevistada tomou conhecimento da operação.

O estudo, feito entre os dias 30 e 31 de outubro, ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, de diferentes regiões do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. De acordo com os dados, 27% dos entrevistados desaprovaram a operação, 6% não se posicionaram e 3% não souberam ou não quiseram responder. A ampla maioria, porém, também defende a continuidade das ações: 73% acreditam que a polícia deve realizar operações semelhantes em outras comunidades. As informações são do portal g1.

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Da Agência Brasil

Movimentos sociais de várias partes do Brasil realizaram ontem (31) manifestações contra megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. A operação foi a maior e a mais letal do estado, com 121 mortos, quatro deles policiais. A ação foi duramente criticada pela letalidade, por diferentes instituições, pesquisadores e parcela da sociedade. O ato, “Chamada geral contra a morte: o Estado mata negros e pobres no Rio de Janeiro e no Brasil”, manifestou luto e solidariedade às vítimas e exigiu apuração transparente e independente das mortes e responsabilização dos envolvidos.

No Rio de Janeiro, a mobilização aconteceu no Complexo da Penha e contou com a participação do Instituto Papo Reto, Raízes em Movimento e Voz das Comunidades. Entre os manifestantes, estavam moradores da comunidade, como Liliane dos Santos, que relatou o pânico vivido no dia da ação. “No dia da operação, pra gente foi um um baque. Foi um dia desesperador pra gente, que parece que o tiro estava sendo dentro de casa”.

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A gestão Cláudio Castro (PL) chegou ao seu maior índice de aprovação desde 2022, com 40% dos moradores do Rio de Janeiro e da região metropolitana da capital achando o trabalho ótimo ou bom, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (1º).

A proporção de quem desaprova o governo também chegou ao patamar mais alto, com 34% na soma de ruim e péssimo. Já 23% consideraram o governo regular, índice mais baixo no período do levantamento. As informações são da Folha de S.Paulo.

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Do Brasil de Fato

Pesquisa Datafolha publicada neste sábado (1º) mostra que 77% dos moradores da capital e da região metropolitana do Rio de Janeiro consideram que é mais importante uma investigação para combater o crime organizado do que simplesmente matar criminosos. Outros 20% concordam com a afirmação. O levantamento foi feito por telefone com 626 pessoas acima de 16 anos nos dias 30 e 31 de outubro, apenas nessa região.

Para 73% dos entrevistados, a ideia de que “quem morre em operação policial é sempre bandido” está errada, enquanto 23% concordam com essa afirmação. Além disso, 45% discordam da afirmação, popular entre políticos de direita e extrema direita, de que “bandido bom é bandido morto”, enquanto 51% concordam.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o agendamento de uma audiência com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na próxima segunda-feira. A reunião vai se somar à série de encontros que o magistrado terá com autoridades do estado para debater a megaoperação policial da última terça-feira.

A inclusão do encontro com Paes foi determinada ontem (31). Segundo o despacho, a reunião já havia sido previamente acordada entre os dois. Além do prefeito, Moraes irá se reunir com o governador do estado, Claudio Castro. A previsão é que a audiência ocorra no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar, no Centro do Rio. Depois, o ministro deve visitar as sedes dos demais órgãos convocados, como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública. As informações são do jornal O Globo.

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Por Tales Faria – Correio da Manhã

Levantamentos sobre a popularidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), encomendados por aliados serviram como um dos motivos para o Palácio Guanabara deflagrar a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira, 28.

Balanço feito até 17h do dia seguinte apontou 121 mortes (expectativa é que o número pode aumentar), sendo quatro policiais. Em entrevista coletiva, o governador classificou a operação como “um sucesso” e repetiu não ter tido a colaboração do governo federal.

O presidente Lula recomendou à sua equipe calibrar o discurso sobre a megaoperação no Rio, evitando uma posição de ataque frontal ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O resultado foi a decisão tomada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em parceria com Castro, de criar um escritório emergencial de combate ao crime organizado. As informações são do blog do Valdo Cruz.

Segundo assessores de Lula, o governo não podia ficar com a imagem de quem defende traficantes, principalmente depois da frase infeliz e equivocada do presidente, de que traficantes são vítimas dos usuários. Além disso, o governo também não podia passar o recado de que não aceitava trabalhar em conjunto com o governador Cláudio Castro, exatamente porque a PEC da Segurança Pública prega ação unificada.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou, hoje, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou “estarrecido” com número de mortes na megaoperação contra o crime organizado realizada ontem, no Rio de Janeiro.

A operação que mirou a facção Comando Vermelho (CV) foi considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, nos complexos do Alemão e da Penha. Mais de 130 pessoas morreram.

Do G1

Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 72 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada de hoje, o dia seguinte à operação mais letal da história do RJ. Desde terça (28), houve ao menos 130 mortes:

  • O governo havia informado em balanço na terça que havia 64 mortos, sendo que 4 eram policiais civis e militares.
  • Mas, na manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro (PL-RJ) só confirmou oficialmente 58 mortos, sendo que eram 54 criminosos. Ele não esclareceu por que o número do balanço de ontem foi alterado.
  • Já os corpos levados à praça na Penha nesta quarta não constavam nos números oficiais, informou o secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira.