Não é de hoje que a Adelivros se beneficia da benesse de Raquel Lyra (PSDB) em processos que dispensam licitação. Enquanto prefeita de Caruaru, a tucana contratou a empresa, que possui zero de capital social, para ser fornecedora de materiais didáticos em sua gestão de 2017 a 2019.
No caso da capital do Agreste, o valor sem licitação não chegou nem perto dos R$ 52,5 milhões que a Secretaria de Educação tentou formalizar no termo de fomento, em extrato publicado e depois cancelado no Diário Oficial. Lá, o aporte saiu pela bagatela de R$ 786 mil, praticamente uma pechincha se comparado com o aporte milionário que a Adelivros iria levar do cofre estadual.
Em resposta, após a denúncia feita por este blog e a repercussão negativa do caso, a Secretaria de Educação e Esportes cancelou a inexigibilidade de licitação para contratar uma única empresa privada por R$ 52,5 milhões para realizar a Feira Nordestina do Livro (Fenelivro). O recuo ocorreu na edição de hoje do Diário Oficial do Estado. Entenda ocaso clicando aqui.
O professor Alípio Silveira, em cujos livros estudaram muitos ministros e ex-ministros do Supremo, dizia que juiz não aplica a lei a partir de sentimentos pessoais ou simpatias de qualquer natureza. Se existir conflito entre o mandamento da lei e a opinião do juiz, sucumbe a opinião do juiz.
O Supremo foi empurrado para uma encruzilhada nesta crise sem precedentes porque sentimentos pessoais e simpatias prevaleceram e, em alguns casos, a opinião do juiz valeu mais que a letra da lei. E, assim, a Corte foi se enredando num labirinto.
No próximo 15 de setembro, terá de decidir se investiga, ou não, o ministro Alexandre de Moraes. Serão oito os ministros aptos a votar, porque Dias Toffoli já se deu por impedido e Moraes não participará da sessão. Estarão presentes Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino, André Mendonça, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Como serão sete ministros a votar, o presidente Edson Fachin não deve dar seu voto de minerva. O resultado tende a ser 4 X 3 para um ou para outro lado.
O problema é que, independentemente da decisão, a Corte precisará de um grande trabalho de resgate. O Tribunal não pode viver uma disputa permanente de poder político, como estamos assistindo. Não é aceitável que seus juízes mirem adversários do governo ou da oposição em plena reta final de uma eleição disputadíssima, tanto para os cargos majoritários quanto para a Câmara dos Deputados.
Há questões muito delicadas, muito além dessas disputas, que aprofundam o labirinto em que se meteu o Supremo. A principal é a suspeita de que, além de André Mendonça, os ministros Kássio Nunes Marques e Luiz Fux, ou seus familiares, teriam sido investigados ilegalmente. Circularam notícias nesse sentido, e é importante uma confirmação, porque, além de ilegal, é mais uma aresta a ser aparada.
No dia em que o Supremo se reunir para decidir sobre o caso Alexandre de Moraes, o Brasil inteiro estará ligado na TV Justiça acompanhando o que, inevitavelmente, transformará essa reunião em mais um round da disputa eleitoral. As pesquisas internas do PT e do PL indicam que a imagem do presidente Lula está muito associada à de Alexandre de Moraes. Antes do início da campanha, a base parlamentar do presidente explorou essa associação como um ativo. Mas, assim como certos investimentos de risco do mercado financeiro, ele perdeu valor na medida em que o Caso Master foi ocupando o noticiário com mensagens que, uma vez esclarecidas por investigação isenta, podem comprovar se o ministro cometeu ilegalidade nas relações com Daniel Vorcaro.
A corte já passou por momentos muito difíceis, mas nenhum deles como o de agora. Em 10 de março de 1971, o ministro Adaucto Lúcio Cardoso (1904-1974) tirou a toga e anunciou sua renúncia ao cargo como protesto por a Corte ter decidido pela constitucionalidade da censura prévia imposta pela ditadura militar aos meios de comunicação e aos livros. Ex-presidente da Câmara, apoiou o golpe de 1964 na ilusão de que, uma vez expurgados Jango e os comunistas, a normalidade democrática seria retomada. Carlos Lacerda acreditou na mesma lorota, assim como Juscelino Kubitschek, então senador por Goiás, eleitor de Castelo Branco no colégio eleitoral que legalizou a posse do 1º general presidente.
O problema de Adaucto, Lacerda e JK é que eles imaginaram serem amigos do monstro, crédulos de que ele mirava só o ex-presidente, seus aliados e a esquerda, que nunca seriam molestados. Esse é sempre o maior problema de quem acredita em monstros amigos e, mais dia menos dia, acabam por eles engolidos. Foi assim com Adaucto, de ministro a inimigo do regime, JK de eleitor de Castelo Branco a político cassado e exilado, e Carlos Lacerda, também cassado.
No fim dos anos 1990, o Brasil viveu um dos piores escândalos de corrupção do Judiciário, quando o juiz Nicolau dos Santos Neto, o juiz Lalau, foi flagrado desviando dinheiro das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, cuja construtora pertencia ao então senador Luiz Estevão. Uma CPI foi instalada. O desvio apurado pelo Ministério Público chegou a mais de R$ 169 milhões em dinheiro da época. O juiz foi preso e depois condenado. Luiz Estevão, cassado pelo plenário do Senado em 28 de junho de 2000, foi condenado e preso.
A crise provocada por Nicolau dos Santos Neto criou reação no Congresso e na própria Justiça. Veio a reforma do Judiciário por meio da Emenda Constitucional 45 de 2004. Foi abolido o cargo de juiz classista, criado o Conselho Nacional de Justiça e instituída a súmula vinculante, obrigando os demais órgãos do Judiciário e a administração pública a seguirem entendimentos consolidados da Corte.
Para sair do labirinto imposto pela crise atual, será necessária nova reforma do Judiciário, a ser tratada pelo Congresso eleito em 4 de outubro. Não há outro caminho para resgatar a Corte. Nos últimos dias, foram inúmeras as pressões para o desfecho racional da crise. A principal chegou numa carta assinada por 13 ex-ministros do Supremo, dirigida ao presidente Edson Fachin, pedindo solução para o impasse sob pena de o Tribunal perder o prestígio e a credibilidade perante o povo e comprometer a estabilidade democrática.
Os magistrados subscritores da carta cumpriram seu papel institucional com zelo e todos, sem exceção, deixaram o Tribunal levando com eles os louros da dignidade e da moralidade. Ministros que conheci de perto, como Nelson Jobim ou Sepúlveda Pertence, foram brilhantes não somente pelo conhecimento e cultura jurídica, mas pelas escolhas refletidas nas suas condutas enquanto juízes.
Alípio Silveira era irmão do meu avô. Seu sobrinho, o ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Silveira Neto, nas conversas em volta da mesa, depois do almoço de família, dizia que, quando alguém é nomeado para o Supremo entra para a história querendo ou não. Mas, apesar disso, o novo ministro tinha de decidir se entraria para a história pela porta da frente ou pela porta dos fundos.
Os jardins de chuva são um tipo de infraestrutura verde que ajudam as cidades a lidar com as mudanças climáticas. Essas estruturas recebem a água da chuva e ajudam a infiltrar no solo, reduzindo e desacelerando o escoamento que poderia gerar alagamentos.
Todo o processo começa com a chuva que cai sobre telhados, calçadas ou qualquer superfície impermeável. Nas cidades, essa água escoa e procura os meios-fios das ruas e bocas-de-lobo por onde seguem para as galerias de drenagem. Quando a galeria fica sobrecarregada, as ruas alagam, provocando transtornos. Com o jardim de chuva esse processo é interrompido, e a água antes de chegar às galerias passa por um jardim de chuva.
Aparentemente, parecerá um canteiro como qualquer outro na cidade. Porém, no subsolo dessas estruturas há muita tecnologia e ciência. Camadas de materiais escolhidos minuciosamente são capazes de captar, armazenar e infiltrar grandes quantidades de água no solo. Além do benefício para a cidade, reduzindo os alagamentos, os jardins ajudam a recarregar o lençol freático e reduzem as altas temperaturas dos centros urbanos, tornando o clima mais ameno, principalmente, em tempos de mudanças climáticas e ondas de calor.
Benefício reconhecido
Em São Paulo, a experiência na construção de grandes estruturas cinzas, como os piscinões e canais, mostrou que é preciso muito mais do que medidas convencionais para resolver os alagamentos. Ou ainda, que tais estruturas, além de muito caras, tem muitas limitações, em um mundo com incertezas quanto ao futuro das águas nas cidades, necessitando alternativas sustentáveis, duráveis e econômicas. Para isso, a cidade tem espalhado jardins de chuva, onde hoje já são 528 implantados com meta de dobrar esse número nos próximos dois anos.
Jardins de chuva são elementos importantes na infraestrutura de cidades dos Estados Unidos, utilizados no gerenciamento das águas pluviais, em busca de um urbanismo sensível às águas. Nova York, por exemplo, possui um plano de infraestrutura que inclui jardins de chuva desde 2010, e hoje já são mais de 4.500 implantados. Com tamanhos variados, cada estrutura consegue reter e manejar até 7 m³ de águas pluviais.
Estrutura em camadas
Além dos cuidados que uma obra requer, se você deseja construir um jardim de chuva e contribuir para reduzir os alagamentos, deve ficar atento a alguns detalhes. Basicamente, é feita uma vala de largura 2 metros e comprimento 5 metros, que varia conforme a disponibilidade do local. A profundidade está em torno de 1 metro, limitada a existência de lençol freático. A primeira camada no fundo é a camada de suporte, com um material permeável como o pó de pedra envolvido em geomembrana, que permite passar a água, mas segura os agregados. Acima dessa camada, vem talvez a camada mais importante, composta por brita nº 3, onde a água ficará armazenada por um tempo, permitindo a infiltração, que ocorre lentamente no solo.
Uma boa camada de substrato para as plantas sobre a brita é importante para que a vegetação permaneça saudável no jardim de chuva. As plantas irão ajudar na redução da temperatura, sejam arbustivas, herbáceas ou até árvores de pequeno porte compatíveis com o tamanho da estrutura.
Assim, os jardins de chuva representam muito mais do que um elemento paisagístico no cenário urbano, eles são um verdadeiro pacto de resiliência entre a cidade e a natureza. Ao aliar ciência, sustentabilidade e infraestrutura verde, essas estruturas provam que a solução para os desafios climáticos do futuro não está apenas em grandes obras de concreto, mas em reaprender a conviver com o ciclo natural das águas dentro do próprio ambiente urbano. Seja por meio de políticas públicas ou de iniciativas locais, investir nessa tecnologia é pensar em uma cidade preparada para as próximas gerações.
*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
A mais recente rodada de pesquisa do Datafolha desenha com precisão a mudança de rota na disputa pelo Governo de Pernambuco: com a margem de erro de três pontos percentuais, os 47% de Raquel Lyra contra os 42% de João Campos colocam os dois líderes em um empate técnico real no limite da amostragem, reabrindo de vez uma corrida que muitos davam como precoce definição.
Mais do que a simples flutuação de dígitos, o que a pesquisa reflete é a recompensa de uma escolha tática e comportamental certeira do candidato do PSB. Em disputas acirradas, o instinto inicial de muitas campanhas acuadas costuma ser a retração ou o refúgio na vitimização.
João Campos optou exatamente pelo caminho inverso. No lugar de assumir o papel de vítima dos ataques ou das circunstâncias, assumiu a linha de frente. Chamou para si o peso da liderança, impondo um ritmo combativo e autônomo que devolveu energia à militância e restabeleceu sua posição como verdadeiro protagonista do processo eleitoral.
Essa guinada fica ainda mais nítida no contraste de tom com a adversária. Enquanto a largada da campanha governista apostou repetidamente em um semblante pesado, emotivo e de queixas, João contrapôs com sorriso no rosto, disposição e calor popular nas ruas.
Trocou o ressentimento pela proximidade física com o eleitor e por uma agenda robusta de futuro.
O crescimento nas intenções de voto não veio do vazio, mas da articulação de compromissos concretos que conversam direto com o bolso e as carências da população: a isenção total do IPVA para motos de até 180 cilindradas, a interiorização do exitoso Embarque Digital para formar jovens na economia do futuro e a promessa da construção de quatro novos grandes hospitais regionais para destravar a saúde no Estado.
Esse reposicionamento atingiu o ápice no primeiro grande confronto direto em Caruaru. No debate que colocou os postulantes cara a cara, João desmontou a blindagem moral da gestão estadual com precisão cirúrgica ao escancarar a questão do supersalário de Raquel. Ao demonstrar que a governadora acumulava remunerações e penduricalhos que chegam a quase três vezes o teto constitucional permitido, o candidato tirou a atual mandatária da zona de conforto e colocou a coerência do discurso oficial sob xeque.
A fotografia do Datafolha, portanto, não é um acidente estatístico. É o retrato de uma campanha que soube recalcular a rota, abandonar posturas defensivas e se colocar, com propostas nas mãos e coragem no microfone, como a alternativa viável para liderar Pernambuco.
DEBATE – Para acompanhar os desdobramentos desse confronto direto e ver os candidatos frente a frente discutindo suas propostas e divergências, assista ao debate entre Raquel Lyra e João Campos ocorrido ontem em Caruaru num pool de emissoras liderado pela rádio Cidade FM, do grupo do empresário Adolfo da Modinha. O vídeo é fundamental, porque traz a íntegra do primeiro embate cara a cara dos principais concorrentes ao governo estadual, em que o embate sobre remunerações e prioridades de gestão foi travado ao vivo.
Fujona e sem resposta para nada – Depois de levar uma verdadeira saraivada de cobranças de João Campos (PSB), candidato da oposição, a governadora Raquel Lyra (PSD) preferiu não enfrentar, pela segunda vez no mesmo dia, as perguntas que exigem respostas sobre o seu governo, cancelando sua ida ao debate da Nova TV, em Olinda. Para Raquel, seria o debate chuchu: sem respostas, sem posição e sem clareza, exatamente como tem sido sua estratégia. Ela não tem resposta para a saúde, para a segurança, para a falta de água, para sua relação com os bolsonaristas, em resumo, não tem respostas para nada.
Tarcísio se mantém na frente – Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, a nova pesquisa do Instituto Datafolha de ontem mostra que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, continua na liderança da disputa com 49% das intenções de voto. Fernando Haddad (PT), principal adversário, aparece em segundo lugar com 29%. O levantamento mostra um crescimento de ambos os candidatos. Na pesquisa anterior, feita em agosto, Tarcísio tinha 44% e Haddad 27%. Os outros candidatos não passam de 3% das intenções de voto.
Paes firme no Rio – Já no Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes, candidato do PSD a governador, segue na liderança da disputa pelo governo do Rio de Janeiro, com 43% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa Datafolha. Apesar da dianteira, Paes viu o aliado de Flávio Bolsonaro e presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Douglas Ruas (PL), reduzir a distância ao subir seis pontos percentuais na disputa e chegar a 25%. No levantamento anterior, em 22 de agosto, Paes tinha 41% e Ruas, 19%.
Cleitinho avança em Minas – A nova pesquisa do Datafolha para o governo de Minas Gerais mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança, com 37% das intenções de voto. Em seguida, aparecem o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) e o deputado Patrus Ananias (PT), com 11% e 13%, respectivamente. Na pesquisa anterior, Cleitinho aparecia com 32%, enquanto os candidatos do PT e PDT apareciam empatados com 12% cada.
CURTAS
MASTER 1 – Do presidente Lula (PT) ao se manifestar ontem, mais uma vez, sobre a crise no STF envolvendo o escândalo Master: “O povo brasileiro precisa saber a verdade. Abertura total do sigilo. Quem não deve não teme.”
MASTER 2 – “O ministro André Mendonça está certo, gente. Ele está sendo juiz. E, assim, eu queria muito que todos no Supremo fossem iguais ao André Mendonça, que não pesassem para lado nenhum. Investiga tudo, todo mundo, com transparência. Mostra para a imprensa, mostra para o povo, vamos ver quem é que está certo — afirmou Flávio Bolsonaro, por sua vez, durante agenda em Manaus.
FIM DO SIGILO – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, acolheu pedidos feitos pela Procuradoria-Geral da República e pelo ministro Alexandre de Moraes e solicitou ao ministro André Mendonça que levante, em até 24h, todo o sigilo sobre o caso do Banco Master. Mendonça tornou parte do processo público na noite de quinta-feira (10), mas manteve sob sigilo a investigação do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por causa do dinheiro recebido pelo banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme Dark Horse.
Perguntar não ofende: No debate da Globo, Raquel também não vai responder às perguntas?
A campanha pela reeleição do presidente Lula (PT) realiza, neste domingo (13), uma série de mobilizações em diferentes regiões de Pernambuco com o mote “Dia 13 com Lula nas ruas”. A convocação envolve diretórios municipais, militantes, candidaturas proporcionais, movimentos populares, lideranças e apoiadores, com ações previstas na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Entre as atividades estão caminhadas, bandeiraços, panfletagens, adesivaços, oficinas, porta a porta e encontros com eleitores.
Segundo o coordenador estadual da campanha em Pernambuco, deputado Carlos Veras (PT), a proposta é ampliar a presença da candidatura no Estado. “O dia 13 será uma demonstração da força da nossa militância e do carinho que Pernambuco tem pelo presidente Lula. Vamos ocupar as ruas, conversar com as pessoas, defender a soberania, a democracia e os direitos do povo brasileiro”, afirmou.
Entre as agendas confirmadas estão ações no Recife, Caruaru, Arcoverde, Olinda, Paulista, Petrolândia, Toritama, Vitória de Santo Antão, Jaboatão dos Guararapes e outros municípios. Na capital, a programação inclui adesivaço durante a Parada da Diversidade, pedalada com saída do Parque da Jaqueira, bandeiraço no Pina e caminhada na Várzea. As atividades começam pela manhã e seguem ao longo do dia em diferentes pontos do Estado.
O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) foi a um supermercado no Recife para criticar os preços de produtos básicos durante o governo do presidente Lula (PT). Acompanhado de consumidoras, o parlamentar percorreu os corredores e registrou valores de itens como feijão, macarrão, café e sabão. Uma das clientes, ao mostrar um pacote de mortadela, afirmou: “Essa aqui foi a picanha que Lula prometeu”. Outra relatou que o feijão passou de R$ 6 para R$ 8,99 e o macarrão de R$ 1,75 para R$ 2,99.
Feitosa também criticou a carga tributária embutida nas compras e afirmou que, em uma conta de R$ 330, cerca de R$ 180 corresponderiam a impostos. “R$ 180 que você poderia usar para comprar comida”, declarou. O deputado ainda mencionou o valor do Bolsa Família e disse que o benefício chegou a R$ 600 durante o governo Bolsonaro e não teve novo reajuste na atual gestão.
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a investigação contra o senador e seu aliado Flávio Bolsonaro (PL).
O governador afirmou à imprensa que “ninguém está acima da lei”. “A gente vai recuperar a credibilidade com transparência, investigação e responsabilização. É isso que a gente defende. Isso vale para todo mundo. Isso vale para o Flávio, pro Lulinha, Careca do INSS, pro Master”, disse Tarcísio. As informações são do UOL.
Após agenda de campanha, o candidato foi questionado sobre Flávio ser investigado no caso Dark Horse, filme que conta a história de seu pai Jair Bolsonaro. “Tudo tem que ser passado a limpo. Eu defendo transferência absoluta”, disse o governador. O senador é aliado de Tarcísio e conta com a popularidade do governador para atrair votos no estado de São Paulo.
Segundo Tarcísio, o candidato à Presidência do PL tem prestado os esclarecimentos. “Se aparecer alguma coisa nova, pode ter certeza que ele estará pronto para dar esclarecimentos”, disse. Para o governador, as pessoas estão “cansadas” com a crise desencadeada no STF. “O brasileiro tem o direito de saber o que está acontecendo e a gente precisa investigar à exaustão”.
“Qual é o nosso desejo? Que tudo venha às claras. O Master é um grande escândalo nacional. As pessoas estão exaustas. Existe no Brasil uma situação de exaustão ética. As pessoas estão descrentes da política e quanto mais transparência a gente tiver, melhor. Aquilo que tá hoje, que faz parte dos inquéritos, que foi investigado pela polícia, tem que virar público. As pessoas têm que saber o que aconteceu” — Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
A abertura de um inquérito para investigar a atuação de Flávio no financiamento do “Dark Horse” se tornou pública hoje após André Mendonça atender o pedido do presidente do STF. Edson Fachin solicitou ao ministro e relator da investigação do Master a quebra do sigilo dos processos relacionados ao banco.
Mendonça autorizou a Polícia Federal investigar Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Os agentes apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) subiram o tom nesta sexta (11) e passaram a afirmar que, se um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes for julgado na sessão de 15/9 sem que o mesmo aconteça com André Mendonça, não sobrará ‘pedra sobre pedra’ no debate.
Eles afirmam que diversos magistrados da Corte já foram alvos de denúncias, inclusive de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e que, se for para passar o STF a limpo, será oportuno, no mesmo dia, discutir os ‘podres’ de todos os outros que estarão presentes no debate. As informações são da Folha de S. Paulo.
Um dos magistrados deu como exemplos as novas denúncias de envolvimento financeiro de Dias Toffoli com o mesmo Vorcaro com quem Moraes teve relações, e as revelações de que Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques, recebeu recursos de uma consultoria tributária abastecida com dinheiro do Banco Master e da JBS.
De acordo com a Folha, a Consult Inteligência Tributária recebeu R$ 18 milhões das duas empresas, e contratou o escritório do filho do ministro por R$ 281,6 mil no período. Ele tem 25 anos.
Os mesmos ministros afirmam também que o próprio André Mendonça vai ser instado, na sessão, a explicar em detalhes o encontro que teve com Daniel Vorcaro a pedido de um advogado, em março do ano passado.
Dizem ainda que Mendonça será questionado sobre a possibilidade de abrir as contas do Iter, o instituto educacional que ele inaugurou depois que assumiu o cargo no STF e que faturou R$ 4,8 milhões de contratos públicos em 2025, quando tinha apenas um ano de funcionamento.
A instituição tem contratos também com empresas privadas.
Citam ainda a relação social de Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, com Daniel Vorcaro. Ele foi ao Sambódromo do Rio de Janeiro a convite do ex-banqueiro e participou com ele de uma degustação de uísque.
“Vamos investigar todos de uma vez”, afirma um magistrado.
A única solução possível para que se chegue a um acordo mínimo entre os magistrados para estancar a crise, disseram magistrados à coluna, é o presidente da Corte, Edson Fachin, colocar em votação tanto o pedido de investigação contra Moraes por envolvimento com Vorcaro quanto o pedido de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade.
Defendem ainda que Fachin assuma a relatoria das investigações contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afastando Mendonça do caso.
OUTRO LADO
André Mendonça deixou neste mês a sociedade do Iter, que afirma nunca ter distribuído lucro. Sobre o encontro com Vorcaro, ele diz que a iniciativa partiu do ex-banqueiro, que se limitou a ouvi-lo e que votou contra as posições defendidas por ele em demandas no STF.
Rodrigo Fux afirma que nunca advogou para Vorcaro.
O ministro Kassio Nunes Marques disse, na época da revelação dos repasses de uma consultoria tributária a seu filho, que não tinha relação alguma com Vorcaro.
Dias Toffoli diz, em nota, que “jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior” e que “jamais realizou qualquer operação direta ou indiretamente nas Ilhas Virgens Britânicas”, negando revelações feitas nesta sexta (11) pela revista Piauí.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Leila do Vôlei (PDT) mantêm a liderança na disputa por duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11).
Michelle tem 21% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Leila apresenta 18%. A diferença se dá na margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, quadro considerado como empate técnico.
A candidata do PDT também empata tecnicamente com Bia Kicis (PL), que apresenta 15% das menções, e Erika Kokay (PT), com 14%. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na pesquisa Datafolha anterior, divulgada em 21 de agosto, Michelle apresentava 19% das intenções de voto, superando Leila (16%), Erika (12%) e Bia Kicis (11%).
Sebastião Coelho (Novo), Professor Guilherme Amorim (UP) e Ronaldo Fonseca (PSD) têm 2% das intenções cada. Já Tiago (Agir), Guto Felício dos Santos (PSDB), Marley (Avante), Avenir Rosa (Democrata) e David Horn (PCO) apresentam 1% cada, enquanto Zanata (PSTU) não pontuou.
O percentual de candidatos declarando intenção de voto branco, nulo ou em nenhum candidato caiu de 16% para 11% entre as duas pesquisas. Os indecisos são 9%, ante 14% do levantamento passado.
Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, o percentual de indecisos caiu de 67% para 49% desde o fim de agosto. Michelle foi de 8% para 15% das menções, enquanto Bia Kicis subiu de 4% para 11%.
Em seguida, Leila apresenta 7% das menções, ante 5% na pesquisa anterior, e Erika Kokay variou de 4% para 6%. O percentual de eleitores que desejam votar branco ou nulo se manteve em 8%.
Entre eleitores de Celina Leão (PP), que lidera em intenções de voto na disputa ao governo do DF, Michelle (31%), Bia Kicis (24%) e Leila (13%) têm mais menções de voto. Kokay aparece com 8%.
Na parcela que declara voto em Arruda, Michelle (24%) e Leila (23%) são as mais citadas, seguidas por Bia Kicis (15%) e Erika Kokay (12%). Já entre o eleitorado de Grass, 40% das intenções de voto são direcionadas para Erika Kokay, enquanto 38% mencionam voto em Leila.
O instituto ouviu 910 eleitores do Distrito Federal de terça-feira (8) a esta sexta (11). O levantamento está registrado com os códigos DF-06055/2026 e BR-04623/2026 no Tribunal Superior Eleitoral e foi encomendado pela Folha e TV Globo.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A assessoria da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) divulgou, na tarde desta sexta-feira (11) uma nota à imprensa na qual esclarece que não é verdade que a chefe do Executivo recebe um salário que ultrapassa o teto constitucional.
O motivo da nota foi o comentário do ex-prefeito João Campos (PSB), que no primeiro debate entre candidatos ao governo de Pernambuco, realizado na manhã desta sexta-feira (11), afirmou que a adversária dele é “fura-teto”. As informações são do Blog da Folha.
“Você sabia que a candidata Raquel é fura-teto? Você sabia que a candidata, que declarou R$ 1 na sua conta corrente, recebe três vezes mais do que o salário do governador? Isso tem indícios claros de inconstitucionalidade. Se colocar tudo que recebeu nesse período, dá mais de R$ 1 milhão de forma inconstitucional”, afirmou João Campos.
“A tentativa de apresentar uma única remuneração como acúmulo é falsa e busca confundir o eleitor”, diz um excerto do documento. Leia o conteúdo da nota, na íntegra, abaixo:
NOTA DA CAMPANHA
Não procede a acusação de que a governadora Raquel Lyra recebe remuneração acima do teto constitucional.
Ao assumir o Governo de Pernambuco, Raquel optou por não receber o subsídio de governadora e manteve exclusivamente a remuneração do cargo efetivo de procuradora do Estado, conquistado por concurso público. Portanto, não há acúmulo de salários nem soma de remunerações. A opção está prevista no art. 6º da Lei Estadual nº 18.139/2023, norma geral e impessoal, aprovada pela Assembleia Legislativa e atualmente em vigor.
A tentativa de apresentar uma única remuneração como acúmulo é falsa e busca confundir o eleitor.
Pernambuco precisa discutir o que realmente importa: creches, hospitais, segurança e resultados. A campanha da governadora está pronta para esse debate.
Segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais com 37% das intenções de voto no primeiro turno.
Ele é seguido pelo deputado federal Patrus Ananias (PT) e pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), com 13% e 11%, respectivamente. As informações são da CNN.
Na sequência, Mateus Simões (PSD), o vereador por Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e Flávio Roscoe (PL) aparecem empatados, todos com 4%.
O professor Túlio Lopes (PCB) teve 3%. Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Henrique Áreas (PCO) tiveram 1%, cada. Indira Xavier (UP) não pontuou.
Os eleitores indecisos somam 10%, e os que votariam em branco e nulo são 11%.
Segundo Turno Na simulação de segundo turno entre Cleitinho e Kalil, o senador aparece na liderança, com 54% das intenções de voto, contra 29% de Kalil.
Nesse cenário, 11% dos entrevistados afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6% não souberam responder.
Em outra simulação de segundo turno, desta vez entre Cleitinho e Patrus, a vantagem do candidato do Republicanos é ainda maior. Cleitinho registra 59% das intenções de voto, enquanto Patrus aparece com 24%.
Nesse cenário, 12% dos eleitores declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 5% disseram não saber em quem votariam.
Metodologia A pesquisa Datafolha entrevistou 1.204 eleitores de Minas Gerais entre os dias 8 e 10 de setembro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo jornal Folha de S.Paulo e Grupo Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo MG-01611/2026.
A cerca de três semanas para o início das eleições, pesquisa Datafolha mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto ao Planalto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 44%. O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Já 8% declaram voto branco ou nulo, enquanto 1% está indeciso. Na rodada anterior, o petista tinha os mesmos 46%, enquanto o bolsonarista alcançava 44%.
O Datafolha mostra também situação de empate técnico no segundo turno entre Lula e Augusto Cury (Avante). O petista lidera contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o ativista Renan Santos (Missão).
A pesquisa foi realizada em meio aos desdobramentos mais recentes da crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Os pesquisadores foram às ruas entre terça-feira, dia em que o ministro André Mendonça afastou Andrei Rodrigues da função de diretor-geral da Polícia Federal (PF), e sexta-feira, quando parte do sigilo do Caso Master foi derrubada.
O levantamento foi contratado pela “Folha de S. Paulo” e pelo grupo Globo. Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre os dias 8 e 11 de setembro. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi cadastrada junto à Justiça Eleitoral com o código BR-01833/2026.
Nova pesquisa Datafolha ao governo do Distrito Federal divulgada nesta sexta (11) mostra a atual chefe do Executivo da capital federal, Celina Leão (PP), na liderança isolada, com 40% das intenções de voto.
Em segundo lugar há um empate técnico entre José Roberto Arruda (PSD), com 17% das menções, e Leandro Grass (PT), com 16% As informações são da Folha de S. Paulo.
Na pesquisa anterior ao governo do DF, divulgada em 21 de agosto, Celina tinha 30% das intenções de voto, contra 28% de Arruda e 11% de Grass.
O levantamento atual também mostra Paula Belmonte (PSDB) com 6% das intenções. Na sequência, Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo) têm 3% das menções cada. Professor Robson Raymundo (PSTU) apresenta 2% e Professora Samara Mineiro (UP) tem 1%. Os demais candidatos não pontuaram.
O Datafolha também avaliou um cenário sem Arruda entre os nomes apresentados ao eleitor. Isso porque o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) decidiu de forma unânime, em 3 de setembro, barrar a candidatura do candidato do PSD. O ex-governador tenta reverter a decisão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
No cenário sem Arruda, a atual governadora vai a 45% e amplia a vantagem sobre o segundo colocado, Leandro Grass, que aparece com 19%.
Já na disputa para duas vagas ao Senado pelo DF, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a Leila do Vôlei (PDT) mantêm a liderança, com 21% e 18% das intenções, respectivamente. Ambas subiram dois pontos percentuais desde agosto.
No levantamento atual, Leila empata tecnicamente com Bia Kicis (PL), que apresenta 15% das menções, e Erika Kokay (PT), com 14%. O percentual de intenção de voto nulo ou branco ao Senado caiu de 16% para 11%, e de indecisos foi de 14% a 9%.
A pesquisa Datafolha mostra que Celina Leão tem a preferência de 34% dos eleitores que votariam em Arruda. Outros 15% dos votos do candidato do PSD migrariam para Grass, enquanto 11% beneficiariam Paula Belmonte; 18% dos eleitores de Arruda dizem que preferem votar branco ou nulo, caso ele não participe.
Na pesquisa espontânea de intenções de voto, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Celina tem 30% das menções, ante 21% em agosto, seguida por Arruda, que oscilou dentro da margem de erro, de 12% para 11%. As menções a Grass subiram de 6% para 11% entre as duas pesquisas.
O levantamento ainda aponta Arruda rejeitado por 33% dos eleitores, que não votariam nele de jeito nenhum no primeiro turno. No mesmo patamar, considerando a margem de erro, Celina e Grass têm rejeição de 28% dos entrevistados cada.
O instituto ouviu 910 eleitores de todas as regiões do Distrito Federal de terça-feira (8) a esta sexta (11). O levantamento está registrado com os códigos DF-06055/2026 e BR-04623/2026 no Tribunal Superior Eleitoral e foi encomendado pela Folha e TV Globo.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
2º turno
O Datafolha simulou três cenários de segundo turno na disputa pelo governo do Distrito Federal. No embate entre Celina e Arruda, a governadora tem 51% das intenções, contra 34% do oponente. Outros 13% dos eleitores estão indecisos e 2% votariam em branco ou nulo.
Celina tem 56% das intenções na eventual disputa contra Grass no segundo turno. O petista tem 30% das menções. Há ainda 12% de votos em branco ou nulo e 3% de indecisos.
Na disputa entre Arruda e Grass, o candidato do PSD tem 46% das intenções de voto, contra 34% do petista, enquanto 18% votam em branco ou nulo e 2% estão indecisos.