Lamentável os atos antidemocráticos e de vandalismo que aconteceram em Brasília, no último domingo, dia 08. Liberdade não pode ser confundida com violência! Momento triste para a história do nosso país.
O presidente Lula foi eleito democraticamente e isso deve ser respeitado. Espero que todos os envolvidos nesses atos terroristas absurdos, sejam punidos. Chega de ódio e de radicalismo.
Ontem, o presidente Lula, ministros do seu governo, dos Tribunais Superiores e, governadoras e governadores do Brasil, em um ato democrático, deram o troco a esses vândalos
A camisa Canarinha na Copa do Mundo de Futebol é uma espécie de bandeira nacional. Ela encarna o orgulho da Nação, a Pátria de Chuteiras, como dizia o dramaturgo Nélson Rodrigues. A Seleção Brasileira é a única Pentacampeã nas 22 edições do torneio. Há décadas, os atletas vitoriosos são homenageados com destaque profissional e social. E, mais recentemente, a glória vem sendo expressa em dinheiro, muito dinheiro.
Mas, no passado, nas primeiras copas que ganhamos – 1958, 1962 e 1970 – o mais valioso era estar no selecionado, o ponto mais alto que um profissional da bola poderia aspirar. O sucesso financeiro poderia vir depois ou não. No entanto, a representação da Pátria vinha em primeiro lugar. Hoje, este “manto sagrado amarelo”, que já foi tido como símbolo de grande valor patriótico, serve apenas para encobrir gordas contas bancárias.
Até a Copa de 1970, quando fomos tricampeões no México e ficamos de vez com a Taça Jules Rimet, o time brasileiro com seus craques de excelência e inesquecíveis, só recebeu prêmios mixurucas para vitórias maiores. Segundo a imprensa da época, o então prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, deu de presente aos tri-vitoriosos 25 Fuscas verdes-musgo, zero quilômetro, comprados com dinheiro público da prefeitura. Levaram os automóveis os jogadores e à comissão técnica de futebol dias depois de terem levantado a taça no Estádio Azteca.
A Folha de São Paulo registrou que na entrega dos Fuscas, no Parque Ibirapuera, jogadores comemoraram o presente: “É o primeiro carro da minha vida”, disse Jairzinho, o “Furacão da Copa”. O lateral-esquerdo Everaldo afirmou que já tinha um automóvel e que daria o novo para a esposa. A mesma coisa prometeu Zagallo, o técnico, que possuía um Opala.
Na cerimônia de entrega, quase todos disseram que “presente não se vende”, segundo a reportagem da Folha relatou. A exceção foi o atacante Paulo Cézar Caju, que não “tinha problemas com isso”: disse que venderia o automóvel para comprar um apartamento. Ou o carro valia muito como lembrança do maior evento do futebol do mundo, um item para colecionador, ou o apartamento era uma kitnet com um único cômodo.
Vários jogadores acabaram se desfazendo do Fusca de Maluf logo depois de receberem o agrado – e o paradeiro dos automóveis se perdeu quase cinco décadas depois. Piazza, por exemplo, vendeu o fusquinha para investir em um posto de gasolina. O zagueiro reserva Baldochi conta que achava o Fusca pequeno – ele tinha 1,89 metro de altura. “Vendi logo depois. Eu queria um carro maior”, disse.
Os automóveis oferecidos por Paulo Maluf se tornaram um processo judicial de 36 anos – foi a primeira e, por muito tempo, única condenação do tradicional político paulistano. A Justiça considerou que ele lesou os cofres públicos sem beneficiar a cidade – depois de vários recursos, ele foi inocentado. E no período da absolvição, sem dúvida, não existiria mais um Fusca desses circulando pelas ruas.
Já o governo brasileiro não concedeu prêmios em dinheiro ou bens aos jogadores pelas vitórias em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 logo após os torneios. As premiações da época vieram de entidades privadas (como a CBF). Mas só em 2012 houve o reconhecimento governamental do feito dos campeões dos três primeiros mundiais.
O governo, então, sancionou o pagamento de um prêmio único no valor de R$ 100 mil para cada um dos 51 jogadores (ou seus sucessores legais) destas três copas: a de 1958, na Suécia, quando o Brasil deixou ser um vira-lata no esporte, segundo Nélson Rodrigues; a de 1962, no Chile, com Pelé contundido; e a de 1970, no México, com o time completo de craques: o goleiro Félix, na defesa Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo, no meio do campo Clodoaldo, Gérson e Rivelino e no ataque Jairzinho, Pelé e Tostão.
Para esta Copa do Mundo de Futebol que está acontecendo, a seleção campeã receberá uma premiação recorde de 50 milhões de dólares, paga pela Fifa. Este valor representa o maior prêmio individual já entregue na história do torneio. O montante faz parte de um fundo financeiro de 727 milhões de dólares (cerca de 4 bilhões de reais) distribuído pela entidade esportiva, o que representa um aumento de 50% em comparação com a Copa de 2022 no Catar.
A distribuição completa dos prêmios por desempenho na Copa inclui: campeão: 50 milhões de dólares; vice-campeão, 33 milhões de dólares; 3º colocado, 29 milhões de dólares; e 4º colocado, 27 milhões de dólares. Além da premiação por desempenho esportivo, cada uma das 48 seleções participantes tem garantida um fixo de 1,5 milhão de dólares destinado exclusivamente a cobrir os custos de logística e preparação para o campeonato
E caso o Brasil conquiste o título mundial, cada jogador da Seleção Brasileira receberá um prêmio individual próximo a 1 milhão de dólares (cerca de 5,2 milhões de reais). Em paralelo, a Fifa vem pagando aos clubes uma compensação diária (em torno de 5 mil dólares/25 mil reais por dia) por cada atleta convocado e cedido para o torneio.
Junto com os dólares da Fifa, os canarinhos selecionados vêm agregando uma receita de milhões de reais com publicidade. O campeão de anúncios é o Vini Jr, patrocinado pela loteria de apostas online Bets, operadora de telefonia e produtos esportivos. Já o Raphinha, fora do time por contusão, oferece produtos de beleza, shampoos, cremes e protetores solares para não encrespar a pele desse time fru-fru.
Ainda no rastro do prestígio do Tricampeonato de 1970, o jogador Gérson participou, em 1976, de uma campanha publicitária dos cigarros ‘Vila Rica’. O ex-jogador da Seleção Brasileira ficou famoso pelo bordão: “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?! Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”, frase que originou o termo “Lei de Gérson”.
O termo ditado por Gérson foi associado ao conceito de que se deve beneficiar às custas dos outros de forma antiética popularmente conhecido como malandragem. O tricampeão viu a consequência do bordão e se arrependeu. Mas nunca a publicidade brasileira conseguiu identificar tão bem os praticantes de maus feitos nacionais, réus na lei da vantagem. É isso.
O líder da maioria na Câmara dos Deputados, Silvio Costa Filho (Republicanos), defendeu, ontem, o endurecimento das penas para quem pratica o feminicídio. De acordo com o ex-ministro de Lula, o Congresso Nacional precisa avançar nas pautas de segurança pública, sobretudo em projetos que protejam as mulheres.
“Não podemos admitir que, em pleno século 21, tenhamos tantos crimes de feminicídio. Precisamos tomar medidas mais drásticas, como a elevação das penas”, avaliou o líder da maioria no plenário da Câmara.
O posicionamento marca a volta do parlamentar ao Congresso Nacional após três anos à frente do Ministério de Portos e Aeroportos. Silvio retorna à Câmara com a missão de liderar o bloco composto por quase 300 deputados.
Mais cedo, Costa Filho participou de reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e líderes partidários. O parlamentar trabalha para avançar pautas estratégicas em defesa das mulheres, como a criminalização da misoginia.
Na avaliação do líder da maioria, o Congresso também precisa fortalecer os instrumentos legais para combater todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres, garantindo mais proteção e responsabilização para quem pratica esse tipo de crime.
Costa Filho também defendeu a urgência da aprovação do Projeto de Lei nº 896/2023, que criminaliza a misoginia ao equipará-la aos crimes de discriminação previstos na Lei do Racismo.
A proposta busca punir condutas motivadas pelo ódio ou aversão às mulheres e fortalecer os mecanismos de proteção às vítimas. O texto é apontado como uma das principais iniciativas do Congresso Nacional para ampliar o combate à violência de gênero.
“A misoginia não pode ser tratada como algo normal ou tolerável na nossa sociedade. Precisamos dar uma resposta firme, com uma legislação moderna e rigorosa, que proteja as mulheres e puna de forma exemplar aqueles que promovem o ódio, a discriminação e a violência de gênero. Essa é uma pauta que une o Parlamento e precisa avançar”, defendeu Silvio Costa Filho.
Santa Cruz do Capibaribe deu um passo histórico para fortalecer ainda mais sua vocação empreendedora e consolidar sua posição como uma das principais forças econômicas de Pernambuco. Ontem, em Brasília, foi assinado, pelo deputado federal Felipe Carreras, pelo prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, e pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, o protocolo de intenções para viabilizar a construção do Centro de Convenções do município.
A iniciativa é resultado de uma articulação junto ao Governo Federal, com o presidente Lula, para tirar do papel um equipamento considerado estratégico para o desenvolvimento econômico da cidade e de todo o Polo de Confecções do Agreste.
Referência nacional no setor de confecções, Santa Cruz do Capibaribe tem no empreendedorismo, no comércio e na moda motores importantes de geração de emprego e renda. Com o novo equipamento, o município poderá ampliar sua capacidade de atrair investimentos, compradores, comerciantes, empreendedores e visitantes, fortalecendo ainda mais o ambiente de negócios local.
Para o deputado Felipe Carreras, a assinatura do protocolo representa um avanço decisivo para uma conquista histórica do município. “Santa Cruz do Capibaribe é uma potência do empreendedorismo, da confecção e da geração de emprego. Esse Centro de Convenções será uma estrutura à altura da força do seu povo, da sua economia e de quem trabalha todos os dias para fazer essa cidade crescer. É uma conquista histórica, construída com o prefeito Helinho Aragão, com o ministro Paulo Pereira e com o Governo do presidente Lula”, destacou Carreras.
O prefeito Helinho Aragão também celebrou o avanço e agradeceu a parceria para viabilizar o equipamento. “Esse é um momento muito importante para Santa Cruz do Capibaribe. Quero agradecer ao ministro Paulo Pereira, ao presidente Lula e ao deputado Felipe Carreras por olharem para a nossa cidade e ajudarem a tornar esse sonho possível. O Centro de Convenções será um equipamento fundamental para fortalecer o nosso polo de confecções”, afirmou Helinho.
O projeto prevê R$ 20 milhões em investimentos para a construção do Centro de Convenções, com recursos do Governo Federal e emendas parlamentares destinadas pelo deputado Felipe Carreras. O futuro Centro de Convenções marca mais um avanço importante para o desenvolvimento econômico de Santa Cruz do Capibaribe e representa uma conquista histórica para todo o Agreste pernambucano.
Durante visita à Mata Norte, a governadora Raquel Lyra (PSD) recebeu uma forte cobrança do prefeito de Goiana, Marcilio Régio, pela falta de ações efetivas para as vítimas das chuvas na região. Segundo o gestor, sua cidade foi atingida pela segunda cheia em dois meses, levando a população a perder casas e móveis, sem que o município receba apoio para projetos estruturantes para conter a força da água.
“A gente tem que tomar uma posição para resolver isso. Senão, todo ano, a gente só vai gastar e vai ficar assim a vida toda. A gente tem que se unir para resolver esse problema”, disse Marcilio, tendo como resposta de Raquel apenas uma declaração de que ela imagina a dor dos moradores e está fazendo estudos.
Vendo o constrangimento da governadora, flagrado em vídeo postado por Marcilio, o pré-candidato a senador Túlio Gadelha (PSD) ainda tenta passar panos quentes, dizendo que a solução para o caso envolve “obras estruturantes” que “deveriam ter sido feitas antes”. O prefeito de Goiana responde que “agora a gente tem resolver” e que, “se não for isso, vai ficar apenas no arroz e feijão”.
Raquel vem enfrentando críticas pela falta de ações efetivas após as chuvas recentes. O auxílio emergencial prometido por ela em maio só começou a ser pago nesta semana, dois meses após as perdas sofridas pelas famílias afetadas, o que desvirtua o caráter emergencial da medida.
Na política, quando as coisas não acabam trágicas, viram chacota: a governadora Raquel Lyra (PSD) “reeditou” o trem do forró que havia de Recife para Caruaru, sua terra natal, que administrou, mas de forma “alegre” para adoçar a boca da família Ferreira, bolsonarista, diga-se de passagem.
No trem da alegria do forró os Ferreira tomaram, literalmente, toda edição do Diário Oficial de ontem com as chamadas nomeações eleitoreiras, às vésperas das eleições.
Nunca dantes na história da província algo tão vergonhoso!
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, retornou de uma missão oficial à Venezuela com um diagnóstico dramático sobre os efeitos do terremoto que devastou parte do país. Em entrevista exclusiva a este Blog, ele relatou que a tragédia já contabiliza cerca de dois mil mortos e aproximadamente 30 mil desaparecidos, além de uma destruição em larga escala. “É uma tristeza, uma coisa inacreditável. Eles não têm mais onde botar os corpos”, afirmou.
Segundo o ministro, a prioridade neste momento é o atendimento emergencial às vítimas, o que ainda impede o início de um plano de reconstrução. “Não tem ainda como se discutir um programa de reconstrução, porque agora é um trabalho de emergência, procurar quem morreu, quem está vivo”, disse. José Múcio informou que cerca de 65 mil imóveis foram danificados, incluindo edifícios que permaneceram de pé, mas terão de ser demolidos devido aos graves comprometimentos estruturais.
O Brasil já mobilizou uma ampla operação de ajuda humanitária. De acordo com o ministro, foram enviados cinco aviões KC-390 carregados com água, alimentos e medicamentos, além de equipes da Defesa Civil e do Hospital de Campanha da Marinha, que continua sendo ampliado para atender a demanda. A missão brasileira também contou com a participação da vice-presidente da Caixa Econômica Federal e do secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades. “Está um trabalho muito bem coordenado, com um nível de solidariedade muito alto”, destacou.
José Múcio revelou ainda que recebeu manifestações de apoio de empresas, sindicatos, associações e profissionais de saúde de diversos estados brasileiros interessados em colaborar com a Venezuela. Segundo ele, o desafio agora é organizar essa rede de solidariedade. “Voltei para ordenar o que fazer e dar direção a essas pessoas que querem ajudar”, explicou.
O ministro também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha de perto a situação e determinou o apoio imediato do Brasil ao país vizinho. Embora não tenha confirmado uma futura visita presidencial, José Múcio disse acreditar que o chefe do Executivo manterá o compromisso com a assistência humanitária. “Tenho certeza de que o presidente vai estar presente. O Brasil vai estar presente”, concluiu.
Pernambuco assiste, mais uma vez, à reedição de um roteiro conhecido: o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), se apresenta novamente como pré-candidato a uma eleição majoritária em 2026. A pergunta que se ouve nos bastidores diz respeito a exatamente o que representa esta nova “candidatura” depois de uma trajetória que parece ter sido desenhada para representar a si mesmo.
Miguel começou no PSB, partido pelo qual foi eleito deputado estadual e, depois, prefeito de Petrolina. Migrou para o MDB para disputar a reeleição. Em seguida, trocou o MDB pelo DEM, legenda que mais tarde se fundiu ao PSL, dando origem ao União Brasil, na aritmética eleitoral que apontava para a formação do “superpartido” da vez.
Quatro siglas em pouco mais de uma década não configuram uma trajetória política. Revelam, antes, uma permanente geolocalização do poder. Miguel disputou o Governo de Pernambuco e terminou em último lugar entre os cinco candidatos competitivos, embora não humilhante pela diferença de votos.
Foi um resultado que expôs o limite real do capital eleitoral da família Coelho fora do Sertão do São Francisco, depois de décadas de domínio político na região. A reação à derrota talvez seja o capítulo mais revelador dessa trajetória.
Miguel apoiou Raquel no segundo turno, perdeu espaço no novo governo e migrou para a órbita do PSB e de João Campos, emplacando o irmão, Antônio Coelho, na Secretaria de Turismo do Recife, além de um aliado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico da capital.
Na Assembleia Legislativa, enquanto esteve lá, Antônio endureceu o discurso contra a governadora, enquanto o prefeito de Petrolina, Simão Durando, eleito com o apoio dos Coelhos, passou a fazer duras e frequentes críticas à gestão estadual.
Depois, Miguel rompeu com João Campos. O aliado deixou o cargo e a aliança chegou ao fim. Recentemente, voltou ao entorno da governadora. Desta vez, indicou um aliado para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e passou a influenciar nomeações em órgãos como o Lafepe e o Porto do Recife.
Em menos de quatro anos, Miguel fez mudanças ao sabor do tempo e das suas conveniências, sempre deixando uma aliança e surgindo na seguinte com espaços na máquina pública. Quem chama isso de construção de consenso está sendo generoso. Quem chama de oportunismo pode estar sendo agressivo.
Miguel não inventou esse estilo. Aprendeu com o pai Fernando Bezerra Coelho, que passou por PDS, PFL, PMDB, PSB e retornou ao MDB. Foram seis siglas ao longo da carreira. Foi ministro de Dilma Rousseff e, anos depois, votou a favor do impeachment que a retirou do cargo. Tornou-se líder do governo no Senado sob Michel Temer e permaneceu na mesma função durante o governo Jair Bolsonaro: dois projetos políticos distintos, a mesma posição ocupada pelo mesmo sobrenome.
Confiança não se constrói em vídeos nem se proclama em entrevistas. O problema é que a confiança que parece faltar talvez não seja a do eleitor, mas a do próprio campo político em que Miguel tenta se movimentar.
Nacionalmente, conta com o apoio do presidente do União Brasil para sustentar sua pretensão. Em Pernambuco, porém, sofreu uma derrota expressiva na Federação União Progressista, que homologou o nome de Eduardo da Fonte para a disputa ao Senado.
Candidatura sem solo é isso: ter padrinho em Brasília e pouco chão em Pernambuco. Miguel não chega a 2026 como um nome consolidado em busca de uma nova eleição. Chega tentando encontrar um espaço político que ainda não conseguiu firmar.
Falta-lhe aquilo que mais se espera de quem pretende representar Pernambuco no Senado: solidez. O que sobra é insistência.
SEM CÂMERAS – O Governo Raquel ainda não finalizou o Estudo Técnico Preliminar (ETP) para compra de câmeras corporais para a Polícia Militar (PMPE), fase que antecede a abertura de licitação para a aquisição dos equipamentos. A Secretaria de Defesa informou, ontem, que instituiu um Grupo de Trabalho da PMPE, cujo projeto prevê a aquisição de aproximadamente 1.500 câmeras corporais, segundo noticiou o site do Diário de Pernambuco. Raquel segue em ritmo lento no quesito: quatro meses após a confirmação do repasse federal de R$ 24 milhões para a compra dos equipamentos, a licitação ainda não foi aberta. O projeto estadual de implementação da tecnologia tem execução estimada em até dois anos.
Cenas de filme de terror – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, fez um relato dramático da Venezuela destruída que viu na visita ao País depois do terremoto em missão dada pelo presidente Lula. “Vi relatos de um filme de terror”, afirmou. Ele disse que a prioridade do governo venezuelano, neste momento, é ainda salvar vidas nos escombros, para depois fazer um plano de reconstrução das áreas atingidas. O Governo Lula enviou ao País profissionais de saúde e resgate, além de ajuda humanitária, como medicamentos, purificadores de água, insumos e materiais para um hospital de campanha.
Ajuda comunitária – A primeira equipe brasileira chegou à Venezuela na sexta-feira passada dois dias após os tremores. No sábado seguinte, uma segunda aeronave transportou um hospital de campanha e purificadores de água. Ainda no mesmo dia, um terceiro voo levou kits de medicamentos e módulos complementares necessários para a instalação da estrutura hospitalar. Já no domingo, a FAB enviou uma quarta aeronave com 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Kassab na vice – O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciou, ontem, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como seu vice na disputa pelo Palácio do Planalto. Em ato na sede da legenda, em Brasília, o ex-governador de Goiás também criticou o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. “Se o Flávio chegar no segundo turno, com todo o respeito que ele merece, nós sabemos que realmente é tudo que o Lula quer: governar o Brasil por mais quatro anos”, disse Caiado. “Chegando ao segundo turno, nós aglutinaremos todas as forças do País”, acrescentou.
O dinheiro suspeito do líder – A Polícia Federal (PF) investiga uma teia de empresas e pessoas ligadas aos R$ 468 mil apreendidos no ano passado em um endereço do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e suspeita de desvio de recursos de cota parlamentar. A investigação aponta contradições na versão apresentada pelo parlamentar, que atribuiu o montante à venda de um apartamento. De acordo com a investigação, duas empresas de construção e dois irmãos estão vinculados ao dinheiro. A PF chegou até a rede, alvo de operação, ontem, a partir das etiquetas bancárias apreendidas com o dinheiro localizado em poder de Sóstenes.
CURTAS
RACHADINHAS – Após briga pública com Flávio Bolsonaro, aliados de Michelle passaram a resgatar um tema que assombra o candidato à Presidência: o caso das rachadinhas. As investigações mostraram que o ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, e sua esposa depositaram 27 cheques na conta da ex-primeira-dama, totalizando R$ 89 mil. O valor foi repassado entre 2011 e 2016.
VAI ABALAR? – Até hoje, Michelle nunca falou sobre o tema. Aliados da ex-primeira-dama avaliam que, agora, ela pode mudar de ideia. Desde que expôs publicamente o racha com Flávio, Michelle tem feito postagens sinalizando que saberia algo sobre o enteado. Em conversas reservadas, também dá pistas de que uma informação com potencial para abalar a candidatura de Flávio está por vir.
NO PODCAST – A ex-ministra Simone Tebet, pré-candidata ao Senado em São Paulo pelo PSB, enfim, estará no podcast Direto de Brasília da próxima terça-feira depois de cancelar sua participação de última hora na semana passada em função de uma convocação do presidente Lula, de última hora, para desatar o nó da chapa da oposição em São Paulo.
Perguntar não ofende: Qual será o próximo teto de hospital a desabar pelas obras improvisadas de Raquel?
O presidente estadual do Partido Liberal (PL), Anderson Ferreira, divulgou nas redes sociais um registro do encontro com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e com o senador Rogério Marinho (PL-RN), em Brasília.
A reunião na tarde desta quarta (1º) teve como objetivo definir a estratégia do partido para as eleições deste ano em Pernambuco. Nas últimas semanas, chegou a ser ventilada a possibilidade de a legenda ter um candidato próprio ao Executivo estadual.
Ao lado de Anderson Ferreira, o vereador de Caruaru, Silvio Nascimento, participou da conversa. Ele vem sendo apontado por Anderson como possível candidato do PL ao Senado Federal em Pernambuco, numa estratégia de criação de um palanque para o pré-candidato a presidente pela sigla, o senador Flávio Bolsonaro.
Na publicação, Anderson Ferreira não deu detalhes do que foi tratado na reunião, limitando-se a dizer que está construindo o fortalicmento do partido no estado.
“Hoje, em Brasília, reunião na sede nacional do PL ao lado do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, do senador Rogério Marinho e de Silvio Nascimento. Seguimos construindo, juntos, o fortalecimento do PL em Pernambuco. Simbora trabalhar!”, escreveu Anderson.
O Ministério da Justiça acompanha com preocupação os possíveis impactos das sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos a brasileiros investigados por suposta ligação com organizações criminosas. As informações são do g1.
Os brasileiros sancionados foram Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Além disso, os EUA sancionaram três empresas brasileiras, são elas:
Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda;
Segundo a secretária nacional de Justiça (Senajus), Maria Rosa Guimarães Loula, a medida já era considerada um risco após a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Segundo o comunicado do governo dos EUA, todos os bens das pessoas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ficam bloqueados e serão reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC na sigla em inglês).
Além disso, qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais às pessoas sancionadas também será bloqueada.
Em entrevista ao g1, a secretária afirmou que a preocupação do governo não se restringe às pessoas diretamente sancionadas, mas também aos possíveis “efeitos secundários” sobre terceiros e instituições financeiras brasileiras.
“Não defendemos criminosos. O que tememos é que essa espetacularização gere efeitos secundários sobre pessoas que não têm ligação com o crime e sobre instituições financeiras brasileiras”, afirmou.
Governo defende cooperação entre os países
A secretária nacional de Justiça afirmou que o avanço das investigações nos Estados Unidos só foi possível graças ao trabalho realizado pelas autoridades brasileiras e defendeu maior cooperação entre os dois países.
Segundo ela, as informações compartilhadas pelo Brasil contribuíram para as apurações americanas, mas o intercâmbio de dados poderia ter sido mais amplo.
“Não acreditamos em medidas unilaterais. Os Estados Unidos atuaram com base em informações e conceitos que saíram do Brasil. Se tivessem compartilhado mais informações conosco, poderíamos ajudá-los”, disse.
Como exemplo dos riscos, Loula citou o caso do México. Em junho, os Estados Unidos anunciaram sanções contra três importantes instituições financeiras mexicanas — o CIBanco, o Intercam Banco e a corretora Vector Casa de Bolsa —, acusadas de facilitar operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao tráfico de drogas.
As medidas restringiram o acesso dessas instituições ao sistema financeiro americano.
PF diz que investigados não têm ligação com o PCC
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira não possuem ligação com o PCC, ao contrário do que apontam as autoridades americanas.
De acordo com o governo americano, Shimada liderava, a partir de São Paulo, uma estrutura de lavagem de dinheiro que atuava em conjunto com integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) radicados na Flórida.
As autoridades dos EUA afirmam que o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões em recursos de origem ilícita, utilizando criptomoedas para transferir valores provenientes do tráfico internacional de drogas.
Victor chegou a ser preso preventivamente no Brasil em dezembro de 2024, no âmbito das investigações sobre lavagem de dinheiro relacionadas ao caso Corinthians.
Em janeiro de 2025, ele passou um curto período em prisão domiciliar e, poucas semanas depois, foi solto após conseguir habeas corpus mediante pagamento de fiança.
Recentemente, Victor foi condenado pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo a cinco anos de reclusão, em regime semiaberto, pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele responde ao processo em liberdade, não utiliza mais tornozeleira eletrônica e está proibido de deixar o país.
Segundo relatório da Polícia Civil de São Paulo, Victor Henrique de Oliveira Shimada aparece em uma cadeia financeira que conecta sua empresa à Wave Intermediações e à UJ Football Talent.
A UJ foi citada na delação premiada de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach como empresa supostamente relacionada a Danilo Lima de Oliveira, conhecido como “Tripa”, apontado pelo delator como integrante do PCC.
O relatório ressalta ainda que o próprio Gritzbach surgiu em análises financeiras associadas à Wave, empresa que mantinha intensa movimentação com a Victory Trading.
A investigação, porém, não afirma que Victor Shimada seja integrante do PCC, mas sustenta que ele estaria inserido em um fluxo financeiro que se cruza com pessoas e empresas citadas em apurações sobre a facção criminosa.
Já Stella, segundo os EUA, é parente de Shimada e atuou como a secretária dele.
O governo norte-americano também afirma que ela atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.
Ela não tem antecedentes criminais e nem responde a processos.
No tradicional forró promovido pelo ex-ministro José Jorge, do TCU, em Brasília, com os jornalistas amigos José Maria Trindade, Houldine Nascimento e Gabriel Garcia. A festa, na Igrejinha da 109 Sul, atraiu políticos, ministros, como Gilmar Mendes, do STF, e presidentes de partidos, entre os quais Gilberto Kassab, do PSD. Rolaram muitos bastidores. Amanhã, conto tudo.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) a urgência do projeto de lei (PL) da misoginia, que traz propostas para criminalizar a incitação de violência “em razão da condição de mulher”, segundo o texto. O termo misoginia refere-se ao ódio ou à aversão às mulheres.
Foram 293 votos a favor e 158 contrários à urgência.
Apesar da orientação contrária da liderança do PL (Partido Liberal), 2 deputados da sigla votaram a favor do regime do projeto: João Carlos Bacelar (BH) e Delegada Ione (MG). As informações são do g1.
Por outro lado, a liderança do bloco União, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania e Podemos deixou a critério de cada parlamentar. Nestes partidos, a votação foi dividida, mas prevaleceram os votos favoráveis.
No caso do União Brasil, 32 deputados votaram a favor da urgência e 14 contra. Houve 1 abstenção. Similarmente, o Partido Progressista teve 27 votos favoráveis ao regime de tramitação e 11 contrários. No PSD, foram 31 a favor e 9 contra. Já do lado governista, todos os presentes votaram a favor da urgência do texto. Isso inclui siglas como PT, PSOL e PCdoB.
Próximos passos
A aprovação da urgência não é a aprovação do projeto em si. Na prática, o requerimento de urgência acelera a tramitação do projeto de lei porque ele não precisa passar pelas comissões especiais da Câmara.
Agora, o PL deve ser incluído na ordem do dia do plenário pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), onde será discutido pelos congressistas. A aprovação acontece quando há maioria simples, ou seja, se o número de votos a favor for maior que os contrários. O único requisito é que esteja presente a maioria absoluta dos deputados (257).
Durante a sessão, Motta afirmou que a proposta do grupo de trabalho não é definitiva e que o relatório do projeto ainda precisa ser construído.
A relatora do projeto será a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Ela já era responsável por um grupo de trabalho sobre o tema e vinha articulando para que o projeto fosse votado nesta semana na Câmara.
Se for validado no plenário da Casa Baixa, o PL da Misoginia irá direto para a sanção presidencial. Outra versão da proposta havia sido aprovada pelo Senado em março deste ano.
O recesso legislativo da Câmara está previsto para 18 de julho. As atividades legislativas devem ser retomadas oficialmente em 1º de agosto.
O projeto
O texto original, que ainda pode ser alterado no plenário, inclui atos de misoginia na Lei do Racismo e altera também o Código Penal. O projeto prevê pena de 2 a 5 anos de prisão para injúria “por condição de mulher”, essa é a pena atualmente fixada para injúria racial. A punição pode ser aumentada de metade se o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
Para crimes cometidos pela internet, o texto permite a suspensão temporária de contas ou perfis usados para divulgar conteúdo ilícito.
Apesar de ainda não estar incorporado à legislação brasileira, o termo misoginia já aparece em mais de 2 mil decisões judiciais desde 2015, conforme levantamento do g1. O conceito foi citado em casos envolvendo violência doméstica, assédio moral, ataques políticos, disputas trabalhistas e pedidos de indenização.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), disse em entrevista à CNN que seria “mesquinho” transformar as tarifas impostas pelos Estados Unidos em debate eleitoral. De acordo com ele, o governo brasileiro seguirá as orientações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de manter o “diálogo” e “buscar o entendimento”.
“O presidente Lula tem deixado claro, é diálogo e buscar entendimento. Então no que depender de nós, nós vamos transformar isso em disputa eleitoral, seria uma coisa muito mesquinha”, afirmou ao CNN 360°. As informações são da CNN.
Segundo o vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a ideia é trabalhar para mostrar que as taxações não são justas.
“Então nós vamos trabalhar com o diálogo e mostrando que não é justo, que a nossa tarifa é muito baixa, eles tem superávit na balança comercial brasileira, não tem déficit nenhum e nós podemos ampliar o mercado e a complementação econômica e investimentos específicos”, acrescentou.
O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em 02 de junho, a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto para mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.
O órgão afirma ter determinado que as políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, certas tarifas e desmatamento ilegal são passíveis de ação judicial nos termos da chamada Seção 301 da Lei – ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Nesse grupo, carne bovina, café certas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos estariam isentos de tarifas punitivas.