A tarde desta quarta-feira (13) entrou para o calendário político de Garanhuns como um dia de “banquete” executivo – e não exatamente para a população. Em sessão relâmpago, a Câmara de Vereadores aprovou, em primeira e segunda votação, por maioria absoluta, o Projeto de Lei nº 023/2025, que cria o pagamento de auxílio-alimentação para o prefeito, vice-prefeito, secretários e presidentes de autarquias municipais, como revelou o blog do Carlos Eugênio. As informações são da Folha das Cidades.
A proposta, enviada pelo prefeito Sivaldo Albino (PSB) em regime de urgência, prevê um “agrado” mensal de R$ 5 mil para o próprio prefeito e de R$ 2.500 para as demais funções, inclusive durante o período de férias dos beneficiados. O impacto para os cofres públicos chega a expressivos R$ 750 mil por ano — verba que poderia, por exemplo, reforçar programas sociais ou investimentos em saúde e educação.
Leia maisPara acelerar a aprovação, os vereadores governistas recorreram até à quebra do interstício legislativo — intervalo mínimo exigido entre as votações — e convocaram uma segunda reunião ordinária imediata. Em menos tempo do que se leva para um almoço, o projeto passou sem emendas e sem debate aprofundado.
Votaram a favor da medida todos os 14 integrantes da base aliada. Apenas três vereadores — Fernando da Iza, Thiago Paes e Ruber Neto, votaram contra.
Agora, resta saber se o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) vai intervir para questionar a legalidade e a moralidade dessa lei, que para boa parte da população soa como um verdadeiro banquete às custas do contribuinte.
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