Tarcísio expõe desbolsonarização com diálogo e presença na tragédia do litoral

Ao longo de uma semana em São Sebastião (SP) em razão da tragédia das chuvas no litoral norte, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) procurou se mostrar um gestor solidário, presente, disposto ao diálogo e especialista em obras —o oposto do seu padrinho Jair Bolsonaro (PL).

Políticos próximos de Tarcísio e de Bolsonaro minimizam o processo de desbolsonarização do governador, em curso desde a campanha eleitoral e intensificado após a posse, sob o argumento de que ambos têm estilos distintos, o que não significa que não sejam aliados.

A avaliação é a de que o desastre deu a chance para que a população conhecesse Tarcísio, que sempre marcou suas diferenças em relação a Bolsonaro, embora tenha abraçado o ex-presidente para ser eleito. As informações são da Folha de S. Paulo.

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Por Vera Magalhães
Do Jornal O Globo

Flávio Bolsonaro adotou um script de bom moço para se apresentar na TV Globo. Soando completamente ensaiado num minucioso media training, começou se solidarizando com a entrevistadora Renata Vasconcellos pelo que chamou de “grosseria” do presidente Lula na véspera.

Retratou-se sobre as dúvidas que levantou sobre as urnas eletrônicas, repreendeu o irmão Eduardo por ter comemorado o primeiro tarifaço de Donald Trump contra o Brasil e se esquivou de explicar o destino dos milhões que pediu, cobrou e obteve de Daniel Vorcaro, banqueiro que perpetrou a fraude do Master, sobretudo a parcela paga nos EUA.

O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), participou, ontem (28), de uma caminhada pelas ruas da Vila Santa Luzia, na Torre, no Recife. Ao lado do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e de lideranças políticas, João conversou com moradores durante o percurso.

Em seu discurso, o candidato afirmou que não pretende transformar a disputa eleitoral em uma guerra de ataques. “A gente não vai perder tempo perseguindo adversário. Não vai perder tempo com gabinete do ódio, com dinheiro público, porque isso é crime. Enquanto eles gastam tempo tentando manchar a imagem de pessoas sérias, a gente gastou o nosso tempo fazendo vaga de creche, fazendo hospital, fazendo rua e obra de encosta”, afirmou.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Em 1989, o deputado Ulysses Guimarães disputou a Presidência da República depois de ter sido maestro da redemocratização, presidindo seu partido, o PMDB, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Nacional Constituinte. Ele vinha da resistência à ditadura, da campanha pela anistia e pela “Diretas Já”. Mas naquela eleição, o velho timoneiro acabou com 4,43% dos votos, amargando um 5º lugar no 1º turno.

Tinha 73 anos, menos que os atuais 80 anos de Lula ou os 76 anos de Ronaldo Caiado. Era muito conhecido Brasil afora, mas a sociedade queria mudança de rumo radical, algo novo. Foi assim que Fernando Collor, então governador de Alagoas, começou a se tornar o queridinho daquele momento histórico: a 1ª eleição desde 1960.

Caruaru - Transparência 2026

Ex-presidente nacional do PSB por 11 anos e atual dirigente da fundação de formação política do partido, Carlos Siqueira dedicou os últimos anos a uma pesquisa sobre o novo perfil do eleitorado brasileiro. O trabalho resultou no livro “O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro”, lançado pela Fundação João Mangabeira. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Siqueira falou sobre a importância da esquerda se atualizar sobre as mudanças da sociedade. “Hoje temos um governo de manutenção da ordem e do status quo. Precisamos ter um governo de transformações que elevem o país a patamar político, econômico e social muito maior do que estamos a viver”, afirmou o ex-dirigente.

Seu livro procura desvendar muitos questionamentos sobre o atual pensamento do eleitorado brasileiro. O que pode falar a respeito?

Nós da Fundação João Mangabeira e do PSB tivemos a preocupação de saber as razões da mudança do perfil do eleitorado brasileiro. Fizemos pesquisas quantitativas e qualitativas em todo o país, com um foco especial no eleitorado evangélico, nas juventudes e em mulheres chefes de família. Isso resultou em uma pesquisa ampla, um estudo das razões pelas quais chegamos nessas mudanças. O eleitorado brasileiro está muito dividido, bem ao meio. Tanto que você tem hoje uma eleição presidencial na qual ninguém pode apostar no resultado. Só depois da apuração. Dois polos foram criados. Antes era PT e PSDB, agora são PT e PL.

Ipojuca - Na palma da sua mão

A propaganda eleitoral obrigatória, conhecida em Pernambuco como guia eleitoral, começou nesta sexta-feira (28). Na TV, o primeiro dia dos programas dos candidatos ao governo estadual teve o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) relembrando sua trajetória política; o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) pilotando uma Kombi em várias regiões do estado; e um relato emocionado da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.

Apenas esses três candidatos ao governo têm direito a ter propaganda eleitoral no rádio e na TV nas eleições de 2026, já que os demais partidos não atingiram a cláusula de barreira, como determina a Justiça Eleitoral. Além deles, também são candidatos ao governo Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Professora Camila (UP), Renan Hallais (Missão) e Victor Assis (PCO). As informações são do portal g1.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Gastão Cerquinha Neto*

A chuva que cai sobre a cidade não afeta todas as pessoas da mesma maneira. Para uma parcela da população, uma noite de chuva pode significar apenas uma mudança nos planos ou algum transtorno no trânsito. Para outra, significa o medo de dormir sem saber se a água vai em casa ou se uma encosta poderá cair durante a madrugada. Essa insegurança faz parte da rotina de muitos grupos socialmente vulneráveis, que frequentemente vivem em áreas de risco e têm acesso limitado a condições básicas de moradia e infraestrutura urbana.

Quem vive nessas áreas geralmente conhece os riscos a que está exposto. Tem uma ideia de onde a água costuma subir, quais ruas alagam primeiro e quais encostas já cederam ou que precisa de proteção. Permanecer nesses locais, entretanto, nem sempre é uma escolha. Os custos de moradia, a necessidade de viver próximo ao trabalho, os vínculos familiares e comunitários e o acesso a serviços e oportunidades fazem com que muitas famílias tenham poucas alternativas para morar em locais mais seguros.

Palmares - Forró Mares 2026

Lulinha vira calcanhar de Aquiles de Lula na campanha

O caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, começa a ganhar uma dimensão que ultrapassa a investigação policial e se transforma em um problema político direto para o presidente Lula (PT), justamente quando a campanha presidencial entra em uma fase decisiva. O desgaste tem pelo menos duas frentes: a eleitoral, porque oferece à oposição um novo flanco para atacar o presidente, e a narrativa, porque obriga Lula a explicar publicamente sua relação com pessoas que aparecem no entorno das investigações.

A situação se tornou ainda mais delicada depois da entrevista concedida pelo presidente à TV Globo, na quinta-feira (27), quando o tema ocupou parte relevante da sabatina e colocou Lula diante de perguntas sobre corrupção e sobre as relações de seu filho com a lobista Roberta Luchsinger.

No campo eleitoral, o principal risco para Lula não está necessariamente na existência de uma investigação contra o filho, mas na possibilidade de o caso se transformar em uma narrativa recorrente durante toda a campanha. A oposição tem interesse evidente em associar Lulinha ao Palácio do Planalto e explorar a proximidade de Roberta Luchsinger com integrantes do círculo de poder.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) contestou, nesta sexta-feira (28), o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado, ao afirmar que uma das acusações sobre o dia 8 de janeiro não tinha cabimento.

Durante a sabatina no Jornal Nacional, o senador disse que seu pai, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, foi julgado por depredação de patrimônio público, mas estava a quilômetros da Praça dos Três Poderes, onde ocorreu o ato de 8 de janeiro. Segundo ele, Jair só teria depredado se fosse via “Wi-Fi”. As informações são da CNN.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Houldine Nascimento – Poder360

O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, intensificou a negociação com a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que haja uma visita do petista ao Estado daqui a duas semanas, entre 9 e 11 de setembro. A equipe do ex-prefeito do Recife programa uma agenda no Instituto de Prevenção e Diagnóstico de Câncer de Garanhuns dona Lindu –também conhecido como Hospital de Amor–, em Garanhuns (PE), cidade onde Lula nasceu.

Em 3 de julho, o petista inaugurou à distância, do Palácio do Planalto, o hospital que faz uma homenagem à sua mãe, a retirante pernambucana Eurídice Ferreira de Mello (1915-1980). No local, colocaram uma foto de dona Lindu –o presidente tirou uma foto com a imagem no telão da transmissão. “Não quis falar dela para não chorar”, disse Lula.

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, concede nesta sexta-feira (28) entrevista à Globo. Conduzem o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.

Flávio Bolsonaro afirmou que não tem “absolutamente nada de errado” em ter buscado o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, para patrocinar o filme do pai dele, Jair Bolsonaro. As informações são do g1.

Durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, nesta sexta-feira (28), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) repetiu um recurso já usado pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), e levou uma “cola” na palma da mão.

Flavio escreveu na mãe esquerda as palavras “Mudança”, “Futuro” e “7/set”. Ele repete o que o pai, Jair Bolsonaro, já fez em entrevista ao Jornal Nacional.

Jair Bolsonaro levou palavras anotadas na mão durante a campanha de 2022. Na ocasião, estavam escritas “Nicarágua”, “Argentina”, “Colômbia” e “Dario Messer”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta sexta-feira que o elo com o banqueiro Daniel Vorcaro, derivado do financiamento do longa “Dark Horse”, teve “contrapartida” na sua atuação como parlamentar. A declaração ocorreu durante a quinta entrevista da série da TV Globo com os candidatos à Presidência da República, transmitidas ao vivo sempre após a exibição do Jornal Nacional.

O senador disse que “não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento para o filme do próprio pai”. Também argumentou que a “única relação” que tinha com o banqueiro era sobre o filme. As informações são do jornal O GLOBO.

— Não teve nenhuma contrapartida no meu mandato no Senado para esse investidor. Foi um patrocínio que não tem nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro — afirmou.