A Receita Federal realizará o pagamento do segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2024 ainda nesta semana. Um total de 5.755.667 contribuintes receberá um montante de R$ 8,5 bilhões. Vale destacar que, devido às enchentes no Rio Grande do Sul, os contribuintes gaúchos foram incluídos na lista de prioridades para o reembolso.
Caso o contribuinte não esteja na lista de pagamento, ele deve acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para verificar o extrato da declaração. Se houver pendências, é possível enviar uma declaração retificadora e aguardar os próximos lotes da malha fina. Se a restituição não for creditada na conta informada, como no caso de conta desativada, o valor ficará disponível para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse cenário, o cidadão pode agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, utilizando o Portal BB ou entrando em contato com a Central de Relacionamento do banco.
Uma corrente de solidariedade está sendo mobilizada para ajudar Daniele, moradora de Petrolina, mãe de João Guilherme, uma criança acamada que teve o seu Benefício de Prestação Continuada (BPC) cortado. Mesmo com o laudo médico e as receitas atualizadas, ela briga na justiça pela manutenção do benefício, mas sem sucesso.
Quem puder colaborar para a compra de fraldas e suplementos, pode contribuir com qualquer valor ou entrar em contato diretamente com a família. As doações podem ser feitas via Pix pelo número (87) 9.9102-8701. Informações e outras formas de ajuda também podem ser obtidas pelo WhatsApp: (87) 9.9139-4056. Qualquer contribuição será de grande importância.
Nesta quinta-feira, 10 de setembro, ingressam nos cofres das prefeituras, sob a forma de parcela adicional do FPM, recursos correspondentes a 1% do produto da arrecadação federal do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza, do Imposto sobre Produtos Industrializados e, na redação constitucional atual, do Imposto Seletivo.
O repasse constitui importante conquista municipalista, incorporada ao texto constitucional pela Emenda Constitucional nº 112/2021, que acrescentou a alínea “f” ao inciso I do art. 159 da Constituição Federal. A parcela deve ser entregue no primeiro decêndio de setembro de cada ano.
Os prefeitos e secretários de Finanças não devem tratar essa receita extraordinária como fonte permanente para a criação de novas despesas correntes. O ideal é utilizá-la com planejamento, inclusive para compensar eventual queda de arrecadação no mês de setembro e contribuir para o encerramento equilibrado do exercício.
Sempre que possível, recomenda-se preservar parte dos recursos em reserva financeira. Afinal, dezembro se aproxima, e o pagamento do 13º salário representa significativa pressão sobre o fluxo de caixa, somando-se às despesas patronais, inclusive aquelas relativas ao Regime Próprio de Previdência Social, bem como às eventuais contribuições extraordinárias destinadas a equacionar déficits previdenciários.
Os valores desse adicional não devem sofrer retenção para a formação do Fundeb e também não devem compor a base de cálculo dos valores mínimos destinados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino. Entretanto, devem ser considerados na apuração da base de cálculo do limite de despesas do Poder Legislativo municipal para o exercício de 2027, pois o art. 29-A da Constituição considera as transferências dos arts. 158 e 159 efetivamente realizadas no exercício anterior.
Também é importante observar que, segundo a redação atual do art. 198, § 2º, III, da Constituição, a base municipal do mínimo constitucional em ações e serviços públicos de saúde compreende os recursos dos arts. 158 e 159, I, “b”, e § 3º, não mencionando expressamente o adicional previsto no art. 159, I, “f”.
A destinação voluntária de parcela desses recursos à saúde, embora não deva ser automaticamente apresentada como obrigação constitucional de aplicação mínima, pode constituir uma decisão de bom planejamento municipal. Isso porque, segundo levantamento da própria Confederação Nacional de Municípios (CNM), as prefeituras são obrigadas a gastar acima do mínimo constitucional exigido, aplicando, em média, 22,2% de suas receitas resultantes de impostos e transferências constitucionais no funcionamento do SUS no âmbito municipal — 7,2% acima do percentual obrigatório.
Por fim, é preciso lembrar que essa não é uma receita permanente: o adicional de setembro não se repete mensalmente nem constitui ingresso ordinário previsto para novembro. Sua utilização sem planejamento poderá fazer falta no fechamento das contas, especialmente em dezembro.
*Advogado municipalista, ex-prefeito de Triunfo e ex-presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP).
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), anunciou e cancelou em seguida um pronunciamento que faria, às 11h de hoje, um dia após o presidente da corte, Edson Fachin, tirar dele a relatoria do inquérito das fake news.
Moraes controlou o inquérito, cercado de controvérsias, durante mais de sete anos. As informações são da Folha de São Paulo.
A manifestação do ministro não seria transmitida, como costuma ocorrer em outros pronunciamentos e nas sessões do Supremo. Ele não divulgou o teor da sua fala, que seria a primeira após a divulgação de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro pouco antes da prisão do então dono do Banco Master.
Pouco depois do anúncio do pronunciamento, a assessoria do STF informou que ele foi cancelado e que será “remarcado para data oportuna”.
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação, que os dirigentes do União Brasil ACM Neto e Antônio Rueda atuaram em favor do Banco Master em institutos de previdência dos estados em troca de 10% dos valores investidos na instituição. As informações são do portal UOL.
A investigação sobre os dois políticos veio à tona após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes divulgar um relatório de inteligência da Polícia Federal que cita a suposta demora do ministro André Mendonça em autorizar uma operação contra Rueda.
As propostas de delação de Vorcaro foram negadas pela PF e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por falta de informações inéditas e ausência de garantias para a devolução dos valores oriundos das fraudes. O banqueiro tenta reabrir as negociações por uma colaboração premiada, sem sucesso.
Procurado, Rueda, candidato a deputado federal no Rio de Janeiro e presidente do União Brasil, disse ter “dificuldade em se pronunciar sobre documento ao qual não teve acesso” e negou irregularidades.
ACM Neto, que é candidato a governador na Bahia pelo União Brasil, afirmou que as “insinuações são absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”.
A governadora Raquel Lyra (PSD) fala muito em segurança pública e em diálogo com os profissionais da área. No entanto, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Pernambuco realiza logo mais, às 9 horas da manhã, um debate sobre segurança pública e as demandas da categoria.
João Campos (PSB) confirmou sua presença. Raquel, por sua vez, arrumou uma agenda no interior para não participar do debate e evitar um confronto de ideias sobre as reivindicações dos policiais civis, mas, sobretudo, sobre as políticas públicas para a segurança pública de Pernambuco.
Para quem fala tanto em diálogo e demonstra tanta preocupação com a segurança, fugir justamente do debate com os profissionais que vivem diariamente essa realidade é sem dúvida uma contradição.
O ministro Alexandre de Moraes convocou um pronunciamento à imprensa para a manhã de hoje, em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF).
O gabinete do ministro informou apenas o horário da manifestação e não divulgou oficialmente qual será o tema da fala.
Nos bastidores, porém, interlocutores do Supremo afirmam que a expectativa é que Moraes faça uma defesa da condução do inquérito das fake news e apresente considerações gerais sobre as investigações conduzidas no âmbito do procedimento.
O pronunciamento foi convocado um dia depois de o presidente do STF, Edson Fachin, tomar uma série de decisões para conter a crise na Corte.
Entre elas, retirou de Moraes a condução de procedimentos relacionados ao inquérito das fake news e concentrou a análise dos casos na Presidência do tribunal.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, hoje, uma operação que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Batizada de Operação Make Up, a ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). São cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento.
Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.
Levantamentos financeiros identificaram ainda movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.
Segundo a PF, tentativas de dissimular os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano. A PF apura ainda os repasses realizados pelo empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme.
Áudios e mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro procurou Vorcaro para pedir recursos para o projeto sobre o pai.
A investigação também busca esclarecer as circunstâncias desses pagamentos e se houve alguma contrapartida relacionada ao dinheiro repassado, hipótese negada por Flávio.
Há também uma linha investigativa destinada a verificar se dinheiro relacionado aos repasses sob apuração foi utilizado para financiar a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Revelações trazidas pela imprensa nacional – em reportagem da coluna de Andreza Matais no Metrópoles – expõem engrenagens que merecem investigação rigorosa: a existência de um suposto esquema de “Pix-comentário” direcionado a incensar a governadora Raquel Lyra e desgastar seu principal opositor, o prefeito do Recife, João Campos. O detalhe que transforma o caso em matéria de gravidade institucional é o elo direto entre quem geria esses grupos de disparo remunerado e o universo das casas de apostas em Caruaru.
Nas redes sociais, a ironia popular não tardou em traduzir o desconforto: o característico “coração roxo”, marca registrada da militância de Lyra, estaria sendo patrocinado pelo “tigrinho”. A metáfora popular escancara uma suspeita incômoda. Mensagens, áudios e comprovantes bancários apontam que internautas recebiam pagamentos via Pix para publicar comentários laudatórios à governadora e disparar críticas a Campos. Quem não cumpria a meta ou “farrapava” era sumariamente ameaçado de corte de verba e expulsão dos grupos de engajamento.
Não se trata de espontaneidade democrática; trata-se de contratação de claque digital remunerada. E o rastro do dinheiro e das relações pessoais aponta para o Agreste pernambucano.
A operadora central dos repasses, a advogada Maria Eduarda Lucena (“Duda”), possui histórico formal de atuação junto à empresa de apostas Aposta Ganha — gigante do setor sediada justamente no berço político de Raquel Lyra e patrocinadora de peso do São João de Caruaru.
O ecossistema de conexões é ainda mais entrelaçado: sócios de empresas ligadas ao esquema transitavam no grupo, e ex-servidores comissionados do Palácio do Campo das Princesas migraram para o departamento jurídico da casa de aposta.
Diante desse mosaico, as perguntas deixam de ser meras conjecturas e passam a exigir respostas formais: A quem interessa essa rede de ataque em massa? Por que uma advogada ligada a uma bet em Caruaru faria Pix em troca de bombardeio contra adversários políticos? Qual a verdadeira contrapartida? A atuação de casas de apostas em patrocínios vultosos e a proximidade de seus operadores com agentes públicos exigem rigor absoluto da Justiça Eleitoral e do Ministério Público.
O episódio traz à tona fantasmas que o eleitor pernambucano já acompanhou em outros escândalos de operações digitais sombrias reveladas pelo noticiário nacional, como o caso Amisadai Andrade. Quando o debate público é sequestrado por perfis pagos para inundar postagens jornalísticas com elogios encomendados e ataques calculados, a democracia é violada.
A governadora e seus aliados não podem se esquivar do silêncio burocrático. É urgente esclarecer a origem dos recursos que abasteceram os pagamentos, o papel dos intermediários ligados às apostas e a extensão do suposto “gabinete do ódio”. Se o coração da gestão estadual bate no ritmo do Pix de grupos paralelos, ou não, Pernambuco tem o direito e o dever de saber quem realmente está pagando a conta.
Um dos recortes da pesquisa Quaest pouco explorados foi a relação entre os dois principais presidenciáveis e os candidatos ao Governo de Pernambuco. Segundo o levantamento, 57% dos eleitores identificam que João Campos (PSB) é o nome apoiado por Lula (PT) no Estado, ainda que um percentual alto (35%) indique que não sabe ou não tenha respondido.
Quando o questionamento é feito sobre Flávio Bolsonaro (PL), porém, 26% dos entrevistados associam o apoio dele a Raquel Lyra (PSD), nome que chegou a aparecer em rascunhos do filho de Jair Bolsonaro que vieram a público no início deste ano.
O dado chama atenção porque a governadora vem fazendo um esforço enorme para não deixar explícita essa relação. Recentemente, a coligação dela conseguiu decisão da Justiça para obrigar Mendonça Filho (PL), candidato a senador do bolsonarismo, a remover bandeiras e materiais gráficos em que cola a imagem dele à dela.
Provavelmente, só recorreu a essa medida após queixas de Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), seus candidatos oficiais ao Senado. A associação de Raquel com o bolsonarismo não é fruto do acaso. Por diversas vezes em atos administrativos de seu governo, ela foi instada a usar as mãos para fazer o “L” de Lula e se absteve, mesmo na presença do presidente.
Em agosto, contudo, sem hesitar, foi flagrada dançando uma releitura do principal jingle usado na campanha de Jair Bolsonaro em 2022. No mesmo mês, ela também se deixou ser filmada enquanto participava de um culto na igreja liderada pela família da deputada federal Clarissa Tércio (PP), nome que chegou a ser cotado para a vice de Flávio Bolsonaro.
Os dados, portanto, mostram que o eleitor pernambucano começa, cada vez mais, a fazer diferenciações mais nítidas entre os palanques. João Campos vem buscando reforçar a associação com Lula, o que já trouxe resultados na própria pesquisa Quaest, em que ele cresceu e empatou tecnicamente com Raquel, que caiu.
Já a governadora consolidou uma imagem que o marketing da campanha fez de tudo para não associar a ela, mas que acabou se impondo pela própria trajetória construída em seu governo e na política.
Se em 2022, um equívoco de Simone Tebet ao se referir a Soraya Thronycke num debate presidencial virou meme, a associação passa longe de ser uma brincadeira em Pernambuco, que tem, de fato, sua candidata “Bolsonara”.
INDEFINIDA – Conforme um diretor da Quaest explicou, ontem, numa emissora de rádio do Estado, a governadora Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) estão empatados tecnicamente, com um detalhe: o candidato socialista começou a avançar mais ainda no eleitorado de esquerda e independente, enquanto sua adversária estagnou, chegando ao seu teto. Como 35% dos eleitores ainda não sabem que João é de fato o candidato de Lula, a tendência é que esse segmento eleitoral faça a diferença em favor do ex-prefeito do Recife. Para o representante do instituto, a eleição no Estado está indefinida.
O senador do atraso – O candidato sem tradição no bolsonarismo em Pernambuco, mas que quer a todo custo se apresentar como tal, Mendonça Filho (PL) é campeão imbatível nos memes que circulam pelas redes sociais, associando-o ao que há de mais atrasado no Estado e responsabilizando-o por um grande retrocesso no ensino superior quando ministro da Educação de Michel Temer. Uma das peças bem jocosas diz que ele apoia no plano nacional um candidato envolvido com milícias e corrupto, Flávio Bolsonaro, além de ser carimbado como golpista.
Carne e unha com Raquel – Preso ontem por envolvimento em esquemas de corrupção, o prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado (PSDB), conhecido como Joia, é ligadíssimo à governadora Raquel Lyra (PSD). Foi levado ao xadrez durante a Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Pernambuco. A sua esposa, a presidente da Câmara Municipal de Salgadinho, Elane Barbosa de Lima Salgado, também tucana, foi afastada do cargo. A operação desarticulou uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública. Na residência dele foram contabilizados cerca de R$ 580 mil em espécie. Em um segundo alvo, foram apreendidos aproximadamente R$ 167 mil em espécie e mais R$ 165 mil, em cheques.
Crescimento frustrado – A pesquisa da Quaest mostrou que Raquel Lyra (PSD), segundo o mesmo diretor do instituto, que deu entrevista ontem a uma emissora de rádio do Estado, não conseguiu abrir a vantagem que vinha sendo cogitada após um período de crescimento nas intenções de voto. A disputa com João Campos (PSB) permanece tecnicamente empatada. “A eleição segue competitiva, com um empate no limite da margem de erro. Ainda tem mais um mês de, digamos, bastante emoção”, disse Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest.
Autoridade em xeque – O presidente do STF, Edson Fachin, foi extremamente pressionado a agir de imediato, ontem, logo depois de o ministro Flávio Dino conceder uma liminar para reintegrar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, derrubando o afastamento determinado por Mendonça no dia anterior. A nova disputa por meio de decisões judiciais reforçou entre integrantes da Corte a percepção de que a crise passou a colocar em xeque também a autoridade de Fachin para conduzir uma saída institucional.
CURTAS
QUEIXA – O próprio Mendonça se queixou ao presidente do STF. Segundo relatos, ele classificou a decisão de Dino como ilegal e cobrou providências. Nos bastidores, ministros avaliam que os movimentos das alas envolvidas no embate passaram a atropelar a condução da presidência do STF e ameaçam esvaziar a autoridade de Fachin.
SESSÃO – O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a suspensão de “todo e qualquer procedimento” que envolva uma potencial investigação contra ministros da Corte e convocou uma sessão extraordinária do plenário para a próxima terça-feira, às 10h, para analisar o processo que reúne o relatório da Polícia Federal com menções ao ministro Alexandre de Moraes, cujo sigilo foi retirado por decisão do ministro André Mendonça.
SATISFAÇÃO – A Advocacia-Geral da União divulgou uma nota na qual afirma que recebeu com “satisfação, respeito e esperança” a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que manteve o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no cargo ao suspender os despachos dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o tema.
Perguntar não ofende: Se Lula vier a Pernambuco, liquida a fatura em favor de João?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou mais uma vez nesta quarta-feira, durante comício em Teresina, que o americano Donald Trump não deve se meter na eleição brasileira. O petista acrescentou ainda que a disputa deste ano definirá se haverá ou não democracia no país.
— Que não venham os americanos quererem influir nas nossas eleições. Porque a gente sabe o que eles são capazes. Se eles vierem se meter aqui, nós vamos derrotá-los. O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema nosso, de brasileiro e ninguém tasca. Eles vão ter que aprender conosco uma lição: nós somos pobres, mas somos orgulhosos. Temos que dizer a eles que caráter e dignidade não se compra em shopping, aeroporto, a gente traz da barriga da mãe da gente. E isso nós temos de sobra para ensinar qualquer país que queira se meter no nosso processo eleitoral. As informações são do jornal O GLOBO.
Lula citou o candidato do PT ao governo do Piauí, Rafael Fonteles, atual governador, para dizer que o futuro da democracia está em jogo na eleição.
— O que está em jogo este ano na eleição, não é se vai ter o Rafael, se vai ter o Lula, é se vai ter democracia ou não. É se o povo brasileiro vai ser respeitado ou não.
O presidente ainda afirmou, se referindo a Flávio Bolsonaro (PL), que os adversários são do mal.
— Porque vocês sabem que destruir é muito mais fácil do que construir. Para construir uma obra grande, leva décadas. Para destruir, leva um minuto. Eles são do mal. Eles são mentirosos. Eles contam mentira todo dia. Na verdade, eles não têm o que propor para este país.
A viagem ao Piauí colocou à prova o pacto de não agressão com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Ciro busca renovar a cadeira no Senado pelo partido do qual é presidente.
A legenda adotou neutralidade na disputa presidencial, frustrando as expectativas de Flavio Bolsonaro (PL), que buscava apoio da federação da sigla com o União Brasil. Em troca, dirigentes petistas defendem que Lula não faça discursos contrários a Ciro Nogueira no Piauí, estado em que o presidente venceu com 76% dos votos válidos em 2022.
Durante o comício, Lula disse que os seus candidatos ao Senado são Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), ambos concorrentes de Ciro, e afirmou que não aceita “vira-lata” ao seu lado.
— E quero que vocês saibam, eu não tenho outro candidato ao Senado. Os meus senadores são o Júlio César e o Marcelo Castro. A gente não aceita vira-lata do nosso lado. Nós queremos gente de bem.
O vereador Nivaldo Magagnin (MDB), de Treze de Maio , no Sul de Santa Catarina, morreu na manhã desta quarta-feira (9) após ser atingido por uma carga de aproximadamente uma tonelada de batatas.
O parlamentar, conhecido no meio político como “Nivaldo da Batata”, era dono de uma empresa de comercialização e beneficiamento de batatas e havia completado 63 anos na terça-feira (8). Ele trabalhava no momento do acidente, por volta das 8h20. As informações são do g1.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Urussanga, que atendeu a ocorrência, o vereador foi atingido por uma saca do tipo “big bag” (embalagem usada para grandes cargas) que estava suspensa a cerca de dois metros de altura.
O cabo de aço que sustentava a estrutura rompeu, e a carga caiu sobre ele.
O acidente ocorreu por volta das 8h20 na Rodovia Municipal José Meneghel, no bairro Santa Cruz. A prefeitura decretou luto oficial de três dias.
A equipe de resgate suspeita que o impacto da queda tenha prensado o vereador contra o chão. O corpo não tinha ferimentos externos aparentes.
As polícias Militar e Científica e o Instituto Médico-Legal (IML) foram acionados para realizar a perícia e recolher o corpo.
A causa da morte e as circunstâncias do rompimento do cabo de aço serão investigadas.
Prefeitura lamenta morte de vereador
A Prefeitura de Treze de Maio manifesta profundo pesar pelo falecimento do vereador Nivaldo Magagnin, aos 63 anos.
Neste momento de tristeza, a Administração Municipal se solidariza com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade, desejando força e conforto a todos.
Em respeito à sua memória e à sua trajetória na vida pública, o Município decreta três dias de luto oficial, conforme o Decreto nº 073/2026.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) criou uma comissão para analisar a possibilidade de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
A criação da comissão foi determinada na noite desta quarta-feira (9) pelo presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti. As informações são da CNN.
A ideia é pedir acesso aos autos das investigações que apuram a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro para que seja elaborado um parecer a ser votado pelo Conselho Federal da OAB.
“Da mesma forma que o Supremo, que os ministros, o Ministério Público, a Polícia Federal são capazes, através de seus agentes, de fazer toda essa investigação, nós também temos capacidade intelectual, através dos nossos conselheiros federais, presidentes de seccionais e juristas que já se propuseram a fazer parte dessa comissão, para fazer uma análise profunda de toda essa documentação”, disse Simonetti.
A decisão ocorre em um momento em que seccionais da OAB têm pressionado para que haja medidas da instituição contra Moraes. O movimento tem sido liderado, por exemplo, por São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, entre outros.
Nesta terça-feira, por exemplo, a OAB do Distrito Federal abriu processo ético-disciplinar contra o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que fez o contrato de R$ 129 milhões.