Por Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco
O maior problema de gestão política de Lula não está no Centrão, conglomerado de partidos de centro de direita que se abriga em qualquer governo, desde que tenha cargos. Está, na verdade, dentro do próprio PT, o partido oficial, que vive alimentando o fogo amigo para desestabilizar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Ontem, o ex-deputado federal e ex-presidente do PT, José Dirceu, reapareceu em cena e botou o dedo na ferida. Disse que é “quase uma covardia” integrantes do PT não apoiarem as propostas de Haddad. A fala se deu em um podcast da sigla. Afirmou que o debate e discussão de medidas do governo devem ser feitos dentro de ministérios e bancadas do governo –ou seja, de maneira interna. Uma vez acordadas, seria papel da sigla sustentar e apoiar as propostas, segundo ele.
“Não adianta criticar o Haddad, que é ministro da Fazenda, porque a política econômica é do governo do presidente Lula”, disse Dirceu ao ser questionado se as propostas de Lula e as propostas de Haddad seriam diferentes. Em 2023, Haddad e figuras do PT divergiram publicamente sobre a meta de déficit zero do Ministério da Economia.
Uma resolução da sigla chegou a chamar a medida de “austericídio fiscal”. Em uma entrevista no começo de 2024, Haddad se defendeu das críticas do próprio partido dizendo que podem “celebrar Bolsa, juros, câmbio, emprego, risco-país, PIB [Produto Interno Bruto] que passou o Canadá, essas coisas todas, e simultaneamente ter a resolução que fala ‘está tudo errado, tem que mudar tudo’”.
Depois da publicação, figuras do partido repercutiram a fala do ministro da Fazenda. Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que o partido está no “direito” de alertar o governo sobre uma “política fiscal contracionista” e que não considera estar “tudo errado” com as propostas da Fazenda. O também deputado petista, Lindbergh Farias (PT-RJ), foi às redes sociais comentar a entrevista de Haddad. Ele também negou que o partido diga que “está tudo errado”. Disse que o governo teve muitos acertos, mas que a meta de déficit zero não seria uma delas.
Depois de Olinda, chegou a vez de Caruaru debater o resultado das eleições 2026. A discussão, saudável, salutar e oportuna, está marcada para a próxima quinta-feira, a partir das 20 horas, na Câmara de Vereadores. “Vamos ampliar esse debate, que é necessário”, disse o presidente da Câmara, Bruno Lambreta (PSDB), que me fez o convite em nome dos demais colegas da Casa.
O debate será precedido de uma palestra minha na qual apresento um diagnóstico dos votos que saíram das urnas. Como ficou a composição do Congresso? Quais os partidos que elegeram maior número de senadores e deputados? Nos Estados, quais os partidos que emplacaram o maior número de governadores? Lula governa com o novo Congresso, de perfil extremamente conservador e de centro direita?
Tudo isso e outras questões vão dar o molho do debate em seguida a minha explanação. O evento é aberto ao público em geral, uma sequência do primeiro ocorrido em Olinda na última quinta-feira, por iniciativa do presidente da Câmara, Saulo Holanda (MDB).
O Instituto Luiz Mário Moutinho realiza, na próxima segunda-feira (9), a partir das 15h, no Hotel Novotel Recife Marina, o Workshop Relevância da Questão Federal. O encontro reúne o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Mauro Campbell Marques, magistrados e processualistas de Pernambuco e de Brasília para discutir o novo filtro de admissibilidade do recurso especial, mudança que altera a forma como os processos chegam à Corte.
Criada pela Emenda Constitucional 125/2022 e recentemente regulamentada, a relevância da questão federal passa a exigir que o recurso especial demonstre que a controvérsia ultrapassa o interesse das partes. Divididos em quatro painéis, os debates tratam do uso da inteligência artificial no filtro recursal, do diálogo com a repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF), do sistema de precedentes e dos mecanismos decisórios adotados pelo STJ.
Entre os participantes estão o desembargador Alexandre Freire Pimentel, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o professor Marco Aurélio Peixoto e os professores Rodrigo Becker, Henrique Mouta e Fabiano Tesolin, de Brasília. O encerramento, às 19h, fica com o ministro Mauro Campbell Marques, que aborda as perspectivas e os desafios do filtro da relevância no STJ, em mesa presidida pelo professor Luiz Mário Moutinho. “A relevância da questão federal muda quem chega ao STJ e como chega. Trazer esse debate para o Recife, com quem decide e com quem pensa o tema, faz parte do compromisso do Instituto com uma advocacia preparada para os tribunais superiores”, afirmou Luiz Mário Moutinho.
Com dez anos de atuação, conceito máximo no MEC e mais de 3 mil alunos formados, o Instituto Luiz Mário Moutinho se consolidou como referência na formação jurídica de alto nível no Nordeste. Ao reunir no Recife a vice-presidência do STJ, a magistratura pernambucana e nomes de referência nacional do processo civil, a instituição reafirma o papel de Pernambuco na construção do pensamento jurídico do país e aproxima academia, advocacia e tribunais. À frente do Instituto, Luiz Mário Moutinho reúne trajetória na docência, na advocacia, como sócio do escritório Loyo, Moutinho, Luzes & Cisneiros, e na magistratura, da qual é juiz aposentado.
O ex-prefeito de Petrolina e candidato a deputado federal nas eleições deste ano, Miguel Coelho (União Brasil), publicou um vídeo, ontem, em seu perfil no Instagram, para se pronunciar sobre o resultado do pleito, avaliar a trajetória recente de sua vida pública e pessoal e sinalizar os próximos passos de sua jornada. As informações são do blog do Carlos Britto.
No pronunciamento, Miguel fez um balanço de sua participação no processo eleitoral. Ele ressaltou ter obtido a maior votação da história de Petrolina para o cargo de deputado federal, mas admitiu que o resultado geral da disputa não atingiu a meta de sua candidatura, que terminou na suplência.
Ao refletir sobre o momento atual e rebater análises da oposição sobre um eventual fim de ciclo, o ex-gestor classificou o resultado como uma etapa de amadurecimento e relembrou a sequência de percalços enfrentados nos últimos anos, tanto na esfera pública quanto na vida pessoal.
Entre os episódios citados, Miguel mencionou a frustração das articulações políticas que inviabilizaram sua candidatura ao Senado Federal nas eleições passadas e o impacto da operação deflagrada pela Polícia Federal que o teve como alvo. No âmbito pessoal, relembrou com comoção a perda do filho na reta final da gestação de oito meses de sua esposa, momento que descreveu como o de maior dor vivenciado pela família.
Para o ex-prefeito, o acúmulo desses episódios e o desfecho das urnas trouxeram lições sobre resiliência e a necessidade de redefinir prioridades. Ao comparar a votação expressiva de quase 900 mil votos obtida na disputa ao Governo de Pernambuco em 2022 com os mais de 100 mil votos recebidos no pleito atual, ele reiterou que enxerga o processo como um ciclo de aprendizado.
Sobre o futuro, Miguel destacou que não tomará decisões políticas apressadas e que o momento atual será voltado ao convívio familiar, à gestão de seus negócios e à reflexão pessoal. “Sobre a política, percebi que preciso desapegar do que já foi, construir novas conquistas e saber o tempo de começar ou recomeçar novos projetos. É tempo de recomeço. Mas sem pressa, tudo no tempo de Deus”, afirmou, finalizando com um agradecimento aos eleitores de Pernambuco e da região do São Francisco.
O PL se articula para que a deputada Bia Kicis (DF), eleita senadora, seja a principal integrante da oposição nas discussões que deverão acontecer já no início do ano que vem sobre a reforma do Judiciário. A eventual escolha de Bia Kicis já será uma indicação importante sobre os rumos que terão essa reforma.
Seu grau de profundidade e sua capacidade ou não de cumprir a ideia que parece estar por trás dela de gerar um apaziguamento que evite as soluções mais radicais, como processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Não passa pela cabeça de Bia Kicis trocar uma reforma, por mais profunda que seja, pela possibilidade de discutir e vir a aprovar afastamentos de ministros, especialmente Alexandre de Moraes. Desde já, porém, é clara a impressão de que mudanças no Judiciário serão a primeira grande discussão do Congresso em 2027.
Um dos autores de um livro sobre reforma do Judiciário escrito há 30 anos e editado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o advogado com atuação nas Cortes superiores e analista político Melillo Dinis é cético quanto a uma reforma mais profunda do Judiciário, embora ela hoje seja mais do que necessária. “Não sei se será a principal reforma a acontecer na próxima legislatura. Sei que será a principal pauta da discussão política”, avalia ao Correio Político.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva enxergou, ainda no meio da campanha, que não seria possível fugir do tema do Judiciário. A enorme crise entre os poderes foi um dos maiores desgastes que teve que enfrentar. A tentativa da oposição de colar nele Alexandre de Moraes, suas decisões no mínimo controversas e o excesso de poder que conquistou quase lhe custaram a reeleição. Lula entendeu que a mudança do Judiciário se tornou vital. Ou a Suprema Corte seguirá como principal fator de crise do país.
Reeleito, Lula tentará conduzir o início da discussão. Mas é justamente na sua reeleição que reside a maior incógnita. Com ele, elegeu-se o Congresso mais à direita da história. Até que ponto essa direita eleita estará disposta a trocar a chance de impeachment de ministros pela reforma? A reeleição ajuda Lula ou a direita usará a sua força para atrapalhá-lo e manter acesa a crise?
Um dos problemas é que qualquer mudança sobre mandatos e critérios de escolha só valerá para os próximos ministros. Não poderá retroagir para os atuais. Esses seguirão com mandato vitalício interrompido somente por aposentadoria compulsória aos 75. Com 50 anos, o ministro mais novo da Corte, Cristiano Zanin, ainda terá 25 anos de STF.
Outro ponto complicado é que, ao final do mandato de Edson Fachin, quem assumirá a presidência do STF será o controverso Alexandre de Moraes. Ou seja, o maior alvo dos humores da oposição, com todos os poderes que já possui na condução das ações sobre os atos antidemocráticos e o ex-presidente Jair Bolsonaro é o próximo no comando.
Talvez todos esses fatores não venham a produzir o melhor ambiente para uma discussão serena de mudanças para o Judiciário. Especialmente se a oposição enxergar que tais mudanças visarão apenas a empurrar os problemas dos excessos do Judiciário com a barriga. Tudo deverá envolver muito a disposição que terá o Centrão.
O Centrão, assim, segue como o grande fiel da balança política. E um de seus principais líderes, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), surge como nome importante da articulação. Mas o que se viu este ano foi Alcolumbre numa posição pendular, ora próximo do governo ora da oposição. Para onde ele penderá caso siga no comando?
De qualquer modo, alguns temas já começam a despontar na pauta como principais mudanças discutidas. Um tempo de mandato para os ministros. Aumento da idade mínima para ser ministro do STF. Redução das decisões monocráticas e mudanças nos critérios de escolha são alguns dos pontos que tudo indica serão discutidos.
Muito honrado, a partir desta terça-feira passo a ocupar nova função no Correio da Manhã. Caberá a mim fazer a coordenação e integração de todas as seis diferentes edições diárias do jornal. Mais responsabilidade. Com isso, a editoria de Política passa a ser de Tales Faria, que assume o Correio Político. Seguirei no espaço que era dele na página 4.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, na manhã de hoje, a participação da sociedade civil no debate sobre a proibição das bets no país. O tema está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) e será discutido em audiência nesta manhã. “É importante que a sociedade civil participe para que haja justiça na decisão”, disse Lula em vídeo publicado nas redes sociais. Confira!
No voo bacurau da Gol para Brasília, o que sempre embarco, às 4h da madruga, a grata surpresa de ter a bordo, hoje, o prefeito de Afogados da Ingazeira, minha terra natal, Sandrinho Palmeira (PSB), que há muito não conversava com ele.
Foi ótimo, porque colocamos em dia os assuntos da terrinha-mãe, que como todo o Sertão, voltou a enfrentar uma das secas mais prolongadas e devastadoras, devido ao efeito do El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.
Sandrinho veio a Brasília para tentar a liberação de recursos federais na área de educação, especialmente para conclusão de escolas e creches em andamento. “Ainda bem que Lula foi reeleito. Não sei se com Flávio essas obras teriam continuidade”, comemorou.
O PT não pretende retirar o apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para presidente da Câmara dos Deputados, mas, o partido captou movimentos de aproximação do PL com o deputado e já deixaram claro ao parlamentar que não pretende compor o mesmo bloco que os liberais. O chilique petista diverge da eleição de 2025, quando os dois partidos declararam apoio a Motta. A diferença agora é que um dos articuladores da vitória, Arthur Lira (PP-AL), agora é senador.
O Senado deve votar, hoje, a PEC da Segurança Pública, considerada prioridade pelo governo Lula. A votação, inicialmente prevista para antes do 2º turno das eleições, foi adiada devido a um impasse sobre emendas apresentadas no Senado que propõem reduzir a maioridade penal.
O governo defende que o tema seja discutido separadamente da PEC, que precisa do apoio de pelo menos 49 senadores, em dois turnos, para ser aprovada.
O blog apurou e constatou que o presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, fez uso da assessoria de comunicação do partido para disparar, em massa, um release para a imprensa no qual categoricamente reduziu o senador Flávio Bolsonaro (PL) como “candidato derrotado” à Presidência da República.
Não que tal atitude soe como surpresa para veículos locais dado o histórico de oportuna apropriação eleitoral do clã, hoje ainda composto por André e Fred Ferreira, ambos egressos do PSC e, assim como Anderson, desprovidos de qualquer compromisso ideológico-partidário.
Mas até onde é possível ludibriar o eleitorado? Seria a direita pernambucana tão facilmente capaz de ser enganada sob a luz do sol ante as sombras de um projeto familiar de perpetuação no poder há anos desenhado sem qualquer respeito ao próprio eleitor? Para tanto, vamos aos fatos.
Do que vale a pena ser rememorado em sua trajetória, Anderson ganhou protagonismo na política por apresentar, em Brasília, enquanto parlamentar, um natimorto projeto de lei; e, em seguida, por ter abandonado a base aliada e subitamente encampado uma raivosa oposição ao então governador de Pernambuco, Paulo Câmara, à época filiado ao PSB.
O primeiro desvario veio como saída para um projeto de eleição municipal, enquanto o segundo por sobrevivência política, vide a imprevisibilidade que resultou no ingresso do ex-presidente Jair Bolsonaro no PL. Embriagado pelo poder, Anderson jamais cogitou a possibilidade de deixar a presidência estadual do PL.
Paralelamente, assistiu Bolsonaro ganhar corpo dentro do partido e impor ameaças, como o ex-ministro e hoje deputado federal eleito Gilson Machado Neto, indiscutivelmente o principal nome da direita e do bolsonarismo não apenas em Pernambuco, mas no Nordeste.
Para não ser preterido numa canetada, passou a se “vender”como arauto do conservadorismo, e para esse abismo levou consigo o irmão André, o cunhado Fred e a irmã Adriana, que foi empurrada goela abaixo como suplente do engodo eleitoral que foi a candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado.
Para tanto, precisaram se curvar a nomes como Lucas Pavanato (PL) e Nikolas Ferreira (PL), tendo que, literalmente, dançar conforme a cartilha, com corografias vexaminosas em busca de um mínimo de sobrevivência política.
Eis que chegamos ao capítulo “01”. Quem percorre os bastidores da política pernambucana sabe do asco que os Ferreira têm dos Bolsonaro. E sabe, também, mesmo que sem entender, de sua subserviência aos pés de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Ainda, sabe que o amor de última hora por Flávio Bolsonaro não veio por acaso.
Organizaram atos e venderam um apoio incondicional. Tentaram rifar candidaturas com táticas a partir da supressão do fundo partidário. Elegeram-se. Mas a que custo? Porque o — em tese — líder-mor acabou perdendo para o agora reeleito presidente Lula (PT).
Pouco mais de 24 horas depois, Anderson enviou um texto pronto para mais de uma dezena de blogs e veículos de comunicação com uma única mensagem: Flávio havia sido derrotado nas urnas, fugido do país, abandonado a pátria. Fora uma muleta eleitoral, mas diante do que passara a ser lido como um erro, tornara-se um déspota.
Diante de tudo, fica a pergunta: por que o eleitor de direita ainda se deixa enganar tão facilmente?
JANONES NÃO QUER MINISTÉRIO – O deputado André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal na internet “Exército de Lula”, postou em suas redes sociais um texto no qual explica a razão de não aceitar ser ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alegou que não poderia ter amarras do cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos. Segundo ele, o único lugar em que conseguirá entregar a Lula o que entregou no segundo turno da eleição é na Câmara dos Deputados. “Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele!”, escreveu.
Surubim perde um dos filhos mais ilustres – Surubim está enlutada. Morreu, ontem, aos 91 anos, um dos seus filhos mais ilustres e mais apaixonado pela cidade, com relevantes serviços prestados ao município e ao Estado: Adalberto Farias Cabral, ex-deputado estadual e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, pai do ex-deputado federal Danilo Cabral, atual secretário nacional do Ministério do Empreendedorismo. Engenheiro agrônomo, foi honrado pelo voto popular com três mandatos para o parlamento estadual antes de chegar ao TCE, corte que presidiu com elevado espírito público e competência. Fez uma legião de amigos na vida pública, deixando em seu lugar o filho Danilo, que deu continuidade a sua obra, fiel ao legado e ao aprendizado. O velório e o sepultamento estão previstos para hoje, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, a partir das 9 horas.
Na cruzada contra Milei – Por falar em Janones, ele se reuniu, ontem, com o ex-ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, derrotado por Javier Milei na última eleição presidencial. Massa é um dos nomes do peronismo cotado para ser candidato na eleição do ano que vem, na qual o atual presidente deve tentar a reeleição. Janones deve se encontrar ainda com a ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar. Janones se encontrou com Cristina após a reunião com Massa. Ele compartilhou uma publicação nas redes com uma foto ao lado da ex-presidente. “Ao lado de Cristina Kirchner para dizer ao mundo que sim, nós podemos derrotar a extrema direita ! Creiam!”, escreveu.
O fujão reaparece – O senador Flávio Bolsonaro, em sua primeira aparição pública após a fuga para os Estados Unidos, foi a um culto evangélico domingo passado, na Flórida. Nas fotos, ele aparece acompanhado da mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, do irmão Eduardo Bolsonaro e da cunhada, Heloísa. Ele também posou com os pastores responsáveis pela igreja: Alice Fernandes, a Mãezona, e José Maurício Fernandes, conhecido como Paizão. Durante o culto, o pastor José Maurício chegou a falar diretamente para o senador sobre derrota, mas sem citar diretamente a eleição. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, falou o pastor.
O adeus de José Múcio – “Já dei minha cota ao governo. Agora, vou cuidar de mim”, disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, numa conversa com este blogueiro. Mesmo que o presidente Lula (PT) venha a insistir com a presença do “Pacificador das Forças Armadas”, como assim ganhou notoriedade ao devolver paz e harmonia aos quartéis, que se inquietaram na gestão Bolsonaro, Múcio não irá ceder, porque já decidiu buscar qualidade de vida ao lado da família.
CURTAS
CHANTAGEM – Após a queda nas bolsas e a subida do dólar na semana passada, integrantes do governo e do PT intensificaram uma ofensiva contra o que classificam de “chantagem, terrorismo e especulação” do mercado financeiro, com críticas à cobrança de ajuste fiscal.
PAÍS 1 – A investida começou com o ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia, Rui Costa, que criticou o setor financeiro, dizendo que esses agentes também precisam pensar no país.
PAÍS 2 – “O Brasil precisa discutir o setor financeiro, aqueles que fazem formação de preço, formação de expectativas. Eles precisam também pensar no país”, disse Rui em entrevista ao portal Metrópoles. “Tem muito, na minha opinião, de especulação, de busca de ganhos extraordinários”, acrescentou.
Perguntar não ofende: Quando a governadora vai pagar os passivos dos hospitais conveniados ao Sassepe?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar no quarto mandato um Ministério da Comunicação Digital, reunindo secretarias vinculadas hoje a outras pastas e permitindo ao petista uma atuação mais forte nas redes sociais.
Se vingar, a expectativa é que a nova estrutura fique com o deputado federal André Janones (Rede-MG). Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o parlamentar afirmou, no entanto, que seu plano é integrar a base do governo na Câmara. As informações são do jornal O Globo.
No seu primeiro discurso após ser reeleito, o presidente agradeceu Janones mais de uma vez por ter criado o canal de Whatsapp “Exército do Lula”. Ele frisou que o aliado teve um “papel crucial na campanha” e prometeu mais espaço para a área na nova gestão: “Quero dizer a vocês que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande.”
Segundo aliados, pelo plano em discussão, o ministério teria autonomia em relação à pasta de Comunicação Social (Secom). A nova estrutura herdaria a Secretaria de Direitos Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à própria Secom.
A princípio, caberia ao novo ministério cuidar da regulamentação das redes sociais, outra promessa feita por Lula na noite da vitória. No atual mandato, o governo não conseguiu adesão no Congresso para tratar do tema.
“Nessa eleição a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas de grande, ganhando bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral”, discursou.
Desde a divulgação do resultado, o presidente deu mostras de reconhecimento a Janones. Na última quinta-feira, Lula chamou o mineiro para um almoço no Palácio da Alvorada.
No encontro, gravou um áudio para o canal e Whatsapp, que ultrapassou os 10,5 milhões de inscritos, no qual anunciou que fará uma live com o parlamentar na semana que vem.
“Eu vou seguir o que o presidente determinar. Se ele falar que é no ministério, se ele falar que é na Câmara, se ele falar que é na liderança, eu vou ouvi-lo”, desconversou Janones na chegada para a agenda.
O presidente do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirma que a criação da nova pasta não é certa: “O presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais.”
Por outro lado, há no próprio governo quem veja com ressalvas a possibilidade de Janones comandar um ministério, pois existem dúvidas se ele seria tão bom gestor como comunicador.
É certo, por enquanto, que o canal de Whatsapp “Exército do Lula” permanecerá ativo.
Ao longo do terceiro mandato do petista, a comunicação digital foi alvo de críticas. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, chegou a ter forte influência na área até a chegada de Sidônio Palmeira à Secom, em janeiro de 2025. Nos primeiros anos de governo, a secretaria de Estratégias e Redes era comandada por Brunna Rosa, próxima de Janja.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), informou nesta segunda-feira (2), pelas redes sociais, que o atual secretário de Fazenda do Estado, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, irá permanecer no cargo no próximo mandato. No fim da mensagem, Fonteles, que é cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula, escreveu: “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”.
“Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo”, acrescentou.
O petista afirmou que o Piauí é o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação à receita, possui capacidade de pagamento B+ (segundo o Tesouro Nacional) e despesa de pessoal controlada (38%). Ainda segundo ele, o Estado é um dos dois únicos do País que não tem dívida junto ao governo federal e taxa de endividamento total inferior à metade da taxa de endividamento de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Matemático, apontado como um “prodígio” no PT, Fonteles negou ter discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também com outras pessoas a possibilidade de assumir um cargo no quarto mandato do petista. Uma semana após a reeleição do presidente, o principal cotado à Fazenda conta com a sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que o governo Lula fará equilíbrio fiscal com o corte de privilégios e não em benefícios sociais.
O principal obstáculo é o fato de ele ter sido reeleito, no último dia 4, governador do Piauí com 70,90% dos votos válidos, a maior vitória porcentual do País. Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), se Fonteles assumir um cargo no governo Lula sem tomar posse do governo do Piauí, será a primeira vez em 108 anos que um político eleito por voto popular decide não assumir o governo estadual.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, divulgou nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) Adalberto Farias Cabral, ocorrido nesta segunda-feira (2). O parlamentar destacou a trajetória política e administrativa do pernambucano, que também ocupou cargos na Prefeitura do Recife.
Confira a nota na íntegra:
Nota de pesar
A Assembleia Legislativa de Pernambuco lamenta o falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Adalberto Farias Cabral, acontecido nesta segunda-feira (02.11). Com grandes serviços prestados ao estado, Adalberto exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1988, quando foi nomeado para o TCE.
No tribunal, comandou a presidência por dois mandatos, tendo sido também ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Ele teve ainda atuação marcante na administração municipal do Recife, ocupando os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e presidente da Companhia de Transportes Urbanos (CTU).
Nascido em Surubim, no Agreste, o ex-deputado era engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Externamos aqui os nossos pêsames e solidariedade aos familiares e amigos neste de momento de despedida e saudade.
Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.