Anderson descarta Flávio após fuga do Brasil
O blog apurou e constatou que o presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, fez uso da assessoria de comunicação do partido para disparar, em massa, um release para a imprensa no qual categoricamente reduziu o senador Flávio Bolsonaro (PL) como “candidato derrotado” à Presidência da República.
Não que tal atitude soe como surpresa para veículos locais dado o histórico de oportuna apropriação eleitoral do clã, hoje ainda composto por André e Fred Ferreira, ambos egressos do PSC e, assim como Anderson, desprovidos de qualquer compromisso ideológico-partidário.
Leia maisMas até onde é possível ludibriar o eleitorado? Seria a direita pernambucana tão facilmente capaz de ser enganada sob a luz do sol ante as sombras de um projeto familiar de perpetuação no poder há anos desenhado sem qualquer respeito ao próprio eleitor? Para tanto, vamos aos fatos.
Do que vale a pena ser rememorado em sua trajetória, Anderson ganhou protagonismo na política por apresentar, em Brasília, enquanto parlamentar, um natimorto projeto de lei; e, em seguida, por ter abandonado a base aliada e subitamente encampado uma raivosa oposição ao então governador de Pernambuco, Paulo Câmara, à época filiado ao PSB.
O primeiro desvario veio como saída para um projeto de eleição municipal, enquanto o segundo por sobrevivência política, vide a imprevisibilidade que resultou no ingresso do ex-presidente Jair Bolsonaro no PL. Embriagado pelo poder, Anderson jamais cogitou a possibilidade de deixar a presidência estadual do PL.
Paralelamente, assistiu Bolsonaro ganhar corpo dentro do partido e impor ameaças, como o ex-ministro e hoje deputado federal eleito Gilson Machado Neto, indiscutivelmente o principal nome da direita e do bolsonarismo não apenas em Pernambuco, mas no Nordeste.
Para não ser preterido numa canetada, passou a se “vender”como arauto do conservadorismo, e para esse abismo levou consigo o irmão André, o cunhado Fred e a irmã Adriana, que foi empurrada goela abaixo como suplente do engodo eleitoral que foi a candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado.
Para tanto, precisaram se curvar a nomes como Lucas Pavanato (PL) e Nikolas Ferreira (PL), tendo que, literalmente, dançar conforme a cartilha, com corografias vexaminosas em busca de um mínimo de sobrevivência política.
Eis que chegamos ao capítulo “01”. Quem percorre os bastidores da política pernambucana sabe do asco que os Ferreira têm dos Bolsonaro. E sabe, também, mesmo que sem entender, de sua subserviência aos pés de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Ainda, sabe que o amor de última hora por Flávio Bolsonaro não veio por acaso.
Organizaram atos e venderam um apoio incondicional. Tentaram rifar candidaturas com táticas a partir da supressão do fundo partidário. Elegeram-se. Mas a que custo? Porque o — em tese — líder-mor acabou perdendo para o agora reeleito presidente Lula (PT).
Pouco mais de 24 horas depois, Anderson enviou um texto pronto para mais de uma dezena de blogs e veículos de comunicação com uma única mensagem: Flávio havia sido derrotado nas urnas, fugido do país, abandonado a pátria. Fora uma muleta eleitoral, mas diante do que passara a ser lido como um erro, tornara-se um déspota.
Diante de tudo, fica a pergunta: por que o eleitor de direita ainda se deixa enganar tão facilmente?
JANONES NÃO QUER MINISTÉRIO – O deputado André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal na internet “Exército de Lula”, postou em suas redes sociais um texto no qual explica a razão de não aceitar ser ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alegou que não poderia ter amarras do cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos. Segundo ele, o único lugar em que conseguirá entregar a Lula o que entregou no segundo turno da eleição é na Câmara dos Deputados. “Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele!”, escreveu.

Surubim perde um dos filhos mais ilustres – Surubim está enlutada. Morreu, ontem, aos 91 anos, um dos seus filhos mais ilustres e mais apaixonado pela cidade, com relevantes serviços prestados ao município e ao Estado: Adalberto Farias Cabral, ex-deputado estadual e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, pai do ex-deputado federal Danilo Cabral, atual secretário nacional do Ministério do Empreendedorismo. Engenheiro agrônomo, foi honrado pelo voto popular com três mandatos para o parlamento estadual antes de chegar ao TCE, corte que presidiu com elevado espírito público e competência. Fez uma legião de amigos na vida pública, deixando em seu lugar o filho Danilo, que deu continuidade a sua obra, fiel ao legado e ao aprendizado. O velório e o sepultamento estão previstos para hoje, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, a partir das 9 horas.
Na cruzada contra Milei – Por falar em Janones, ele se reuniu, ontem, com o ex-ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, derrotado por Javier Milei na última eleição presidencial. Massa é um dos nomes do peronismo cotado para ser candidato na eleição do ano que vem, na qual o atual presidente deve tentar a reeleição. Janones deve se encontrar ainda com a ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar. Janones se encontrou com Cristina após a reunião com Massa. Ele compartilhou uma publicação nas redes com uma foto ao lado da ex-presidente. “Ao lado de Cristina Kirchner para dizer ao mundo que sim, nós podemos derrotar a extrema direita ! Creiam!”, escreveu.
O fujão reaparece – O senador Flávio Bolsonaro, em sua primeira aparição pública após a fuga para os Estados Unidos, foi a um culto evangélico domingo passado, na Flórida. Nas fotos, ele aparece acompanhado da mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, do irmão Eduardo Bolsonaro e da cunhada, Heloísa. Ele também posou com os pastores responsáveis pela igreja: Alice Fernandes, a Mãezona, e José Maurício Fernandes, conhecido como Paizão. Durante o culto, o pastor José Maurício chegou a falar diretamente para o senador sobre derrota, mas sem citar diretamente a eleição. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, falou o pastor.

O adeus de José Múcio – “Já dei minha cota ao governo. Agora, vou cuidar de mim”, disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, numa conversa com este blogueiro. Mesmo que o presidente Lula (PT) venha a insistir com a presença do “Pacificador das Forças Armadas”, como assim ganhou notoriedade ao devolver paz e harmonia aos quartéis, que se inquietaram na gestão Bolsonaro, Múcio não irá ceder, porque já decidiu buscar qualidade de vida ao lado da família.
CURTAS
CHANTAGEM – Após a queda nas bolsas e a subida do dólar na semana passada, integrantes do governo e do PT intensificaram uma ofensiva contra o que classificam de “chantagem, terrorismo e especulação” do mercado financeiro, com críticas à cobrança de ajuste fiscal.
PAÍS 1 – A investida começou com o ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia, Rui Costa, que criticou o setor financeiro, dizendo que esses agentes também precisam pensar no país.
PAÍS 2 – “O Brasil precisa discutir o setor financeiro, aqueles que fazem formação de preço, formação de expectativas. Eles precisam também pensar no país”, disse Rui em entrevista ao portal Metrópoles. “Tem muito, na minha opinião, de especulação, de busca de ganhos extraordinários”, acrescentou.
Perguntar não ofende: Quando a governadora vai pagar os passivos dos hospitais conveniados ao Sassepe?
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