Vídeo mostra um outro ângulo da cadeirada de Datena (PSDB) no candidato do PRTB, Pablo Marçal, além de um trecho da discussão entre ambos após a interrupção do debate. Confira:
Vídeo mostra um outro ângulo da cadeirada de Datena (PSDB) no candidato do PRTB, Pablo Marçal, além de um trecho da discussão entre ambos após a interrupção do debate. Confira:
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), compartilhou hoje (12) uma publicação que associa imagens de uma jovem supostamente usando drogas a atos de vandalismo para criticar a manifestação pró-Lula realizada na capital paulista no domingo (11). A gravação da garota, no entanto, circulava nas redes sociais antes do protesto e teria sido feita fora do Brasil, segundo a agência de checagem Aos Fatos.
Imagem não foi feita no Brasil
Em publicação no Instagram, Tarcísio contrapôs imagens de brasileiros vestidos de verde e amarelo a cenas que classificou como de “vandalismo, depredação e intolerância”. O governador afirmou que a democracia garante o direito de protestar, mas não o de destruir, e defendeu a paz no país. As informações são do UOL.
Leia maisQuestionado pelo UOL, o governador de São Paulo não respondeu por que utilizou imagens que não eram do ato na Paulista em vídeo sobre a manifestação. A nota do governador cita a ocorrência de cinco placas de vidro danificadas além da aplicação de adesivos e pichações em paredes e corrimãos do Metrô em escadas fixas e rolantes e no interior de um trem.
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), compartilhou a mesma imagem de outro perfil no Instagram. O senador pergunta: “É isso que você quer para o futuro do Brasil?” O vídeo tinha mais de um milhão de curtidas às 16h30.

A publicação reúne diferentes imagens, entre elas a de uma mulher de cabelos vermelhos levando o rosto em direção a um objeto que segura nas mãos. Segundo a agência de checagem Aos Fatos, há registros da circulação do vídeo no sábado (10), um dia antes das manifestações no Brasil, em perfis argentinos e chilenos no X, antes do ato em São Paulo.
Uma publicação em espanhol atribuía a gravação a uma marcha em apoio à Palestina na Alameda, no Chile. A versão, porém, também não foi confirmada. Até a publicação da checagem, não havia sido possível identificar a mulher, determinar a origem do vídeo ou confirmar qual substância aparece nas imagens.
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Por Estadão Conteúdo
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou que houve um “problema técnico” na exibição da propaganda eleitoral do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e que o material vai ser transmitido novamente. A manifestação ocorreu em nota nesta segunda-feira (12).
Mais cedo, Flávio reclamou da falta de áudio na sua propaganda eleitoral exibida na televisão no horário do almoço. Segundo o TSE, o arquivo vai ser corrigido. “O Tribunal Superior Eleitoral esclarece que o problema de áudio registrado hoje no horário eleitoral do candidato Flávio Bolsonaro ocorreu devido a um problema técnico no Pool de Mídias”, diz.
Leia maisA Corte prossegue: “No momento da finalização das mídias, antes da exibição, não foram carregados os áudios de nenhuma das duas propagandas de televisão em bloco desta segunda-feira (12), às 13h, para o cargo de presidente da República”.
O TSE afirma ainda: “Contudo, houve tempo hábil para a correção do problema antes da exibição da segunda propaganda, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. O arquivo com a propaganda do candidato Flávio Bolsonaro foi corrigido e será reexibido”.
De acordo com o plano de mídia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a transmissão das propagandas eleitorais são de responsabilidade de um “pool” de emissoras.
Nas redes sociais, Flávio disse que não acredita que a falta de som ocorreu por acaso. “Você acredita em coincidência? Cara, não. Não acredito, não existe coincidência. Vocês acham que vão calar a minha voz? Não vão calar, não vão conseguir, não adianta.”
O candidato do PL também pediu para que os seus eleitores compartilhem a sua propaganda na internet, com áudio. “Ninguém vai calar a voz do povo brasileiro”, declarou.
A reportagem também enviou questionamentos ao “pool” de emissoras responsável pela transmissão, mas não obteve retorno.
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Por Agência Brasil
A coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a remoção de postagens falsas envolvendo o comício realizado ontem (11), na Avenida Paulista, em São Paulo.
O PT acusa a campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e seus apoiadores de postarem desinformação para vincular imagens antigas de pessoas usando drogas com os militantes que estiveram no comício, além de atribuir ao partido episódios de vandalismo.
Segundo a campanha, os posts foram compartilhados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), os deputados eleitos Lucas Pavanato (PL-SP) e Rony de Assis Gebrial (Podemos-RS), e o influenciador Pablo Marçal. O conteúdo alcançou ao menos um milhão de visualizações apenas no Instagram.
Na petição encaminhada ao TSE, a campanha de Lula pede que as postagens sejam removidas das principais plataformas em 24 horas e que novos posts idênticos sejam proibidos. Em caso de descumprimento, o partido solicita ainda que as plataformas Meta e X sejam multadas. O caso será julgado pelo ministro Marco Aurélio Belizze.
Do UOL
Relatório técnico do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), feito por determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, indica que não encontrou publicações com informações falsas a favor de Lula (PT) e/ou contra Flávio Bolsonaro (PL) no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
O canal com mais de 3 milhões de inscritos é coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG). Tem como principal finalidade o compartilhamento de informações, vídeos, fotos, áudios e orientações para apoiadores de Lula no segundo turno.
Leia maisO impasse na Justiça Eleitoral teve início com pedido da campanha de Flávio. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) alegou que o canal reproduzia notícias falsas contra ele.
“Os elementos reunidos oferecem subsídios para a avaliação dos riscos à integridade do processo eleitoral. No período examinado, não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos, ressalvado o conteúdo de vídeos que, pela urgência, não foram transcritos”, diz o relatório técnico do TSE.
Ontem, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu uma ordem de Nunes Marques. Com isso, reabilitou o funcionamento do canal de WhatsApp. A nova decisão é preliminar e deverá ser discutida pelo plenário do TSE.
Apesar de manter o funcionamento do canal, Cueva reforçou que é inteiramente proibida a vinculação de conteúdos falsos. Caso haja descumprimento, poderá haver novamente a suspensão do canal.
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Por Letícia Lins
Do OxeRecife
O Brasil perdeu um grande intelectual, pensador, transgressor, filósofo, “pai” de uma geração de cineastas que agitaram o século anterior com produção de filmes super oito, a bitola possível com que se fazia cinema nas gerações passadas. Entre os seus “filhos” encontram-se Paulo Cunha, os saudosos Amin Steaple e Geneton Moraes Neto, que não mais estão aqui para lhe prestar homenagem. Mas Paulo, hoje professor da Universidade Federal de Pernambuco, exaltou em suas redes sociais, aquele que foi um “brilhante pensador e criador” e também, um dos seus “maiores amigos”. Jomard partiu, aos 89 anos, e será sepultado às 16h deste Dia da Criança e Nossa Senhora Aparecida, no Cemitério de Santo Amaro.
Para Paulo Cunha, ele “vai fazer uma falta enorme” e “grande parte da alegria de Pernambuco adormece”. Sim, Jomard fará muita falta, aos amigos, aos alunos, aos seguidores, aos amantes dos seus “atentados poéticos”, como ele costumava chamar os irreverentes versos que costumava distribuir por e-mail para os amigos. Sua mente brilhante sempre fervilhou. Talvez por isso tenha sido um dos intelectuais perseguidos pela ditadura militar de 1964, que não gostava de seres pensantes.
Leia maisEle havia sido convidado pelo educador Paulo Freire para integrar o Serviço de Extensão da Universidade Federal de Pernambuco. Chegou a ser preso, no mesmo ano do golpe militar e até dividiu cela com o militante comunista Gregório Bezerra, um das lendas da esquerda pernambucana. Foi aposentado precocemente, mas continuava dando aulas e cursos em Campina Grande, em João Pessoa, e onde fosse chamado.
É um dos precursores do tropicalismo, e admirado por artistas como Gilberto Gil e Caetano Veloso. Também era amigo do polêmico cineasta Glauber Rocha. Foi um dos autores do primeiro manifesto tropicalista, movimento de brasilidade que pipocaria logo depois. Era impossível ficar indiferente à irreverência, à sabedoria e à perspicácia de Jomard. Ele tinha o dom de mostrar a direção, nortear vidas. Que o diga o professor de Literatura da UFPE, Anco Márcio, que o viu pela primeira vez, quando tinha apenas 17 anos e cursava o científico.
Em suas redes sociais, ele lembrou que quase ainda “um moleque”, em 1982, conheceu Jomard em uma livraria do Recife, quando este fazia uma de suas habituais performances. “Naquela noite, todo um mundo se abriu para mim”, lembra. Os dois se tornaram amigos, e para Anco, Jomard era “a mente mais inquieta que conheci, mais livre, mais transgressor, mais verdadeiro, uma metralhadora giratória”.
Convivi muito com Jomard. A gente sempre se encontrava na Rua Sete de Setembro, nos saudosos tempos da Livro 7, que reunia os intelectuais do Recife. Mas a lembrança mais inquietante aconteceu em um carnaval do Recife, quando me defrontei, na Rua da Aurora, na sexta-feira à noite com o criador de “O Palhaço Degolado” e do “Inventário do Feudalismo Cultural“. Estávamos na gestão Jarbas Vasconcelos como Prefeito do Recife, e era o primeiro ano em que a alegoria gigante do Galo da Madrugada era montada sobre a Ponte Duarte Coelho.
Penso que eu ia me encontrar na sexta-feira com o pessoal do Bloco “Nem sempre Lili toca flauta“. Ao encontrar Jomard com uma câmera, em plena Rua da Aurora, ver o carnaval fervendo na sexta-feira, e presenciar a dificuldade dos operários para acabar de montar a alegoria, brinquei com ele, na qualidade de porta-estandarte da “Troça Nóis Sofre Mais Nóis Goza”. É que ninguém conseguiua colocar a cabeça do Galo.
“Jomard, no próximo carnaval não estarei só no “Nóis sofre mais nóis goza”, pois vou fundar outro bloco em homenagem a esse Galo sem Cabeça, em pleno carnaval. O bloco se chamará “O Galo Degolado”. Passou o tempo, um dia Jomard me chama para a estreia de um filme dele, cujo título não lembro mais. Era um filme meio sombrio, todo mundo acompanhava em silêncio, mas a gargalhada era geral, quando eu aparecia, do nada, falando no “Galo degolado”. Só Jomard mesmo, para me aprontar uma dessa… Jomard era assim. Filmava o que via e o que vivia. Na foto acima, ele documenta Lula, quando este era ainda um líder operário.
Posteriormente, a cineasta Luci Alcântara fez um documentário sobre a vida e obra do nosso mestre. Hoje meu amigo Mucíolo Ferreira, que trabalhou na Prefeitura e que via Jomard lá, quando chefiava o setor de cultura da PCR, lembrou que trabalhou com ele na primeira gestão de Jarbas. “Foi dele e de Marcelo Mário de Melo a ideia de levar o carnaval do Recife para a parte peninsular da cidade. Dois gênios que tiveram o olhar futurista, vanguardista, para o que é hoje o fantástico carnaval do Recife Antigo”, diz. Da Bahia, o antropólogo Fernando Batista lamenta o encantamento de Jomard. “Foi lutar por nós do outro lado”… Que Deus o tenha, Jomard, e que você continue agitando lá por cima. Você fará falta para sempre, em nossas mentes e corações. E rogai por nós…”
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O empresário Fredy William Lima de Lira, de 44 anos, foi morto a tiros na noite da última quarta-feira (7), na rodovia PE-275, entre São José do Egito e Tuparetama, no Sertão do Pajeú, em Pernambuco.
Segundo o blog do Nill Júnior, Fredy foi interceptado por volta das 21h e atingido por três disparos. Ele foi levado ao Hospital de Tuparetama, sofreu paradas cardíacas, chegou a ser reanimado, mas não resistiu.
De acordo com relatos de pessoas da região, Fredy era conhecido por seu envolvimento em eleições e pelo hábito de realizar apostas altas. Ele também cursava Direito na Faculdade Vale do Pajeú (FVP), em São José do Egito.
Em 7 de setembro, Fredy teve sua picape incendiada enquanto participava de uma carreata em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), em São José do Egito. Ele publicou vídeos nas redes sociais mostrando o veículo destruído e, depois, pedindo contribuições financeiras para recuperar o prejuízo. Na ocasião, manifestou preocupação com sua segurança.
Na última quinta-feira (8), a FVP divulgou nota oficial de pesar e repúdio ao assassinato do estudante. A instituição decretou luto institucional e suspendeu as atividades acadêmicas no dia. A faculdade afirmou que “nenhuma divergência política, ideológica, religiosa ou de pensamento pode justificar a violência” e cobrou das autoridades uma investigação “rigorosa, célere e transparente”.
A Polícia Civil investiga o caso. Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), ainda não é possível determinar a motivação do crime nem identificar os responsáveis. O órgão considera prematuro estabelecer conclusões sobre o caso.
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Do UOL
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) esteve no Santuário Nacional, em Aparecida (SP), para participar de uma missa no dia da padroeira do Brasil. Antes da celebração, ele disse que iria rezar pela saúde do Papa Leão 14, que anunciou que está com um nódulo no pulmão e que passará por cirurgia.
Geraldo Alckmin estava acompanhado de diversas figuras públicas. Além de sua esposa, Lu Alckmin, estavam com ele o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Gilberto Kassab, presidente do PSD, a deputada federal Tabata Amaral e João Campos, presidente do PSB.
Leia maisApoiadores entoaram gritos a favor da reeleição de Lula (PT). Ao ver Alckmin, a multidão começou a gritar: “Olê, olê, olê, olá, Lula! Lula!”. Houve também manifestações contrárias. Na saída do local, por exemplo, alguém chamou o vice-presidente de ladrão.

Geraldo pediu pelo Brasil e pela saúde do Papa. “Que seja breve a recuperação de sua santidade”, disse em suas redes sociais. Também afirmou que pediria a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pelo futuro do país.
Ainda na cidade, Alckmin deu entrevistas para uma rádio local. Em seus stories no Instagram, o vice-presidente mostrou que segue em campanha durante uma participação na Rádio Aparecida.
Tabata postou nas redes que estava pedindo orações por sua mãe. Reni Amaral sofreu um acidente no dia anterior às eleições e precisou ser hospitalizada na UTI. João Campos publicou apenas uma homenagem à santa. Já Kassab e Padilha dividiram momentos da visita ao Santuário em suas redes sociais.
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Do Metrópoles
A propaganda eleitoral do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi transmitida sem som na televisão nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. Durante a exibição, as imagens apareciam na tela, mas não era possível ouvir o áudio da campanha.
O problema ocorreu por volta das 13h, durante o horário eleitoral. Na sequência, a propaganda do presidente Lula (PT), adversário de Flávio no segundo turno, foi exibida normalmente, com som.
Leia maisA ausência de áudio gerou reclamações de telespectadores, que apontaram a diferença entre as duas transmissões. “Propaganda política do Flávio sem som, logo no dia de feriado de 12 de outubro, com a maioria do povo em casa, isso às 13h”, escreveu um internauta no X.
Outro telespectador afirmou que o problema foi registrado em diferentes emissoras. “No horário da propaganda eleitoral, que começou pelo Flávio Bolsonaro, faltou áudio em todos as emissoras que transmitiam, e na hora do partido do Lula voltou o áudio”, relatou.
A campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada para comentar a falha e informar o que pode ter provocado o problema. Até a publicação desta reportagem, não havia se manifestado. O espaço segue aberto.
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Por Bela Magale
Do jornal O Globo
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avaliam que o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, entrou no segundo turno das eleições no modo “tratoraço” e deixou para trás a postura de equilíbrio que tentava cultivar. A visão é compartilhada por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Quatro membros da corte eleitoral ouvidos pela coluna disseram que o fato de Flávio Bolsonaro ter terminado o primeiro turno com pouco menos de dois pontos percentuais à frente de Lula tem feito Nunes Marques partir para o “tudo ou nada”.
Leia mais“Ele ligou o trator e está vindo com tudo. Inclusive contra as prerrogativas dos juízes do próprio tribunal e contra o plenário do TSE”, resumiu um ministro da corte eleitoral.
A leitura desses ministros é que, após Flávio Bolsonaro ter tomado a dianteira no primeiro turno, Nunes Marques teria avaliado que os membros do tribunal fariam gestos ao candidato do PL. Essa ala do TSE acredita que Nunes Marques interpretou a decisão da corte eleitoral de anular votos de Anthony Garotinho e dar vitória no primeiro turno a Douglas Ruas (PL), aliado de Flávio no Rio de Janeiro, como um sinal neste sentido.
As decisões que se seguiram no plenário virtual, no entanto, impuseram derrotas para Flávio Bolsonaro, o que fez com que Nunes Marques entrasse em campo. Na sexta-feira (9), ele suspendeu o julgamento virtual de três casos em que já havia maioria favorável à campanha de Lula.
Ontem (11), o presidente do TSE atropelou uma decisão do corregedor da corte, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, e determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG). O pedido foi feito pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Posteriormente, Cueva derrubou a decisão de Nunes Marques e restabeleceu o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Como informou O GLOBO, a avaliação de integrantes do TSE é de que a decisão de Nunes Marques resulta em uma quebra de confiança, não só da sociedade com o tribunal, mas também internamente.
Integrantes da corte eleitoral e do STF destacam que, ao derrubar o canal de apoio a Lula, Nunes Marques deu uma decisão no âmbito administrativo e usou o poder de polícia conferido ao presidente do TSE de maneira errada. Isso porque esse poder de suspender divulgação de conteúdo pelo presidente da corte só se aplica a casos de fake news contra o próprio TSE e à Justiça Eleitoral, como ataques às urnas.
Ministros da corte eleitoral relataram que houve uma mudança de postura de Nunes Marques após o primeiro turno. Eles afirmam que, antes, o presidente do TSE buscava algum diálogo e até voltava atrás quando avaliava que havia pesado a mão em algum tema, como foi o caso das pesquisas eleitorais e o uso de avatares com Inteligência Artificial pelas campanhas.
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Por Agência O Globo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, marcou para amanhã (13) uma reunião com as equipes jurídicas das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro. O encontro ocorre após uma série de decisões do TSE, algumas conflitantes, dadas a pedido dos advogados dos presidenciáveis.
A reunião foi marcada para o início da segunda semana do segundo turno das eleições, em meio a uma nova leva de pedidos encaminhados pelas campanhas ao TSE. Na semana passada, primeira semana pós segundo turno, já foram impetrados pelo menos mais 85 processos envolvendo Lula, Flávio, a coligação que patrocina a candidatura do presidente, e o PL Nacional.
Leia maisA eleição de 2026 já se tornou um marco em termo de judicialização das campanhas à Presidência. Levantamento feito pelo O Globo identificou que o TSE recebeu 698 processos envolvendo as duas principais candidaturas apenas até o último dia 4, um recorde considerando as duas últimas eleições presidenciais.
O principal ponto de tensão entre as campanhas, atualmente, é a atuação do canal ‘Exército do Lula’, criado pelo deputado federal André Janones no Whatsapp. A campanha de Flávio questionou no TSE, em diferentes frentes, o canal e os conteúdos nele disseminados.
Neste fim de semana, o caso se tornou pivô de impasse entre o corregedor da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Boas Cueva, e Nunes Marques. No sábado, o primeiro requereu mais informações antes de decidir sobre um pedido de suspensão do canal, sob o argumento de que a solicitação não foi devidamente instruída pela campanha de Flávio. No domingo pela manhã, em outro processo, o presidente do TSE mandou o Whatsapp derrubar o ‘Exército do Lula’.
A decisão de Nunes Marques causou incômodo e desconfiança internamente. Levou inclusive o corregedor a assinar um novo despacho, na tarde de ontem, restabelecendo o canal e tecendo críticas à conduta de Nunes Marques. O ministro destacou que a campanha de Flávio não apresentou dados suficientes que justificassem a derrubada.
Na madrugada desta segunda, Nunes Marques assinou um novo despacho sobre o caso. O ministro determinou o envio de pedido do PL sobre o ‘Exército do Lula’ à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE para que, “com a máxima urgência, preste informações técnicas” sobre o caso.
“Solicita-se, especialmente, que a unidade informe se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”, escreveu o ministro.
Ainda segundo Nunes Marques, a Assessoria terá de informar as providências que eventualmente adotou e “apresentar os elementos técnicos disponíveis que possam contribuir para a avaliação dos riscos à integridade do processo eleitoral”.
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A deputada estadual Dani Portela (PT) foi reeleita em Pernambuco com 146.123 votos, a maior votação para a Assembleia Legislativa do Estado. Desse total, 60.131 votos foram recebidos no Recife (41,15% da votação total). Em entrevista ao programa Frente a Frente, a petista admitiu a possibilidade de disputar a Prefeitura do Recife em 2028 e colocou o nome à disposição do partido.
“O meu nome está à disposição para cumprir qualquer tarefa que o meu partido decidir. Eu tenho muito desejo de ter a caneta do Executivo nas mãos, nas nossas mãos coletivas”, afirmou. “Se o PT quiser, já tem uma pré-candidata à Prefeitura do Recife”, concluiu.
Durante a entrevista, Dani também comentou o resultado eleitoral, a perseguição política que afirma ter sofrido durante a legislatura, as declarações da governadora Raquel Lyra (PSD) sobre os direitos reprodutivos das mulheres e o crescimento da representação feminina na política. A deputada ainda avaliou o desempenho do PT em Pernambuco, a votação do senador Humberto Costa e a disputa pelo Senado, além de defender a ampliação das candidaturas do partido nos municípios pernambucanos.
Ancorado por este blogueiro, o Frente a Frente vai ao ar logo mais, às 18h, pela Rede Nordeste de Rádio para mais de 40 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia. No Recife, a cabeça de rede é a Rádio Folha 96.7.
Após a polêmica envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, os dois candidatos à Presidência que disputam o segundo turno participam de missas nesta segunda-feira (12), dia da santa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu realizar uma missa restrita na capela do Palácio da Alvorada, enquanto seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), prevê ir à Catedral de Brasília no fim da manhã.
Lula é católico e convidou um grupo restrito de convidados para acompanhar a celebração, entre eles o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Com informações da Agência O Globo e do Brasil de Fato.
Leia maisO vice-presidente Geraldo Alckmin acompanha a missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no interior de São Paulo, acompanhado da mulher, Lu Alckmin.
Já Flávio Bolsonaro (PL), que é evangélico, participa de uma missa na Catedral de Brasília com seu candidato a vice, Alfredo Gaspar.
A data ocorre dias após a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A controvérsia teve origem na circulação de conteúdos digitais, desdobrou-se em acusações contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e gerou decisões conflitantes entre a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Contexto
A polêmica ganhou força após a divulgação de mensagens que associavam Flávio Bolsonaro a uma iniciativa para alterar o status da imagem religiosa. O caso gerou manifestações públicas do candidato, respostas formais da Igreja Católica e disputas judiciais sobre os limites da liberdade de expressão.
As publicações veiculadas nas redes sociais fizeram referência a uma proposta legislativa real, embora antiga e arquivada. Trata-se do Projeto de Lei 2.623 de 2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli (MT), à época filiado ao MDB. A proposta pretendia alterar a Lei 6.802 de 1980, que instituiu o feriado nacional de 12 de outubro, para substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
O tema voltou à tona após um comentário no programa “Em Pauta”, da GloboNews, sobre uma suposta mobilização evangélica para retirar o título de padroeira. Em errata, a emissora mencionou que o projeto citado era de 2007 e estava arquivado desde 2008. Organismos vinculados à CNBB vinham alertando sobre um aumento dos ataques contra católicos: um relatório da Comissão Brasileira de Justiça e Paz listou 58 episódios de ataques da extrema direita contra a Igreja Católica desde 2018.
O projeto de Galli foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e arquivado definitivamente em agosto de 2008. Anos mais tarde, Galli aliou-se ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ser nomeado assessor especial da Presidência da República.
Apesar de o projeto ter sido autoria de um aliado político do grupo bolsonarista, Flávio Bolsonaro declarou, em vídeos, que não possui qualquer projeto para alterar o título da padroeira e classificou as acusações como informação falsa.
No episódio especial de hoje (12), a série jornalística Revelando, cujo tema é “A Guerra à Santa”, recebeu a cantora Juliette para discutir os ataques direcionados a Nossa Senhora Aparecida, a intolerância religiosa e a instrumentalização da fé em disputas políticas e relações de poder no Brasil.
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