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A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado Federal recebeu o apoio do prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), e de seu grupo político. A aliança fortalece a presença da postulante no Sertão do Pajeú e amplia a rede de apoio da pedetista entre gestores municipais de diferentes legendas no interior do estado.
“Receber Flávio e todo o seu grupo é uma conquista muito importante para a nossa caminhada. Ele tem liderança em Tabira, conhece profundamente a realidade do Pajeú e sabe o quanto os municípios precisam de uma representação presente e atuante em Brasília. Queremos estar no Senado para ser parceiros de cada município pernambucano na busca por investimentos, obras e oportunidades”, declarou Marília Arraes. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisÀ frente do executivo municipal de Tabira, Flávio Marques ressaltou que a decisão de integrar a campanha da candidata foi tomada em conjunto com sua base política, considerando a trajetória de Marília e a necessidade de garantir diálogo direto entre os municípios do interior e o Governo Federal.
“Tabira e o Pajeú precisam ter no Senado uma voz que conheça Pernambuco e esteja disposta a trabalhar pelos municípios. Marília tem história, experiência política e capacidade para abrir portas e defender os interesses da nossa gente em Brasília. Conversamos com o nosso grupo e tomamos essa decisão com muita segurança”, afirmou o prefeito.
A adesão no Pajeú soma-se a uma série de apoios confirmados pela candidatura pedetista em diferentes regiões do estado. Já anunciaram apoio à candidata os prefeitos Bebe Água, de Betânia; Júnior Vaz (PV), de Pedra; Duda Lira (União), de Cupira; Mary Gouveia, de Escada; Carrapicho (Republicanos), de Tamandaré; Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; e Dr. Ruy (PSB), de Bonito.
Também integram a frente de apoio o ex-prefeito de Escada Jandelson Gouveia, a vice-prefeita de Camaragibe, Comandante Débora (PT), o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos), além de vereadores e lideranças que integram esses grupos políticos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar da crise enfrentada pela Corte, agravada com o vaivém de decisões sobre a permanência de Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal (PF). Lula vinha compartilhado com ministros mais próximos a ele a impressão de que o presidente da Corte, Edson Fachin, precisava tomar as rédeas do conflito interno. As conversas ocorreram com ao menos com dois magistrados.
De acordo com interlocutores, Lula avaliava que Fachin poderia perder força internamente se demorasse a agir. Na tarde desta quarta-feira, o presidente do Supremo tomou uma série de decisões, entre elas o agendamento para a próxima terça-feira, dia 15, de julgamento para tratar de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra troca de mensanges entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, Fachin assumiu a investigação do chamado inquérito das fake news, retirando Moraes da função, e suspendeu as decisões que tratavam sobre o afastamento de Andrei Rodrigues, ao mesmo tempo que manteve o integrante da corporação no cargo. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA ala do STF mais próxima a Lula é formada por Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, grupo que está em oposição a André Mendonça. Ao mesmo tempo, aliados dizem que Lula acredita que uma solução precisa partir do próprio Supremo. O embate ganhou novos contornos a partir de terça-feira, quando Mendonça afastou Andrei da chefia da PF. Na manhã desta quarta, Dino determinou que o delegado reassumisse o posto.
Antes do despacho, tanto Lula quanto auxiliares do presidente manifestaram reservadamente que a demora de Fachin em tomar uma atitude acirra o antagonismo entre os ministros.
Em outra frente para tentar estancar a crise, o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, conversou novamente nesta quarta-feira com Fachin e fez um apelo para que ele decidisse sobre o recurso apresentado na véspera contra o afastamento de Andrei.
O argumento era que, mesmo após a ordem de Dino revertendo a decisão de Mendonça, outro ministro poderia fazer um novo despacho determinando a saída do diretor-geral da PF, o que conturbaria ainda mais o ambiente.
No argumento apresentado por Messias ao presidente do Supremo, a decisão do presidente da Corte servir para restabelecer a ordem institucional e reafirmar a sua autoridade entre os colegas.
Ao analisar o cenário conturbado na Corte, Lula teme que a crise do STF traga um efeito eleitoral direto para a sua campanha e tem compartilhado com interlocutores que a sociedade perde com o Judiciário sob suspeita.
Um interlocutor frequente de Lula diz que o presidente quer focar a sua campanha e discutir temas que dialoguem com o dia a dia da sociedade e, dessa forma, afastar a contaminação da crise institucional na ordem do dia das eleições. Segundo ele, o petista quer que a saída para a crise ocorra o quanto antes para poder focar o embate com seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dias, como a Quaest indicando um empate numérico entre Lula e Flávio no segundo turno, acenderam um sinal de alerta no entorno do presidente da República.
De acordo com duas pessoas que integram a equipe do petista, a linha que deverá ser adotada pela campanha é a de que todos os sigilos das investigações devem ser retirados, a exemplo de publicação do próprio Lula nesta quarta-feira nas redes sociais em reação à crise.
No texto, o presidente defendeu a “quebra completa” do sigilo das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, “seja quem for, doa a quem doer”, criticou o que classificou como “vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral” e disse que o povo “precisa de explicações e medidas imediatas”.
A campanha petista vê ato deliberado de André Mendonça para construir narrativa favorável a Flavio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula. Mendonça foi indicado pelo pai do presidenciável, Jair Bolsonaro, em 2021. O entorno de Lula, no entanto, ainda calibra como trabalhar esse tema no horário eleitoral.
Secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, divulgou vídeo também nesta quarta em que diz que há uma tentativa de intromissão no processo eleitoral brasileiro e na qual acusa Mendonça, ainda que sem o citar nominalmente, de usar da crise um instrumento eleitoral para barrar as investigações sobre Flávio.
“A situação política no Brasil é muito grave. O que eram suspeitas se confirmam em evidências e precisamos denunciar e reagir agora. A crise institucional que se instalou no Supremo Tribunal Federal está sendo transformada em instrumento eleitoral pelo ministro relator do caso do Banco Master ao barrar as investigações sobre Flávio Bolsonaro, ao ser parcial nas apurações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e ao negar ao Brasil a verdade sobre o escândalo do Dark Horse”, diz Valadares.
A ideia, de acordo com relatos, é que fique com a militância e parlamentares governistas o tom mais duro em relação à postura de Mendonça, reforçando a relação de Vorcaro com Flávio Bolsonaro e a do senador com o ministro do Supremo. Nessa linha, alguns políticos fizeram publicações nas redes na qual questionam o fato de Mendonça ter afastado o diretor da Polícia Federal que mandou prender o banqueiro.
Mensagens desse tipo foram divulgadas em grupos de WhatsApp ligados ao PT que surgiram na campanha de 2022 e retornaram na deste ano para reforçar a presença digital de Lula e fazer frente ao bolsonarismo. Em um deles, uma mensagem incentiva a militância a “falar sobre as atitudes do ministro André Mendonça no caso envolvendo a blindagem de Flávio Bolsonaro e defender que as instituições cumpram seu papel com independência”.
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Por Juliano Muta – Blog da Folha
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta quarta (9), de um encontro com representantes do setor produtivo da cana-de-açúcar do estado, na sede do Sindaçúcar-PE, no Bairro do Recife. Ao lado de assessores e do candidato a vice-governador Carlos Costa, ele ouviu as diversas demandas do segmento sobre questões regulatórias, incentivos fiscais e assuntos de interesse como transição energética e reforma tributária.
Ao setor, o candidato se comprometeu em criar uma secretaria-executiva específica para tratar apenas de reforma tributária em Pernambuco. Essa secretaria estaria focada na mediação dos projetos voltados aos dois mecanismos centrais criados pela reforma para conceder incentivos fiscais e ao desenvolvimento regional durante a transição: o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR).
Leia mais“Hoje viemos conversar com a categoria da produção de cana-de açúcar e álcool no estado de Pernambuco. A gente escutou atentamente, são muitas regulamentações de nível nacional, programas que dialogam com a infraestrutura mais robusta para região de produção de cana e um diálogo muito próximo dos impactos da reforma tributária, principalmente no que tange hoje os benefícios fiscais que vão virar subsídios”, detalhou João Campos.
Setor produtivo
De acordo com Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE, o encontro foi uma oportunidade de levar as principais demandas do setor para um possível novo chefe do executivo pernambucano.“O Sindaçúcar-PE não realizou um debate com os candidatos, mas procura externar suas posições, suas plataformas e bandeiras de necessidades, de sustentabilidade regulatória, para que possamos sempre nos tornarmos um estado muito competitivo na nossa área. Esse foi a tônica da reunião, uma reunião produtiva, construtiva, eminentemente técnica, mostrando as questões e os projetos nacionais que impactam o nosso dia a dia”, descreveu.
“Também debatemos as questões estaduais, muito mais focadas na área federal, com todas essas mudanças e transições, transições energéticas, projetos no Congresso Nacional, sempre com o objetivo de tentarmos um crescimento mais previsível para o estado de Pernambuco, onde as indústrias estão instaladas e onde sempre a gente quer e como pernambucanos lutamos para colaborar na atração de mais investimentos para o nosso querido estado”, detalhou Renato Cunha.
“A reforma tributária, sem dúvida, foi um tema bastante apreciado, discutido em função dos dois fundos de de competitividade que existirão por parte do governo federal que estão sendo objeto do comitê gestor e preconizam no futuro a liberação de recursos desde que haja pré-condições e regras”, comentou o presidente do Sindaçúcar-PE.
O presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro de Queiroz destacou a importância do encontro com o candidato. “João carrega uma história nesse setor, seu bisavô Arraes fez o acordo no campo, o pai Eduardo teve uma relação muito estreita com o setor e João está aí, disputando a eleição, se preparando para responsabilidades maiores.Acho que é sempre importante o setor fazer essa interlocução, trocar ideias. A visita é importante de parte a parte, para o setor e para o candidato e sua equipe”, avaliou.
Transnordestina
João Campos também comentou sobre a obra da Transnordestina, ferrovia fundamental para conectar a logística do setor produtivo pernambucano ao porto de Suape. O candidato criticou o atual modelo do projeto. “A gente tem hoje a Transnordestina, que é a principal obra de infraestrutura do estado. Na modelagem que está não tem nenhuma chance de conseguir chegar a tempo de garantir uma salvação para economia de Pernambuco”, disse.
“Do outro lado você tem OGU, o Orçamento Geral da União, crédito do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), recurso privado rodando no Ceará, e desse lado você tem trechos por OGU sendo desenhados, que foi construído pelo presidente dessa forma, porque talvez não fosse nem isso que teria com a retirada feita ali no final de 2022, mas que precisa ter uma agenda de estado”, ponderou o candidato.
Para viabilizar a obra, o candidato propõe parcerias estratégicas. “O modelo tem que passar pelas duas frentes de obra para ser viável a concessão. E nesse desenho, você tem alguns atores que são decisivos para a viabilização da Transnordestina. A Petrobras com a refinaria é decisiva, você tem 20% do diesel do Brasil produzido ali do lado. Então, ela tem que participar dessa discussão do modelo de construção e financiamento da obra e do termo da concessão”, destaca João Campos.
O setor sucroalcooleiro, segundo Campos, também é um desses parceiros importantes na construção política para viabilizar a obra em Pernambuco. “Tem todo o setor produtivo da cana-açúcar da região, porque em vez de fazer antes de chegar os 300 km que faltam, com 50, 60 km a gente já tá fazendo uma colheita na Mata Sul. Então, isso é umas seis vezes menos do que precisa e a gente já está conseguindo transformar carga útil disso”, sugeriu João Campos.
“Nós firmamos um compromisso de fazer grandes obras, a exemplo da Transnordestina, começando também pela Mata Sul e conseguir dialogar com o setor para que seja possível fazer uma agenda de transição da reforma tributária, olhando para as empresas que já estão aqui garantindo a permanência e competitividade delas, além da captação de novas empresas”, concluiu o candidato.
Obras de infraestrutura
“Do ponto de vista local, a gente tem um compromisso com uma agenda de infraestrutura que ao meu ver é das ações mais importantes para o Estado nesse ciclo, onde você vai ter a reforma tributária”, afirmou João Campos.
O candidato propões centralizar a capacidade de investimento principalmente por crédito, e transformar esse investimento em algo que gere valor. Então, no eixo sul você tem a conexão da PE-042, que liga Escada a Suape, e é decisivo a gente refazer aquele traçado. Criar uma integração da Mata Sul com Suape sem passar pelo cabo. Então você tem que fazer essa integração, porque com isso você consegue viabilizar a Transnordestina”, afirmou.
“Integrar as cadeias produtivas, fazendo a PE-423, que é a de Garanhuns até São Caetano. E concluindo a PE-104, que pega de Caruaru e Toritama, e a PE-90 com a PE-408. A PE 90 o Estado faz, a 408, o Governo Federal já executou o projeto. Se a gente fizer isso, a gente interliga o polo da Jeep e o Polo de Goiana. Integra o Agreste, passando pelo Polo de Confecções, indo para Bacia Leiteira e Avicultura, todos esses polos com estrada duplicada”, detalhou.
“Fazendo no litoral a PE-60 com a PE-042 e no trecho Metropolitano – essa é uma das mais fáceis de execução porque você tem a calha central -e a triplicação da BR-101 com as duas alças metropolitanas. Então, isso é uma agenda. Se você canalizar o poder de investimento do Estado para fazer isso, consegue fazer. Tem dinheiro para fazer isso”, afirmou João Campos.
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O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) acompanhou, nesta quarta-feira (9), a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) em agendas em Serra Talhada, Triunfo e Quixaba, no Sertão de Pernambuco. Em Serra Talhada, os dois visitaram as obras de uma maternidade. Em Triunfo, acompanharam a construção de uma creche municipal, enquanto, em Quixaba, estiveram nas obras de outra creche e em serviços de capeamento de ruas.
Eduardo da Fonte afirmou que tem atuado em parceria com o Governo de Pernambuco na articulação de investimentos para os municípios. “Nosso trabalho é construir parcerias que façam os investimentos chegarem a quem está na ponta. Como deputado federal, tenho trabalhado ao lado do Governo do Estado para contribuir com esse processo e ajudar a transformar projetos em resultados concretos para a população”, declarou.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) retirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do chamado inquérito das Fake News e assumir a condução da investigação.
A mudança foi formalizada por meio de uma portaria assinada nesta quarta e comunicada pelo Supremo em nota à imprensa. Fachin revogou a designação de Moraes para conduzir o inquérito, feita em 2019 pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli. As informações são da CNN.
Leia maisA decisão preserva os atos praticados por Moraes durante o período em que esteve à frente do caso. Segundo o STF, ações penais ligadas ao inquérito que já tiveram denúncia recebida continuarão seguindo normalmente.
O inquérito das Fake News foi aberto de ofício pelo Supremo em março de 2019 para investigar notícias fraudulentas, ameaças e ataques contra integrantes da Corte. Moraes foi escolhido relator por Toffoli sem sorteio, modelo que depois foi validado pelo plenário do STF.
A mudança ocorre cinco dias depois de Fachin defender publicamente o encerramento da investigação. Na última sexta-feira (4), o presidente do Supremo afirmou que os acontecimentos recentes reforçavam a “urgência” de pôr fim ao procedimento, aberto há mais de sete anos.
A discussão ganhou força em meio à crise envolvendo Moraes, o ministro André Mendonça e a Polícia Federal. Na semana passada, Moraes usou elementos encaminhados no âmbito do inquérito das Fake News para apontar possíveis crimes de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça à frente das investigações dos casos Master e INSS.
Fachin posteriormente determinou que a decisão de Moraes e seus anexos fossem retirados do inquérito das Fake News e transferidos para um procedimento sob responsabilidade da Presidência do STF.
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O prefeito de São Bento do Una, Alexandre Batité, criticou a Compesa, nesta quarta-feira (9), após identificar um vazamento de água em uma rua recém-calçada no loteamento Rosa, no Alto Santiago. Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor mostrou água acumulada e afirmou que o problema já estaria provocando infiltrações e danos no novo pavimento, que, segundo ele, será inaugurado nesta quinta-feira (10). “Paciência tem limite. A minha esgotou”, afirmou Batité, que disse já ter procurado a companhia anteriormente e anunciou que passará a divulgar outros problemas atribuídos à rede de abastecimento no município.
A OAB Pernambuco se posicionou sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a apuração rigorosa e independente dos fatos que envolvem integrantes da Corte e da Procuradoria-Geral da República (PGR). A presidente da seccional, Ingrid Zanella, afirmou que as investigações devem ocorrer com imparcialidade e respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. “Vamos exigir que os fatos sejam integralmente esclarecidos e que sejam adotadas as providências necessárias, sempre com respeito às garantias constitucionais”, afirmou.
Ingrid participa, nesta quarta-feira (9), em Brasília, de uma reunião com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, ao lado da diretoria do Conselho Federal da OAB e de presidentes das seccionais da entidade. A audiência foi solicitada após a divulgação de novos elementos das investigações e terá entre os temas as providências adotadas diante do caso. “Este é um momento que exige responsabilidade e respostas concretas. É essa posição que levaremos ao Supremo Tribunal Federal”, declarou a presidente da OAB-PE.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) deferiu uma tutela provisória de urgência determinando que a TV Nova assegure a participação do candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) no debate agendado para esta sexta-feira (11). A decisão atende a um recurso da Coligação Frente Pernambuco de Lutas (PSOL/REDE e PCB) após a emissora divulgar o encontro sem a presença do postulante, descumprindo a legislação que garante espaço a partidos e federações com ao menos cinco representantes no Congresso Nacional.
“Essa decisão restabelece o respeito à legislação eleitoral e garante que a população de Pernambuco tenha acesso a um debate verdadeiramente plural. A lei é cristalina sobre a obrigatoriedade da presença de bancadas com representação no Congresso, e não se pode tolher o direito do eleitor de conhecer nossas propostas”, afirmou Ivan Moraes. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisA controvérsia teve início após a emissora alegar que o critério de participação adotado baseava-se no desempenho dos candidatos em pesquisas de intenção de voto, prevendo uma segunda transmissão exclusiva para postulantes que não atingissem 5%. Extrajudicialmente, a empresa sustentou ainda que a atração se enquadrava como “programa jornalístico” e não como um debate eleitoral propriamente dito.
Entretanto, ao analisar o caso, o desembargador do TRE-PE destacou que a própria peça publicitária veiculada pela emissora promovia o encontro com expressões como “primeiro debate televisivo”, “debate ao vivo” e “confronto direto”. O enquadramento levou o magistrado a aplicar os critérios de isonomia estabelecidos pelo artigo 46 da Lei nº 9.504/1997 e pelas diretrizes da Resolução TSE nº 23.610/2019.
“Tentaram descaracterizar a natureza do debate para justificar uma exclusão sem amparo legal, mas a Justiça Eleitoral compreendeu a gravidade da situação. Estamos prontos para apresentar o nosso projeto de governo e discutir de frente as soluções para os problemas do nosso Estado”, destacou o postulante.
O despacho judicial ocorreu após o término do prazo de 24 horas concedido pelo tribunal para que a TV Nova prestasse esclarecimentos e apresentasse o regulamento oficial do evento, determinação que não foi cumprida pela emissora no período estabelecido.
Com o deferimento da liminar, a emissora será notificada formalmente e terá um prazo de dois dias para apresentar contestação. Em seguida, o processo seguirá para análise da Procuradoria Regional Eleitoral, que emitirá parecer antes do julgamento definitivo do mérito pela Corte.
“O debate na televisão não pertence às concessionárias, pertence à sociedade. Garantir a presença de todas as candidaturas asseguradas por lei é preservar a própria democracia e o direito de escolha do cidadão”, concluiu Ivan Moraes.
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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco promove amanhã, a partir das 9h, um debate sobre políticas públicas para a Polícia Civil e os profissionais da categoria entre os candidatos a governador. João Campos (PSB) confirmou, mas Raquel Lyra (PSD) arrumou um factoide em Caruaru para justificar sua ausência. Pelo visto, a estratégia da governadora não é apenas se vitimizar e ficar de mimimi. Agora também inclui a fuga dos debates.
Por Betânia Santana – Blog da Folha
Sem recuar um milímetro, o deputado federal e candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) reagiu ao revés sofrido na Justiça Eleitoral. Garantiu que manterá sua postura no pleito e a agenda ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD).
A manifestação ocorre após o desembargador Paulo Augusto Freitas, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), conceder liminar, na segunda-feira (7), determinando a remoção de peças de propaganda de Mendonça que associam sua imagem à da governadora. Mendonça é candidato avulso.
Leia maisA representação foi movida pelos concorrentes na disputa pelo Senado Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha, respaldados pela Coligação Pernambuco de Coração, e alega que o material poderia induzir o eleitor ao erro. Da Fonte e Gadêlha são os nomes oficiais da chapa.
As declarações de Mendonça foram dadas na terça-feira (8), logo após sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).
O que o senhor vai fazer agora, depois da ação vencida pelos seus concorrentes?
Mendonça Filho – Vou continuar trabalhando. Tenho minha vida política em Pernambuco e sempre expressei a minha posição. Meu voto não vai mudar: continuo votando em Raquel com a maior alegria, sou fiel e aliado dela desde o primeiro dia do mandato. Aliás, quem conhece minha trajetória sabe que votei em Raquel em 2014 para deputada estadual na minha terra, em Belo Jardim. Votei nela na primeira eleição, quando muita gente duvidava que ela poderia ser eleita prefeita de Caruaru. Na reeleição dela a prefeita, quando também foi muitas vezes contestada por pessoas que diziam que ela não se reelegeria, eu votei nela.
otei nela a partir do segundo turno da eleição de 2022 e estou com ela desde o primeiro dia do governo. Eu não mudo de posição e não tenho o hábito de ficar negociando ou acenando para João Campos (ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB). Tem candidato aí que, há seis meses, estava acenando para João Campos. Eu tenho uma posição única. As pessoas me conhecem, sou um cara de posição e, de forma muito transparente, vou continuar. Eu diria que é ciúme de homem, é ciúme de macho. Ficam com ciúme de mim, mas eu vou continuar trabalhando por Raquel.
Como o senhor avalia a representação na Justiça Eleitoral?
Mendonça Filho – Eu não conheço o conteúdo, meu jurídico está cuidando disso. O que foi que eu fiz? Expressei alguma coisa diferente? Eu nunca disse que Raquel estava me apoiando, eu é que estou apoiando Raquel. Eu não posso apoiar Raquel? Sou interditado e vai ter uma censura prévia sobre os atos que posso praticar? Eu tenho o direito de circular nas ruas e tenho o direito de colocar um adesivo no meu carro defendendo Raquel. Não é possível que eu esteja num estado em que não possa nem defender a minha preferência para o governo de Pernambuco. Sou obrigado a ter uma preferência ditada pelos meus concorrentes? Se eles estão incomodados, que continuem incomodados, porque eu vou continuar trabalhando.
O senhor tem ido a quase todas as caminhadas que ela faz no Recife. Vai continuar?
Mendonça Filho – Recife é livre, Pernambuco é livre e eu posso circular onde eu quiser. Não estou impedido de circular onde quero e circulo onde bem entender em Pernambuco. Estive em uma caminhada em Santo Amaro (área central do Recife) e fui muito bem acolhido. Tenho um projeto e as pessoas me abordaram lembrando da época em que fui governador, lembraram o programa Estação Futuro, em 2006. Gente simples, jovens que estavam praticamente tomados e dominados pela droga ou pelo mundo do crime, foram resgatados em uma ação minha como governador de Pernambuco.
Fico muito honrado de ser lembrado como um governador que atendeu às pessoas carentes no bairro de Santo Amaro. Por que eu estaria impedido de ir? Tem gente que precisa de um andor para andar, mas eu não precis. As pessoas me conhecem e sabem quem sou. Tenho respeito pela governadora, nunca botei faca no peito dela e nunca a incomodei de forma alguma. Eu tomo uma decisão e arco com as decisões que tomo; sou uma pessoa de maior, como se diz no popular. Então, quem estiver incomodado que continue incomodado, porque eu vou continuar trabalhando.
O senhor acha que essa posição dos seus adversários ocorreu porque eles ainda não conseguiram colar na imagem da governadora?
Mendonça Filho – Não sei, não vou entrar na mente de ninguém para saber se eles estão incomodados ou o que se passa lá. Isso não interfere na minha agenda; vou continuar trabalhando, apresentando minhas ideias e minhas propostas. Sou um candidato sério, tenho compromisso com Pernambuco. As pessoas conhecem a minha história e a minha trajetória, e tenho compromisso com o futuro do estado. É dessa forma que vou continuar me apresentando.
Vou continuar defendendo o governo de Raquel. A minha agenda, por exemplo: estou indo agora para Serra Talhada. Ela vai estar lá, e aí? Estou impedido de ir para Serra Talhada? Vão colocar um exército para me impedir de chegar a Serra Talhada e dizer que eu não entro lá? Fui convidado por (deputado do Podemos) Luciano Duque, ex-prefeito de Serra Talhada que me apoia. El me chameou. Eu vou deixar de ir por quê? Porque o senadorzinho está incomodado? Que continue incomodado!
Depois, vou para Salgueiro, convidado por quem? Por Fabinho, prefeito de Salgueiro, que me apoia. Aí eu vou deixar de ir para Salgueiro porque o senadorzinho está incomodado? Que ele continue incomodado! Eu vou continuar circulando por Pernambuco.
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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) suspender as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Fachin afirmou que Moraes e Mendonça estavam deliberando sobre questões correlatas, com base em provas comuns, o que evidencia “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisA decisão ocorreu depois de Flávio Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ele foi afastado do cargo por Mendonça na terça (8). Na mesma data, o próprio Fachin havia dado 72 horas para o relator se manifestar, mas Dino o atravessou em outra ação.
Fachin despachou no pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), que tenta reverter o afastamento do chefe da PF. Já Dino respondeu a pedido de Andrei na investigação sobre as suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).
Como mostrou a Folha, Fachin reuniu auxiliares na tarde de domingo (6) para tratar do conflito. O encontro com assessores mais próximos foi chamado para articular o caminho e a forma com a qual o presidente do Supremo deverá dirigir o momento inédito.
Nos últimos dias, a crise escalou ainda mais, com uma troca de liminares —decisões provisórias— em que os magistrados desautorizam decisões anteriores de colegas e as do próprio presidente.
No fim da manhã, Fachin cancelou a sessão plenária prevista para a tarde, que julgaria processos da pauta ordinária da corte. Na terça (8), Luiz Fux também cancelou a sessão da Segunda Turma da corte, depois de o colegiado começar a julgar remotamente a manutenção de Andrei Rodrigues na chefia da PF.
O Supremo vive a maior crise da sua história recente desde a revelação das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, nas quais o ex-dono do Master pede informações sobre o andamento do processo contra o banco, além de encontros e, inclusive, questiona se deveria fugir do país.
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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) protocolou nesta quarta-feira (9) uma petição ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, na qual pede o fim do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master, às fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e de outros desdobramentos que envolvam agentes públicos.
O pedido foi feito depois de Caiado afirmar, em entrevista à Rádio Itatiaia pela manhã, que encaminharia a solicitação ao presidente do STF. Na ocasião, o candidato disse que as informações sobre as investigações deveriam ser públicas antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. As informações são da CNN.
“Eu vou protocolar hoje mesmo ao Fachin para que ele autorize todos os dados do caso Master e do INSS, são informações que o eleitor precisa”, afirmou Caiado durante a entrevista.
Leia maisNa petição, o candidato argumenta que o eleitor não pode chegar às urnas sem conhecer informações de investigações que envolvam agentes públicos e políticos, incluindo candidatos à Presidência, familiares e auxiliares de presidenciáveis. O documento afirma que os casos têm relevância para a escolha dos ocupantes de cargos no Legislativo e no Executivo.
“Não faz sentido que sobre esses inquéritos ainda vigorem medidas de sigilo e segredo de justiça. Não faz sentido que o povo brasileiro vá às urnas às cegas”, escreveu a equipe de Caiado.
O candidato também afirma que o acesso às informações deve ocorrer antes da eleição para evitar que fatos novos sejam revelados posteriormente e alterem a percepção do eleitor sobre os candidatos.
“Estes fatos não podem sobrevir às eleições, sob o risco de fazer com que o eleitor se arrependa de seu voto e desacredite as instituições”, diz a petição.
Caiado compara a falta de transparência à desinformação eleitoral. Segundo ele, assim como as fake news, a ausência de informações também prejudica a formação da decisão do eleitor.
“Tão nociva quanto são as fake news, a ausência de informações ou a interdição a elas mostram-se igualmente prejudiciais”, escreveu.
No pedido encaminhado a Fachin, Caiado solicita que sejam abertas ao público “todas as investigações relacionadas ao Banco Master, ao INSS e aos demais desdobramentos que envolvem agentes públicos”, sob o argumento de que a transparência é necessária para o exercício do voto.
“A democracia não se constrói apenas na votação sufragada na urna; ela é erguida no alicerce da confiança que o pacto democrático possibilita estruturar, e a base desse ecossistema reside, hoje, na plena informação”, afirmou.
O pedido ocorre em meio à crise no STF envolvendo as investigações sobre o Banco Master e decisões divergentes de ministros da Corte. Nesta quarta-feira, o presidente Lula (PT) também defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master e afirmou que o Brasil precisa conhecer os fatos “doa a quem doer”.
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