Por José Adalberto Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Notícia do dia e atemporal: feminicídios batem recorde. Homicídios e feminicídios (a morte não distingue gêneros) sucedem-se sem paradeiro em nome da indústria cultural e milionária da impunidade. As leis brasileiras são condescendentes com assassinos e corruptos, e não há protesto que dê jeito. O Congresso Nacional só muda as leis em favor da corrupção das emendas ao Orçamento da União.
Nenhuma nação atravessa impunemente três séculos de escravidão. O Brazil é corrupto e violento de nascença. Tá no sangue verde-amarelo e no sangue azul e branco, noves fora ufanismos e patriotadas. As leis lenientes protegem assassinos e corruptos. Quando isso irá mudar? Nunquinha.
Adoto o princípio dialético de que a prática é o critério da verdade. A prática do dia a dia neste Brazil – corrupção, violência, impunidade e incompetência – é infame. Concordo com meu guru Roberto Campos, que dizia que este reino de Pindorama não corre nenhum risco de dar certo, nem hoje nem amanhã.
Leia maisNegativo dizer que isto é niilismo. As estatísticas econômicas mostram que os otimistas viajam na fantasia. Há mais de três décadas a economia do País aumenta em voo de galinha e é engolida pelo crescimento vegetativo da população.
O estamento político criou o crime perfeito, o crime que não é crime. Através de emendas, os parlamentares sequestram o orçamento da República. Este pecado não está inscrito nos Dez Mandamentos, nem no Código Penal nem no Estatuto da Gafieira.
De grão em grão, o Brazil foi arrebatado pelo crime avulso e o crime organizado. A Nação vivencia uma sociedade criminogênica. Os crimes são gerados por geração espontânea. Mais que uma crônica policialesca, o noticiário do dia a dia reflete um seriado de terror. Este é o legado da mundiça da seita vermelha.
Constitui uma fraude ideológica dizer que a dinastia vermelha resgatou milhões de brasileiros da pobreza. Nove Estados possuem mais beneficiários do Bolsa Família que trabalhadores com carteira assinada. A saber: Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá. O programa Bolsa Família é usado pelo governo para mascarar o desemprego.
No Maranhão, terra das palmeiras do poeta Gonçalves Dias, onde cantava o sabiá, hoje tem vespeiros dos marimbondos de fogo da oligarquia de Ribamar Sarney e lá existem 1,2 milhão de famílias beneficiárias do Bolsa Família. O ex-presidente Ribamar não implantou nenhum empreendimento estruturador para redimir a pobreza em seu Estado.
Os devotos da seita vermelha nesta Capitania da Nova Lusitânia fazem de conta que estão esquecidos da falência do Estaleiro Atlântico Sul e da Refinaria Abreu e Lima, superfaturada na base da corrupção. A previsão inicial de investimentos era de 2,3 bilhões de dólares, mas já ultrapassou os 20 bilhões na moeda verde. Os prejuízos para a Petrobras somam mais de 100 bilhões de reais.
Falar nesses casos de corrupção dos gatunos da extrema esquerda é pleonasmo, conjuntivite na vista. Arriba, galera! Obrigado pelo carinho de sua audiência.
*Periodista, escritor e quase poeta
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