Os moradores da Rua Ouro Verde, no bairro de Tejipió, Zona Oeste do Recife, não aguentam mais o descaso vivido na localidade. Sem pavimentação, a realidade enfrentada por eles, todos os dias, é de buracos na rua, mato alto, amontoado de lixo e encanações quebradas.
Em dia de chuva, a situação piora ainda mais, já que a água fica sem ter para onde escoar. Silvio Romero, 64 anos, procurou o blog para denunciar a situação. Segundo o morador, faz tempo que os populares procuram a Prefeitura do Recife e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para sanar os problemas.
No entanto, Silvio destaca que os moradores ficaram sabendo que a Rua do Ouro consta no sistema da PCR como calçada. “Eu moro aqui há dois anos, mas os moradores mais antigos, que solicitaram o calçamento da rua, afirmam que não foi possível porque na Prefeitura consta como calçada”, diz.
Além da falta de calçamento, Silvio Romero aponta que há vários canos da Compesa quebrados, ocasionando vazamentos de água na rua.
O blog está buscando os posicionamentos da Prefeitura do Recife e da Compesa. A matéria será atualizada assim que tivermos as respostas.
Kwid: carro popular ficou mais caro, mas subiu de categoria
O carro popular brasileiro ficou muito mais caro em termos reais do que há 30 anos. Porém, ele passou a entregar um nível de segurança, conforto e tecnologia que era inimaginável nos anos 1990. Lembram do Fusca Itamar? Ele custava US$ 7.200 — o real havia sido lançado com paridade inicial de R$ 1 por US$ 1. Em julho e agosto de 1994, quando o Plano Real já havia nascido, os populares — Gol 1000, Uno Mille, Escort Hobby e Fusca — estavam em torno de R$ 7,2 mil. Mas quanto representaria hoje esse preço?
Considerando a inflação acumulada até julho de 2026, os R$ 100 de julho de 1994 correspondem a R$ 893,26 hoje. Assim, o preço real do Fusca Itamar equivaleria a R$ 64,3 mil. É menos do que os quase R$ 85 mil cobrados atualmente, na tabela oficial, por um Renault Kwid na versão intermediária. Abrindo um parêntese: esse preço, aliás, pode cair para R$ 76 mil, dependendo de boas negociações (achei parcelas de R$ 810,45 com a cor preta) e em algumas concessionárias. Fechando o parêntese: em termos reais, portanto, o carro popular ficou mais caro. Mas a comparação não pode terminar aí. Em pouco mais de três décadas, também mudou — e muito — o que se espera de um carro de entrada. Quatro airbags, freios ABS, controle de estabilidade, direção elétrica, ar-condicionado, central multimídia, câmera de ré, conectividade e sistemas de assistência ao motorista fazem hoje parte do universo dos carros populares — sejam esses equipamentos obrigatórios por lei ou mesmo exigência do mercado.
Em 1994, boa parte disso sequer existia em modelos dessa categoria. O Fusca Itamar até que era moderno para os padrões da época. Recebeu, por exemplo, algumas melhorias importantes: freio hidráulico de circuito duplo, discos dianteiros, barra estabilizadora, para-brisa laminado e cintos dianteiros de três pontos retráteis. Mas a distância para o Kwid é gigantesca. Mesmo que se compare algo com o incomparável, surge a pergunta: quanto o brasileiro passou a pagar a mais pelo carro popular — e o que recebeu em troca?
A coluna De Bigu testou por uma semana o renovado Renault Kwid já na linha 2027 — e na versão Techno, a intermediária da linha. Todas as versões do Kwid têm uma caprichada lista de equipamentos de tecnologia, conforto e segurança: ar-condicionado, direção elétrica, vidros/travas elétricos básicos, painel digital de 7″, sensor traseiro. A Techno, que aposta na conectividade e no conforto, digamos assim, dispõe de itens meio banais, como retrovisores, maçanetas na cor do carro e chave do tipo canivete, ou relevantes — como 4 airbags, central multimídia de 10,1″ com Android Auto/Apple CarPlay sem fio, câmera de ré e comandos de áudio no volante.
E há uma segunda constatação interessante: o aumento do preço real de um modelo de entrada não pode ser explicado apenas pela inflação. Parte importante da diferença está na transformação do próprio conceito. Em 1994, um carro popular não tinha airbags, ABS, direção assistida, ar-condicionado, vidros elétricos ou até retrovisor externo direito de série. Hoje, vários desses equipamentos são obrigatórios ou praticamente indispensáveis para aumentar sua competitividade.
Eletrônica e conforto – O Fusca Itamar tinha 58,7cv, motor 1.600 a ar e câmbio de quatro marchas. O Kwid 2027 tem motor 1.0 de três cilindros, até 71cv, cinco marchas, além de toda a eletrônica embarcada. Em suma: o “popular” brasileiro ficou mais caro, mas também deixou de ser simplesmente um carro barato — ou pé-duro. Tornou-se um produto muito mais complexo, seguro e equipado. E isso é bom. A versão testada, já da linha 2027, ficou mais bonita — mesmo levando-se em conta a subjetividade desta abordagem. Destaque para o novo design, com dianteira já com a identidade global da Renault. As calotas e as rodas foram reestilizadas. O painel foi modernizado com plásticos de melhor textura (mas, claro, plástico).
O banco inteiriço (fixo, sem encosto de cabeça) com padronagem diferenciada e o marcador de temperatura aprimorado também merecem ser citados como um novo requisito de convencimento de vendas. Até tem central multimídia de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio para o Android Auto e o Apple CarPlay – coisas raras nesse segmento. Aliás, ela é a mesma utilizada no Kardian, oferecendo bem mais recursos que a anterior – como informações de consumo, condução e funcionamento do veículo. Na versão Techno, há comandos de áudio no novo volante multifuncional. Por fim, tem painel digital, câmera de ré e entrada USB de carga rápida.
Desempenho – O motor 1.0 de 3 cilindros flex aspirado deixa o carrinho impressionantemente ágil. Até porque ele pesa pouco mais de 800 kg. A potência de até 71cv e o torque de 10kgfm são demasiadamente satisfatórios para o dia a dia nas cidades e se abastecido com gasolina. O câmbio manual de 5 marchas tem trocas macias. O consumo, segundo dados do Inmetro, é de até 14,4 km/l na cidade e 15,4 km/l na estrada — ambos com gasolina. As dimensões da linha 2026 foram mantidas: 3,73 metros de comprimento, 1,57 m de largura, 1,47 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 290 litros. É óbvio que um carro, mesmo que tenha sido incrementado na última atualização, tem alguns limites. Pessoas altas no banco traseiro, sofrem, sim. O acabamento tem fragilidades, com uso extensivo de plásticos simples. A versão Techno não foi testada em rodovias, vale frisar. Aliás, o desempenho é limitado? Pode ser, e certamente carece de fôlego em ultrapassagens, mas atende muito bem na cidade. E o Kwid, claro, foi feito para a cidade, no dia a dia indo para o trabalho, faculdade – e principalmente em Brasília, onde o transporte público deixa muito a desejar.
Alguns itens de série – Versão Techno
4 airbags (2 frontais e 2 laterais)
Alerta visual e sonoro de não utilização do cinto de segurança de todos os ocupantes
Ar-condicionado
Assistente de partida em rampa
Computador de bordo
Controle eletrônico de estabilidade
Direção elétrica
Indicador de temperatura externa
Luzes de circulação diurna (DRL) em LED
Painel de instrumentos digital TFT de 7”
Sensor de estacionamento traseiro
Sistema de monitoramento da pressão dos pneus
Sistema Start & Stop
Tacômetro
Travas elétricas das portas
Vidros dianteiros elétricos
Chave tipo canivete
Câmera de ré
Controles de áudio no volante
Lanternas obscurecidas com assinatura em LED
Maçanetas externas na cor da carroceria
Retrovisores elétricos
Retrovisores em preto brilhante
Roda de aço biton de 14”
Sistema multimídia com tela de 10.1″ com espelhamento de smartphone sem fio
2 USB-C
Corolla Cross ganha nova versão híbrida – A Toyota do Brasil acaba de expandir o portfólio do Corolla Cross com a chegada da versão XRV Hybrid. Ela vem para “democratizar a tecnologia eletrificada” e é a porta de entrada para o universo híbrido do Corolla Cross. Mas custa R$ 214 mil. Reúne o pacote de especificações e equipamentos da versão intermediária a combustão XRE, acrescido de monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e retrovisores externos com inclinação automática em marcha à ré.
As primeiras unidades da nova versão chegam às concessionárias a partir da segunda quinzena de outubro. Com essa adição desta versão, a linha do SUV passa a contar com as seguintes opções: XRE, XRX, GR-Sport, a nova XRV Hybrid e a topo de linha XRX Hybrid. A proposta dela é ser uma configuração competitiva, segundo a marca japonesa. O console central do Corolla Cross MY27 trouxe um novo design, incorporando uma aparência mais moderna e sofisticada ao interior do veículo.
Essa atualização, também presente na nova versão XRV, proporciona uma integração mais intuitiva dos comandos de condução, entregando mais conforto e uma experiência de uso aprimorada ao motorista. A linha Corolla Cross XRV Hybrid 2027 tem o sistema central multimídia com tela de alta definição de 10.1”, com mapas, mídias e funções do veículo. O acabamento interno, incluindo os bancos, é todo na cor preta. Já a segurança traz, de série, pacote com assistente de pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, assistência de permanência em faixa, monitor de ponto cego e farol alto automático. A proteção aos ocupantes é garantida por uma carroceria com deformação progressiva, sete airbags, sensores de estacionamento e alerta de tráfego cruzado traseiro.
Monitoramento dos pneus – Toda a linha Corolla Cross 2027, incluindo a nova versão XRV Hybrid, é equipada de série com o sistema de alerta de pressão dos pneus, tecnologia que alerta o condutor caso identifique níveis inadequados. Além de reforçar a segurança durante a condução, o recurso garante maior estabilidade ao veículo, evita o desgaste irregular dos pneus e otimiza a eficiência do consumo de combustível. A nova versão XRV Hybrid também vem equipada de série com os serviços conectados Toyota. O recurso garante mais praticidade, segurança e comodidade no dia a dia, permitindo ao proprietário acessar informações em tempo real — como status e diagnóstico do veículo, otimização de combustível e lembrete de revisão. Além disso, por meio de um pacote de assinatura, os clientes contam com diferenciais como wi-fi hotspot, rastreamento, imobilização remota e assistência 24 horas via aplicativo.
Eficiência energética – O Corolla Cross XRV Hybrid conta com o mesmo conjunto propulsor da versão XRX Hybrid: o motor 1.8L VVT-i 16V de ciclo Atkinson flex, que desenvolve 101 cv com etanol e 98 cv com gasolina, além de torque de 14,5 kgfm com ambos os combustíveis. Esse motor atua em conjunto com dois motores elétricos (MG1 e MG2) de 72 cv e 16,6 kgfm de torque, assegurando respostas ágeis e uma condução aprimorada. Os híbridos flex da Toyota têm consumo até 30% menor frente às opções exclusivamente a combustão e reduzem em até 70% as emissões de CO₂ quando abastecidos com etanol.
É hora de comprar: preço de carros usados desacelera – O IBV Auto, índice do banco BV que acompanha a evolução dos preços dos automóveis leves usados no Brasil, registrou avanço de 0,36% no terceiro trimestre de 2026. Trata-se do menor resultado trimestral desde o primeiro trimestre de 2025. O resultado representa uma desaceleração frente ao aumento de 1,27% no segundo trimestre deste ano e sobre a alta de 2,04% registrada no mesmo período de 2025.
Considerando apenas terceiros trimestres, o desempenho deste ano se iguala ao de 2019, início da série histórica. O arrefecimento reflete a perda de ritmo do mercado de usados ao longo do ano. Os números têm como pano de fundo o crescimento mais lento da atividade econômica e a desaceleração da inflação, em um ambiente de menor demanda por bens de maior valor agregado.
No acumulado de 2026, o IBV Auto registra alta de 3,86%, abaixo dos 4,05% observados no mesmo período de 2025. Em 12 meses, a alta está em 5,12%, mesmo patamar registrado em agosto. Para Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, os dados confirmam uma mudança de ritmo no mercado de usados. “Após um período de fortes valorizações, a atividade mais moderada e a maior competição entre veículos novos tornam o cenário menos favorável a reajustes expressivos. O comportamento do IBV no trimestre aponta para uma dinâmica de preços mais equilibrada, com desaceleração gradual das altas dos últimos meses”, avalia.
Nordeste – Regionalmente, o terceiro trimestre mostrou diferenças importantes. O Nordeste teve a maior alta, de 0,69%, seguido pelo Centro-Oeste (+ 0,56%) e Sul (0,52%). O Sudeste ficou praticamente estável, com avanço de 0,03%, enquanto o Norte foi a única região a registrar queda, de 0,19%. No segundo trimestre, todas as regiões haviam apresentado alta superior a 1%. Entre os tipos de combustão, os elétricos continuam apresentando a maior perda de valor de revenda entre os modelos analisados.
Os veículos lançados em 2023 acumulam desvalorização de quase 47% até setembro, contra 27,89% dos híbridos e 22,20% dos modelos a combustão comparáveis. O movimento está relacionado à pressão dos preços dos modelos novos e ao aumento da concorrência no segmento. Em setembro, o IBV Auto subiu 0,30%, após uma queda de 0,01% em agosto, mostrando alguma recuperação na margem. O resultado foi influenciado principalmente por Renault Sandero (+1,88%), Volkswagen Gol (+1,51%) e Hyundai Creta (+1,39%). Na outra ponta, Toyota Hilux SW4 (-1,60%), Honda HR-V (-1,19%) e Volkswagen Polo (-0,97%) tiveram os maiores impactos negativos.
Fenauto – Já do ponto de vista de vendas, o mercado de seminovos e usados apresentou uma pequena retração de 1,6% em setembro na comparação com o mês anterior. De acordo com os dados consolidados pela Fenauto, a federação que reúne os revendedores, foram comercializadas 1.673.017 unidades em setembro, contra 1.699.519 registradas em agosto. Apesar do ritmo ligeiramente menor observado no mês, o desempenho do setor no acumulado do ano apresentou crescimento de 5,4%, alcançando a marca histórica de 14.205.505 veículos negociados entre janeiro e setembro de 2026, contra 13.478.527 no mesmo período de 2025. Esse resultado mantém a expectativa de que o mercado pode fechar o ano com um novo recorde de vendas.
Por segmento
A retração mensal de setembro atingiu de forma linear quase todos os segmentos automotivos:
Automóveis: 1.031.538 unidades (-1,2% vs. agosto).
Comerciais leves: 196.777 unidades (-2,0% vs. agosto).
Motos: 369.440 unidades (-1,9% vs. agosto).
Comerciais pesados: 39.986 unidades (-4,2% vs. agosto).
Mais vendidos
No topo do ranking de preferência dos consumidores por categoria, os líderes de mercado em setembro foram:
Automóveis: o VW Gol manteve a liderança isolada, somando 66.789 unidades.
Comerciais leves: a picape Fiat Strada liderou com folga ao registrar 41.761 negociações.
Comerciais pesados: o caminhão Volvo FH garantiu o primeiro lugar do segmento com 3.229 unidades comercializadas.
Motos: a Honda CG150 manteve sua tradicional liderança histórica com 87.627 unidades vendidas
Pagar taxas fixas é bom para os trabalhadores de app? – A ideia de trocar a cobrança de uma porcentagem de cada corrida por uma mensalidade ou passe fixo já deixou de ser novidade para boa parte dos motoristas de aplicativos. O que ainda não está claro para eles é se a mudança no modelo de cobrança representa, de fato, uma mudança na renda. A adesão aparece condicionada a uma conta simples: quanto custa o passe, quantas viagens será possível fazer e, principalmente, quanto vai sobrar no fim do período. O levantamento “Entre taxas e previsibilidade: profissionais de aplicativos opinam sobre novos modelos de trabalho”, realizado pelo GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, mostram que 86,2% já ouviram falar de modelos de assinatura em que o motorista paga um valor fixo e fica com 100% do valor das viagens.
O conhecimento, porém, ainda é superficial para quase metade da categoria: 45% dizem já ter ouvido falar, mas não admitem conhecer os detalhes. Outros 41,2% afirmam conhecer bem a proposta. A familiaridade com o conceito não se traduz automaticamente em disposição para mudar. Quando questionados se um modelo de valor fixo, que permitisse ficar com 100% das viagens durante determinado período, faria sentido, 31,7% disseram não ver vantagem. Entre os demais, 38,1% condicionam a decisão a fatores como preço da assinatura ou valor das viagens, e outros 15,3% afirmam que precisariam comparar o resultado com o ganho atual. Apenas 10,7% enxergam uma vantagem direta na previsibilidade.
Viagens suficientes – O principal motivo para a cautela aparece em outra resposta. Para 42% dos profissionais, o maior receio em um modelo de assinatura é pagar pelo passe e não conseguir fazer viagens suficientes para compensar o custo. Outros 33,7% apontam o valor das próprias viagens como preocupação. Em suma, mesmo eliminando a taxa percentual, a plataforma não elimina a principal variável que determina a renda do motorista: a capacidade de gerar receita. É justamente por isso que o modelo tradicional/atual ainda aparece como a opção preferida. Quase metade dos entrevistados, 48,7%, considera mais interessante continuar pagando uma cobrança percentual sobre cada viagem.
Os formatos de valor fixo por horas ou dias de uso são escolhidos por 19,7%, enquanto 15,3% preferem uma cobrança fixa até atingir determinado patamar de ganhos. A resistência, portanto, não parece ser à inovação em si, mas ao risco de trocar uma taxa conhecida por um custo fixo que pode não se pagar. A renda líquida é o principal critério para quem considera contratar um passe. Para 46,6%, o que mais pesaria na decisão seria conseguir aumentar o valor que efetivamente fica no bolso. Pagar menos taxas aparece em segundo lugar, com 29,8%, enquanto a previsibilidade dos ganhos é apontada por 11,8%. A diferença é relevante: reduzir a taxa não é percebido como um benefício suficiente se a mudança não produzir um ganho financeiro concreto.
Mudança de comportamento – Essa lógica também aparece quando os profissionais são perguntados sobre uma eventual mudança de comportamento. Apenas 14,6% mudariam imediatamente para um modelo de assinatura. Outros 31,8% aceitariam testar, mas 41% dizem que a decisão dependeria dos ganhos. Ao mesmo tempo, 32,8% não acreditam que esse tipo de cobrança terá grande adesão nos próximos anos, enquanto 30,8% apostam que os modelos de assinatura devem coexistir com o formato tradicional.
A pesquisa sugere, portanto, que o desafio para as plataformas que adotam novos modelos de cobrança não está apenas em explicar como eles funcionam. Está em provar que a mudança melhora a equação econômica do profissional. Tanto que 44,5% afirmam que planos alternativos pouco mudariam sua organização do trabalho porque o principal fator continua sendo o valor das viagens e entregas disponíveis. Outros 20,8% veem potencial, mas condicionam o benefício ao custo do plano. Para Luiz Gustavo Neves, CEO do GigU, a cautela dos profissionais mostra que novos modelos de cobrança serão avaliados menos pelo formato e mais pelo resultado.
“O motorista não está necessariamente procurando um modelo diferente de cobrança. Ele está procurando uma forma melhor de trabalhar e ganhar mais. Se a assinatura reduzir a taxa, mas não aumentar a renda líquida, ela se traduz em vantagem. Por isso, a decisão passa pela conta final: quanto custa para trabalhar e quanto efetivamente sobra”, afirma.
Jaecoo 5 chega ao Brasil por R$ 155 mil – A Omoda & Jaecoo começou a vender o Jaecoo 5 no mercado brasileiro. Principal lançamento da marca no país em 2026, o SUV híbrido chegou às concessionárias em duas versões: Comfort, por R$ 155 mil, e Prestige, por R$ 180 mil. Equipado com a tecnologia Super Hybrid System (SHS-H), o modelo reforça a estratégia da companhia de democratizar o acesso à eletrificação, combinando eficiência energética, desempenho e tecnologia em um dos segmentos mais competitivos do mercado nacional. O primeiro lote contará com 3,6 mil unidades destinadas ao mercado brasileiro e será comercializado via Webmotors, além da rede de concessionárias ao redor do país. Encerrada essa fase, o modelo passará a ser oferecido por R$ 160 na configuração Comfort e R$ 185 mil na Prestige.
A definição do preço encerra um dos principais pontos de curiosidade do mercado desde a apresentação do modelo no Festival Interlagos. E, segundo os diretores da empresa, reforça a estratégia da marca de ampliar o acesso à eletrificação no país. O Jaecoo 5 chega ao Brasil reunindo tecnologia híbrida avançada, desempenho, eficiência energética e um extenso pacote de conforto e segurança. E será o quinto modelo vendido pela Omoda & Jaecoo no Brasil, ao lado de Omoda 5, Omoda E5, Omoda 7 e Jaecoo 7. O lançamento também reforça a expansão da operação do Chery International Group no país, que prevê a chegada das marcas iCaur e Lepas ao mercado brasileiro em 2027. O principal destaque do modelo é o Super Hybrid System (SHS-H), tecnologia híbrida plena desenvolvida pelo grupo Chery que dispensa carregamento externo.
O conjunto combina um propulsor 1.5 TGDI turbo a gasolina com um motor elétrico de alta eficiência, integrados a uma transmissão híbrida dedicada 1DHT e a uma bateria de 1,83 kWh, recarregada automaticamente durante a condução por meio da regeneração de energia e da atuação do motor a combustão, eliminando a necessidade de infraestrutura de recarga externa. A potência combinada chega a 224 cv, com torque de 30,1 kgfm, posicionando o Jaecoo 5 como o SUV compacto híbrido mais potente do Brasil. O sistema proporciona aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 7,9 segundos e autonomia combinada próxima de 1.000 km, com consumo, segundo o Inmetro, de 15,5 km/l em ciclo urbano e 13,7 km/l em ciclo rodoviário, o melhor consumo da marca entre todos os modelos comercializados no país. Todo o conjunto mecânico e os números de desempenho são idênticos nas versões Comfort e Prestige.
Espaço interno – O modelo oferece 4.380 mm de comprimento, 1.860 mm de largura, 1.650 mm de altura e entre-eixos de 2.620 mm. As medidas são idênticas nas duas versões. O design segue a identidade global da Jaecoo, com destaque para a exclusiva grade frontal Waterfall, por exemplo. As rodas são de liga leve de 18 polegadas e itens de série tanto na Comfort quanto na Prestige. A versão Prestige soma ainda faróis dianteiros em Full LED e rack de teto com barras longitudinais. O SUV acomoda até cinco ocupantes e oferece porta-malas de 410 litros (1.214 litros com os bancos traseiros rebatidos) nas duas versões. O teto panorâmico Sky Screen de 1,45 m², exclusivo da versão Prestige, amplia a sensação de espaço e luminosidade na cabine.
Vida a bordo – O interior tem diferenças relevantes entre as duas versões. A Comfort traz central multimídia com tela touchscreen de 9″, bancos revestidos em tecido, sistema de som com 6 alto-falantes e ar-condicionado automático digital Dual Zone com filtragem de ar. Já a Prestige tem central multimídia de alta resolução com tela de 13,2″, conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, recurso presente em ambas as versões, sistema de reconhecimento de voz para comandos do veículo e função karaokê integrada, que amplia as possibilidades de entretenimento e interação entre todos a bordo.
Mimos – A versão conta ainda com sistema de som Premium Sony com 8 alto-falantes, carregador de celular por indução de 50W com refrigeração, sistema de acesso ao veículo sem uso da chave, revestimento soft-touch premium no painel central, portas dianteiras e volante, bancos com ajustes elétricos e ventilação para motorista e passageiro, iluminação ambiente customizável e para-sóis dianteiros com iluminação em LED.
Segurança – Tem um pacote robusto (idêntico nas duas versões): seis airbags, estrutura com elevada utilização de aço de alta resistência, freios ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência, controle eletrônico de tração, controle de estabilidade anticapotamento, Auto Hold, sistema Isofix, monitoramento de pressão dos pneus, entre outros itens.
Pacote Adas – É o 2.5, com 17 funções avançadas de assistência à condução, disponível exclusivamente na versão Prestige. Entre elas estão controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal, assistente de permanência em faixa, assistência para mudança de faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e alerta de abertura de porta. A versão Comfort não conta com o pacote Adas. A Prestige também adiciona câmera 540° com imagens panorâmicas e sensores de estacionamento dianteiros, enquanto a Comfort conta com câmera de ré com guias dinâmicas de estacionamento. As duas versões contam com garantia de sete anos para o veículo e oito anos para a bateria.
Saiba o que fazer para evitar a suspensão da CNH – A suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode trazer impactos importantes para a rotina dos motoristas, especialmente para quem depende do carro para trabalhar ou se deslocar. Em muitos casos, porém, o condutor não acompanha de perto sua situação até receber uma notificação ou ser surpreendido por uma abordagem de trânsito.
Em 2025, o número de condutores com a CNH suspensa ou cassada registrou aumentos em diversos estados. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o Detran-MS registrou quase 20 mil motoristas penalizados com a suspensão no período, enquanto no Distrito Federal as suspensões saltaram 23,9%, ultrapassando a marca de 10 mil casos. No DF, por sinal, há pouco mais de 20 dias foi publicado no DODF um lote de 6.432 motoristas de uma só vez. A recusa ao teste do bafômetro respondeu por quase 70% dos casos. Em pólos regionais como o interior paulista, os processos por acúmulo de infrações e reincidência chegaram a superar 40 mil ocorrências no ano. Para ajudar os condutores a manterem a documentação em dia, o SuperApp Gringo lista três situações que podem resultar na suspensão do direito de dirigir e que merecem atenção:
Acúmulo de pontos por infrações
As multas registradas no histórico do motorista também podem resultar em pontos na CNH. Quando o condutor atinge o limite previsto pela legislação dentro de um período de 12 meses, pode ser instaurado processo administrativo para suspensão do direito de dirigir. O limite varia de acordo com a quantidade de infrações gravíssimas cometidas no período: são 20 pontos para quem possui duas ou mais infrações gravíssimas, 30 pontos para quem possui uma infração gravíssima e 40 pontos para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima. Para motoristas que exercem atividade remunerada, há regras específicas relacionadas à pontuação. Por isso, acompanhar regularmente as infrações registradas no prontuário do condutor ajuda o motorista a ter uma visão mais clara da própria situação e dos eventuais riscos de atingir o limite.
Infrações que podem gerar suspensão direta
Nem toda suspensão depende do acúmulo de pontos. Algumas infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro podem levar à suspensão do direito de dirigir independentemente da pontuação acumulada.
Entre os exemplos estão dirigir sob influência de álcool ou outra substância psicoativa, participar de competição ou exibição de manobra não autorizada e algumas situações relacionadas ao excesso de velocidade. Nesses casos, a própria natureza da infração pode prever a suspensão, tornando ainda mais importante que o motorista conheça as regras e acompanhe sua situação junto aos órgãos de trânsito.
Perder prazos em processos e notificações
Receber uma multa não significa que o motorista perde imediatamente o direito de dirigir. O processo administrativo prevê etapas e prazos para apresentação de defesa e recursos, conforme o caso.
Por isso, deixar de acompanhar notificações pode fazer com que o condutor perca oportunidades de apresentar sua defesa dentro dos prazos previstos. Manter os dados cadastrais atualizados junto aos órgãos de trânsito e acompanhar regularmente a situação da CNH e do veículo são medidas importantes para evitar esse tipo de surpresa. A suspensão da CNH nem sempre está relacionada a infrações graves. Em muitos casos, ela ocorre pela falta de acompanhamento de notificações e processos administrativos dos órgãos de trânsito. O monitoramento da habilitação por meio de aplicativos amplia a visibilidade sobre a situação do documento, permitindo que o motorista regularize pendências e tome as providências necessárias com antecedência. O acompanhamento pode ser feito por meio de ferramentas digitais, como o SuperApp Gringo – que elaborou estas dicas acima.
No geral, o condutor tem a CNH suspenso por:
recusar fazer o teste do bafômetro ou exame equivalente (art. 165-A): 12 meses;
transitar acima de 50% da velocidade máxima da via (art. 218, inciso III): 2 meses;
infrações ao volante de motocicleta, entre elas dirigir sem capacete (art. 244, incisos I, II, III e V): 2 meses;
dirigir sob influência de álcool ou de outra substância psicoativa (art. 165): 12 meses;
exibir manobra perigosa com arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com arrastamento de pneus (art. 175): 2 meses;
dirigir ameaçando pedestres ou outros veículos (art. 170): 2 meses;
promover ou participar de competição e de disputa de corrida na via sem autorização (arts. 173 e 174): 2 meses;
transpor bloqueio viário policial (art. 210) e 20 por forçar passagem em ultrapassagem (art. 191): 2 meses;
omissão em sinistro com vítima, o que inclui deixar de prestar socorro (art. 176): 2 meses;
usar o veículo para interromper deliberadamente a circulação na via (art. 253-A): 12 meses.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
O senador reeleito Humberto Costa (PT) atribuiu à “inveja” as especulações que circulam nos bastidores sobre um possível acordo com a governadora Raquel Lyra (PSD), após cerca de 40 prefeitos aliados da gestora declararem apoio à sua candidatura. Em entrevista à Rede Pernambuco de Rádios, o petista afirmou que os apoios foram resultado da relação construída com os gestores municipais, sem contrapartidas. “Isso, na verdade, é inveja. O apoio que eu tive dos prefeitos de vários partidos, né, se deu porque eu tive uma relação da melhor possível com todos os prefeitos”, disse.
“Sempre recebi, acolhi todos, mandei emendas para todos os municípios do estado de Pernambuco, ajudei a destravar projetos, demandas de vários municípios nos ministérios do governo do presidente Lula e, naturalmente, isso se transformou em apoio. Eu nunca pedi, inclusive, nada em troca desse apoio”, continuou.
Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado aponta que Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 1,87 ponto percentual registrada no primeiro turno (47,03% a 45,16% dos votos válidos) para 5,4 pontos no segundo turno. O levantamento estimou placar de 52,7% para o senador a 47,3%, do candidato à reeleição nesse embate direto.
Considerando os números totais, Flávio aparece com 49% ante 44% de Lula, enquanto 5% declaram voto em branco ou nulo e 3% não sabem ou não respondem. Segundo os dados, 47% dos entrevistados disseram que certamente votariam em Flávio e 5%, que poderiam votar no senador. Outros 46% afirmaram que não o apoiariam de jeito algum. Já Lula registrou 43% de certeza de voto, 5% de voto possível e 49% de rejeição.
Ainda de acordo com a pesquisa, Flávio lidera na intenção de voto entre os homens (53% a 38%), eleitores de ensino médio (53% a 39%), eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos (55% a 37%) e evangélicos (61% a 30%). Lula, por sua vez, aparece à frente entre mulheres (49% a 44%), pessoas com ensino fundamental (51% a 41%) e famílias com renda de até 2 salários mínimos (51% a 40%).
O petista leva vantagem apenas no Nordeste (63% a 29%) contra o bolsonarista, que fica à frente no Sul (63% a 30%); no agregado Norte/Centro-Oeste (59% a 33%); e no Sudeste (52% a 40%).
Da parcela de entrevistados que se declara independente (37% dos entrevistados), Flávio e Lula aparecem empatados: ambos recebem o apoio de 44% desses eleitores que não se colocam nem à esquerda nem à direita do espectro político.
Entre aqueles que disseram ter votado em Flávio no primeiro turno, 97% afirmaram que pretendem manter a escolha, mesmo percentual dos eleitores de Lula. Metade dos brasileiros (50%) que apoiaram o terceiro colocado, Augusto Cury (Avante), indicam que agora vão de Flávio e 29%, de Lula. Os eleitores que preferiram Ronaldo Caiado (PSD) em 4 de outubro também tendem, em maioria, a se alinhar ao senador: 56% citam a intenção de votar no bolsonarista e 15%, no petista.
Oito em cada dez eleitores (88%) afirma que é a máxima a possibilidade de comparecimento para votar em 25 de outubro.
O levantamento aponta ainda que a esperança é o sentimento mais citado em relação à eleição (45%), seguida por medo (14%). Entre os eleitores que declararam voto em Flávio, 61% mencionaram esperança, enquanto esse sentimento foi citado por 33% dos apoiadores de Lula. O medo foi lembrado por 23% dos eleitores do petista e por 6% dos do bolsonarista.
O Ipespe ressalta que o desejo de mudança é “expressivo” no eleitorado: 79% querem alterar total ou parcialmente o rumo do país, enquanto 37% querem mudar totalmente e 42% mudar apenas o que não está bom. Menos de um quinto (18%) desejam a continuidade do que hoje é feito no Brasil. Nesse cenário, 81% dos que citam mudança total votam em Flávio Bolsonaro. Já aqueles que preferem mudar apenas o que não está bom se dividem entre Lula (49%) e Flávio (42%).
Os dados mostram também que os itens de conteúdo econômico — economia, emprego e preços (17%), fim da escala 6×1 (5%), fim das bets (5%) e aumento do Bolsa Família (3%) — somam 30% entre os temas considerados pelos eleitores para a definição do voto. O agregado supera a corrupção e a crise no Supremo Tribunal Federal (24%), saúde e educação (12%) e “violência e segurança” (7%).
Para 43% dos eleitores ouvidos, Flávio faz a melhor campanha na televisão e no rádio, contra 34% que citam Lula nesse questionamento. Em relação à atuação nas redes sociais, o senador também leva a melhor, 47% a 32%, assim como em entrevistas na TV, 45% a 37%.
A pesquisa Ipespe ouviu 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 8 de outubro, via recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00933/2026.
Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores de bets foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido após a proibição das apostas online, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões, segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal. Os recursos deverão ser devolvidos pelos bancos até 14 de outubro.
Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.
Os bancos têm até 14 de outubro para devolver os recursos.
O valor total ainda a ser restituído é de R$ 159 milhões.
Oito empresas ainda não enviaram aos bancos as informações necessárias para a devolução dos valores.
A Advocacia-Geral da União (AGU) vai à Justiça para obrigá-las a fornecer os dados.
Se houver impedimento para a devolução pelos bancos, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pelo pagamento aos apostadores.
A maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.
Bloqueios e remoções
Entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas.
Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais. Só no Telegram foram identificados 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis somavam aproximadamente 459 mil seguidores. No total, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.
Na manhã deste sábado (10), estudantes foram detidos enquanto realizavam uma panfletagem favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Mercado de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. Informações preliminares dão conta de que os jovens estavam colando adesivos do tipo “lambe-lambe” em um orelhão desativado quando foram abordados.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que dois rapazes são conduzidos para o banco de trás de uma viatura da Polícia Militar, de placa UHR7E09. Testemunhas ouvidas pelo Diario de Pernambuco relataram que os estudantes faziam uma mobilização pacífica.
“Não vi vandalismo. E nem eles nem os policiais foram agressivos. Eles foram conduzidos no banco de trás da viatura, sem algemas”, relatou o comerciante Ismael Joaquim, que trabalha na área. O aposentado Jorge Maia também testemunhou a ação dos agentes. “Levaram os rapazes e arrancaram uns cartazes que eles colocaram num poste”, disse ele.
A professora Marli Aquino, que também participava da mobilização, disse que a panfletagem foi organizada por movimentos sociais e realizada de forma pacífica. De acordo com ela, os jovens detidos são estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Não entendemos o motivo de levarem eles”, afirmou.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Partido dos Trabalhadores (PT) disse que os estudantes foram detidos ilegalmente, mas soltos após intervenção do jurídico do partido. “O delegado entendeu que não houve crime, por atipicidade de conduta, e que o procedimento deve ser arquivado”, informou o PT. Os jovens foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco, localizada no Cais do Apolo, no Bairro do Recife.
A reportagem questionou a Polícia Militar de Pernambuco e a Secretaria de Defesa Social acerca da motivação da detenção dos estudantes, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.
Universidade Federal de Pernambuco se pronuncia sobre o caso
O Núcleo de Documentação sobre os Movimentos Sociais Dênis Bernardes (NUDOC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) prestou soliedariedade aos estudantes por meio de nota.
“Em sintonia com a missão do NUDOC de preservar e difundir a memória das lutas dos trabalhadores, repudiamos a ação arbitrária da Polícia Militar e Federal. Os jovens já foram liberados, mas não podemos normalizar a criminalização das lutas sociais e o cerceamento às liberdades da organização e expressão política”, diz trecho do comunicado.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marco Aurélio Bellizze determinou neste sábado (10) que a Meta, dona das redes Instagram e Facebook, preste uma série de esclarecimentos sobre as dificuldades relatadas pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de impulsionar o seu conteúdo digital.
A coligação do petista moveu uma ação no TSE, acusando a Meta de fazer “seletividade algorítmica” e “restrição” de alcance às suas postagens, “omissão” na remoção de contas que usam inteligência artificial para atacar Lula, e manutenção de “conteúdos sintéticos” que são vedados pelo Tribunal. Por fim, a equipe pediu com caráter de urgência a restauração do padrão de distribuição de conteúdos, suspensão das restrições de entrega e remoção de contas “automatizadas e inautênticas”.
Diante da solicitação, o ministro do TSE deu um prazo de 48 horas para a Meta responder a seis questionamentos. São eles:
Preservação integral dos registros e mecanismos adotados pelas redes sociais na moderação de conteúdo, anúncios e métricas;
Detalhamento individualizado sobre as ações de moderação aplicadas desde 16 de agosto – início da campanha eleitoral;
Explicações sobre as supostas anomalias no cálculo da contagem de visualizações de postagens;
Razões para a desabilitação da conta de anúncios da campanha de Lula em 23 de setembro;
Esclarecimentos sobre se identificou ou apurou rede de perfis automatizados que faziam campanha para Flávio Bolsonaro e atacava Lula
Descrever a relação de canais e perfis dos presidenciáveis que foram excluídos do sistema devido às regras eleitorais
Em nota, a Meta afirmou que as alegações da campanha petista são “simplesmente falsas” e “não encontram respaldo nos fatos”.
“Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz o texto da assessoria da empresa norte-americana.
Na manhã deste sábado (10), a campanha de Lula havia anunciado que acionaria o TSE e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) contra a Meta. Em nota, a equipe do petista afirmou ter ficado impossibilitada de utilizar o recurso durante o período e questionou a empresa, que atribuiu o episódio a um problema técnico. O problema, de acordo com integrantes do PT, já foi solucionado.
“Desde o começo do dia de ontem, dia 9 de outubro, até a manhã de hoje, o perfil do presidente Lula foi impedido pela META de impulsionar conteúdos do feed no Instagram”, afirmou o comunicado. A campanha afirma que a modalidade de publicidade é parte da estratégia digital das candidaturas.
De acordo com a nota da campanha de Lula, a empresa não apresentou evidências de que o problema tenha atingido outros candidatos no Brasil. “Mais uma vez, afirma a Meta, foi um ‘problema técnico’”, diz o texto.
A campanha sustenta que o episódio faz parte de uma sequência de problemas envolvendo os perfis do presidente e de apoiadores nas plataformas da empresa durante a disputa eleitoral. Na avaliação da equipe petista, a repetição das falhas e a falta de transparência nas explicações levantam suspeitas de interferência no processo eleitoral em benefício do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
Esta não é a primeira vez que a campanha de Lula aponta interferência da empresa na disputa eleitoral. Em setembro, a equipe do petista já havia cobrado oficialmente explicações da Meta alegando que a conta de anúncios do candidato à reeleição no Facebook estava sob restrições. Segundo comunicado oficial do PT divulgado na época, o perfil oficial de Lula também chegou a ficar desabilitado na véspera.
Um trem que faz parte do Metrô do Recife colidiu com um carro na tarde deste sábado (10), no bairro de Jardim Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife (RMR).
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), o veículo era ocupado por um homem e uma mulher, que não foram identificados.
A passageira, de 49 anos, recebeu atendimento no local, e, “após os procedimentos, a vítima foi conduzida a unidade hospitalar”. “O condutor do automóvel sinistrado já havia sido socorrido por populares antes da chegada das guarnições”, completou o CBMPE.
Os bombeiros destacaram ainda que “não houve registro de feridos entre os passageiros do trem”. Na ocorrência, a corporação atuou com quatro viaturas, sendo duas de moto-resgate, uma de resgate e uma de comando operacional.
O atendimento também teve o apoio do Samu Metropolitano e da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). A reportagem tenta contato com a corporação em busca de mais detalhes. A Folha de Pernambuco também procurou a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que informou que está apurando o caso para poder emitir um posicionamento oficial.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou na tarde deste sábado (10) a sessão de retotalização de votos para governador do Rio. A cerimônia confirmou a eleição de Douglas Ruas (PL) para o Executivo fluminense. Após a recontagem, Ruas obteve 50,88% dos votos válidos e foi eleito no primeiro turno. Eduardo Paes (PSD) ficou com 44,16%.
A sessão foi anunciada na quinta-feira (8), depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos). Os votos dados a Garotinho estavam anulados sub judice, à espera de decisão definitiva da Justiça Eleitoral. Sem eles, Ruas, que havia terminado a apuração com 49,27%, ultrapassou os 50% exigidos pela Constituição para vencer no primeiro turno. A retotalização também ocorreu depois de Paes desistir de recorrer para tentar garantir um segundo turno.
O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, afirmou antes da divulgação que o número exibido ao fim da sessão é o resultado oficial. Segundo ele, a proclamação definitiva depende de decisão do plenário do tribunal.
Rito oficial
Tavares explicou o rito oficial do sistema eleitoral. De acordo com o magistrado, o responsável técnico emite o relatório da totalização e o entrega à Comissão Apuradora. O documento fica então por três dias na Secretaria do Tribunal, à disposição de partidos, federações, coligações e do Ministério Público Eleitoral. Os interessados têm dois dias para apresentar reclamações, e a Comissão Apuradora tem três dias para se manifestar sobre elas. Por fim, o plenário julga as reclamações, aprova o relatório e proclama o resultado definitivo.
“É certo que o procedimento formal exige a decisão plenária, mas não é menos certo que ao final da retotalização realizada daqui a pouco, todos nós saberemos com certeza se o número de votos alcançados por algum candidato foi superior aos 50% exigido constitucionalmente, dispensando por isso o segundo turno e consolidando a vitória nas eleições. Sei também que todos já fizeram essa conta, mas é preciso que o sistema faça e apresente o resultado final”, explicou Tavares.
A proclamação está marcada para 15 de outubro de 2026, às 15h. Até a decisão do plenário, os preparativos e a propaganda eleitoral do segundo turno para governador permanecem suspensos.
Quem é Douglas Ruas
Ruas tem 37 anos e será o mais jovem a governar o estado desde 1959. Ele foi secretário de Cidades do governo Cláudio Castro e tentou se desvincular da gestão ao longo da campanha.
Ruas é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), e chegou à disputa pelo Palácio Guanabara durante seu primeiro mandato como deputado estadual. Policial civil concursado, construiu sua trajetória na administração pública com passagens pela prefeitura comandada pelo pai e pelo governo Castro.
Ruas é formado em Direito pela Universidade Estácio de Sá e pós-graduado em Gestão Pública pela mesma instituição. É casado com Mariana Barbosa e pai de Miguel.
Antes de conquistar um mandato, ocupou cargos nos governos municipal e estadual. Foi subsecretário de Trabalho de São Gonçalo entre 2017 e 2018 e superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) entre 2019 e 2020. Em 2021, na gestão do pai, assumiu a Secretaria municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais.
Em 2022, disputou sua primeira eleição e conquistou uma cadeira na Alerj com 175.977 votos, a segunda maior votação para deputado estadual naquele ano.
As causas da queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), ontem (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O acidente deixou três mortos.
Segundo o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional e porta-voz oficial da corporação mineira, a aeronave havia passado por retrofit, estava com a manutenção em dia, e as habilitações dos pilotos também estavam regulares. O voo era de rechecagem de habilitação, procedimento realizado anualmente como requisito aeronáutico para os profissionais. “Agora, o Cenipa fará os trabalhos de praxe para entender o que ocorrera para que tivéssemos este desfecho negativo”, afirmou o porta-voz em coletiva de imprensa.
Entre as vítimas da queda, estão a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, o tenente-coronel Luis Silvestre e a tenente Alice Almeida. Gabriela havia acabado de retornar da licença-maternidade e foi homenageada pela corporação nas redes sociais um dia antes do acidente.
Segundo Santiago, as tenentes Gabriela Emília e Alice Almeida tinham mais de 300 horas de voo cada uma. Já o tenente-coronel Luis Silvestre, que comandava o Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado, acumulava mais de 5 mil horas de voo e era o instrutor mais capacitado da corporação.
O porta-voz da PMMG disse que a corporação mobilizou uma força-tarefa de acolhimento psicológico para os familiares das vítimas, que já haviam sido comunicados sobre as mortes: “A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis.”
Fim da licença-maternidade
Uma publicação do Comando de Aviação do Estado da PMMG (Comave PMMG), feita na última quinta-feira (8), mostrava a piloto Gabriela emocionada se despedindo dos filhos antes de decolar em uma aeronave da corporação.
“Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar. Três papéis, uma só mulher — e uma coragem que vai muito além do voo. Bem-vinda de volta, Tenente Emília!”, escreveu a corporação.
Gabriela foi a primeira mulher da Polícia Militar de Minas Gerais habilitada como piloto de aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado (ComAvE). Ela ingressou na corporação em fevereiro de 2017 e foi declarada oficial em 2019. Ao longo da carreira, trabalhou como comandante de setor no 34º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Belo Horizonte, e atuou por dois anos no Comando Tático Móvel do 41º BPM, também na capital mineira, além de desempenhar funções administrativas. Em 23 de fevereiro deste ano, foi declarada piloto da PMMG.
A tenente Alice Almeida, que também morreu no acidente, serviu por sete anos no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) antes de ingressar na Polícia Militar. Após entrar no oficialato da PMMG, foi aprovada no processo seletivo do Comando de Aviação do Estado e passou a atuar como piloto da corporação. Natural de Governador Valadares, ela cresceu em Caratinga, também no interior mineiro. Ela não deixa filhos.
O terceiro policial identificado entre as vítimas é o tenente-coronel Luis Silvestre, de Belo Horizonte. Ele integrava a Polícia Militar de Minas Gerais desde 2004 e era comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado. Ao longo da carreira, atuou em operações aéreas especiais, ensino e treinamento, manutenção de aeronaves e logística de abastecimento, além de exercer funções de liderança de equipes.
Acidente ocorreu perto do aeroporto
A aeronave caiu na tarde de ontem (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência na BR-458, na altura do quilômetro 43. Duas equipes foram mobilizadas para verificar o acidente.
Segundo o site especializado em aviação AeroIn, dados preliminares da plataforma AirNavRadar indicam que a aeronave teria realizado uma arremetida com curva à esquerda antes de cair. As circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas.
Segundo reportagem do portal UOL, e-mails interceptados pela Polícia Federal (PF) indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) dividia uma conta no banco Santander com o advogado Willer Tomaz. O criminalista foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e descontos indevidos em aposentadorias do INSS.
Gestão de contas e viagens internacionais
De acordo com o UOL, os documentos foram encontrados em uma conta do iCloud de Tomaz. Uma troca de mensagens de maio de 2025 mostra uma funcionária do advogado solicitando ao banco a exclusão do usuário de Flávio Bolsonaro do acesso a uma conta vinculada à empresa Alcazar Holdings, sediada em Portugal.
O Santander confirmou a desvinculação no mesmo dia, cerca de um mês após a primeira fase da operação policial. O sistema do banco permite que múltiplos usuários movimentem valores na mesma conta.
A investigação da PF, detalhada pelo UOL, relata ainda que empresas ligadas a Willer Tomaz financiaram voos em jatos executivos para o parlamentar e sua família, incluindo viagens internacionais nos anos de 2024 e 2025.
Segundo o portal, as autoridades suspeitam que os escritórios de Tomaz funcionavam como um núcleo financeiro e logístico para agentes políticos, levantando a linha de investigação de que o senador seria um dos beneficiários do esquema.
O que dizem os citados
Procurada pelo UOL, a assessoria de Flávio Bolsonaro negou as irregularidades e a gestão compartilhada de recursos. “O senador nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas. Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa”, afirmou a equipe do parlamentar em nota, classificando o caso como disseminação de notícias falsas com fins eleitorais.
A defesa de Willer Tomaz também enviou posicionamento ao portal e afirmou não ter relações financeiras com o candidato. “O advogado Willer Tomaz repudia as informações falsas apresentadas. A conta bancária mencionada nunca lhe pertenceu. Ele jamais criou usuário em nome do senador Flávio Bolsonaro em qualquer plataforma”, declarou, reiterando que existe apenas uma relação de amizade entre os dois.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu ontem (9) que a Polícia Federal (PF) investigue ameaças contra o ministro do Supremo Flávio Dino.
A medida foi tomada após Dino postar em suas redes sociais mensagens nas quais foi ameaçado de morte. As ameaças também foram direcionadas a outros ministros do STF. O tribunal está “atento à segurança de seus ministros” e manterá a articulação com os órgãos competentes para garantir a proteção dos membros da Corte, informou o STF.
Na postagem publicada nas redes sociais, Flávio Dino disse que não vai alterar sua atuação profissional diante das ameaças. “Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, afirmou.
No primeiro fim de semana de campanha do segundo turno, o alvo dos articuladores políticos em Pernambuco atende pelo nome de abstenção: 1.312.388 eleitores não apareceram nas urnas, fora os mais de 300 mil votos brancos e nulos.
O desafio do campo progressista e da extrema direita é o de arrancar a militância do sofá e buscar o voto no asfalto. No estado, o presidente Lula (PT) teve 3.553.971 votos (63,45%), enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 1.738.043 votos (31,03%). Os QGs de campanha revelam estratégias e ritmos opostos.
No PT, o clima é de operação fênix. O partido ligou o motor turbo e reuniu representantes de dez siglas: PT, PV, PCdoB; Psol; PDT; PSB; MDB; Republicanos; Rede e Cidadania, colocando na mesma mesa o presidente estadual Carlos Veras e os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão ao lado de líderes como Sileno Guedes, Raul Henry e Ivan Moraes. O plano é reforçar a mobilização nas ruas em universidades e sindicatos e virar votos para Lula.
Do lado dos bolsonaristas, o coordenador da campanha, Mendonça Filho, e o deputado Alberto Feitosa apostam na articulação individual de vereadores, prefeitos, comerciantes e líderes locais para reforçar a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O presidente do PL, Anderson Ferreira, e o deputado André Ferreira só devem voltar ao estado na terça. Pelas redes sociais, Mendonça convocou reunião para o mesmo dia, às 15h, no comitê central, no Pina O presidenciável passa os próximos dias entre Rio, São Paulo e Brasília.