Kwid: carro popular ficou mais caro, mas subiu de categoria

O carro popular brasileiro ficou muito mais caro em termos reais do que há 30 anos. Porém, ele passou a entregar um nível de segurança, conforto e tecnologia que era inimaginável nos anos 1990. Lembram do Fusca Itamar? Ele custava US$ 7.200 — o real havia sido lançado com paridade inicial de R$ 1 por US$ 1. Em julho e agosto de 1994, quando o Plano Real já havia nascido, os populares — Gol 1000, Uno Mille, Escort Hobby e Fusca — estavam em torno de R$ 7,2 mil. Mas quanto representaria hoje esse preço?
Considerando a inflação acumulada até julho de 2026, os R$ 100 de julho de 1994 correspondem a R$ 893,26 hoje. Assim, o preço real do Fusca Itamar equivaleria a R$ 64,3 mil. É menos do que os quase R$ 85 mil cobrados atualmente, na tabela oficial, por um Renault Kwid na versão intermediária. Abrindo um parêntese: esse preço, aliás, pode cair para R$ 76 mil, dependendo de boas negociações (achei parcelas de R$ 810,45 com a cor preta) e em algumas concessionárias. Fechando o parêntese: em termos reais, portanto, o carro popular ficou mais caro. Mas a comparação não pode terminar aí. Em pouco mais de três décadas, também mudou — e muito — o que se espera de um carro de entrada. Quatro airbags, freios ABS, controle de estabilidade, direção elétrica, ar-condicionado, central multimídia, câmera de ré, conectividade e sistemas de assistência ao motorista fazem hoje parte do universo dos carros populares — sejam esses equipamentos obrigatórios por lei ou mesmo exigência do mercado.
Em 1994, boa parte disso sequer existia em modelos dessa categoria. O Fusca Itamar até que era moderno para os padrões da época. Recebeu, por exemplo, algumas melhorias importantes: freio hidráulico de circuito duplo, discos dianteiros, barra estabilizadora, para-brisa laminado e cintos dianteiros de três pontos retráteis. Mas a distância para o Kwid é gigantesca. Mesmo que se compare algo com o incomparável, surge a pergunta: quanto o brasileiro passou a pagar a mais pelo carro popular — e o que recebeu em troca?
Leia maisA coluna De Bigu testou por uma semana o renovado Renault Kwid já na linha 2027 — e na versão Techno, a intermediária da linha. Todas as versões do Kwid têm uma caprichada lista de equipamentos de tecnologia, conforto e segurança: ar-condicionado, direção elétrica, vidros/travas elétricos básicos, painel digital de 7″, sensor traseiro. A Techno, que aposta na conectividade e no conforto, digamos assim, dispõe de itens meio banais, como retrovisores, maçanetas na cor do carro e chave do tipo canivete, ou relevantes — como 4 airbags, central multimídia de 10,1″ com Android Auto/Apple CarPlay sem fio, câmera de ré e comandos de áudio no volante.
E há uma segunda constatação interessante: o aumento do preço real de um modelo de entrada não pode ser explicado apenas pela inflação. Parte importante da diferença está na transformação do próprio conceito. Em 1994, um carro popular não tinha airbags, ABS, direção assistida, ar-condicionado, vidros elétricos ou até retrovisor externo direito de série. Hoje, vários desses equipamentos são obrigatórios ou praticamente indispensáveis para aumentar sua competitividade.
Eletrônica e conforto – O Fusca Itamar tinha 58,7cv, motor 1.600 a ar e câmbio de quatro marchas. O Kwid 2027 tem motor 1.0 de três cilindros, até 71cv, cinco marchas, além de toda a eletrônica embarcada. Em suma: o “popular” brasileiro ficou mais caro, mas também deixou de ser simplesmente um carro barato — ou pé-duro. Tornou-se um produto muito mais complexo, seguro e equipado. E isso é bom. A versão testada, já da linha 2027, ficou mais bonita — mesmo levando-se em conta a subjetividade desta abordagem. Destaque para o novo design, com dianteira já com a identidade global da Renault. As calotas e as rodas foram reestilizadas. O painel foi modernizado com plásticos de melhor textura (mas, claro, plástico).
O banco inteiriço (fixo, sem encosto de cabeça) com padronagem diferenciada e o marcador de temperatura aprimorado também merecem ser citados como um novo requisito de convencimento de vendas. Até tem central multimídia de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio para o Android Auto e o Apple CarPlay – coisas raras nesse segmento. Aliás, ela é a mesma utilizada no Kardian, oferecendo bem mais recursos que a anterior – como informações de consumo, condução e funcionamento do veículo. Na versão Techno, há comandos de áudio no novo volante multifuncional. Por fim, tem painel digital, câmera de ré e entrada USB de carga rápida.
Desempenho – O motor 1.0 de 3 cilindros flex aspirado deixa o carrinho impressionantemente ágil. Até porque ele pesa pouco mais de 800 kg. A potência de até 71cv e o torque de 10kgfm são demasiadamente satisfatórios para o dia a dia nas cidades e se abastecido com gasolina. O câmbio manual de 5 marchas tem trocas macias. O consumo, segundo dados do Inmetro, é de até 14,4 km/l na cidade e 15,4 km/l na estrada — ambos com gasolina. As dimensões da linha 2026 foram mantidas: 3,73 metros de comprimento, 1,57 m de largura, 1,47 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 290 litros. É óbvio que um carro, mesmo que tenha sido incrementado na última atualização, tem alguns limites. Pessoas altas no banco traseiro, sofrem, sim. O acabamento tem fragilidades, com uso extensivo de plásticos simples. A versão Techno não foi testada em rodovias, vale frisar. Aliás, o desempenho é limitado? Pode ser, e certamente carece de fôlego em ultrapassagens, mas atende muito bem na cidade. E o Kwid, claro, foi feito para a cidade, no dia a dia indo para o trabalho, faculdade – e principalmente em Brasília, onde o transporte público deixa muito a desejar.
Alguns itens de série – Versão Techno
- 4 airbags (2 frontais e 2 laterais)
- Alerta visual e sonoro de não utilização do cinto de segurança de todos os ocupantes
- Ar-condicionado
- Assistente de partida em rampa
- Computador de bordo
- Controle eletrônico de estabilidade
- Direção elétrica
- Indicador de temperatura externa
- Luzes de circulação diurna (DRL) em LED
- Painel de instrumentos digital TFT de 7”
- Sensor de estacionamento traseiro
- Sistema de monitoramento da pressão dos pneus
- Sistema Start & Stop
- Tacômetro
- Travas elétricas das portas
- Vidros dianteiros elétricos
- Chave tipo canivete
- Câmera de ré
- Controles de áudio no volante
- Lanternas obscurecidas com assinatura em LED
- Maçanetas externas na cor da carroceria
- Retrovisores elétricos
- Retrovisores em preto brilhante
- Roda de aço biton de 14”
- Sistema multimídia com tela de 10.1″ com espelhamento de smartphone sem fio
- 2 USB-C

Corolla Cross ganha nova versão híbrida – A Toyota do Brasil acaba de expandir o portfólio do Corolla Cross com a chegada da versão XRV Hybrid. Ela vem para “democratizar a tecnologia eletrificada” e é a porta de entrada para o universo híbrido do Corolla Cross. Mas custa R$ 214 mil. Reúne o pacote de especificações e equipamentos da versão intermediária a combustão XRE, acrescido de monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e retrovisores externos com inclinação automática em marcha à ré.
As primeiras unidades da nova versão chegam às concessionárias a partir da segunda quinzena de outubro. Com essa adição desta versão, a linha do SUV passa a contar com as seguintes opções: XRE, XRX, GR-Sport, a nova XRV Hybrid e a topo de linha XRX Hybrid. A proposta dela é ser uma configuração competitiva, segundo a marca japonesa. O console central do Corolla Cross MY27 trouxe um novo design, incorporando uma aparência mais moderna e sofisticada ao interior do veículo.
Essa atualização, também presente na nova versão XRV, proporciona uma integração mais intuitiva dos comandos de condução, entregando mais conforto e uma experiência de uso aprimorada ao motorista. A linha Corolla Cross XRV Hybrid 2027 tem o sistema central multimídia com tela de alta definição de 10.1”, com mapas, mídias e funções do veículo. O acabamento interno, incluindo os bancos, é todo na cor preta. Já a segurança traz, de série, pacote com assistente de pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, assistência de permanência em faixa, monitor de ponto cego e farol alto automático. A proteção aos ocupantes é garantida por uma carroceria com deformação progressiva, sete airbags, sensores de estacionamento e alerta de tráfego cruzado traseiro.
Monitoramento dos pneus – Toda a linha Corolla Cross 2027, incluindo a nova versão XRV Hybrid, é equipada de série com o sistema de alerta de pressão dos pneus, tecnologia que alerta o condutor caso identifique níveis inadequados. Além de reforçar a segurança durante a condução, o recurso garante maior estabilidade ao veículo, evita o desgaste irregular dos pneus e otimiza a eficiência do consumo de combustível. A nova versão XRV Hybrid também vem equipada de série com os serviços conectados Toyota. O recurso garante mais praticidade, segurança e comodidade no dia a dia, permitindo ao proprietário acessar informações em tempo real — como status e diagnóstico do veículo, otimização de combustível e lembrete de revisão. Além disso, por meio de um pacote de assinatura, os clientes contam com diferenciais como wi-fi hotspot, rastreamento, imobilização remota e assistência 24 horas via aplicativo.
Eficiência energética – O Corolla Cross XRV Hybrid conta com o mesmo conjunto propulsor da versão XRX Hybrid: o motor 1.8L VVT-i 16V de ciclo Atkinson flex, que desenvolve 101 cv com etanol e 98 cv com gasolina, além de torque de 14,5 kgfm com ambos os combustíveis. Esse motor atua em conjunto com dois motores elétricos (MG1 e MG2) de 72 cv e 16,6 kgfm de torque, assegurando respostas ágeis e uma condução aprimorada. Os híbridos flex da Toyota têm consumo até 30% menor frente às opções exclusivamente a combustão e reduzem em até 70% as emissões de CO₂ quando abastecidos com etanol.

É hora de comprar: preço de carros usados desacelera – O IBV Auto, índice do banco BV que acompanha a evolução dos preços dos automóveis leves usados no Brasil, registrou avanço de 0,36% no terceiro trimestre de 2026. Trata-se do menor resultado trimestral desde o primeiro trimestre de 2025. O resultado representa uma desaceleração frente ao aumento de 1,27% no segundo trimestre deste ano e sobre a alta de 2,04% registrada no mesmo período de 2025.
Considerando apenas terceiros trimestres, o desempenho deste ano se iguala ao de 2019, início da série histórica. O arrefecimento reflete a perda de ritmo do mercado de usados ao longo do ano. Os números têm como pano de fundo o crescimento mais lento da atividade econômica e a desaceleração da inflação, em um ambiente de menor demanda por bens de maior valor agregado.
No acumulado de 2026, o IBV Auto registra alta de 3,86%, abaixo dos 4,05% observados no mesmo período de 2025. Em 12 meses, a alta está em 5,12%, mesmo patamar registrado em agosto. Para Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, os dados confirmam uma mudança de ritmo no mercado de usados. “Após um período de fortes valorizações, a atividade mais moderada e a maior competição entre veículos novos tornam o cenário menos favorável a reajustes expressivos. O comportamento do IBV no trimestre aponta para uma dinâmica de preços mais equilibrada, com desaceleração gradual das altas dos últimos meses”, avalia.
Nordeste – Regionalmente, o terceiro trimestre mostrou diferenças importantes. O Nordeste teve a maior alta, de 0,69%, seguido pelo Centro-Oeste (+ 0,56%) e Sul (0,52%). O Sudeste ficou praticamente estável, com avanço de 0,03%, enquanto o Norte foi a única região a registrar queda, de 0,19%. No segundo trimestre, todas as regiões haviam apresentado alta superior a 1%. Entre os tipos de combustão, os elétricos continuam apresentando a maior perda de valor de revenda entre os modelos analisados.
Os veículos lançados em 2023 acumulam desvalorização de quase 47% até setembro, contra 27,89% dos híbridos e 22,20% dos modelos a combustão comparáveis. O movimento está relacionado à pressão dos preços dos modelos novos e ao aumento da concorrência no segmento. Em setembro, o IBV Auto subiu 0,30%, após uma queda de 0,01% em agosto, mostrando alguma recuperação na margem. O resultado foi influenciado principalmente por Renault Sandero (+1,88%), Volkswagen Gol (+1,51%) e Hyundai Creta (+1,39%). Na outra ponta, Toyota Hilux SW4 (-1,60%), Honda HR-V (-1,19%) e Volkswagen Polo (-0,97%) tiveram os maiores impactos negativos.
Fenauto – Já do ponto de vista de vendas, o mercado de seminovos e usados apresentou uma pequena retração de 1,6% em setembro na comparação com o mês anterior. De acordo com os dados consolidados pela Fenauto, a federação que reúne os revendedores, foram comercializadas 1.673.017 unidades em setembro, contra 1.699.519 registradas em agosto. Apesar do ritmo ligeiramente menor observado no mês, o desempenho do setor no acumulado do ano apresentou crescimento de 5,4%, alcançando a marca histórica de 14.205.505 veículos negociados entre janeiro e setembro de 2026, contra 13.478.527 no mesmo período de 2025. Esse resultado mantém a expectativa de que o mercado pode fechar o ano com um novo recorde de vendas.
Por segmento
A retração mensal de setembro atingiu de forma linear quase todos os segmentos automotivos:
- Automóveis: 1.031.538 unidades (-1,2% vs. agosto).
- Comerciais leves: 196.777 unidades (-2,0% vs. agosto).
- Motos: 369.440 unidades (-1,9% vs. agosto).
- Comerciais pesados: 39.986 unidades (-4,2% vs. agosto).
Mais vendidos
No topo do ranking de preferência dos consumidores por categoria, os líderes de mercado em setembro foram:
- Automóveis: o VW Gol manteve a liderança isolada, somando 66.789 unidades.
- Comerciais leves: a picape Fiat Strada liderou com folga ao registrar 41.761 negociações.
- Comerciais pesados: o caminhão Volvo FH garantiu o primeiro lugar do segmento com 3.229 unidades comercializadas.
- Motos: a Honda CG150 manteve sua tradicional liderança histórica com 87.627 unidades vendidas

Pagar taxas fixas é bom para os trabalhadores de app? – A ideia de trocar a cobrança de uma porcentagem de cada corrida por uma mensalidade ou passe fixo já deixou de ser novidade para boa parte dos motoristas de aplicativos. O que ainda não está claro para eles é se a mudança no modelo de cobrança representa, de fato, uma mudança na renda. A adesão aparece condicionada a uma conta simples: quanto custa o passe, quantas viagens será possível fazer e, principalmente, quanto vai sobrar no fim do período. O levantamento “Entre taxas e previsibilidade: profissionais de aplicativos opinam sobre novos modelos de trabalho”, realizado pelo GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, mostram que 86,2% já ouviram falar de modelos de assinatura em que o motorista paga um valor fixo e fica com 100% do valor das viagens.
O conhecimento, porém, ainda é superficial para quase metade da categoria: 45% dizem já ter ouvido falar, mas não admitem conhecer os detalhes. Outros 41,2% afirmam conhecer bem a proposta. A familiaridade com o conceito não se traduz automaticamente em disposição para mudar. Quando questionados se um modelo de valor fixo, que permitisse ficar com 100% das viagens durante determinado período, faria sentido, 31,7% disseram não ver vantagem. Entre os demais, 38,1% condicionam a decisão a fatores como preço da assinatura ou valor das viagens, e outros 15,3% afirmam que precisariam comparar o resultado com o ganho atual. Apenas 10,7% enxergam uma vantagem direta na previsibilidade.
Viagens suficientes – O principal motivo para a cautela aparece em outra resposta. Para 42% dos profissionais, o maior receio em um modelo de assinatura é pagar pelo passe e não conseguir fazer viagens suficientes para compensar o custo. Outros 33,7% apontam o valor das próprias viagens como preocupação. Em suma, mesmo eliminando a taxa percentual, a plataforma não elimina a principal variável que determina a renda do motorista: a capacidade de gerar receita. É justamente por isso que o modelo tradicional/atual ainda aparece como a opção preferida. Quase metade dos entrevistados, 48,7%, considera mais interessante continuar pagando uma cobrança percentual sobre cada viagem.
Os formatos de valor fixo por horas ou dias de uso são escolhidos por 19,7%, enquanto 15,3% preferem uma cobrança fixa até atingir determinado patamar de ganhos. A resistência, portanto, não parece ser à inovação em si, mas ao risco de trocar uma taxa conhecida por um custo fixo que pode não se pagar. A renda líquida é o principal critério para quem considera contratar um passe. Para 46,6%, o que mais pesaria na decisão seria conseguir aumentar o valor que efetivamente fica no bolso. Pagar menos taxas aparece em segundo lugar, com 29,8%, enquanto a previsibilidade dos ganhos é apontada por 11,8%. A diferença é relevante: reduzir a taxa não é percebido como um benefício suficiente se a mudança não produzir um ganho financeiro concreto.
Mudança de comportamento – Essa lógica também aparece quando os profissionais são perguntados sobre uma eventual mudança de comportamento. Apenas 14,6% mudariam imediatamente para um modelo de assinatura. Outros 31,8% aceitariam testar, mas 41% dizem que a decisão dependeria dos ganhos. Ao mesmo tempo, 32,8% não acreditam que esse tipo de cobrança terá grande adesão nos próximos anos, enquanto 30,8% apostam que os modelos de assinatura devem coexistir com o formato tradicional.
A pesquisa sugere, portanto, que o desafio para as plataformas que adotam novos modelos de cobrança não está apenas em explicar como eles funcionam. Está em provar que a mudança melhora a equação econômica do profissional. Tanto que 44,5% afirmam que planos alternativos pouco mudariam sua organização do trabalho porque o principal fator continua sendo o valor das viagens e entregas disponíveis. Outros 20,8% veem potencial, mas condicionam o benefício ao custo do plano. Para Luiz Gustavo Neves, CEO do GigU, a cautela dos profissionais mostra que novos modelos de cobrança serão avaliados menos pelo formato e mais pelo resultado.
“O motorista não está necessariamente procurando um modelo diferente de cobrança. Ele está procurando uma forma melhor de trabalhar e ganhar mais. Se a assinatura reduzir a taxa, mas não aumentar a renda líquida, ela se traduz em vantagem. Por isso, a decisão passa pela conta final: quanto custa para trabalhar e quanto efetivamente sobra”, afirma.

Jaecoo 5 chega ao Brasil por R$ 155 mil – A Omoda & Jaecoo começou a vender o Jaecoo 5 no mercado brasileiro. Principal lançamento da marca no país em 2026, o SUV híbrido chegou às concessionárias em duas versões: Comfort, por R$ 155 mil, e Prestige, por R$ 180 mil. Equipado com a tecnologia Super Hybrid System (SHS-H), o modelo reforça a estratégia da companhia de democratizar o acesso à eletrificação, combinando eficiência energética, desempenho e tecnologia em um dos segmentos mais competitivos do mercado nacional. O primeiro lote contará com 3,6 mil unidades destinadas ao mercado brasileiro e será comercializado via Webmotors, além da rede de concessionárias ao redor do país. Encerrada essa fase, o modelo passará a ser oferecido por R$ 160 na configuração Comfort e R$ 185 mil na Prestige.
A definição do preço encerra um dos principais pontos de curiosidade do mercado desde a apresentação do modelo no Festival Interlagos. E, segundo os diretores da empresa, reforça a estratégia da marca de ampliar o acesso à eletrificação no país. O Jaecoo 5 chega ao Brasil reunindo tecnologia híbrida avançada, desempenho, eficiência energética e um extenso pacote de conforto e segurança. E será o quinto modelo vendido pela Omoda & Jaecoo no Brasil, ao lado de Omoda 5, Omoda E5, Omoda 7 e Jaecoo 7. O lançamento também reforça a expansão da operação do Chery International Group no país, que prevê a chegada das marcas iCaur e Lepas ao mercado brasileiro em 2027. O principal destaque do modelo é o Super Hybrid System (SHS-H), tecnologia híbrida plena desenvolvida pelo grupo Chery que dispensa carregamento externo.
O conjunto combina um propulsor 1.5 TGDI turbo a gasolina com um motor elétrico de alta eficiência, integrados a uma transmissão híbrida dedicada 1DHT e a uma bateria de 1,83 kWh, recarregada automaticamente durante a condução por meio da regeneração de energia e da atuação do motor a combustão, eliminando a necessidade de infraestrutura de recarga externa. A potência combinada chega a 224 cv, com torque de 30,1 kgfm, posicionando o Jaecoo 5 como o SUV compacto híbrido mais potente do Brasil. O sistema proporciona aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 7,9 segundos e autonomia combinada próxima de 1.000 km, com consumo, segundo o Inmetro, de 15,5 km/l em ciclo urbano e 13,7 km/l em ciclo rodoviário, o melhor consumo da marca entre todos os modelos comercializados no país. Todo o conjunto mecânico e os números de desempenho são idênticos nas versões Comfort e Prestige.
Espaço interno – O modelo oferece 4.380 mm de comprimento, 1.860 mm de largura, 1.650 mm de altura e entre-eixos de 2.620 mm. As medidas são idênticas nas duas versões. O design segue a identidade global da Jaecoo, com destaque para a exclusiva grade frontal Waterfall, por exemplo. As rodas são de liga leve de 18 polegadas e itens de série tanto na Comfort quanto na Prestige. A versão Prestige soma ainda faróis dianteiros em Full LED e rack de teto com barras longitudinais. O SUV acomoda até cinco ocupantes e oferece porta-malas de 410 litros (1.214 litros com os bancos traseiros rebatidos) nas duas versões. O teto panorâmico Sky Screen de 1,45 m², exclusivo da versão Prestige, amplia a sensação de espaço e luminosidade na cabine.
Vida a bordo – O interior tem diferenças relevantes entre as duas versões. A Comfort traz central multimídia com tela touchscreen de 9″, bancos revestidos em tecido, sistema de som com 6 alto-falantes e ar-condicionado automático digital Dual Zone com filtragem de ar. Já a Prestige tem central multimídia de alta resolução com tela de 13,2″, conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, recurso presente em ambas as versões, sistema de reconhecimento de voz para comandos do veículo e função karaokê integrada, que amplia as possibilidades de entretenimento e interação entre todos a bordo.
Mimos – A versão conta ainda com sistema de som Premium Sony com 8 alto-falantes, carregador de celular por indução de 50W com refrigeração, sistema de acesso ao veículo sem uso da chave, revestimento soft-touch premium no painel central, portas dianteiras e volante, bancos com ajustes elétricos e ventilação para motorista e passageiro, iluminação ambiente customizável e para-sóis dianteiros com iluminação em LED.
Segurança – Tem um pacote robusto (idêntico nas duas versões): seis airbags, estrutura com elevada utilização de aço de alta resistência, freios ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência, controle eletrônico de tração, controle de estabilidade anticapotamento, Auto Hold, sistema Isofix, monitoramento de pressão dos pneus, entre outros itens.
Pacote Adas – É o 2.5, com 17 funções avançadas de assistência à condução, disponível exclusivamente na versão Prestige. Entre elas estão controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal, assistente de permanência em faixa, assistência para mudança de faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e alerta de abertura de porta. A versão Comfort não conta com o pacote Adas. A Prestige também adiciona câmera 540° com imagens panorâmicas e sensores de estacionamento dianteiros, enquanto a Comfort conta com câmera de ré com guias dinâmicas de estacionamento. As duas versões contam com garantia de sete anos para o veículo e oito anos para a bateria.

Saiba o que fazer para evitar a suspensão da CNH – A suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode trazer impactos importantes para a rotina dos motoristas, especialmente para quem depende do carro para trabalhar ou se deslocar. Em muitos casos, porém, o condutor não acompanha de perto sua situação até receber uma notificação ou ser surpreendido por uma abordagem de trânsito.
Em 2025, o número de condutores com a CNH suspensa ou cassada registrou aumentos em diversos estados. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o Detran-MS registrou quase 20 mil motoristas penalizados com a suspensão no período, enquanto no Distrito Federal as suspensões saltaram 23,9%, ultrapassando a marca de 10 mil casos. No DF, por sinal, há pouco mais de 20 dias foi publicado no DODF um lote de 6.432 motoristas de uma só vez. A recusa ao teste do bafômetro respondeu por quase 70% dos casos. Em pólos regionais como o interior paulista, os processos por acúmulo de infrações e reincidência chegaram a superar 40 mil ocorrências no ano. Para ajudar os condutores a manterem a documentação em dia, o SuperApp Gringo lista três situações que podem resultar na suspensão do direito de dirigir e que merecem atenção:
- Acúmulo de pontos por infrações
As multas registradas no histórico do motorista também podem resultar em pontos na CNH. Quando o condutor atinge o limite previsto pela legislação dentro de um período de 12 meses, pode ser instaurado processo administrativo para suspensão do direito de dirigir. O limite varia de acordo com a quantidade de infrações gravíssimas cometidas no período: são 20 pontos para quem possui duas ou mais infrações gravíssimas, 30 pontos para quem possui uma infração gravíssima e 40 pontos para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima. Para motoristas que exercem atividade remunerada, há regras específicas relacionadas à pontuação. Por isso, acompanhar regularmente as infrações registradas no prontuário do condutor ajuda o motorista a ter uma visão mais clara da própria situação e dos eventuais riscos de atingir o limite.
- Infrações que podem gerar suspensão direta
Nem toda suspensão depende do acúmulo de pontos. Algumas infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro podem levar à suspensão do direito de dirigir independentemente da pontuação acumulada.
Entre os exemplos estão dirigir sob influência de álcool ou outra substância psicoativa, participar de competição ou exibição de manobra não autorizada e algumas situações relacionadas ao excesso de velocidade. Nesses casos, a própria natureza da infração pode prever a suspensão, tornando ainda mais importante que o motorista conheça as regras e acompanhe sua situação junto aos órgãos de trânsito.
- Perder prazos em processos e notificações
Receber uma multa não significa que o motorista perde imediatamente o direito de dirigir. O processo administrativo prevê etapas e prazos para apresentação de defesa e recursos, conforme o caso.
Por isso, deixar de acompanhar notificações pode fazer com que o condutor perca oportunidades de apresentar sua defesa dentro dos prazos previstos. Manter os dados cadastrais atualizados junto aos órgãos de trânsito e acompanhar regularmente a situação da CNH e do veículo são medidas importantes para evitar esse tipo de surpresa. A suspensão da CNH nem sempre está relacionada a infrações graves. Em muitos casos, ela ocorre pela falta de acompanhamento de notificações e processos administrativos dos órgãos de trânsito. O monitoramento da habilitação por meio de aplicativos amplia a visibilidade sobre a situação do documento, permitindo que o motorista regularize pendências e tome as providências necessárias com antecedência. O acompanhamento pode ser feito por meio de ferramentas digitais, como o SuperApp Gringo – que elaborou estas dicas acima.
No geral, o condutor tem a CNH suspenso por:
- recusar fazer o teste do bafômetro ou exame equivalente (art. 165-A): 12 meses;
- transitar acima de 50% da velocidade máxima da via (art. 218, inciso III): 2 meses;
- infrações ao volante de motocicleta, entre elas dirigir sem capacete (art. 244, incisos I, II, III e V): 2 meses;
- dirigir sob influência de álcool ou de outra substância psicoativa (art. 165): 12 meses;
- exibir manobra perigosa com arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com arrastamento de pneus (art. 175): 2 meses;
- dirigir ameaçando pedestres ou outros veículos (art. 170): 2 meses;
- promover ou participar de competição e de disputa de corrida na via sem autorização (arts. 173 e 174): 2 meses;
- transpor bloqueio viário policial (art. 210) e 20 por forçar passagem em ultrapassagem (art. 191): 2 meses;
- omissão em sinistro com vítima, o que inclui deixar de prestar socorro (art. 176): 2 meses;
- usar o veículo para interromper deliberadamente a circulação na via (art. 253-A): 12 meses.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
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