Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (1º), o pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), trouxe o tema da violência contra a mulher e criticou os indicadores da gestão estadual na área de segurança pública.
Na gravação, João Campos afirma que os dados oficiais contradizem o discurso do Governo de Pernambuco. Segundo ele, o estado ocupa a segunda posição no Nordeste e a quinta no Brasil em número de feminicídios, conforme levantamento da Folha de S.Paulo. Ainda de acordo com o pré-candidato, Pernambuco registrou 88 casos de feminicídio em 2025, um aumento de quase 16% em relação ao ano anterior. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“O feminicídio não acontece de repente. Antes da morte vem ameaça, vem agressão. Vem um pedido de ajuda. E sabe o que aconteceu com a violência doméstica em Pernambuco? Também aumentou quase 43 mil vítimas em um único ano. Nas cidades do interior, o crescimento passou de 50%”, disse.
O pré-candidato também questionou a efetividade das medidas de proteção às mulheres. “Mais de 26 mil medidas protetivas foram concedidas no estado, mas apenas cerca de 7 mil dispositivos de alerta de aproximação do agressor estão ativos. A conta fecha para você? Porque para mim não fecha”, afirmou, acrescentando que cerca de 19 mil mulheres em situação de risco teriam apenas a proteção prevista no papel.
Outro ponto criticado por João Campos foi o funcionamento das Delegacias da Mulher. Segundo ele, muitas unidades encerram o atendimento no início da noite durante os dias úteis e permanecem fechadas nos fins de semana, apesar de a violência ocorrer em qualquer horário. “Inclusive, está descumprindo uma lei federal criada pelo presidente Lula que determina o funcionamento ininterrupto das delegacias especializadas da mulher. Não é falta de diagnóstico. Isso é falta de prioridade, é falta de ação.”, destacou.
Ao apresentar propostas, João Campos citou ações implementadas durante sua gestão na Prefeitura do Recife. Segundo ele, o Centro Clarice Lispector passou a funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, e a rede municipal de proteção, acolhimento e formação para mulheres vítimas de violência foi ampliada em oito vezes.
O socialista também afirmou que não há registro de feminicídio entre as mulheres acompanhadas pela rede municipal de proteção. Como propostas para o estado, defendeu o funcionamento das Delegacias da Mulher em regime de 24 horas, atendimento em salas reservadas por policiais mulheres, monitoramento efetivo dos agressores, resposta rápida ao descumprimento de medidas protetivas e o fortalecimento da rede de acolhimento às vítimas.
Ao encerrar o vídeo, João Campos afirmou que “quando uma mulher é vítima de feminicídio, o estado falhou”.
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