Quando silenciaram as eleições

Por Bruno Brennand*

“Já escuto os seus passos. Já vem ele! Não, não há, em Pernambuco, poder maior que o poder de Deus e o poder do povo, que vai eleger Miguel Arraes governador de Pernambuco!”.

Era com esse mote que o saudoso radialista Anchieta Santos iniciava os comícios de Miguel Arraes na campanha eleitoral de 1986. A voz grave, o ritmo crescente e a frase cuidadosamente construída preparavam a multidão para a chegada daquele que, depois do exílio e da cassação, buscava retornar ao Governo de Pernambuco pelo voto popular.

Sebrae - Fazer dar certo

Após um sábado (15) marcado por articulações partidárias, o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) manteve sua candidatura ao Governo de Pernambuco. A permanência na disputa ocorreu apesar de uma movimentação do PSB junto à direção nacional do PSOL para tentar retirar o nome do candidato da eleição estadual.

Ao longo do dia, a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, convocou três reuniões para discutir a situação. A divisão interna em torno da possibilidade de retirada da candidatura, porém, impediu a formação de quórum suficiente para que o assunto fosse debatido e submetido à votação. Ivan aguardou o encerramento do prazo para registro das candidaturas, às 19h deste sábado, antes de conceder entrevista coletiva e confirmar que permaneceria na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. As informações são do blog do Mário Flávio.

A tentativa de retirada da candidatura ocorreu em meio à disputa entre o candidato do PSB, João Campos, e a governadora Raquel Lyra (PSD), que concorre à reeleição. Ivan aparece com cerca de 2% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes, percentual que passou a ser considerado relevante diante do cenário competitivo entre os dois principais candidatos.

As negociações também repercutiram fora de Pernambuco. O PSB chegou a ameaçar rever o apoio à candidatura de Manuela D’Ávila (PSOL) ao Senado pelo Rio Grande do Sul caso Ivan Moraes não fosse retirado da disputa. Sem acordo, o ex-vereador manteve sua candidatura ao Governo de Pernambuco até o fim do prazo de registro.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Quem conhece a fábula de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, sabe que ali a lógica é justamente a inversão da realidade. Na política de Pernambuco, parece que estamos diante de algo parecido.

A governadora Raquel Lyra anunciou hoje 20 pontos de um novo programa de governo. O problema é que, depois de quatro anos à frente do Estado, boa parte do que está sendo apresentado como promessa para os próximos anos deveria, na verdade, ser apresentada como resultado do governo que termina.

Caruaru - Minha rua nova

Pesquisa Datafolha sobre as eleições de 2026 no Ceará mostra empate técnico na intenções de voto para o Senado Federal entre os candidatos Cid Gomes (PSB), da base governista, e Capitão Wagner (União Brasil), da oposição. O ex-governador alcança 26% dos votos consolidados, enquanto o ex-deputado federal tem 22%.

A distância entre eles está dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Na sequência, entre os melhores desempenhos, aparecem Luizianne Lins (Rede), com 14%, seguida de Alcides Fernandes (PL), que alcança 7%. As informações são do jornal O Povo.

Ipojuca - Na palma da sua mão

A governadora Raquel Lyra (PSD) anexou, no início da tarde deste sábado (15), o plano de governo da sua candidatura ao Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. O documento consta na plataforma de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne as principais informações dos participantes no pleito deste ano.

Com o nome oficializado desde o dia 5 de agosto, na convenção estadual do PSD Pernambuco, Raquel foi a última entre as oito chapas que disputam a vaga no Palácio do Campo das Princesas a apresentar formalmente as suas propostas. No calendário deste ano, o TSE determinou que o prazo limite para registro de candidaturas seria até às 19h do dia 15 de agosto. As informações são do Diário de Pernambuco.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Em resposta à nota de esclarecimento “O que dizem os números da Polícia Penal de Pernambuco”, de autoria da presidente do Sinpolpen-PE, Márcia Maria de Oliveira Silva, publicada ontem neste blog, o policial penal Nickson Monteiro encaminhou, neste sábado (15), o seguinte artigo:

Resposta aos “esclarecimentos” de Márcia do Sinpolpen-PE

Por Nickson Monteiro*

Primeiro, chama atenção que, em toda a resposta, não há uma única crítica ao Governo Raquel Lyra. E sabe por quê? Porque o SINPOLPEN aceitou essa política salarial praticamente sem resistência, sem mobilização à altura e sem o enfrentamento que a categoria esperava de sua entidade representativa.

Palmares - Forró Mares 2026

Marcada para a tarde deste sábado (15), último dia para o registro de candidaturas, a executiva nacional do PSOL se reuniria para discutir a estratégia eleitoral da legenda no país e definir o futuro do projeto do ex-vereador do Recife, Ivan Moraes (PSOL), ao Governo de Pernambuco.

Nos bastidores, o comando nacional do PSB pressiona pela retirada do projeto local, diante da disputa apertada pelo Governo do Estado entre João Campos (PSB) e a governadora Raquel Lyra (PSD). No entanto, a reunião não aconteceu por falta de quórum, o que representa uma vitória momentânea para Ivan, que, por enquanto, mantém sua candidatura no páreo. As informações são do blog Cenário.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

As campanhas eleitorais de 2026 começam, oficialmente, neste domingo (16), ainda com indefinição sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa a nomes que efetivam registro de candidatura. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar neste segundo semestre mudanças na legislação que alteraram a contagem do tempo em que uma pessoa fica proibida de se candidatar às eleições — a chamada inelegibilidade.  

Entre nomes diretamente interessados no julgamento do STF estão o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos). O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) também tinha esperança de ser beneficiado, mas foi enquadrado em nova condenação. As informações são do jornal O Tempo.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Entre uma taça de vinho e outra, o humorista Tom Cavalcante dá voz a alguns dos personagens do cenário político nacional e internacional em vídeo publicado em suas redes sociais. O humorista não deixou escapar personagens como o ministro do STF Gilmar Mendes; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o ex-presidente Jair Bolsonaro; o candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes; o candidato ao Governo do Paraná, Sérgio Moro; e os candidatos à Presidência da República Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

Inelegível, o ex-governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (PSD), declarou R$ 830,1 mil em bens ao TSE neste sábado (15), último dia de registro de candidaturas. O patrimônio informado inclui quatro imóveis, participação em empresa, um carro e aplicações financeiras.

Segundo a declaração entregue à Justiça Eleitoral, o maior patrimônio está em uma participação no capital social de uma empresa, avaliada em R$ 198 mil. Entre os imóveis, Arruda declarou um apartamento em Brasília, avaliado em R$ 195 mil, e uma casa em Itajubá (MG), sua cidade natal, de R$ 194 mil. Também aparecem dois apartamentos no município mineiro, avaliados em R$ 66,9 mil e R$ 19,4 mil. O único veículo informado é um Volkswagen Gol 2010/2011, declarado por R$ 30.990. As informações são do jornal Brasília Capital.

Nos ativos financeiros, o ex-governador declarou R$ 30.355,97 em conta corrente, R$ 49.459,20 e R$ 4.730,58 em duas cadernetas de poupança, além de R$ 40 mil em “crédito em empresa”.

Arruda está inelegível após condenações decorrentes da Operação Caixa de Pandora, que relevou um esquema de corrupção e pagamento de propinas na gestão do ex-governador. Apesar do registro formal, a situação dele será analisada pela Justiça Eleitoral, que poderá apreciar eventual pedido de impugnação por descumprir critérios da Lei da Ficha Limpa.