A prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino (União Brasil), declarou apoio ao candidato a deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos). O anúncio aconteceu na noite de ontem (14), durante um encontro político que reuniu importantes lideranças do município.
Ao lado do candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), do deputado estadual Joãozinho Tenório, vereadores, secretários municipais e outras lideranças, Lucielle recebeu Ricardo Teobaldo para oficializar a adesão.
Mendonça Filho, que ao longo de sua trajetória como deputado federal construiu uma importante presença política em Bezerros, passa agora a conduzir esse apoio para Ricardo Teobaldo, fortalecendo a candidatura do aliado no município.
A movimentação representa a continuidade de um grupo político e de uma relação construída ao longo dos anos, agora com Ricardo Teobaldo assumindo esse espaço e ampliando sua presença em Bezerros e no Agreste pernambucano.
Cientistas já avaliam que há cerca de 95% de chance de 2027 se tornar o ano mais quente da história registrada, superando muito o recorde de 2024. Além disso, existe uma tendência de aumento da temperatura até 2037, de forma que a temperatura média seja semelhante ao pico que estamos passando hoje. Ou seja, as temperaturas deste ano de El Niño serão as temperaturas médias em 2037.
Na prática, o El Niño extremo está agindo como uma “máquina do tempo” para o clima da Terra. Ele vai provocar um pico de calor tão fora da curva que o planeta sentirá temporariamente temperaturas que só deveriam se tornar comuns daqui a cerca de uma década, entre 2034 e 2040. Passado o impacto mais forte do El Niño, a temperatura deve baixar um pouco, mas o problema continuará existindo, trazendo tempestades mais violentas, secas prolongadas e chuvas cada vez mais imprevisíveis.
Mudanças tão drásticas e intensas requerem projetos de grandes proporções, e não de iniciativas localizadas com metas modestas. No Brasil, enquanto os governos penam na realização de planos de adaptação climática para as cidades, os projetos de adaptação ainda convivem com orçamentos limitados, com resistências às iniciativas de desenvolvimento sustentável e, muitas vezes, com alas de negacionismo climático, que dificultam transformar conhecimento e planejamento em ação.
O exemplo que vem da China
A China possui um modelo de projetos estruturadores em escala continental, guiados por planejamento estatal centralizado, metas de longo prazo e integração entre governança, economia e meio ambiente. Desde 2018, faz parte da Constituição chinesa a fundamentação de que suas políticas devem ser baseadas na coexistência harmônica e benefício mútuo entre ser humano e natureza.
Entre a década de 1980 e 2023, a China praticamente duplicou sua cobertura florestal, indo de 12% para 23,04%, graças a um investimento de US$ 105 bilhões ao longo de 40 anos, quantia equivalente a apenas 0,57% do seu PIB hoje. Com foco no futuro, o planejamento estatal mantém metas arrojadas: restaurar mais de 6 milhões de hectares por ano para alcançar 26% de cobertura florestal e recuperar 75% das terras com risco de degradação até 2035.
Inspirado em uma das setes maravilhas do mundo, o Projeto Grande Muralha Verde prevê a restauração de terras desertificadas, criando uma barreira ecológica para frear o avanço da desertificação sobre cidades e áreas agrícolas. A iniciativa já restaurou 53% das terras degradadas, o que corresponde a mais de 20 milhões de hectares, elevando a vegetação local de 5% para 13,84%. A solução vem até através de helicópteros que lançam sementes em pleno voo, e já fizeram a semeadura de 14.500 hectares no Tibete em 2020.
O exemplo que vem da Tanzânia
Na região de Dodoma, na Tanzânia, foram regeneradas mais de 34 milhões de árvores entre 2017 e 2026, utilizando técnicas simples e de baixo custo, que consistem em regenerar as árvores e arbustos a partir de tocos vivos, raízes e sementes já existentes no solo, constituindo uma técnica sustentável para a recuperação de áreas. A iniciativa alcançou 340 vilarejos, capacitou 1.200 agricultores multiplicadores, implantou 116 km de valas para captação de água da chuva e ofereceu treinamento a mais de 300 mil famílias, das quais mais de 200 mil adotaram as técnicas.
O projeto denominado Kisiki Hai, também conhecido como Regeneração Natural Gerida por Agricultores, utiliza valas para captação e retenção de água da chuva, conhecida como técnica Fanya Chini. Em uma região onde chove pouco, em média 500 mm por ano, essa técnica contribui para recuperar solos e pastagens, aumentar a disponibilidade de água, melhorar a produtividade agrícola, favorecer a biodiversidade e fortalecer a resiliência às mudanças climáticas.
Os resultados demonstram como técnicas simples, de baixo custo e baseadas na natureza podem recuperar paisagens degradadas, melhorar as condições do solo e da água, fortalecer os meios de subsistência das comunidades rurais e aumentar a resiliência climática em larga escala.
Nesse cenário, o Brasil ainda não conseguiu transformar prognósticos em políticas públicas estruturantes e proporcionais à velocidade do aquecimento global. Presas a orçamentos insuficientes, disputas ideológicas e ações fragmentadas, as cidades brasileiras continuam vulneráveis a extremos climáticos cada vez mais severos. Os exemplos da China e da Tanzânia provam que tanto megaprojetos de Estado quanto técnicas comunitárias de baixo custo funcionam quando há vontade política e planejamento contínuo. Resta ao poder público decidir se liderará a adaptação necessária ou se continuará a pagar a conta, cada vez mais alta, da própria inércia.
*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou João Campos, presidente nacional do PSB, entre os nomes que podem assumir um papel de liderança no campo progressista nos próximos anos.
Em entrevista ao jornal O Globo, nesta sexta-feira (14), Lula afirmou que, atualmente, ele próprio e o ex-presidente Jair Bolsonaro são os únicos políticos com liderança de alcance verdadeiramente nacional. Ao projetar o cenário para o futuro, porém, mencionou João Campos ao lado de outros nomes de uma nova geração política.
A declaração reforça o espaço que o prefeito do Recife vem conquistando no cenário nacional. Aos 32 anos, João Campos preside o PSB nacional e é uma das principais lideranças de uma nova geração política do campo progressista.
A citação de Lula ocorre em meio ao processo de renovação das lideranças da esquerda e à preparação do cenário político para a disputa presidencial de 2030.
O início oficial da campanha eleitoral, amanhã (16), coloca em evidência um dos principais ativos políticos das disputas estaduais, a imagem do presidente Lula (PT). Mesmo sem confirmação de presença em Pernambuco no primeiro turno, Lula já começa a participar diretamente da campanha do seu aliado no estado, João Campos (PSB), por meio de gravações e fotografias produzidas, em Brasília, ontem.
O movimento não é casual. Em um cenário de disputas acirradas, a imagem do presidente pode ser utilizada pelos candidatos como instrumento de identificação política e eleitoral. Em Pernambuco, onde Lula mantém forte capital político, a associação com o presidente tende a ocupar espaço importante na comunicação das candidaturas, especialmente no horário eleitoral e nas redes sociais.
É justamente nesse contexto que João Campos (PSB) passa a explorar uma das principais credenciais de sua campanha, ser o candidato de Lula ao Governo de Pernambuco. A estratégia está sendo construída de maneira explícita, com o próprio presidente participando das peças que serão utilizadas na campanha e com imagens ao lado da chapa majoritária da Frente Popular, composta por João e os candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT).
Lula e João Campos trabalham, assim, para deixar clara a vinculação entre os dois projetos políticos. A intenção é fazer com que o eleitor pernambucano associe a candidatura do socialista à liderança do presidente, transformando a proximidade entre ambos em um dos elementos centrais da comunicação eleitoral que começa a ser veiculada a partir de amanhã.
Em Pernambuco, essa “união política” ganha dimensão particular. O estado, além de terra natal do presidente, é considerado um dos principais redutos eleitorais de Lula e, por isso, sua imagem tem potencial para ocupar um espaço relevante na disputa pelo Governo. A Frente Popular pretende aproveitar esse vínculo para apresentar João Campos como o único nome alinhado ao presidente e ao projeto político que ambos passaram a construir para a eleição.
Boulos defende Ivan Moraes – Em visita ao Recife, ontem, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu a legitimidade da candidatura do ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) ao Governo de Pernambuco, afirmando que o conhece e o considera um “quadro qualificado”. A declaração ocorreu após questionamento sobre rumores de uma articulação do PSB para retirar Ivan da corrida eleitoral. Boulos esteve na capital para inaugurar uma estação da Parada Certa, espaço destinado a motoristas e entregadores por aplicativo, fruto de parceria entre o Governo Federal, a Fundação Banco do Brasil e o Governo de Pernambuco.
João Campos inicia campanha na RMR – O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) inicia amanhã, primeiro dia oficial da campanha eleitoral, uma sequência de atividades concentradas no Recife e na Região Metropolitana. Antes da largada, hoje, às 23h30, o socialista recebe uma bênção no Morro da Conceição. Já à 0h30, participa de um adesivaço no comitê central, no Poço da Panela. A programação segue com pedalada na Macaxeira, caminhada no Cabo de Santo Agostinho, ato em Brasília Teimosa e inauguração do comitê do deputado federal Carlos Veras (PT). A expectativa é de que o vice Carlos Costa (Republicanos) e os candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) acompanhem parte da programação.
Raquel faz giro por Recife, Caruaru e Petrolina– Já a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, começa amanhã a campanha eleitoral com agendas no Recife, em Caruaru e Petrolina. Os primeiros compromissos serão dois adesivaços na capital, pela manhã. À tarde, Raquel segue para Caruaru, onde participa de nova atividade, e depois para Petrolina, onde encerra o dia em um evento do candidato a deputado federal Miguel Coelho (União Brasil). A vice Priscila Krause (PSD) e os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) devem acompanhá-la. Hoje, Raquel grava material para o guia eleitoral e se reúne com a equipe de campanha.
Presidenciáveis também vão às ruas – A largada oficial da campanha eleitoral, amanhã, também movimentará os principais candidatos ao Palácio do Planalto, que escolheram seus redutos políticos para os primeiros atos. Lula (PT) inicia a campanha em São Bernardo do Campo (SP), no Estádio 1º de Maio, onde ocorreram as históricas assembleias dos metalúrgicos do ABC. Flávio Bolsonaro (PL) fará um comício em Copacabana, no Rio de Janeiro, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) percorrerá cidades goianas do entorno de Brasília e Romeu Zema (Novo) lançará sua candidatura em Montes Claros, em Minas Gerais. Renan Santos (Missão) abre a campanha no Largo São Francisco, em São Paulo.
Michelle chega ao último dia sem registrode campanha – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) entra hoje, último dia do prazo para registro de candidaturas, sem ter formalizado sua disputa ao Senado pelo Distrito Federal. Entre os integrantes da família Bolsonaro que concorrerão neste ano, ela é a única que ainda não concluiu o procedimento. Segundo auxiliares, não há impedimento jurídico: a documentação está sendo finalizada após a definição recente da candidatura. De acordo com matéria do jornal O GLOBO divulgada ontem, uma aliada afirmou que a demora surpreendeu a própria Michelle. “Achávamos que estava tudo registrado já e nos falaram que não estava”, disse. O prazo termina hoje, às 19h.
CURTAS
BOLSONARO PEDE CONSULTA COM MULHER DE FLÁVIO – Jair Bolsonaro pediu ao STF autorização para deixar a prisão domiciliar na próxima sexta-feira (21) e realizar uma consulta odontológica com Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, mulher de Flávio Bolsonaro (PL). Flávio está impedido de visitar o pai por 90 dias, por decisão de Alexandre de Moraes, que também analisará o pedido para a saída. A cirurgiã-dentista ganhou espaço na campanha presidencial do marido após discursar na convenção que oficializou a candidatura dele.
QUAEST: 56% ACREDITAM EM VITÓRIA DE LULA – Pesquisa Quaest divulgada, ontem, mostra que 56% dos eleitores acreditam que Lula (PT) vencerá a eleição presidencial, contra 27% que apostam em Flávio Bolsonaro (PL). Entre os independentes, 52% preveem vitória do petista e 18%, do senador. Nas intenções de voto, Lula aparece com 38% e Flávio, com 31% no primeiro turno. Em eventual segundo turno, o placar é de 43% a 40%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
RECIPROCIDADE CONTRA EUA PODE DEMORAR – O processo para eventual aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos pode levar de 60 a 90 dias apenas para a conclusão do primeiro relatório da Camex. O Itamaraty comunicou, ontem, ao governo americano o início da análise, mas a adoção de contramedidas dependerá da evolução das negociações bilaterais. Lula (PT) disse que acionou o mecanismo para “mostrar que a gente não é pouca coisa”, mas afirmou que pretende manter uma boa relação com os Estados Unidos.
Perguntar não ofende: Michelle vai mesmo se candidatar ao Senado?