Filha do prefeito de Vitória de Santo Antão, Iza Arruda, segundo especialistas em projeções eleitorais, tem vaga garantida na Câmara Federal a partir de 2023. O que se diz é que se o seu partido, o MDB, eleger um federal, será ela.
Filha do prefeito de Vitória de Santo Antão, Iza Arruda, segundo especialistas em projeções eleitorais, tem vaga garantida na Câmara Federal a partir de 2023. O que se diz é que se o seu partido, o MDB, eleger um federal, será ela.
Por Germana Macambira
Blog da Folha
“Mais um Sete de Setembro que estamos aqui, ao lado das Forças Armadas, do Exército Brasileiro, e é muito simbólico aqui em Pernambuco onde a pátria nasceu, onde lutamos muito pela democracia (…)”. Foi dessa forma que a governadora Raquel Lyra (PSD) iniciou seu pronunciamento deste Sete de Setembro de 2026, antes do inicio do desfile cívico-militar realizado nesta segunda-feira ao longo da Av. Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, Zona Sul da cidade.
Após as formalidades militares de praxe e revista da tropa, quando desfilou em carro aberto, a governadora retornou e nas imediações do palanque conversou com a imprensa, ocasião em que relembrou sua infância ao lado dos pais que a levava aos desfiles em celebração à data.
Leia mais“Eu sempre estive presente nos desfiles de Sete de Setembro, como governadora de Pernambuco, como prefeita de minha cidade, Caruaru, mas também como cidadã carregando a bandeirinha do Brasil, levada pelos meus pais”, relembrou ela que está candidata à reeleição ao governo do estado.
Também presente no desfile desta segunda-feira (7), ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o general Carlos Machado, à frente do Comando Militar do Nordeste (CMNE) falou sobre este Dia da Pátria.
“É o Dia da Pátria, no local onde nasceu a pátria. Aqui perto dos Montes Guararapes nós consideramos que foi onde a pátria nasceu, a nacionalidade brasileira nasceu, o exército brasileiro nasceu”, destacou o general que, ao ser questionado sobre a relação da data com a proximidade das eleições em outubro, respondeu: “É a democracia se colocando”.
A governadora Raquel Lyra não ficou para assistir ao desfile. Após suas falas, ela subiu ao palanque para cumprimentar os presentes e saiu em seguida do local.
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Em São Paulo ainda, recebi, há pouco, esta linda imagem, momento marcante e histórico, da passagem dos 94 anos de Beto da Oara, meu conterrâneo do Pajeú, residente na minha Arcoverde. Beto era amigo do meu pai Gastão Cerquinha, que Deus levou em 2022 aos 100 anos.
O vídeo foi enviado pelo meu amigo Paulo Muniz, que toca o blog O Abelhudo, em Sanharó. Batizado Egerton Verçosa do Amaral, Beto da Oara virou um patrimônio nordestino pela história que se confunde com o sucesso da Super Oara.
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Nasceu em Serra Talhada em 1932 e mudou-se jovem para Carnaíba, onde iniciou sua trajetória musical aprendendo a tocar trombone. Em Carnaíba, conviveu com o maestro Moacir Santos e desenvolveu forte paixão pelo trombone. Chegou a ir ao Rio de Janeiro, mas retornou à sua terra natal para trabalhar como fiscal da fazenda (agente arrecadador) e casar-se com Dona Marli.
Nos anos 1950, fixou residência em Arcoverde, cidade que adotou de coração. Em 1958 fundou a Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos, a Super Oara, que se tornou a segunda orquestra de bailes mais antiga em atividade no Brasil. A orquestra ultrapassou fronteiras nordestinas e brasileiras, realizando apresentações internacionais em países como Japão, Grécia e França, além de dividir o palco com grandes nomes da música brasileira.
Com uma carreira dedicada aos bailes, formaturas e grandes eventos, Beto e sua orquestra tornaram-se símbolos vivos da cultura e do sertão pernambucano. É orgulho nordestino, patrimônio nacional.
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Por Betânia Santana
Do Blog da Folha
Em ano de eleições gerais, partidos e candidatos estão sendo orientados a deixar bandeiras e cartazes, em alusão à campanha partidária, no fim da caminhada do 32º Grito dos Excluídos, no Centro do Recife.
Representantes de movimentos sociais, religiosos e sindicais, políticos de mandato e em campanha, e outros líderes estão concentrados no Parque Treze de Maio, área central da cidade. Daqui, saem em caminhada em direção ao Pátio Do Carmo, Centro da capital pernambucana, onde representantes de movimentos religiosos devem discursar.
O Grito foi criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ala da Igreja Católica considerada progressista. Este ano, o Grito tem como tema a defesa da terra, da paz, da moradia e das mulheres.
Na concentração, candidatos e candidatas, que há alguns anos não têm direito a voz durante o ato, aproveitam para distribuir material de campanha. Eles apenas têm presença registrada pelos locutores de carros de som.
O advogado pernambucano Thomas Crisóstomo, investigado pela Polícia Federal (PF) e réu em um processo por ter atacado o presidente Lula (PT) nas redes sociais, foi o responsável por ingressar com um pedido de habeas corpus em favor dos donos do site Bastidor.PE, que está no centro das investigações sobre a divulgação de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). Por decisão judicial, a página tinha até domingo (6) para fornecer dados que contribuíssem com a identificação dos responsáveis pelos cartazes, mas se recusou sob o argumento de que precisa proteger suas fontes.
Crisóstomo recorreu a uma solução parecida à utilizada por ele próprio após entrar na mira da Justiça Federal. Em 2023, ele postou na rede social X que a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) “virou cabide de emprego pra mulher do ex-presidiário Lula”. Na época, ele defendeu o direito de criticar governantes. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia por entender que houve injúria contra o presidente da República, argumentando que a liberdade de expressão não é um salvo-conduto para ferir a honra. O advogado não aceitou um acordo de não persecução oferecido no processo e apresentou um pedido de habeas corpus, aceito pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) em agosto deste ano.
Leia maisLigado à direita pernambucana, Crisóstomo se identifica como cofundador do Livres, reduto de políticos neoliberais e antiLula, a exemplo do ex-deputado Daniel Coelho (PSD) e de nomes ligados ao partido Novo, como George Bastos (candidato a deputado federal) e Eduardo Inojosa (candidato a estadual). A vice-governadora Priscila Krause (PSD) também ingressou no movimento em agosto de 2021, com recepção registrada pelo próprio Crisóstomo em foto da época. Outra liderança do Livres é Rodrigo Ambrosio, dono do Bastidor.PE e um dos nomes acionados na Justiça no caso dos panfletos contra Raquel.

A controvérsia em torno do Bastidor.PE começou por conta das ligações políticas de seus responsáveis. O especialista em marketing político Rodrigo Ambrosio e o jornalista Fillipe Vilar tiveram cargos comissionados no Governo Raquel Lyra, de onde saíram em 2025 para fundar o site junto ao jornalista Leo Malafaia, que atua como videomaker da campanha de Raquel à reeleição. Em 30 de agosto, a página foi a primeira a publicar fotos de panfletos contra a governadora, gerando comoção na política local. No dia seguinte, o Bastidor.PE fez uma nova postagem indicando a localização de vários exemplares, exceto de um que tinha a frase “Ela matou o marido para ganhar a eleição”, usado como capa da postagem e o que mais repercutiu.
Por conta dessa lacuna, a Frente Popular incluiu os titulares do Bastidor.PE em uma notícia-crime apresentada à Justiça Eleitoral, pondo em dúvida a existência do panfleto e argumentando que investigações em torno do site seriam relevantes para viabilizar a elucidação do caso. Na sexta-feira (4), o Juízo das Garantias da Justiça Eleitoral de Pernambuco acatou a petição, determinando que a Polícia Federal apure se o cartaz realmente foi produzido e afixado em um espaço público ou se a fotografia é resultado de montagem, manipulação ou fabricação digital. O site tinha dois dias para fornecer as informações.
Além de não indicar dados que poderiam ajudar a desvendar a autoria dos cartazes, Crisóstomo peticionou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em nome de Ambrosio e Vilar, “a suspensão imediata de cumprimento de eventual mandado de busca e apreensão ou expedição futura, bem como proibição de qualquer medida neste sentido contra aparelhos eletrônicos ou outras medidas aptas a revelar as fontes jornalísticas”. Também solicitaram que seja expedido um salvo-conduto “proibindo prisão ou quaisquer atos coercitivos decorrentes do exercício regular do direito que é a observância do sigilo da fonte”.
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Por Elias Gomes*
É inegável o papel desempenhado pelo ministro Alexandre de Moraes na investigação e responsabilização daqueles que atentaram contra a democracia brasileira. Com firmeza e rigor, conduziu processos que expuseram uma articulação política e institucional que buscava romper a ordem democrática conquistada com tanto sacrifício pela sociedade brasileira.
O processo chegou a um momento histórico: a condenação de generais e integrantes do alto oficialato das Forças Armadas. Um fato inédito que demonstra que, em uma democracia, farda, cargo, mandato ou poder não podem colocar ninguém acima da Constituição.
Leia maisMas existe sempre um “mas”. Se ninguém está acima da lei, ninguém pode estar acima dela — absolutamente ninguém. Nem presidente da República, nem parlamentar, nem empresário, nem general e, muito menos, ministro do Supremo Tribunal Federal.
A mesma régua que mede os atos de quem tentou destruir a democracia precisa medir os atos daqueles que têm a responsabilidade de protegê-la. Isso não significa defender o fechamento do STF, do Congresso ou de qualquer instituição. Muito pelo contrário. Instituições democráticas não se destroem porque falham; reformam-se, fiscalizam-se e fortalecem-se. É justamente nos momentos de crise que a democracia precisa mostrar sua capacidade de corrigir seus próprios erros.
Foi justamente esse o grande equívoco daqueles que, sob o pretexto de defender a pátria, pediam intervenção militar, fechamento do Supremo e do Congresso Nacional. Quem pede o fim das instituições para resolver os problemas destas mesmas instituições não está defendendo a democracia. Está flertando com o autoritarismo.
Mas também é autoritário imaginar que criticar o Judiciário significa atacar a democracia. Não significa. Defender o STF não é defender cegamente cada ministro. Defender a democracia não é conceder salvo-conduto a quem ocupa uma cadeira na mais alta Corte do país. Ao contrário: quanto maior o poder, maior deve ser a responsabilidade; quanto maior a autoridade, maior deve ser a transparência; quanto mais alta a Corte, mais alto deve ser o padrão ético exigido de seus integrantes.
Por isso, reconhecer o mérito de Alexandre de Moraes na defesa da democracia não pode significar ignorar ou relativizar denúncias e questionamentos que envolvam sua atuação. Se existem acusações, indícios ou dúvidas relevantes, que sejam rigorosamente apurados, com transparência e com pleno direito de defesa.
E a mesma regra precisa valer para todos. Alexandre de Moraes: rigor. Dias Toffoli: rigor. André Mendonça: rigor. Qualquer ministro do STF: rigor.
Não se trata de condenar previamente ninguém. Trata-se de exigir aquilo que a própria Justiça deve exigir de todos: investigação séria, contraditório, ampla defesa, transparência e respeito absoluto à lei.
O STF não pode exigir da sociedade confiança enquanto permitir que paire sobre seus integrantes a percepção de que existem diferentes pesos e diferentes medidas. A Justiça não pode ser seletiva. A Constituição não pode ser interpretada conforme a conveniência. E a autoridade não pode se transformar em imunidade moral.
O Brasil não precisa de instituições perfeitas. Precisa de instituições fortes o suficiente para enfrentar os poderosos e humildes o suficiente para aceitar fiscalização, críticas e correções.
É assim que uma democracia amadurece. É assim que as instituições se fortalecem. É assim que se combate o autoritarismo — inclusive quando ele tenta se esconder atrás do poder institucional.
Maquiavel escreveu, em uma reflexão que permanece atual: “Se os tempos mudam e os comportamentos não se alteram, então é a ruína.” Pois bem, senhores ministros: os tempos mudaram. A sociedade mudou. O Brasil mudou. E talvez tenha chegado a hora de o STF também compreender que ser guardião da Constituição significa, antes de tudo, submeter-se a ela.
Ninguém acima da lei. Ninguém acima da Constituição. Nem mesmo quem tem o poder de interpretá-la. Que a Justiça seja feita. Para todos. Sem medo, sem ódio e sem privilégios.
*Ex-prefeito do Cabo e Jaboatão
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Por João Alberto – Social 1/JC
Com uma trajetória marcada pela advocacia, pelo Direito Eleitoral, pela atuação institucional e pelo ensino, Diana Câmara construiu uma carreira pautada pelo estudo, pelo trabalho e pela defesa da Justiça. Advogada há 21 anos, foi três vezes conselheira estadual da OAB, presidiu importantes comissões, participou da criação de instituições voltadas ao Direito Eleitoral e atua há mais de 16 anos como professora. Casada com Celso e mãe de Lorenzo, Diana também encontra na família uma de suas principais fontes de inspiração. Nesta entrevista, Diana fala sobre sua formação, os caminhos que percorreu na advocacia, e os desafios e aprendizados ao longo da carreira.
O que despertou sua vontade de ser advogada?
Desde criança eu dizia que queria ser advogada. Não houve um episódio específico que determinasse essa escolha; era algo que parecia já fazer parte de mim. Sempre tive um senso de justiça muito presente, e a injustiça, em qualquer situação, sempre me incomodou profundamente. Entrei na faculdade de Direito muito jovem, aos 17 ano, com a certeza de que havia escolhido o meu caminho.
Leia maisVocê vem de uma família sem tradição na área jurídica?
Meu pai, que faleceu em 2023, era comerciante, e minha mãe, hoje aposentada, foi pedagoga e professora de escola pública. Nenhum dos dois era do Direito, mas me deram algo muito importante: valores, disciplina e a compreensão de que o conhecimento e os estudos seriam o maior patrimônio que poderiam deixar para mim. Minha trajetória profissional, por isso, foi construída passo a passo, com muito trabalho, dedicação e compromisso.
Como foi seu início?
Comecei como estagiária do Tribunal de Justiça de Pernambuco, na 7ª Vara de Família. Depois, veio a experiência em escritório de advocacia e, em 2010, fundei o Câmara Advogados, inicialmente em uma pequena sala alugada no Recife Antigo. Mais tarde, o escritório seguiu para a Ilha do Leite, onde funciona até hoje.
Tenho muito orgulho de olhar para esses 21 anos desde que me formei em Direito e reconhecer uma caminhada construída desde o início, sempre sustentada pelos valores que recebi em casa. Meu marido também não é da área jurídica, é engenheiro civil, e sempre foi um grande apoiador da minha trajetória.
Qual foi o momento que você considera um verdadeiro divisor de águas na sua trajetória?
Foi a decisão de abrir meu próprio escritório, em 2010. Eu ainda era uma advogada jovem e comecei de forma simples, em uma pequena sala alugada no Recife Antigo, mas com a vontade de construir uma advocacia com a minha identidade e os valores nos quais acreditava. A partir dali, vieram os desafios de empreender, conquistar clientes, formar equipe e construir credibilidade. Foram anos de trabalho até o escritório se consolidar e minha atuação se ampliar para as áreas acadêmica, institucional e associativa.
Quais os tipos de demanda que mais chegam no seu escritório?
Hoje, o escritório tem atuação diversificada, mas três áreas concentram boa parte das demandas: Direito à Saúde, Direito Administrativo e Direito Eleitoral.
No Direito à Saúde, defendemos pacientes em questões envolvendo planos de saúde, tratamentos, medicamentos e cirurgias. No Direito Administrativo, atuamos na advocacia pública e consultiva, especialmente junto a municípios e gestores públicos. Já no Direito Eleitoral, área à qual me dedico há muitos anos, assessoramos candidatos, partidos e agentes políticos, tanto na consultoria quanto no contencioso.
Como foi sua trajetória na OAB?
A OAB ocupa um lugar muito especial na minha trajetória. Fui eleita três vezes para o Conselho Estadual da OAB Pernambuco e atuei em diferentes espaços da Ordem, na OAB/PE, no Conselho Federal e junto às subseccionais e à advocacia do interior. Uma experiência marcante foi presidir a Comissão de Relações Institucionais da OAB/PE, que me permitiu representar a advocacia e ampliar o diálogo com o Judiciário, os demais Poderes e diferentes instituições. Também foi muito importante estar próxima da advocacia do interior, conhecendo suas dificuldades e demandas.
Você já sentiu que precisou provar mais por ser mulher?
Em alguns momentos, senti que, por ser mulher, precisava demonstrar mais para conquistar o mesmo espaço e reconhecimento. O Direito avançou, mas ainda há ambientes de poder e decisão historicamente ocupados por homens.
Nunca permiti que isso me paralisasse. Cada mulher que rompe uma barreira torna o caminho mais possível para as que vêm depois.
Como foi chegar à lista tríplice para desembargadora do TJPE pelo Quinto Constitucional?
Foi um processo muito intenso e de grande significado histórico, por ser a primeira vez que uma mulher chegava à lista tríplice da advocacia para o Quinto Constitucional no TJPE. Obtive 44 votos e empatei em primeiro lugar com o candidato posteriormente escolhido. Os votos mostraram que uma mulher poderia chegar ao primeiro lugar em um Tribunal tradicional como o TJPE. Tenho orgulho de ter ajudado a abrir esse caminho e, nesta nova eleição, coloquei novamente meu nome à disposição da advocacia pernambucana.
Como está sendo a campanha de 2026?
Está sendo intensa, mas a vivo com mais serenidade. A eleição anterior me ensinou muito sobre o processo do Quinto Constitucional e, principalmente, sobre a confiança da advocacia pernambucana. Recebi 5.293 votos, fui a candidata mais votada do interior e fiquei em primeiro lugar em diversas subseccionais.
Nesta campanha, fiz questão de retornar a muitas dessas cidades, não apenas para pedir novamente o voto, mas também para agradecer. Quem recebe tamanha confiança precisa saber honrá-la.
O que você trouxe de aprendizado da eleição anterior para esta campanha?
Hoje conheço melhor todas as etapas do processo e volto mais experiente e preparada. Os 44 votos que recebi no TJPE e o empate em primeiro lugar na lista tríplice também ampliaram minha percepção sobre a responsabilidade desse projeto. A eleição anterior não me deixou apenas votos, mas relações, aprendizados, gratidão e um compromisso ainda maior com a advocacia.
Homenagens ou reconhecimentos que significam muito para você:
O título de Cidadã Caruaruense me emocionou pela relação que construí com Caruaru e o interior de Pernambuco. A Medalha do Mérito Eleitoral Frei Caneca, do TRE-PE, tem valor especial por vir de uma instituição ligada à minha trajetória no Direito Eleitoral. Também foi uma honra receber da Câmara Municipal do Recife a Medalha de Mérito do Judiciário Ministro Djaci Falcão. Guardo ainda com carinho a primeira Medalha de Mérito da OAB Gravatá, especialmente por ter acompanhado a criação da subseccional.
Por que o estudo continua sendo uma prioridade para você?
Levo os estudos muito a sério. No Direito, não há espaço para acomodação: as leis mudam, a jurisprudência evolui e surgem novos desafios. Por isso, acredito que precisamos estudar e nos aprimorar permanentemente.
Há mais de 16 anos, também dou aulas voluntariamente de Direito Eleitoral na Escola Superior de Advocacia da OAB/PE. Ensinar me mantém em movimento e reforça minha convicção de que, quanto mais estudo, mais percebo o quanto ainda há para aprender.
Qual sua atuação à frente de comissões de Direito Eleitoral?
O Direito Eleitoral ocupa uma parte importante da minha trajetória. Na OAB/PE, fui membro, vice-presidente e presidente da Comissão de Direito Eleitoral. No Conselho Federal da OAB, fui secretária-geral da Comissão Especial de Direito Eleitoral. Também participei da fundação do IDEPPE e, em 2016, da criação de um congresso que se consolidou como um dos maiores de Direito Eleitoral do Norte e Nordeste. Sou ainda membro fundadora da ABRADEP. Em todos esses espaços, busquei contribuir para a qualificação da advocacia, o debate e o aperfeiçoamento do Direito Eleitoral.
Como você vê o papel da mulher no Direito Eleitoral e na política?
A legislação ampliou a participação feminina, mas presença não significa poder político efetivo. As mulheres ainda são sub-representadas nos espaços de decisão.
No Direito Eleitoral, fico feliz em ver cada vez mais mulheres qualificadas ocupando espaços antes predominantemente masculinos. Precisamos não apenas abrir portas, mas garantir condições para que elas cheguem, permaneçam e exerçam sua liderança.
Você também atua como articulista em blogs de política. Como funciona este trabalho?
Escrevo há muitos anos, de forma voluntária, para blogs de política, porque gosto de escrever e acredito que o conhecimento jurídico deve ultrapassar os espaços do Direito. Abordo temas atuais da política e das eleições sem “juridiquês”, buscando tornar as regras eleitorais mais acessíveis e contribuir para o acesso a informações de qualidade.
Qual foi a conquista que mais mostrou o impacto do seu trabalho?
É difícil escolher uma só, mas os casos de Direito à Saúde são os que mais me mostram o poder da advocacia de transformar vidas. Quando conseguimos garantir um medicamento, cirurgia ou tratamento essencial, especialmente em momentos de fragilidade, lembro por que escolhi ser advogada: a Justiça faz sentido quando alcança quem precisa e muda, de verdade, a vida de alguém.
Como gostaria que seu filho, Lorenzo, lhe enxergasse como profissional?
Gostaria que Lorenzo olhasse para a minha trajetória e enxergasse uma mãe que trabalhou muito, que levou seus sonhos a sério, mas que nunca abriu mão dos seus valores. Quero que ele entenda, pelo meu exemplo, que nenhuma conquista vem sem dedicação, estudo e perseverança, mas que o sucesso só faz sentido quando caminhamos com ética.
Acima de qualquer conquista profissional, gostaria que ele tivesse orgulho da pessoa que a mãe dele escolheu ser.
Olhando para trás, existe alguma escolha profissional que você faria diferente?
Talvez tivesse cuidado mais da minha saúde e reservado mais tempo para mim. Sempre trabalhei muito e gostaria de ter cultivado um hobby, algo que me permitisse desacelerar. Ainda quero aprender que cuidar de si também faz parte de uma vida realizada.
Quais são os próximos sonhos?
Profissionalmente, meu grande sonho hoje é chegar ao Tribunal de Justiça de Pernambuco pelo Quinto Constitucional e ser a primeira mulher desembargadora oriunda da advocacia. Para mim, isso teria um significado que ultrapassa uma conquista pessoal. Gostaria de abrir essa porta para que outras mulheres também enxerguem esse caminho como possível.
Mas não quero apenas chegar. Quero, se tiver essa oportunidade, entregar um bom trabalho e ser reconhecida pela competência, pelo equilíbrio, pela sensibilidade e pelo respeito à advocacia e à Justiça.
E os objetivos na vida pessoal?
A maternidade ocupa um lugar central na minha vida. Um dos meus maiores sonhos é acompanhar o crescimento de Lorenzo e contribuir para que ele se torne, acima de qualquer conquista, um homem decente, correto, de bons valores e sensível às pessoas. Se eu conseguir ajudá-lo a construir esse caminho e estiver presente nas diferentes fases da vida dele, certamente será uma das minhas maiores realizações.
Personalidades que você se inspira:
Eu me inspiro muito nas pessoas simples, muitas vezes anônimas. Gosto de observar suas histórias, a forma como enfrentam as dificuldades, trabalham, cuidam de suas famílias e seguem em frente mesmo diante das adversidades.
Tenho uma admiração especial pelo povo pernambucano, pela sua força, coragem, criatividade e capacidade de resistência.
O que você gosta de fazer no tempo livre?
No meu tempo livre, gosto principalmente de estar com a minha família e aproveitar Lorenzo. Tenho uma paixão enorme por cinema, então assistir a um bom filme é um dos meus programas preferidos. Também adoro ir à praia, encontrar os amigos e aproveitar esses momentos mais simples de convivência.
Como minha rotina profissional é muito intensa, aprendi a valorizar ainda mais o tempo ao lado das pessoas que amo.
Quem é Diana Câmara além do direito?
Sou uma mulher muito ligada à família, aos amigos e às pessoas que fazem parte da minha história. Sou mãe de Lorenzo, e a maternidade é uma das dimensões mais importantes da minha vida. Sou também uma pessoa de muita fé, que acredita em Deus e procura conduzir a vida com gratidão e propósito. Valorizo a amizade, a lealdade, a palavra dada e tenho uma memória muito forte de quem esteve ao meu lado nos diferentes momentos da vida. Acredito que gratidão é uma dívida que não prescreve. No final, quero que as pessoas se lembrem mais de como eu as tratei e do bem que consegui fazer do que dos cargos ou títulos que conquistei.
Quais pilares e hábitos indispensáveis para uma rotina profissional disciplinada?
Acho que meus principais pilares são resiliência, paciência, persistência e perseverança. Sou muito disciplinada com meus compromissos e tenho uma capacidade grande de trabalho, mas acredito que minha maior virtude seja não desistir facilmente. Tenho paciência para compreender os processos, persistência para continuar trabalhando e resiliência para recomeçar sempre que necessário.
Áreas profissionais que têm afinidade, fora o direito:
Tenho muita afinidade com a educação e com a gestão. Gosto de ensinar, compartilhar conhecimento, formar pessoas e também de idealizar projetos, organizar equipes e transformar ideias em iniciativas concretas. Também me identifico com as relações institucionais, especialmente pela possibilidade de construir consensos, aproximar pessoas e buscar soluções por meio do diálogo.
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Encerrando o maravilhoso feriadão em Sampa com os meus filhos num frio europeu, de 11 graus. Mas sem chuva. Só ontem caiu uma chuvinha, mas nada capaz de atrapalhar o nosso passeio.
Valeu, São Paulo!
O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e o candidato a governador João Campos (PSB) estiveram, ontem (6), na feira livre de Vertentes, no Agreste Setentrional. A agenda contou ainda com a participação do deputado federal Felipe Carreras e dos candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), além de Zito Barros, principal liderança da oposição no município. Depois da visita à feira, o grupo percorreu as principais ruas da cidade em carreata. Vereadores e suplentes de Vertentes e de cidades vizinhas também acompanharam a agenda.
Durante a caminhada, Diogo Moraes destacou a importância da união do grupo político em torno de um projeto que, segundo ele, tem como prioridade ampliar as oportunidades e os investimentos na região. “Essa união que estamos construindo em torno das candidaturas de João Campos e da nossa caminhada representa a força de um grupo que conhece o Agreste, que sabe das suas necessidades e que quer fazer muito mais. Estamos juntos porque acreditamos que, com João no Governo e com a nossa atuação na Assembleia, vamos poder trazer ainda mais desenvolvimento, investimentos e oportunidades para o nosso povo”, afirmou.
A agenda também foi marcada pelo contato direto com comerciantes, trabalhadores e moradores de Vertentes. Na feira livre, João Campos e Diogo Moraes conversaram com a população e ouviram demandas relacionadas a infraestrutura, geração de emprego, saúde, educação e desenvolvimento econômico. Para Diogo, a presença nas ruas é também uma oportunidade de prestar contas e reafirmar propostas. “É olhando no olho, conversando com as pessoas e ouvindo quem vive a realidade de cada cidade que a gente consegue construir um futuro melhor”, acrescentou.
Mesmo sem integrar oficialmente a chapa de Raquel Lyra (PSD), Mendonça Filho (PL) faz questão de se apresentar como aliado da governadora. No programa eleitoral veiculado na última quarta-feira (2), o candidato ao Senado exibiu imagens ao lado de Raquel e afirmou que esteve “ao seu lado desde o início” e que quer “levar essa força para Brasília, para ajudar a Raquel a fazer ainda mais pelo nosso estado”.
A estratégia é clara: se Raquel não o assume publicamente como candidato ao Senado, Mendonça trata de reforçar a parceria. E faz isso enquanto disputa uma das duas vagas com os próprios candidatos da governadora, Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), que, até agora, assistem à movimentação sem recorrer à Justiça Eleitoral.
Levantamento do Instituto França divulgado nesta 2ª feira (7.set.2026) mostra Celina Leão à frente em todos os cenários de 2º turno em que é testada na disputa pelo governo do Distrito Federal. Em simulação contra Arruda (PSD), a atual governadora registra 38,37% das intenções de voto, ante 30,23% do adversário.
A pesquisa ouviu 1.141 eleitores em Brasília, de 27 de agosto a 1º de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-03026/2026. Custou R$ 20.000. Foi pago com recursos próprios. As informações são do Poder360.
Leia maisNo primeiro cenário, Celina Leão (PP) aparece com 38,37% das intenções de voto, seguida por Arruda (PSD), com 30,23%. Brancos e nulos somam 21,71%, enquanto 9,69% dos entrevistados não souberam responder.

No segundo cenário, Celina Leão (PP) aparece com 48,06% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass (PT) registra 20,93%. Brancos e nulos somam 17,83%, e 13,18% dos entrevistados não souberam responder.

No primeiro turno, Celina Leão (PP) aparece na liderança, com 34,50% das intenções de voto, seguida por Arruda (PSD), com 20,93%, e Leandro Grass (PT), com 12,02%. Paula Belmonte (PSDB) registra 3,49%; Kiko Caputo (Novo), 1,94%; Cappelli (PSB), 1,55%; Professora Samara Mineiro (UP), 0,39%; e Rico Pinheiro (PRTB), 0,39%. Brancos e nulos somam 6,98%, enquanto 17,83% dos entrevistados não souberam responder.

Senado
O Instituto França também simulou as intenções de voto para o Senado entre os eleitores do Distrito Federal, considerando o primeiro voto. Michelle Bolsonaro (PL) aparece na liderança, com 26,74%, seguida por Erika Kokay (PT), com 16,28%, e Leila do Vôlei (PDT), com 14,73%. Bia Kicis (PL) registra 11,63%; Sebastião Coelho (Novo), 2,71%; e Guto Felício dos Santos (PSDB), 0,39%. Brancos e nulos somam 5,81%, enquanto 21,71% dos entrevistados não souberam responder.

No segundo voto ao Senado, Leila do Vôlei (PDT) aparece com 12,40%, seguida por Bia Kicis (PL), com 11,24%, e Michelle Bolsonaro (PL), com 10,85%. Erika Kokay (PT) registra 5,43%; Sebastião Coelho (Novo), 1,55%; David Horn (PCO), 0,39%; Professor Guilherme Amorim (UP), 0,39%; e Zanata (PSTU), 0,39%. Brancos e nulos somam 11,63%, enquanto 45,73% dos entrevistados não souberam responder.

O mistério sobre a origem do suposto panfleto que menciona o marido da governadora Raquel Lyra ganhou um novo e relevante capítulo. Depois de a Justiça Eleitoral determinar que Rodrigo Ambrósio e Felipe Vilar, responsáveis pelo Bastidor.PE, prestassem informações para esclarecer a procedência da fotografia publicada pelo perfil, os dois recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) por meio de habeas corpus.
A medida chama atenção pelo seu objeto. Ambrósio e Vilar buscam afastar a obrigação de fornecer informações sobre a origem da imagem e também pedem proteção contra eventuais medidas de busca e apreensão e, ao final, salvo-conduto contra uma possível prisão. A pergunta, portanto, torna-se inevitável: o que há na origem dessa fotografia que os responsáveis por sua publicação não querem revelar?
Leia maisA questão é especialmente relevante porque a fotografia publicada pelo Bastidor.PE está no centro da apuração. Foi a partir desse registro que o suposto panfleto ganhou repercussão pública. Por isso, saber quem produziu a imagem, onde e quando ela foi feita, qual equipamento foi utilizado, quem enviou o arquivo e como ele chegou ao perfil pode ser determinante para reconstruir a cadeia de produção e circulação do material.
Foi justamente para buscar essas respostas que a Justiça Eleitoral determinou a prestação das informações e a atuação da Polícia Federal na investigação. Agora, em vez de simplesmente apresentar os dados solicitados, os responsáveis pelo perfil escolheram a via judicial para tentar afastar essa obrigação.
O habeas corpus é um instrumento legítimo de defesa e seu ajuizamento, isoladamente, não representa confissão nem comprova a autoria da fotografia ou do panfleto. Mas, politicamente e no contexto da investigação, a resistência em revelar a procedência da imagem amplia uma dúvida que até agora permanece sem resposta.
Se a fotografia apenas chegou ao Bastidor.PE por meio de uma fonte, por que sua procedência não pode ser esclarecida às autoridades? Se os responsáveis pelo perfil não participaram da produção do registro ou do material fotografado, por que buscar judicialmente proteção contra determinadas diligências e eventual prisão? São questões que a investigação terá de responder.
O episódio ganha ainda mais relevância diante das ligações profissionais dos personagens com o Governo de Pernambuco. Rodrigo Ambrósio e Felipe Vilar ocuparam cargos na gestão Raquel Lyra, na Secretaria de Turismo. Leonardo Malafaia, apresentado na criação do Bastidor.PE como integrante do projeto, também ocupou cargo comissionado na Casa Civil e foi apontado por reportagens como videomaker da campanha da governadora.
Essas relações, por si só, não comprovam qualquer participação na produção do material. Mas tornam ainda mais necessária uma apuração rápida, técnica e transparente, capaz de afastar especulações e estabelecer fatos.
O caso, portanto, deixou de ser apenas sobre o conteúdo de um panfleto apócrifo. Passou a ser também sobre a origem da fotografia que colocou esse panfleto no centro da eleição — e sobre a razão pela qual aqueles que a publicaram foram à Justiça para tentar não revelar de onde ela veio.
Agora, cabe ao TRE decidir sobre o habeas corpus e à Polícia Federal avançar na investigação. No centro de tudo permanece uma pergunta simples, mas decisiva: quem produziu a fotografia e como ela chegou ao Bastidor.PE?
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Do jornal O Globo
A pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição, o 7 de Setembro vai ser usado pelas campanhas presidenciais como vitrine das estratégias para a reta final da disputa. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usará o desfile oficial em Brasília para reforçar bandeiras de sua campanha à reeleição, como a defesa da soberania nacional e o combate à violência contra as mulheres, Flávio Bolsonaro (PL) irá à Avenida Paulista em meio a uma nova ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impulsionada pela revelação das mensagens enviadas ao magistrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A tendência é que, diante do desgaste da Corte, ministros do STF que já foram ao desfile em anos anteriores, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, também não compareçam ao evento em Brasília.
Leia maisLula pretende voltar à defesa da soberania duas semanas antes de embarcar para a Assembleia Geral das Nações Unidos (ONU), onde há a possibilidade de um novo encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o norte-americano impor o tarifaço a produtos brasileiros.
Já Flávio chega ao principal palco das manifestações bolsonaristas com uma versão reformulada das bandeiras levadas às ruas pelo pai desde 2019: ele vai manter o confronto com Moraes, mas evitar ataques ao Supremo como instituição.
Temas da campanha
No desfile oficial em Brasília, Lula não fará discurso. O governo pretende dar destaque a temas que já aparecem na campanha, como a soberania nacional. O tema ganhou espaço na campanha petista em meio aos embates comerciais com os Estados Unidos e será reforçado de agora em diante. O assunto apareceu no pronunciamento veiculado domingo à noite, quando Lula disse que “defender a independência é defender a soberania” e que o Brasil “não será colônia de ninguém”.
Outro foco do desfile, com duração de duas horas, será o público feminino, com mensagens de combate ao feminicídio e referências à Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil em 2027. Haverá uma ala específica sobre o torneio, além de atletas de outras modalidades e atletas militares. A vacinação também estará entre os temas explorados durante a cerimônia. A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhou os preparativos para evitar ações da oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando propaganda eleitoral.
Todos os ministros do governo foram chamados a comparecer ao lado de Lula no palanque de autoridades. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve ir ao desfile. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não confirmou presença, mas é esperado na cerimônia. A programação também contará com o tradicional desfile das Forças Armadas.
Evento em São Paulo
Na outra ponta da disputa, Flávio estará na Avenida Paulista, em São Paulo, palco que concentrou alguns dos principais atos políticos de Jair Bolsonaro desde que chegou à Presidência. A manifestação deste ano ocorre em um momento em que a campanha do senador volta a elevar o tom contra Moraes.
Na quarta-feira, durante agenda eleitoral no Rio Grande do Sul, Flávio antecipou a palavra de ordem que pretende levar ao ato: “fora Lula e fora Moraes”.
A decisão de Flávio de transformar o 7 de Setembro numa ofensiva contra o ministro criou uma saia-justa para Tarcísio de Freitas (Republicanos), que estará na Paulista, mas resiste a embarcar no mesmo tom contra o magistrado. O governador mantém relação institucional com Moraes e tenta evitar que sua presença no ato seja interpretada como adesão ao “Fora Moraes”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por sua vez, não deve comparecer à manifestação, segundo interlocutores. A ausência ocorre em meio a cobranças de aliados de Flávio por uma participação maior dela na campanha presidencial. Integrantes do entorno do senador consideram que Michelle tem se dedicado mais à própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e avaliam que ela poderia ser mais explorada para alcançar dois públicos considerados estratégicos para Flávio: mulheres e evangélicos. Na estreia da propaganda eleitoral, por exemplo, Michelle apresentou sua trajetória e disse ter recebido de Jair Bolsonaro a “missão” de disputar uma vaga no Congresso, sem mencionar Flávio.
Aliados têm aconselhado Flávio a moderar as críticas ao ministro diante do risco jurídico de uma escalada no discurso e defendem que o candidato concentre os ataques em decisões de Moraes e em instrumentos institucionais, como a abertura de um processo de impeachment no Senado. A avaliação é que Flávio deve evitar declarações que possam aproximá-lo do tipo de confronto adotado por Jair Bolsonaro com o Judiciário durante seu governo. Em 2021, o então presidente chegou a afirmar que não ia mais cumprir decisões judiciais assinadas por Moraes.
Ao mesmo tempo, o candidato tenta estabelecer uma diferença entre o enfrentamento a Moraes e um ataque ao STF. Na quarta-feira, afirmou ser necessária uma “defesa intransigente” da Corte e comparou o ministro a uma “laranja podre” que não poderia contaminar as demais.
Outros presidenciáveis
Além de Lula e Flávio, outros candidatos à Presidência também preparam agendas para o Sete de Setembro. Em terceiro lugar, o candidato do Avante, Augusto Cury, vai participar de uma caminhada na Praia de Copacabana, no Rio. Já Ronaldo Caiado (PSD) vai apostar em seu reduto eleitoral e vai participar do desfile de Sete Setembro que vai acontecer em Goiânia.
Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) vão estar em São Paulo. Renan anunciou para seus apoiadores um ato nos arredores do Obelisco de São Paulo, no Parque Ibirapuera. Zema, assim como Flávio, vai estar na Avenida Paulista, mas o candidato do Novo marcou o ato para o período da manhã, enquanto Flávio organiza a manifestação para a tarde.
A pesquisa Datafolha mais recente indica que Lula tem 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio, com 33%, Cury, com 8%, Caiado, com 4%, Renan, com 3% e Zema, com 2%.
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