Levantamento do Instituto França divulgado nesta 2ª feira (7.set.2026) mostra Celina Leão à frente em todos os cenários de 2º turno em que é testada na disputa pelo governo do Distrito Federal. Em simulação contra Arruda (PSD), a atual governadora registra 38,37% das intenções de voto, ante 30,23% do adversário.
A pesquisa ouviu 1.141 eleitores em Brasília, de 27 de agosto a 1º de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-03026/2026. Custou R$ 20.000. Foi pago com recursos próprios. As informações são do Poder360.
No primeiro cenário, Celina Leão (PP) aparece com 38,37% das intenções de voto, seguida por Arruda (PSD), com 30,23%. Brancos e nulos somam 21,71%, enquanto 9,69% dos entrevistados não souberam responder.
No segundo cenário, Celina Leão (PP) aparece com 48,06% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass (PT) registra 20,93%. Brancos e nulos somam 17,83%, e 13,18% dos entrevistados não souberam responder.
No primeiro turno, Celina Leão (PP) aparece na liderança, com 34,50% das intenções de voto, seguida por Arruda (PSD), com 20,93%, e Leandro Grass (PT), com 12,02%. Paula Belmonte (PSDB) registra 3,49%; Kiko Caputo (Novo), 1,94%; Cappelli (PSB), 1,55%; Professora Samara Mineiro (UP), 0,39%; e Rico Pinheiro (PRTB), 0,39%. Brancos e nulos somam 6,98%, enquanto 17,83% dos entrevistados não souberam responder.
Senado
O Instituto França também simulou as intenções de voto para o Senado entre os eleitores do Distrito Federal, considerando o primeiro voto. Michelle Bolsonaro (PL) aparece na liderança, com 26,74%, seguida por Erika Kokay (PT), com 16,28%, e Leila do Vôlei (PDT), com 14,73%. Bia Kicis (PL) registra 11,63%; Sebastião Coelho (Novo), 2,71%; e Guto Felício dos Santos (PSDB), 0,39%. Brancos e nulos somam 5,81%, enquanto 21,71% dos entrevistados não souberam responder.
No segundo voto ao Senado, Leila do Vôlei (PDT) aparece com 12,40%, seguida por Bia Kicis (PL), com 11,24%, e Michelle Bolsonaro (PL), com 10,85%. Erika Kokay (PT) registra 5,43%; Sebastião Coelho (Novo), 1,55%; David Horn (PCO), 0,39%; Professor Guilherme Amorim (UP), 0,39%; e Zanata (PSTU), 0,39%. Brancos e nulos somam 11,63%, enquanto 45,73% dos entrevistados não souberam responder.
O mistério sobre a origem do suposto panfleto que menciona o marido da governadora Raquel Lyra ganhou um novo e relevante capítulo. Depois de a Justiça Eleitoral determinar que Rodrigo Ambrósio e Felipe Vilar, responsáveis pelo Bastidor.PE, prestassem informações para esclarecer a procedência da fotografia publicada pelo perfil, os dois recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) por meio de habeas corpus.
A medida chama atenção pelo seu objeto. Ambrósio e Vilar buscam afastar a obrigação de fornecer informações sobre a origem da imagem e também pedem proteção contra eventuais medidas de busca e apreensão e, ao final, salvo-conduto contra uma possível prisão. A pergunta, portanto, torna-se inevitável: o que há na origem dessa fotografia que os responsáveis por sua publicação não querem revelar?
A questão é especialmente relevante porque a fotografia publicada pelo Bastidor.PE está no centro da apuração. Foi a partir desse registro que o suposto panfleto ganhou repercussão pública. Por isso, saber quem produziu a imagem, onde e quando ela foi feita, qual equipamento foi utilizado, quem enviou o arquivo e como ele chegou ao perfil pode ser determinante para reconstruir a cadeia de produção e circulação do material.
Foi justamente para buscar essas respostas que a Justiça Eleitoral determinou a prestação das informações e a atuação da Polícia Federal na investigação. Agora, em vez de simplesmente apresentar os dados solicitados, os responsáveis pelo perfil escolheram a via judicial para tentar afastar essa obrigação.
O habeas corpus é um instrumento legítimo de defesa e seu ajuizamento, isoladamente, não representa confissão nem comprova a autoria da fotografia ou do panfleto. Mas, politicamente e no contexto da investigação, a resistência em revelar a procedência da imagem amplia uma dúvida que até agora permanece sem resposta.
Se a fotografia apenas chegou ao Bastidor.PE por meio de uma fonte, por que sua procedência não pode ser esclarecida às autoridades? Se os responsáveis pelo perfil não participaram da produção do registro ou do material fotografado, por que buscar judicialmente proteção contra determinadas diligências e eventual prisão? São questões que a investigação terá de responder.
O episódio ganha ainda mais relevância diante das ligações profissionais dos personagens com o Governo de Pernambuco. Rodrigo Ambrósio e Felipe Vilar ocuparam cargos na gestão Raquel Lyra, na Secretaria de Turismo. Leonardo Malafaia, apresentado na criação do Bastidor.PE como integrante do projeto, também ocupou cargo comissionado na Casa Civil e foi apontado por reportagens como videomaker da campanha da governadora.
Essas relações, por si só, não comprovam qualquer participação na produção do material. Mas tornam ainda mais necessária uma apuração rápida, técnica e transparente, capaz de afastar especulações e estabelecer fatos.
O caso, portanto, deixou de ser apenas sobre o conteúdo de um panfleto apócrifo. Passou a ser também sobre a origem da fotografia que colocou esse panfleto no centro da eleição — e sobre a razão pela qual aqueles que a publicaram foram à Justiça para tentar não revelar de onde ela veio.
Agora, cabe ao TRE decidir sobre o habeas corpus e à Polícia Federal avançar na investigação. No centro de tudo permanece uma pergunta simples, mas decisiva: quem produziu a fotografia e como ela chegou ao Bastidor.PE?
A pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição, o 7 de Setembro vai ser usado pelas campanhas presidenciais como vitrine das estratégias para a reta final da disputa. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usará o desfile oficial em Brasília para reforçar bandeiras de sua campanha à reeleição, como a defesa da soberania nacional e o combate à violência contra as mulheres, Flávio Bolsonaro (PL) irá à Avenida Paulista em meio a uma nova ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impulsionada pela revelação das mensagens enviadas ao magistrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A tendência é que, diante do desgaste da Corte, ministros do STF que já foram ao desfile em anos anteriores, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, também não compareçam ao evento em Brasília.
Lula pretende voltar à defesa da soberania duas semanas antes de embarcar para a Assembleia Geral das Nações Unidos (ONU), onde há a possibilidade de um novo encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o norte-americano impor o tarifaço a produtos brasileiros.
Já Flávio chega ao principal palco das manifestações bolsonaristas com uma versão reformulada das bandeiras levadas às ruas pelo pai desde 2019: ele vai manter o confronto com Moraes, mas evitar ataques ao Supremo como instituição.
Temas da campanha
No desfile oficial em Brasília, Lula não fará discurso. O governo pretende dar destaque a temas que já aparecem na campanha, como a soberania nacional. O tema ganhou espaço na campanha petista em meio aos embates comerciais com os Estados Unidos e será reforçado de agora em diante. O assunto apareceu no pronunciamento veiculado domingo à noite, quando Lula disse que “defender a independência é defender a soberania” e que o Brasil “não será colônia de ninguém”.
Outro foco do desfile, com duração de duas horas, será o público feminino, com mensagens de combate ao feminicídio e referências à Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil em 2027. Haverá uma ala específica sobre o torneio, além de atletas de outras modalidades e atletas militares. A vacinação também estará entre os temas explorados durante a cerimônia. A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhou os preparativos para evitar ações da oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando propaganda eleitoral.
Todos os ministros do governo foram chamados a comparecer ao lado de Lula no palanque de autoridades. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve ir ao desfile. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não confirmou presença, mas é esperado na cerimônia. A programação também contará com o tradicional desfile das Forças Armadas.
Evento em São Paulo
Na outra ponta da disputa, Flávio estará na Avenida Paulista, em São Paulo, palco que concentrou alguns dos principais atos políticos de Jair Bolsonaro desde que chegou à Presidência. A manifestação deste ano ocorre em um momento em que a campanha do senador volta a elevar o tom contra Moraes.
Na quarta-feira, durante agenda eleitoral no Rio Grande do Sul, Flávio antecipou a palavra de ordem que pretende levar ao ato: “fora Lula e fora Moraes”.
A decisão de Flávio de transformar o 7 de Setembro numa ofensiva contra o ministro criou uma saia-justa para Tarcísio de Freitas (Republicanos), que estará na Paulista, mas resiste a embarcar no mesmo tom contra o magistrado. O governador mantém relação institucional com Moraes e tenta evitar que sua presença no ato seja interpretada como adesão ao “Fora Moraes”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por sua vez, não deve comparecer à manifestação, segundo interlocutores. A ausência ocorre em meio a cobranças de aliados de Flávio por uma participação maior dela na campanha presidencial. Integrantes do entorno do senador consideram que Michelle tem se dedicado mais à própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e avaliam que ela poderia ser mais explorada para alcançar dois públicos considerados estratégicos para Flávio: mulheres e evangélicos. Na estreia da propaganda eleitoral, por exemplo, Michelle apresentou sua trajetória e disse ter recebido de Jair Bolsonaro a “missão” de disputar uma vaga no Congresso, sem mencionar Flávio.
Aliados têm aconselhado Flávio a moderar as críticas ao ministro diante do risco jurídico de uma escalada no discurso e defendem que o candidato concentre os ataques em decisões de Moraes e em instrumentos institucionais, como a abertura de um processo de impeachment no Senado. A avaliação é que Flávio deve evitar declarações que possam aproximá-lo do tipo de confronto adotado por Jair Bolsonaro com o Judiciário durante seu governo. Em 2021, o então presidente chegou a afirmar que não ia mais cumprir decisões judiciais assinadas por Moraes.
Ao mesmo tempo, o candidato tenta estabelecer uma diferença entre o enfrentamento a Moraes e um ataque ao STF. Na quarta-feira, afirmou ser necessária uma “defesa intransigente” da Corte e comparou o ministro a uma “laranja podre” que não poderia contaminar as demais.
Outros presidenciáveis
Além de Lula e Flávio, outros candidatos à Presidência também preparam agendas para o Sete de Setembro. Em terceiro lugar, o candidato do Avante, Augusto Cury, vai participar de uma caminhada na Praia de Copacabana, no Rio. Já Ronaldo Caiado (PSD) vai apostar em seu reduto eleitoral e vai participar do desfile de Sete Setembro que vai acontecer em Goiânia.
Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) vão estar em São Paulo. Renan anunciou para seus apoiadores um ato nos arredores do Obelisco de São Paulo, no Parque Ibirapuera. Zema, assim como Flávio, vai estar na Avenida Paulista, mas o candidato do Novo marcou o ato para o período da manhã, enquanto Flávio organiza a manifestação para a tarde.
A pesquisa Datafolha mais recente indica que Lula tem 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio, com 33%, Cury, com 8%, Caiado, com 4%, Renan, com 3% e Zema, com 2%.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nosso País é signatário de tratados internacionais pela não proliferação de armas nucleares. A Constituição estabelece que a energia nuclear só poderá ser explorada para fins pacíficos. Se o Congresso entender que haja interesse nacional e for decisão de Estado, o princípio constitucional poderá ser alterado.
Estava eu a ruminar essas ideias quando fui atropelado pelas palavras de um isentão sobre as “tradições pacifistas” da sociedade brasileira, em meio às controvérsias sobre construir ou não uma bomba atômica verde-amarela. Senti câimbras no cérebro. Quase desmaiei. O isentão compareceu ao meu gabinete e eu perguntei: onde você ingeriu esses pensamentos sobre o pacifismo auriverde? Na guerra da Tríplice Fronteira contra o Paraguai!?
Ou mais, no massacre de Canudos!? Nas chacinas do dia a dia?! Na Inconfidência Mineira?! Na Confederação do Equador de Frei Divino Caneca? Eu disse: “Você está recriminado, isentão. Comporte-se!” Ele ficou murcho.
O “Brazil“, a exemplo de inúmeros países, já detém tecnologia para explorar a energia atômica com fins pacíficos. As usinas de Angra dos Reis 1 e 2, no Rio de Janeiro, foram construídas no Governo Geisel, como parte do acordo nuclear Brasil-Alemanha de 1975.
Construir uma bomba atômica para que? Torrar bilhões de denários, mais que o escândalo dos gangsters da corrupção, apenas para frequentar o clube das potências nucleares, 50 anos mais avançadas? Ou para botar moral no meio do mundo, a pretexto do argumento dissuasório? Isto seria malversação de recursos. Os cofres públicos não aguentam.
Nos tempos da guerra fria, o Doutor Strangelove cavalgava uma ogiva nuclear entre a Cortina de Ferro comunista e o império capitalista dos Estados Unidos. Chamava-se a isto de equilíbrio do terror.
Os brasileiros lidam com milhões de bombinhas atômicas no dia a dia. Os revólveres, rifles, bacamartes e bazucas expelem bombas atômicas de chumbo e moléculas de pólvora. Ao longo de cinco ou seis anos esses artefatos produzem tatos defuntos quanto a bomba atômica de 15 megatons de Hiroshima, de 15 milhões de toneladas por centímetro cúbico de espaço. Tudo são átomos e moléculas neste mundo de Deus.
As facas-peixeiras foram feitas para eviscerar peixinhos inocentes. Nas mãos assassinas se transformam em lâminas atômicas inoxidáveis para eviscerar seres humanos. Quem comete este tipo de crueldade não merece respirar o ar que respiramos.
Tirando onda de doido, Adelio Bispo deu uma facada atômica que perfurou as tripas de Jair Bolsonaro. Os mistérios de Adelio ainda hoje são mais protegidos que o atirador que perfurou a orelha do cowboy Donald Tramp.
Daqui a 50 anos, quando for publicado novamente na poderosa Folha de Pernambuco e no Blog de Magno, por generosidade do comendador Eduardo Monteiro e do magnífico blogueiro, este lindo artigo continuará atualíssimo, pois os problemas do “Brazil” em 2076 serão os mesmos de hoje, de corrupção, violência e má governança. Eu estarei bem velhinho com 125 anos, se Deus quiser. Vestido de kryptonita vermelha, lépido e fagueiro, eu navegarei nos espaços siderais. Aguardem para conferir. Hasta la vista, meninas e meninos!
Quanto mais se aproxima o dia de os eleitores encararem as urnas, mais fica explícita a relação entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado Mendonça Filho (PL). Embora ela tenha tentado manter uma distância regulamentar em uma entrevista de TV, dizendo que o liberal não é seu candidato ao Senado, o que se vê, na prática, é justamente o oposto.
Há, de fato, proximidade e aliança, ainda que não formalizada em documentos de uma coligação. Se existe hoje um candidato ao Senado que demonstra fazer questão de estar ao lado da governadora, esse é Mendonça. O próprio deputado afirmou recentemente que, caso eleito, será o senador de Raquel.
E foi além: disse ter “certeza” de que é o senador do coração da governadora. Em todos os atos de rua, ele está lá, vestindo uma camisa do fictício “Raquel Lyra Futebol Clube”. Em agosto, esteve ao lado dela na caminhada em Paulista, onde declarou apoio à sua reeleição e disse estar pedindo votos para Raquel. Pouco depois, voltou a aparecer com a governadora em uma caminhada na Várzea, no Recife.
A proximidade também apareceu em momentos estratégicos da campanha. Em Petrolina, Mendonça esteve em um ato que reuniu Raquel Lyra e integrantes do grupo Coelho. Dias depois, esteve novamente ao lado da governadora em Belo Jardim, onde chegou a dizer que “a luta de Raquel será a nossa luta”.
Mesmo sem ser o candidato oficial de Raquel, Mendonça aparece mais do que Eduardo da Fonte (PP), nome que está na coligação e que disputa o mesmo eleitorado de direita. Dois dias depois de ele ser oficializado na convenção dela, Mendonça lançou-se candidato ao Senado. No meio político, fala-se que ele jamais entraria em tal empreitada sem o aval da governadora, ainda que ela não possa assumir isso publicamente.
Sempre que tentam associar Raquel ao bolsonarismo, o jurídico da campanha da candidata do PSD se apressa em recorrer à Justiça. Com Mendonça, tem sido diferente. Há bandeiras com a foto dele associada à dela espalhadas por Pernambuco sem que a governadora pareça se incomodar. É mais um indício forte de que, no coração roxo de Raquel, tem lugar de sobra para o senador de Bolsonaro.
NA JUSTIÇA – O candidato do Psol ao Governo do Estado, Ivan Moraes, ingressou com ação na Justiça Eleitoral para assegurar seu direito de participação no debate promovido pela TV Nova Nordeste, marcado para a próxima sexta-feira. A emissora convidou os candidatos João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que lideram as pesquisas de intenção de voto, mas excluiu Ivan. De acordo com a Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), a medida contraria o artigo 46 da Lei Federal nº 9.504/1997, que estabelece as regras do processo eleitoral. “A lei eleitoral não deixa qualquer dúvida em seu artigo 46. Qual é a dificuldade da gente conversar sobre Pernambuco? Não há qualquer saída legal que não seja me chamar. Eu estou pronto para debater”, afirmou o candidato.
Raquel assume o “Mainha” – A governadora Raquel Lyra (PSD) recorreu às entregas da gestão para rebater as promessas dos adversários e pedir votos, ontem, durante ato de campanha no Cabo de Santo Agostinho. Em discurso marcado pelo uso da expressão “mainha”, adotada pela candidata na campanha, Raquel afirmou que prefere prometer pouco e apresentar realizações do governo. “Tem gente que chega aqui prometendo para frente o que não fez para trás. Deixa mainha trabalhar”, disparou a governadora, sem citar nominalmente os adversários. Na sequência, reforçou: “Você sabe que o papo com mainha é reto. Mainha promete, mainha cumpre. Aliás, mainha gosta de prometer muito pouco, mas mainha trabalha que só a gota”.
Inquérito fake news – Dois dias após o presidente do STF, Édson Fachin, defender o fim do inquérito das fake news, há sete anos em andamento, o ministro Flávio Dino questionou nas redes sociais a validade de um integrante da Corte prometer o fim de uma investigação que já está tramitando há muito tempo. Dino não citou Fachin na publicação. “É possível a um julgador, qualquer que seja ele, ‘prometer’ o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos? Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis. De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa?”, escreveu o ministro.
Comparação de posturas – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva postou, ontem, véspera do Dia da Independência, nas redes sociais, um vídeo em que compara as posturas do petista e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), em relação aos Estados Unidos. As pesquisas de intenção de voto mais recentes mostram o acirramento da disputa pela Presidência, o que vem gerando preocupação na campanha petista. O Datafolha mostrou na sexta-feira um empate técnico no segundo turno: Lula tem 46%, enquanto Flávio aparece com 44%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Crise complica Messias – Se já estava difícil para o presidente Lula (PT) insistir em nova indicação do pernambucano Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, a crise após a divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, que reagiu com pedido de investigação contra o colega André Mendonça, gerou mais incertezas. E o pior: a pressão sobre o Advogado-Geral da União tem gerado um quadro de consequências imprevisíveis. O ápice da tensão no Judiciário abriu a possibilidade de a indicação ficar para um segundo momento. Lula vinha dizendo até então a auxiliares e em falas públicas que enviaria novamente o nome do aliado para o lugar de Luís Roberto Barroso, que se aposentou há quase um ano.
CURTA
DERROTA – Messias foi rejeitado pelo Senado em abril, num movimento feito pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com aval de ministros da Corte, como Moraes. Cinco meses depois e dentro de um quadro tumultuado no Supremo, integrantes do círculo próximo de Lula tentam convencê-lo a indicar o desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio, que tem adotado uma postura de combater as ilegalidades e a corrupção no estado.
ELOGIOS – O presidente não é próximo de Couto, mas já fez a ele elogios públicos. Nas palavras de um interlocutor do presidente, seria necessário “sacrificar” Messias para atenuar a crise e indicá-lo em outro momento, em caso de reeleição. Procurado, o chefe da AGU não se manifestou. Messias é próximo a Mendonça, que pediu votos a ele na tentativa barrada pelo Senado.
ANTAGONISTA – Mendonça, no entanto, integra na Corte um bloco antagonista ao de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, ministros com quem Lula tem mais interlocução. O receio dessa ala é que a entrada represente uma composição com o bloco oposto. Messias, por sua vez, tem afirmado reservadamente que há uma tentativa de desgaste que incluiu um relatório de inteligência da Polícia Federal. O documento, usado por Moraes para questionar a conduta de Mendonça, diz que Messias pode ter evitado atender a demandas da PF para contestar decisões nos inquéritos sobre fraudes no INSS e as suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para manter a boa “relação política” com Mendonça.
Perguntar não ofende: Por que Raquel se irritava quando eu a tratava de Mainha?
O amigo Millor Fernandes foi profético ao definir bem, na sua “Bíblia do caos”, o barulho do Supremo nesta semana: “Pelo que vemos nos jornais, ninguém mais tem vergonha na cara”. Em Brasília, pelo menos.
Vale a pena explicar, com calma, esse caso do Vorcaro, escancarado quando o ministro André Mendonça tornou públicas as 218 páginas que recebeu da Polícia Federal. Para começar, bom lembrar que ministros do Supremo e Procurador Geral da República podem ser julgados em dois espaços.
Primeiro é o Senado (art. 52, II, da Constituição), por votos de 2/3 de seus membros (par. único), em sessão comandada pelo Presidente do Supremo. O outro é o próprio Supremo (art. 102, I, b), a quem cabe “processar e julgar, originalmente, seus próprios ministros e o Procurador Geral da República”. Serão mesmo processados? A ver.
Isso posto, vale perguntar, agiu bem o Procurador Geral ao declarar nulo todo o inquérito da Polícia Federal? E a resposta é um sonoro NÃO!
Porque o ministro André Mendonça não investigou ninguém. Apenas pediu, à Polícia Federal, que informasse o nome de autoridades eventualmente comprometidos no caso Vorcaro. Sem sequer saber se haveria, entre os nomes, algum ministro do Supremo, ou o Procurador Geral da República.
Recebendo esse relatório, verificou lá estarem as duas autoridades. Pediu, ao Procurador Geral, se pronunciasse. E este respondeu, apressado, declarando nulas todas as provas contra seu coleguinha Moraes. Reproduzindo o que já ocorreu antes, no mesmo Supremo, pouco tempo faz. O sistema é poderoso.
Quando a resposta certa, e decente, seria outra. Primeiro deveria dizer que, como seu nome estava também implicado nas gravações do banqueiro, não poderia se pronunciar. Por vir a ser, eventualmente, um dos investigados pelo Supremo. Devendo transferir o caso para seu vice. A quem caberia informar, ao ministro, tão somente que deveria passar o caso ao Presidente do Supremo. Sem a audácia de declarar nulas todas essas provas hoje à disposição do público.
Mas o sonho de proteger os que com eles estão nessa empreitada falou mais alto. O próprio Moraes conduz, faz quase 8 anos, um inquérito (o do “Fim do Mundo”) absolutamente ilegal. Porque investigações cabem (art. 129), unicamente, ao Ministério Público. Mas lhes falta coragem, para ir contra alguém que lhe é tão próximo. E prefere o papel de cúmplice.
Segue pois o Supremo, em sua sina melancólica. A de abandonar seu nobre papel de Guardião da Constituição para ser uma casa em que (alguns de) seus membros preferem só enriquecer.
Como dizia o ministro da Suprema Corte americana Louis Brandeis, “A luz do sol é o melhor desinfetante”. Numa entrevista, em 1913, ao Harper’s Weekly. Em verdade a frase continua, “e a luz elétrica o policial mais eficiente”. Mas, em se tratando do Supremo, creio que é suficiente falar em desinfetantes.
Num texto sem título e sem data, Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) diz: “Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta/ Que se revoltam contra a vida porque têm razão para isso supor”. Não o caso do ministro Moraes e do Procurador Geral, hoje de bem com a vida, com bolsos cheias de grana, e certos de que mais uma vez escaparão. Por se considerarem semi-deuses perfeitos, castos e puros. Sairão disso impunes?, eis a questão.
O povo brasileiro espera que não.
*Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. É um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comissão da Verdade.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) mandou retirar do ar parte das publicações sobre as conversas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada neste domingo (6), e os conteúdos indicados deverão ser removidos em até 24 horas.
A ordem atinge publicações que afirmavam que Nikolas chamou Vorcaro de “lindão”. Já a informação de que o deputado procurou o ex-banqueiro para tratar de uma pendência envolvendo um ativo de minério foi mantida. Para o juiz Jair Francisco dos Santos, não há, neste momento, elementos para considerar esse trecho falso.
O caso chegou chegou à justiça depois da divulgação, pelo ICL Notícias, de um áudio enviado por Nikolas a Vorcaro em março de 2025. Na mensagem, o deputado tenta aproximar o ex-banqueiro de um amigo e ex-assessor que tinha uma pendência ligada a um ativo minerário.
A CNN confirmou a autenticidade do áudio, e Nikolas reconheceu que falou com Vorcaro. À emissora, o deputado disse que teve alguns contatos com o ex-dono do Banco Master, mas negou proximidade com ele e afirmou que a tentativa de ajudar o amigo não avançou.
A defesa de Nikolas acionou a Justiça Eleitoral alegando que as publicações distorceram o conteúdo das conversas e sugeriram uma relação de intimidade entre os dois.
O pedido de direito de resposta ainda será analisado.
Pesquisa Badra divulgada neste domingo (6) mostra João Campos (PSB) na liderança da corrida ao Governo de Pernambuco, com 48,3% das intenções de voto. O candidato oscilou positivamente em relação ao levantamento do mesmo instituto divulgado em 30 de julho, quando tinha 44,6%. Já a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) passou de 37,2% para 40,2%.
Ainda na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são elencados aos entrevistados, Renan Hallais (Missão) teve 1,5%, Victor Assis (PCO), 1,2%, Ivan Moraes (PSOL), 0,7%, Professora Camila (UP), 0,4%, Guilherme Fonseca (PSTU), 0,3%, e Jeremias do Banco (Democrata), 0,1%. Brancos e nulos foram 4,6%. Não soube dizer, 1,2%, e não pretende votar em nenhum, 1,6%.
O instituto coletou respostas de 1,5 mil eleitores entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o código PE-07979/2026.
Palácio do Planalto, políticos aliados de Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão colocando em prática um acordo para preservar ao máximo o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, de ser investigado sobre as suspeitas que pesam contra ele a respeito de possível relacionamento impróprio e ilegal com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O grupo no STF que inclui Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Moraes tem por objetivo evitar que a atual crise modifique a correlação de forças na maior Corte do país. Caso o presidente do STF, Edson Fachin, autorize as investigações contra Moraes, ficará irreversível a fragilização do magistrado. Há muitos indícios de ilegalidade na relação entre o ministro e Vorcaro.
Na hipótese de confirmação de que Moraes atuou a favor de Vorcaro, pode se configurar que o ministro cometeu um crime. Trata-se da maior crise institucional do Supremo em toda a sua história.
Em 6 de março de 2026, a Secretaria de Comunicação do STF publicou uma nota de Moraes negando ter recebido mensagens do fundador do Master. Em suma, Moraes negou por escrito ser o destinatário. Se agora se comprovar que mentiu, sua situação se agrava ainda mais.
Investigações
O ministro André Mendonça tornou público na terça-feira (1º) o conteúdo das investigações sobre o Master. Há 52 mensagens de Vorcaro para o celular de Moraes. Estavam no bloco de notas do celular do fundador do Master. As respostas de Moraes não aparecem.
Moraes incluiu Mendonça na quinta-feira (3) no inquérito das fake news, que está aberto há sete anos. Fachin tirou Mendonça da investigação na sexta-feira (4). Determinou que a inclusão dele ou não será analisada.
Fachin afirmou em discurso no Planalto na sexta-feira que haverá resposta “firme” sobre a situação de Moraes. É incomum presidentes do STF discursarem em cerimônias na sede do Poder Executivo. As declarações são, em teoria, uma resposta assertiva à crise inédita em que a Corte está imersa. Ocorre que, na prática, Fachin fez exatamente o contrário do que disse e atrasou as decisões até 22 de setembro.
No caso das investigações contra Moraes, os prazos para manifestações vão até a próxima sexta-feira (11) para ele, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão só poderá ser depois de 14 de setembro.
Grupos no STF
Fachin tem demonstrado alinhamento com os interesses do grupo que inclui Moraes. Do outro lado estão Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Cármen Lúcia transita entre os dois grupos e poderia decidir a favor de um ou de outro. Dias Toffoli se declarou impedido de decidir no caso Master em 11 de março de 2026.
A demonstração de que se prepara um acordo para poupar Moraes está no fato de que Dino defendeu em postagem no Instagram neste domingo (6) decisões monocráticas do STF. Também disse que cabe ao STF decidir se a tramitação deve terminar ou não. “E quem decide o que é ‘tramitação longa’? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?”, disse o ministro.
Dois cenários
O grupo que negocia a postergação da decisão sobre Moraes tem como cenário mais provável a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. Caso isso se dê, Lula poderá indicar quatro ministros do STF em seu 4º mandato presidencial.
É dado como certo que, a partir da vitória de Lula, haveria um movimento forte para tirar Mendonça da relatoria dos casos sobre o Master e sobre o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — no caso do INSS está incluído Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente da República e sobre quem pesam várias suspeitas sobre ter cometido tráfico de influência.
Mendonça como alvo
O fortalecimento do grupo hegemônico no Supremo poderia levar a ações que resultem na saída de Mendonça do STF. Se isso se der, Lula poderá indicar cinco ministros do STF no eventual 4º mandato.
O outro cenário é de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial. Nesse caso, ficará muito difícil evitar que o STF autorize investigações sobre a conduta de Moraes no caso Master.
Ocorre que o grupo político de Lula pretende apresentar um arsenal de suspeitas de ilegalidades contra Flávio quando faltarem ao menos 20 dias para o 1º turno. Pela Lei 9.504 de 1997, a substituição de candidatos em caso de desistência deve ser requerida até 20 dias antes do pleito, salvo em caso de morte.
Uma parte das suspeitas a serem divulgadas são indícios de que as doações de Vorcaro ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, foram, na realidade, direcionadas a integrantes da família Bolsonaro.
Os indícios de desvio nas doações ao filme estão em delação do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior. Quem recebeu a proposta de delação premiada foi o procurador-geral da Repúbica, Paulo Gonet — que, por sua vez, está citado em mensagens de Daniel Vorcaro. Gonet é próximo de Gilmar Mendes, do grupo que defende Moraes e se opõe a Mendonça.
O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), participou, na noite de ontem (5), da Itaíba Agroshow, em Itaíba, no Sertão do Moxotó. Segundo a organização, a expectativa é de que a feira movimente R$ 15 milhões em negócios, com impacto nos setores de comércio, serviços, hospedagem, alimentação, transporte e agropecuária.
Durante a visita, Luciano destacou o tamanho da estrutura e o movimento nos estandes. “Para você ter uma ideia, na primeira noite, o evento recebeu um público de 40 mil pessoas. Quer dizer, 40 mil pessoas passaram por aqui. É um evento que veio para ficar. Desde quando estive aqui, no ano passado, parabenizei o prefeito Pedro Pilota, parabenizei Arnon e a própria Regina, porque a gente sabe que tudo começou com essa iniciativa dela. Também parabenizei a todos porque a nossa região merecia um evento desse porte. Isso não é uma simples exposição de leite nem um torneio leiteiro. Isso é um megaevento”, disse Luciano.
O candidato também mencionou a movimentação comercial durante a feira e associou o evento à geração de negócios na região. “A estrutura da Itaíba Agroshow supera a de qualquer outro evento que já visitei. Em termos de oportunidades de negócios, já passei pelos estandes das máquinas e muitas foram negociadas aqui. O nome disso é desenvolvimento econômico”, concluiu.
Quatro nomes ligados à política de Cupira recebem, juntos, R$ 43.090,54 por mês em cargos no Governo de Pernambuco, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do Estado. Entre eles estão o ex-vereador Fábio Lessa, o ex-prefeito Zé Maria, o ex-candidato a prefeito Ramom da Funerária e Fernando Paulino, que atuou na comunicação da gestão municipal anterior.
De acordo com os registros, Fábio Lessa recebe R$ 20.821,68 mensais. Zé Maria, que ocupa o cargo de assessor especial, tem remuneração de R$ 10.174,76. Ramom da Funerária aparece com vencimentos de R$ 6.474,86, enquanto Fernando Paulino recebe R$ 5.619,24. As informações são do Cupira Notícias.
Considerando os valores informados, a despesa anual com os quatro chega a aproximadamente R$ 517 mil. Em quatro anos, mantidas as mesmas remunerações, o montante ultrapassaria R$ 2 milhões. Os dados se referem às remunerações registradas atualmente no Portal da Transparência e podem sofrer alterações conforme mudanças nos cargos e nas folhas de pagamento.
A existência dos vínculos funcionais, por si só, não indica irregularidade. Para avaliar eventuais questionamentos sobre os cargos, seria necessário verificar as atribuições, a jornada e as atividades desempenhadas por cada servidor. A reportagem pode ainda ouvir o Governo de Pernambuco e os citados sobre as nomeações e as funções exercidas.
Até quando os policiais penais de Pernambuco vão esperar por respostas? O SinpolPen deveria ter como prioridade absoluta a defesa da categoria. No entanto, sua direção tem participado de agendas e manifestações públicas de apoio político, enquanto questões fundamentais dos policiais penais continuam sendo cobradas.
A pergunta é simples: o que os policiais penais ganharam com toda essa aproximação política? Houve valorização salarial? O problema do PCV foi resolvido? A assistência à saúde melhorou ou o governo faliu (O SASSEPE)? A carreira foi efetivamente valorizada?
Se essa estratégia de aproximação com o Governo está trazendo resultados, que eles sejam apresentados à categoria. Ou o resultado é só para Márcia?
Também cabe perguntar: os policiais penais foram consultados antes de o sindicato assumir posições políticas tão explícitas ou a presidenta está fazendo a revelia da categoria? Dirigentes têm direito às suas preferências pessoais. Mas sindicato representa uma categoria inteira e precisa preservar sua independência.
E fica outra pergunta que merece resposta: quem está ganhando com essa aproximação política — a direção do SinpolPen ou os policiais penais? Dialogar e negociar com qualquer governo faz parte da atividade sindical. Mas diálogo não pode substituir cobrança, mobilização e defesa dos trabalhadores.
Os policiais penais querem salário digno, solução para o PCV, assistência à saúde (o nosso SASSEPE de volta), valorização profissional e respeito. Chega de palanque. Queremos valorização. Chega de fotografia. Queremos resultado. Chega de promessa. Queremos conquistas.
Então fica a pergunta, simples e direta: quem está ganhando com toda essa aproximação política? Porque, até agora, os policiais penais não estão. O SinpolPen precisa ser independente e estar a serviço dos policiais penais.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou neste domingo (6) o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para julgamento no plenário da Suprema Corte.
Com a liberação, cabe agora ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, pautar o caso. Ainda não há data estabelecida. O plenário deve decidir se será aberta uma investigação contra o magistrado. As informações são da CNN Brasil.
Mesmo com a liberação de Mendonça, a tendência é que Fachin aguarde as manifestações dentro do prazo de cinco dias dado por ele aos envolvidos para pautar o caso para análise do plenário.
Um relatório da PF foi tornado público por André Mendonça na terça-feira (1º) e mostra indícios de que Vorcaro e Moraes mantinham uma relação muito próxima, e que o dono do Master teria pedido a orientação do ministro no auge da crise do banco, liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central em meio a investigações de fraudes bilionárias.
O relatório, que teve o sigilo levantado na terça, reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Mendonça, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que vier a ser apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O despacho foi proferido na ação aberta após a PF encaminhar um relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens e outros elementos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e pessoas citadas nas comunicações do banqueiro.
A PF identificou, entre outros pontos, que Vorcaro produzia anotações em seu celular e, segundos depois, enviava mensagens a um número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Em uma das notas, Vorcaro afirmou ter recebido “informações informais e em confidencia de turma do banco central” e escreveu ser “importante reforçar com Andrei e Paulo” para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo. A PF aponta que as referências podem ser ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Após receber o relatório, Mendonça determinou que os novos elementos fossem retirados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma no Supremo. O ministro também abriu vista à PGR para manifestação.
Mendonça decidiu ainda levantar o sigilo do processo. Segundo ele, diante da previsão de análise pelo plenário, o interesse público nas informações justificava que o caso passasse a tramitar de forma aberta.