O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou, nesta quarta-feira (28), que considera a polêmica envolvendo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) um “assunto encerrado e superado” desde o recuo anunciado pelo governo federal na sexta-feira (23).
Na ocasião, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou a manutenção da alíquota zero para aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior.
A declaração de Rui Costa foi dada em Salgueiro, município no Sertão de Pernambuco, onde o ministro acompanhou o presidente Lula (PT) na assinatura da ordem de serviço para nova etapa das obras da transposição do Rio São Francisco.
“Acho que esse tema está superado. A medida foi publicada na quinta-feira, foi identificada uma necessidade de correção, que foi feita ainda de madrugada”, disse o ministro.
Benefícios do PAC O ministro da Casa Civil reforçou a parceria da União com a Prefeitura de Salgueiro através do Novo PAC, com a construção de uma escola de tempo integral.
“O prefeito está começando a obra com esse projeto extraordinário que o presidente coloca no horizonte, de universalizar, por exemplo, creche para as cidades brasileiras, para que toda criança tenha acesso e possa desenvolver sua capacidade psicomotora na idade correta, possa ser alfabetizada na idade correta e projete um desenvolvimento educacional adequado para todo jovem. E quando chegar nessa fase de ensino médio, ensino fundamental, que ele tem uma escola de tempo integral”, declarou.
As redes sociais deste blog, mais lido e pioneiro no Nordeste, continuam de vento em popa, registrando um dos maiores crescimentos no País. No Instagram, o recorde de 10 milhões de contas alcançadas, há dois meses, já foi batido neste mês, com o acréscimo de mais de dois milhões, chegando a 12 milhões de contas alcançadas em apenas 30 dias.
Quem sabe, faz a hora, não espera o dia amanhecer! Se você ainda não nos segue nas redes anote nossos endereços e seja mais um a ficar bem-informado de tudo nos bastidores da política e do poder:
O Diário do Poder irá ampliar suas plataformas de comunicação no Nordeste, numa parceria com o grupo Folha de Pernambuco, onde é publicada a coluna diária do jornalista Claudio Humberto, e o blog do jornalista Magno Martins, um dos mais importantes da região e do País.
O martelo foi batido durante encontro em Brasília e o acordo vai além da troca de conteúdo editorial entre os três veículos de comunicação, hoje com sites, emissoras de rádio, podcasts de Magno Martins e do DP, além de plataformas nas redes sociais.
A parceria também se amplia para a área comercial, através do reforço de ambas as equipes, que passam a atuar em plano nacional, sobretudo no Nordeste. Cláudio também co-apresenta programas e faz comentários diários em veículos do Grupo Bandeirantes, além de assinas uma das mais lidas e prestigiadas colunas políticas do País, publicada em mais de 40 jornais brasileiros.
“Uma parceria que muito nos honra e que trará grandes resultados”, comemora o empresário Eduardo Monteiro, do Grupo Folha, que em breve estará lançando uma nova plataforma editorial no Nordeste alicerçada numa rede nacional de tv e rádio.
Com o início da campanha eleitoral, no próximo dia 16 de agosto, é natural que apoiadores, amigos, familiares e eleitores queiram demonstrar publicamente sua preferência por determinada candidatura. Nas redes sociais, isso acontece de diversas formas: compartilhando uma publicação, gravando um vídeo, publicando uma foto, utilizando uma hashtag ou simplesmente declarando o voto.
Tudo isso faz parte do debate democrático e, observados os limites legais, é permitido.
O problema começa quando o apoiador decide colocar dinheiro para ampliar o alcance dessa manifestação.
A legislação eleitoral estabelece uma distinção bastante clara: uma coisa é o eleitor manifestar espontaneamente seu apoio; outra é contratar impulsionamento para fazer esse conteúdo chegar a um número maior de pessoas. E essa segunda conduta não é permitida ao eleitor ou apoiador.
A regra está expressamente prevista na Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições. O art. 57-B, IV, “b”, permite que qualquer pessoa natural produza ou edite conteúdo eleitoral em blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas semelhantes, mas estabelece uma condição objetiva: essa pessoa não pode contratar impulsionamento de conteúdo.
Na mesma linha, o art. 57-C estabelece como regra a vedação à propaganda eleitoral paga na internet, excepcionando o impulsionamento realizado nas condições previstas pela legislação.
A regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral é ainda mais explícita. O art. 28, IV, “b”, da Resolução TSE nº 23.610/2019 veda à pessoa natural a contratação de impulsionamento e de disparo em massa. Já o art. 29 estabelece que o impulsionamento eleitoral somente pode ser contratado por partidos políticos, federações, coligações, candidatas, candidatos e seus representantes, observadas as demais exigências legais.
Portanto, a regra pode ser resumida de maneira simples: o eleitor pode usar sua própria voz, mas não pode usar seu próprio dinheiro para comprar alcance eleitoral nas plataformas.
Isso significa que o eleitor pode compartilhar uma publicação da campanha, produzir espontaneamente seu próprio conteúdo, utilizar hashtags, participar de mobilizações digitais e incentivar outras pessoas a conhecerem as propostas de determinado candidato. O que não pode fazer é pagar para que esse conteúdo alcance mais pessoas.
A razão é jurídica: o impulsionamento deixa de ser uma manifestação meramente espontânea e passa a constituir contratação de alcance mediante pagamento, submetida às regras específicas da propaganda eleitoral.
Essa distinção é especialmente importante porque as campanhas eleitorais são, cada vez mais, disputadas também no ambiente digital.
A legislação não pretende impedir que o cidadão participe desse debate. Ao contrário, a regulamentação do TSE reconhece expressamente a legitimidade da manifestação espontânea das pessoas naturais na internet e admite, inclusive, que pessoas com grande audiência manifestem apoio e participem de mobilizações destinadas a ampliar organicamente a circulação de determinada mensagem.
É possível, por exemplo, participar de ações coordenadas de compartilhamento, convocar pessoas para eventos e utilizar hashtags, desde que respeitados os limites legais e que não haja contratação de impulsionamento.
Portanto, ter muitos seguidores ou alcançar milhares de pessoas não torna, por si só, uma manifestação eleitoral irregular. O ponto central está na diferença entre alcance orgânico e alcance pago.
E essa diferença não é apenas uma questão de estratégia de comunicação. É uma diferença jurídica.
Nas eleições, um simples clique no botão “impulsionar” pode ser suficiente para transformar uma manifestação legítima de apoio em propaganda eleitoral irregular, sujeita a sanções.
O Ministério da Saúde apontou falhas do governo Raquel Lyra (PSD) na contratação e fiscalização de um hospital pertencente ao marido da vice-governadora Priscila Krause e calculou prejuízo de R$ 1 milhão aos cofres públicos.
A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, recebeu recursos do SUS por procedimentos cuja realização não foi comprovada nos prontuários.
A conclusão da auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), encerrada nesta quarta-feira (12), é que o o hospital do marido da vice-governadora “forjou hemodiálises e tratamentos de câncer”.
Ao avaliar a forma como o Estado manteve os contratos com o hospital, os auditores afirmaram que o modelo se aproximava de uma “contratação direcionada de fato, ainda que não formalmente”.
O relatório também diz que relações contratuais de elevado valor com uma entidade vinculada a agente político de alto escalão, sem instrumentos robustos de planejamento e controle, aumentam os riscos à impessoalidade, moralidade e transparência.
Em sua gestão, próxima a fechar o quarto ano, a governadora Raquel Lyra (PSD) não entregou uma só obra de infraestrutura capaz de alavancar o desenvolvimento do Estado, gerar empregos e contribuir na melhora do perfil socioeconômico da população.
Há 15 dias, fez a terraplanagem de apenas 500 metros da margem direita da BR-232, entre São Caetano e Tacaimbó, e anunciou como se fosse o início das obras de ampliação da duplicação da rodovia federal, iniciada e concretizada no Governo Jarbas Vasconcelos com o trecho do Recife a São Caetano.
Com sua materialização, promessa de campanha de Jarbas que só se concretizou com o dinheiro nos cofres do Estado a partir do leilão de privatização da Celpe, Pernambuco entrou num novo ciclo de desenvolvimento, graças ao corredor econômico criado no Agreste. Cidades como Vitória de Santo Antão, Gravatá, Bezerros e Caruaru mudaram de feição, se agigantaram, atraindo investimentos com perfis diversificados.
Pernambuco sonha acordado com a duplicação da 232 até Arcoverde, numa primeira etapa, e Serra Talhada, numa outra, mas isso se faz com projeto, com responsabilidade e não olhando apenas para o viés eleitoreiro.
Passei, ontem, pela área do suposto início das obras e encontrei apenas uma terraplanagem de 300 metros abandonada e uma máquina escavadeira num outro trecho, sem canteiro de obras, sem trabalhadores, sem placa, enfim, sem nada que leve a acreditar em algo sério.
Deu, assim, para inferir que o Governo de Raquel sofisma em cima de um projeto que deveria, ao contrário, ser encarado e enfrentado com seriedade, planejamento, coragem, ousadia e metas. E não usá-lo como exploração política com vistas a tirar dividendos eleitorais.
NOVA ORLA – Em entrevista, ontem, ao DP, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), garantiu que conclui o projeto de requalificação da orla de Boa Viagem até dezembro, obra vitrine da gestão de João Campos (PSB) que o ex-prefeito não teve tempo hábil para entregar. Anunciou também a reocupação do Centro do Recife, que já começa a sair do campo das intenções com a aquisição de quatro prédios na Avenida Guararapes, para 500 moradias. “Estamos também construindo cinco complexos educacionais. Um aluno vai entrar no berçário e só sair de lá no nono ano”, informou.
A dobradinha Lula x João – Entusiasta declarado do presidente Lula (PT), Victor disse, na mesma entrevista, que a parceria do Governo Municipal com o governo federal foi uma das chaves para ampliar investimentos no Recife e disse não ter dúvida de que o Estado passará a viver uma era de pleno desenvolvimento com a reeleição de Lula e a chegada de João Campos ao Palácio das Princesas. “A gente vai ter uma alegria grande de ver Lula reeleito e João Campos eleito governador. Muita coisa boa para a nossa gente vai acontecer no Recife e no Estado”, afirmou.
Sem desistência – Após um dia marcado por rumores de que poderia desistir da candidatura ao Senado e retornar à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) reafirmou, ontem, que permanece na corrida por uma das duas vagas de Pernambuco. O parlamentar divulgou um vídeo com declarações de apoio de prefeitos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), em uma tentativa de demonstrar força política após a turbulência que cercou sua candidatura, entre eles, os de Gravatá, Itamaracá e Verdejante.
Bronca no registro – O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, não conseguiu registrar, ontem, sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após seu nome aparecer como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral. A alteração, registrada na quarta-feira passada, impede, neste momento, que o PL conclua o registro da candidatura. Certidão emitida pelo TSE, ontem, aponta que Flávio consta como filiado ao Missão desde quarta-feira. O documento também registra a desfiliação do senador do PL na mesma data.
TSE abre inquérito – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou, ontem, que a alteração da filiação partidária do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não decorreu de um ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral, mas do uso indevido das credenciais de acesso do partido Missão por uma pessoa autorizada a operar a ferramenta de filiação da legenda. A Corte determinou a abertura de investigação sobre o caso. Diante da constatação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para adoção das providências cabíveis e determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para apurar eventuais responsabilidades.
CURTAS
FILIAÇÃO RESTABELECIDA – O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou, ontem, o restabelecimento imediato da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Missão. A decisão preserva a data original de filiação, em 30 de novembro de 2021, e libera o sistema Candex para o registro da candidatura do senador à Presidência. O ministro considerou “inverossímil” que Flávio tivesse migrado voluntariamente para o Missão, que já possui candidato próprio ao Planalto.
FRAUDE – O Missão, por sua vez, afirmou também ter sido vítima de fraude. Em nota, a legenda disse que seu sistema identificou a filiação irregular e tentou cancelá-la no mesmo dia, mas que a operação foi rejeitada pelo TSE. O partido afirmou ainda que o gabinete de Flávio havia sido avisado sobre uma tentativa de filiação desde o último dia 2 e que os e-mails enviados foram abertos, mas não respondidos.
SOLIDARIEDADE – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu, ontem, a proteção da liberdade de imprensa e indicou que a decisão do colega Alexandre de Moraes, que determinou busca e apreensão contra fonte de jornalista no Maranhão, será analisada em plenário. Fachin prestou solidariedade ao ministro Flávio Dino, que diz ter sido perseguido pelo profissional da imprensa investigado na Corte. Durante o debate sobre o assunto, Moraes, por sua vez, apontou que a Primeira Turma da Corte poderia julgar o assunto.
Perguntar não ofende: Dá para acreditar numa obra que não tem canteiro de obras?
O governo brasileiro informou, nesta quinta-feira (13), que deu início ao processo de reciprocidade contra os Estados Unidos e que notificará o governo do presidente Donald Trump.
Em 22 de julho, os EUA aplicaram uma tarifa de 25% contra certos produtos brasileiros, oriunda de uma investigação do órgão que vinha se desenvolvendo desde que Trump anunciou o primeiro tarifaço de 50% contra o Brasil, em julho de 2025. As informações são da CNN.
No começo de junho deste ano, o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs a imposição da alíquota no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana – ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
Mesmo após uma série de audiências públicas em que a sociedade civil se expressou contra o tarifaço, o USTR determinou que políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA.
Segundo nota divulgada à imprensa, o governo brasileiro iniciou a análise de um pedido de enquadramento das medidas norte-americanas na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025. A legislação permite ao Brasil adotar contramedidas diante de ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade internacional brasileira.
A Camex (Câmara de Comércio Exterior) compartilhou o pedido com os integrantes do Comitê-Executivo de Gestão do órgão. Ao mesmo tempo, o Ministério das Relações Exteriores iniciou a notificação formal dos Estados Unidos e solicitará a realização de consultas diplomáticas.
A abertura do processo não significa a aplicação automática de retaliações contra produtos ou empresas norte-americanas. O procedimento segue o rito estabelecido pelo decreto que regulamentou a Lei da Reciprocidade e prevê etapas de análise antes da eventual adoção de contramedidas. Pela regra, o pleito deve apontar as medidas estrangeiras consideradas prejudiciais, os setores brasileiros afetados e uma estimativa do impacto econômico.
Governo diz priorizar negociação
Na nota, o governo afirma que as consultas diplomáticas têm como objetivo “mitigar ou anular” os efeitos das medidas norte-americanas e das eventuais contramedidas brasileiras. Segundo o Planalto, o procedimento reforça a intenção de privilegiar o diálogo e a negociação com Washington.
O governo também afirma que, ao longo do último ano, tentou convencer o USTR a encerrar a investigação baseada na Seção 301 e apresentou argumentos para contestar as acusações de práticas comerciais desleais.
“As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis”, diz trecho.
A versão norte-americana é diferente. Ao anunciar a medida, o USTR afirmou que a investigação iniciada em julho de 2025 concluiu que determinadas políticas e práticas brasileiras seriam “não razoáveis” e restringiriam ou onerariam o comércio dos Estados Unidos. O órgão informou ter recebido mais de 360 manifestações escritas e ouvido 77 testemunhas nas audiências de julho antes de decidir pela tarifa adicional de 25%.
Lei permite suspensão de concessões
A Lei da Reciprocidade Econômica foi sancionada em abril de 2025 e regulamentada três meses depois. O mecanismo permite, em determinadas circunstâncias, a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que afetem negativamente a competitividade brasileira.
O processo aberto nesta quinta coloca formalmente as tarifas da Seção 301 sob análise desse mecanismo.
Além da tarifa de 25% específica contra determinados produtos brasileiros, os Estados Unidos adotaram em julho outra sobretaxa, de 12,5%, ligada a uma investigação sobre produtos associados a trabalho forçado e aplicada a dezenas de parceiros comerciais.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as duas medidas da Seção 301 atingem, isolada ou conjuntamente, cerca de 23,1% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano, tomando como referência o comércio de 2024. Em 16,5% das exportações, as duas sobretaxas se acumulam, chegando a 37,5%.
O governo afirmou que continuará trabalhando para “reduzir os efeitos das tarifas sobre a economia e a renda dos brasileiros, além de buscar novos mercados e diversificar parceiros comerciais”. A nota também cita a manutenção de medidas de proteção aos setores atingidos por meio do Plano Brasil Soberano, com o objetivo de preservar empregos e a capacidade produtiva nacional.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 8,18 milhões. Há oito anos, quando concorreu pela última vez, ele afirmou ter R$ 1,73 milhão — cerca de R$ 2,6 milhões em valores corrigidos pela inflação. As informações que constam no registro de candidatura apresentado por Flávio apresentado nesta quinta-feira indicam, assim, um salto de 211% de patrimônio no período, pouco mais de três vezes acima do anterior.
Entre os bens declarados pelo candidato do PL estão fundos de investimentos que somam R$ 1 milhão, uma casa em Brasília no valor de R$ 6,2 milhões e um carro de R$ 133 mil. As informações são do jornal O GLOBO.
Ele ainda detalhou na prestação de contas ter R$ 568,7 mil depositados no banco em conta corrente, R$ 103 mil como saldo em conta-poupança, R$ 10 mil em participação societária em escritório de advocacia, aplicação de renda fixa no valor R$ 8200 e R$ 249 e R$ 46 mil em outras participações societárias.
Em 2018, quando concorreu ao cargo de senador no Rio de Janeiro, Flávio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter R$ 1,74 milhão em patrimônio. Antes disso, havia sido deputado estadual por quatro mandatos consecutivos na Assembleia Estadual do Rio de Janeiro (Alerj).
A maior parcela estava em aplicações e investimentos, que somavam R$ 558,2 mil. Completava a declaração um Volvo XC 2014, avaliado em R$ 66,5 mil.
Em imóveis, o senador declarou um apartamento residencial na Barra da Tijuca, avaliado em R$ 917 mil, uma sala comercial na Barra da Tijuca, de R$ 150 mil, e 50% de participação de uma franquia da loja de chocolates Kopenhagen, no valor de R$ 50 mil.
Essa loja virou alvo de investigação do Ministério Público por suspeita de ser utilizada para lavagem de dinheiro desviado da Alerj. O processo foi encerrado sem julgamento de mérito devido a anulações de provas e prescrição.
Vinte e seis leitos do setor de Internamento 4 do Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, estão fechados desde a última quinta-feira (6) para a realização de uma reforma, segundo denúncia anônima encaminhada ao blog. De acordo com o relato, a redução da capacidade de internação tem provocado espera por vagas e afetado o fluxo de pacientes dentro da unidade.
A denúncia relata pacientes nos corredores à espera de internação e dificuldades para transferir mulheres das áreas de parto normal e recuperação cirúrgica para as enfermarias. “Muitas pacientes ficam de um dia para o outro por não haver vaga nas enfermarias”, afirma a fonte. O relato também aponta a dispensa de profissionais que trabalhavam em regime de prestação de serviços.
A fonte questiona a realização da reforma pouco mais de um ano após a inauguração do Hospital da Mulher do Agreste, em maio de 2025. “Que reforma é essa em um prédio que foi inaugurado há um ano e três meses?”, questiona. Segundo a denúncia, a direção da unidade informou internamente que o fechamento do setor ocorreu para a execução das obras.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão. A decisão também libera o sistema Candex para que a campanha possa registrar a candidatura de Flávio à Presidência da República.
Nunes Marques atendeu integralmente ao pedido de urgência apresentado pela defesa do senador. O ministro determinou que a filiação ao PL seja restabelecida desde a data original, em 30 de novembro de 2021, preservando a continuidade do vínculo partidário. As informações são da CNN.
Após a desvinculação do Missão, a campanha de Flávio deve registrar sua candidatura à Presidência da República pelo PL e do seu plano de governo ainda nesta quinta-feira. O senador deve fazer a apresentação do seu plano, batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso”, em transmissão ao vivo nas redes sociais também nesta quinta.
Na decisão, o presidente do TSE afirma que a filiação partidária é condição de elegibilidade e não pode ser retirada por ato de terceiro sem a manifestação de vontade do filiado.
O ministro considerou que documentos apresentados pela defesa comprovam que Flávio estava regularmente e exclusivamente filiado ao PL e que, poucas horas depois, o sistema passou a indicar o cancelamento desse vínculo e a filiação ao Missão, sem manifestação de vontade do senador.
Nunes Marques destacou ainda que Flávio é pré-candidato à Presidência pelo PL e que o Missão já possui candidato próprio ao mesmo cargo. Para o ministro, essa circunstância torna “inverossímil” que o senador tivesse decidido voluntariamente migrar para a legenda.
A decisão também determina a preservação dos registros de acesso e dos logs do sistema Filia e o envio de ofício à Polícia Federal para a instauração de inquérito destinado a apurar a autoria, as circunstâncias e o contexto da alteração do registro partidário.
O ministro determinou ainda que as providências necessárias para o cumprimento da decisão sejam tomadas com urgência e que a Procuradoria-Geral Eleitoral seja comunicada.
O Jornal da Record repercutiu, nesta quinta-feira (13), auditoria do DenaSUS que apontou cerca de R$ 905 mil em pagamentos indevidos à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, ligada a Jorge Branco, marido da vice-governadora Priscila Krause. O relatório identificou irregularidades em procedimentos de hemodiálise e oncologia pagos pelo SUS. Assista:
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou, pela primeira vez, um político inelegível por violência política de gênero.
Por unanimidade, os ministros condenaram o vereador de Nova Friburgo (RJ) José Sebastião Rabello, conhecido como Zezinho do Caminhão, por ataques à vereadora Priscila Teixeira Pitta Muniz nas dependências da Câmara Municipal. As informações são do g1.
A violência política contra a mulher passou a ser considerada crime no Brasil com a Lei nº 14.192, de 2021. A legislação estabelece mecanismos para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher durante as eleições e no exercício de direitos políticos e de funções públicas.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (13), durante a análise de um recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia afastado a configuração do crime.
O TRE-RJ havia entendido que, embora as declarações do vereador fossem censuráveis do ponto de vista ético, não havia provas suficientes de que ele tivesse agido com o objetivo de impedir ou dificultar o exercício do mandato da vereadora por ela ser mulher.
Os ministros do TSE discordaram. Por unanimidade, entenderam que a violência política de gênero ficou configurada e que as condutas analisadas faziam parte de uma tentativa de silenciamento da parlamentar.
O relator do caso, ministro Dias Toffoli, criticou a decisão do TRE-RJ e afirmou que havia evidências suficientes para caracterizar a violência política contra a mulher.
Durante o julgamento, Toffoli citou uma das falas atribuídas ao vereador: “Vai ter que bater na mulher. Segurar os braços”. Segundo o ministro, a declaração não poderia ser tratada apenas como uma manifestação retórica.
“A ameaça de isolamento vai além da retórica”, afirmou Toffoli. Para o ministro, a fala de intimidação foi dirigida a uma vereadora em situação de vulnerabilidade por ser a única mulher naquele ambiente político.
Segundo Toffoli, as manifestações analisadas no processo funcionaram como um mecanismo de controle e silenciamento da parlamentar.
O ministro afirmou que o debate político pode assumir contornos ásperos, mas que expressões depreciativas e desqualificadoras, quando associadas a mecanismos de silenciamento, podem caracterizar violência política contra a mulher.
Ao reconhecer a prática de violência política de gênero, o TSE também afastou a proteção da imunidade parlamentar para as condutas analisadas no processo e aplicou a inelegibilidade ao vereador.
O candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou os nomes da ex-deputada estadual Dulci Amorim (PSD) e do cacique Marcelo Pankararu (Avante) como suplentes, em ato, nesta quinta (13), na sede do PSD de Pernambuco, no Recife.
A expectativa era de que o vice-presidente do partido no estado, André Teixeira Filho, fosse anunciado como suplente, mas a governadora Raquel Lyra preferiu mantê-lo na coordenação da campanha.
O anúncio foi realizado um dia após um impasse na candidatura de Túlio Gadêlha, que chegou a desistir de disputar uma cadeira no Senado Federal, mas teria sido demovido da ideia pela própria governadora Raquel Lyra (PSD). De acordo com informações de bastidores, Gadêlha teria ficado inseguro por falta de apoio de prefeitos.
Ao anunciar os suplentes, Túlio disse ter orgulho da diversidade da chapa. Ele ainda firmou compromisso de se licenciar e permitir que ambos assumam o mandato.
“Para mim é um motivo de orgulho conseguir unir pessoas tão diversas e o primeiro o compromisso que eu assumo no mandato que exercerei é que ambos serão senadores também. Exercerão o mandato de senador não serão suplentes para figurar. assumirão o mandato e ficarei muito feliz em ver Dulci representando o povo de Pernambuco no Senado Federal representando o povo do Sertão. Ficarei muito feliz em ver o cacique Marcelo Pankararu, primeiro indígena pernambucano senador, Então essa construção coletiva onde a gente vai fazer uma caminhada juntos, de mãos dadas andando Pernambuco todo e falando a importância da gente construir uma inovação pro Senado que ajude o presidente Lula e a governadora Raquel Lyra a governar”, declarou