As redes sociais deste blog, mais lido e pioneiro no Nordeste, continuam de vento em popa, registrando um dos maiores crescimentos no País. No Instagram, o recorde de 10 milhões de contas alcançadas, há dois meses, já foi batido neste mês, com o acréscimo de mais de dois milhões, chegando a 12 milhões de contas alcançadas em apenas 30 dias.
Quem sabe, faz a hora, não espera o dia amanhecer! Se você ainda não nos segue nas redes anote nossos endereços e seja mais um a ficar bem-informado de tudo nos bastidores da política e do poder:
O presidente do PSD e candidato a vice-presidente da Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, é tido como uma das mais argutas raposas da política brasileira. Para alguns, dono de um faro que lhe permitiria talvez até prever o futuro. Se assim é, no caso dessa eleição presidencial, talvez sua bola de cristal tenha ficado um pouco ofuscada. Segundo a última pesquisa Datafolha, Caiado tem apenas 4% das intenções de voto.
Não virou a alternativa de terceira via que se imaginava possível para dar um fim à polarização política brasileira entre o lulismo e o bolsonarismo. Mas talvez a capacidade de Kassab não esteja exatamente em prever o futuro. Mas em se adaptar da melhor forma a ele quando o futuro vai se tornando presente. Neste ponto agora, portanto, o PSD acompanha com lupa as performances de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e Raquel Lyra, em Pernambuco.
Primeiro, vamos aos eventuais erros. Ao sair das últimas eleições municipais como o partido que mais elegeu prefeitos, o PSD julgou-se capaz de construir uma solução presidencial alternativa. Colocou, então, dois de seus principais nomes, Ratinho Jr. e Eduardo Leite, numa disputa interna. Quando o União Brasil desistiu da candidatura de Ronaldo Caiado, acolheu-o. O nome que Kassab preferia, Ratinho Jr., desistiu da disputa. Ao escolher Caiado, Kassab não ofereceu exatamente uma alternativa mais ao centro.
Caiado foi mais um outro nome de direita que soou como resposta antiga. Em tempo de polarização extrema, a dubiedade do PSD, com nomes mais oposicionistas e outros aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, talvez tenha também atrapalhado a performance de Caiado. Como posição parecida atrapalhava o MDB até o partido resolver desistir de ter, por isso, candidatos à Presidência. Assim, hora, então, de o PSD corrigir seu rumo nessa reta final da campanha eleitoral. E o partido faz isso com o olho em três movimentos.
Na acirradíssima disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, uma exceção se destaca. De acordo com pesquisa Real Time Big Data de 22 de setembro, em Goiás não é nenhum dos dois que lidera. Nessa pesquisa, Ronaldo Caiado, que governou o estado, aparece à frente, com 31%, embora empatado com Flávio, que tem 30%. Manter essa performance de Caiado em Goiás é um dos focos do PSD nessa reta final.
Para além de Goiás, há uma aposta forte em dois ativos que estão mais no atual campo governista: Raquel Lyra e Eduardo Paes. Eleger os dois governadores é o outro foco importante de desempenho do PSD agora. Com uma aposta: a força de influência que poderiam ter num eventual quarto governo de Lula. Ou como contrapontos.
Na sexta-feira (25), no Recife, Lula deu uma impressionante demonstração da sua força no estado. Oficialmente, a multidão que se reuniu na capital pernambucana apoia o candidato de Lula ao governo, João Campos, do PSB. Mas Raquel Lyra tem suas razões para oferecer ali a Lula um certo palanque extraoficial.
Em Pernambuco, de acordo com Datafolha divulgada na sexta, Lula tem um impressionante percentual de 60% das intenções de voto. Se Raquel Lyra se colocasse contra ele, suas chances provavelmente minguariam, Raquel tem uma situação de empate com João Campos, com ligeira vantagem, diz o Datafolha: 48% a 44%.
No Rio de Janeiro, o palanque de Eduardo Paes é o oficial de Lula. Num cenário mais desfavorável. Segundo o Datafolha de sexta, Flávio tem 44% e Lula tem 38%. Paes manteve na rodada o mesmo percentual de 43% da rodada anterior. Mas viu seu principal adversário, Douglas Ruas (PL), subir de 25% para 30% das intenções de voto.
Apostando que Raquel Lyra e Eduardo Paes são os favoritos para vencer as disputas em Pernambuco e no Rio de Janeiro, o PSD aposta que os dois ajudarão a aumentar o poder de influência do PSD na República. Especialmente, claro, se o vencedor para presidente, ao final, for Lula para mais um mandato, diante dos apoios, um oficial.
No fundo, então, talvez mais que um oráculo, o que Gilberto Kassab de fato seja é mais um navegador no estilo do descrito samba de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, “Timoneiro”, que diz: “Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar”. Kassab não prevê o futuro. Procura se adaptar quando vira presente.
O cantor Geraldo Maia apresenta, nesta sexta-feira (2), às 20h, no Espaço Cultural Poço das Artes, no Poço da Panela, na Zona Norte do Recife, um show inédito dedicado ao repertório de Gilberto Gil, com participação especial do músico Renato Bandeira. No roteiro, estão clássicos como “Palco”, “Febril”, “Cores Vivas”, “A Linha e o Linho”, “Rock do Segurança”, “Estrela”, “Refazenda”, “Só Chamei Porque Te Amo”, “Drão” e “Se Eu Quiser Falar com Deus”, entre outras canções da obra de Gil. O couvert custa R$ 40 e as reservas podem ser feitas pelo WhatsApp (81) 9.9817-1464.
A última semana antes do primeiro turno começa com uma tensão adicional no Judiciário: a disputa entre grupos do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrou de vez na eleição. Integrantes do Judiciário ouvidos pelo blog avaliam que o embate deve dominar os bastidores até domingo. As informações são do blog da Andréia Sadi.
De um lado, ministros do Supremo vêm revendo decisões da Justiça Eleitoral e classificando, reservadamente, algumas delas como “derrapadas” do TSE. Do outro, integrantes da cúpula do tribunal eleitoral, comandado por Kassio Nunes Marques, enxergam nessas intervenções uma tentativa de retomar o protagonismo do grupo de Alexandre de Moraes na condução do pleito.
A decisão de Flávio Dino neste fim de semana tornou a tensão ainda mais explícita. Dino invalidou uma decisão de André Mendonça no TSE envolvendo publicações sobre Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida, acrescentando um capítulo à disputa que já atravessava o Supremo.
O conflito, porém, vai além desse caso e já ganhou uma leitura eleitoral nas campanhas. No entorno das candidaturas, o grupo de Moraes é visto como mais favorável aos interesses de Lula (PT), enquanto a cúpula do TSE, presidida por Kassio e com Mendonça na vice-presidência, é vista como mais favorável aos interesses de Flávio Bolsonaro.
São avaliações políticas das campanhas sobre a atuação dos ministros. E ajudam a explicar por que cada decisão nesta semana tende a ser interpretada também pela lente da disputa eleitoral.
Os atritos entre STF e TSE não começaram agora. Já havia divergências sobre temas centrais desta eleição. A diferença é que o pleito chega à semana decisiva sem o alinhamento institucional que marcou outros momentos da relação entre as cortes.
Na eleição passada, havia uma interlocução afinada entre Rosa Weber, então presidente do Supremo, e Alexandre de Moraes, que comandava o TSE. Hoje, essa articulação não se repete.
Edson Fachin preside o Supremo e tenta exercer um papel de mediação, mas encontra uma Corte fragmentada e atravessada pela crise do caso Master. Moraes, Dino e Gilmar Mendes têm peso próprio no tribunal. Kassio e Mendonça, que comandam a Justiça Eleitoral, estão do outro lado de algumas das principais disputas internas do STF.
Apesar das divergências, os grupos compartilham uma queixa: a falta de comando de Fachin na Corte.
O presidente do Supremo chamou os ministros para conversar e tentar baixar a temperatura. No grupo de Moraes, porém, a avaliação é que Fachin tem margem limitada para interferir na atuação individual dos colegas. O argumento é que, se um processo chega ao STF e um ministro entende que uma decisão do TSE afronta direitos ou a jurisprudência da Corte, não caberia ao presidente impedir essa atuaçã
É nesse ponto que a tensão pode se renovar ao longo da semana: cada decisão relevante do TSE pode abrir uma nova batalha no Supremo. Kassio e Mendonça decidem na Justiça Eleitoral; partidos e candidatos recorrem; e ministros do STF, quando provocados, podem rever essas decisões.
Para integrantes do Judiciário ouvidos pelo blog, a disputa vai além de quem ganha ou perde em cada processo. O que está em jogo é quem dará a última palavra sobre os conflitos eleitorais até domingo.
Uma ação promovida pela Prefeitura de Sertânia, ontem, no distrito de Albuquerque-Né, ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo no perfil oficial do município. Nas imagens, crianças aparecem em atividades de pintura com os números 55 e 55777, correspondentes às candidaturas de Raquel Lyra (PSD) ao Governo de Pernambuco e de Fábio Aragão, apoiado pela prefeita Pollyanna Abreu (PSD) para deputado estadual.
O vídeo mostra as crianças participando das atividades em um espaço público, durante uma ação da administração municipal. Além dos números dos candidatos, também aparece o nome Tia Polly, em referência a prefeita. A divulgação do material no perfil institucional levanta uma discussão sobre o uso dos canais oficiais e da estrutura da Prefeitura para dar visibilidade a candidaturas apoiadas por Pollyanna.
Dedico este glorioso artigo ao meu colega o gênio Sigmund Freud, o genitor da psicanálise e que decifrou os sonhos da humanidade adâmica
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Roncam os motores. Segue a Fórmula 3 da corrida do Pau de Sebo. A terceira via na eleição presidencial é um pau de sebo, untado com graxa e vaselina. Os candidatos se posicionam. Vão dar a largada. O pau de sebo tem 10 mil metros de altura.
O mineiro Zema quer escalar o pau de sebo pilotando um trem maria fumaça, movido a pão de queijo. Ô trem bão! Café com pão, bolacha não. É o trenzinho caipira de Villa-Lobos e Ascenso Ferreira. “Virgem Maria, que foi isto maquinista?” perguntou Manuel Bandeira. A cantiga é bonita, mas o trem não decola. Não decola porque não é avião e porque o pão de queijo não deu sustança.
Caiado é agro. O touro é valente. Caiado quer subir no pau de sebo a bordo de um trator, movido a soja e combustíveis do centro-oeste. Pense num cara brabo! Desafia o crime organizado e o crime avulso de Pindorama. O trator de Caiado está atolado no meio da bipolarização.
O psiquiatra Augusto Cury evoca os espíritos de Freud, Lacan e Carl Jung para cumprir a grande escalada. A autoajuda psicológica pode ensinar algumas lições sobre a escalada das montanhas, mas o céu não é perto. Se você quer apenas vender livros, é outra história.
Jung soprou no ouvido dos candidatos que pretendem escalar o pau de sebo. “Conheça todas as técnicas, domine todas as teorias sobre os paus de sebo, mas quando tocar a alma humana de um pau de sebo, seja apenas a alma de um alquimista”. Freud explicou que dominar o pau de sebo é o sonho inconsciente da humanidade desde os tempos primevos do paraíso perdido de Adão e Eva. O mundo é uma batalha de paus de sebo.
Dizei-me, psicoterapeuta Belle de Jour da Jaqueira, qual a terapia recomendada para subir no pau de sebo? Ela falou que cada criatura transporta montanhas de sentimentos no coração. Somos montanhas de guerra de paz neste vale de sonhos e lágrimas. A melhor terapia é cultivar a saúde emocional dos nossos corações. A musa misteriosa é uma montanha de formosura em forma de gente. Com branco véu, distribui beleza nas pistas ergométricas da Jaqueira e no meio do mundo.
Registro, com louvor e admiração, a publicação, em 22.09.2026, na Folha de Pernambuco, do memorável artigo intitulado “STF & Associados: Suprema vergonha”, de autoria de Hildo Cirne de Azevedo, professor emérito da UPE e membro honorário de academias. O doutor Hildo vem da estirpe do governador Etelvino Lins.
A catilinária do Doutor Hildo engrandece ainda mais a coragem cívica e a lucidez do autor, ao tempo em que deve ser ressaltada a importância da Folha de Pernambuco como órgão de Imprensa independente a serviço da sociedade.
A nova pesquisa RealTime/Big Data, divulgada hoje, evidencia o cenário apertado das eleições para o governo de Pernambuco. Nos dois turnos os candidatos João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) estão tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
No primeiro turno, o ex-prefeito de Recife está numericamente à frente, com 45%. A governadora de Pernambuco tem 43%. Os dois estão tecnicamente empatados. Confira os resultados:
· João Campos (PSB): 45%
· Raquel Lyra (PSD): 43%
· Ivan Moraes (Psol): 2%
· Renan (Missão): 2%
· Nulo/branco: 4%
· Não sabem/Não responderam: 3%
Confira o cenário de 2º turno entre Campos e Lyra:
Na Bíblia, Jesus falou o seguinte aos fariseus: “Raça de víboras! Como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração”. Quando alguém fala algo perverso, como fez a governadora Raquel Lyra (PSD), mulher pública e comandante de um Estado, sugerindo uma laqueadura sem a paciente saber, é porque, à luz da Bíblia, seu coração está contaminado pelo maligno.
No mesmo livro de Mateus, está muito claro o ensinamento bíblico: uma pessoa má não consegue produzir palavras verdadeiramente boas. Nossas palavras mostram o que guardamos por dentro, seja bondade, amor, raiva ou maldade. O “coração” na Bíblia representa o centro dos nossos pensamentos e da nossa vontade.
O modo como alguém conversa revela quem essa pessoa é de verdade. E Raquel é tudo aquilo, ainda segundo a Bíblia. No livro de Provérbios, capítulo 18, versículo 31, a maldade da governadora tem um preço: “A morte e a vida estão no poder da língua e aquele que a ama comerá do seu fruto.” Já no livro de Tiago, o apóstolo nos adverte da falta de controle da fala.
“A língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero”. Raquel jogou seu veneno numa pobre mãe, já com sete filhos, mas que não queria ser laqueada sem saber, como a governadora sugeriu. “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias”, diz o provérbio 23, no seu capítulo 21.
Os políticos cometem seus desvios verbais e por eles deviam pagar caro. O uso do falar é uma das áreas mais indicativas do estado espiritual do ser humano. A Bíblia ensina que a língua possui tanto o poder de edificar, trazer cura e glorificar a Deus quanto de destruir, semear discórdia e espalhar mentiras.
Desenvolver o autodomínio na fala é uma marca indispensável de maturidade cristã e sabedoria prática, o que a governadora deixou muito claro que as não possui. Volto ao ensinamento bíblico: “As palavras que saem de nossa boca não ocorrem ao acaso; elas revelam os sentimentos, motivações e tesouros guardados no interior da alma”.
ÚLTIMAS PESQUISAS – A semana que antecede o primeiro turno, previsto para o próximo domingo, deve ser marcada pela divulgação de cinco pesquisas de intenção de voto em Pernambuco. Segundo os registros oficiais mantidos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro termômetro da reta final chega amanhã com a Quaest. Na quarta-feira, o Paraná Pesquisas. Na quinta-feira tem o Datafolha. No sábado, véspera do primeiro turno, dois levantamentos estão previstos para serem divulgados simultaneamente. As novas rodadas da AtlasIntel e Quaest devem divulgar o retrato mais próximo da consolidação do voto em todo o Estado.
Governadora perde legenda tucana – A última semana de campanha começou atropelada para Raquel. O Supremo Tribunal Federal determinou a retirada da Federação PSDB/Cidadania da coligação dela. Em sua decisão, o ministro Dias Toffoli considerou que a aliança contrariou regras internas da federação e determinou que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco adote, com urgência, as providências necessárias para considerar a posição de neutralidade da federação na disputa majoritária estadual. Na decisão, Toffoli destacou que o Estatuto e a Resolução n.º 1/2026 do PSDB-Cidadania estabelecem regras para que decisões estratégicas sobre alianças majoritárias sejam submetidas aos colegiados da federação. Ademais, o ministro considerou relevante o fato de dez dos 19 integrantes do Colegiado Nacional terem manifestado, antes da convenção, discordância com a condução da aliança estadual.
Bets clandestinas – A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que reúne empresas de jogos e apostas on-line que tinham autorização do governo federal para operar, alerta que o fim das bets legalizadas, determinado por uma medida provisória (MP) do presidente Lula, pode abrir espaço para o avanço de sites ilegais de apostas on-line, deixando usuários vulneráveis a golpes e estímulos que não seguem as restrições que a regulação impunha ao setor. Um monitoramento da Iron Security, empresa de cibersegurança e inteligência artificial parceira da ANJL, identificou 697 sites de apostas que estariam funcionando sem autorização.
Quem pode mais? – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou a decisão do ministro André Mendonça e liberou publicações nas redes sociais sobre a lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em “padroeira do Brasil”. A notícia falsa dizendo que Flávio Bolsonaro (PL) iria, se eleito, retirar o título da santa causou danos à campanha do senador, que pediu intervenção do TSE. Mendonça deu decisão favorável ao candidato, justificando os conteúdos como “notoriamente inverídicos”. Porém, ontem, Dino disse que postagens como a do humorista Antônio Tabet não trazem “grau de certeza de ilicitude para extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa”.
A Pinóquio de saias – Em suas redes, o ex-prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), acusou a prefeita Pollyanna Abreu (PSD), adversária no município, de espalhar uma mentira ao interpretar como um gesto de apoio à governadora Raquel Lyra uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato no Marco Zero do Recife. Em vídeo, Ângelo reproduziu trecho em que Lula pede votos para João Campos (PSB) e afirma estar convencido de que o candidato será eleito “pela maioria dos votos das mulheres”. Já a prefeita ficou mal na fita. É uma Pinóquio de saias e isso depõe para quem detém função pública de tamanha relevância.
CURTAS
SAQUES – O governo começou a disparar ontem mensagens pelo WhatsApp orientando cidadãos que têm dinheiro depositado em sites ou aplicativos de apostas a retirar os valores até 5 de outubro. Na mensagem, o governo informa que foi publicada a MP (medida provisória) que proíbe as bets no Brasil e orienta os apostadores a sacar os recursos. Também informa que, caso o apostador não consiga fazer a retirada até o próximo dia 5, as empresas devolverão os valores por meio dos bancos até 14 de outubro.
O EXCLUÍDO – A campanha presidencial de Renan Santos (Missão) prepara um grande ato de protesto contra a TV Globo caso ele realmente fique de fora do debate da próxima quarta-feira. A ideia é fazer uma concentração, com a presença do candidato, em frente à sede da emissora no Jardim Botânico, no Rio. A emissora convidou apenas quatro candidatos à Presidência para o debate, o último antes do primeiro turno das eleições: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).
DESMASCARÁ – O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) confirmou que participará do debate na Globo, que acontece na próxima quinta-feira. A declaração foi dada após uma carreata em Goiânia. Flávio afirmou que pretende ir ao debate para “desmascarar” o atual presidente e também candidato, Lula (PT). “Eu não tenho adversário aqui em Goiás. Meu único adversário nessa campanha é o Lula. É com ele que eu quero debater na Globo. Eu vou pra esse debate só pra desmascarar esse mentiroso, esse assassino da esperança do Brasil”, declarou.
Perguntar não ofende: Os debates da Globo podem ser decisivos?
Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma reforma política para acabar com a polarização, propôs mudar a escolha de ministros do STF e afirmou acreditar em vitória já no primeiro turno.
Sobre a reforma política, Lula comparou o cenário atual a um campeonato em que apenas dois times dominam a competição. “Isso vai mudar quando a gente fizer uma reforma política nesse país. Que precisa ser feita para criar partidos sérios”, afirmou. Ele defendeu mais ética e transparência: “É preciso acabar com essa história que está acontecendo na política. É uma promiscuidade generalizada na política”.
Já sobre o STF, o presidente disse que o modelo atual de indicação é vulnerável e defendeu que a escolha não fique restrita ao chefe do Executivo, mas passe por um colegiado com participação da sociedade civil. “Eu acho que não pode ser só o presidente que indique. Acho que nós temos que criar um critério de como envolver a sociedade civil para que a gente indique alguém que não seja só da vontade do presidente ou da OAB. Que seja alguém que passe por um crivo de um colegiado, que a gente vai ter que pensar como criar, para que aquela pessoa não seja mais um cara indicado pelo presidente”, argumentou.
Ele também ressaltou que o indicado precisa ter trajetória conhecida antes de chegar à Corte: “A primeira coisa que eu aprendi é que a gente não deve indicar ninguém que não tenha biografia. Se a gente indicar alguém que queira construir a biografia dentro da Suprema Corte, a gente pode dar com o burro na água”, disse.
Durante o encerramento, Lula mostrou-se confiante e pediu que os eleitores comparem as trajetórias dos candidatos. “Eu estou com a leve impressão de que não haverá segundo turno”, disse. “Quem são os outros candidatos? Qual é a biografia? Qual é o passado para ter certeza de que vai ter um futuro decente?”, questionou.
Uma declaração forte do movimento LGBTQIA+ em Petrolina marcou o 7º Encontro da comunidade realizado neste domingo (27). Durante o evento, Raquel Lyra foi chamada de “covarde” e acusada de abandonar os movimentos LGBTQIA+ e as mulheres.
O protesto ganhou ainda mais força diante da repercussão do episódio envolvendo a declaração da governadora sobre laqueaduras, especialmente a frase “mas faz sem ela saber”, que provocou críticas de movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos das mulheres.
O recado foi dado um dia depois da passagem de Raquel Lyra por Petrolina. A governadora permaneceu poucas horas na cidade, em uma agenda marcada por manifestações e críticas de setores da sociedade.
Durante o encontro, a organizadora do evento Alzyr Saadher, da ONG Cores de Petrolina, afirmou que a governadora nunca procurou ouvir as demandas por direitos da população LGBTQIA+. “Nunca nos recebeu. Eu desafio você, Raquel Lyra, a receber o movimento LGBT no seu palácio, na sua sala”, disse.
“A gente precisa que o Centro Estadual de Combate à LGBTfobia seja reestruturado e espalhado em todas as regiões do Estado. Um centro de combate à homofobia que não tem nem telefone. É um absurdo. A gente precisa que a saúde LGBT chegue no sertão, chegue em Petrolina para a nossa população, principalmente para a população trans, Raquel Lyra. Esse é o nosso recado, é o recado de Petrolina”, continuou.
A cobrança foi direta: que a governadora conheça de perto a realidade de Petrolina, circule pela cidade, dialogue com a sociedade e enfrente os questionamentos da população. O protesto da comunidade LGBTQIA+ transformou o sétimo encontro em um dos principais atos de cobrança política contra Raquel Lyra realizados em Petrolina.
Durante ato político no distrito de Serrolândia, em Ipubi, o ex-prefeito Chico Siqueira afirmou que mulheres não devem votar na governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). Acompanhado do deputado federal Fernando Monteiro, Chico citou em seu discurso o episódio da declaração da governadora sugerindo uma laqueadura sem consentimento. “Quem for mulher, não vote Raquel, porque ela faz esterilização nas mães de família sem elas aceitarem”, afirmou.
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), realizou uma carreata em Araripina, no Sertão do Araripe, neste domingo (27). Ao lado do prefeito Evilásio Mateus, do vice-prefeito e de lideranças políticas da região, João percorreu as principais ruas e avenidas do município, reunindo uma multidão de apoiadores e moradores. Também estiveram presentes a candidata ao Senado Marília Arraes, do candidato a deputado estadual Romerinho Jatobá e de outras lideranças políticas da região.
Durante o ato, João reforçou a proposta de construir o Hospital Geral do Sertão do Araripe para ampliar o acesso da população da região a serviços de saúde de alta complexidade. A proposta, segundo o candidato, tem como objetivo garantir que todos os pernambucanos estejam, no máximo, a duas horas de distância de um hospital de referência. “Nós vamos construir um hospital geral do Sertão do Araripe para garantir que todo pernambucano esteja, no máximo, a duas horas de distância de um hospital de alta complexidade. Aqui no Araripe nós vamos fazer esse hospital para cuidar de quem está nessa região”, afirmou.
João também afirmou que irá recuperar e requalificação da PE-585, rodovia estratégica para o Sertão do Araripe e importante ligação com o Ceará. O candidato lembrou que esteve na região no início da campanha e destacou as condições da estrada, afirmando que pretende transformar a realidade da rodovia. “Eu gravei, inclusive, um vídeo mostrando a diferença da estrada, da PE-585, logo ali na Chapada, na divisa do Ceará com Pernambuco. E eu vou fazer questão de vir aqui como governador do Estado para fazer com que seja ao contrário: quando a turma do Ceará entrar, diga que Pernambuco agora está bem cuidado, está diferente e está voltando a moer”, disse.
João também destacou a relação com o Sertão do Araripe. “Eu tenho obrigação de ser um grande governador para o Sertão do Araripe, de ser um governador presente, um governador que vai estar junto de vocês. A gente pode fazer muito mais por Pernambuco e pelo povo do Araripe”, afirmou.
Petrolina viveu, neste domingo (27), um dos maiores atos públicos da comunidade LGBTQIA+ no Sertão. O sétimo encontro LGBTQIA+ reuniu, segundo a organização, um público recorde de mais de 12 mil pessoas e teve um ponto em comum entre os participantes: um manifesto de protesto contra a governadora Raquel Lyra.
O movimento não criticou apenas a falta de apoio do Governo do Estado às pautas da comunidade LGBTQIA+. O protesto também incorporou a indignação de mulheres diante da declaração de Raquel sobre laqueadura sem consentimento, que ganhou repercussão nacional após a frase “faz sem ela saber”. O episódio voltou a colocar em debate a relação da governadora com as políticas de proteção e defesa das mulheres.
O ato deste domingo se somou às manifestações contrárias a Raquel já registradas durante sua passagem por Petrolina ontem (26). A governadora participou de uma caminhada na cidade e deixou o município cerca de cinco horas depois, seguindo para um compromisso no Recife.
A passagem também ocorreu poucos dias depois do aniversário de Petrolina, celebrado no dia 21, quando Raquel não esteve na cidade. Petrolina não merece ser lembrada apenas de passagem. Merece presença, compromisso e respeito.