O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco divulgou um relatório técnico com informações sobre as condições dos municípios do estado para enfrentar desastres naturais. O levantamento teve como objetivo coletar dados e informações sobre a preparação e a capacidade de resposta das defesas civis municipais. Os municípios são classificados em prioritários e não prioritários.
Os municípios prioritários são aqueles identificados como mais suscetíveis a desastres associados a deslizamentos, enxurradas e inundações.
Os municípios que são classificados como não prioritários por não apresentarem esses tipos de desastres de forma frequente, mas que ainda exigem ações de gerenciamento de riscos e respostas a situações pontuais que podem surgir, seja pela seca, fortes chuvas ou até mesmo incêndios em locais sensíveis.
Segundo o relatório do TCE-PE, em Pernambuco, dos 185 municípios, 79 foram considerados não prioritários pelos técnicos do TCE-PE. Foi divulgada uma lista dos dez melhores municípios não prioritários, Brejo da Madre de Deus se destaca na primeira posição, acompanhado por Sairé e Carpina.
Segundo a coordenadora da Defesa Civil, Raynara Pereira, “Através da defesa civil, o município hoje é referência na assistência às famílias vítimas de desastres naturais, existe uma gestão de riscos forte sobre a liderança do prefeito, desta forma as respostas são rápidas quando há situações que exigem prontidão da defesa civil”.
O prefeito Roberto Asfora comentou sobre o resultado do relatório divulgado pelo tribunal e afirmou que isso só é possível porque “as famílias são prioridade em sua gestão. Portanto, quando uma pessoa ou família é afetada por algum desastre natural, ele aciona a defesa civil e, se necessário, mobiliza todas as secretarias municipais para prestar toda a assistência necessária”.
O pré-candidato a deputado federal Maurício Rands (Avante) publicou um vídeo ao lado do pré-candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) reforçando a aproximação política entre os dois e o alinhamento com o grupo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela governadora Raquel Lyra (PSD). A gravação foi feita durante um encontro do Avante, realizado neste fim de semana.
Logo no início do vídeo, os dois destacam a expressão “Luquélio”, em referência à chapa formada por “Lula, Raquel e Túlio”. “É o voto Luquélio: Lula, Raquel e Túlio”, afirmam. Em seguida, Maurício Rands ressalta que o encontro serviria para formalizar o apoio de prefeitos e pré-candidatos do Avante ao projeto de Túlio Gadelha para o Senado nas eleições de 2026.
Túlio Gadêlha também destacou a importância da aliança e fez elogios ao aliado. “É muito importante estar com o Maurício Rands ao lado, que representa muito para a gente, pela sua história, pela sua trajetória, pela sua coerência”, declarou. O parlamentar ainda defendeu a ampliação da base política que apoia os governos federal e estadual.
Na mesma gravação, Túlio afirmou que o objetivo é reunir mais partidos em torno do projeto político. “É importante também trazer todos esses partidos para a base do presidente Lula, da Raquel Lyra, que estão fazendo a transformação do Brasil e de Pernambuco”, disse. O vídeo reforça a movimentação dos aliados de olho na formação das chapas para as eleições de 2026.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) participou, neste domingo (19), de mais uma plenária regional do projeto de escuta popular Chega Junto Pernambuco, desta vez em Caruaru. Segundo a organização, o evento atraiu cerca de 20 mil pessoas dentro e nos arredores de uma casa de recepções no bairro Indianópolis. Após ouvir contribuições de vários nomes da política local, João apresentou propostas para a região, entre elas, a construção do Hospital da Criança do Agreste.
“A gente tem o compromisso de fazer o Hospital da Criança do Agreste aqui em Caruaru. A ideia é que a gente possa atender mais de 2,5 milhões de habitantes que estão nessa região e que muitas vezes, quando precisam de serviços de maior complexidade, precisam ir para a Região Metropolitana. A gente está falando de um equipamento que vai ser muito útil às crianças, às famílias. Eu fiz no Recife, a gente sabe fazer e vai fazer aqui também, com uma capacidade de mais de 100 leitos, com UTI, especialidades odontológicas para crianças, centro TEA, núcleo de desenvolvimento integral infantil, mais de 20 especialidades médicas, a capacidade de fazer mais de 500 mil exames e procedimentos por ano. Será um hospital de grande porte e para atender todo o Agreste de Pernambuco”, disse.
João também prometeu reabrir o Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru. A unidade foi fechada pela atual gestão estadual no ano passado e se somou a outros hospitais e UTIs pediátricas descontinuados desde 2023. O pré-candidato a governador também elencou propostas como a construção de um anel viário nos arredores da Capital do Agreste em paralelo à duplicação do trecho da BR-232 situado entre São Caetano e Serra Talhada. Por fim, anunciou que vai criar o projeto Polo Agreste Global da Moda, que associará a formação de mão de obra à demanda da indústria têxtil em Santa Cruz do Capibaribe e região.
No principal reduto político de Raquel Lyra (PSD), ex-prefeita de Caruaru, João Campos também fez críticas indiretas à adversária. Ao defender que “não existe dono de cidade”, afirmou: “Caruaru é do povo. Não tem dono de terra. Aqui não é uma fazenda, um sítio, uma propriedade privada. É do povo. Caruaru é uma cidade extraordinária, de um povo trabalhador, generoso, guerreiro. Não existe dono de cidade, não existe quem é dono de uma cidade pequena, média, grande. As cidades e o estado são do povo. E a democracia é isso: conversar, apresentar um projeto e tratar as coisas com respeito de verdade”, concluiu.
O evento reuniu nomes da política local, como os ex-prefeitos Zé Queiroz e Tony Gel, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, o ex-senador Douglas Cintra, a ex-deputada Laura Gomes, os pré-candidatos Delegado Lessa, Vitinho Maia e Dilson Oliveira, além da senadora Teresa Leitão e de Carlos Costa, Humberto Costa e Marília Arraes, nomes que comporão a chapa de João Campos nas eleições deste ano.
Durante o evento, o público presente também foi orientado a seguir contribuindo com ideias para o futuro plano de governo da Frente Popular, por meio do site chegajuntope.com.br. Essa foi a oitava plenária do projeto de escuta popular, que já passou por Gravatá, Palmares, Petrolina e por quatro regiões político-administrativas do Recife.
Diante de um público numeroso, Marília Arraes (PDT) participou, hoje, em Caruaru, ao lado dos pré-candidatos a governador, João Campos; vice-governador, Carlos Costa e do senador e pré-candidato a reeleição, Humberto Costa de mais uma edição do programa de escuta da Frente Popular, Chega Junto Pernambuco.
Também estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB); a senadora Teresa Leitão (PT); o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca (PSB); o presidente do MDB de Pernambuco, Raul Henry, os ex-prefeitos de Caruaru José Queiroz e Tony Gel e dezenas de lideranças estaduais e locais.
No clima da final da Copa do Mundo, Marília fez um discurso forte, lembrando os avanços conquistados pelos ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos e pelo “maior craque do mundo”, o presidente Lula. “Na política, como no futebol, ninguém conquista um campeonato sozinho. Pernambuco precisa de um time que jogue unido, que saiba tocar a bola, marcar junto e fazer gols a favor do povo. É esse o time de Lula: um time que entra em campo para derrotar a fome, a desigualdade e o retrocesso. No Senado, quero ajudar a tocar a bola para o presidente Lula continuar fazendo os gols que mudam a vida das pessoas, garantindo mais investimentos, empregos e oportunidades para Pernambuco voltar a rugir forte como o Leão do Norte.”
Em discurso, menciona Caruaru como uma das cidades mais importantes de Pernambuco e um dos principais motores do desenvolvimento econômico do estado. “É por isso que o Chega Junto Pernambuco não poderia deixar de ouvir os caruaruenses, que conhecem de perto os desafios, as demandas e as potencialidades do Agreste. O nosso time, o time de Lula, acredita que as melhores soluções nascem da escuta, do diálogo e da construção coletiva. Escutar Caruaru é fortalecer um projeto que respeita a voz das pessoas e trabalha por um Pernambuco cada vez mais desenvolvido, justo e com mais oportunidades para todos”, concluiu Marília.
O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), reuniu aliados políticos na última semana durante o evento Encontro pelo Futuro de Arcoverde, quando oficializou o apoio às pré-candidaturas de Gustavo Gouveia (Podemos) para deputado estadual e Marcelo Gouveia (Podemos) para deputado federal. O ato também marcou o início das articulações do grupo para as eleições deste ano, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição.
Realizado no Espaço Persone, o encontro reuniu prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, lideranças políticas e apoiadores. Também participaram o vice-prefeito Siqueirinha e nove vereadores da base governista. Nos dias seguintes, Zeca concedeu entrevistas a emissoras de rádio e veículos da região, nas quais fez um balanço da gestão municipal e associou os investimentos realizados às parcerias políticas firmadas pelo grupo.
Entre as ações citadas pelo prefeito estão o Programa Pavimenta Arcoverde, que, segundo a gestão, já recebeu mais de R$ 24 milhões em investimentos, além da requalificação de 25 escolas municipais, da retomada das obras da Creche do Jardim Petrópolis e da Escola de Caraíbas e da aquisição de 11 ônibus escolares. Na saúde, o gestor destacou a chegada de oito ambulâncias, incluindo duas UTIs móveis e dois veículos destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Também mencionou a manutenção de 10 cozinhas comunitárias e solidárias, responsáveis pela distribuição de mais de 52 mil refeições por mês.
Durante as entrevistas, Zeca defendeu a continuidade da parceria com Raquel Lyra e com os irmãos Gouveia. “Arcoverde voltou a viver um novo momento de crescimento. Estamos realizando obras importantes, fortalecendo a saúde, investindo na educação, ampliando as ações sociais e fazendo do turismo um motor da nossa economia. Gustavo Gouveia e Marcelo Gouveia são parceiros que já demonstraram compromisso com nossa cidade e tenho certeza de que serão grandes representantes de Arcoverde na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Com o apoio da governadora Raquel Lyra, vamos continuar buscando recursos e realizando projetos que transformem a vida da nossa população”, afirmou.
A ex-primeira-dama a e pré-candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) negou qualquer possibilidade de ser vice na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência. A publicação de Michelle ocorre após o ex-governador de Minas Gerais responder, ontem (18), que a ex-presidente do PL Mulher seria uma “possibilidade” para o cargo.
A definição sobre o vice de Zema não deve ocorrer antes da convenção partidária, em 27 de julho, e só deve sair em agosto. O ex-governador declarou não ter nome preferido para o posto, mas que quer um “vice ficha limpa”. Ao ser questionado se poderia ser Michelle, respondeu: “É uma possibilidade, como outras também são”. As informações são do jornal O Globo.
Em publicação nos stories, Michelle escreveu não ter definido sua candidatura, inclusive ao Senado, posto em que é cotada para disputar pelo PL no Distrito Federal. A ex-primeira-dama também salientou que um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa. O PL já tem o nome do senador Flávio Bolsonaro na disputa ao Planalto.
“Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer”, escreveu Michelle, reforçando também que agora sua prioridade são os cuidados ao marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Depois da rixa com o enteado Flávio, que representou uma crise na família Bolsonaro, a ex-primeira-dama colocou em dúvida a própria candidatura ao Senado. Nos últimos dias, ela sinalizou a aliados que pretende, sim, concorrer, mas não houve ainda uma confirmação pública. Há uma dúvida se a ex-primeira-dama vai comparecer à convenção nacional do PL — marcada para 25 de julho, em São Paulo —, na qual o filho do marido será formalizado como candidato ao Palácio do Planalto.
Ontem, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse no encontro nacional da sigla que tem conversado com o Podemos e com “outros partidos”, sem detalhar quais, sobre uma possível composição na chapa de Zema.
“Ainda não temos uma definição de vice, temos conversado com alguns partidos, em especial eu tenho conversado com o Podemos, tenho uma ótima relação com a Renata (Abreu, presidente do Podemos), acho que é uma possibilidade a gente fazer uma composição. Provavelmente vai ficar mais para o final da janela dos prazos das convenções, dia 5 de agosto, depois da convenção.”
O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) anunciou o apoio da ex-candidata à Prefeitura de Barreiros, Paula Veríssimo (Podemos), em mais um movimento de articulação política na Mata Sul de Pernambuco. A adesão amplia a base de apoio do parlamentar na região e reforça a aproximação com lideranças locais. “Tenho certeza de que, juntos com a pré-candidata a deputada estadual Lara Santana, vamos trabalhar para levar mais investimentos, desenvolvimento e oportunidades para Barreiros e para toda a Mata Sul”, disse Silvio.
Paula Veríssimo afirmou que decidiu apoiar Silvio Costa Filho por acreditar no trabalho desenvolvido pelo deputado e destacou que a parceria buscará atrair investimentos para a região. “Silvio Costa Filho tem demonstrado compromisso, diálogo e capacidade de entregar resultados para Pernambuco”, declarou.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anunciou na última quinta-feira (16) o programa Seu Voto Importa que garante transporte gratuito aos eleitores com mobilidade reduzida até suas seções de voto.
O programa será coordenado pela Corte Superior Eleitoral no âmbito nacional e será executado de forma descentralizada pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), adaptando a medida às necessidades geográficas e logísticas de cada estado. As informações são da CNN Brasil.
Caso o eleitor tenha interesse em se inscrever, será necessário ficar atento aos prazos e regras de agendamento estabelecidos pela Justiça Federal para garantir o atendimento no dia do pleito.
Prazo final: A solicitação deve ser feita até 20 dias antes da data do primeiro turno, em 14 de setembro;
Quem pode pedir: O próprio eleitor ou, caso necessário, seus representantes legais e de apoio (como curadores, procurados ou acompanhantes);
Onde solicitar: O pedido pode ser feito presencialmente, diretamente no cartório eleitoral da zona correspondente, ou por canais remotos e eletrônicos. Caso precise, a resolução do TSE obriga os TREs a disponibilizarem pelo menos um meio de atendimento não presencial (como site ou aplicativos);
Comprovação: Será exigida uma autodeclaração do eleitor ou a apresentação de documentação simples que comprove a deficiência ou dificuldade temporária ou permanente de locomoção.
Como grande parte das urnas é instalada em prédios cedidos, como escolas e universidades, as condições de rampas, portas e elevadores podem mudar ao longo dos anos. Desta forma, as zonas eleitorais farão vistorias periódicas para garantir que as seções especiais permaneçam acessíveis.
O senador e ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tentou efetuar a venda de um terreno de R$ 15,8 milhões um dia depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master. Segundo documentos acessados pelo jornal O Estado de São Paulo, a operação foi barrada pelo cartório por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A venda envolve um terreno de 51 mil m² na zona metropolitana de Salvador. O local teria sido adquirido em 2000 pelo petista e foi vendido a um grupo de empresas do ramo de incorporação imobiliária. Pela transação, a reportagem diz que Jaques Wagner recebeu, à vista, R$ 2 milhões.
Jaques Wagner foi alvo da PF em 18 de junho. Segundo a corporação, o petista recebeu favorecimento indevido, incluindo um pedido de compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador ao ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. O petista alega que pediu ao empresário a compra para depois recomprar o imóvel para a sua filha.
Em 19 de junho, foi apresentada a escritura de venda em um cartório na comarca de Camaçari. A transação, porém, foi barrada no local, seguindo a determinação do ministro-relator do caso Master, André Mendonça.
“Em cumprimento ao protocolo nº 202606.2214.04764407-IA-517, datado de 22 de junho de 2026, processo nº 16230, expedido pelo ministro André Luiz de Almeida Mendonça, fica averbada nesta data a indisponibilidade sobre o imóvel objeto da matrícula supra, de propriedade de Jaques Wagner”, diz o documento.
Resposta
Em nota ao Estadão, a defesa de Jaques Wagner diz que não há “mínima irregularidade nem nada a esconder” sobre a venda. “A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, disse.
A Copa do Mundo da Fifa 2026 entrou para a história antes mesmo do apito inicial. A edição, que terá a final disputada entre Espanha e Argentina neste domingo (19), dividiu espaço com episódios políticos e controvérsias que extrapolaram as quatro linhas do campo. Entre os protagonistas desses episódios esteve o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as políticas de imigração do seu governo.
Antes mesmo do início da competição, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor do continente africano em 2025, foi impedido de entrar nos Estados Unidos para apitar a Copa do Mundo e o atacante da seleção do Iraque Aymen Hussein foi interrogado durante sete horas em sua chegada ao país. Além disso, a delegação iraniana foi proibida de se hospedar em solo norte-americano devido a restrições de vistos.
O caso de maior repercussão, contudo, ocorreu após a expulsão do atacante Folarin Balogun, da seleção norte-americana. Trump admitiu que entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revisão da punição aplicada ao jogador.
O cartão vermelho foi anulado, e o jogador participou da partida contra a Bélgica. Em resposta, atletas da seleção europeia imitaram uma famosa dança do presidente norte-americano após eliminarem os Estados Unidos com uma goleada de 4×1, em Seattle.
Geopolítica
Para o cientista político e professor universitário Manoel Moraes, a relação entre política e Copa do Mundo está longe de ser uma novidade. Segundo ele, o esporte sempre despertou o interesse do poder político.
“Há muito tempo se percebe a influência das decisões políticas na Fifa e na geopolítica internacional. O poder precisa ocupar os espaços que ajudam a organizar a sociedade. Como o esporte mobiliza milhões de pessoas, recursos e atenção, ele naturalmente se torna um ambiente disputado pelo poder político. Isso não é novo. Desde a Roma Antiga já existia a lógica do ‘pão e circo’, em que o entretenimento também cumpria uma função política”, afirmou.
Já na visão da cientista política Priscila Lapa, o contexto mundial contribuiu para ampliar a percepção sobre os episódios políticos que envolveram a competição. “A gente vive um contexto internacional de extremos políticos, de muita fragilidade dos organismos internacionais de mediarem conflitos. A gente nunca mais tinha vivenciado tantos conflitos armados ao mesmo tempo. Então eu acho que a Copa vem com esse plano de fundo da gente ter um contexto político internacional mais acirrado.”
Relação
Para Moraes, o protagonismo dos Estados Unidos decorre não apenas de sua posição política, mas também do peso econômico que exerce sobre o futebol mundial. Segundo Moraes, a relação de força pode ser observada ao comparar a Copa do Mundo de 2026 com a edição de 2014, realizada no Brasil.
Enquanto o governo brasileiro precisou alterar normas e atender a uma série de exigências impostas pela Fifa para sediar o torneio, nos Estados Unidos a lógica foi inversa, com a entidade se adequando às condições estabelecidas pela maior potência econômica do planeta.
“No caso do Brasil, a pressão da Fifa levou até à mudança de leis. Havia uma legislação que proibia a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, mas ela precisou ser alterada por causa dos patrocinadores internacionais. Isso mostra como o capitalismo exerce influência sobre o esporte. Já nos Estados Unidos aconteceu o oposto: eles não precisaram se adaptar porque já ocupam essa posição de força dentro da lógica do capitalismo global”, comparou.
Tensão
Outro episódio que evidenciou a tensão entre futebol e política envolveu a seleção do Haiti. Às vésperas da Copa do Mundo, a Fifa proibiu que a equipe utilizasse um uniforme com a ilustração da Batalha de Vertières, confronto travado em 1803 que marcou a derrota das tropas francesas, a independência haitiana e o fim da escravidão no país.
A entidade considerou que a imagem possuía caráter político e, por isso, violava as regras da competição, obrigando a equipe a alterar o uniforme. Já o técnico da seleção do Egito, Hossam Hassan, foi advertido após realizar um gesto de solidariedade à população palestina durante coletiva.
Por outro lado, o torcedor símbolo da seleção da República Democrática do Congo, Michel Kuka Mboladinga, foi convidado pela delegação congolesa e teve liberdade para acompanhar os jogos da equipe na Copa. No estádio, o torcedor, vestido com um terno com as cores da bandeira da nação, imita Patrice Lumumba, um dos líderes da independência do país.
Outra demonstração política foi protagonizada por jogadores argentinos, que comemoraram a vitória nas semifinais contra a Inglaterra segurando uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”. As Ilhas Malvinas são um território britânico e objeto de uma disputa de soberania entre o Reino Unido e Argentina. Em reação, o secretário britânico de Negócios e Comércio, Peter Kyle, afirmou esperar que a Fifa realize uma investigação completa sobre o ocorrido.
Contradição
Os casos reacenderam críticas sobre a seletividade da Fifa na aplicação de seu Código Disciplinar, sobretudo diante de outras manifestações políticas registradas ao longo do Mundial. Para Priscila Lapa, os episódios também revelaram dificuldades da Fifa em exercer o papel de mediadora entre diferentes países e conflitos políticos.
“A Fifa deveria funcionar como um grande órgão intermediador dessas relações, de neutralizar os conflitos, de deixar com que as regras do mundo esportivo prevalecessem sobre qualquer outro tipo de leitura política. Mas isso é muito difícil na prática. A gente viu a incapacidade da Fifa muitas vezes em atuar como ela deveria”, afirmou.
Um dos episódios mais desafiadores para a entidade envolveu o árbitro-assistente de vídeo Shaun Evans. Durante a partida da Alemanha contra Curaçao, o profissional foi acusado de fazer um gesto supremacista na transmissão da partida. Ele negou ter feito um sinal de forma intencional e foi inocentado pela Fifa após investigação.
Dimensão
Na avaliação do professor Manoel Soares, o esporte exerce um papel que vai além do entretenimento e pode funcionar como instrumento de formação cidadã. “Existe uma dimensão no esporte que transforma a vida humana para além da geopolítica. O esporte tem esse impulso de unir pessoas diferentes para buscar um resultado que não necessariamente é a vitória, mas a participação no jogo”, defendeu.
Para o especialista, atletas e grandes competições possuem capacidade de influenciar debates públicos e fortalecer valores democráticos quando há espaço para manifestações legítimas. “O esporte pode ser um grande instrumento de educação, um vetor de civilização. Se reproduzirmos iniciativas que fortalecem a cidadania, teríamos jogadores contribuindo para a dignidade humana”, destacou.
Um caso que extrapolou a rivalidade dos estádios envolveu comentários racistas da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o jogador francês Kylian Mbappé após a eliminação do Paraguai pelos Les Bleus. Em resposta, o jogador chamou a parlamentar de “desprezível”. O episódio gerou investigação na França e repúdio internacional.
Na esteira de tantas polêmicas, Moraes alerta que o potencial de conciliação do esporte tem sido gradativamente substituído por interesses comerciais. Para o especialista, a crescente influência econômica sobre o futebol contribui para enfraquecer o papel social das grandes competições. “O esporte pode ser um instrumento de alienação, como também pode ser um elemento de reflexão. Quando ele se torna apenas comércio e um jogo de interesses do capital, empobrece bastante”, concluiu o professor.
Com a maior aprovação desde dezembro de 2024, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quarta-feira (15), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva melhorou o desempenho entre segmentos do seu eleitorado que, normalmente, têm sido os mais difíceis de conquistar, como os homens. Nesse grupo, a desaprovação oscilou negativamente três pontos percentuais.
Entre o público feminino, Lula é aprovado por 50%, contra 44% que o desaprovam; enquanto isso, no masculino, o petista é aprovado por 46%, enquanto é desaprovado por 50%. Apesar do cenário, no mês passado, o governo Lula tinha desaprovação de 53% entre os homens, índice que chegou a 55% nos três meses anteriores. Nesse segmento, a margem de erro é de três pontos percentuais.
No geral, o governo é aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam a atual gestão. É a primeira vez, desde dezembro de 2024, que o índice positivo é numericamente superior. Para efeito de comparação, em julho do ano passado, a desaprovação era de 53%, taxa que caiu para 48% na divulgação anterior, no último mês.
Sobre esse tema, 5% não sabem ou não responderam. Em junho, o governo era aprovado por 47%. Já em maio, a aprovação era de 46%, contra 49% que desaprovavam. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Outro fator que alavanca a melhora no cenário é a desempenho do governo entre o público de 16 a 34 anos. Na faixa etária, Lula é aprovado por 48%, contra 46% que o desaprovam. Em junho, o cenário era completamente oposto: a gestão petista era reprovada por 50%, contra 43% que aprovavam.
Entre os eleitores independentes, o governo apresentou melhora, dentro da margem de erro de quatro pontos. Agora, o índice de aprovação e desaprovação é o mesmo: 45%. Em junho, 47% desaprovam (41% aprovavam), e, em abril, 58% desaprovavam (52% aprovavam).
Tradicionalmente mais forte entre o público de baixa renda, em especial pelos programas de assistência social, o governo Lula também melhorou o desempenho entre quem possui renda familiar superior a cinco salários mínimos. Nesse grupo, a gestão é desaprovada por 54%, contra 41% que aprovam. Em junho, a desaprovação era de 60%, enquanto a aprovação era de 35%. O cenário mostra que, em 1 mês, a diferença saiu de 25 para 13 pontos percentuais.
Desde abril, Lula vem diminuindo gradualmente a percepção negativa no segmento evangélico. Àquela altura, o índice de desaprovação era de 68%, chegando 58% na divulgação da última quarta-feira (15). No mesmo período, o percentual dos que aprovam saltou de 28 para 37%.
Avaliação do governo
Em relação à avaliação do governo, 36% consideram o trabalho como sendo positivo, contra 26% que avaliam ser regular. O percentual negativo, por sua vez, também é de 36% — há um ano, em julho de 2025, era 40%.
Em um recorte de um ano para cá, o pior cenário ocorreu em março deste ano, quando a avaliação negativa alcançou 43%. À época, somente 31% consideravam o trabalho como sendo positivo, contra 25% que avaliavam ser regular.
Intenções de voto – 2 º turno
A Genial/Quaest também mostra que Lula segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas eleições. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário até o momento, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cenário representa uma oscilação positiva para Lula, que, na divulgação anterior, marcou 44%, enquanto Flávio tinha 38%.
Em maio, antes da divulgação da relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro — caso ‘Dark Horse’ —, os dois apareciam empatados tecnicamente: Lula marcava 42%, e o senador, 41%.
Primeiro turno
No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com oscilação de um ponto para cima. Ele aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio, que fica em segundo lugar. Na divulgação anterior, em junho, o petista tinha 39%, e o senador, 29%.
Três pré-candidatos — Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) — não pontuaram. Indecisos são 11%, e eleitores que declaram voto em branco, nulo ou não vão votar, representam 8%.
A escolha de voto é definitiva para 65% dos brasileiros, contra 35% que afirmam que ainda pode mudar. No mês passado, o percentual dos decididos era de 63%.
Rejeição
Flávio Bolsonaro é o pré-candidato com maior rejeição entre os testados nesta rodada da Genial/Quaest. O senador é rejeitado por 57% dos eleitores — percentual que, em abril, era de 52%.
Lula vem em seguida, com 50%, mantendo a tendência de queda dos últimos meses. Em junho, ele era rejeitado por 53% da população, taxa que era de 55% em abril.
É muito comum que ansiedade e TDAH sejam confundidos, pois ambos podem causar dificuldade de concentração, inquietação, esquecimentos, irritabilidade e sensação de estar sempre sobrecarregado. No entanto, apesar das semelhanças, são transtornos diferentes e exigem abordagens específicas.
No TDAH, a dificuldade de manter a atenção, organizar tarefas, controlar impulsos e gerenciar o tempo costuma estar presente desde a infância, mesmo que o diagnóstico só seja feito na vida adulta. A pessoa frequentemente inicia várias atividades ao mesmo tempo, perde objetos com facilidade, esquece compromissos e tem dificuldade para concluir tarefas, mesmo quando está motivada.
Na ansiedade, a dificuldade de concentração acontece porque a mente permanece ocupada com preocupações excessivas, pensamentos repetitivos e antecipação constante de problemas. Muitas pessoas descrevem a sensação de que “não conseguem desligar a cabeça”, o que prejudica o foco, o sono, a memória e o desempenho nas atividades do dia a dia.
Um ponto importante é que ansiedade e TDAH frequentemente coexistem. Pessoas com TDAH podem desenvolver ansiedade devido às dificuldades acumuladas ao longo da vida, como baixo rendimento escolar, problemas no trabalho, atrasos frequentes, críticas constantes e frustração por não conseguir atingir o próprio potencial. Por outro lado, a ansiedade intensa também pode agravar sintomas de desatenção, impulsividade e desorganização, tornando o quadro ainda mais complexo.
Por isso, o diagnóstico não deve ser baseado apenas em sintomas isolados. É fundamental avaliar quando esses sintomas começaram, em quais situações ocorrem, qual o impacto na vida da pessoa e como eles evoluíram ao longo dos anos. Uma avaliação psiquiátrica cuidadosa permite diferenciar essas condições e identificar quando elas estão presentes ao mesmo tempo.
Quando ansiedade e TDAH coexistem, tratar apenas um dos transtornos geralmente não é suficiente. O tratamento precisa ser individualizado e pode incluir medicação, psicoterapia, estratégias de organização e mudanças no estilo de vida. Com o diagnóstico correto e um acompanhamento adequado, é possível reduzir os sintomas, melhorar a qualidade de vida e recuperar o desempenho no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos.
Lembre-se: dificuldade de concentração nem sempre significa TDAH, assim como nem toda preocupação excessiva é apenas ansiedade. Procurar uma avaliação especializada é o primeiro passo para compreender o que está acontecendo e iniciar o tratamento mais adequado para cada caso.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Garoto de pés descalços pelas ruas de Afogados da Ingazeira, ouvi os primeiros acordes da voz aguda de Waldick Soriano saindo de caixas de som espalhadas ao longo da feira livre. “Eu não sou cachorro não” era a canção mais tocada em disco vinil projetada em vitrolas.
Eu começava a entender o mundo, mas não tinha a menor noção sobre o estilo musical do cantor preferido dos feirantes. Me assustei quando me mostraram a capa do disco dele pela fisionomia e o modo estranho de se vestir de preto, chapéu e óculos também pretos.
Nunca me interessei também em pesquisar a razão. Com o Sextou da última sexta-feira, no qual entrevistei o escritor e pesquisador Paulo César de Araújo, que escreveu uma obra-prima sobre o cantor brega e cafona, como assim era tratado pela crítica, mas um grande romântico, como se apresentava, entendi a indumentária.
Segundo Paulo César, que deu uma verdadeira aula ao longo da entrevista, Waldick Soriano adotou o icônico visual por pura inspiração cinematográfica. Era um grande fã dos filmes de faroeste e baseou seu estilo no personagem mascarado do cinema, Durango Kid. Como não podia usar máscara nos palcos, adaptou o visual para óculos e ternos escuros.
Waldick soltou seu vozeirão para multidões, mas a elite brasileira nunca se curvou ao seu sucesso. A imprensa sulista era implacável. Revelou forte preconceito e elitismo durante o auge da carreira dele, rotulado como “brega” e pejorativamente chamado de “analfabeto”.
Mas ninguém vendeu tanto quanto Waldick, apesar de suas músicas que falavam de amores intensos e populares serem estigmatizadas pela imprensa como cafonas, de mau gosto e sem valor artístico. Puro preconceito. Até o monstro sagrado Dorival Caymmi se curvou à Waldick.
Numa entrevista, declarou que gostaria de ter feito “Eu não sou cachorro não”, um clássico de estilo dor de cotovelo. A letra narra a dor de alguém que exige respeito em um relacionamento, recusando-se a viver humilhado ou submisso. A música simboliza a dignidade afetiva e tornou-se a voz dos oprimidos sociais.
Na época de ouro da música de protesto e festivais, compositores e críticos da MPB tradicional hostilizavam ou ignoravam a obra de Waldick. Eu também fui preconceituoso, ouvia mais a elite da Jovem Guarda, especialmente Roberto e Erasmo.
Mas o tempo se encarregou de me fazer assimilar o estilo Waldick e sua sociologia. É dele, por exemplo, o hino das serestas: “Tortura de amor”. Quem nunca foi a uma seresta e chorou por um grande amor ouvindo: “Hoje que a noite está calma/E que minha alma esperava por ti/Apareceste, afinal/Torturando este ser que te adora/ Volta, fica comigo só mais uma noite/Quero viver junto a ti, volta, meu amor/Fica comigo, não me desprezes/A noite é nossa e o meu amor pertence a ti”.
O “Poeta do Povo”, como Waldick ficou conhecido, deu voz às dores e aos amores das camadas populares. Eternizou o sentimento da classe trabalhadora ao cantar o amor não correspondido, a superação e o orgulho de suas origens, sem vergonha de ser sentimental. De origem pobre, Soriano foi peão, garimpeiro, engraxate e motorista de caminhão.
E foi com um olhar terno dirigido a este personagem que a atriz Patrícia Pillar, fã confessa do artista, produziu e dirigiu o documentário “Waldick Soriano – Sempre no meu Coração”, exibido em festivais, mas ainda à espera de uma chance para entrar em circuito. Waldick Soriano fez seu nome na música ao cantar para um povo que nunca teve vergonha de ser sentimental.
Waldick não foi cachorro, não. Ele foi, na verdade, um dos maiores cantores da música romântica e popular brasileira, representante de um estilo próprio que fez a cabeça, a alma e o coração de muita gente.
Waldick Soriano falou e cantou o amor, deu voz à agonia de homens abandonados, mulheres ingratas e paixões avassaladoras. Suas músicas o fizeram extremamente popular em todos os cantos do país, especialmente entre as pessoas mais simples, de classes mais baixas.
Com um repertório composto por boleros e sambas-canção, cuja temática eram as relações amorosas com suas desilusões e dores-de-cotovelo, as canções escritas por Waldick Soriano funcionavam como trilha sonora de um Brasil que não tinha muita visibilidade na mídia.
Isso porque as músicas refletiam sentimentos, questões e desejos que faziam parte da vida cotidiana do brasileiro comum, das camadas populares. Frente a isso, sua obra foi alvo de preconceitos tanto por parte da elite musical brasileira — que o hostilizava — , quanto por parte da crítica, que lhe atribuía os rótulos de “brega”, “cafona” e chegou a chamá-lo, por vezes, de “Frank Sinatra dos pobres”.
Numa entrevista antológica, que li no livro de Paulo César de Araújo, resgatei essa pérola dele: “Canto o amor, as decepções, as frustrações. Quem fala que não gosta da minha música é por despeito. O meu caso é como o do Chacrinha: muita gente fala mal dele, mas em casa tá tudo com a televisão ligada, vendo e rindo”.