Faleceu por volta da meia noite desta segunda (13), no Hospital Português, no Recife, aos 66 anos, vítima de câncer, o ex-prefeito de São João, Dr. Pedro Antônio Vilela Barbosa, como era conhecido. Ele foi prefeito do município por dois mandatos.
Faleceu por volta da meia noite desta segunda (13), no Hospital Português, no Recife, aos 66 anos, vítima de câncer, o ex-prefeito de São João, Dr. Pedro Antônio Vilela Barbosa, como era conhecido. Ele foi prefeito do município por dois mandatos.
O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), participou, na noite de ontem (5), da Itaíba Agroshow, em Itaíba, no Sertão do Moxotó. Segundo a organização, a expectativa é de que a feira movimente R$ 15 milhões em negócios, com impacto nos setores de comércio, serviços, hospedagem, alimentação, transporte e agropecuária.
Durante a visita, Luciano destacou o tamanho da estrutura e o movimento nos estandes. “Para você ter uma ideia, na primeira noite, o evento recebeu um público de 40 mil pessoas. Quer dizer, 40 mil pessoas passaram por aqui. É um evento que veio para ficar. Desde quando estive aqui, no ano passado, parabenizei o prefeito Pedro Pilota, parabenizei Arnon e a própria Regina, porque a gente sabe que tudo começou com essa iniciativa dela. Também parabenizei a todos porque a nossa região merecia um evento desse porte. Isso não é uma simples exposição de leite nem um torneio leiteiro. Isso é um megaevento”, disse Luciano.
O candidato também mencionou a movimentação comercial durante a feira e associou o evento à geração de negócios na região. “A estrutura da Itaíba Agroshow supera a de qualquer outro evento que já visitei. Em termos de oportunidades de negócios, já passei pelos estandes das máquinas e muitas foram negociadas aqui. O nome disso é desenvolvimento econômico”, concluiu.
Quatro nomes ligados à política de Cupira recebem, juntos, R$ 43.090,54 por mês em cargos no Governo de Pernambuco, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do Estado. Entre eles estão o ex-vereador Fábio Lessa, o ex-prefeito Zé Maria, o ex-candidato a prefeito Ramom da Funerária e Fernando Paulino, que atuou na comunicação da gestão municipal anterior.
De acordo com os registros, Fábio Lessa recebe R$ 20.821,68 mensais. Zé Maria, que ocupa o cargo de assessor especial, tem remuneração de R$ 10.174,76. Ramom da Funerária aparece com vencimentos de R$ 6.474,86, enquanto Fernando Paulino recebe R$ 5.619,24. As informações são do Cupira Notícias.
Considerando os valores informados, a despesa anual com os quatro chega a aproximadamente R$ 517 mil. Em quatro anos, mantidas as mesmas remunerações, o montante ultrapassaria R$ 2 milhões. Os dados se referem às remunerações registradas atualmente no Portal da Transparência e podem sofrer alterações conforme mudanças nos cargos e nas folhas de pagamento.
A existência dos vínculos funcionais, por si só, não indica irregularidade. Para avaliar eventuais questionamentos sobre os cargos, seria necessário verificar as atribuições, a jornada e as atividades desempenhadas por cada servidor. A reportagem pode ainda ouvir o Governo de Pernambuco e os citados sobre as nomeações e as funções exercidas.




Por Nickson Monteiro*
Até quando os policiais penais de Pernambuco vão esperar por respostas? O SinpolPen deveria ter como prioridade absoluta a defesa da categoria. No entanto, sua direção tem participado de agendas e manifestações públicas de apoio político, enquanto questões fundamentais dos policiais penais continuam sendo cobradas.
A pergunta é simples: o que os policiais penais ganharam com toda essa aproximação política? Houve valorização salarial? O problema do PCV foi resolvido? A assistência à saúde melhorou ou o governo faliu (O SASSEPE)? A carreira foi efetivamente valorizada?
Leia maisSe essa estratégia de aproximação com o Governo está trazendo resultados, que eles sejam apresentados à categoria. Ou o resultado é só para Márcia?
Também cabe perguntar: os policiais penais foram consultados antes de o sindicato assumir posições políticas tão explícitas ou a presidenta está fazendo a revelia da categoria? Dirigentes têm direito às suas preferências pessoais. Mas sindicato representa uma categoria inteira e precisa preservar sua independência.
E fica outra pergunta que merece resposta: quem está ganhando com essa aproximação política — a direção do SinpolPen ou os policiais penais? Dialogar e negociar com qualquer governo faz parte da atividade sindical. Mas diálogo não pode substituir cobrança, mobilização e defesa dos trabalhadores.
Os policiais penais querem salário digno, solução para o PCV, assistência à saúde (o nosso SASSEPE de volta), valorização profissional e respeito. Chega de palanque. Queremos valorização. Chega de fotografia. Queremos resultado. Chega de promessa. Queremos conquistas.
Então fica a pergunta, simples e direta: quem está ganhando com toda essa aproximação política? Porque, até agora, os policiais penais não estão. O SinpolPen precisa ser independente e estar a serviço dos policiais penais.
*Policial penal
Leia menos
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou neste domingo (6) o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para julgamento no plenário da Suprema Corte.
Com a liberação, cabe agora ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, pautar o caso. Ainda não há data estabelecida. O plenário deve decidir se será aberta uma investigação contra o magistrado. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisMesmo com a liberação de Mendonça, a tendência é que Fachin aguarde as manifestações dentro do prazo de cinco dias dado por ele aos envolvidos para pautar o caso para análise do plenário.
Um relatório da PF foi tornado público por André Mendonça na terça-feira (1º) e mostra indícios de que Vorcaro e Moraes mantinham uma relação muito próxima, e que o dono do Master teria pedido a orientação do ministro no auge da crise do banco, liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central em meio a investigações de fraudes bilionárias.
O relatório, que teve o sigilo levantado na terça, reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Mendonça, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que vier a ser apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O despacho foi proferido na ação aberta após a PF encaminhar um relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens e outros elementos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e pessoas citadas nas comunicações do banqueiro.
A PF identificou, entre outros pontos, que Vorcaro produzia anotações em seu celular e, segundos depois, enviava mensagens a um número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Em uma das notas, Vorcaro afirmou ter recebido “informações informais e em confidencia de turma do banco central” e escreveu ser “importante reforçar com Andrei e Paulo” para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo. A PF aponta que as referências podem ser ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Após receber o relatório, Mendonça determinou que os novos elementos fossem retirados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma no Supremo. O ministro também abriu vista à PGR para manifestação.
Mendonça decidiu ainda levantar o sigilo do processo. Segundo ele, diante da previsão de análise pelo plenário, o interesse público nas informações justificava que o caso passasse a tramitar de forma aberta.
Leia menos
Do Correio Braziliense
Senadores de partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) engrossaram a lista de parlamentares que assinaram um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila Barros (PDT-DF) estão entre os 20 signatários da denúncia protocolada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O movimento leva o pedido para além do campo da oposição, que tradicionalmente concentra as iniciativas contra Moraes no Senado. PSB e PDT integram a base de sustentação do governo Lula. Além de Kajuru e Leila, a representação reúne nomes como Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Carlos Portinho (PL-RJ), Marcos Pontes (PL-SP) e Wilder Morais (PL-GO).
Leia maisA denúncia aponta suposta prática de crime de responsabilidade e pede que o Senado investigue possíveis conflitos de interesses relacionados ao caso Banco Master. Entre os elementos apresentados está a relação profissional entre o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o documento, um contrato firmado em janeiro de 2024 previa pagamentos de R$ 3 milhões líquidos mensais durante 36 meses, com valor bruto superior a R$ 131 milhões.
O pedido também cita registros de metadados que, segundo os autores, indicariam que Moraes acessou versões do contrato antes da assinatura, além de mensagens e registros encontrados no telefone de Vorcaro.
Vieira reconheceu a dificuldade para que a iniciativa avance sob a presidência de Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe dar andamento a pedidos dessa natureza. “Mesmo sabendo da enorme dificuldade política imposta pelo presidente Davi Alcolumbre, entendo ser necessário persistir, apresentando um pedido de impeachment sóbrio e técnico”, afirmou. O senador já havia apresentado, em abril de 2019, outro pedido de afastamento de Moraes.
Leia menos
Por Leonardo Sakamoto
Do UOL
Após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a proposta que acaba com a escala 6×1 de trabalho foi colocada na gaveta pelo presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) até o final das eleições. Acatou a defesa do senador Flávio Bolsonaro e aliados de que a votação da matéria agora iria desequilibrar o pleito. Contudo, é exatamente o contrário.
De acordo com a última pesquisa disponível, a do Instituto Locomotiva, divulgada na semana que passou, 78% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e sem redução de salário, conforme prevê a proposta. Desses, 61% se consideram de direita, ou seja, a pauta está acima de ideologias — o que é raro por aqui.
Leia maisEleitoreiro é, portanto, ignorar uma pauta que se coloca como o desejo de oito entre cada dez brasileiros para evitar que Lula (que passou a patrocinar a mudança) seja potencialmente beneficiado com sua aprovação diante de Flávio Bolsonaro (que vem lutando contra ela).
O senador poderia, desde o começo, ter abraçado a proposta, tornando-a um ponto de união nacional. Preferiu a posição de parte dos empresários. E, agora, para defender a escolha que Flávio fez, a presidência do Senado ignora o desejo de quase 80% da população.
A manobra de Alcolumbre põe em risco a aprovação da proposta de emenda à Constituição, uma vez que o fato de que dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição é o maior incentivo para que parlamentares apoiem a proposta. O mesmo processo ocorreu na Câmara, onde 472 dos 513 deputados deram aval à mudança, apoiada mesmo entre aqueles que a criticaram por meses.
Após a eleição, a pressão dos trabalhadores sobre os senadores desaba e volta a reinar a influência do cascalho grosso. Os que são contra o fim da escala perfazem 9%, enquanto outros 13% dizem não ser a favor nem contra. Entre as mulheres, o apoio é de 83%. E, na geração Z (com jovens até 29 anos), 86%.
Adiar a votação, portanto, não é proteger o processo eleitoral de uma pauta oportunista. É proteger uma escolha política do julgamento das urnas. Se o Congresso representa a população, poucas matérias chegam ao plenário com tamanho respaldo social.
Ao engavetar a proposta justamente quando os senadores estão mais expostos à cobrança popular, Alcolumbre não retira a influência da escala 6×1 da eleição. Faz o contrário: transforma sua manutenção em decisão eleitoral.
E deixa ainda mais nítido quem, diante de uma escolha entre o desejo de oito em cada dez brasileiros e a pressão de grupos econômicos, manda de verdade no Brasil.
Leia menos
O prefeito Lula Cabral ampliou, ontem (5), a capacidade de atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) do Cabo de Santo Agostinho com a entrega de 17 novas viaturas. Apresentada à população, a frota saiu em comitiva pelas ruas de Ponte dos Carvalhos, reforçando a prioridade do investimento da gestão na presença dos agentes nos bairros e comunidades.
São sete carros, quatro motocicletas, quatro quadriciclos, uma van e uma base móvel de monitoramento. Equipada com câmeras, monitores, visão noturna e radiocomunicação, a unidade permitirá acompanhar operações em tempo real. “São 17 novos veículos, mais tecnologia e melhores condições de trabalho para os nossos guardas. Queremos nossos agentes cada vez mais preparados, presentes nos bairros e próximos das pessoas. Estamos investindo para cuidar da população e avançar ainda mais”, afirmou Lula Cabral.
Os veículos serão distribuídos entre a GCM, a Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), a Patrulha Escolar, a Guarda Ambiental e a Ronda Patrimonial. Os quatro quadriciclos também ampliarão o patrulhamento no litoral, especialmente durante o verão.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) percorreu cinco municípios do Agreste ontem (5), ao lado de integrantes da chapa majoritária da Frente Popular. A agenda começou em Lagoa dos Gatos, passou por Vertentes, Toritama e Belo Jardim e terminou em Correntes, onde participou de um ato promovido pelo prefeito Edimilson da Bahia (PT).
Edmilson declarou apoio à candidatura de Marília ao Senado e levou seu grupo político ao ato. Durante discurso, a candidata destacou a importância econômica da região. “O Agreste é uma das grandes forças de Pernambuco. É uma região que empreende, produz, gera emprego e renda e mostra todos os dias a capacidade do nosso povo de vencer desafios. Do Polo de Confecções à agricultura, passando pelo comércio e pela indústria, há uma economia pulsante que precisa de mais investimentos e oportunidades. Quero estar no Senado para ajudar a trazer recursos, fortalecer quem produz e transformar essa força do Agreste em ainda mais desenvolvimento e qualidade de vida para a população”, afirmou.
Horas antes, em Belo Jardim, Marília participou, ao lado dos candidatos a governador, João Campos (PSB); a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos) e o senador Humberto Costa, que disputa à reeleição, da inauguração do comitê de campanha do candidato a deputado federal Zé Guri (Republicanos). Vereador no terceiro mandato e ex-presidente da Câmara Municipal, Zé Guri é um dos principais articuladores da Frente Popular na cidade. Na cidade, o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos), se juntou a comitiva.
Em Toritama, Marília participou da inauguração do comitê da candidata a deputada estadual Heloysa Ferreira (Republicanos). Em Vertentes, caminhou pela feira livre e participou de uma mini-carreata organizada pelo presidente municipal do PSB, Zito Barros. Já em Lagoa dos Gatos, visitou a feira livre ao lado de Boró, liderança política local.
Da CNN Brasil
O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello disse, em entrevista à CNN ontem (5), que “se arrependimento matasse não estaria aqui” sobre ter apoiado o nome do ministro Alexandre de Moraes à Suprema Corte. A fala ocorre após terem sido tornadas públicas trocas de mensagens entre o Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do extinto Banco Master.
“Os fatos que vieram à balha são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavasck, […] eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da justiça. […] Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, afirmou Mello.
Leia maisO magistrado aposentado ainda comentou que o ministro “vem errando a mão e isso é muito ruim”. A troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes consta em um relatório da PF (Polícia Federal), que teve o sigilo derrubado pelo ministro do STF André Mendonça, acusado por Moraes de atuar fora do regimento jurídico.
À CNN, Marco Aurélio Mello saiu em defesa da condução de André Mendonça no caso e avaliou que o atual momento da Corte representa uma “inversão de valores”. “Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF (Polícia Federal) e procedeu como deveria, encaminhando à PGR (Procuradoria-Geral da República)”, declarou.
O relatório da PF mapeou uma série de encontros que ocorreram entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Segundo o material, o primeiro contato foi intermediado ainda em 2023 por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro (PL), que encaminhou a Vorcaro o número de telefone de Moraes.
Em 2 de fevereiro de 2024, segundo as mensagens analisadas, ocorreu um jantar entre Moraes e Vorcaro, com a presença das respectivas esposas. Em novembro de 2024, ocorreram vários outros encontros. Em março de 2025, Vorcaro informou à esposa que estava com Moraes e, posteriormente, repetiu a mesma informação a um diretor do Banco Central. Em abril de 2025, ele disse que estava indo encontrar Moraes “perto de casa”.
Moraes ainda não se pronunciou oficialmente sobre as citações. Já a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nulidade do relatório da PF em parecer. Segundo Paulo Gonet, que também foi citado no relatório, a investigação não poderia ter avançado da forma como foi conduzida sem provocação do Ministério Público. A PGR também questionou o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro no Supremo.
Leia menos
Da Folha de S.Paulo
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), vê erros tanto do ministro André Mendonça quanto do ministro Alexandre de Moraes nas medidas que levaram a corte ao epicentro de uma crise institucional, e ainda não definiu qual deles vai ganhar o seu apoio.
Moraes e Mendonça disputam o voto de Cármen em busca da hegemonia de seus respectivos grupos no Supremo, e a posição da magistrada é considerada decisiva nas deliberações que o plenário deve fazer sobre as condutas dos dois ministros.
Leia maisA corte vai discutir, de um lado, se houve arbitrariedade nos métodos utilizados por Mendonça nas apurações sobre o Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e que resultaram no relatório em que a PF (Polícia Federal) aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De outro, o STF vai avaliar a regularidade do ato de Moraes ao se utilizar do inquérito das fake news para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Antes de Moraes decidir partir para o contra-ataque, na quinta-feira (3), Cármen chegou a telefonar para ele e indicou se solidarizar com a situação de exposição pública. Na terça (1º), Mendonça tirou sigilo de relatório da PF que mostrava diálogos de Vorcaro com o ministro, incluindo uma mensagem na qual o banqueiro pergunta se deveria deixar o país, às vésperas de ser preso, em 2025.
Moraes, segundo um auxiliar, compreendeu o telefonema da colega como um aceno, embora Cármen não tenha garantido a ele o seu apoio em votações futuras. O que veio depois — o uso do inquérito das fake news para contra-atacar Mendonça — também não a agradou. A ministra relatou a uma pessoa próxima uma sensação de perplexidade com os dois colegas e com o ponto a que chegou a erosão interna do Supremo.
Ela tem dito a auxiliares que está ciente de que seu voto está sob disputa e que há até mesmo apostas informais no mundo jurídico sobre a qual corrente ela se alinharia. A ministra, entretanto, diz que vai decidir exclusivamente com base nos autos, cuja íntegra ainda não acessou.
Moraes tem o apoio dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Já Mendonça calcula contar com Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin. Segundo um assessor da cúpula do STF, o ministro Dias Toffoli fica de fora das votações, pois se declarou suspeito de atuar nos casos do Master.
Tanto Mendonça quanto Moraes afirmam a interlocutores que confiam na adesão de Cármen aos seus respectivos grupos, o que pode reconfigurar a correlação das forças e alianças que hoje existem no Supremo.
Aliados de Mendonça dizem acreditar na sensibilização da ministra quanto ao recado ruim que será passado à sociedade caso a corte feche os olhos para a gravidade de haver um ministro do Supremo sob suspeita de integrar a rede de influência de Vorcaro.
Uma pessoa próxima ao relator do Master disse que Cármen construiu uma reputação de absoluta integridade ao longo dos anos de magistratura e que votar para aliviar para um colega seria colocar tudo isso a perder.
O entorno de Moraes afirma que Cármen já demonstrou ser contra a adoção de procedimentos arbitrários a pretexto de atender aos clamores da sociedade, como na ocasião em que ela votou para reconhecer a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro em casos envolvendo o presidente Lula (PT), em 2021.
“Todo mundo tem direito de ter um julgamento justo diante de um juiz ou de um tribunal imparcial”, disse ela na ocasião. “Isso não significa que não queiramos, sejamos contra ou estejamos emitindo juízo de valor sobre o combate à corrupção, que é obrigatório e precisa ser feito.”
Para um interlocutor de Moraes, se o plenário confirmar o entendimento de Mendonça, haverá margem para que qualquer magistrado investigue um colega, fazendo do Supremo ringue para um “vale-tudo”. Mendonça entende que o colega pode fazer o mesmo no âmbito do inquérito das fake news.
A leitura do grupo pró-Moraes é a de que Mendonça agiu deliberadamente para expô-lo, mandando que a PF apurasse suspeitas contra o ministro à revelia de decisão prévia do plenário, em violação ao regimento interno do Supremo.
Na divisão atual da corte, Cármen é alinhada a Mendonça, por exemplo, na defesa da implementação de um código de conduta para o STF, proposta da qual é relatora. Por outro lado, ela acompanhou Moraes em todos os votos da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.
Interlocutores da ministra afirmam que ela não tem alinhamento irrestrito com nenhuma das duas alas e que seus votos se pautam pela Constituição. A ministra tem manifestado preocupação com o peso institucional da crise, diante de um potencial impacto catastrófico para o STF.
Leia menos
A cidade de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, inicia na próxima quarta-feira (9) o projeto “Minha Escola no Museu”, que vai levar alunos e professores da rede pública a uma imersão na história do cangaço e na formação cultural do município. A iniciativa é promovida pela Fundação Cultural Cabras de Lampião e terá a participação de estudantes de oito escolas das zonas urbana e rural.
O percurso inclui locais históricos como a Praça Agamenon Magalhães, marco zero de Serra Talhada, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e a Casa da Cultura. A programação termina no Museu do Cangaço, instalado na antiga estação ferroviária, onde os estudantes terão contato com objetos, fotografias e outros registros relacionados a Lampião e seu bando.
No museu, os participantes também serão acompanhados por monitores e assistirão a uma palestra do pesquisador e escritor Anildomá Willans de Souza, além de uma aula-espetáculo com o Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. Segundo a presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, o projeto busca aproximar os estudantes da história e do patrimônio cultural da região.
As atividades seguem até 30 de setembro e contam com apoio da Secretaria Municipal de Educação e incentivo cultural da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), da Fundarpe, da Secretaria de Cultura de Pernambuco, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Do jornal O Globo
A rodada mais recente da pesquisa Quaest, divulgada esta semana, mostra que o eleitor de Augusto Cury (Avante) rejeita três vezes mais a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que o retorno da família Bolsonaro ao Planalto. O escritor, que tinha apenas 2% das intenções de voto no levantamento anterior, agora alcança 10% e assume o terceiro lugar entre os presidenciáveis mais bem posicionados.
Quando questionados sobre o que os traz mais medo, 60% dos apoiadores de Cury responderam a continuidade do petista no Executivo, enquanto 22% disseram a volta do clã do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A margem de erro neste segmento é de 7 pontos percentuais.
Leia maisVeja os números:
• Lula: 60%
• Bolsonaro: 22%
• Tenho medo dos dois: 14%
• Não tenho medo de nenhum: 2%
• Não sabem/não responderam: 2%
A Quaest também mediu a opinião de eleitores de Cury sobre o governo Lula. Os dados indicam um descontentamento com a atuação do petista em sua terceira vez à frente do Planalto.
O governo petista é aprovado por 23% e desaprovado por 71%, enquanto 6% não sabem ou não responderam. A gestão é avaliada como positiva por 14%, regular por 34% e negativa por 52%.
Horizonte econômico
A percepção sobre a economia também não é otimista. Para 66% dos eleitores de Cury, ela piorou nos últimos 12 meses. Apenas 5% avaliam que houve uma melhora.
Veja os números:
• Melhorou: 5%
• Ficou do mesmo jeito: 27%
• Piorou: 66%
• Não sabem/não responderam: 2%
Oito a cada dez eleitores de Cury (83%) também avaliam que o preço dos alimentos nos mercados subiu no último mês. Para 5%, eles caíram, enquanto 11% responderam que ficaram iguais. Já 1% não sabe ou não respondeu.
Lulinha e ‘Dark horse’
A pesquisa mediu o impacto da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entre os eleitores de Cury — 69% sabem do caso. Lulinha é alvo de três inquéritos, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar se favoreceu empresários interessados em negócios com órgãos públicos e se atuou em benefício próprio.
Para 77% do eleitorado de Cury, Lula não deu explicações convincentes sobre as investigações envolvendo o filho. Apenas 10% pensam o contrário, e 13% não sabem ou não responderam.
Metade dos membros desse segmento (51%) avalia que a investigação prejudica muito a campanha de Lula. Já 26% respondem que prejudica um pouco, e 21% entendem que não prejudica. Outros 2% não sabem ou não responderam.
A Quaest também questionou o eleitorado de Cury sobre o financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme “Dark horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A negociação foi intermediada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Os dados mostram que 67% do segmento souberam da investigação sobre irregularidades na origem e destinação desses recursos.
Para 59%, Flávio não deu explicações convincentes, enquanto 23% pensam o contrário e 18% não sabem ou não responderam.
A avaliação de que a investigação prejudica muito a campanha de Flávio é compartilhada por 41% dos eleitores de Cury. Já 29% entendem que prejudica um pouco. Para 26%, não prejudica, e 4% não sabem ou não responderam.
O levantamento foi encomendado pela Globo e Editora Globo. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-07065/2026.
Leia menos