O empresário Antônio Souza, que atua no ramo automobilístico e de saúde, anunciou, há pouco, que transferiu para 2026 o seu projeto político, abrindo mão da disputa para Prefeitura de Araripina, sua terra natal, nas eleições desde ano.
O empresário Antônio Souza, que atua no ramo automobilístico e de saúde, anunciou, há pouco, que transferiu para 2026 o seu projeto político, abrindo mão da disputa para Prefeitura de Araripina, sua terra natal, nas eleições desde ano.
CNN
O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, telefonou nesta terça-feira (25) para o irmão Eduardo Bolsonaro e pediu moderação nas redes sociais. Segundo fontes ouvidas pela CNN, a iniciativa partiu do próprio Flávio.
A conversa ocorreu depois de Eduardo compartilhar e endossar um vídeo contrário à pré-candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal. Flávio pediu ao irmão que reduzisse os ataques e as críticas públicas a aliados do grupo político.
Leia maisIntegrantes do PL temem principalmente a reação do eleitorado evangélico, segmento no qual Michelle tem forte presença. A ex-primeira-dama também é considerada importante para reduzir a resistência a Flávio entre as eleitoras.
A intervenção ocorre quando o candidato tenta demonstrar força política ao Centrão. Embora já não haja espaço para apoio formal, Flávio busca aliados e palanques nos estados, inclusive no União Brasil e no PP, partidos que decidiram manter a neutralidade na disputa presidencial.
A melhora recente nas pesquisas ampliou o cuidado com desgastes internos. A avaliação entre aliados é que a candidatura não deve cometer erros justamente quando tenta consolidar a base e atrair lideranças regionais.
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Suspeito de coordenar “gabinete do ódio” de ataque a adversários da governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), Amisadai Andrade da Silva esteve na sede do governo ao menos em duas ocasiões, conforme documentos obtidos pelo Metrópoles.
Os relatórios sobre a entrada de pessoas no Palácio do Campo das Princesas registram ida de Amisadai para a Casa Civil, no dia 22 de julho de 2024. Na ocasião, ele se identificou como servidor da Caixa Econômica Federal. As informações são do Metrópoles.
Leia maisEm 30 de setembro do mesmo ano, ingressou no palácio como representante do Portal da Prefeitura, que recebeu R$ 642,5 mil do governo de Pernambuco durante a gestão de Raquel Lyra.


Amisadai é servidor da Caixa Econômica Federal e estava cedido para a Secretaria de Turismo de Pernambuco. Após reportagem da TV Record revelar investigação da Polícia Federal sobre uma rede supostamente ligada a Amisadai com 300 canais on-line que atuariam com notícias falsas contra adversários de Raquel Lyra, a governadora exonerou ele do governo, nesta quarta-feira (26/8).
Durante sabatina nesta quarta-feira (26/8), a Raquel Lyra refutou informação de Amisadai de que ele teria se encontrado com ela e cobrou “provas”. Questionada do motivo pelo qual Amisadai estava lotado na Secretaria de Turismo, Raquel Lyra afirmou que o governo “é composto não sei por quantos mil cargos comissionados e efetivos”. A governadora ainda disse que ela é alvo de ataques e denunciou mais de 400 “perfis robotizados”.
Um vídeo divulgado pela Record mostra Amisadai dizendo que opera rede de páginas e perfis que se dedicam a “desidratar” João Campos (PSB), principal adversário de Raquel Lyra na disputa pelo governo estadual.
“O governo Estado enxergou na gente, também a gente fez reunião com o Palácio, enxergou a gente como um canal para a gente tentar desidratar ele (João Campos)”, disse.
O pagamento pelo suposto serviço viria de contratos de publicidade firmados pelo governo de Raquel Lyra, de acordo com a apuração.
A reportagem tenta contato com o governo de Pernambuco e Amisadai. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
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Com a estratégia de se consolidar como o nome da direita para a eleição do Senado em Pernambuco, candidato Mendonça Filho (PL) recebeu apoios de integrantes da família Bolsonaro. Em vídeos divulgados nas redes sociais do parlamentar, o candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu votos para o pernambucano e destacou o projeto majoritário do aliado.
Na publicação, Mendonça endossou o projeto para eleger Flávio para o Palácio do Planalto e o presidenciável declara apoio ao pernambucano. “O Brasil vai vencer porque Pernambuco vai vencer”, afirma Flávio Bolsonaro. As informações são do Blog da Folha. Confira os vídeos:
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A ex-primeira-dama ainda reforçou o discurso de alinhamento com o campo conservador ao defender a escolha de “mulheres e homens de bem” para atuar na política.
O apoio de Flávio e Michelle Bolsonaro amplia a associação da campanha de Mendonça Filho ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, nesta quarta-feira, 26, com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Após o encontro, os dois dirigentes do Congresso, que estão agora alinhados policamente com o petista na disputa eleitoral, declararam apoio para por em votação propostas consideradas prioridades do governo.
O governo pressiona para que as medidas sejam aprovadas antes das eleições. Até o momento, os presidentes das duas Casas legislativas declararam que as pautas de interesse do governo devem tramitar. Alcolumbre assegurou que pelo menos um tema deve ser aprovado, a MP que revoga a taxação das blusinhas. As informações são do Estadão.
Leia mais“A MP não vai caducar”, disse o presidente do Senado. Ele se comprometeu também em por em votação projeto que regula exploração de terras raras, tema sensível na relação com os Estados Unidos.
Lula falou do encontro com os presidentes da Câmara e do Senado num pronunciamento ao lado de Motta e Alcolumbre depois do almoço que tiveram no Palácio da Alvorada nesta terça. E falou que pediu a eles que alguns assuntos fossem votados em breve.
“Pedi ao companheiro Alcolumbre e ao companheiro Hugo que a gente defina as coisas que são importantes para estar na pauta de votação no Senado e na Câmara. Primeiro, (o fim) da taxa das blusinhas. Segundo, os minerais críticos e terras raras, tem um projeto já aprovado na Câmara (de marco legal) e está no Senado. Pedi a Alcolumbre para colocar na pauta de votação”, relatou o presidente.
“Terceiro, o fim da escala 6×1, que é uma coisa de muito interesse da sociedade brasileira, da ampla maioria de trabalhadores, que trabalham seis dias e só têm um para descansar. Será uma coisa muito importante para os trabalhadores, porque vão ter mais tempo para cuidar dos seus. E a PEC da Segurança. Quando o Senado votar, eu imediatamente vou criar o Ministério da Segurança e discutir um orçamento para que a gente possa definitivamente pactuar com Estados e municípios que tipo de segurança vamos ter no País”, completou.
Lula ainda mencionou o pedido para que o Senado vote o projeto do Redata (regime de desoneração para data centers no País, criado inicialmente por medida provisória e que agora tramita por projeto de lei). Afirmou que há muitas empresas de data centers “querendo vir para cá e temos condições de atender aos interesses das empresas e podemos ter uma vultosa entrada de dinheiro no País”.
Alcolumbre anunciou que a PEC da Segurança teve ter o relatório apresentado na próxima semana. Já a PEC que institutiu o fim da escala 6×1 também deve ter o relatório apresentado pelo senador Omar Aziz na quarta-feira. O presidente do Senado também se comprometeu a por em votação projeto que trata de terras raras.
“O senador Omar Aziz, relator da PEC do fim da escala 6×1, tem a compreensão da importância da matéria. Me disse que já está construindo um relatório para ser apresentado na próxima quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça. Isso quer dizer que a matéria está tramitando dentro dos ditames adequados do regimento e da Constituição brasileira”, disse Alcolumbre.
Segundo o presidente do Senado, o andamento da proposta na CCJ deve ser acelerado. Após passar pelo colegiado, o texto deve ser submetido ao plenário. Para que a PEC não retorne à Câmara, é preciso que a aprovação dos senadores ocorra sem alterações.
O presidente do Senado anunciou ainda que já está na hora de votar o projeto que trata de minerais críticos, as chamadas terras raras. “Em relação às terras raras e minerais críticos, que a Câmara já deliberou, nós temos outro projeto tramitando no Senado Federal, que trata do mesmo assunto. Então, há interesses divergentes de senadores”, declarou.
O senador continuou: “E eu tenho a compreensão de que nós precisamos, o Senado Federal, nos debruçar sobre a proposta que foi aprovada na Câmara, encaminhada pelo governo, porque é o governo brasileiro que sabe o que está passando hoje do ponto de vista de outros países estarem vindo no Brasil comprar as nossas riquezas”.
Segundo Alcolumbre, ainda haverá uma mesa de negociação sobre pontos do projeto. “Quero me comprometer que esta matéria estará pautada na semana que vem, e nós vamos fazer um esforço com todos os colegas senadores que desejam fazer algum tipo de alteração em relação a este assunto. Sentar numa mesa, discutir o que é possível e o que não é possível.”
Durante entrevista, Alcolumbre enalteceu o encontro com Lula. “A relação construída entre o Poder Executivo, mas muito especialmente a nossa relação, minha e do Hugo Motta com o senhor, enquanto presidente do Brasil, ela tem dado muitos frutos positivos ao povo brasileiro”, disse.
O senador acrescentou: “Porque nós temos a capacidade, com o olhar, com a compreensão das nossas responsabilidades, aliás, do tamanho das nossas responsabilidades, de dar as soluções aos problemas que a sociedade espera de nós, sem pensarmos em filiação partidária, sem pensarmos em posição ideológica”.
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O cantor cubano-americano Jon Secada e a cantora Marina Elali dividem o palco do Teatro RioMar, no Recife, na próxima quinta-feira(3), com o espetáculo “Canções Eternas”. O encontro reúne os dois artistas em uma apresentação dedicada a sucessos de suas trajetórias musicais. Secada, vencedor de dois prêmios Grammy e conhecido por canções como “Just Another Day”, também fará apresentação no Rio de Janeiro durante sua passagem pelo Brasil.
O podcast Direto de Brasília com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que seria realizado nesta quarta-feira, foi cancelado após o ministro ser chamado para uma reunião de emergência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A equipe aguarda agora um retorno da assessoria de Durigan para definir uma nova data para a entrevista, que pode ser remarcada ainda para esta semana ou para outra oportunidade.
O prefeito de Pedra, Júnior Vaz (PV), declarou apoio à candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado. A adesão inclui o vice-prefeito Tinan (PSD), sete vereadores e outras lideranças do grupo político do gestor. O anúncio ocorreu durante encontro com Marília e contou com a presença dos vereadores José Benevides (PSD), Riva de Jota (PSD), Wilson de França (PT) e Leonardo Cavalcanti (sem partido), além do secretário de Obras e vereador licenciado Joinha Cavalcanti. Reginaldo Ferreira (PV) e Beto Torres (PSD) também integram o grupo que apoiará a pedetista.
“Pedra e toda a nossa região precisam de uma senadora que conheça a realidade do povo do interior e tenha força política para buscar os investimentos de que nossas cidades necessitam”, afirmou Júnior Vaz. Marília também comentou a adesão: “Receber o apoio dele e de todo o seu grupo fortalece muito a nossa caminhada, especialmente no Agreste e na nossa conexão com o Sertão”. A candidata já recebeu, nas últimas semanas, o apoio de gestores e lideranças de municípios como Cupira, Escada, Tamandaré, São Caetano, Camaragibe e Bonito.
O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% das intenções de voto no cenário principal de primeiro turno para a eleição presidencial, segundo pesquisa Indexa divulgada nesta quarta-feira (26). Na sequência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atinge 34% da preferência do eleitorado.
Na sequência do primeiro cenário testado, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 5%, seguido pelo coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), com 4%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o escritor Augusto Cury (Avante) marcam 1% cada. As informações são da CNN.
Leia maisOs candidatos Wilson Grassi (Democrata), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC) e Samara (UP) não pontuaram. Os votos nulos e brancos somam 6%, enquanto os indecisos ou que não souberam responder também são 6%. Outros 4% afirmam que não iriam votar.
Em uma segunda simulação, o instituto Indexa apresentou um cenário estimulado aos eleitores testando a inclusão do nome de Pablo Marçal (PRTB). Nesta configuração, Lula mantém a liderança numérica com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, que aparece com 33%.
Caiado registra os mesmos 5%, posicionando-se à frente de Renan, com 4%, e de Marçal, que soma 2%. Zema aparece em seguida com 1%.
Cury, Samara, Edmilson, Pimenta, Grassi, Hertz e Clariana não pontuaram. Entre os entrevistados, a taxa daqueles que se dizem indecisos sobe para 10%, e 6% indicam voto em branco ou nulo. Nesta simulação, o índice dos que dizem não ir votar marca 0%.
A pesquisa Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 20 e 23 de agosto, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06366/2026.
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O deputado federal Waldemar Oliveira e líder do Avante na Câmara dos Deputados vem ampliando, nos bastidores, uma articulação para transformar o combate às bets em uma das principais pautas do Congresso Nacional, após as eleições.
Preocupado com o impacto das apostas online sobre a sociedade brasileira, o deputado tem chamado atenção para o que considera uma ameaça crescente: famílias destruídas, pessoas endividadas, dependência e até mortes provocadas pelo avanço descontrolado das apostas.
Leia maisO parlamentar reuniu cinco projetos de sua autoria em uma proposta central de enfrentamento às bets, buscando dar mais força e efetividade à discussão no Congresso. Além disso, protocolou ofícios na Câmara dos Deputados e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando acompanhamento e fiscalização da atuação das empresas de apostas e de seus proprietários durante o processo eleitoral.
A preocupação de Waldemar é também evitar que o poder econômico das bets se transforme, depois das eleições, em influência política dentro do Congresso. Por isso, já iniciou conversas com deputados que estão no mandato e com futuros parlamentares para construir uma ampla frente suprapartidária capaz de enfrentar o problema com independência e rapidez.
A articulação também começa a envolver artistas e personalidades que têm manifestado preocupação com os efeitos sociais das apostas. A ideia é ampliar o debate para além do Congresso e mobilizar a sociedade em torno de uma questão que, segundo o deputado, deixou de ser apenas econômica ou regulatória e passou a representar um problema social de grandes proporções.
A iniciativa tem provocado uma onda de manifestações positivas em torno da atuação de Waldemar Oliveira, justamente por colocar em discussão, antes mesmo das eleições, uma pauta que deverá ganhar ainda mais importância no próximo Congresso.
“Não podemos esperar que o problema se torne ainda maior para agir. As bets estão entrando na vida das famílias brasileiras de uma forma silenciosa e devastadora. Precisamos chegar ao pós-eleição preparados para enfrentar essa questão com seriedade, coragem e rapidez”, afirma Waldemar.
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Amisadai Andrade, anote aí esse nome. Funcionário da Caixa Econômica Federal, cargo comissionado do Governo Raquel, postou uma foto em seu perfil do Instagram, usando a tal camisa do “Time Raquel Lyra”.
Dois dias depois, viu seu rosto ficar famoso por uma reportagem nacional da TV Record. Só que a fama pode não ser tão boa nem para ele, nem para a governadora, que anunciou a demissão de Amisadai e o desafiou a provar que se encontrou com ela e acertou o funcionamento gabinete do ódio, financiado com recursos do Governo Estadual.
Leia maisTalvez esse caminho seja perigoso para a governadora. Ela repete de maneira insistente a expressão “podem dizer o que quiser de mim, menos que eu não sou honesta.”
O problema, é que uma vez sendo confirmado que as ordens foram dela e que o Governo bancou, com recursos públicos, esse gabinete do ódio, o “baque” será grande. O tal pilar de sustentação dela, a “inquestionável conduta honesta” pode cair por terra.
Raquel, que se acha acima do bem e do mal, que se diz diferente dos políticos tradicionais, ficaria alguns degraus abaixo dessa classe. A conferir as próximas informações, mas se ela cair em contradição, perderá toda sua credibilidade, e poderá cair em desgraça no gosto do povo.
O povo não gosta de ser enganado, e não perdoa aqueles que se fazem de santo e agem de maneira suja por trás. Se essa máscara cair, já era para “Mainha”.
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Por Antônio Campos*
A eleição presidencial de 2026 começa a revelar uma característica que pode ser decisiva: o eleitor brasileiro ainda não está completamente acomodado nos dois polos que, até aqui, dominam a disputa. É justamente nesse espaço que Augusto Cury tenta entrar.
O candidato do Avante ainda aparece com apenas 2% nas pesquisas mais recentes, tendo como vice Júlio Delgado, tanto no levantamento Quaest quanto no BTG/Nexus. À primeira vista, é um número pequeno. Mas seria um erro concluir que sua candidatura está condenada a permanecer pequena.
Leia maisCury tem uma vantagem que muitos candidatos tradicionais não possuem: é conhecido nacionalmente antes mesmo de entrar na política. Psiquiatra, professor e escritor, construiu uma carreira editorial com milhões de livros vendidos e uma presença pública que ultrapassa o universo político. Sabe manejar as redes sociais.
E há outro fator importante: Cury não chega à eleição tentando ser mais um personagem da guerra entre Lula e Bolsonaro. Sua estratégia é apresentar-se como uma alternativa à polarização, apostando em educação, saúde emocional, segurança, mudança institucional e em um discurso de pacificação. No primeiro debate presidencial, realizado pela Band, essa foi uma das marcas de sua participação.
É aí que está o potencial de crescimento.
Augusto Cury provavelmente não será o próximo presidente da República. Hoje, os números não autorizam essa previsão. Mas uma candidatura não precisa chegar ao Planalto para ser decisiva. Em uma eleição fragmentada, poucos pontos percentuais podem determinar quem fica pelo caminho e quem continua na disputa.
A pergunta mais interessante, portanto, não é se Cury ganhará a eleição. É quanto ele poderá crescer.
Se conseguir transformar sua imagem de escritor e especialista em comportamento humano em uma candidatura política competitiva, Cury pode conquistar justamente aquele eleitor que está cansado da polarização, mas que também não se sente representado pelos candidatos tradicionais.
Esse eleitor existe. E pode ser maior do que as pesquisas atuais conseguem capturar.
A eleição começa com Lula e Flávio Bolsonaro concentrando a maior parte das intenções de voto. No BTG/Nexus divulgado nesta semana, Lula aparece com 41% e Flávio com 37%. Na simulação de segundo turno entre os dois, há empate técnico: 46% a 45%.
O dado mais importante, porém, está abaixo dos dois líderes. Caiado tem 5%, Renan Santos e Zema aparecem com 3%, e Cury registra 2%.
É justamente nessa faixa que uma candidatura pode crescer rapidamente.
Cury não precisa necessariamente ultrapassar Lula ou Flávio no primeiro turno. Precisa apenas conquistar uma fatia significativa dos eleitores que hoje estão distribuídos entre candidaturas menores, indecisos e aqueles que ainda não encontraram um nome capaz de convencê-los.
E existe uma consequência ainda mais relevante.
Quanto mais Cury crescer, mais difícil fica prever quem chegará ao segundo turno.
Uma candidatura de 5%, 6% ou 8% pode parecer pequena diante dos líderes, mas pode retirar votos suficientes de um dos favoritos para mudar completamente a matemática eleitoral. Em uma disputa apertada, o candidato que cresce não precisa necessariamente ser o vencedor. Pode ser o responsável por impedir que outro vença.
É nesse sentido que Augusto Cury pode se transformar em um personagem importante da eleição de 2026.
Seu slogan resume a estratégia: “O Brasil tem cura”. A frase não é apenas uma peça de campanha. Ela tenta traduzir uma narrativa política: o país estaria cansado de conflitos permanentes e precisaria de uma espécie de tratamento para seus problemas institucionais, sociais e econômicos. A expressão vem sendo utilizada pelo próprio candidato em sua comunicação de campanha.
Cury tenta vender esperança onde a política brasileira vende conflito.
Esse pode ser seu maior trunfo.
Mas também está aí sua maior dificuldade. A Presidência da República não é um consultório, uma palestra ou uma livraria. Governar o Brasil exige capacidade política, articulação no Congresso, experiência administrativa, conhecimento de orçamento público e capacidade de enfrentar interesses organizados. Ele tenta neutralizar esse aspecto, com o discurso de gestor de suas empresas e empresário também do agronegócio.
Cury ainda precisa provar que consegue transformar seu discurso em projeto de governo viável.
Mesmo assim, sua candidatura merece atenção.
Porque, se a campanha conseguir ampliar sua presença nacional, ocupar espaço no horário eleitoral, crescer nas redes sociais e converter sua enorme popularidade como escritor em voto, Cury poderá deixar de ser apenas um candidato alternativo para se tornar o fiel da balança.
E aqui está a grande ironia da eleição: Augusto Cury pode não ter votos suficientes para ganhar a Presidência, mas pode ter votos suficientes para decidir quem terá a oportunidade de disputá-la no segundo turno.
Lula, por sua vez, não chega ao segundo turno com tranquilidade absoluta. As pesquisas mostram liderança no primeiro turno, mas também apontam uma disputa apertada contra o opositor do segundo turno.
Isso significa que qualquer candidatura capaz de retirar alguns pontos dos favoritos terá importância estratégica.
É por isso que Augusto Cury deve ser observado com atenção.
Ele pode não ser o presidente que o Brasil escolherá em outubro
Mas pode ser o candidato que ajudará a escolher os dois nomes que chegarão à decisão final.
E, numa eleição tão polarizada, talvez essa seja uma das posições mais poderosas que um candidato possa ocupar.
O Brasil tem cura, diz Augusto Cury.
A política brasileira, entretanto, talvez ainda precise descobrir se a cura passa por ele.
E essa resposta não estará nas pesquisas de agosto. Estará nas urnas.
*Advogado e escritor.
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Excepcionalmente, o programa será transmitido hoje, em função da agenda do ministro, a entrevista também será feita ao vivo direto do gabinete do titular da Fazenda.
Sucessor de Fernando Haddad no comando da pasta, Durigan vai falar sobre os desafios das contas públicas, juros, dívida, reforma tributária e as medidas que o governo pretende levar adiante no Congresso.
Entre os assuntos em destaque está a chamada “taxa das blusinhas”. Durigan anunciou que o governo vai concentrar esforços no Congresso para aprovar a medida provisória que acaba com a alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A MP precisa ser aprovada até 8 de setembro para não perder a validade.
Leia maisEm suas declarações mais recentes, Durigan tem elevado o tom na defesa do equilíbrio das contas públicas. Nesta semana, afirmou que o Brasil precisa ter com a irresponsabilidade fiscal a mesma intolerância construída contra a inflação e pregou a busca por “juros civilizados”. O ministro também disse que a equipe econômica está preparada para realizar um novo esforço fiscal equivalente a cerca de 2% do PIB em um eventual próximo mandato do presidente Lula, com atenção especial ao controle das despesas obrigatórias. Também tem sustentado a manutenção, com aperfeiçoamentos, do atual arcabouço fiscal e criticado propostas apresentadas pela oposição para as contas públicas.
Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Durigan assumiu o Ministério da Fazenda em março deste ano, após a saída de Fernando Haddad. Antes, ocupava desde 2023 a Secretaria-Executiva da pasta, onde participou da formulação e articulação de algumas das principais agendas econômicas do governo, entre elas o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária. Sua trajetória profissional inclui ainda passagens pela Advocacia-Geral da União (AGU), pela Casa Civil, pela Prefeitura de São Paulo e pelo setor privado.
Nos últimos meses, Durigan ganhou ainda mais espaço na formulação da política econômica. O ministro tem buscado diálogo com economistas de diferentes correntes para discutir alternativas destinadas a estabilizar a dívida pública, reduzir o risco fiscal e criar condições para a queda dos juros.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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