A candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio foi oficializada na tarde deste sábado (25) durante a convenção estadual do partido, realizada na Tijuca, Zona Norte da capital. Com a homologação, Garotinho volta a disputar o Palácio Guanabara após ter a inelegibilidade suspensa por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin.
O palco foi montado no Ginásio Alah Baptista, do Club Municipal. Esta será a quarta vez que Garotinho disputará o governo do Rio de Janeiro nas últimas três décadas. Ele comandou o estado entre 1999 e 2002, quando deixou o cargo para concorrer à Presidência da República. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisGarotinho também apresentou oficialmente o coronel da reserva Venâncio Moura como candidato a vice-governador em sua chapa, que terá na corrida ao Senado os ex-prefeitos Marcelo Crivella (do Rio) e Waguinho (de Belford Roxo).
Em um discurso marcado por ataques a adversários, Anthony Garotinho afirmou que, se eleito, terá como primeira missão “libertar o Rio de Janeiro das três organizações criminosas” que, segundo ele, dominam o estado. O candidato do Republicanos equiparou a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ao tráfico de drogas e às milícias.
“A tarefa número um do nosso governo é libertar o Rio de Janeiro das três organizações criminosas que dominam esse estado: os criminosos do tráfico, os criminosos da milícia e os criminosos da Alerj. Talvez essa seja a pior das facções”, afirmou.
Garotinho também criticou o cenário político fluminense. Sem citar nomes, afirmou que o estado tem “um governo desmoralizado”, em referência ao governador Cláudio Castro, e atacou o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Na área da saúde, o ex-governador prometeu acabar com a fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), que classificou como a “fila da mentira”. Segundo ele, a solução será ampliar o funcionamento da rede hospitalar. Ao tratar da educação, Garotinho afirmou que pretende promover uma “revolução” no ensino público para preparar os estudantes para as novas profissões e para o mercado de trabalho.
‘Bope 2.0’
Na entrevista coletiva após a convenção, Garotinho defendeu sua experiência na área de segurança pública e afirmou que pretende adotar uma estratégia diferente da atual gestão para o enfrentamento ao crime organizado. Entre as ideias estão a criação um batalhão especializado, que chamou de “Bope 2.0”, para permanecer em comunidades até a retirada definitiva das facções criminosas.
“Não é fazer operação-marketing: entra, mata um monte de gente e sai no dia seguinte. É ocupar a comunidade por 30 dias, 60 dias, 90 dias, o tempo que for necessário. Só sai de lá depois que o território estiver todo tomado, de verdade”, disse.
Ao ser questionado sobre a aliança nacional entre Republicanos e PT, Garotinho afirmou que a composição não interfere em sua candidatura no Rio e reiterou críticas aos dois partidos. Disse que não vota no PT e que também não apoiaria candidatos do PL ligados ao grupo político do governador Cláudio Castro. “Eu não voto no PT. Também era impossível votar no PL com Canella, Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar. Eu estou preocupado com o estado do Rio”, afirmou.
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Do Metrópoles
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializa, neste sábado (25), a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A convenção estadual, realizada em Campinas (SP), tem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e ex-integrantes do governo.
Em discurso, Haddad fez críticas à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em áreas como educação e segurança pública. O ex-ministro da Fazenda afirmou que a Polícia Militar do estado está “contaminada” pelo crime organizado e criticou privatizações. Ele acusou a administração de “desleixo” e “abandono” em relação a políticas públicas. “Nós vamos ter que dizer um sonoro ‘não’ para esse governo”, afirmou o pré-candidato petista.
Leia maisMaior colégio eleitoral do país, São Paulo é um palanque estratégico para a reeleição de Lula. A chapa de Haddad será composta pelo ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), como vice, e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) na disputa ao Senado.
Fundado em 1980, o PT nunca elegeu um governador em São Paulo devido à combinação de fatores históricos, políticos e sociais. A resistência do eleitorado ocorre, principalmente, no interior. O lançamento da candidatura em Campinas tem o objetivo de aproximar Haddad dessa parcela do eleitorado.
A convenção do PT paulista ocorre no mesmo dia que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializa sua candidatura ao Palácio do Planalto, também em São Paulo. O evento do PL teve a participação do presidente argentino Javier Milei.
Críticas a Tarcísio
Durante a cerimônia, lideranças petistas e aliados discursaram no palanque. O evento foi recheado de críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que “São Paulo não quer a prepotência a arrogância” das “marteladas” de Tarcísio. “São Paulo é da generosidade e da fraternidade. E essas marteladas do atual governador trincaram as principais vitrines do estado”, disse.
A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu o diálogo com a direita democrática e o centro, e pediu esforço para conquistar o voto dos indecisos. “Vamos conversar com quem não pensa como a gente. Não vamos perder tempo com a extrema direita, esta não vem para nós. Mas vamos dialogar com a direita democrática, com a direita conservadora. Vamos conversar com o centro, com aqueles que não querem ir para as urnas e que querem se abster”, disse.
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Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o ex-presidente Getúlio Vargas “conseguiu romper com uma tradição conservadora em que as pessoas de nível mais baixo não eram levadas em conta”. A declaração foi feita hoje, durante participação do petista no encontro de líderes do sistema de ciência e tecnologia no Brasil, na SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em São Paulo.
Lula elegeu 2 marcos históricos como os mais relevantes do período Vargas. O 1º foi a criação do salário mínimo, em 1936 (regulamentado em 1940). O 2º foi a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), assinada em 1943. Para o presidente, antes da CLT, as condições impostas aos trabalhadores se assemelhavam ao trabalho escravo.
Leia mais“Hoje tem muita gente que é contra a CLT. Mas quando ela foi criada, a gente trabalhava no sistema de escravidão, não tinha horário de trabalho, não tinha horário de entrada, não tinha jornada. A gente não tinha direito”, declarou. Para Lula, a resistência a Vargas tem raízes ideológicas que persistem até hoje. Citou a falta de vias públicas em São Paulo com homenagens ao ex-presidente como exemplo.
O petista também comentou a transformação do perfil dos estudantes da USP (Universidade de São Paulo). “Vocês não têm noção da alegria com que eu vejo hoje a USP ter metade dos estudantes negros, pardos e da periferia”, afirmou. Segundo ele, a universidade era antes frequentada quase exclusivamente por brancos e pela classe média.
O presidente criticou quem se opõe à igualdade de oportunidades entre pobres e ricos. “O problema é que as pessoas não se contentam. Não gostam que a gente faça com que os pobres sejam iguais a eles, com a mesma oportunidade”.
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O Diretório Estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em São Paulo realizou, na tarde de hoje, a convenção para oficializar os candidatos que vão disputar as eleições de 2026 pelo partido. O encontro ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
A legenda confirmou o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) para o governo do estado. Haddad participará da convenção do PT neste sábado (25), em Campinas, em que deve ratificar o ex-ministro Márcio França do PSB como seu candidato a vice-governador. As informações são do portal G1.
Leia maisTambém foi confirmado o apoio às candidaturas de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado. Nomes do PDT foram indicados a suplentes nas duas candidaturas. Antonio Neto para suplente de Marina, e o ex-prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri, de Tebet.
As vagas são consideradas importantes, dado o histórico de ambas como ministras. Caso Lula (PT) se reeleja presidente da República, há a chance tanto de Marina quanto de Tebet voltarem a ocupar ministérios – o que, por consequência, daria uma cadeira no Senado para o suplente delas, se eleitas.
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Morreu, hoje, o cineasta Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos, um dos grandes nomes da história do cinema brasileiro. Sua atuação ajudou a mudar a forma como os filmes eram produzidos, financiados e distribuídos no país.
“Barretão” construiu uma trajetória de mais de 60 anos dedicada ao audiovisual, iniciada no Cinema Novo, com “Vidas Secas” e “Terra em Transe”. Entre as mais de 100 obras que dirigiu ou produziu estão os campeões de bilheteria “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro” – com esses 2 últimos, levou o Brasil ao Oscar.
Leia mais“O cinema é uma coisa útil, e não uma coisa fútil”, costumava dizer Barretão. Luiz Carlos Barreto estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia. O velório será realizado amanhã, às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju.
O cineasta era casado há 71 anos com a também produtora Lucy Barreto. Ele teve 3 filhos, que seguiram a profissão: Bruno, Fábio e Paula – Fábio morreu em 2019, após ficar em coma por 10 anos em decorrência de um acidente de carro no Rio, em 2009. Luiz Carlos também deixa 9 netos e 8 bisnetos. De acordo com Paula, a saúde do pai vinha se deteriorando desde 2024, quando ele sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará.
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Pesquisa Datafolha, divulgada ontem, mostra Marina Silva (Rede) numericamente à frente, mas em empate técnico com Simone Tebet (PSB), que também empata tecnicamente com Ricardo Salles (Novo), na disputa pelo Senado em São Paulo. Marina tem 18% das intenções de voto, Tebet, 16%, e Salles, 13%.
O levantamento foi realizado de 1º a 3 de julho. O Datafolha entrevistou 1.608 pessoas com 16 anos ou mais em 71 municípios paulistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. As informações são do portal Poder360.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026. Custou R$ 185.706,64 e foi paga com recursos próprios. Eis os resultados:
· Marina Silva (Rede) – 18%;
· Simone Tebet (PSB) – 16%;
· Ricardo Salles (Novo) – 13%;
· André do Prado (PL) – 11%;
· Guilherme Derrite (PP) – 10%;
· Paulinho da Força (Solidariedade) – 8
· brancos/nulos – 17%;
· não sabe – 7%.
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5) aponta que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segue liderando a disputa pela reeleição contra Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda. O atual ocupante do cargo obteve 46% das intenções de voto no levantamento, contra 30% de Fernando Haddad (PT), o segundo colocado.
A diferença entre os dois se ampliou em relação à situação de março, quando o instituto realizou seu primeiro levantamento deste ano. Há três meses, Tarcísio tinha 44%, ante 31% de Haddad. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisOutros três pré-candidatos aparecem em um distante segundo pelotão. Vera Lucia (PSTU) com 5%, Carlos Machado (PCB) ficou com 4% e Vivian Mendes (UP) com 4%. Como Tarcísio supera numericamente todos os demais nomes somados, o Datafolha aponta para a possibilidade de vitória em primeiro turno.
O cenário se alterou em relação ao último levantamento do Datafolha, quando Kim Kataguri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), ainda não tinham desistido das respectivas candidaturas. Eles marcavam 5% das intenções de voto cada, o que pressionava Tarcísio nesse quesito.
Caso a resolução em primeiro turno não ocorra, na projeção de um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad, o governador venceria com 53% dos votos validos contra 37% do ex-ministro, segundo o Datafolha.
A nova pesquisa sondou 1.608 eleitores entrevistados presencialmente nos três primeiros dias de julho. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança na amostra de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.
Fim da pré-campanha
Tarcísio e Haddad optaram, neste momento da campanha, por disputar o território em que o adversário é mais forte: o petista no interior, e o governador de direita na capital. Enquanto Tarcísio intensifica agendas com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) para crescer na cidade de São Paulo, Haddad recorre ao ex-ministro Márcio França e ao vice-presidente Geraldo Alckmin, ambos do PSB, para ampliar palanques no interior paulista.
O último evento público protagonizado pelo ex-ministro da Fazenda foi uma aula magna sobre economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior. Realizada na quinta-feira, a apresentação tinha como tema os desafios econômicos do Brasil, e foi interrompida depois de algum tempo pela presença de manifestantes.
Um dia antes, Tarcísio estava dividindo palanque com Nunes para inaugurar uma praça no bairro de Santa Ifigênia, no centro da capital paulista. Na região conhecida como “Cracolândia”, o espaço vinha sendo ocupado por usuários de drogas. Tarcísio é pré-candidato à reeleição e só podia participar de eventos do tipo como governador até ontem (4), pelas regras eleitorais.
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Do UOL
O PL Mulher de São Paulo orienta pré-candidatas a não comentar as farpas trocadas entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidenciável Flávio Bolsonaro.
“Foco na campanha. Fora de questões polêmicas”, orientou diretório de SP. Segundo a deputada federal Rosana Valle, presidente do PL Mulher de SP, a orientação é para que “as mulheres se preservem, foquem no que elas têm de melhor, na história delas, na campanha”. “Confusões são normais, elas acontecem e não só no PL”, afirmou ao UOL.
Leia mais“Nós somos mais da metade da população brasileira. Vamos decidir essa eleição. As mulheres têm contribuído muito, tanto as candidatas como as mulheres que votam, que influenciam a política, para que a gente caminhe para uma sociedade mais justa”, diz Rosana.
Pré-candidatas paulistas tiveram “curso” para organizar campanhas. O evento ocorreu na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) na manhã de hoje. Foi marcado pelo deputado estadual André do Prado como “Encontro de Lideranças Políticas Femininas do PL Mulher”, conforme a agenda da Casa. Já nos telões do auditório, o evento foi divulgado como “Encontro de Pré-candidatas do PL Mulher São Paulo”. Participaram políticas de cidades como Carapicuíba, Campinas e Santo André.
Entre pré-candidatas estão Nise Yamaguchi e Dani Alonso. A líder estadual Rosana Valle destacou que as participantes do encontro não devem se ver como “adversárias”. A deputada estadual Dani Alonso, que pretende se reeleger, sugeriu às pré-candidatas pensar “fora da bolha” da internet, pois “é onde o mundo acontece”, disse. Médica e ex-ministra do governo Jair Bolsonaro, Nise é recém-chegada no partido e disse que se sentiu acolhida no PL Mulher —”mas o ‘PL Homens’ também me recebe maravilhosamente”, emendou.
Partido congelou cargo de presidente do PL Mulher. A decisão foi do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, após Michelle deixar o comando do PL Mulher. Dias antes, a ex-primeira-dama publicou vídeos com críticas a Flávio —segundo ela, o enteado a tratou como “idiota” e disse que ela não entendia de política. Diretórios estaduais, como PL Mulher de SP, passaram a se reportar diretamente à direção nacional.
PL Mulher de SP elogiou legado de Michelle. Segundo Valle, ela “escreveu uma das páginas mais importantes da história do PL Mulher. Seu trabalho inspirou e abriu espaço para milhares de mulheres que decidiram participar da política para transformá-la”, diz a legenda do post do dia 1º no Instagram.
Policial militar de chapa de Marçal em 2024 diz que Flávio “não precisa melhorar” discurso a mulheres. Nos últimos dias, Flávio repudiou as declarações do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo (que disse que “mulher vota muito mal”) e afirmou que quer melhorar a comunicação com as mulheres. Convidada do encontro, a PM Antonia de Jesus defendeu o senador. “Não precisa melhorar. A comunicação dele é muito pontual e é direta”, disse ela, que compôs a chapa de Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024.
Questões polêmicas ficaram de fora do encontro. Secretária do PL Mulher de SP, Marina Della Vedova brincou com o público masculino: “Somos a maioria aqui, desculpa aí, homens”. “Quem sabe um dia a gente chega a maioria no Congresso, na Assembleia. Vamos sonhar?”.
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Folha de São Paulo
O ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo. As também ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) disputarão as vagas ao Senado no estado.
Ao justificar a decisão, durante pronunciamento há pouco, no QG da campanha, na região do Pacaembu, na capital paulista, Haddad afirmou que a chapa já é paritária e destacou a experiência do ex-ministro e sua capacidade de contribuir para a agenda no estado, embora esta não vá ficar concentrada em uma única pessoa.
Leia mais“O importante era a nossa coesão em torno de um projeto importante para São Paulo e para o Brasil, uma vez que o resultado aqui repercute nacionalmente”, disse o petista.
A decisão foi tomada após conversa dos quatro políticos e de dirigentes partidários com o presidente Lula (PT), na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, em Brasília.
O presidente acompanha de perto a construção da aliança em São Paulo porque o estado tem o eleitorado mais numeroso do país, o que torna ainda mais importante a existência de um palanque forte para seu nome.
O acerto foi possível após França, que queria ser candidato a senador ou governador, ceder e aceitar a vice. Aliados de Haddad avaliam que ele soma à chapa votos em regiões de São Paulo onde o PT tem pouca força, como a Baixada Santista.
Haddad negou, durante o pronunciamento desta quinta, que houve demora ou impasse na escolha do vice e caracterizou a situação como fruto de pessoas “de boa-fé manifestando suas inclinações e sopesando várias questões para a tomada de decisão” .
Além disso, há a avaliação de que França tem um perfil de confronto político que falta a Haddad. Devem ficar a cargo do vice os principais ataques ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará reeleição.
Na reunião com Lula, França ponderou que poderia ajudar o presidente sendo candidato a governador. O raciocínio era que ele tomaria votos de Tarcísio e forçaria um segundo turno entre Haddad e o atual governador no Estado. Isso beneficiaria o presidente porque evitaria uma perda de volume da campanha petista em São Paulo na disputa do segundo turno.
A ideia que prevaleceu, porém, é a de que Haddad ter mais votos no primeiro turno do que em 2022 já beneficiaria Lula. Aliados do presidente da República também avaliam que, se for reeleito no primeiro turno, Tarcísio não se empenhará tanto no segundo para pedir votos para Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do presidente na eleição nacional.
França também defendeu, em alguns momentos dos últimos meses, que Simone Tebet fosse vice de Haddad. O argumento era de que ela poderia facilitar o trânsito do petista junto ao agronegócio e, por ser mulher, adicionaria diversidade à chapa.
Pesaram contra a ideia o fato de Tebet ter mudado seu título eleitoral para São Paulo com o compromisso de se candidatar ao Senado e a avaliação do grupo político de Lula de que ela tem chances de ser eleita.
Haddad buscou, no primeiro momento, uma vice que fosse mulher e ligada ao agro. Houve sondagens, por exemplo, à ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira Teresa Vendramini.
O lugar de Márcio França na aliança lulista já havia sido motivo de discussão em 2022. Ele queria ser candidato a governador. No fim, aceitou disputar uma vaga de senador e indicou sua mulher, Lúcia França, para a vice de Haddad naquela eleição.
Também estavam presentes na reunião de quarta-feira o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o presidente do PSB, João Campos; e o presidente do PT, Edinho Silva.
Eles, e outros aliados, ficaram no Alvorada em seguida para assistir com Lula ao jogo da seleção brasileira, que ganhou por 3 a 0 da Escócia na Copa do Mundo.
Em 2022, Haddad obteve o melhor desempenho do PT na história das eleições paulistas. Ele conseguiu 36% dos votos no primeiro turno e 45% dos votos no segundo. O resultado foi considerado fundamental para a vitória de Lula naquele ano.
O pré-candidato a governador deverá anunciar oficialmente ainda nesta quinta-feira (25) as posições que seus aliados ocuparão na chapa.
Tebet
Simone Tebet (PSB) participou nesta quinta-feira (25) de uma cerimônia da Petrobras ao lado do presidente Lula, em Mato Grosso Sul. Ela já deixou o ministério do Planejamento em março para cumprir o prazo de desincompatibilização imposto a pré-candidatos, mas discursou como ex-prefeita de Três Lagoas, onde a estatal retoma nesta quinta as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados.
“Provavelmente este seja o último ato de um ciclo político que se fecha na minha vida. A seu pedido, hoje eu vou cumprir uma nova missão como pré-candidata ao Senado em outro estado”, disse ela, que fez elogios a Lula durante o discurso.
“Podem gostar ou não do presidente Lula, podem votar ou não no presidente Lula, mas ninguém, nenhum presidente na história do Brasil, fez por Três Lagoas o que o Lula fez”, afirmou ela.
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