Romeu Zema (Novo) renuncia neste domingo (22) ao Governo de Minas Gerais, que passa a ser tocado em definitivo por seu vice, Mateus Simões (PSD).
A posse de Simões está marcada para 10h. A cerimônia acontecerá na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) e será conduzida pelo deputado estadual Tadeu Leite (MDB), atual presidente da Casa. Senadores, ex-governadores e outras autoridades devem participar do evento. Há previsão de discurso de Simões. As informações são do portal UOL.
Após cerimônia na ALMG, novo governador seguirá para Palácio da Liberdade. Lá, Zema deve passar oficialmente o comando do estado para Simões. O atual governador comunicou à Assembleia, na última quarta (18), sua renúncia a partir de hoje. Ontem, no instagram, Zema fez um vídeo retirando seus pertences na sua então sala de trabalho, no Prédio Tiradentes.
Nascido em Gurupi (TO), Simões tem 45 anos. Formado em direito, ele já atuou como professor universitário, secretário-geral do estado e foi vereador pelo Novo em Belo Horizonte entre 2016 e 2020. É procurador licenciado da ALMG.
O futuro de Zema
Zema é apontado como pré-candidato à Presidência da República pelo Novo. Contudo, lideranças como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, veem com bons olhos a possibilidade de ele ser vice numa chapa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em janeiro, Zema disse que recusou um convite de Flávio para ser vice. Segundo ele, os dois teriam “propostas diferentes”. Apesar disso, o próprio Simões já afirmou que uma eventual parceria entre os dois unificaria a direita em Minas — o que contribuiria para a eleição de Simões para o governo do estado em outubro.
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, anunciou ontem (20) que deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Segundo a ministra, o último dia à frente da pasta deve ser 30 de março. Eloy Terena, secretário-executivo do ministério e número dois da pasta, deve assumir o cargo após a saída de Sônia.
Em entrevista, a ministra falou sobre sua gestão e sobre os desafios dos últimos três anos, como o enfrentamento com o movimento indígena. “Eu acho que [o legado] é a retomada da demarcação das terras indígenas, a desintrusão de invasores dos territórios, mas eu acho que, sobretudo, é trazer a pauta indígena para a centralidade do debate público, para a centralidade da política pública”. As informações são do portal g1.
Sônia afirmou ainda que, por vezes, não entendia a paralisação de demarcações, que tem como pano de fundo o impasse jurídico entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso. Enquanto os ministros do Supremo negaram por maioria o marco temporal, o Congresso aprovou a lei sobre o tema.
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) foi criado em janeiro de 2023, no começo do terceiro governo Lula (PT). O objetivo foi levar a questão indigenista ao primeiro escalão do Executivo, uma promessa do presidente, buscando garantir os direitos constitucionais de 1,7 milhão de pessoas e 305 etnias, assumindo a gestão direta de políticas de demarcação e a proteção de povos isolados.
Sônia destacou um avanço que considerou significativo nas políticas territoriais, com a homologação de 20 terras indígenas nos últimos três anos. O balanço supera o total da década anterior, que registrou 11 homologações.
Segundo o ministério, o cronograma de retomada teve início em 2023, com seis áreas oficializadas em abril daquele ano: Arara do Rio Amazônia (AC), Kariri Xocó (AL), Rio dos Índios (RS), Tremembé da Barra do Mandaú (CE), Uneiuxi (AM) e Ava Canoeiro (GO). Em setembro do mesmo ano, foram Rio Gregório (AC) e Acapuri de Cima (AM).
Em 2024, o ministério afirma que as ações contemplaram as TIs Cacique Fontoura (MT) e Aldeia Velha (BA) em abril, além de Potiguara de Monte-Mor (PA), Morros dos Cavalos (SC) e Toldo Imbu (SC) em dezembro.
Em 2025, o Ceará recebeu três novas áreas homologadas em agosto (Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas), durante a 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas. Em novembro, durante a COP 30, em Belém, houve a homologação de quatro territórios: Kaxuyana-Tunayana (PA/AM), Parecis (MT), Uirapuru (MT) e Manoki (MT).
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, acertou a filiação com o PSB para disputar as eleições por São Paulo. Em 12 de março, Tebet anunciou que iria disputar uma vaga ao Senado por São Paulo durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Campo Grande (MT). A mudança vinha sendo costurada nas últimas semanas pela ministra e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Filiada ao MDB há quase três décadas, Tebet deixa a legenda para entrar no partido do vice-presidente Geraldo Alckmin e deve integrar a chapa liderada por Fernando Haddad (PT).
“São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política”, disse. “Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, disse Tebet ao participar do evento em Campo Grande. As informações são do jornal O Globo.
A decisão de Tebet de concorrer pelo estado já havia sido adiantada pelo O Globo em janeiro, quando ela acertou com o presidente que iria mudar o domicílio eleitoral para disputar o cargo. Tebet afirmou que o processo eleitoral em São Paulo “é muito importante para o Brasil” e lembrou que, em 2022, quando disputou a presidência da República, boa parte dos votos que recebeu foram no estado.
“Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação”, falou.
O caminho para Tebet estar com Lula em 2026 passou obrigatoriamente pela saída da ministra do MDB e a mudança de domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo. Desde 2022, o partido apoia o governador Tarcísio de Freitas em São Paulo. Em 2024, Tarcísio foi um aliado decisivo para a eleição do prefeito Ricardo Nunes na capital, emedebista do qual Tebet não é próxima.
Já o presidente estadual do MDB, Rodrigo Arena, organiza apoio do partido à reeleição do governador. Na prática, Tebet não teria como disputar o Senado por São Paulo pelo MDB com apoio de Lula.
Aliado do governador Cláudio Castro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, hoje, que a convivência do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), com o presidente Lula “está fazendo ele gostar e defender bandido”. Principal adversário do grupo político de Flávio na disputa ao governo do Rio neste ano, Paes aumentou o tom das críticas contra a política de segurança pública de Castro, em meio às operações policiais deflagradas em ano eleitoral. Uma delas que mirou o ex-secretário de Paes, Salvino Oliveira.
“A convivência do Eduardo Paes com o Lula está fazendo ele começar a gostar de bandido. Defender criminosos perigosos. Obviamente, ele já subiu no palanque. O Rio combate os marginais de forma séria, técnica e competente”, afirmou. As informações são do portal Estadão.
Dois dias após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ), ex-secretário municipal da Juventude, Paes atacou a cúpula do governo do Estado sob a gestão Castro. O chefe do Executivo da capital fluminense chamou o grupo de Castro de “delinquentes, bandidos e vagabundos” durante a inauguração de um setor do Hospital do Andaraí, na zona norte do Rio, na sexta-feira, 13.
Flávio afirmou que o grupo dele ainda conversa sobre quem será o oponente de Paes em outubro. O prefeito do Rio desponta como o adversário a ser batido pelos demais candidatos. Uma das estratégias do senador e do governador será o foco na segurança pública, emulando a campanha à Prefeitura do Rio em 2022, em que Alexandre Ramagem – condenado na ação de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) – rivalizou com Paes sobre o tema.
“Acho difícil que o Eduardo Paes tenha noção de segurança pública. Acho muito difícil que ele proponha alguma coisa que vá, de fato, libertar os cidadãos fluminenses que vivem em áreas dominadas. Não dá pra tratar com flores ou com política de desencarceramento, como faz o chefe dele, o Lula”, disse.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa para o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. Eles foram condenados em fevereiro pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. A decisão foi tomada na última sexta-feira (13), e entrou no sistema do STF ontem (14).
Atualmente, ambos cumprem as penas em presídios federais. Brazão está detido em Porto Velho (RO) e Barbosa em Mossoró (RN). Eles foram presos preventivamente em 2024 e encaminhados ao sistema penitenciário federal, com regras mais rígidas, para não interferirem nas investigações. Depois do julgamento no mês passado, as defesas argumentaram que esse risco não existe mais, justificativa aceita por Moraes.
“Ausentes os elementos excepcionais que antes recomendavam o rigor do Sistema Penitenciário Federal, a manutenção dessa medida deixa de se justificar, não havendo mais demonstração concreta de risco atual à segurança pública ou à integridade da execução penal que imponha o afastamento do sistema prisional ordinário”, escreveu o magistrado ao determinar a transferência dos dois condenados a Gericinó. Moraes deu prazo de 24 horas para que a ordem seja cumprida.
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão foi considerado um dos mandantes do assassinato de Marielle, ao lado do irmão, Chiquinho Brazão. Eles foram condenados a 76 anos e 3 meses, além de 200 dias-multa (dois salários mínimos cada dia-multa), pelos crimes de organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Domingos perdeu o cargo no TCE e Chiquinho o mandato de deputado federal na Câmara dos Deputados.
Já Rivaldo Barbosa perdeu o cargo de delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e recebeu pena de 18 anos de prisão mais 360 dias-multa (1 salário mínimo cada dia-multa). Ex-chefe da Polícia Civil, ele atuou para obstruir a investigação policial, sendo condenado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.
No julgamento, Moraes, que foi o relator do caso, afirmou que as provas colhidas pela Polícia Federal (PF) contra Chiquinho e Domingos foram “coerentes” e “harmonizadas” e demonstraram a “motivação” do crime, assim como a “forma de pagamento” do assassinato executado pelo ex-policial militar Ronnie Lessa.
Para o ministro, a lógica da organização criminosa era clara. “Vamos retirar esse obstáculo na Câmara Municipal e ampliar a área (de atuação da milícia) e parte dessa área se dará em pagamento” para Lessa. “Se nós analisarmos em conjunto, a motivação e a forma de pagamento estão completamente interligadas”, avaliou.
Os depoimentos de Lessa — amplamente criticados pela defesa dos acusados — foram decisivos para que as investigações fossem deslocadas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para o STF. O autor dos disparos acusou Chiquinho Brazão, que na época possuía foro por prerrogativa de função pelo cargo de deputado federal, o que obrigou o caso a ser julgado pelo Supremo.
O inquérito tramitou por seis anos sob a alçada da Justiça do Rio sem elucidação. Pouco tempo após a designação do caso ao STF, a PF concluiu as investigações e afirmou em seu relatório que a motivação do crime estava ligada à grilagem de terras na Zona Oeste da capital fluminense.
O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) esteve, ontem, em São Paulo, onde recebeu a bênção do bispo Samuel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus do Brás (AD Brás). A visita também contou com a presença do deputado estadual Cleiton Collins (PP) e da presidente da Arena de Pernambuco, a missionária Michele Collins (PP).
Também participaram do encontro o deputado federal Cezinha de Madureira (PP) e o presidente da AD Brás Pernambuco, Eliseu Virgínio. A visita marcou um momento de oração e alinhamento espiritual para o próximo ciclo político, com foco nas eleições de 2026.
“Foi um momento de fé e gratidão. Receber essa bênção fortalece nossa caminhada e renova nosso compromisso de seguir trabalhando pelo povo de Pernambuco”, afirmou Eduardo da Fonte.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, hoje, o julgamento de recursos que pedem a cassação do mandato e a inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Os processos se referem às eleições de 2022, quando Castro foi reeleito para o comando do governo estadual.
O Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo (o adversário na disputa), entraram na Justiça Eleitoral em setembro de 2022 com ações de investigação eleitoral por abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral.
Este tipo de processo pode resultar em cassação de mandatos e inelegibilidade por oito anos. O MP Eleitoral e a campanha de Freixo acusaram o governador e o vice, Thiago Pampolha (MDB), de irregularidades na Ceperj (uma fundação estadual que atua em estratégias de políticas públicas) e na Uerj (a universidade do estado).
Um ônibus interestadual que tinha como destino Pernambuco se envolveu em um grave acidente na manhã deste domingo (8), na BR-251, no município de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. O veículo, que havia partido de São Paulo, tombou às margens da rodovia e provocou a morte de duas pessoas, além de deixar outras dez feridas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o coletivo transportava cerca de 50 pessoas. Entre os ocupantes estavam dois motoristas, um ajudante e 47 passageiros. As informações são do Diário de Pernambuco.
Quando as equipes de resgate chegaram ao local, encontraram o ônibus fora da pista e tombado. Os bombeiros realizaram a sinalização da rodovia e adotaram medidas de segurança para evitar possíveis riscos de incêndio ou explosão.
Para a ocorrência foram mobilizadas três viaturas do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, um helicóptero, três viaturas da PRF e cinco ambulâncias do Samu. As equipes do Samu foram enviadas das cidades de Francisco Sá, Fruta de Leite, Cristália, Riacho dos Machados e Montes Claros.
Feridos
Entre os feridos, o caso considerado mais grave é o de um idoso de 79 anos. Ele apresentava trauma na coluna, lesões no tórax e uma fratura exposta no braço esquerdo. A vítima foi levada de helicóptero para a Santa Casa de Montes Claros, também em Minas.
Outro passageiro, de 52 anos, sofreu suspeita de fratura no tórax e múltiplas escoriações pelo corpo. Ele foi encaminhado para o Hospital Mário Ribeiro, também em Montes Claros.
As demais vítimas feridas, incluindo três idosos e uma criança, foram socorridas e levadas para uma unidade de saúde no município de Francisco Sá. As circunstâncias que provocaram o tombamento do ônibus ainda serão investigadas.
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, discursou na tarde deste domingo (1) na Avenida Paulista, em São Paulo, durante ato que defende a conversão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e pede o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Vários deputados estaduais e federais de São Paulo discursaram em cima do trio elétrico na Avenida.
Em um duro discurso, o pastor Silas Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes de corrupção por causa do contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da mulher dele com o Banco Master. As informações são do portal Metrópoles.
“A mulher de Alexandre de Moraes tem um contrato de R$ 129 milhões com Banco Master para fazer o quê? Nada. Sabe o que significa isso? Corrupção deslavada. Compra do poder de Alexandre de Moraes”, disse Malafaia. “Ele [Moraes] foi comprado. Seu poder foi comprado”, completou.
Malafaia afirmou que Moraes até agora “não veio a público para dar satisfação dessa imoralidade” e disse que o STF está “desmoralizado” com o escândalo do Banco Master. “Alexandre de Moraes e Dias Toffoli tinham de estar afastados do STF. Não tem moral para julgar ninguém”.
Sem a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ato organizado pela direita hoje na avenida Paulista, em São Paulo, foi marcado por ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) e serviu de palanque para pré-candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nomes como o pastor Silas Malafaia e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) não pouparam críticas ao STF e seus ministros. “O destino do Alexandre de Moraes é cadeia”, disse o parlamentar mineiro durante seu discurso. Ele também se dirigiu a Moraes como “pateta” e “panaca”.
Flávio também fez ataques ao Supremo. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei e isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado federal”, afirmou.
A manifestação reuniu 20.400 pessoas. O dado é do monitor do Debate Político da USP (Universidade de São Paulo) e do Cebrap em parceria com a ONG More in Common. Em 7 de setembro do ano passado, 42,2 mil pessoas se reuniram no mesmo local para pedir liberdade a Bolsonaro e a prisão de Moraes, segundo a mesma fonte.
Senador afirmou que “enjaularam” seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “A cada dia que passa, mais pessoas estão vendo como ele foi colocado onde ele está, com uma farsa, atropelando lei, rasgando a Constituição, julgado por seus inimigos”, disse ele. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo STF.
Malafaia acusou Moraes de ser um “ditador de toga” por causa do inquérito das fake news, que não tem a participação do Ministério Público. Ele também citou os contratos da mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master e os negócios do ministro Dias Toffoli com sócios do banco para criticar a corte. “Ministro Alexandre de Moraes, para me calar, vai ter que me botar na cadeia”, afirmou Malafaia.
Manifestação ocorreu em meio a turbulências na direita
União da direita no protesto vai na contramão de sinais recentes de racha interno. O discurso unificado das lideranças no ato é mais uma sinalização nesse sentido. De acordo com Carla Araújo, colunista do UOL, há um esforço da parte de Flávio para tentar reduzir a troca de farpas com Michelle, Nikolas e outros nomes conservadores.
Flávio fez aceno a Nikolas em seu discurso. Ele disse que a caminhada organizada pelo deputado de Minas a Brasília “reacendeu a vontade de lutar pelo nosso Brasil”. “Nikolas, muito obrigado por existir”, disse o senador.
Aliado de Bolsonaro, Tarcísio não foi porque cumpre agenda na Alemanha. Michelle ficou em casa, em Brasília, já que se recupera de uma cirurgia realizada nos últimos dias.
Ato recebeu mais de 30 lideranças da direita. Dois governadores, pelo menos cinco deputados federais, 11 deputados estaduais paulistas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), participaram do evento —além de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Três pré-candidatos à Presidência estiveram na manifestação. Além de Flávio, os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado, de Goiás, (PSD) foram à Paulista hoje, mas destoaram do tom de palanque ao filho de Jair Bolsonaro em seus discursos.
A presença de outros pré-candidatos foi usada por Flávio para descaracterizar ato como evento eleitoral. “Isso aqui prova que não é ato eleitoral, tem aqui pré-candidatos juntos, não estamos disputando voto, estamos pensando o que é melhor para nosso país”, disse o senador.
Imagem: Jefferson Aguiar/Pera Photo/Estadão Conteúdo
Zema disse que o Brasil não aguenta mais “a farra de intocáveis” em Brasília. Também afirmou que iria aos atos em São Paulo “quantas vezes for necessário”.
Caiado enalteceu seu próprio governo e afirmou que ele, Flávio e Zema têm o mesmo objetivo. “Aquele que chegar lá, o primeiro ato será anistia plena e geral no 1º de janeiro de 2027”, afirmou.
Eleição é o caminho mais rápido para anistia, segundo Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal, que está nos Estados Unidos desde o ano passado, participou do ato por meio de transmissão ao vivo. Ele defendeu que os eleitores de Bolsonaro votem no irmão para presidente em outubro. “Nós preferimos as lágrimas e a derrota do que a vergonha de não ter lutado”, disse.
Bonés com os dizeres “Flávio Bolsonaro 2026” foram vendidos por R$ 50. Na Paulista, os manifestantes também carregam cartazes que dizem “Bolsonaro livre”, “SOS Trump” e levaram bonecos infláveis do ex-presidente, do presidente Lula vestido de presidiário, e dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
Estreia de Flávio como pré-candidato
Manifestação de hoje foi a primeira de Flávio como pré-candidato à Presidência da República. A pré-candidatura do senador fluminense ao Palácio do Planalto foi anunciada no último dia 5 de dezembro e teve o aval de seu pai, que está preso em Brasília.
Assim como o pai fazia em atos na Paulista, Flávio usou colete à prova de balas por baixo da camiseta da seleção brasileira. O ato combinou público de apoiadores radicais com estratégia recente de moderação — em Brasília, aliados de Flávio têm repetido o mantra “a militância leva para o segundo turno. O centro decide a eleição”.
Na quarta, o senador chorou ao relatar as condições que Bolsonaro enfrenta na Papudinha. Parlamentares do PL postaram o vídeo em seus perfis.
Na sexta, Flávio tirou foto de Tarcísio de Freitas. O governador tratado como aliado do centrão e “traíra” pela ala mais radical do bolsonarismo, cedeu aos apelos e finalmente fez um gesto de apoio ao senador, além de propor coordenar a campanha em São Paulo.