Do Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, teve o nome oficializado neste domingo (2) como candidato à reeleição a presidente da República pelo PT. O partido realizou sua Convenção Nacional no Expo Center Norte, em São Paulo. Lula discursou por 62 minutos, ou pouco mais de uma hora. Não citou temas como segurança pública e a dívida pública.
Pesquisa Datafolha realizada em dezembro de 2025 mostrou que a segurança é o 2º tema que mais preocupa o brasileiro, atrás só de saúde. Na esfera econômica, a dívida bruta atingiu 81,9% do PIB em junho, segundo dados do Banco Central. Relatório do IFI (Instituição Fiscal Independente) estima que pode chegar a 115% em 2036. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem tentado acalmar a Faria Lima, indicando que um eventual Lula 4 seria mais austero.
Leia maisEm determinado momento do discurso, Lula disse ser “mais barato investir em educação do que gastar dinheiro com prisão”. Eis a frase:
“Um preso aqui em São Paulo, na prisão comum, custa R$ 35.000 por ano. Um estudante num instituto federal custa R$ 16.000 por ano. Numa cadeia de segurança máxima, custa R$ 40.000 por mês um preso. Um estudante na universidade federal, fazendo um curso de engenharia espacial, que é o único curso de engenharia no Brasil, gasta R$ 20.000 por mês. Qual é a definição? É que é mais barato investir em educação do que gastar dinheiro com prisão. E quem pode ir para a prisão é esse jovem se a gente não der oportunidade”.
Assista ao discurso de Lula na íntegra (1h2min):
Convenção nacional do PT
O PT oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, à reeleição. O petista busca o 4º mandato.
Se eleito, Lula terá 81 anos em outubro e será o presidente mais velho a ocupar o cargo. Geraldo Alckmin (PSB) volta a compor a chapa como vice-presidente. É a 7ª candidatura de Lula à Presidência. Ele concorreu em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022. Em 2018, estava preso e teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Nas disputas efetivas, perdeu três vezes (1989, 1994 e 1998) e venceu outras três (2002, 2006 e 2022).
A escolha de São Paulo para sediar a convenção reflete a importância estratégica do Estado para a campanha. Em 2022, os paulistas deram 4,3 milhões de votos a mais a Lula do que Fernando Haddad (PT) havia obtido em 2018, quando o ex-ministro foi candidato ao Planalto. O crescimento de votos nesse período foi considerado decisivo para a eleição de Lula pela 3ª vez. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país.
Lula definiu o início oficial da campanha para 16 de agosto, às 10h, no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). O local, anteriormente conhecido como estádio da Vila Euclides, tem ligação direta com a trajetória política do presidente. Ali, ele atuou como sindicalista no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. O estádio foi palco da grande greve dos trabalhadores do ABC, em 1979, e é associado ao surgimento da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e do próprio PT.
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Meu sabadão paulista, nos preparativos para a cobertura da convenção do PT de amanhã, no Expo Center Norte, que vai homologar a candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição, foi familiar.
Almocei com meu sobrinho Gastão Cerquinha Neto e sua esposa Tatiane Guedes, no bar e restaurante Mocotó, na Vila Medeiros. No cardápio, torresmo e, claro, caldinhos de mocotó.
Neto é engenheiro e Tatiane advogada. Eles estão morando há um ano em São José dos Campos. Doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP), Neto está assinando uma coluna no meu blog aos sábados sobre clima.
O Republicanos confirmou a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo. A decisão foi tomada durante convenção realizada neste sábado (1º), em São Paulo. O evento teve a participação do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), do prefeito de São Paulo, Ricardo Nones (MDB), e de outros aliados.
Tarcísio é o atual governador de São Paulo e vai tentar a reeleição depois de descartar a corrida pela Presidência da República. Ele foi ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro e trabalhou como secretário de Coordenação da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos durante os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. As informações são do g1.
Leia maisTambém foram aprovadas as candidaturas de Felício Ramuth (MDB), para vice-governador, e André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) para o Senado. O Republicanos faz coligação no estado com MDB, PL, PSD, União Brasil, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Avante e Novo.
Tarcísio cita saneamento, Cracolândia e obras
O governador Tarcísio de Freitas agradeceu pessoalmente à mulher, Cristiane Freitas, e lembrou da batalha dele contra o câncer. Ele também recordou o início da carreira política ao lado de Jair Bolsonaro. “Eu amo o seu pai. Eu amo Jair Messias Bolsonaro”, disse a Flávio Bolsonaro, que estava no palanque.
Na sequência, Tarcísio citou a longa lista de aliados no estado e passou a destacar realizações de sua gestão. Mencionou investimentos em saneamento básico e o combate à Cracolândia. A região do Centro de São Paulo que concentrava o fluxo de usuários de drogas foi dispersada durante seu governo, apesar das críticas de que os dependentes acabaram espalhados por outros pontos da cidade.
O governador também falou sobre obras para melhorar a distribuição de água, um problema recorrente no estado, que atualmente enfrenta baixos níveis no Sistema Cantareira.
Sem citar Fernando Haddad, Tarcísio afirmou que “tem pessoa que administrou a cidade, prometeu tudo e entregou nada”. Em seguida, criticou o governo federal, dizendo que a gestão apenas aumentou impostos, e declarou que São Paulo é um estado grande porque nunca foi governado pelo PT. Disse ainda que ele e seus aliados não deixarão que isso aconteça.
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Cumpri meus 8 km da corridinha diária, hoje, no maravilhoso Parque Ecológico do Tietê, área de proteção ambiental de 14 milhões de metros quadrados na Zona Leste de São Paulo e Guarulhos.
Inaugurado em 1982 e projetado por Ruy Ohtake, o local protege a várzea do rio e oferece lazer, esportes e contato direto com a natureza. Muito legal correr entre animais que vivem no parque.
Há uma grande profusão de quatis, que cercam as trilhas e constantemente as invadem. Há anu-pretos, biguás, gavião carcarás, chupins, sabiá-pocas, irerês, abelhas, borboletas brancas, teiús e capivaras.
Corri, hoje, meus 8 km diários no maravilhoso Parque Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo. Patrimônio histórico e tombado da capital paulista, tem uma área de 158 hectares, verdadeiro pulmão verde e é um dos principais pontos turísticos da cidade.
Um lugar perfeito para se praticar atividades físicas, além de ser bem localizado e muito bem cuidado pelos seus administradores. Aberto das cinco da matina até 23 horas, possui diversão para qualquer visitante, especialmente para os que gostam da natureza.
Além de pistas de corrida e bicicleta possui enormes áreas para piqueniques, com fonte luminosa, playgrounds, patins e skates. Na cultura, abriga o Museu de Arte Moderna (MAM), o Museu Afro Brasil (MAC) e o Museu de Arte Contemporânea (USP).
A candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio foi oficializada na tarde deste sábado (25) durante a convenção estadual do partido, realizada na Tijuca, Zona Norte da capital. Com a homologação, Garotinho volta a disputar o Palácio Guanabara após ter a inelegibilidade suspensa por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin.
O palco foi montado no Ginásio Alah Baptista, do Club Municipal. Esta será a quarta vez que Garotinho disputará o governo do Rio de Janeiro nas últimas três décadas. Ele comandou o estado entre 1999 e 2002, quando deixou o cargo para concorrer à Presidência da República. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisGarotinho também apresentou oficialmente o coronel da reserva Venâncio Moura como candidato a vice-governador em sua chapa, que terá na corrida ao Senado os ex-prefeitos Marcelo Crivella (do Rio) e Waguinho (de Belford Roxo).
Em um discurso marcado por ataques a adversários, Anthony Garotinho afirmou que, se eleito, terá como primeira missão “libertar o Rio de Janeiro das três organizações criminosas” que, segundo ele, dominam o estado. O candidato do Republicanos equiparou a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ao tráfico de drogas e às milícias.
“A tarefa número um do nosso governo é libertar o Rio de Janeiro das três organizações criminosas que dominam esse estado: os criminosos do tráfico, os criminosos da milícia e os criminosos da Alerj. Talvez essa seja a pior das facções”, afirmou.
Garotinho também criticou o cenário político fluminense. Sem citar nomes, afirmou que o estado tem “um governo desmoralizado”, em referência ao governador Cláudio Castro, e atacou o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Na área da saúde, o ex-governador prometeu acabar com a fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), que classificou como a “fila da mentira”. Segundo ele, a solução será ampliar o funcionamento da rede hospitalar. Ao tratar da educação, Garotinho afirmou que pretende promover uma “revolução” no ensino público para preparar os estudantes para as novas profissões e para o mercado de trabalho.
‘Bope 2.0’
Na entrevista coletiva após a convenção, Garotinho defendeu sua experiência na área de segurança pública e afirmou que pretende adotar uma estratégia diferente da atual gestão para o enfrentamento ao crime organizado. Entre as ideias estão a criação um batalhão especializado, que chamou de “Bope 2.0”, para permanecer em comunidades até a retirada definitiva das facções criminosas.
“Não é fazer operação-marketing: entra, mata um monte de gente e sai no dia seguinte. É ocupar a comunidade por 30 dias, 60 dias, 90 dias, o tempo que for necessário. Só sai de lá depois que o território estiver todo tomado, de verdade”, disse.
Ao ser questionado sobre a aliança nacional entre Republicanos e PT, Garotinho afirmou que a composição não interfere em sua candidatura no Rio e reiterou críticas aos dois partidos. Disse que não vota no PT e que também não apoiaria candidatos do PL ligados ao grupo político do governador Cláudio Castro. “Eu não voto no PT. Também era impossível votar no PL com Canella, Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar. Eu estou preocupado com o estado do Rio”, afirmou.
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Do Metrópoles
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializa, neste sábado (25), a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A convenção estadual, realizada em Campinas (SP), tem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e ex-integrantes do governo.
Em discurso, Haddad fez críticas à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em áreas como educação e segurança pública. O ex-ministro da Fazenda afirmou que a Polícia Militar do estado está “contaminada” pelo crime organizado e criticou privatizações. Ele acusou a administração de “desleixo” e “abandono” em relação a políticas públicas. “Nós vamos ter que dizer um sonoro ‘não’ para esse governo”, afirmou o pré-candidato petista.
Leia maisMaior colégio eleitoral do país, São Paulo é um palanque estratégico para a reeleição de Lula. A chapa de Haddad será composta pelo ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), como vice, e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) na disputa ao Senado.
Fundado em 1980, o PT nunca elegeu um governador em São Paulo devido à combinação de fatores históricos, políticos e sociais. A resistência do eleitorado ocorre, principalmente, no interior. O lançamento da candidatura em Campinas tem o objetivo de aproximar Haddad dessa parcela do eleitorado.
A convenção do PT paulista ocorre no mesmo dia que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializa sua candidatura ao Palácio do Planalto, também em São Paulo. O evento do PL teve a participação do presidente argentino Javier Milei.
Críticas a Tarcísio
Durante a cerimônia, lideranças petistas e aliados discursaram no palanque. O evento foi recheado de críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que “São Paulo não quer a prepotência a arrogância” das “marteladas” de Tarcísio. “São Paulo é da generosidade e da fraternidade. E essas marteladas do atual governador trincaram as principais vitrines do estado”, disse.
A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu o diálogo com a direita democrática e o centro, e pediu esforço para conquistar o voto dos indecisos. “Vamos conversar com quem não pensa como a gente. Não vamos perder tempo com a extrema direita, esta não vem para nós. Mas vamos dialogar com a direita democrática, com a direita conservadora. Vamos conversar com o centro, com aqueles que não querem ir para as urnas e que querem se abster”, disse.
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Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o ex-presidente Getúlio Vargas “conseguiu romper com uma tradição conservadora em que as pessoas de nível mais baixo não eram levadas em conta”. A declaração foi feita hoje, durante participação do petista no encontro de líderes do sistema de ciência e tecnologia no Brasil, na SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em São Paulo.
Lula elegeu 2 marcos históricos como os mais relevantes do período Vargas. O 1º foi a criação do salário mínimo, em 1936 (regulamentado em 1940). O 2º foi a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), assinada em 1943. Para o presidente, antes da CLT, as condições impostas aos trabalhadores se assemelhavam ao trabalho escravo.
Leia mais“Hoje tem muita gente que é contra a CLT. Mas quando ela foi criada, a gente trabalhava no sistema de escravidão, não tinha horário de trabalho, não tinha horário de entrada, não tinha jornada. A gente não tinha direito”, declarou. Para Lula, a resistência a Vargas tem raízes ideológicas que persistem até hoje. Citou a falta de vias públicas em São Paulo com homenagens ao ex-presidente como exemplo.
O petista também comentou a transformação do perfil dos estudantes da USP (Universidade de São Paulo). “Vocês não têm noção da alegria com que eu vejo hoje a USP ter metade dos estudantes negros, pardos e da periferia”, afirmou. Segundo ele, a universidade era antes frequentada quase exclusivamente por brancos e pela classe média.
O presidente criticou quem se opõe à igualdade de oportunidades entre pobres e ricos. “O problema é que as pessoas não se contentam. Não gostam que a gente faça com que os pobres sejam iguais a eles, com a mesma oportunidade”.
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