Sede do Festival de Cinema de Triunfo, o icônico Theatro Cinema Guarany, também conhecido como Cine-Theatro Guarany, tem mais de um século de história e é cartão-postal da região. O nome era um traço comum da época, que remetia a uma ideia de identidade brasileira ligada aos povos indígenas, e que se firmou em vários outros cinemas e teatros com o mesmo nome pelo Brasil.
No início de sua genealogia estão dois comerciantes locais: Manoel e Carolino Siqueira Campos que, em 1919, decidiram construir um grande espaço cultural para a cidade que trouxesse, ao mesmo tempo, cinema, teatro e eventos sociais para o Pajeú. Inaugurado em 1922, o edifício de arquitetura neoclássica se tornou símbolo do município, movimentando a elite local com sessões de cinema, bailes e formaturas.
Em 1952, foi adquirido pela província franciscana de Santo Antônio do Norte do Brasil. Mas com o avanço da televisão na década de 70, o Guarani acabou entrando em decadência e chegou a ficar desativado por anos. Em 1985, então, a prefeitura dá entrada no processo de tombamento do Cine-Theatro Guarany como patrimônio histórico estadual. Em 1988, o governador Miguel Arraes concluiu o tombamento e adquire o imóvel que passa a ser gerido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Um longo processo de restauração se iniciou e terminou em 1995, no último governo Arraes.
Após as reformas, o Guarany volta a movimentar a cidade e, em 2008, durante o governo de Eduardo Campos, O Festival de Cinema de Triunfo estreia no espaço, demonstrando a força do audiovisual e dos cinemas de rua no interior do Brasil. Sua cabine de projeção abriga um projetor de 35 mm, mas que hoje só é usado em sessões especiais.
















