O ano era 2022. Candidata ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) falava em consertar o teto de um hospital. Em seu primeiro ano de Governo, a redução no investimento da gestão hospitalar e ambulatorial caiu R$ 1,2 bi, como foi revelado pela TV Globo Nordeste. Mais recentemente, deputados fizeram uma correlação com o custeio da saúde e a receita corrente líquida do estado: a redução foi de R$ 1,5 bi. Ao todo, três hospitais fecharam as suas portas.
Depois de mais de três e anos meio anos à frente do Governo, quase 1.300 dias, o que vimos foi a queda no teto na UTI Neonatal do Hospital Barão de Lucena no segundo semestre de 2025. Depois, um elevador despenca no Hospital da Restauração e parte do teto da unidade despenca. Houve queda no Hospital Getúlio Vargas e, nesta terça-feira (30), foi a vez do terceiro caso seguido no Hospital Agamenon Magalhães, que também sofre com a infestação de ratos – como foi dito pelo próprio Governo.
Não se trata de uma questão de tempo, mas de prioridade, uma vez que o valor investido na saúde – alardeado como um dos maiores da gestão, foi inferior ao volume de publicidade e de festas –, basta ver o volume de recursos movimentados no São João. O teto caindo apenas ilustra o que se vê no relato dos pacientes: luta por uma vaga em corredor de hospital, deslocamentos de 8h a 10h em ambulâncias do interior para o Recife, meses aguardando a hora da cirurgia. Gente que chega para um procedimento simples e sai sem um rim, como aconteceu com Dona Ilza, em São Benedito do Sul. Como se vê, um problema que vai muito além do teto.
















