Nos bastidores da política pernambucana, um assunto tem chamado atenção e rendido tanto brincadeiras quanto avaliações mais sérias: a postura adotada pelo pré-candidato ao Senado, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB).
Na disputa interna da federação, Miguel transformou uma discussão política em uma questão pessoal. Mesmo sem controlar o partido ou a própria federação, insiste em conduzir o processo como se sua vontade devesse prevalecer sobre a construção coletiva.
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A avaliação de muitos interlocutores é de que essa postura transmite arrogância, impaciência, falta de experiência política e dificuldade em aceitar decisões que contrariem seus interesses.
Esse comportamento, segundo observadores da cena política, não é um fato isolado, mas uma característica recorrente de sua trajetória. Em vez de construir consensos e ampliar alianças, Miguel frequentemente insiste em disputas que acabam produzindo desgastes e fissuras.
A impressão que fica é a de alguém que luta por objetivos essencialmente pessoais, mais do que por um projeto político coletivo e consistente. Na política, viabilidade não se impõe; ela se constrói.
E é justamente nesse ponto que muitos fazem a comparação com Eduardo da Fonte. Ao longo de décadas, Eduardo consolidou uma estrutura política robusta, com um partido organizado, bancada federal, bancada estadual, prefeitos, vereadores e uma atuação permanente em diversas regiões do estado.
Trata-se de um patrimônio político construído ao longo do tempo, fruto de articulação, organização e presença. É por isso que cresce, nos bastidores, a percepção de que Raquel assumiu um problema político ao abraçar a candidatura de Miguel Coelho.
Ao transformar uma disputa partidária em um embate personalista, o pré-candidato acaba projetando uma imagem que, para muitos, se distancia da construção política e se aproxima de um estilo marcado pela imposição e pelo personalismo.
A política exige diálogo, capacidade de agregar e respeito às instâncias partidárias. Não se faz na base da imposição nem do coronelismo.
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