Audiência Pública debate, na terça-feira, projeto do Canal do Sertão
JORNAL O PODER
A data é terça-feira, 05 de maio, às 09h. Quem promove é a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa de Pernambuco — Alepe. O local é o auditório Sérgio Guerra, localizado no Anexo II da Casa, na rua da União, 383, bairro da Boa Vista, no Recife. O tema: Canal do Sertão.
O que é?
O Canal do Sertão Pernambucano é um projeto de infraestrutura hídrica estratégica que visa levar água do Rio São Francisco (Lago de Sobradinho) para o semiárido, beneficiando 15 municípios no Sertão do Araripe, como Araripina, Ouricuri e Bodocó. A obra visa garantir abastecimento humano, irrigação agrícola e o desenvolvimento econômico da região.
Leia maisMuita conversa, pouca ação
O projeto do Canal do Sertão Pernambucano, concebido para levar água do Rio São Francisco ao semiárido, existe na pauta política há décadas, sendo discutido em diferentes formatos, com maior força na retomada de discussões recentes pela Codevasf. Relatos apontam estudos de viabilidade há mais de 30 ou 35 anos, muitas vezes engavetados.
O conceito de um canal para o Sertão pernambucano é antigo, com lideranças locais mencionando lutas de mais de três décadas para tirar o projeto do papel.
Contexto
Em 2025, o projeto foi impulsionado com foco na necessidade de irrigação, beneficiando municípios do Sertão.
O projeto visa irrigar aproximadamente 150 mil hectares e beneficiar milhões de pessoas, passando por diversos municípios pernambucanos.
PPP
Para tentar quebrar essa inércia, a Adesa — Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe, por meio de seu presidente Daniel Torres Araripe, elaborou pauta a ser debatida na audiência pública. “Temos que trabalhar alternativas para a questão do Projeto de Irrigação Canal do Sertão Pernambucano — CSP. Não podemos insistir apenas em uma alternativa em que o Governo Federal investirá ele próprio na implantação do canal. Temos que ter estratégia, propor nova modelagem financeira. Devemos apresentar outra alternativa como uma PPP — Parceria Público-Privada”, afirma Daniel.
Abrir o leque
Daniel Torres defende que esta audiência é a oportunidade de abrir o leque de discussão sobre como poderá ser efetivamente implantado o projeto e como viabilizá-lo financeiramente. “Defendemos que o Governo Federal tome a iniciativa de colocar o projeto na carteira de investimentos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo para oferta à iniciativa privada, com o objetivo de celebração de contrato de parceria. Se a audiência tratar apenas sobre a proposta e não apresentar soluções, vamos nadar e morrer na praia”, afirma.
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