O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) denunciou supostas irregularidades em reformas de escolas da rede estadual e alegou que unidades contempladas por um contrato de mais de R$ 180 milhões seguem apresentando problemas estruturais e “cenário de descaso”. A denúncia foi reforçada pela presidenta do sindicato, Ivete Caetano, em vídeo publicado ontem (22) nas redes sociais.
Segundo Ivete, a Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no Recife, recebeu mais de R$ 2,3 milhões em obras, mas ainda enfrenta situações de precariedade. “Os professores, trabalhadores em educação, inclusive, dizem que a escola está pior do que quando a reforma iniciou”, afirmou.
No vídeo, a sindicalista cita dados disponíveis no Portal da Transparência e questiona a execução dos serviços. De acordo com ela, boletins de medição indicam manutenção na rede elétrica da unidade, embora existam espaços interditados por risco de incêndio e choque elétrico. Ainda, Ivete apontou problemas como mofo nas paredes, forros quebrados e supostas inconsistências na comprovação fotográfica das obras. Segundo a dirigente sindical, imagens usadas para atestar serviços na Etepam seriam de outra escola. “O que temos neste documento é uma foto comprovando que o serviço foi feito. Só que a foto é de outra escola”, disse.
Segundo a presidenta do Sintepe, uma mesma imagem teria sido utilizada em medições diferentes. “A foto de um pagamento feito em dezembro é a mesma foto utilizada para atestar que o serviço foi feito em janeiro. O Governo do Estado pagou duas vezes pelo mesmo serviço”, afirmou.

















