Pré-candidata ao Senado pela Frente Popular, a ex-deputada Marília Arraes (PDT) mexeu em um vespeiro durante entrevista ao podcast Direto de Brasília. Ela relembrou que “jamais apoiou” o então governador Paulo Câmara, hoje presidente do Banco do Nordeste e sucessor de Eduardo Campos — pai do ex-prefeito do Recife e pré-candidato a governador João Campos, seu primo de segundo grau.
Na entrevista, ao ser questionada sobre os atrasos na Transnordestina em Pernambuco, ela afirmou que foi no período de Paulo à frente do Palácio do Campo das Princesas que a obra começou a travar.
“Eu não apoiei Paulo Câmara nem na primeira nem na segunda eleição e fui oposição durante todo o seu governo. Apoiei Eduardo Campos na sua primeira e na segunda eleição, e Pernambuco se desenvolveu bastante com os governos de Eduardo Campos. Paulo Câmara jamais teve o meu apoio, e foi aí que a gente viu a trava da obra da Transnordestina”, disse Marília.
Leia mais“A Transnordestina sempre foi uma luta muito grande de Miguel Arraes. Em 1989, quando Lula (PT) foi candidato a presidente, para apoiá-lo no segundo turno Arraes fez Lula se comprometer de que tiraria a Transnordestina do papel. No final da sua vida, enquanto deputado federal durante o governo Lula, a principal pauta que Arraes tratava com o presidente era a Transnordestina. Quando fui deputada federal, organizamos um movimento na bancada de deputados e senadores durante o governo Bolsonaro, que quis acabar com o trecho de Pernambuco, para a retomada dessas obras. Como senadora, sem dúvida alguma, quero me juntar não somente à bancada pernambucana, mas aos outros senadores e deputados do Nordeste para que a gente ressalte a importância da Transnordestina em Pernambuco e para a região inteira. Vai ser uma luta, uma prioridade do nosso mandato, sem dúvida”, concluiu.
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