O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta segunda-feira (22), que ficou “assustado” com a declaração de Nicolás Maduro, ditador que busca reeleição na Venezuela, de que o país pode vivenciar uma guerra caso não seja reeleito. De acordo com o petista, o venezuelano “tem que aprender: quando você ganha, você fica; quando você perde, você vai embora”.
“Eu fiquei assustado com a declaração do Maduro dizendo que se ele perder as eleições vai ter um banho de sangue. Quem perde as eleições toma um banho de voto. O Maduro tem que aprender, quando você ganha, você fica; quando você perde, você vai embora”, afirmou Lula em entrevista para agências internacionais de notícias.
Recentemente, o ditador Nicolás Maduro afirmou que a Venezuela pode enfrentar uma guerra civil caso ele não vença as eleições, marcadas para 28 de julho. O presidente, que está no poder desde 2013, busca o terceiro mandato de seis anos. As últimas duas eleições venezuelanas não foram consideradas transparentes na avaliação de órgãos internacionais.
“Eu já falei para o Maduro duas vezes, e o Maduro sabe, que a única chance de a Venezuela voltar à normalidade é ter um processo eleitoral que seja respeitado por todo o mundo […] Se o Maduro quiser contribuir para resolver a volta do crescimento na Venezuela, a volta das pessoas que saíram da Venezuela e estabelecer um Estado de crescimento econômico, ele tem que respeitar o processo democrático”, disse Lula.
Na entrevista, o presidente relatou que vai enviar o assessor de política externa Celso Amorim para acompanhar a eleição venezuelana, a exemplo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que enviará técnicos. Lula revelou ainda que vai articular ainda para que o Legislativo, representado pelo Senado e pela Câmara, mande observadores ao país vizinho.
Após as cobranças apresentadas na reunião da executiva do PT de quinta-feira, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudará, a partir deste sábado (12), a linha da propaganda eleitoral gratuita exibida na televisão. A ideia é apostar em programas mais dinâmicos e diretos, com ataques intensos à família Bolsonaro e abordagem de temas vistos como cruciais pelos eleitores, mesmo que sejam incômodos para os petistas. O assunto central da propaganda deste sábado, por exemplo, será a segurança pública.
Convocado pelo presidente do partido, Edinho Silva, o encontro de quinta-feira da cúpula petista aconteceu em momento de tensão interna, com queixas por parte de membros da executiva sobre os rumos da campanha e reclamações sobre falta de participação da própria sigla nas definições de estratégias eleitorais. As informações são do jornal O Globo.
Para atender os apelos de adoção de uma linha conectada com o dia a dia da população, o programa deste sábado começa com uma mãe levando a filha para escola em meio a um tiroteio em um bairro residencial. “A família Bolsonaro deixou o Brasil mais violento”, afirma o locutor, antes de começarem os disparos.
Ao longo deste terceiro mandato, Lula teve dificuldade de apresentar resultados concretos na área da segurança pública, tema que é muito explorado pelos bolsonaristas. A área ganhou mais destaque no debate entre os dois campos políticos após os Estados Unidos classificarem em junho as facções PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Pesquisa Quaest divulgada no dia 14 de agosto mostrou que a violência é a principal preocupação dos eleitores brasileiros, citada por 33% dos entrevistados.
Em uma tentativa de mostrar que o problema já existia quando Lula assumiu o governo, a propaganda petista afirma que durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL) foram colocadas mais de 1 milhão de armas nas ruas e 1 bilhão de balas. “Grande parte foi parar nas mãos das facções”, prossegue o locutor. Há um corte com a abertura oficial do programa e em seguida é destacado que Lula enviou ao Congresso a PEC da segurança pública para nacionalizar o combate ao crime, já que com a área sob responsabilidade dos estados, como determina a Constituição, “não resolveu”.
Lula diz que “os adversários estão jogando contra”. O programa também afirma que há quatro tipos de inimigos a serem vencidos: os traficantes, os agressores de mulheres, os ladrões de celulares e os magnatas do crime. A propaganda adota uma estética policialesca, com imagens de agentes de segurança portando armas pesadas, viaturas, operações da Polícia Federal e criminosos atrás das grades.
Uma das mudanças definidas pela coordenação da campanha após as cobranças na reunião de quinta-feira prevê que as realizações do atual mandato tenham menos espaço e as propostas para um eventual novo governo ganhem mais destaque. Dentro dessa diretriz, a propaganda deste sábado diz que o programa celular seguro, que prevê bloqueios de aparelhos roubados, será ampliado. Também resgata o anúncio feito pelo Ministério da Justiça em junho de transformar 138 presídios estaduais em padrão de segurança máxima e anuncia um plano de retomar territórios ocupados por organizações criminosas, além do sufocamento financeiro das facções.
O programa também aborda lateralmente o tema da Educação, ao dizer que é preciso investir na área para que os jovens não caiam no crime no futuro. A citação é usada como gancho para que seja apresentada a promessa de ampliar o programa Pé-de-Meia, que prevê o pagamento de uma bolsa para que alunos não abandonem a escola, para todos os alunos do ensino médio da rede pública a partir do ano que vem.
No fim do programa, voltam os ataques à família Bolsonaro. A propaganda de Lula diz que o pré-candidato de Flávio Bolsonaro ao governo do Rio era o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Rodrigo Bacellar, “deputado preso acusado de liderar o núcleo político do Comando Vermelho”. “Outro aliado de Flávio era TH Joias, deputado preso por tráfico e por lavar dinheiro para o Comando Vermelho”, afirma o locutor. É citado também o fato de o candidato do PL ter pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou neste sábado (12) o agendamento de uma sessão conjunta para analisar, na terça-feira (15), as condutas de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Fachin manteve a data para análise do caso Moraes daqui a três dias e marcou sessão para o próximo dia 23 com o objetivo de deliberar acusações de parcialidade contra Mendonça.
O pedido para análise em conjunto partiu do próprio Moraes, que alegou ser inviável a deliberação sobre o seu caso sem um debate sobre a ação de Mendonça na requisição de relatório da Polícia Federal (PF) que mostrou troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. Nos diálogos, o dono do Master pede conselhos ao magistrado às vésperas de sua prisão. As informações são do jornal O Globo.
No despacho assinado neste sábado, Fachin anotou que o pedido de Moraes “não comporta deferimento no atual estágio processual”, ou seja, não podia ser atendido neste momento. Isso porque, ainda segundo o presidente do STF, a instrução do caso não está completa. Foram solicitadas manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Mendonça sobre o tema.
O ministro argumentou que os casos Moraes e Mendonça podem ser analisados em sessões separadas porque “possuem contornos e objetos bem delineados” e assim são preservados “os limites” do que será submetido ao plenário na próxima semana.
A ala do STF mais aliada a Moraes defende que ambos os procedimentos sejam julgados em uma mesma sessão.
“A manutenção em pauta tão somente da Pet 16.662 (que contém o relatório sobre Moraes) assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste Tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado, sem prejuízo do posterior exame das questões afetas à Pet 16.704 (que contém o relatório sobre Mendonça)”, apontou Fachin.
O presidente do STF indicou também que ainda vai analisar, “oportunamente”, o pedido de Moraes para que “todos os membros da magistratura citados” em procedimentos relacionados ao caso Master sejam intimados, para “que possam prestar informações e garantir as medidas necessárias para a defesa das prerrogativas do Poder Judiciário”.
A decisão foi assinada depois de uma “guerra de ofícios” iniciada na sexta-feira, com despachos emitidos pelos ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Os documentos trataram de cobranças acerca da publicidade das apurações ligadas ao caso Master, do fornecimento de cópias do conteúdo do celular de Vorcaro aos ministros e do rito que deve marcar a sessão de terça-feira.
A governadora Raquel Lyra literalmente ligou o sinal de alerta. Depois de levar uma saraivada de João Campos no debate, em Caruaru, a candidata decidiu reagir rapidamente e convocou prefeitos aliados para uma reunião de mobilização no Mar Hotel, em Boa Viagem.
O movimento revela a preocupação da campanha com o desempenho da governadora e com os rumos da disputa. A ideia é reunir forças políticas e tentar transmitir uma imagem de mobilização justamente no momento em que começam a surgir sinais de inquietação entre prefeitos que até pouco tempo estavam alinhados com Raquel.
Fontes do blog indicam que muitos desses prefeitos já começam a perceber a fragilidade da candidatura e, diante do cenário eleitoral, começam a roer a corda. Alguns já avaliam que manter uma aposta considerada cada vez mais arriscada pode ter um custo político elevado nos municípios.
A reunião no Mar Hotel, portanto, chega menos como uma demonstração de força e mais como uma demonstração de inquietação e desespero. Depois do debate, Raquel percebeu que precisava mexer rapidamente com sua base política.
O problema é que, quando uma campanha precisa convocar prefeitos às pressas para demonstrar força, o sinal de alerta já está ligado.
A Polícia Federal listou uma série de encontros presenciais, ligações e trocas de mensagens diretas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono Master. Os dados constam em relatório da PF elaborado a partir da extração do celular de Vorcaro e de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento está entre os materiais de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) cujos sigilos foram retirados pelo ministro André Mendonça.
Segundo os investigadores, os elementos indicam que Flávio não atuou apenas como terceiro citado em negociações, mas sim como um interlocutor direto de Vorcaro para viabilizar aportes financeiros para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, obra intitulada “Dark Horse”.
Sobre essa apuração, Flávio Bolsonaro, após ter negado que havia pedido recursos a Vorcaro para a produção do filme, confirmou que solicitou verbas ao ex-banqueiro. O candidato do PL à Presidência alega que os contatos com Vorcaro fizeram parte de uma relação privada de captação de patrocínio. Ele negou ter recebido qualquer valor diretamente ou cometido irregularidades.
A PF aponta que a atuação do senador abrangeu desde a cobrança por repasses atrasados até reuniões presenciais e o acompanhamento próximo do cronograma das gravações.
A cronologia dos contatos, segundo a PF
De acordo com a linha do tempo montada pela PF, a relação direta entre o senador e o banqueiro intensificou-se no segundo semestre de 2025:
Trecho de conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução/PF
Trecho de conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução/PF
Trecho de conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução/PF
Trecho de conversa entre Flávio e Vorcaro — Foto: Reprodução/PF
Trecho de conversa entre Flávio e Vorcaro — Foto: Reprodução/PF
Trecho de conversa entre Flávio e Vorcaro — Foto: Reprodução/PF
20 de agosto de 2025: primeiro registro direto de troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. O banqueiro combina um horário (“21 pode ser”) e Flávio responde afirmativamente, informando às 21h47 que estava “a caminho”, indicando um encontro presencial, segundo os investigadores.
8 de setembro de 2025: Flávio envia um áudio a Vorcaro cobrando os repasses em atraso para o filme. O senador expressa receio com a inadimplência e o risco de dar “calote” em figuras prestigiadas do cinema norte-americano, citando nominalmente o ator protagonista Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, e o diretor Cyrus Nowrasteh. Vorcaro responde pedindo desculpas pela situação e promete resolver no dia seguinte.
15 de setembro de 2025: o empresário Thiago Miranda avisa a Vorcaro que Flávio queria encontrá-lo pessoalmente para mostrar o material gravado, propondo uma reunião na residência do banqueiro em Brasília. Vorcaro concorda.
16 de setembro de 2025: registro de ligação telefônica entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. A data coincide exatamente com a última remessa financeira de US$ 1,66 milhão realizada pela Entre Investimentos para a Havengate Development Fund nos Estados Unidos, conforme apurado pelo Coaf.
17 de setembro de 2025: nova troca de mensagens entre o senador e o banqueiro sugere a realização de mais uma reunião presencial (“14:30?”). Tentativas adicionais de agendamento presencial ocorreram nos dias 23 e 24 do mesmo mês.
22 de outubro de 2025: Flávio alerta Vorcaro de que o projeto já se encontrava no terceiro dia de filmagens e que a produção estava “no limite” orçamentário. O parlamentar pede que, caso o aporte não fosse viabilizado, o banqueiro avisasse imediatamente para que ele pudesse encontrar “outro caminho com urgência”. No mesmo dia, Vorcaro responde que iria ver o assunto e que havia liberado mais uma parcela. Em seguida, Flávio o convida para um jantar em São Paulo com Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh.
Final de outubro e início de novembro de 2025: Thiago Miranda volta a interpelar o banqueiro, alertando que os pagamentos supostamente efetuados não haviam chegado aos destinatários no exterior.
7 de novembro de 2025: Flávio encaminha um vídeo da produção a Vorcaro com mensagem de agradecimento, dizendo que o filme só estaria sendo concretizado em virtude do apoio dele: “Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de vc!”.
16 de novembro de 2025: às vésperas da ação policial, Flávio tenta ligação e encaminha mensagens a Vorcaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. O banqueiro reage com imagem de visualização única e Flávio finaliza com “Amém”.
17 de novembro de 2025: por volta das 22h, Daniel Vorcaro é preso pela PF ao tentar embarcar em jato particular com destino ao exterior. Na manhã seguinte, a PF deflagra a primeira fase da Operação Compliance Zero.
Não está no relatório da PF, mas, em maio deste ano, veio à tona a informação de que Flávio Bolsonaro se encontrou com Vorcaro quando o ex-banqueiro estava preso em regime domiciliar, utilizando tornozeleira eletrônica no fim de 2025.
Flávio Bolsonaro admitiu que se encontrou com o ex-dono do Master entre a primeira e a segunda prisões de Vorcaro. Segundo o senador do PL, a reunião serviu para para “botar ponto final na questão” do filme “Dark Horse”.
Linhas de investigação
Os agentes federais destacam que as apurações ainda precisam esclarecer: a origem dos recursos usados para financiar o filme, o papel da empresa Entre Investimentos e Participações como intermediária, a função do fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, e quem foram os beneficiários finais dos valores enviados ao exterior. A PF também busca identificar a participação de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias, Thiago Miranda, Fabiano Zettel, Antônio Freixo e dos operadores do fundo americano na captação, gestão e destinação dos recursos.
O que diz Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro tem declarado publicamente que o financiamento da produção se tratou de uma relação privada de captação de patrocínio, negando ter recebido qualquer valor diretamente ou cometido irregularidades. A defesa do senador vem defendendo a retirada integral do sigilo dos autos das investigações.
Com o tema “Dia 13 com Lula nas ruas”, a campanha para a reeleição do presidente Lula (PT) à Presidência da República divulgou uma programação de atividades espalhadas por todas as regiões do estado, neste domingo (13). A agenda foi mobilizada através da convocação dos diretórios municipais, militantes, as candidaturas proporcionais, os movimentos populares, as lideranças e os apoiadores em cada município e dos comitês populares. A ideia é que as ações aconteçam de forma simultânea em vários lugares.
As atividades vão ocupar ruas, praças, feiras, comunidades com caminhadas, bandeiraços, panfletagens, porta a porta, oficinas, adesivaços, encontros e outras ações de diálogo direto com a população. “O dia 13 será uma demonstração da força da nossa militância e do carinho que Pernambuco tem pelo presidente Lula. Vamos ocupar as ruas, conversar com as pessoas, defender a soberania, a democracia e os direitos do povo brasileiro. É hora de colocar a estrela no peito, a bandeira na mão e Lula 13 nas ruas de Pernambuco”, afirma Carlos Veras, coordenador estadual da campanha em Pernambuco.
A expectativa da campanha é de uma programação ampla e descentralizada, com ações na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. O objetivo é fazer deste dia 13 o início da mobilização da campanha no estado.
Agendas confirmadas:
Abreu e Lima Tema: Panfletagem na Feira Horário: 8h Local: Feira de Abreu e Lima
Arcoverde Tema: Caminhada de Lula em Arcoverde Horário: 15h13 Local: Concentração na Pinto de Campos (Subtenente), com destino à Estação da Cultura
Belo Jardim Tema: Mobilização do Time de Lula Horário: A partir das 10h Local: Praça do Padre Cícero, Centro Atividade: Oficina de pintura de camisas e distribuição de materiais
Caruaru Tema: Mobilização do Time de Lula Horário: A partir das 9h Local: Sede do PT – Av. Dom Bosco, 174 Atividade: Oficina de camisas e adesivaço
Goiana Tema: Dia 13 é o Brasil com Lula nas Ruas – Panfletagem em Flexeiras Horário: 7h Local: Feira Pública de Flexeiras – Bairro de Flexeiras
Ipojuca – Caetés Tema: Mobilização do Time de Lula Horário: 15h Local: Concentração na Praça Principal – Caetés
Itapissuma Tema: Itapissuma com Lula Horário: Não informado Local: Comunidade do Grêmio Atividade: Porta a porta
Jaboatão dos Guararapes Tema: Mobilização do Time de Lula – PT Jaboatão Horário: 8h Local: Ponto de encontro na Estação do Metrô de Cavaleiro Atividade: Bandeiraço, adesivaço e panfletagem
Olinda Tema: Oficina de Camisas Horário: 9h Local: Sede do PT – Rua Jenner de Souza, 10, Carmo
Tema: Feitiço da Estrela Horário: 14h Local: Concentração na sede do PT – Rua Jenner de Souza, 10, Carmo
Tema: Estrela Que Brilha – Exposição Coletiva “Artistas pela Democracia” Horário: 16h Local: Casa do Cachorro Preto – Rua 13 de Maio, 99, Carmo
Paulista Tema: Caminhada de Lula na Feira de Paratibe Horário: 8h13 Local: Feira de Paratibe
Pesqueira Tema: Festa de Inauguração da Casa 13 Horário: 17h Local: Rua Cardeal Arcoverde, 100, Centro
Petrolândia Tema: Porta a Porta, Panfletagem e Adesivaço na Área Rural Horário: 8h Local: Agrovila 04 dos Mandantes
Tema: Panfletagem e Agitação Cultural Horário: 16h Local: Comitê Popular de Lula e Rosa – Avenida Manoel Borba, 317
Recife Tema: Adesivaço na 25ª Parada da Diversidade Horário: 8h30 Local: Pracinha de Boa Viagem – Recife
Tema: Pedal Lula Livre – Domingo Horário: 9h Local: Saída do Parque da Jaqueira, com destino a Boa Viagem
Tema: Bandeiraço BLEFE – Lula Presidente 13 Horário: 10h Local: Pina (quadras de tênis) – Av. Boa Viagem, 956
Tema: O Dragão na Rio Branco – Eu Acho é Pouco Horário: 16h Local: Rio Branco – Recife Antigo
Tema: Caminhada com bandeiraço Horário: 17h Local: Circuito Pátio da Igreja Nossa Senhora do Rosário – Praça Pinto Damásio, Várzea, Recife Ponto de encontro: Pátio da Igreja Nossa Senhora do Rosário, Várzea.
São Lourenço da Mata Tema: Panfletagem e Camisaço Horário: 8h Local: Praça da Televisão – Pixete
Toritama Tema: Festa de Lula em Toritama Horário: 16h13 Local: Estacionamento do Parque
Vitória de Santo Antão Tema: É Hora de Ir pra Rua! – Vitória de Santo Antão 13 Horário: 15h Local: Praça da Matriz
O candidato a deputado federal Gilson Machado (Podemos) realizou uma carreata e motociata, ontem (11), em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco. Vestidos de verde e amarelo, apoiadores acompanharam o percurso em carros e motos, enquanto alguns participaram a pé.
Neste sábado (12), às 16h, Gilson Machado e Gilson Filho (PL) participam de uma nova mobilização em Santa Cruz do Capibaribe. A concentração será no Largo do Rio Verde, com caminhada pelas ruas da cidade. Flávio Bolsonaro tem visita prevista ao município na próxima quarta-feira (16).
A presidente da OAB Subseccional São José do Egito, manifestou o posicionamento institucional da advocacia da região diante da crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições da República. A Subseccional acompanha e referenda a atuação da OAB Pernambuco e do Conselho Federal da Ordem, defendendo apuração rigorosa dos fatos, transparência e respeito absoluto às garantias constitucionais.
O posicionamento ocorre após uma série de manifestações do Sistema OAB e ganhou novo capítulo na última quinta-feira (10), quando a presidente da OAB Pernambuco, Ingrid Zanella, reuniu extraordinariamente, por videoconferência, o Colégio de Presidentes das Subseções pernambucanas para apresentar os encaminhamentos discutidos em Brasília e promover o alinhamento institucional da advocacia em todas as regiões do Estado. A reunião envolveu as 29 Subseções da OAB-PE.
O Colégio Estadual referendou as providências defendidas pela advocacia nacional diante da crise institucional. Entre elas estão a investigação imediata dos fatos e de todos os eventualmente envolvidos; medidas destinadas a resguardar a imparcialidade das apurações; acesso institucional da OAB aos elementos necessários para análise técnica; e avaliação, pelas instâncias competentes da Ordem, das providências juridicamente cabíveis.
No âmbito nacional, o Conselho Federal e as 27 Seccionais protocolaram manifestação no Supremo requerendo acesso da OAB aos elementos de prova e demais documentos, apuração de eventuais ilícitos sem distinção em razão do cargo ou função e que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se abstenha de atuar especificamente na PET 16.662/DF, com atuação de seu substituto legal. A entidade ressaltou que as medidas não representam antecipação de responsabilidade.
Para Hérica de Kássia, a gravidade dos acontecimentos exige da advocacia uma postura simultaneamente firme e responsável, sem transformar uma questão de Estado em disputa político-partidária.
“ A OAB não tem partido. Nosso partido é a democracia. Não nos cabe antecipar culpados nem aderir a versões, mas também não cabe à advocacia assistir em silêncio a uma crise que atinge a credibilidade das instituições. Queremos que os fatos sejam esclarecidos, que todos sejam submetidos à mesma Constituição e às mesmas leis e que sejam preservados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência. ”
A presidente da Subseccional ressalta que a defesa institucional do Supremo Tribunal Federal não pode ser confundida com a concessão de imunidade pessoal a qualquer de seus integrantes. Da mesma forma, cobrar investigação e responsabilização, quando cabíveis, não representa ataque à Suprema Corte.
“Defender o STF enquanto instituição essencial à República não significa defender pessoas acima das instituições. E exigir transparência, investigação e eventual responsabilização não significa atacar o Supremo. É justamente o contrário: instituições fortes são aquelas que não temem a verdade, o controle, a transparência e a aplicação igual da lei. ”
A posição segue a linha adotada pela OAB Pernambuco. Em nota pública, a Seccional já havia defendido que ninguém está acima da Constituição e das leis e que os fatos devem ser apurados independentemente e sem privilégios, mas igualmente sem prejulgamentos.
A Subseccional de São José do Egito também faz uma distinção importante quanto às discussões sobre eventual impeachment de ministros do STF. Há propostas nesse sentido encaminhadas ao Conselho Federal — entre elas a aprovada pela OAB do Distrito Federal —, mas isso não significa que tenha havido deliberação nacional do Sistema OAB pela apresentação desses pedidos. A OAB/DF decidiu encaminhar suas proposições ao Conselho Federal, a quem compete apreciá-las no âmbito institucional próprio.
Segundo Hérica, essa distinção é indispensável para que a sociedade receba informação correta em um momento de elevada tensão institucional. “Não podemos combater uma crise institucional com precipitação. A advocacia precisa ser uma voz de equilíbrio, mas equilíbrio não é omissão. É possível ser sereno e, ao mesmo tempo, firme. É possível defender o Supremo e cobrar respostas do Supremo. É possível respeitar autoridades sem admitir que qualquer autoridade esteja acima da Constituição.”
O posicionamento da Subseccional já havia sido apresentado pela presidente à advocacia regional em seu grupo institucional e também divulgado nas redes sociais da entidade.
Para a gestão 2025–2027 da OAB São José do Egito, a atuação da Ordem neste momento decorre de sua própria missão constitucional e legal de defesa do Estado Democrático de Direito e do fortalecimento das instituições republicanas.
“Menos paixões e mais instituições. Menos versões e mais fatos. Menos precipitação e mais transparência. É desse lugar que a OAB São José do Egito continuará se posicionando: com independência, responsabilidade e coragem institucional.”
Hérica de Kássia Nunes de Brito Presidente da OAB Subseccional São José do Egito Gestão 2025–2027
O encontro da governadora Raquel Lyra (PSD) com prefeitos aliados, na manhã deste sábado, deve ter um clima agridoce. É que gestores ligados ao candidato ao Senado, Eduardo da Fonte (PP), andam ressabiados com a candidata pelo estímulo informal que o Palácio do Campo das Princesas vem dando a Mendonça Filho (PL), candidato a senador que vem “roubando” votos de Da Fonte.
A principal queixa é que, além de não ter agido com liderança para impedir que Mendonça se lançasse dois dias depois de Eduardo, Raquel estaria fechando os olhos para o apoio informal que a vice-governadora Priscila Krause (PSD) vem dando ao liberal, de quem já foi companheira de partido nos tempos do DEM e até sua candidata a vice-prefeita do Recife nas eleições de 2020.
Segundo a pesquisa Quaest divulgada ontem, Mendonça aparece numericamente em terceiro lugar, mas já muito próximo de Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), inviabilizando uma reação de Eduardo da Fonte. Os prefeitos que apoiam Da Fonte lembram que foi ele quem segurou a barra nos momentos mais difíceis de Raquel, garantindo a governabilidade dela por meio da liderança que exerce sobre a bancada de deputados estaduais de seu partido na Assembleia Legislativa (Alepe).
Por essa leitura, o gesto de Raquel e Priscila, neste momento, é visto como uma ingratidão ao cacique do PP. No encontro deste sábado, Raquel pretende cobrar dos prefeitos maior engajamento em sua campanha para tentar sair de um cenário de estagnação nas pesquisas.
No entanto, observadores da cena política avaliam que ela terá que dosar a cobrança para não gerar o efeito contrário: a desmobilização de prefeitos que já andam incomodados com o tratamento que ela vem dando a Eduardo da Fonte e outros aliados.
O candidato a deputado estadual Breno Araújo (PT) visitou comunidades e projetos sociais da Região Metropolitana do Recife nos últimos dois dias. A agenda incluiu passagens pelo Ibura, na Zona Sul do Recife, pela Várzea e pelo Vasco da Gama, nas zonas Oeste e Norte, além de Jaboatão dos Guararapes.
“Eu tenho dito que não existe projeto para Pernambuco sem ouvir quem vive nas comunidades. Esses dois dias foram muito importantes para conhecer de perto diferentes realidades, conversar com as pessoas e ver iniciativas que já estão fazendo a diferença”, afirmou Breno Araújo.
Na quinta-feira (10), o candidato participou de um porta a porta no Ibura ao lado do vereador Wilton Brito. No dia seguinte, esteve no Habitacional Várzea 2, acompanhado do conselheiro tutelar Jorge João, e visitou o Projeto Leão de Judá, no Vasco da Gama. A iniciativa oferece atividades de artes marciais e balé.
À noite, em Jaboatão dos Guararapes, Breno conheceu a ONG Despertar do Bem, que realiza ações voltadas a pessoas com deficiência e neurodivergentes e seus familiares. “Essa caminhada tem mostrado que existe uma força muito grande nas comunidades e que Pernambuco precisa de uma política que esteja presente, que escute e que ajude a transformar boas iniciativas em oportunidades”, disse. Segundo Breno, a experiência será levada para seu eventual mandato, com foco em áreas como esporte, cultura, educação e inclusão.
O candidato a deputado estadual Raimundo Pimentel (PSD) cumpriu agenda ontem (11), em Lagoa Grande, no Sertão do São Francisco. Durante a passagem pelo município, ele participou de reuniões com apoiadores e lideranças locais e discutiu ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar nas áreas irrigadas.
A primeira reunião ocorreu no Projeto Bebedouro, com apoiadores da vereadora Augusta Borges (MDB). Em seguida, Pimentel se reuniu com amigos do professor Vavá (PT), que também é vereador do município. Entre os temas abordados nos encontros, estiveram o fortalecimento da produção agrícola, o apoio aos pequenos produtores e a criação de melhores condições para geração de renda nas comunidades que dependem da agricultura familiar.
Pimentel já exerceu três mandatos como deputado estadual antes de ser eleito prefeito de Araripina por duas vezes. Atualmente, disputa novamente uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Um documento elaborado por André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro e aliado de Flávio Bolsonaro (PL), propõe uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para exploração, refino e processamento de minerais críticos e terras raras em um eventual governo do senador. A informação foi revelada pelos jornalistas Guilherme Amado e João Pedroso de Campos, no portal Amado Mundo.
A campanha de Flávio Bolsonaro não respondeu se encomendou a produção do documento a Marinho, se tem alguma relação com as ideias ali expostas, se deu anuência a elas e se esperava que o documento fosse apresentado nos Estados Unidos. A campanha também não se pronunciou se recebeu algum recurso financeiro de empresas americanas ligadas ao grupo Rockbridge, formado por investidores trumpistas. A acusação foi feita por Renan Santos, do Missão, adversário de Flávio na disputa pelo Planalto.
André Marinho admitiu em entrevista ao Amado Mundo ter analisado junto à Rockbridge a instalação de uma célula do grupo no Brasil. Foi Marinho também quem conectou à Rockbridge o empresário Pedro Sang, apontado por Renan Santos como intermediário dos supostos repasses para a campanha de Flávio. Se comprovada, a conduta poderia levar até à cassação da chapa do PL, por receber recursos de governos estrangeiros para financiamento eleitoral, o que é vedado.
O novo documento acrescenta outro elemento à relação entre o entorno de Flávio e o trumpismo. Produzida em inglês, a apresentação de 22 páginas foi elaborada por Marinho em 19 de março. Na capa, aparece a inscrição “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”, enquanto as demais páginas trazem o nome do senador e o slogan “Prosperity Partnership”.
Segundo os metadados, Marinho é o autor, informação que ele confirmou ao Amado Mundo. Ele, porém, afirma que o estudo foi uma iniciativa pessoal, sem relação com a campanha de Flávio, e que não foi apresentado a autoridades americanas. A campanha do senador não respondeu se encomendou ou tinha conhecimento do material.
Brasil como solução para os EUA
O documento classifica o governo Lula como “pró-China”, enquanto a proposta de Flávio é resumida pela frase: “Lula hesita, Bolsonaro executa”. Na conclusão, destinada a “interlocutores americanos”, o texto afirma: “O OCIDENTE NÃO TEM UM PROBLEMA DE MINERAIS. TEM UM PROBLEMA DE EXECUÇÃO. O BRASIL É A SOLUÇÃO”.
No texto, entre os riscos de uma continuidade do petista na Presidência são citados “tornar-se um mero fornecedor de matérias-primas para a China”, “perder oportunidades industriais” e “perder a janela de oportunidade para o realinhamento da cadeia de suprimentos dos EUA”.
Já a “parceria para a prosperidade”, como o plano descreve suas ideias para um governo Flávio Bolsonaro, em oposição a Lula, teria diretrizes como “claro alinhamento ocidental”, foco na “execução”, “política industrial + integração minerária”, “aceleração regulatória” e “atração de capital”.
O plano estima, em dez anos, investimentos de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões, criação de 500 mil a 1 milhão de empregos e aumento de 1,5 a 2,5 pontos percentuais no PIB.
Nove dias depois, em 28 de março, Flávio fez declaração semelhante durante a CPAC, em Dallas, ao afirmar: “O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.
A declaração coloca o Brasil na posição de fornecedor estratégico dos Estados Unidos na disputa com a China.
Trump recebe Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo no Salão Oval, na semana passada
Ligações com o trumpismo
André Marinho é filho de Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado. A família também mantém vínculos com integrantes do círculo trumpista: a cantora Giulia Be, irmã de André, é casada com Conor Kennedy, filho de Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde do governo Trump.
No início de abril, André esteve nos Estados Unidos e se encontrou com o vice-presidente J.D. Vance. Em maio, Flávio se reuniu com Donald Trump, Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. Segundo o senador, terras raras estiveram entre os assuntos tratados com Trump.
Em entrevista ao Amado Mundo, André negou que o documento tenha relação com a campanha de Flávio ou que tenha sido levado a autoridades americanas. Também afirmou que nunca tratou ou presenciou qualquer negociação envolvendo recursos estrangeiros para campanhas no Brasil. A campanha de Flávio não respondeu aos questionamentos sobre o documento nem sobre eventual recebimento de recursos de empresas americanas ligadas à Rockbridge.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula inflação de 17,9% ao longo do terceiro governo Lula (PT), no período de janeiro de 2023 a agosto de 2026.
É a menor alta em um mandato presidencial até as vésperas das eleições desde o início do Plano Real — a moeda entrou em circulação em julho de 1994. A comparação considera o acumulado do IPCA até agosto do quarto ano de cada governo.
O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para 4 de outubro, mas o IPCA de setembro só será conhecido depois do pleito, em 9 de outubro. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou os dados de agosto deste ano ontem (11).
O economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale, diz que a inflação de Lula 3 não sofreu choques tão intensos do câmbio e do clima como em outros mandatos presidenciais. Isso, segundo ele, ajudou o IPCA a subir menos.
Vale acrescenta que a política de juros altos do BC (Banco Central) também freou o índice. Lula chegou a criticar a atuação do BC durante a gestão de Roberto Campos Neto — os juros elevados buscam controlar a inflação, mas dificultam o crescimento econômico.
Na visão de Vale, um IPCA de quase 18% em menos de quatro anos pode ser considerado alto, apesar do patamar menor em relação a outros mandatos. “A inflação poderia ser mais baixa do que isso. Acaba não sendo mais baixa porque tem um impulso fiscal que a gente vê acontecer nesse governo com bastante intensidade.”
Se de um lado a inflação ficou em um patamar menor e o mercado de trabalho bateu recordes, de outro o endividamento das famílias virou dor de cabeça para a gestão petista antes das eleições. O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer manteve-se estável no patamar recorde de 82% em agosto, afirmou na quinta-feira (10) a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
Para Vale, a situação pode explicar o mau humor de parte da população, mas o quadro econômico em linhas gerais ainda é favorável para Lula.
O principal adversário do presidente neste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vem mostrando crescimento nas pesquisas de intenção de voto. “Se você olhar aquilo que afeta mais o consumidor, como inflação e desemprego, isso está em seus melhores momentos. Se o Lula perder agora, não vai ser por conta da economia. Vai ser por outras questões mais relacionadas à política”, diz Vale.
Até então, o segundo mandato do petista (2007-2010) havia acumulado a menor inflação às vésperas de uma eleição. A alta registrada pelo IPCA foi de 19% no intervalo de janeiro de 2007 a agosto de 2010.
Na gestão de Jair Bolsonaro (PL), que antecedeu o terceiro mandato de Lula, o índice acumulou inflação de 25,3%. A variação foi observada de janeiro de 2019 a agosto de 2022.
O economista Fábio Romão, da consultoria 4intelligence, afirma que boas safras contribuíram para frear o IPCA durante o governo Lula 3. Além desse fator, que tem relação com o clima, o impacto menor do câmbio e o rearranjo de cadeias produtivas após a pandemia também ajudam a explicar o contexto desde 2023, segundo Romão.
Ele, porém, chama a atenção para a diferença entre a inflação, que mede o ritmo de aumento de bens e serviços, e o nível dos preços. Nesse sentido, Romão lembra que o custo dos alimentos vem de uma forte pressão da época da pandemia, embora tenha subido menos nos últimos anos. “Há um mal-estar gerado pela dificuldade de comprar no supermercado uma coisa que é basal. Você pode não comprar uma roupa ou postergar a compra de um veículo. No caso da alimentação, como é algo basal, esse raio de manobra é menor”, diz.