Sob aplausos e forte emoção dos militantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi recebido neste sábado (2) na convenção nacional do partido, em São Paulo, que oficializa sua candidatura à reeleição.
Sob aplausos e forte emoção dos militantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi recebido neste sábado (2) na convenção nacional do partido, em São Paulo, que oficializa sua candidatura à reeleição.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém “a energia e o entusiasmo de um menino” e comparou essa disposição ao pensamento de Dom Hélder Câmara. “Nesses quatro anos de convívio mais próximo, fico admirado. O presidente Lula tem a energia e o entusiasmo de um menino. Isso me faz lembrar Dom Hélder Câmara, que dizia: ‘Quanto maior o desafio, maior a paixão pela vida'”, declarou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), elogiou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, duas características que, segundo ele, marcam a trajetória do partido: a militância e a democracia interna. “Sempre admirei isso no PT. Partido sem militância pode ser profissão de fé, pode ser catálogo de boas intenções, mas partido não é. O que faz diferença é a militância”, afirmou. Alckmin também destacou a convivência entre diferentes correntes dentro da legenda. “Podemos e devemos ter princípios e valores, mas não precisamos ser iguais. O PT tem democracia interna e debate interno”, disse.
O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do partido, que o cenário internacional exige uma liderança experiente e comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “um marujo” capaz de conduzir o país em meio às turbulências.
“O mundo está muito turbulento. O mar está revolto. Num momento como esse, você precisa de um marujo experiente, que saiba manejar o navio e proteger a soberania do Brasil. Não tem ninguém no mundo que consiga fazer isso melhor do que o presidente Lula”, declarou.
Em discurso na convenção nacional do PT, neste domingo (2), em São Paulo, o presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “fez a sua parte” ao recuperar o país e criar as condições para um novo ciclo de governo, e conclamou a militância a intensificar a mobilização eleitoral. “Agora é a nossa vez. É a vez da militância, dos nossos partidos e dos movimentos sociais. Se unificarmos o nosso campo político, ninguém neste país tem a capacidade de luta e de transformação que nós temos”, declarou.
Uma mulher passou mal por causa do forte calor na convenção do PSD que homologará a candidatura da governadora Raquel Lyra à reeleição, na manhã deste domingo (2). O caso ocorreu após mais de três horas de espera pelo início do evento, marcado para as 9h, enquanto o público permanece no local aguardando a chegada da governadora. O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro à participante.

O prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo (PP), participou, ontem (1º), da convenção do PSB que oficializou a candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. O evento foi realizado no Clube Internacional do Recife e reuniu lideranças políticas, militantes e apoiadores da Frente Popular. Além do prefeito, lideranças políticas, apoiadores e moradores de Timbaúba participaram da convenção.
“Feliz por estar ao lado desta grande liderança política do PSB. João Campos, presidente da sigla, é a esperança que nosso estado precisa para viver novos tempos. O filho da esperança está preparado e não tenho dúvidas quanto ao meu apoio a João Campos na corrida pelo Governo do Estado. Sou muito grato por fazer parte e apoiar esse grande jovem líder na política pernambucana. Sabemos que Pernambuco pode mais, o projeto de João é transformador e sinto de perto o clamor da população por mudança e dias melhores. Timbaúba está junto e de mãos dadas com você, João Campos”, afirmou o prefeito.
O presidente nacional do PSB e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, participou neste sábado (2), por meio de vídeo exibido na convenção nacional do PT, da oficialização da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Na mensagem, João destacou a aliança entre PSB e PT, elogiou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o partido foi o primeiro a declarar apoio à reeleição de Lula e defendeu que “nesta eleição é preciso ter lado”.
Ao encerrar, fez uma referência ao futebol e disse acreditar na vitória do petista: “A nossa seleção pode até não ter ganhado o hexa na Copa, mas o povo brasileiro vai comemorar o novo tetra. No voto, o tetra de Luiz Inácio Lula da Silva”.
A combinação de fatores começa a cobrar seu preço na convenção do PSD: o avançar da hora, o sol a pino e a grande aglomeração de público testam a paciência de quem aguarda a apresentação da candidata majoritária. A demora no cronograma já provoca sinais de impaciência entre os presentes, que resistem ao calor e ao tempo de espera na expectativa do momento mais aguardado do evento.
A abertura da convenção nacional do PT foi marcada pela entrada das bandeiras dos estados brasileiros no palco do Expo Center Norte, em São Paulo. Entre elas, a bandeira de Pernambuco recebeu destaque durante a cerimônia que oficializa a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Assista!
Em meio à cobertura da convenção nacional do PT, fui um dos jornalistas brasileiros convidados pela Al Araby Television para comentar a conjuntura política do Brasil. Na entrevista, analisei o cenário das eleições de 2026 e os desdobramentos da convenção que oficializa a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
Por Houldine Nascimento
Do Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, será candidato ao Planalto pela 8ª vez. O petista oficializa a entrada na disputa à reeleição neste domingo (2), no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo (SP). O evento iniciou às 10h.
Lula foi candidato em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022. Em 2018, estava preso e teve o nome barrado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa. Quando disputou para valer, o petista perdeu três vezes (1989, 1994 e 1998) e venceu em outras três ocasiões (2002, 2006 e 2022). Se reeleito, será o mais velho no posto: faz 81 anos em outubro deste ano. Lula também será o primeiro brasileiro a vencer quatro eleições diretas para presidente.

O Brasil já teve nove eleições presidenciais que permitiam dois turnos. Um petista sempre ficou como 1º (5 vezes) ou 2º colocado (4 vezes), mas nunca houve uma vitória petista no 1⁰ turno. É um trauma que Lula carrega. Pensou que levaria na 1ª rodada de votação em 2006. Não conseguiu.
Em 1989, Lula perdeu para Fernando Collor de Mello (PRN) no 2º turno. O adversário obteve 53,03% dos votos válidos. Collor sofreu impeachment em setembro de 1992 depois de o Congresso Nacional considerar procedente a denúncia por crime de responsabilidade. O caso envolvia uso de contas-fantasma para despesas pessoais.
Lula foi derrotado no 1º turno em 1994 e 1998. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu nas duas ocasiões. Dessa disputa, nasceu uma rivalidade entre PT e PSDB no plano nacional, que arrefeceu com o ocaso dos tucanos.
A primeira vitória de Lula se deu em 2002. O petista deu uma repaginada no visual, passando a usar com frequência ternos, gravatas e a aparar a barba. Em síntese, suavizou a imagem.
O marqueteiro Duda Mendonça (1944-2021) esteve à frente dessa estratégia que levou o PT ao Planalto. Criou o slogan “Lulinha paz e amor” para acalmar setores mais conservadores, o mercado financeiro e a classe média. Resultado: Lula derrotou o ex-ministro da Saúde José Serra (PSDB) no 2º turno ao obter 61,27% dos votos válidos.
Em 2006, o petista desbancou o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB). Tinha a expectativa de ser reeleito ainda no 1º turno, o que não se concretizou — recebeu 48,61% dos votos válidos.
Naquela ocasião, Lula nem compareceu aos debates antes da 1ª votação. Mesmo com o governo envolto no Mensalão — esquema com suborno a congressistas em troca de apoio político.
Com o baque, o presidente teve de sair da zona de conforto e ir aos debates. No confronto direto, a votação de Alckmin encolheu no 2º turno (39,17% dos votos válidos) e Lula atingiu 60,83%.
Padrinho de Dilma
Lula apadrinhou a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Os elevados níveis de aprovação do seu 2º mandato ajudaram a aliada a ser eleita a primeira mulher presidente do Brasil, em 2010.
Dilma também foi reeleita em 2014, numa disputa polarizada com o então senador mineiro, Aécio Neves (PSDB). Fez um governo frágil e foi alvo de impeachment depois que o Congresso concluiu que houve crime de responsabilidade pelas chamadas “pedaladas fiscais”. Ela deixou o Planalto em definitivo em 31 de agosto de 2016. Michel Temer (MDB), eleito vice na chapa petista, ficou no cargo até 1º de janeiro de 2019.
Inferno astral petista
Além do impeachment de Dilma, o PT e as esquerdas tiveram de lidar com a prisão de Lula durante a operação Lava Jato, em 2018. Ele ficou 580 dias preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019.
Lula foi condenado pelo ex-juiz Sergio Moro em 2018 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, apurado pela Lava Jato. A pena, antes estabelecida por Moro em 9 anos e 6 meses, foi aumentada em 2ª Instância pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) para 12 anos e 1 mês.
À época, havia a expectativa de que sua sentença pudesse ser reduzida para 4 a 6 anos. No entanto, veio a 2ª condenação de Lula, em fevereiro de 2019, pelo caso do sítio em Atibaia (SP). A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal do Paraná, somou à pena mais 12 anos e 11 meses. O TRF-4 aumentou o tempo de prisão para 17 anos, 1 mês e 10 dias.
Lula foi solto em 8 novembro de 2019. O Supremo Tribunal Federal havia determinado que a pena só pode ser cumprida depois do chamado “trânsito em julgado”, ou seja, quando não cabe mais recurso. As condenações foram posteriormente anuladas pelo STF.
Em abril de 2021, o plenário da Corte confirmou, por 8 votos a 3, a decisão do ministro Edson Fachin, que anulou todas as ações penais contra Lula ao declarar incompetência da vara de Curitiba para julgar os casos. Lula recuperou os direitos políticos. Em junho de 2021, o STF confirmou, por 7 votos a 4, que Moro agiu com parcialidade na ação do tríplex do Guarujá.
Em razão da prisão de Lula e a consequente inelegibilidade, o candidato a vice, Fernando Haddad (PT), assumiu a cabeça de chapa em 2018. Perdeu no 2º turno para Jair Bolsonaro (à época no PSL), que recebeu 55,13% dos votos válidos.
Retorno ao planalto
A polarização petista passou a ser com o bolsonarismo. Em 2022, Lula teve Alckmin como vice na chapa que concorreu ao Planalto. O adversário e crítico de outrora passou a ser um aliado e o ajudou na campanha vitoriosa: Lula foi eleito ao obter 50,90% dos votos válidos (ou 60.345.999 votos) no 2º turno.
Bolsonaro recebeu 49,10% dos votos válidos (ou 58.206.354 votos). Em 2026, Lula terá o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário na corrida presidencial. Há uma tentativa de colar no filho mais velho de Bolsonaro a pecha de “entreguista” e “traidor da pátria” pela proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump. O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, busca novamente aproveitar o discurso nacionalista em razão do tarifaço sobre produtos brasileiros e por conta do Pix.
O chefe do Executivo terá o maior número de partidos de esquerda e centro-esquerda em sua aliança já no 1º turno: PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede. Um fato-novo desde 1989.
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Militantes que acompanham a convenção nacional do PT entoam o tradicional coro em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto aguardam sua chegada ao Expo Center Norte, em São Paulo.
