Lula completa, amanhã, cem dias de gestão batendo na mesma tecla: culpar seu antecessor pelos problemas que até agora não conseguiu resolver ligados à economia. Mais detalhes, na edição de amanhã da Folha de Pernambuco.
Lula completa, amanhã, cem dias de gestão batendo na mesma tecla: culpar seu antecessor pelos problemas que até agora não conseguiu resolver ligados à economia. Mais detalhes, na edição de amanhã da Folha de Pernambuco.
Por Elias Gomes*
É inegável o papel desempenhado pelo ministro Alexandre de Moraes na investigação e responsabilização daqueles que atentaram contra a democracia brasileira. Com firmeza e rigor, conduziu processos que expuseram uma articulação política e institucional que buscava romper a ordem democrática conquistada com tanto sacrifício pela sociedade brasileira.
O processo chegou a um momento histórico: a condenação de generais e integrantes do alto oficialato das Forças Armadas. Um fato inédito que demonstra que, em uma democracia, farda, cargo, mandato ou poder não podem colocar ninguém acima da Constituição.
Leia maisMas existe sempre um “mas”. Se ninguém está acima da lei, ninguém pode estar acima dela — absolutamente ninguém. Nem presidente da República, nem parlamentar, nem empresário, nem general e, muito menos, ministro do Supremo Tribunal Federal.
A mesma régua que mede os atos de quem tentou destruir a democracia precisa medir os atos daqueles que têm a responsabilidade de protegê-la. Isso não significa defender o fechamento do STF, do Congresso ou de qualquer instituição. Muito pelo contrário. Instituições democráticas não se destroem porque falham; reformam-se, fiscalizam-se e fortalecem-se. É justamente nos momentos de crise que a democracia precisa mostrar sua capacidade de corrigir seus próprios erros.
Foi justamente esse o grande equívoco daqueles que, sob o pretexto de defender a pátria, pediam intervenção militar, fechamento do Supremo e do Congresso Nacional. Quem pede o fim das instituições para resolver os problemas destas mesmas instituições não está defendendo a democracia. Está flertando com o autoritarismo.
Mas também é autoritário imaginar que criticar o Judiciário significa atacar a democracia. Não significa. Defender o STF não é defender cegamente cada ministro. Defender a democracia não é conceder salvo-conduto a quem ocupa uma cadeira na mais alta Corte do país. Ao contrário: quanto maior o poder, maior deve ser a responsabilidade; quanto maior a autoridade, maior deve ser a transparência; quanto mais alta a Corte, mais alto deve ser o padrão ético exigido de seus integrantes.
Por isso, reconhecer o mérito de Alexandre de Moraes na defesa da democracia não pode significar ignorar ou relativizar denúncias e questionamentos que envolvam sua atuação. Se existem acusações, indícios ou dúvidas relevantes, que sejam rigorosamente apurados, com transparência e com pleno direito de defesa.
E a mesma regra precisa valer para todos. Alexandre de Moraes: rigor. Dias Toffoli: rigor. André Mendonça: rigor. Qualquer ministro do STF: rigor.
Não se trata de condenar previamente ninguém. Trata-se de exigir aquilo que a própria Justiça deve exigir de todos: investigação séria, contraditório, ampla defesa, transparência e respeito absoluto à lei.
O STF não pode exigir da sociedade confiança enquanto permitir que paire sobre seus integrantes a percepção de que existem diferentes pesos e diferentes medidas. A Justiça não pode ser seletiva. A Constituição não pode ser interpretada conforme a conveniência. E a autoridade não pode se transformar em imunidade moral.
O Brasil não precisa de instituições perfeitas. Precisa de instituições fortes o suficiente para enfrentar os poderosos e humildes o suficiente para aceitar fiscalização, críticas e correções.
É assim que uma democracia amadurece. É assim que as instituições se fortalecem. É assim que se combate o autoritarismo — inclusive quando ele tenta se esconder atrás do poder institucional.
Maquiavel escreveu, em uma reflexão que permanece atual: “Se os tempos mudam e os comportamentos não se alteram, então é a ruína.” Pois bem, senhores ministros: os tempos mudaram. A sociedade mudou. O Brasil mudou. E talvez tenha chegado a hora de o STF também compreender que ser guardião da Constituição significa, antes de tudo, submeter-se a ela.
Ninguém acima da lei. Ninguém acima da Constituição. Nem mesmo quem tem o poder de interpretá-la. Que a Justiça seja feita. Para todos. Sem medo, sem ódio e sem privilégios.
*Ex-prefeito do Cabo e Jaboatão
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Por João Alberto – Social 1/JC
Com uma trajetória marcada pela advocacia, pelo Direito Eleitoral, pela atuação institucional e pelo ensino, Diana Câmara construiu uma carreira pautada pelo estudo, pelo trabalho e pela defesa da Justiça. Advogada há 21 anos, foi três vezes conselheira estadual da OAB, presidiu importantes comissões, participou da criação de instituições voltadas ao Direito Eleitoral e atua há mais de 16 anos como professora. Casada com Celso e mãe de Lorenzo, Diana também encontra na família uma de suas principais fontes de inspiração. Nesta entrevista, Diana fala sobre sua formação, os caminhos que percorreu na advocacia, e os desafios e aprendizados ao longo da carreira.
O que despertou sua vontade de ser advogada?
Desde criança eu dizia que queria ser advogada. Não houve um episódio específico que determinasse essa escolha; era algo que parecia já fazer parte de mim. Sempre tive um senso de justiça muito presente, e a injustiça, em qualquer situação, sempre me incomodou profundamente. Entrei na faculdade de Direito muito jovem, aos 17 ano, com a certeza de que havia escolhido o meu caminho.
Leia maisVocê vem de uma família sem tradição na área jurídica?
Meu pai, que faleceu em 2023, era comerciante, e minha mãe, hoje aposentada, foi pedagoga e professora de escola pública. Nenhum dos dois era do Direito, mas me deram algo muito importante: valores, disciplina e a compreensão de que o conhecimento e os estudos seriam o maior patrimônio que poderiam deixar para mim. Minha trajetória profissional, por isso, foi construída passo a passo, com muito trabalho, dedicação e compromisso.
Como foi seu início?
Comecei como estagiária do Tribunal de Justiça de Pernambuco, na 7ª Vara de Família. Depois, veio a experiência em escritório de advocacia e, em 2010, fundei o Câmara Advogados, inicialmente em uma pequena sala alugada no Recife Antigo. Mais tarde, o escritório seguiu para a Ilha do Leite, onde funciona até hoje.
Tenho muito orgulho de olhar para esses 21 anos desde que me formei em Direito e reconhecer uma caminhada construída desde o início, sempre sustentada pelos valores que recebi em casa. Meu marido também não é da área jurídica, é engenheiro civil, e sempre foi um grande apoiador da minha trajetória.
Qual foi o momento que você considera um verdadeiro divisor de águas na sua trajetória?
Foi a decisão de abrir meu próprio escritório, em 2010. Eu ainda era uma advogada jovem e comecei de forma simples, em uma pequena sala alugada no Recife Antigo, mas com a vontade de construir uma advocacia com a minha identidade e os valores nos quais acreditava. A partir dali, vieram os desafios de empreender, conquistar clientes, formar equipe e construir credibilidade. Foram anos de trabalho até o escritório se consolidar e minha atuação se ampliar para as áreas acadêmica, institucional e associativa.
Quais os tipos de demanda que mais chegam no seu escritório?
Hoje, o escritório tem atuação diversificada, mas três áreas concentram boa parte das demandas: Direito à Saúde, Direito Administrativo e Direito Eleitoral.
No Direito à Saúde, defendemos pacientes em questões envolvendo planos de saúde, tratamentos, medicamentos e cirurgias. No Direito Administrativo, atuamos na advocacia pública e consultiva, especialmente junto a municípios e gestores públicos. Já no Direito Eleitoral, área à qual me dedico há muitos anos, assessoramos candidatos, partidos e agentes políticos, tanto na consultoria quanto no contencioso.
Como foi sua trajetória na OAB?
A OAB ocupa um lugar muito especial na minha trajetória. Fui eleita três vezes para o Conselho Estadual da OAB Pernambuco e atuei em diferentes espaços da Ordem, na OAB/PE, no Conselho Federal e junto às subseccionais e à advocacia do interior. Uma experiência marcante foi presidir a Comissão de Relações Institucionais da OAB/PE, que me permitiu representar a advocacia e ampliar o diálogo com o Judiciário, os demais Poderes e diferentes instituições. Também foi muito importante estar próxima da advocacia do interior, conhecendo suas dificuldades e demandas.
Você já sentiu que precisou provar mais por ser mulher?
Em alguns momentos, senti que, por ser mulher, precisava demonstrar mais para conquistar o mesmo espaço e reconhecimento. O Direito avançou, mas ainda há ambientes de poder e decisão historicamente ocupados por homens.
Nunca permiti que isso me paralisasse. Cada mulher que rompe uma barreira torna o caminho mais possível para as que vêm depois.
Como foi chegar à lista tríplice para desembargadora do TJPE pelo Quinto Constitucional?
Foi um processo muito intenso e de grande significado histórico, por ser a primeira vez que uma mulher chegava à lista tríplice da advocacia para o Quinto Constitucional no TJPE. Obtive 44 votos e empatei em primeiro lugar com o candidato posteriormente escolhido. Os votos mostraram que uma mulher poderia chegar ao primeiro lugar em um Tribunal tradicional como o TJPE. Tenho orgulho de ter ajudado a abrir esse caminho e, nesta nova eleição, coloquei novamente meu nome à disposição da advocacia pernambucana.
Como está sendo a campanha de 2026?
Está sendo intensa, mas a vivo com mais serenidade. A eleição anterior me ensinou muito sobre o processo do Quinto Constitucional e, principalmente, sobre a confiança da advocacia pernambucana. Recebi 5.293 votos, fui a candidata mais votada do interior e fiquei em primeiro lugar em diversas subseccionais.
Nesta campanha, fiz questão de retornar a muitas dessas cidades, não apenas para pedir novamente o voto, mas também para agradecer. Quem recebe tamanha confiança precisa saber honrá-la.
O que você trouxe de aprendizado da eleição anterior para esta campanha?
Hoje conheço melhor todas as etapas do processo e volto mais experiente e preparada. Os 44 votos que recebi no TJPE e o empate em primeiro lugar na lista tríplice também ampliaram minha percepção sobre a responsabilidade desse projeto. A eleição anterior não me deixou apenas votos, mas relações, aprendizados, gratidão e um compromisso ainda maior com a advocacia.
Homenagens ou reconhecimentos que significam muito para você:
O título de Cidadã Caruaruense me emocionou pela relação que construí com Caruaru e o interior de Pernambuco. A Medalha do Mérito Eleitoral Frei Caneca, do TRE-PE, tem valor especial por vir de uma instituição ligada à minha trajetória no Direito Eleitoral. Também foi uma honra receber da Câmara Municipal do Recife a Medalha de Mérito do Judiciário Ministro Djaci Falcão. Guardo ainda com carinho a primeira Medalha de Mérito da OAB Gravatá, especialmente por ter acompanhado a criação da subseccional.
Por que o estudo continua sendo uma prioridade para você?
Levo os estudos muito a sério. No Direito, não há espaço para acomodação: as leis mudam, a jurisprudência evolui e surgem novos desafios. Por isso, acredito que precisamos estudar e nos aprimorar permanentemente.
Há mais de 16 anos, também dou aulas voluntariamente de Direito Eleitoral na Escola Superior de Advocacia da OAB/PE. Ensinar me mantém em movimento e reforça minha convicção de que, quanto mais estudo, mais percebo o quanto ainda há para aprender.
Qual sua atuação à frente de comissões de Direito Eleitoral?
O Direito Eleitoral ocupa uma parte importante da minha trajetória. Na OAB/PE, fui membro, vice-presidente e presidente da Comissão de Direito Eleitoral. No Conselho Federal da OAB, fui secretária-geral da Comissão Especial de Direito Eleitoral. Também participei da fundação do IDEPPE e, em 2016, da criação de um congresso que se consolidou como um dos maiores de Direito Eleitoral do Norte e Nordeste. Sou ainda membro fundadora da ABRADEP. Em todos esses espaços, busquei contribuir para a qualificação da advocacia, o debate e o aperfeiçoamento do Direito Eleitoral.
Como você vê o papel da mulher no Direito Eleitoral e na política?
A legislação ampliou a participação feminina, mas presença não significa poder político efetivo. As mulheres ainda são sub-representadas nos espaços de decisão.
No Direito Eleitoral, fico feliz em ver cada vez mais mulheres qualificadas ocupando espaços antes predominantemente masculinos. Precisamos não apenas abrir portas, mas garantir condições para que elas cheguem, permaneçam e exerçam sua liderança.
Você também atua como articulista em blogs de política. Como funciona este trabalho?
Escrevo há muitos anos, de forma voluntária, para blogs de política, porque gosto de escrever e acredito que o conhecimento jurídico deve ultrapassar os espaços do Direito. Abordo temas atuais da política e das eleições sem “juridiquês”, buscando tornar as regras eleitorais mais acessíveis e contribuir para o acesso a informações de qualidade.
Qual foi a conquista que mais mostrou o impacto do seu trabalho?
É difícil escolher uma só, mas os casos de Direito à Saúde são os que mais me mostram o poder da advocacia de transformar vidas. Quando conseguimos garantir um medicamento, cirurgia ou tratamento essencial, especialmente em momentos de fragilidade, lembro por que escolhi ser advogada: a Justiça faz sentido quando alcança quem precisa e muda, de verdade, a vida de alguém.
Como gostaria que seu filho, Lorenzo, lhe enxergasse como profissional?
Gostaria que Lorenzo olhasse para a minha trajetória e enxergasse uma mãe que trabalhou muito, que levou seus sonhos a sério, mas que nunca abriu mão dos seus valores. Quero que ele entenda, pelo meu exemplo, que nenhuma conquista vem sem dedicação, estudo e perseverança, mas que o sucesso só faz sentido quando caminhamos com ética.
Acima de qualquer conquista profissional, gostaria que ele tivesse orgulho da pessoa que a mãe dele escolheu ser.
Olhando para trás, existe alguma escolha profissional que você faria diferente?
Talvez tivesse cuidado mais da minha saúde e reservado mais tempo para mim. Sempre trabalhei muito e gostaria de ter cultivado um hobby, algo que me permitisse desacelerar. Ainda quero aprender que cuidar de si também faz parte de uma vida realizada.
Quais são os próximos sonhos?
Profissionalmente, meu grande sonho hoje é chegar ao Tribunal de Justiça de Pernambuco pelo Quinto Constitucional e ser a primeira mulher desembargadora oriunda da advocacia. Para mim, isso teria um significado que ultrapassa uma conquista pessoal. Gostaria de abrir essa porta para que outras mulheres também enxerguem esse caminho como possível.
Mas não quero apenas chegar. Quero, se tiver essa oportunidade, entregar um bom trabalho e ser reconhecida pela competência, pelo equilíbrio, pela sensibilidade e pelo respeito à advocacia e à Justiça.
E os objetivos na vida pessoal?
A maternidade ocupa um lugar central na minha vida. Um dos meus maiores sonhos é acompanhar o crescimento de Lorenzo e contribuir para que ele se torne, acima de qualquer conquista, um homem decente, correto, de bons valores e sensível às pessoas. Se eu conseguir ajudá-lo a construir esse caminho e estiver presente nas diferentes fases da vida dele, certamente será uma das minhas maiores realizações.
Personalidades que você se inspira:
Eu me inspiro muito nas pessoas simples, muitas vezes anônimas. Gosto de observar suas histórias, a forma como enfrentam as dificuldades, trabalham, cuidam de suas famílias e seguem em frente mesmo diante das adversidades.
Tenho uma admiração especial pelo povo pernambucano, pela sua força, coragem, criatividade e capacidade de resistência.
O que você gosta de fazer no tempo livre?
No meu tempo livre, gosto principalmente de estar com a minha família e aproveitar Lorenzo. Tenho uma paixão enorme por cinema, então assistir a um bom filme é um dos meus programas preferidos. Também adoro ir à praia, encontrar os amigos e aproveitar esses momentos mais simples de convivência.
Como minha rotina profissional é muito intensa, aprendi a valorizar ainda mais o tempo ao lado das pessoas que amo.
Quem é Diana Câmara além do direito?
Sou uma mulher muito ligada à família, aos amigos e às pessoas que fazem parte da minha história. Sou mãe de Lorenzo, e a maternidade é uma das dimensões mais importantes da minha vida. Sou também uma pessoa de muita fé, que acredita em Deus e procura conduzir a vida com gratidão e propósito. Valorizo a amizade, a lealdade, a palavra dada e tenho uma memória muito forte de quem esteve ao meu lado nos diferentes momentos da vida. Acredito que gratidão é uma dívida que não prescreve. No final, quero que as pessoas se lembrem mais de como eu as tratei e do bem que consegui fazer do que dos cargos ou títulos que conquistei.
Quais pilares e hábitos indispensáveis para uma rotina profissional disciplinada?
Acho que meus principais pilares são resiliência, paciência, persistência e perseverança. Sou muito disciplinada com meus compromissos e tenho uma capacidade grande de trabalho, mas acredito que minha maior virtude seja não desistir facilmente. Tenho paciência para compreender os processos, persistência para continuar trabalhando e resiliência para recomeçar sempre que necessário.
Áreas profissionais que têm afinidade, fora o direito:
Tenho muita afinidade com a educação e com a gestão. Gosto de ensinar, compartilhar conhecimento, formar pessoas e também de idealizar projetos, organizar equipes e transformar ideias em iniciativas concretas. Também me identifico com as relações institucionais, especialmente pela possibilidade de construir consensos, aproximar pessoas e buscar soluções por meio do diálogo.
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Encerrando o maravilhoso feriadão em Sampa com os meus filhos num frio europeu, de 11 graus. Mas sem chuva. Só ontem caiu uma chuvinha, mas nada capaz de atrapalhar o nosso passeio.
Valeu, São Paulo!
O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e o candidato a governador João Campos (PSB) estiveram, ontem (6), na feira livre de Vertentes, no Agreste Setentrional. A agenda contou ainda com a participação do deputado federal Felipe Carreras e dos candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), além de Zito Barros, principal liderança da oposição no município. Depois da visita à feira, o grupo percorreu as principais ruas da cidade em carreata. Vereadores e suplentes de Vertentes e de cidades vizinhas também acompanharam a agenda.
Durante a caminhada, Diogo Moraes destacou a importância da união do grupo político em torno de um projeto que, segundo ele, tem como prioridade ampliar as oportunidades e os investimentos na região. “Essa união que estamos construindo em torno das candidaturas de João Campos e da nossa caminhada representa a força de um grupo que conhece o Agreste, que sabe das suas necessidades e que quer fazer muito mais. Estamos juntos porque acreditamos que, com João no Governo e com a nossa atuação na Assembleia, vamos poder trazer ainda mais desenvolvimento, investimentos e oportunidades para o nosso povo”, afirmou.
A agenda também foi marcada pelo contato direto com comerciantes, trabalhadores e moradores de Vertentes. Na feira livre, João Campos e Diogo Moraes conversaram com a população e ouviram demandas relacionadas a infraestrutura, geração de emprego, saúde, educação e desenvolvimento econômico. Para Diogo, a presença nas ruas é também uma oportunidade de prestar contas e reafirmar propostas. “É olhando no olho, conversando com as pessoas e ouvindo quem vive a realidade de cada cidade que a gente consegue construir um futuro melhor”, acrescentou.
Mesmo sem integrar oficialmente a chapa de Raquel Lyra (PSD), Mendonça Filho (PL) faz questão de se apresentar como aliado da governadora. No programa eleitoral veiculado na última quarta-feira (2), o candidato ao Senado exibiu imagens ao lado de Raquel e afirmou que esteve “ao seu lado desde o início” e que quer “levar essa força para Brasília, para ajudar a Raquel a fazer ainda mais pelo nosso estado”.
A estratégia é clara: se Raquel não o assume publicamente como candidato ao Senado, Mendonça trata de reforçar a parceria. E faz isso enquanto disputa uma das duas vagas com os próprios candidatos da governadora, Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), que, até agora, assistem à movimentação sem recorrer à Justiça Eleitoral.
Levantamento do Instituto França divulgado nesta 2ª feira (7.set.2026) mostra Celina Leão à frente em todos os cenários de 2º turno em que é testada na disputa pelo governo do Distrito Federal. Em simulação contra Arruda (PSD), a atual governadora registra 38,37% das intenções de voto, ante 30,23% do adversário.
A pesquisa ouviu 1.141 eleitores em Brasília, de 27 de agosto a 1º de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-03026/2026. Custou R$ 20.000. Foi pago com recursos próprios. As informações são do Poder360.
Leia maisNo primeiro cenário, Celina Leão (PP) aparece com 38,37% das intenções de voto, seguida por Arruda (PSD), com 30,23%. Brancos e nulos somam 21,71%, enquanto 9,69% dos entrevistados não souberam responder.

No segundo cenário, Celina Leão (PP) aparece com 48,06% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass (PT) registra 20,93%. Brancos e nulos somam 17,83%, e 13,18% dos entrevistados não souberam responder.

No primeiro turno, Celina Leão (PP) aparece na liderança, com 34,50% das intenções de voto, seguida por Arruda (PSD), com 20,93%, e Leandro Grass (PT), com 12,02%. Paula Belmonte (PSDB) registra 3,49%; Kiko Caputo (Novo), 1,94%; Cappelli (PSB), 1,55%; Professora Samara Mineiro (UP), 0,39%; e Rico Pinheiro (PRTB), 0,39%. Brancos e nulos somam 6,98%, enquanto 17,83% dos entrevistados não souberam responder.

Senado
O Instituto França também simulou as intenções de voto para o Senado entre os eleitores do Distrito Federal, considerando o primeiro voto. Michelle Bolsonaro (PL) aparece na liderança, com 26,74%, seguida por Erika Kokay (PT), com 16,28%, e Leila do Vôlei (PDT), com 14,73%. Bia Kicis (PL) registra 11,63%; Sebastião Coelho (Novo), 2,71%; e Guto Felício dos Santos (PSDB), 0,39%. Brancos e nulos somam 5,81%, enquanto 21,71% dos entrevistados não souberam responder.

No segundo voto ao Senado, Leila do Vôlei (PDT) aparece com 12,40%, seguida por Bia Kicis (PL), com 11,24%, e Michelle Bolsonaro (PL), com 10,85%. Erika Kokay (PT) registra 5,43%; Sebastião Coelho (Novo), 1,55%; David Horn (PCO), 0,39%; Professor Guilherme Amorim (UP), 0,39%; e Zanata (PSTU), 0,39%. Brancos e nulos somam 11,63%, enquanto 45,73% dos entrevistados não souberam responder.

O mistério sobre a origem do suposto panfleto que menciona o marido da governadora Raquel Lyra ganhou um novo e relevante capítulo. Depois de a Justiça Eleitoral determinar que Rodrigo Ambrósio e Felipe Vilar, responsáveis pelo Bastidor.PE, prestassem informações para esclarecer a procedência da fotografia publicada pelo perfil, os dois recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) por meio de habeas corpus.
A medida chama atenção pelo seu objeto. Ambrósio e Vilar buscam afastar a obrigação de fornecer informações sobre a origem da imagem e também pedem proteção contra eventuais medidas de busca e apreensão e, ao final, salvo-conduto contra uma possível prisão. A pergunta, portanto, torna-se inevitável: o que há na origem dessa fotografia que os responsáveis por sua publicação não querem revelar?
Leia maisA questão é especialmente relevante porque a fotografia publicada pelo Bastidor.PE está no centro da apuração. Foi a partir desse registro que o suposto panfleto ganhou repercussão pública. Por isso, saber quem produziu a imagem, onde e quando ela foi feita, qual equipamento foi utilizado, quem enviou o arquivo e como ele chegou ao perfil pode ser determinante para reconstruir a cadeia de produção e circulação do material.
Foi justamente para buscar essas respostas que a Justiça Eleitoral determinou a prestação das informações e a atuação da Polícia Federal na investigação. Agora, em vez de simplesmente apresentar os dados solicitados, os responsáveis pelo perfil escolheram a via judicial para tentar afastar essa obrigação.
O habeas corpus é um instrumento legítimo de defesa e seu ajuizamento, isoladamente, não representa confissão nem comprova a autoria da fotografia ou do panfleto. Mas, politicamente e no contexto da investigação, a resistência em revelar a procedência da imagem amplia uma dúvida que até agora permanece sem resposta.
Se a fotografia apenas chegou ao Bastidor.PE por meio de uma fonte, por que sua procedência não pode ser esclarecida às autoridades? Se os responsáveis pelo perfil não participaram da produção do registro ou do material fotografado, por que buscar judicialmente proteção contra determinadas diligências e eventual prisão? São questões que a investigação terá de responder.
O episódio ganha ainda mais relevância diante das ligações profissionais dos personagens com o Governo de Pernambuco. Rodrigo Ambrósio e Felipe Vilar ocuparam cargos na gestão Raquel Lyra, na Secretaria de Turismo. Leonardo Malafaia, apresentado na criação do Bastidor.PE como integrante do projeto, também ocupou cargo comissionado na Casa Civil e foi apontado por reportagens como videomaker da campanha da governadora.
Essas relações, por si só, não comprovam qualquer participação na produção do material. Mas tornam ainda mais necessária uma apuração rápida, técnica e transparente, capaz de afastar especulações e estabelecer fatos.
O caso, portanto, deixou de ser apenas sobre o conteúdo de um panfleto apócrifo. Passou a ser também sobre a origem da fotografia que colocou esse panfleto no centro da eleição — e sobre a razão pela qual aqueles que a publicaram foram à Justiça para tentar não revelar de onde ela veio.
Agora, cabe ao TRE decidir sobre o habeas corpus e à Polícia Federal avançar na investigação. No centro de tudo permanece uma pergunta simples, mas decisiva: quem produziu a fotografia e como ela chegou ao Bastidor.PE?
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Do jornal O Globo
A pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição, o 7 de Setembro vai ser usado pelas campanhas presidenciais como vitrine das estratégias para a reta final da disputa. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usará o desfile oficial em Brasília para reforçar bandeiras de sua campanha à reeleição, como a defesa da soberania nacional e o combate à violência contra as mulheres, Flávio Bolsonaro (PL) irá à Avenida Paulista em meio a uma nova ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impulsionada pela revelação das mensagens enviadas ao magistrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A tendência é que, diante do desgaste da Corte, ministros do STF que já foram ao desfile em anos anteriores, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, também não compareçam ao evento em Brasília.
Leia maisLula pretende voltar à defesa da soberania duas semanas antes de embarcar para a Assembleia Geral das Nações Unidos (ONU), onde há a possibilidade de um novo encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o norte-americano impor o tarifaço a produtos brasileiros.
Já Flávio chega ao principal palco das manifestações bolsonaristas com uma versão reformulada das bandeiras levadas às ruas pelo pai desde 2019: ele vai manter o confronto com Moraes, mas evitar ataques ao Supremo como instituição.
Temas da campanha
No desfile oficial em Brasília, Lula não fará discurso. O governo pretende dar destaque a temas que já aparecem na campanha, como a soberania nacional. O tema ganhou espaço na campanha petista em meio aos embates comerciais com os Estados Unidos e será reforçado de agora em diante. O assunto apareceu no pronunciamento veiculado domingo à noite, quando Lula disse que “defender a independência é defender a soberania” e que o Brasil “não será colônia de ninguém”.
Outro foco do desfile, com duração de duas horas, será o público feminino, com mensagens de combate ao feminicídio e referências à Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil em 2027. Haverá uma ala específica sobre o torneio, além de atletas de outras modalidades e atletas militares. A vacinação também estará entre os temas explorados durante a cerimônia. A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhou os preparativos para evitar ações da oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando propaganda eleitoral.
Todos os ministros do governo foram chamados a comparecer ao lado de Lula no palanque de autoridades. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve ir ao desfile. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não confirmou presença, mas é esperado na cerimônia. A programação também contará com o tradicional desfile das Forças Armadas.
Evento em São Paulo
Na outra ponta da disputa, Flávio estará na Avenida Paulista, em São Paulo, palco que concentrou alguns dos principais atos políticos de Jair Bolsonaro desde que chegou à Presidência. A manifestação deste ano ocorre em um momento em que a campanha do senador volta a elevar o tom contra Moraes.
Na quarta-feira, durante agenda eleitoral no Rio Grande do Sul, Flávio antecipou a palavra de ordem que pretende levar ao ato: “fora Lula e fora Moraes”.
A decisão de Flávio de transformar o 7 de Setembro numa ofensiva contra o ministro criou uma saia-justa para Tarcísio de Freitas (Republicanos), que estará na Paulista, mas resiste a embarcar no mesmo tom contra o magistrado. O governador mantém relação institucional com Moraes e tenta evitar que sua presença no ato seja interpretada como adesão ao “Fora Moraes”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por sua vez, não deve comparecer à manifestação, segundo interlocutores. A ausência ocorre em meio a cobranças de aliados de Flávio por uma participação maior dela na campanha presidencial. Integrantes do entorno do senador consideram que Michelle tem se dedicado mais à própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e avaliam que ela poderia ser mais explorada para alcançar dois públicos considerados estratégicos para Flávio: mulheres e evangélicos. Na estreia da propaganda eleitoral, por exemplo, Michelle apresentou sua trajetória e disse ter recebido de Jair Bolsonaro a “missão” de disputar uma vaga no Congresso, sem mencionar Flávio.
Aliados têm aconselhado Flávio a moderar as críticas ao ministro diante do risco jurídico de uma escalada no discurso e defendem que o candidato concentre os ataques em decisões de Moraes e em instrumentos institucionais, como a abertura de um processo de impeachment no Senado. A avaliação é que Flávio deve evitar declarações que possam aproximá-lo do tipo de confronto adotado por Jair Bolsonaro com o Judiciário durante seu governo. Em 2021, o então presidente chegou a afirmar que não ia mais cumprir decisões judiciais assinadas por Moraes.
Ao mesmo tempo, o candidato tenta estabelecer uma diferença entre o enfrentamento a Moraes e um ataque ao STF. Na quarta-feira, afirmou ser necessária uma “defesa intransigente” da Corte e comparou o ministro a uma “laranja podre” que não poderia contaminar as demais.
Outros presidenciáveis
Além de Lula e Flávio, outros candidatos à Presidência também preparam agendas para o Sete de Setembro. Em terceiro lugar, o candidato do Avante, Augusto Cury, vai participar de uma caminhada na Praia de Copacabana, no Rio. Já Ronaldo Caiado (PSD) vai apostar em seu reduto eleitoral e vai participar do desfile de Sete Setembro que vai acontecer em Goiânia.
Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) vão estar em São Paulo. Renan anunciou para seus apoiadores um ato nos arredores do Obelisco de São Paulo, no Parque Ibirapuera. Zema, assim como Flávio, vai estar na Avenida Paulista, mas o candidato do Novo marcou o ato para o período da manhã, enquanto Flávio organiza a manifestação para a tarde.
A pesquisa Datafolha mais recente indica que Lula tem 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio, com 33%, Cury, com 8%, Caiado, com 4%, Renan, com 3% e Zema, com 2%.
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Por José Adalbertovsky Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nosso País é signatário de tratados internacionais pela não proliferação de armas nucleares. A Constituição estabelece que a energia nuclear só poderá ser explorada para fins pacíficos. Se o Congresso entender que haja interesse nacional e for decisão de Estado, o princípio constitucional poderá ser alterado.
Estava eu a ruminar essas ideias quando fui atropelado pelas palavras de um isentão sobre as “tradições pacifistas” da sociedade brasileira, em meio às controvérsias sobre construir ou não uma bomba atômica verde-amarela. Senti câimbras no cérebro. Quase desmaiei. O isentão compareceu ao meu gabinete e eu perguntei: onde você ingeriu esses pensamentos sobre o pacifismo auriverde? Na guerra da Tríplice Fronteira contra o Paraguai!?
Leia maisOu mais, no massacre de Canudos!? Nas chacinas do dia a dia?! Na Inconfidência Mineira?! Na Confederação do Equador de Frei Divino Caneca? Eu disse: “Você está recriminado, isentão. Comporte-se!” Ele ficou murcho.
O “Brazil“, a exemplo de inúmeros países, já detém tecnologia para explorar a energia atômica com fins pacíficos. As usinas de Angra dos Reis 1 e 2, no Rio de Janeiro, foram construídas no Governo Geisel, como parte do acordo nuclear Brasil-Alemanha de 1975.
Construir uma bomba atômica para que? Torrar bilhões de denários, mais que o escândalo dos gangsters da corrupção, apenas para frequentar o clube das potências nucleares, 50 anos mais avançadas? Ou para botar moral no meio do mundo, a pretexto do argumento dissuasório? Isto seria malversação de recursos. Os cofres públicos não aguentam.
Nos tempos da guerra fria, o Doutor Strangelove cavalgava uma ogiva nuclear entre a Cortina de Ferro comunista e o império capitalista dos Estados Unidos. Chamava-se a isto de equilíbrio do terror.
Os brasileiros lidam com milhões de bombinhas atômicas no dia a dia. Os revólveres, rifles, bacamartes e bazucas expelem bombas atômicas de chumbo e moléculas de pólvora. Ao longo de cinco ou seis anos esses artefatos produzem tatos defuntos quanto a bomba atômica de 15 megatons de Hiroshima, de 15 milhões de toneladas por centímetro cúbico de espaço. Tudo são átomos e moléculas neste mundo de Deus.
As facas-peixeiras foram feitas para eviscerar peixinhos inocentes. Nas mãos assassinas se transformam em lâminas atômicas inoxidáveis para eviscerar seres humanos. Quem comete este tipo de crueldade não merece respirar o ar que respiramos.
Tirando onda de doido, Adelio Bispo deu uma facada atômica que perfurou as tripas de Jair Bolsonaro. Os mistérios de Adelio ainda hoje são mais protegidos que o atirador que perfurou a orelha do cowboy Donald Tramp.
Daqui a 50 anos, quando for publicado novamente na poderosa Folha de Pernambuco e no Blog de Magno, por generosidade do comendador Eduardo Monteiro e do magnífico blogueiro, este lindo artigo continuará atualíssimo, pois os problemas do “Brazil” em 2076 serão os mesmos de hoje, de corrupção, violência e má governança. Eu estarei bem velhinho com 125 anos, se Deus quiser. Vestido de kryptonita vermelha, lépido e fagueiro, eu navegarei nos espaços siderais. Aguardem para conferir. Hasta la vista, meninas e meninos!
*Periodista, escritor e quase poeta
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Mendonça, o senador do coração de Raquel
Quanto mais se aproxima o dia de os eleitores encararem as urnas, mais fica explícita a relação entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado Mendonça Filho (PL). Embora ela tenha tentado manter uma distância regulamentar em uma entrevista de TV, dizendo que o liberal não é seu candidato ao Senado, o que se vê, na prática, é justamente o oposto.
Há, de fato, proximidade e aliança, ainda que não formalizada em documentos de uma coligação. Se existe hoje um candidato ao Senado que demonstra fazer questão de estar ao lado da governadora, esse é Mendonça. O próprio deputado afirmou recentemente que, caso eleito, será o senador de Raquel.
Leia maisE foi além: disse ter “certeza” de que é o senador do coração da governadora. Em todos os atos de rua, ele está lá, vestindo uma camisa do fictício “Raquel Lyra Futebol Clube”. Em agosto, esteve ao lado dela na caminhada em Paulista, onde declarou apoio à sua reeleição e disse estar pedindo votos para Raquel. Pouco depois, voltou a aparecer com a governadora em uma caminhada na Várzea, no Recife.
A proximidade também apareceu em momentos estratégicos da campanha. Em Petrolina, Mendonça esteve em um ato que reuniu Raquel Lyra e integrantes do grupo Coelho. Dias depois, esteve novamente ao lado da governadora em Belo Jardim, onde chegou a dizer que “a luta de Raquel será a nossa luta”.
Mesmo sem ser o candidato oficial de Raquel, Mendonça aparece mais do que Eduardo da Fonte (PP), nome que está na coligação e que disputa o mesmo eleitorado de direita. Dois dias depois de ele ser oficializado na convenção dela, Mendonça lançou-se candidato ao Senado. No meio político, fala-se que ele jamais entraria em tal empreitada sem o aval da governadora, ainda que ela não possa assumir isso publicamente.
Sempre que tentam associar Raquel ao bolsonarismo, o jurídico da campanha da candidata do PSD se apressa em recorrer à Justiça. Com Mendonça, tem sido diferente. Há bandeiras com a foto dele associada à dela espalhadas por Pernambuco sem que a governadora pareça se incomodar. É mais um indício forte de que, no coração roxo de Raquel, tem lugar de sobra para o senador de Bolsonaro.
NA JUSTIÇA – O candidato do Psol ao Governo do Estado, Ivan Moraes, ingressou com ação na Justiça Eleitoral para assegurar seu direito de participação no debate promovido pela TV Nova Nordeste, marcado para a próxima sexta-feira. A emissora convidou os candidatos João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que lideram as pesquisas de intenção de voto, mas excluiu Ivan. De acordo com a Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), a medida contraria o artigo 46 da Lei Federal nº 9.504/1997, que estabelece as regras do processo eleitoral. “A lei eleitoral não deixa qualquer dúvida em seu artigo 46. Qual é a dificuldade da gente conversar sobre Pernambuco? Não há qualquer saída legal que não seja me chamar. Eu estou pronto para debater”, afirmou o candidato.

Raquel assume o “Mainha” – A governadora Raquel Lyra (PSD) recorreu às entregas da gestão para rebater as promessas dos adversários e pedir votos, ontem, durante ato de campanha no Cabo de Santo Agostinho. Em discurso marcado pelo uso da expressão “mainha”, adotada pela candidata na campanha, Raquel afirmou que prefere prometer pouco e apresentar realizações do governo. “Tem gente que chega aqui prometendo para frente o que não fez para trás. Deixa mainha trabalhar”, disparou a governadora, sem citar nominalmente os adversários. Na sequência, reforçou: “Você sabe que o papo com mainha é reto. Mainha promete, mainha cumpre. Aliás, mainha gosta de prometer muito pouco, mas mainha trabalha que só a gota”.
Inquérito fake news – Dois dias após o presidente do STF, Édson Fachin, defender o fim do inquérito das fake news, há sete anos em andamento, o ministro Flávio Dino questionou nas redes sociais a validade de um integrante da Corte prometer o fim de uma investigação que já está tramitando há muito tempo. Dino não citou Fachin na publicação. “É possível a um julgador, qualquer que seja ele, ‘prometer’ o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos? Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis. De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa?”, escreveu o ministro.
Comparação de posturas – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva postou, ontem, véspera do Dia da Independência, nas redes sociais, um vídeo em que compara as posturas do petista e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), em relação aos Estados Unidos. As pesquisas de intenção de voto mais recentes mostram o acirramento da disputa pela Presidência, o que vem gerando preocupação na campanha petista. O Datafolha mostrou na sexta-feira um empate técnico no segundo turno: Lula tem 46%, enquanto Flávio aparece com 44%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Crise complica Messias – Se já estava difícil para o presidente Lula (PT) insistir em nova indicação do pernambucano Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, a crise após a divulgação de mensagens de Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, que reagiu com pedido de investigação contra o colega André Mendonça, gerou mais incertezas. E o pior: a pressão sobre o Advogado-Geral da União tem gerado um quadro de consequências imprevisíveis. O ápice da tensão no Judiciário abriu a possibilidade de a indicação ficar para um segundo momento. Lula vinha dizendo até então a auxiliares e em falas públicas que enviaria novamente o nome do aliado para o lugar de Luís Roberto Barroso, que se aposentou há quase um ano.
CURTA
DERROTA – Messias foi rejeitado pelo Senado em abril, num movimento feito pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com aval de ministros da Corte, como Moraes. Cinco meses depois e dentro de um quadro tumultuado no Supremo, integrantes do círculo próximo de Lula tentam convencê-lo a indicar o desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio, que tem adotado uma postura de combater as ilegalidades e a corrupção no estado.
ELOGIOS – O presidente não é próximo de Couto, mas já fez a ele elogios públicos. Nas palavras de um interlocutor do presidente, seria necessário “sacrificar” Messias para atenuar a crise e indicá-lo em outro momento, em caso de reeleição. Procurado, o chefe da AGU não se manifestou. Messias é próximo a Mendonça, que pediu votos a ele na tentativa barrada pelo Senado.
ANTAGONISTA – Mendonça, no entanto, integra na Corte um bloco antagonista ao de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, ministros com quem Lula tem mais interlocução. O receio dessa ala é que a entrada represente uma composição com o bloco oposto. Messias, por sua vez, tem afirmado reservadamente que há uma tentativa de desgaste que incluiu um relatório de inteligência da Polícia Federal. O documento, usado por Moraes para questionar a conduta de Mendonça, diz que Messias pode ter evitado atender a demandas da PF para contestar decisões nos inquéritos sobre fraudes no INSS e as suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para manter a boa “relação política” com Mendonça.
Perguntar não ofende: Por que Raquel se irritava quando eu a tratava de Mainha?
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Por José Paulo Cavalcanti Filho*
O amigo Millor Fernandes foi profético ao definir bem, na sua “Bíblia do caos”, o barulho do Supremo nesta semana: “Pelo que vemos nos jornais, ninguém mais tem vergonha na cara”. Em Brasília, pelo menos.
Vale a pena explicar, com calma, esse caso do Vorcaro, escancarado quando o ministro André Mendonça tornou públicas as 218 páginas que recebeu da Polícia Federal. Para começar, bom lembrar que ministros do Supremo e Procurador Geral da República podem ser julgados em dois espaços.
Leia maisPrimeiro é o Senado (art. 52, II, da Constituição), por votos de 2/3 de seus membros (par. único), em sessão comandada pelo Presidente do Supremo. O outro é o próprio Supremo (art. 102, I, b), a quem cabe “processar e julgar, originalmente, seus próprios ministros e o Procurador Geral da República”. Serão mesmo processados? A ver.
Isso posto, vale perguntar, agiu bem o Procurador Geral ao declarar nulo todo o inquérito da Polícia Federal? E a resposta é um sonoro NÃO!
Porque o ministro André Mendonça não investigou ninguém. Apenas pediu, à Polícia Federal, que informasse o nome de autoridades eventualmente comprometidos no caso Vorcaro. Sem sequer saber se haveria, entre os nomes, algum ministro do Supremo, ou o Procurador Geral da República.
Recebendo esse relatório, verificou lá estarem as duas autoridades. Pediu, ao Procurador Geral, se pronunciasse. E este respondeu, apressado, declarando nulas todas as provas contra seu coleguinha Moraes. Reproduzindo o que já ocorreu antes, no mesmo Supremo, pouco tempo faz. O sistema é poderoso.
Quando a resposta certa, e decente, seria outra. Primeiro deveria dizer que, como seu nome estava também implicado nas gravações do banqueiro, não poderia se pronunciar. Por vir a ser, eventualmente, um dos investigados pelo Supremo. Devendo transferir o caso para seu vice. A quem caberia informar, ao ministro, tão somente que deveria passar o caso ao Presidente do Supremo. Sem a audácia de declarar nulas todas essas provas hoje à disposição do público.
Mas o sonho de proteger os que com eles estão nessa empreitada falou mais alto. O próprio Moraes conduz, faz quase 8 anos, um inquérito (o do “Fim do Mundo”) absolutamente ilegal. Porque investigações cabem (art. 129), unicamente, ao Ministério Público. Mas lhes falta coragem, para ir contra alguém que lhe é tão próximo. E prefere o papel de cúmplice.
Segue pois o Supremo, em sua sina melancólica. A de abandonar seu nobre papel de Guardião da Constituição para ser uma casa em que (alguns de) seus membros preferem só enriquecer.
Como dizia o ministro da Suprema Corte americana Louis Brandeis, “A luz do sol é o melhor desinfetante”. Numa entrevista, em 1913, ao Harper’s Weekly. Em verdade a frase continua, “e a luz elétrica o policial mais eficiente”. Mas, em se tratando do Supremo, creio que é suficiente falar em desinfetantes.
Num texto sem título e sem data, Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) diz: “Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta/ Que se revoltam contra a vida porque têm razão para isso supor”. Não o caso do ministro Moraes e do Procurador Geral, hoje de bem com a vida, com bolsos cheias de grana, e certos de que mais uma vez escaparão. Por se considerarem semi-deuses perfeitos, castos e puros. Sairão disso impunes?, eis a questão.
O povo brasileiro espera que não.
*Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. É um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comissão da Verdade.
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Da CNN Brasil – Blog da Julliana Lopes
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) mandou retirar do ar parte das publicações sobre as conversas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada neste domingo (6), e os conteúdos indicados deverão ser removidos em até 24 horas.
A ordem atinge publicações que afirmavam que Nikolas chamou Vorcaro de “lindão”. Já a informação de que o deputado procurou o ex-banqueiro para tratar de uma pendência envolvendo um ativo de minério foi mantida. Para o juiz Jair Francisco dos Santos, não há, neste momento, elementos para considerar esse trecho falso.
Leia maisO caso chegou chegou à justiça depois da divulgação, pelo ICL Notícias, de um áudio enviado por Nikolas a Vorcaro em março de 2025. Na mensagem, o deputado tenta aproximar o ex-banqueiro de um amigo e ex-assessor que tinha uma pendência ligada a um ativo minerário.
A CNN confirmou a autenticidade do áudio, e Nikolas reconheceu que falou com Vorcaro. À emissora, o deputado disse que teve alguns contatos com o ex-dono do Banco Master, mas negou proximidade com ele e afirmou que a tentativa de ajudar o amigo não avançou.
A defesa de Nikolas acionou a Justiça Eleitoral alegando que as publicações distorceram o conteúdo das conversas e sugeriram uma relação de intimidade entre os dois.
O pedido de direito de resposta ainda será analisado.
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