Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto já tem suas apostas para as eleições presidenciais de 2026, caso Jair Bolsonaro acabe inelegível por decisão da Justiça Eleitoral.
Em conversas com aliados, Valdemar cita dois governadores que, em sua visão, teriam chances de derrotar um candidato petista: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Romeu Zema (Novo-MG). As informações são do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
Segundo interlocutores, Valdemar considera Tarcísio e Zema “promissores” como futuras lideranças de direita, o cacique do PL admite, porém, que os dois não têm o mesmo carisma de Bolsonaro.
E os filhos Bolsonaro?
Os filhos de Bolsonaro estão fora das primeiras apostas de Valdemar. De acordo com aliados, o presidente do PL acredita que Flávio e Eduardo Bolsonaro precisam de mais “experiência” para disputar a Presidência.
Valdemar até gosta da ideia de lançar Michelle Bolsonaro ao Planalto. O cacique, no entanto, parou de citar o nome da ex-primeira-dama, após ela própria rejeitar publicamente a possibilidade.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) puxou o coro de “Fora, Davi” durante ato realizado neste domingo (13) em Macapá (AP), reduto eleitoral do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). A manifestação, organizada por integrantes do PL, cobra do senador o avanço dos pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O ato foi realizado na Concha do Araxá e convocado por Nikolas. O deputado participou da manifestação vestido com uma camisa branca com a inscrição “Acorda Amapá”. Durante o discurso, Nikolas afirmou que o Amapá não deve mais se “curvar para a velha política” e criticou a atuação de Alcolumbre no Estado.
“Nunca mais Amapá se curvará para velha política e para ninguém, porque Amapá é nosso e de mais ninguém, porque Amapá acordou”, disse o deputado. O deputado também afirmou ter visto cartazes, panfletos e carros com bandeiras contrários à manifestação.
Em seguida, criticou Alcolumbre pela situação de infraestrutura e segurança pública do Estado. “Eu queria saber, Alcolumbre, sua disposição em um Macapá que 85% não tem coleta de esgoto. Eu quero puxar uma salva de palmas para Davi Alcolumbre porque deixou esse Estado o mais violento do país. Então Alcolumbre, lave sua boca para falar de Nikolas Ferreira”, declarou. Depois, Nikolas puxou o coro de “Fora, Davi” entre os manifestantes.
Pressão sobre Alcolumbre
A oposição intensificou a pressão sobre Alcolumbre depois da divulgação de mensagens envolvendo Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Senadores e deputados oposicionistas cobram do presidente do Senado a análise dos pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Alcolumbre afirmou que há 109 pedidos de impeachment contra integrantes da Corte no Congresso. Segundo ele, o volume “não é normal”. O senador, porém, tem evitado indicar se dará prosseguimento a algum dos processos.
A Justiça Eleitoral determinou, neste domingo (13), que a governadora Raquel Lyra (PSD) remova um vídeo com um direito de resposta falso postado em suas próprias redes sociais. Conforme a decisão, a candidata buscou induzir o eleitorado ao erro ao usar estratégias visuais e discursivas similares às de uma concessão de direito de resposta real, fazendo parecer que havia obtido vitória judicial contra João Campos (PSB). Onze páginas que reproduziram o vídeo também terão o conteúdo removido.
A liminar foi concedida pelo desembargador Paulo Augusto de Freitas Oliveira a pedido da Frente Popular de Pernambuco. De acordo com a coligação que representa João Campos, a campanha da governadora se aproveitou do conteúdo falso para atacar o candidato do PSB, usando expressões como “mentiras de João Campos”, “desesperado”, “imaturo” e “despreparado”. Na ação, também foram questionados aspectos técnicos, como o uso de inteligência artificial sem a devida rotulação e o impulsionamento de conteúdo negativo contra um adversário político, que é proibido.
O magistrado acolheu os argumentos, avaliando que “a veiculação do material sob a chancela explícita de ‘Direito de Resposta’ configura (…) indução do eleitorado ao erro”. “Ao estampar a expressão ‘Direito de Resposta’ em sua publicidade, a campanha representada pratica ato de gravíssima desinformação institucional, que afronta não apenas o adversário, mas a própria Justiça Eleitoral”, escreveu Freitas, lembrando que, no curso do processo sobre o caso do “fura-teto”, referente aos supersalários da governadora, ainda não havia decisão sobre direito de resposta em favor de Raquel.
“Apropriar-se de um instituto processual específico para simular a existência de condenação ou determinação judicial favorável atrai a incidência do art. 9º-C da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe o uso de conteúdo fabricado para difundir fatos notoriamente inverídicos. A liberdade de expressão, pilar do debate democrático, não ampara a simulação de provimento jurisdicional inexistente”, complementou.
O desembargador determinou a remoção do direito de resposta falso das páginas de Raquel no Instagram, no Facebook e no TikTok. A decisão também foi estendida a três postagens do Blog Ricardo Antunes e a publicações dos blogs do Carlos Eugênio e Ação Popular e das páginas Caruaru Tem, Boa Viagem em Foco, Ordinária Brasília Teimosa Cast, Jaqueira Ordinário, Dois Unidos TV, Iputinga Oficial, Em Foco Zona Sul e Giro Notícias, sob pena de multa de R$ 15 mil em caso de descumprimento.
O deputado federal e líder do Republicanos na Câmara, Augusto Coutinho, candidato à reeleição, publicou um vídeo nas redes sociais nesta manhã em que destaca sua atuação na área da saúde em Pernambuco. Na peça, o parlamentar cita recursos destinados a unidades de saúde e ações realizadas em municípios do estado, além de mencionar projetos relacionados a pessoas com diabetes tipo 1 e à isenção de impostos para medicamentos e equipamentos médicos.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou neste domingo (13) a remessa de cópia do conteúdo integral do celular do banqueiro Daniel Vorcaro ao seu gabinete. O material deverá ser entregue ao gabinete do ministro até as 23 horas de hoje. Zanin ainda encaminhou cópia da determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.
O ministro expediu a determinação sob o argumento de que deseja “formar a sua convicção para estar apto” para o julgamento de terça (15). Zanin entende que, para tanto, precisa conhecer o material que originou o relatório requisitado por André Mendonça, “independentemente de outras implicações que o material possa indicar”.
O documento elaborado por ordem de Mendonça apontou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviou mensagens ao ministro Alexandre de Moraes antes de sua prisão, no ano passado. O relatório irá a julgamento na próxima terça-feira, no plenário do STF.
Ao requisitar as informações da PF, o ministro sustentou que as provas contidas no celular de Vorcaro “pertencem ao Plenário do Supremo Tribunal Federal e aos seus integrantes e não a um integrante específico” da Corte. Além disso, Zanin destacou “o dever pessoal de cada julgador de contribuir e otimizar o processo decisório do Supremo Tribunal Federal”.
A decisão ocorre em meio a um novo embate entre os ministros, agora centrado na íntegra do conteúdo do celular de Vorcaro, apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. A ala aliada a Moraes pediu acesso aos dados antes do julgamento de terça-feira, destacando que o gabinete de Mendonça teria uma cópia do aparelho.
Neste domingo, após determinação de Fachin, a Polícia Federal informou que tem “plenas condições técnicas” para encaminhar cópias do conteúdo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal. A manifestação foi enviada ao gabinete de Fachin, que ainda não decidiu sobre o tema.
Em seguida, Mendonça deu um despacho contrário ao compartilhamento das informações. Segundo ele, a abertura dos dados “somente contribuiria” para “tumultuar” o julgamento.
Ainda segundo o ministro, a divulgação do conteúdo do celular de Vorcaro colocaria em risco o “êxito” das investigações sobre as fraudes do Master e abriria a possibilidade de “questionamentos” que poderiam “desviar de seu caminho natural” a análise do relatório da Polícia Federal sobre Moraes.
O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) participou, neste domingo (13), de uma grande carreata pelo Litoral Norte do Estado, ao lado da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), da vice-governadora e candidata à reeleição Priscila Krause (PSD), do também candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD), do deputado federal e candidato à reeleição Guilherme Uchoa Jr. e do candidato a deputado estadual César Ramos. A mobilização começou em Itamaracá, passou por Itapissuma e terminou em Igarassu.
A carreata percorreu três municípios do Litoral Norte e reuniu candidatos, apoiadores e moradores da região. Durante a agenda, Eduardo da Fonte destacou a importância da participação do grupo na região e defendeu a continuidade de ações voltadas ao desenvolvimento dos municípios pernambucanos.
Para Eduardo da Fonte, percorrer o Litoral Norte é também reafirmar o compromisso de estar perto das pessoas e transformar a força das ruas em trabalho por Pernambuco. “Cruzamos três cidades em uma só carreata, levando nossa mensagem e, principalmente, recebendo o carinho e a energia do povo do Litoral Norte. Essa região tem uma força enorme e precisa continuar avançando. Ao lado de Raquel e Guilherme Uchoa Jr., queremos ampliar essa união e levar para Brasília uma representação ainda mais forte, capaz de defender os interesses de Pernambuco e trabalhar por mais desenvolvimento para os nossos municípios”, afirmou Eduardo da Fonte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só foi eleito em 2022 porque conseguiu desidratar Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três estados com mais eleitores do Brasil. Agora, em 2026, as pesquisas indicam que o petista terá desempenho praticamente igual ao de quatro anos atrás entre os paulistas e se sairá um pouco melhor entre os fluminenses. Entre os mineiros, há uma leve piora que tende a neutralizar a subida no RJ. Mas, na soma, tudo tende a ficar quase na mesma.
Só que há um problema: petistas avaliam que haverá uma deterioração, mesmo que pequena, do presidente em outras regiões do país. O Nordeste é a principal preocupação, ainda que seu quadro esteja melhor no Norte. De acordo com essa leitura, se Lula repetir em SP, MG e RJ a quantidade de votos que teve em 2022 e perder um pouco de apoio entre os nordestinos, não terá votos suficientes para vencer a eleição. As informações são do Poder360.
A trinca de Estados que reúne São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ficou conhecida no marketing político como o “triângulo das Bermudas” da política por causa do grande peso que têm numa eleição e pela capacidade de “engolirem” candidaturas que pareciam fortes em outras partes do país. Somadas, as 3 unidades da Federação concentram 39,9% dos votantes do país.
O Poder360 preparou infográficos com a situação de Lula e Flávio Bolsonaro numa disputa direta nesses em 2026, em comparação com os resultados das eleições de 2022 e 2018:
São Paulo – Flávio Bolsonaro aparece 0,17 ponto melhor que o pai em 2022, segundo a Quaest. A diferença é muito pequena e está na margem de erro da pesquisa;
Minas Gerais – Flávio aparece 2,15 pontos melhor que o pai em 2022. A diferença está na margem de erro, mas indica uma perda do lado do PT;
Rio de Janeiro – Lula aparece 2,78 pontos melhor que em 2022. A diferença também está na margem de erro, mas indica uma perda do lado do bolsonarismo.
O quadro abaixo mostra a situação por região de Lula e Flávio no 2º turno do PoderData, em comparação com a disputa de 2022 entre Lula e Bolsonaro. Percebe-se que há uma piora do petista no Nordeste e uma melhora no Norte. Só que essa última região é muito pequena e não compensa a perda entre os nordestinos:
A seguir, infográficos detalham a situação em cada região: Sudeste:
Sudeste
Nordeste:
Sul:
Norte:
Centro-oeste:
Lula e a classe média
Durante seu 3º mandato, Lula fez uma série de acenos ao eleitorado de classe média, com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para faixas mais altas e uma série de novas linhas de crédito, além de liderar a campanha pelo fim da escala 6 X 1 (em análise no Congresso).
Essas políticas atingem em cheio o eleitorado no Sudeste, que concentra a maior renda e também tem a maior quantidade de trabalhadores formais do país. Apesar do esforço, as pesquisas mostram que não houve ganho do presidente na região ante 2022. O resultado observado até agora é praticamente o mesmo de quatro anos atrás. Para piorar, há uma série de notícias negativas que possuem mais potencial de impactar a campanha petista nesta reta final da eleição. A principal delas é a crise dentro do Supremo Tribunal Federal, puxada pelas mensagens enviadas pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ministro Alexandre de Moraes dias antes de ser preso.
Os quadros acima devem ser observados com cautela e considerando as margens de erro das pesquisas — que tiveram os votos totais recalculados em válidos. Foram utilizados os seguintes estudos: São Paulo: Quaest (BR-04705/2026) Minas Gerais: Quaest (BR-09417/2026) Rio de Janeiro: Quaest (BR-09705/2026) Nacional: PoderData/Aya (BR-04914/2026).
O vereador de Caruaru e candidato a deputado estadual Anderson Correia (PP) participou de um ato político na noite de ontem (12), no bairro Cidade Alta, em Caruaru. O encontro reuniu moradores da localidade, apoiadores de outros bairros e lideranças políticas de municípios da região. “Depois de mais uma semana intensa de muito trabalho, percorrendo diversos bairros de Caruaru e cidades vizinhas, é muito bom ser recebido com tamanho carinho por tanta gente, de todas as idades, querendo nos ouvir, querendo saber das nossas propostas e, acima de tudo, nos apoiar pelo nosso projeto para deputado estadual”, disse.
Mensagens coletadas pela Polícia Federal e obtidas pela Folha mostram conversas no WhatsApp atribuídas ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), tratando de processos de seu interesse.
Nos diálogos, trocados na noite de 11 de novembro de 2022, Castro escreve a Mendonça, às 19h37: “Amigo, preciso falar com urgência” e completa “caso Cabral” — numa referência ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Em seguida, Castro encaminha dois arquivos com pedidos de habeas corpus e alvará de soltura, objeto de julgamento do STF.
Mendonça responde à mensagem às 20h25, com a descrição de um processo da 13ª Vara Federal de Curitiba que decretou a prisão preventiva de Cabral por corrupção, no âmbito da Operação Lava Jato. Após escrever essa mensagem, Mendonça completa: “ligo em alguns minutos”. Castro, então, responde com um “ok”.
Diálogos entre o ministro André Mendonça, do STF, e do ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL-RJ), coletados pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Refino
Sete minutos depois, Mendonça encaminha ao ex-governador um link da página do Supremo que remete ao habeas corpus movido por Cabral. O caso estava sendo julgado na Segunda Turma da corte, da qual Mendonça faz parte.
Procurado, o gabinete de André Mendonça informou, em nota, que ele não mantém relação de amizade com Cláudio Castro e que os dois se conheceram institucionalmente, quando o ministro ocupava o cargo de ministro da Justiça.
Também afirmou que ele não guarda registro de tratativa alguma sobre o mérito do processo mencionado e que, como é de conhecimento público, “magistrados são procurados por advogados, partes e terceiros pelas mais diversas vias”. “Tais manifestações não alteram o curso do exame dos processos, que se dá exclusivamente a partir do que consta dos autos. O voto proferido no caso está publicamente disponível, é fundamentado e reflete entendimento que o ministro aplicou de forma uniforme em casos análogos”, afirmou.
Já Cláudio Castro, também em nota, disse que a sua relação com Mendonça “sempre se restringiu ao âmbito institucional, em contatos voltados a assuntos de interesse público do estado”.
O mandado de prisão objeto da conversa entre Castro e Mendonça havia sido expedido pelo ex-juiz Sergio Moro em 2016, quando Cabral foi preso, e mantido pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
O caso tratava da investigação sobre suposto pagamento de propina por executivos da Andrade Gutierrez ao ex-governador. Cabral havia sido condenado a 14 anos e 2 meses de prisão no caso.
De acordo com a movimentação do processo no site do STF, no dia 24 de outubro, Mendonça havia pedido vista dos autos (quando um ministro pede mais tempo para análise). A medida aconteceu após o voto de Edson Fachin, relator do caso, que negou o recurso de Cabral. No dia 28 de novembro de 2022, portanto 17 dias após a interação de Mendonça com Castro, o ministro devolveu o processo para julgamento. Em 9 de dezembro, ele votou pela soltura de Cabral.
Na ocasião, Mendonça afirmou haver excesso de prazo na detenção do ex-governador, configurando um ilegal “cumprimento antecipado de pena”. “O que há, a essa altura, é a presunção de que o agravante seguirá a cometer crimes, o que não é admitido pela jurisprudência desta corte”, escreveu ele, em seu voto.
Em 16 de dezembro, com um placar de 3 votos a 2, o STF decidiu revogar a prisão de Cabral, que estava preso preventivamente havia seis anos. Cabral foi para prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
Mendonça não é investigado. Os diálogos interceptados pela PF e vistos pela Folha foram obtidos pela Operação Sem Refino, da qual Castro foi alvo no último dia 14, em pedido autorizado pelo ministro relator do caso, Alexandre de Moraes. Moraes retirou o sigilo da operação, mas essas mensagens seguem sob reserva.
A ação aponta suspeitas sobre a atuação da Secretaria de Meio Ambiente do Rio para que fossem concedidas licenças à atividade da refinaria Refit. As mensagens não deixam claro o interesse de Castro na soltura de Cabral. Os dois não tinham uma conexão política direta.
Prazo de operação criticado
A Polícia Federal criticou, no relatório interno usado por Moraes para contra-atacar o seu colega de tribunal, a diferença do tempo da autorização entre as operações que estão no gabinete de Mendonça relacionadas ao senador governista Jaques Wagner (PT-BA) e Cláudio Castro.
De acordo com a PF, enquanto a análise por pedidos de busca contra Wagner levou nove dias, contra o ex-governador Cláudio Castro, o prazo foi de 74 dias. Castro foi alvo de operação sobre aplicações de mais de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do estado, no Banco Master.
Policiais relataram que Castro e assessores, na véspera da operação, foram vistos saindo com caixas de um dos endereços vinculados ao ex-governador, tendo como suposto destino uma outra residência, em Petrópolis.
Por isso, em 30 de maio, a PF encaminhou uma nova representação a Mendonça pedindo buscas nesse novo endereço, o que foi negado pelo ministro no dia 15 de julho. Apenas em 14 de agosto, foram autorizadas por Mendonça as buscas no local.
Mendonça nega amizade
O gabinete de Mendonça afirmou que a atuação do ministro nos casos envolvendo Castro é pública e verificável e que, em 26 de maio, autorizou, a pedido da Polícia Federal os mandados de busca e apreensão cumpridos na residência do ex-governador na oitava fase da Operação Compliance Zero, que trata do Master.
“No Tribunal Superior Eleitoral, reconheceu a ocorrência de abuso de poder com impacto na normalidade e na legitimidade das eleições de 2022 no estado do Rio de Janeiro e consignou que a cassação seria cabível, restando prejudicada a pena diante da renúncia ao mandato”, afirmou. Por fim, disse que “as decisões do ministro se baseiam exclusivamente nos elementos de prova constantes dos autos e no direito aplicável”.
Cláudio Castro afirmou que discutia a possibilidade de soltura de Cabral “por sua relevância para o estado, assim como fazia com outras situações sensíveis de interesse público”. “[Castro] Afirma, de forma categórica, que jamais fez qualquer pedido relacionado a processos judiciais ao ministro André Mendonça ou a qualquer outro integrante do STF”, declarou.
Além disso, afirmou que expressões como “amigo”, “parceiro” e “irmão” “são formas de tratamento usuais no meio político e não indicam, por si só, vínculo de amizade, intimidade ou convivência pessoal”. “O emprego desse tipo de expressão não altera a natureza estritamente institucional da relação com o ministro”, completou.
Por Juliana Dal Piva e André Uzêda Do ICL Notícias
O Banco Master e o Fundo de Investimento Reag pagaram R$ 7,3 milhões para o advogado que administrava o escritório de Gustavo Rocha (Republicanos-DF), candidato a vice na chapa de Celina Leão (PP-DF) e que durante seis anos foi secretário da Casa Civil do governador Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal. Celina assumiu o governo do Distrito Federal após Ibaneis renunciar ao cargo em março deste ano. Rocha diz que o escritório estava inativo e colocou “amigo” para gerir para “não perder CNPJ”.
Entre junho de 2024 e dezembro de 2025, o escritório individual do advogado Engels Augusto Muniz emitiu nota fiscal de quatro repasses milionários de três fontes pagadoras investigadas pela Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025. O núcleo investigativo do ICL Notícias teve acesso às notas fiscais eletrônicas do escritório de Engels e checou a veracidade delas no site do governo federal.
Em 12 de junho de 2024, Engels Muniz emitiu uma nota fiscal no valor de R$6,3 milhões, que foi paga pelo Fundo Legal Reag Claims – renomeado posteriormente de Fundo Pedra Azul. O grupo pertence à Reag Investimentos, liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano por fraude ao sistema financeiro em operações vinculadas ao Banco Master. Em delação premiada fechada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-dono da Reag Investimentos João Carlos Mansur afirmou que fundos administrados pela gestora foram usados para ocultar o pagamento de propinas de Daniel Vorcaro a autoridades públicas, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo.
Em maio de 2025, o escritório de Engels emitiu uma nova nota para receber R$1 milhão do Banco Master, sob a justificativa de ter prestado “consultoria jurídica” ao banco de Daniel Vorcaro.
Serviço prestado diretamente a Vorcaro
Em dezembro daquele mesmo ano, quando o Banco Central já havia decretado a liquidação extrajudicial do Master, Engels Muniz emitiu outras duas notas fiscais, mas desta vez tendo como tomador de serviço o próprio banqueiro Daniel Vorcaro. As duas notas somam R$ 4 milhões. A primeira nota foi em 12 de dezembro, no valor de R$2 milhões. A justificativa foi por prestação de “serviços jurídicos”.
Em 29 daquele mesmo mês, a três dias do fim do ano, a operação se repetiu: outra nota no valor de R$2 milhões remetida a Daniel Vorcaro, sob a mesma justificativa de prestação de “serviços jurídicos”. Como os bens do banqueiro já estavam indisponíveis àquela altura, não é possível comprovar se, nestes casos, houve o efetivo repasse no valor das notas emitidas.
No momento em que cada uma das notas foi enviada pelo escritório, Engels ocupava funções públicas de destaque. Nas duas primeiras (para o Fundo Reag e o Banco Master), o advogado era conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Nas duas últimas, que teve como tomador de serviço o próprio Vorcaro, Engels já era conselheiro do Conselho de Administração do Cartão BRB – o banco público de Brasília que, a partir de junho de 2024, passou a comprar as carteiras de crédito do Banco Master.
Quando o contrato entre o escritório de Engels e Vorcaro foi firmado para “serviços jurídicos”, o BRB já vinha operando nestas compras. No total, o banco público de Brasília adquiriu R$21,9 bilhões em carteiras de crédito do Master. Procurado, Engels Muniz justificou o acordo com o Fundo Reag como “cessão de créditos de honorários advocatícios”, além de indicar que os processos correm sem segredo de justiça e podem ser consultados.
O advogado também informou que, desde dezembro, atua como “advogado de Daniel Vorcaro em processos no STF, na Justiça do DF e perante o liquidante do Banco Master”. E que “as notas fiscais correspondem à remuneração por serviços jurídicos regularmente prestados por meu escritório”.
Engels Muniz informou ainda que seu mandato já havia terminado no Conselho Nacional do Ministério Público quando passou a advogar para Vorcaro. No entanto, não mencionou que era Conselheiro de Administração do Cartão BRB quando atuou para o dono do Master.
Relação entre Engels e vice de Celina Leão
Gustavo Rocha, vice de Celina Leão e ex-braço direito de Ibaneis Rocha, mantém uma estreita conexão com o advogado Engels Muniz. Em abril de 2024, os dois receberam conjuntamente o título de Cidadão Honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Na mesma noite, o ex-presidente Michel Temer (MDB) também foi laureado com a mesma honraria.
E foi justamente durante o governo Temer que Rocha e Engels trabalharam juntos em mais de uma oportunidade. Assim que o vice de Dilma assumiu a Presidência da República, em 2016, Gustavo Rocha se tornou subchefe para assuntos jurídicos, cargo subordinado à Casa Civil, então ocupado por Eliseu Padilha. E Engels Muniz foi nomeado chefe de gabinete de Rocha.
Em 2018, no último ano de Temer, Rocha foi alçado ao posto de Ministro dos Direitos Humanos, tendo Engels como secretário-executivo da pasta – chegando até a assumir interinamente o ministério em algumas oportunidades.
As ligações entre eles não param por aí. Até junho deste ano, Engels figurava como administrador do escritório de advocacia Vale Rocha e Passamani Advogados, que tem como sócios o candidato a vice de Celina, Gustavo Rocha, e sua esposa, a advogada e arquiteta Marcela Meira Passamani. Marcela Passamani também atuou por seis anos no governo de Ibaneis Rocha, ocupando até março de 2026 a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal. Atualmente, ela é candidata a deputada distrital pelo MDB.
Em consulta ao site da Receita Federal, é possível constatar que, antes da saída de Engels Muniz como administrador, o escritório dele mantinha o mesmo endereço físico do Vale Rocha e Passamani Associados: um prédio no Lago Sul, área nobre de Brasília.
Um mês antes de ser anunciado como vice-governador na chapa de Celina Leão, Gustavo Rocha e sua esposa modificaram a organização societária do escritório, retiraram Engels Muniz do quadro e pediram alteração do endereço comercial.
Procurado pela reportagem, Gustavo Rocha disse que é amigo de Engels Muniz e que ele administrava seu escritório no período em que ele exercia funções públicas. Rocha diz que desde o ano passado já estava certo que seria candidato a vice na chapa de Celina Leão.
“Quando eu assumi a função pública, eu fiquei incompatível com a advocacia. Meu escritório estava inativo e eu precisava botar alguém para administrar mesmo ele estando inativo. Se não eu perdia o CNPJ do escritório que existe desde 2004. A legislação da OAB permite que você coloque qualquer pessoa. Isso não significa que ele [Engels] seja meu sócio. O Engels tem o escritório dele. O Engels é meu amigo. O Engels tem o escritório dele, os clientes dele e as causas dele. Eu tenho meu e os meus clientes”, afirmou Rocha. O candidato a vice de Celina negou que tenha prestado serviços para o Banco Master ou Daniel Vorcaro.
Centenas de pessoas se reuniram na orla de Boa Viagem, no Parque Dona Lindu, para celebrar a 25ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco, neste domingo (13). Em ano eleitoral, o evento trouxe como lema a conscientização a respeito da importância do voto. Com o tema “De pé, com o orgulho – Nossos corpos existem, nosso voto decide”, a edição de 2026 terá como um dos principais focos a participação política da população LGBTQIA+, no âmbito das Eleições 2026.
A proposta é relacionar a defesa de direitos e a representatividade à importância do voto e da participação nas decisões que afetam a sociedade. “Estamos vivendo um momento de muito retrocesso e conservadorismo. Por isso, estamos trazendo a importância da conscientização política para a população LGBTQIA+”, ressaltou Lucas Lira, um dos organizadores da Parada.
A festa começou às 8h, e segue com uma programação gratuita de apresentações culturais, performances de drag queens e shows ao longo do dia. Entre as atrações musicais estão Eliza Mell e Banda Sentimentos, além de outros artistas. As apresentações acontecem intercaladas com atividades de conscientização e manifestações culturais.
Trânsito
A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) montou um esquema especial para a circulação de veículos na Avenida Boa Viagem, com apoio de agentes e orientadores de trânsito durante toda a Parada da Diversidade, atuando no monitoramento e organização do tráfego.
O trecho compreendido entre o cruzamento da avenida com as Ruas João Cardoso Aires e a Engenheiro Zael Diógenes será interditado das 7h às 18h. Os bloqueios serão desfeitos conforme a dispersão do público no desfile.
Os condutores que saem de Piedade ou Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, ou de praias do Litoral Sul do estado devem entrar à esquerda na Rua João Cardoso Aires, a partir do local, há duas opções de trajeto.
Uma delas é seguir pela Avenida Marechal Juarez Távora, Rua Rio Azul, Avenida Desembargador José Neves e Avenida Dom João VI, com acesso à Via Mangue. A outra é entrar à direita na Rua Pedro Paes Mendonça e continuar pela Rua Félix de Brito e Melo até a Avenida Conselheiro Aguiar.
O cantor Rey Vaqueiro sofreu ferimentos leves após o avião em que estava sair da pista e pegar fogo neste domingo (13), em Parelhas, no Rio Grande do Norte. Segundo a esposa do artista, Thaynan Farias, ele machucou as costas e o pé, mas está bem.
“Teve um machucado nas costas e machucou o pé. Mas ele está bem, está todo mundo bem. Graças a Deus, ninguém se feriu. Deus colocou a mão, Nossa Senhora Aparecida colocou a mão e está todo mundo bem, graças a Deus”, relatou.
Além de Rey Vaqueiro, outras sete pessoas estavam na aeronave e foram retiradas em segurança, segundo o Corpo de Bombeiros. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) vai apurar as causas da ocorrência.
O cantor havia se apresentado em Moreno, no Grande Recife, e faria um show em Parelhas durante a madrugada. Após o acidente, foram canceladas as apresentações que ele faria neste domingo em Custódia, no Sertão de Pernambuco, e em Canhotinho, no Agreste.
João Campos (PSB) participou, neste domingo (13), da tradicional Missa do Vaqueiro, em Canhotinho, no Agreste. O candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular circulou entre o público, conversou com moradores e parou diversas vezes para fotos, cumprimentos, abraços e manifestações de apoio.
“É bonito demais ver Canhotinho assim, com tanta gente reunida, famílias inteiras, crianças, jovens, idosos e vaqueiros celebrando a fé e uma tradição que faz parte da nossa história. A gente sente o carinho das pessoas em cada abraço, em cada encontro. Tenho um respeito enorme pelo vaqueiro e por tudo que essa celebração representa para Pernambuco. Estar aqui hoje é uma alegria muito grande”, afirmou João.
A Missa do Vaqueiro reúne diferentes gerações em torno da fé e de uma tradição profundamente ligada à cultura nordestina. Cavalos, gibões e chapéus de couro compõem o cenário da celebração, que todos os anos leva famílias e visitantes a Canhotinho.
João esteve acompanhado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, Álvaro Porto; pelo candidato a deputado federal Gabriel Porto; pela prefeita de Canhotinho, Sandra Paes; pelos prefeitos Vinícius Marques, de São José do Belmonte, e Erivaldo Chagas, de Lajedo; pelos ex-prefeitos Felipe Porto, de Canhotinho, atual secretário de Turismo do Recife; Neném, de Capoeiras, Alvinho, de Quipapá; e Ricardo, de Saloá; além de outras lideranças da Região.