O melhor plano de governo é o que dá certo

Por Antonio Magalhães*

Planos de governo de candidatos ao Executivo sempre foram confundidos com promessas de campanha. Na verdade, o tem a ver esta confusão? Nenhum deles jamais foi cumprido como se propôs. O primeiro é apenas um papelório de 20 a 300 páginas com platitudes e generalizações para cumprir a obrigatoriedade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e as promessas são pura lábia dos disputantes. Um “eu prometo…” virou folclore político.

Toda desculpa de amarelo é comer barro, diz a expressão popular. Já a alegação para a falta de cumprimento do compromisso que foi registrado e gritado em praça pública é outra desfaçatez, impedido, segundo os enganadores, por uma combinação de fatores institucionais, políticos e orçamentários. Os redatores de muitos desses planos nunca deram importância a estas barreiras porque a intenção era mesmo manipular emoções e sonhos que sabiam que não iam ser concretizados. Coisa da má política.

A ponto de o plano de governo de Lula na campanha presidencial de 2022 parecer um deboche:  em documento de 21 páginas, o candidato à Presidência pelo PT defendeu a revogação do teto de gastos, revisão do regime fiscal e combate à fome e pobreza. Quatro anos depois o resultado foi invertido. Pipocaram os gastos do governo, cresceram exageradamente os impostos fechando empresas e extinguindo empregos, a inflação comeu o orçamento doméstico e a pobreza continuou.

De acordo com o programa de Lula em 2022, para o país voltar a crescer e sair da crise não especificada, o Brasil precisaria, na época, de normalidade e respeito institucional, com ‘observância integral’ à Constituição Federal, que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, de cada um de nós. “Nosso compromisso democrático pressupõe o diálogo permanente e respeitoso entre os poderes da República e entre os entes da Federação”, registrava o documento. Um momento fantasia: nem foram respeitados os direitos civis nem dadas garantias e liberdades individuais.”

Pelo mesmo plano de governo petista seria instituída ainda de forma inédita no Brasil uma política de Estado de prevenção e combate à corrupção e de promoção da transparência e da integridade pública.” Faremos com que o combate à corrupção se destine àquilo que deve ser: instrumento de controle das políticas públicas para que os serviços e recursos públicos cheguem aonde precisam chegar”, uma iniciativa vista depois a que não deu em nada, diante de tantos escândalos financeiros do atual governo, INSS, Banco Master…

E até mesmo a questão policial, que produz hoje graves ruídos na relação diplomática do Brasil com os Estados Unidos, estava inserida no plano de governo de Lula. O documento propôs, na época, a colocação em prática de uma nova política sobre as drogas no país, “focada na redução de riscos, prevenção e assistência ao usuário”. Ao mesmo tempo, o plano apostava na desarticulação das organizações criminosas por meio do fortalecimento da investigação e da inteligência. Outro momento fantasia.

Como vem acontecendo durante o período eleitoral, os planos de governo funcionam como documentos de intenção e marketing político, mas poucos têm compromisso com a verdade e podem expor a capacidade deles de serem concretizados.

Como o do marinheiro de primeira viagem, o pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro tem crédito junto ao eleitor que vai observar se o seu plano de governo vai ser cumprido ou não. O senador foi claro quando estabeleceu sua diretriz para o grande problema que afeta o país: a segurança pública. Procura buscar uma solução para a falta de propósito de Lula na área. Se o atual presidente se esquivou de apoiar as classificações de narco terroristas das organizações criminosas PCC e Comando Vermelho, relevando o combate a elas, o Bolsonaro Júnior, como o pai, vai topar essa briga.

Está inscrito no seu plano de governo, já anunciado, o enquadramento penal das facções criminosas, a construção de mais cinco presídios federais, pretende dobrar os investimentos federais em segurança, determinar a castração química para estupradores, promover a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e atuar para o endurecimento de penas para roubo, furto e receptação. Furtar celular para tomar uma cervejinha vai dar cana braba. Outros detalhes estão nas suas redes sociais.

Enquanto fecha a diretriz do combate à inflação, outro grave problema nacional, o pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) apresentou o programa que estimula a economia e busca da prosperidade entre as mulheres. Chama-se o ‘Brasil por Elas’, com propostas voltadas à inclusão digital, proteção, qualificação profissional e apoio financeiro ao segmento. De acordo com o senador, o projeto tem foco na realidade das mulheres brasileiras, especialmente das mães, e busca reconhecer o papel feminino na formação da família e na administração do orçamento doméstico.

Pelo programa será criada a Central da Mulher, plataforma digital que reunirá serviços de proteção, qualificação e acesso a políticas públicas. O sistema contará com a assistente virtual MarIA, baseada em inteligência artificial. Para viabilizar o acesso à plataforma, a proposta prevê internet gratuita para 70 milhões de mulheres em situação de vulnerabilidade. “A internet é o futuro, e ela precisa estar na palma da mão”, afirmou Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica e colaboradora na área econômica do plano de governo do PL.

“Já conversamos com várias operadoras de internet móvel que têm interesse em fazer essa parceria. Uma inclusão de verdade para mulheres e idosos”, acrescentou.

O pré-candidato do PL deixou claro na sua mais recente entrevista na web que chega à convenção partidária neste fim de semana sem muita conversa mole e fofoca sobre sua disposição para disputar o cargo de presidente da República. Seu programa de governo vai ser totalmente exposto e discutido – segurança pública, inflação, saúde, educação, meio ambiente…

Porque ninguém suporta mais andar nas ruas com medo de ser assaltado por bandidos e morto por um celular, ter seu orçamento doméstico comido pela alta de preços, morrer em fila de espera em hospitais, ser vítima de uma educação capenga orientada pelos discípulos de Paulo Freire ou ver o seu meio ambiente destruído pelo descaso governamental. Chegou a hora da luta nas urnas eletrônicas – espero com os votos registrados em papel. Vamos lá, Brasil. É isso.

*Jornalista

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“Que governo vai resolver isto?” Pernambuco figura entre os estados com os piores indicadores de violência do país. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, ocupa posições preocupantes em índices como Mortes Violentas Intencionais (MVI), feminicídios e atuação do crime organizado. Diante dessa realidade, a Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) lança uma campanha institucional para chamar a atenção da sociedade e questionar: o que falta para mudar esse cenário?

Construída com base em dados oficiais, a iniciativa evidencia que a violência não pode ser analisada apenas pelos números. É preciso discutir também a capacidade de investigação do Estado, as condições de trabalho da Polícia Civil e os investimentos necessários para que delegados e delegadas possam exercer plenamente sua missão de investigar crimes, proteger vítimas e oferecer respostas à sociedade.

Sebrae - Fazer dar certo

Por Malu Gaspar – O GLOBO

Enquanto a bolha bolsonarista comemora a reconciliação virtual de Michelle e Flávio Bolsonaro, aliados já articulam nos bastidores os próximos passos para virar a página e encerrar de uma vez a guerra que expôs as fissuras internas da família: o acerto de uma conversa presencial e a gravação de um novo vídeo da primeira-dama, para ser exibido neste sábado (25), na convenção nacional do PL que vai confirmar a candidatura do senador à Presidência da República.

De acordo com aliados de Michelle ouvidos reservadamente pelo blog, a presença da ex-primeira-dama na convenção nacional do PL está praticamente descartada, por conta dos cuidados de saúde exigidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebe uma série de medicações ao longo do dia.

“Michelle não pode ficar mais de três horas fora de casa por causa dos remédios do Bolsonaro. Ela não pode deixar o Jair só com a Laurinha”, afirma um aliado de Michelle ouvido pelo blog.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

BLOG PONTO DE VISTA

Uma fonte graduada do Progressistas revelou ao Blog Ponto de Vista que o pré-candidato ao Senado Federal, Eduardo da Fonte (PP), teria convidado o senador Fernando Dueire (MDB) para ocupar a primeira suplência em sua chapa.

Caso a composição seja confirmada, Eduardo da Fonte dará mais um importante passo no fortalecimento da sua candidatura ao Senado. Isso porque Fernando Dueire é considerado um dos parlamentares com maior trânsito entre os gestores municipais.

Reconhecido como o senador mais municipalista de Pernambuco, Dueire construiu uma sólida relação com prefeitos de todas as regiões do Estado, tornando-se uma das figuras mais respeitadas entre os chefes dos Executivos municipais. Sua eventual presença na chapa de Eduardo da Fonte tende a ampliar significativamente a capilaridade política do projeto do presidente estadual da Federação União Progressista, agregando apoios estratégicos em diversas cidades pernambucanas. Além disso, confirmaria a aliança formal entre o PSD e o União Progressista, sepultando a possibilidade do lançamento de três candidaturas ao Senado.

Caruaru - Transparência 2026

O Sextou de hoje homenageia o cantor, compositor, poeta e ator Agnaldo Rayol, falecido em 2024. Entrevistei a jornalista Nilu Lebert, autora da biografia do artista.

Rayol ficou conhecido pela voz de barítono e sua participação como cantor e apresentador em diversas atrações da televisão brasileira. Entre os maiores sucessos do artista, estão suas interpretações de canções italianas, tais como “Mia Gioconda” e “Tormento D’Amore”.

O cantor deixou um legado inestimável para a música brasileira, com uma carreira que atravessou décadas e tocou os corações de milhões de fãs. O programa tributo em homenagem ao cantor vai ao ar das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Igor Maciel – JC

A disputa entre Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) por uma vaga na chapa de Raquel Lyra (PSD) finalmente começou a caminhar para uma solução. O entendimento em construção entre o PSD e a Federação União Progressista aponta para Eduardo como candidato ao Senado. O avanço ocorreu depois de uma quinta-feira (23) em que o grupo da governadora tentou resolver duas vagas com três candidaturas avulsas. Algo questionável sob vários pontos de vista e que causou muita estranheza no meio político.

Pela proposta que circulou, Miguel, Eduardo e Túlio Gadelha (PSD) seriam lançados ao Senado pelo mesmo palanque, sem estar no palanque. Depois de meses procurando um nome para completar a chapa, apareceu a alternativa de não escolher ninguém e entregar três nomes ao eleitor. A proposta aumentou a confusão antes de qualquer chance para uma solução. E foi rejeitada.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O governo brasileiro emitiu uma nota na noite desta quinta-feira (23) rechaçando a sobretaxa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida justificada por Washington no âmbito de uma investigação sobre trabalho forçado. A resposta foi considerada célere e, segundo apuração, já estava preparada pelo Palácio do Planalto, que aguardava o anúncio americano para publicá-la.

O que diz a nota do governo brasileiro

O governo brasileiro argumenta, na nota, que a tarifa imposta pelos Estados Unidos seria, na prática, uma substituição das tarifas derrubadas pela Suprema Corte americana. O Palácio do Planalto critica Washington por utilizar o tema do trabalho forçado — considerado “bastante sensível” — como pretexto para essa substituição tarifária. As informações são da CNN.

Palmares - 147 anos

Raquel só pensa nela!

Diante de tudo que se viu ontem no Palácio das Princesas, depois de vários encontros com lideranças políticas que pleiteam espaço na disputa ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), uma única constatação: a gestora não está nem aí para Senado. Sua única preocupação, que perturba noites de sono, é garantir a sua reeleição.

Que se explodam os interessados, leia-se o deputado Eduardo da Fonte e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que travam uma luta titânica pela vaga reservada à federação União Progressista. Raquel criou tamanha expectativa, ontem, que os olhos do mundo político se voltaram para o Palácio, que tremeu, tamanha a torcida dos aliados ansiosos, mas a montanha pariu um rato.

A governadora brinca com o novo esporte que criou: a montagem de uma chapa ao seu bel prazer, passando por cima das convenções e conveniências partidárias. Seria cômico se não fosse trágico propor ao presidente da federação, Eduardo da Fonte, uma candidatura avulsa de Miguel, sendo ele (Eduardo) o candidato oficial do colegiado formado pelo PP e União Brasil, e escolhido por ela.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Yuri Costa – Blog da Folha

O pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a criticar a gestão da governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), nesta quinta-feira (23). Em evento do lançamento da pré-candidatura de Sileno Guedes a deputado estadual, Campos afirmou que o governo persegue os adversários, briga na política e não cuida da população.

“Hoje tem uma gestão no estado de Pernambuco que persegue os adversários, os pequenos, quem trabalha, os loteiros, os toyoteiros, quem está no hospital, quem está na escola pública. Ficam brigando na política e esquecem de cuidar do povo”, disparou.

Camaragibe - A prefeitura mudou

O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) ironizou nesta quinta-feira os movimentos de reconciliação entre o pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Sem citar nominalmente os envolvidos, o ex-governador de Goiás comparou os novos capítulos do conflito com o programa de televisão “Casos de família”.

“Enquanto uma família que conhecemos resolve questões internas como se estivesse em um episódio do programa ‘Casos de Família’, eu sigo trabalhando para construir um projeto de futuro que nos liberte, de uma vez por todas, das garras do PT e de qualquer outro projeto ideológico”, escreveu o goiano nas redes sociais. As informações são do jornal O GLOBO.

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos apresentou, nesta quinta-feira (23), uma proposta para triplicar 30 quilômetros da BR-101 entre os terminais integrados de Abreu e Lima e Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes. Orçada em R$ 1,2 bilhão, a intervenção seria executada em parceria com o Governo Federal e prevê quatro viadutos, passarelas e a redução de cerca de um terço no tempo dos deslocamentos.

O projeto foi dividido em três trechos: do Terminal Integrado de Abreu e Lima ao Terminal da Macaxeira; da Macaxeira à Estação do Barro; e do Barro ao Terminal Integrado de Cajueiro Seco. Os viadutos fariam conexões entre Guabiraba e Brejo da Guabiraba, Várzea e Iputinga, Cohab e Jordão, além de Muribeca e Prazeres. Segundo a proposta, cerca de 90 mil veículos circulam diariamente pelo trecho metropolitano da rodovia, enquanto os terminais localizados ao longo do percurso recebem 138 mil passageiros por dia.

A proposta também inclui dois contornos urbanos: um de 14 quilômetros entre Abreu e Lima e Igarassu e outro de quatro quilômetros entre Muribeca e Prazeres. “A BR-101 deixou de exercer apenas uma função rodoviária e passou a operar, na prática, como uma grande avenida metropolitana, margeada por serviços, comércio e moradia”, afirmou João Campos.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nas redes sociais que o apoio do partido à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é incondicional. Segundo ele, a presença do governador na convenção da legenda será uma honra, mas uma eventual ausência será compreendida e não mudará o posicionamento da sigla.

As negociações para definir a segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) seguem sem consenso. Após receber, nesta quinta-feira (23), prefeitos e deputados estaduais do PP em um café da manhã no Palácio do Campo das Princesas e, em seguida, reunir-se separadamente com Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União Brasil), a governadora deixou o encontro sem anunciar uma definição. Na sequência, os dois pré-candidatos divulgaram vídeos nas redes sociais reafirmando que seguem na disputa pela vaga.

Enquanto Eduardo da Fonte voltou a defender que pretende representar “todo Pernambuco” no Senado e ressaltou sua atuação em todas as regiões do Estado. Por outro lado, Miguel Coelho reafirmou que será candidato, disse contar com o apoio de Raquel Lyra e Priscila Krause e ainda alfinetou o adverário ao afirmar que não faz política “com ameaças ou pelo troca-troca”.

As manifestações ocorreram em meio ao impasse entre União Brasil e Progressistas, que insiste na homologação de Eduardo da Fonte como candidato da Federação União Progressista.