O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta sexta-feira (19) que a Polícia Civil do Distrito Federal colha o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre a arma de fogo apreendida em uma blitz no início da semana.
A pistola, registrada no nome de Bolsonaro, estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na segurança do ex-presidente. A arma foi apreendida por não estar acompanhada do certificado de registro. As informações são do g1.
A Polícia Civil tinha pedido a Moraes para ouvir Bolsonaro por videoconferência na próxima quarta-feira (24).
Moraes, no entanto, determinou que o depoimento seja colhido de forma presencial, no condomínio em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, na tarde da próxima terça (23) – “uma vez que há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas”.
“Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando”, diz o ofício.
Apreensão em blitz
A arma – uma pistola Glock 9mm – seria levada para o reparo, mas foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília na última segunda-feira (15). Uma consulta ao sistema do Exército confirmou o registro no nome do ex-presidente.
Apesar de ter documentação regular, a pistola foi recolhida pela Polícia Civil porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo. O caso é investigado pela Polícia Civil do DF.
➡️O carro era dirigido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro.
➡️O militar prestou depoimento e foi liberado. Ele afirmou à Polícia Civil que a arma estava sendo transportada porque precisava passar por reparos, e seria devolvida em seguida ao ex-presidente.
🔎 Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.
O presidente Lula (PT) mapeia a agenda eleitoral. Na campanha, a prioridade é eleger Fernando Haddad (PT) governador de São Paulo, que aparece 15 pontos em desvantagem em relação ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Regressei ontem da capital paulista, onde cobri a convenção que homologou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar o quarto mandato.
Por mais que volte suas atenções para o maior colégio eleitoral do País, dificilmente Lula se converterá em um bom cabo eleitoral para Haddad. Fiz minha pesquisa pessoal. Conversei com taxistas, motoristas de aplicativos, porteiros, advogados, empresários e jornalistas. Constatei que Tarcísio emplaca a reeleição facilmente.
Não tem lá uma avaliação positiva nas estrelas, mas o seu adversário é fraco, tem fama de péssimo gestor pela fracassada passagem como prefeito de São Paulo. Lula já esteve nas convenções de governadores do PT no Nordeste, como os da Bahia e Ceará. Não foi à de João Campos no Recife porque a data coincidiu com a do governador baiano, que é do seu partido, no sábado passado.
Mas é certo como dois mais dois são quatro que irá a Pernambuco reforçar o palanque do aliado João Campos, com quem esteve recentemente em duas oportunidades: na convenção do PSB, quarta-feira passada, em Brasília, e na própria convenção que homologou a candidatura de Lula à reeleição, domingo passado, em São Paulo.
Na convenção paulista, aliás, Lula se derramou em elogios ao convívio que teve com o ex-governador Eduardo Campos, pai de João, ao próprio João, a Renata, viúva de Eduardo, e Miguel Arraes, a quem considerou aliado correto, transparente e leal. Abriu espaços também para uma fala de João na convenção em um telão, quando o ex-prefeito recifense afirmou que não tinha dúvidas do tetra de Lula, a quarta eleição para o Palácio do Planalto.
Lula irá a Pernambuco na primeira semana da campanha de rua, que começa no próximo dia 15. O presidente fará um grande ato de rua no Recife e pode ir até Caetés, sua terra natal, numa agenda para “encher a bola” do seu candidato, aliado e parceiro João Campos, a quem se referiu na convenção do PSB como seu candidato do coração.
TROPEÇO VERBAL – No discurso que proferiu na convenção que homologou sua candidatura à reeleição, sábado passado, em São Paulo, o presidente Lula (PT) cometeu um ato falho, mas não se sabe se proposital ou não, ao citar Fernando Haddad como seu sucessor em 2030. Ao perceber a suposta mancada, citou que o candidato que viria a lhe suceder também poderia sair da Bahia, da Paraíba, do Ceará e, por fim, de Pernambuco. Talvez tenha sido proposital, porque, na sexta-feira, em Fortaleza, na convenção do governador Elmano de Freitas (PT), um poeta fez trocadilhos com o senador Camilo Santana presidente em 2030.
Reflexo das desigualdades – A tentativa de assalto que sofri, ontem, em São Paulo, por trombadinhas que quebraram o vidro lateral do táxi que me conduzia até o aeroporto para levar meu celular foi um dos maiores sustos que vivi no trânsito em toda a minha vida. Nunca imaginei algo tão violento e traumático. Tudo, claro, consequência das desigualdades sociais que assolam o País, sem brevidade de solução.
Tá afoito – Não é ensaio nem blefe: o deputado federal Mendonça Filho (PL) criou coragem para disputar uma das vagas ao Senado nas eleições de outubro próximo. Tudo por conta da última pesquisa Quaest, na qual desponta com 10% das intenções de voto. Também porque enxerga um vácuo na representação do universo bolsonarista na disputa por uma das duas cadeiras na chamada Casa Alta do Congresso Nacional. De largada, além do seu novo partido, o PL de Bolsonaro, já conta também com a promessa de apoio do Podemos, conforme palavra empenhada por Ricardo Teobaldo, principal líder da legenda no Estado.
Já candidato – Segundo o blog de Wellington Ribeiro, Mendonça Filho decidiu encarar a disputa por uma das vagas ao Senado Federal nas eleições deste ano. A decisão foi sacramentada ontem após uma intensa rodada de articulações políticas que consolidou um amplo bloco de apoio em torno da sua candidatura. “Ao longo do dia, Mendonça se reuniu com o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o deputado estadual Antônio Coelho, todos do União Brasil. Durante o encontro, o grupo não apenas confirmou apoio ao projeto, como também colocou à disposição toda a sua estrutura política para fortalecer a candidatura ao Senado”, relatou Wellington.
Bola cheia – Durante a convenção de João Campos, sábado passado, o deputado federal Lucas Ramos (PSB), candidato à reeleição, reafirmou o compromisso com as pautas prioritárias da população pernambucana e destacou que a continuidade da sua atuação no Congresso Nacional é fundamental para a manutenção de conquistas e avanços sociais. “O mandato em Brasília permitirá dar continuidade à maior e mais nobre missão, que é mudar para melhor a vida das pessoas, inaugurar novas possibilidades e criar mais oportunidades para os brasileiros, em especial as famílias pernambucanas”, afirmou. Lucas sairá de Petrolina com uma votação expressiva. Será um dos mais votados da Frente Popular.
CURTAS
NEUTRALIDADE – O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, disse, ontem, ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que 17 dos 27 diretórios estaduais do partido decidiram pela neutralidade na disputa presidencial. Presidente estadual em Pernambuco, o ex-ministro Sílvio Costa Filho já tinha cantado essa bola.
MAIS UM – A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), para investigar a suposta ocorrência do crime de tráfico de influência. Ainda não há informação sobre quem é o relator do caso. Outros dois pedidos de investigação, também por tráfico de influência, caíram por sorteio com o ministro do STF André Mendonça, que decidiu instaurar os procedimentos.
CONFLITOS – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, apresentará, hoje, uma proposta de resolução para instituir uma política nacional de prevenção e gestão de conflitos de interesses no Judiciário. O texto estabelece diretrizes para que tribunais identifiquem e tratem previamente situações que possam colocar em dúvida a imparcialidade de magistrados e servidores, como a participação em eventos custeados por terceiros, o recebimento de presentes e as relações com grandes litigantes. O STF, por não ser subordinado ao conselho, fica fora das regras.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, disse, nesta segunda-feira (3), que a urna eletrônica é patrimônio da democracia brasileira. A declaração foi feita durante a abertura dos trabalhos do segundo semestre da Corte e da primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.
“O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui um patrimônio da democracia brasileira”, afirmou o magistrado. As informações são da CNN.
Como parte da programação, o TSE realizou nesta segunda a abertura pública de uma urna eletrônica. No ato simbólico, transmitido ao vivo pela internet, o equipamento foi desmontado para que seus componentes internos e seu funcionamento fossem apresentados à população.
Foi a primeira vez que a Corte realizou o procedimento publicamente.
Segundo o TSE, a iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento das urnas e os mecanismos de transparência, segurança e auditoria do sistema eletrônico de votação.
Em outubro, mais de 158 milhões de eleitores vão às seções eleitorais para escolher candidatos a seis cargos diferentes, o que exige um esforço logístico por parte da Justiça Eleitoral. No total, 563 mil urnas serão usadas nas Eleições de 2026.
A volta dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi marcada pela homenagem ao ex-deputado estadual Waldemar Borges, falecido no início de julho, em decorrência de um câncer.
O presidente da Casa de Joaquim Nabuco, deputado Álvaro Porto (MDB), solicitou um minuto de silêncio em memória do parlamentar. A sessão plenária desta segunda (3) foi a primeira do deputado estadual Cayo Albino (PSB), após ter assumido a vaga deixada por Borges. As informações são do Blog da Folha.
Votação Na retomada dos trabalhos, os parlamentares aprovaram, em primeira discussão, um substitutivo da Comissão de Administração reunindo os projetos de lei (PLs) nº 1936/2024 e nº 2742/2025, dos deputados João Paulo Costa (PT) e Romero Albuquerque (PSB), respectivamente.
A proposição obriga bares e restaurantes a disponibilizarem internet gratuita para acessar o menu digital, além de prever uma cota mínima de cardápios físicos para os clientes.
Também recebeu aval a criação da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher em Pernambuco. O texto é um substitutivo da Comissão de Justiça unificando os PLs nº 222/2023, da Delegada Gleide Ângelo (PP), e nº 1855/2024, de William Brigido (PSD). A proposição busca atender às necessidades de saúde física e mental das pernambucanas nas diversas fases da vida.
O Republicanos recusou, nesta segunda-feira, 3, o convite para compor aliança e indicar a candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. A decisão foi comunicada pelo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, ao partido dos Bolsonaros e será formalizada na convenção nacional da legenda nesta terça-feira. O PL trabalhava para ter Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, como vice.
Como antecipou a Coluna do Estadão, numa reunião com Flávio, o coordenador de sua campanha ao Planalto, senador Rogério Marinho (PL-RN) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Pereira apresentou o resultado de uma consulta realizada junto a todos os diretórios estaduais do partido. O levantamento constatou que a maioria absoluta dos diretórios — 17 deles — optou pelo caminho da independência institucional no pleito nacional.
Nove unidades da Federação manifestaram preferência por Flávio Bolsonaro. Entre estas está São Paulo, maior colégio eleitoral do País, comandado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição.
Apenas em um Estado, Pernambuco, o Republicanos defendeu fechar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apoio ao petista inclusive já foi anunciado pelo comando local da legenda.
Na conversa com a equipe de Flávio, Marcos Pereira disse que não se trata de omissão, nem representa ausência de princípios ou de posicionamento político do partido Para ele, a neutralidade é necessária por reconhecer a realidade de uma legenda que cresceu de forma expressiva em todas as unidades da federação e que precisa respeitar os acordos locais.
Além disso, ele destacou que a prioridade agora é eleger mais deputados federais e senadores, para fortalecer sua representação no Congresso Nacional, ter mais peso nas votações e ajudar na governabilidade.
Como mostrou a Coluna, nos bastidores, a cúpula do Republicanos coleciona mágoas dos Bolsonaros. Além disso, não vê nenhuma vantagem em entrar em bola dividida numa eleição tão radicalizada.
Decisão sobre o segundo turno não está em discussão ainda O partido prepara uma nota conjunta das Executivas nacional, estaduais e das bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado, para anunciar publicamente a decisão.
No texto, a legenda vai reiterar seu compromisso com pautas institucionais e econômicas, destacar a defesa da democracia, da liberdade, da responsabilidade fiscal, da segurança jurídica, da família e do desenvolvimento econômico e social.
Também vai reforçar que a decisão é resultado de “um processo coletivo, transparente e democrático”, que respeita a diversidade de um partido de dimensão nacional sem abrir mão de sua unidade e de sua responsabilidade com o Brasil.
Por ora não está em discussão como o partido vai se posicionar no eventual segundo turno da corrida ao Planalto.
Federação PP-União Brasil ficará neutra
As opções para vice na chapa de Flávio Bolsonaro ficam cada vez mais limitadas. O PP, um dos principais partidos do Centrão, virou as costas para o senador e anunciou na última sexta-feira, 31, que manterá neutralidade na disputa presidencial.
A decisãofrustrou os planos do senador de ter a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice e de ampliar o tempo de rádio e TV de sua campanha.
Lideranças do PP afirmam que a decisão de rejeitar uma aliança com Flávio Bolsonaro decorre da estratégia eleitoral da legenda. O objetivo do Progressistas é, ao lado do União Brasil, com quem forma uma federação, eleger a maior bancada da Câmara.
O PL ainda tenta diálogo com o Podemos. Convidada para compor como vice a chapa, a presidente nacional da legenda, Renata Abreu, deixou nas mãos da Executiva Nacional da legenda a decisão. O colegiado tem até quarta-feira, 5, para bater o martelo.
O Podemos, entretanto, tem situação similar ao do Republicanos. Tem como meta ampliar sua bancada no Congresso e possui arranjos locais heterogêneos, o que pressiona a sigla para a neutralidade.
Se confirmado esse quadro, restará a Flávio uma chapa puro sangue do PL. O que, consequentemente, gera risco de ter o viés bolsonarista mais radical incrustrado na campanha do filho “Zero Um” de Jair Bolsonaro.
Em entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL, na noite desta segunda-feira (3), o candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou que apoiadores da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), montam um “verdadeiro gabinete do ódio” e perseguem ele e sua família.
A conversa foi intermediada pela colunista do UOL Daniela Lima e pelo editor da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Fábio Zanini.
Ao ser questionado sobre o avanço de Raquel Lyra, principal adversária na corrida eleitoral, nas pesquisas, o candidato faz uma análise sobre o principal desafio a ser combatido.
“A gente está enfrentando um desafio de reeleição. A reeleição, como algumas pessoas falam, é uma das instituições mais poderosas do Brasil. Eu enfrentei a reeleição aqui para prefeito e tive 78% dos votos; o segundo colocado teve 12%. Então, é natural. O estranho seria se um governo não reagisse minimamente perto de uma reeleição”, diz.
Além disso, o ex-prefeito do Recife afirma que o eleitorado da atual gestão de Pernambuco está utilizando uma estratégia muito popular na extrema-direita desde as últimas eleições: a de informações sensacionalistas e ataques de ódio.
“Foi montada uma estrutura de ódio, de ataque e de fake news, um verdadeiro gabinete do ódio, lastreado pelos apoiadores da governadora, possivelmente financiado de alguma forma não esclarecida. Isso foi utilizado há mais de um ano e meio, diariamente, mentindo, caluniando e difamando não só o meu mandato como prefeito, mas também a minha família, minha esposa, sem medir nenhum limite na ordem dos ataques”, ressalta.
Com a retomada dos trabalhos legislativos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta segunda-feira (3), o deputado estadual Izaías Régis (PSD) iniciou as atividades do segundo semestre. O parlamentar informou que manterá a atuação voltada às demandas dos municípios, com atenção a Garanhuns e ao Agreste Meridional.
“Nosso compromisso é continuar ouvindo a população, defendendo os municípios e trabalhando por um Pernambuco mais forte, mais justo e com mais oportunidades para todos”, afirmou. Segundo Régis, a agenda na Alepe seguirá concentrada na busca por investimentos e no acompanhamento de pautas relacionadas ao desenvolvimento do Estado.
Paralelamente ao mandato estadual, Izaías Régis cumpre agenda política como candidato a deputado federal, com visitas a municípios do Agreste Meridional e reuniões com lideranças locais. “Vamos seguir presentes nos municípios, ouvindo as pessoas e construindo, ao lado delas, soluções para os desafios da nossa região”, disse.
O partido Avante oficializou nesta segunda-feira (3) a candidatura do escritor Augusto Cury à Presidência da República. Psiquiatra, Cury ganhou notoriedade como autor de livros no segmento de autoajuda.
Em discurso aos filiados ao partido, e na presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Cury afirmou que, se eleito presidente, convocaria uma reforma para mudar o regime presidencialista para o semi-presidencialista, com um primeiro-ministro para gerir a nação. E disse que Tarcísio seria um possível nome para ocupar esse cargo. As informações são do g1.
“Se eu tiver o privilégio de sentar na cadeira de presidente, (…) provocaria o Brasil para mudar o regime presidencialista para o regime semipresidencialista, onde haverá um presidente que cuidará do estratégico, das Forças Armadas, da política externa, e um primeiro-ministro para gerir a nação, essa nação continental, nos milhares de itens no seu dia-a-dia. E um primeiro-ministro que está no meu radar, que eu teria o privilégio de convidar, ele se chama Tarcísio de Freitas”.
Além de filiados e do governador de São Paulo, candidato à reeleição, o evento contou com a presença do do prefeito da capital paulista Ricardo Nunes (MDB) e do presidente da Alesp, André do Prado (PL), candidato ao Senado.
Falando ao escritor, Tarcísio elogiou a “coragem” de se candidatar. “Você que é uma pessoa consagrada, que se lança à Presidência da República, a gente tá aqui para te desejar boa sorte nessa caminhada, dizer que é uma alegria poder contar com cada um de vocês e eu quero que vocês, cada um de vocês, também possa contar comigo”, afirmou o governador.
Antes do início da convenção, realizada na Alesp, o candidato falou a jornalistas sobre suas prioridades, caso eleito presidente. Cury defendeu uma atuação em prol de “32 milhões de neurodivergentes” –o Censo de 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas no país diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista, mas não há um levantamento oficial que leve em consideração os diagnósticos de outras variações, como TDAH (déficit de atenção) e dislexia.
Além disso, o escritor falou em ter uma educação “notável, uma era de ouro da educação” e chamou os professores de “cozinheiros do conhecimento”. Dentre medidas práticas, Cury defendeu a adoção de soluções já populares como ensino integral e educação técnica no ensino médio.
Vice indefinido e parceria com Zema
Questionado sobre uma possível parceria com o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), Cury disse que tiveram conversas no passado em que foi ofertada a possibilidade de chapa única, mas que está “quase descartada a possibilidade’.
“Poderia ser uma possibilidade inteligente.” A declaração foi dada no contexto de indefinição a respeito de um vice para a sua chapa –as convenções partidárias se encerram na quarta-feira (5), e os partidos têm que registrar suas candidaturas na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto.
Reunidos em assembleia extraordinária, na manhã desta segunda-feira (3), na sede da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), no Recife, prefeitos do estado de Pernambuco manifestaram preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um regime especial de aposentadoria para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate a endemias (ACE).
Além disso, os gestores também sinalizaram preocupação com o Tema 1.308 do Supremo Tribunal Federal (STF), que estende para professores temporários o pagamento do piso nacional do magistério.
A preocupação dos gestores pernambucanos foi externada pelo presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), ressaltando que o posicionamento não se trata de negar benefícios às categorias, mas que há limitações orçamentárias para concedê-los.
“Não adianta aprovar uma mudança como essa em Brasília se não há a condição de fazê-la. […] Qual é o prefeito que não quer chegar no seu município e anunciar um aumento para um professor e uma aposentadoria especial para um agente de saúde e de combate a endemias? Todos querem. A questão é a condição de fazer isso: não comprometer os serviços essenciais, não estourar os limites legais e depois responder por isso”, declarou.
A PEC, já aprovada na Câmara e no Senado, é vista tanto pelo governo federal quanto por municípios como uma “pauta-bomba”. Pelo texto chancelado pelo Congresso Nacional, os agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias passarão a ter direito a um regime de aposentadoria diferenciada.
O texto também determina a regularização do vínculo funcional desses agentes, proibindo contratações temporárias ou terceirizadas, exceto em emergências de saúde pública.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alertou para os riscos orçamentários com a aprovação da medida. A entidade projeta um impacto de cerca de R$ 70 bilhões nos cofres municipais, que teriam que arcar com as aposentadorias.
Sudene O andamento da ferrovia Transnordestina também foi debatido na assembleia extraordinária. O chefe da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Francisco Alexandre, fez uma apresentação e ressaltou a importância econômica da obra.
“É importante que a gente tenha uma coisa em mente: a unidade em torno do que é a estrada. A estrada não é nem de A, nem de B. Ela é nossa, é do estado. E se nós somos a nação Pernambuco, precisamos de uma estrada de ferro”, disse.
Em maio, uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) havia barrado novas contratações para o trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. No mês passado, a Corte acolheu os argumentos do governo federal e destravou a contratação de novos trechos, embora com restrições à execução propriamente dita.
As restrições devem ser levantadas assim que novos estudos comprovem a viabilidade econômica e os benefícios sociais com a realização da obra.
Municípios e STF Pedro Freitas comentou o andamento da PEC 253/2026. O texto permite às entidades de representação de municípios propor Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) e Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) no Supremo Tribunal Federal (STF).
“A CNM não está prevista no rol de entidades que podem propor essas ações. A PEC é justamente nesse sentido. O que afeta os mais de cinco mil municípios brasileiros e que foi aprovado no Congresso sem a previsão da receita, sem entender a realidade desses municípios, a confederação vai poder enfrentar”, disse.
Com a autorização, essas entidades de representação nacional, poderão questionar na Corte decisões que impactem diretamente os cofres públicos municipais.
A candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado Federal vai ganhar um importante reforço político nos próximos dias. Segundo uma fonte ouvida pelo Blog Ponto de Vista, o Podemos, partido presidido em Pernambuco por Marcelo Gouveia, vai oficializar apoio ao projeto.
De acordo com a informação obtida pelo blog, uma reunião está marcada para a próxima quarta-feira (5/8) entre Eduardo da Fonte e Marcelo Gouveia para ajustar os últimos detalhes da aliança.
Ainda segundo a fonte, o apoio não ficará restrito à direção estadual da legenda. A tendência é que todo o grupo político liderado por Marcelo Gouveia embarque na candidatura de Eduardo da Fonte, fortalecendo o palanque do progressista em diversas regiões de Pernambuco.
Com a adesão do Podemos, Eduardo amplia sua base de sustentação política e passa a contar com mais uma sigla formalmente integrada à sua campanha ao Senado. O movimento é visto como estratégico, tanto pelo peso político de Marcelo Gouveia quanto pela capilaridade da legenda no Estado.
O prefeito de Angelim, Caíque, anunciou apoio à pré-candidatura de Marília Arraes ao Senado após acompanhar as articulações políticas do último fim de semana. “Esperei até os 45 do segundo tempo”, afirmou, ao explicar que aguardou as definições do cenário antes de decidir seu novo posicionamento.
Ao comunicar a mudança, o gestor agradeceu ao senador Fernando Dueire pela parceria e pelos recursos destinados ao município nos últimos anos. “Tenho gratidão por tudo o que fez e continua fazendo pela nossa cidade. Esse reconhecimento será sempre lembrado”, disse.
Caíque afirmou que a adesão a Marília está relacionada à expectativa de ampliar o diálogo e a destinação de investimentos para Angelim. “Acredito que essa parceria vai abrir novas portas e trazer mais conquistas para Angelim”, declarou.
A empresária e lobista Roberta Luchsinger fez pagamentos para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que de janeiro de 2023 até 21 de julho foi o chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os valores repassados por Roberta foram na casa das dezenas de milhares de reais, mas ainda não são inteiramente conhecidos nem a razão pela qual eram realizados –os dados completos estão com a Polícia Federal. Essa história passou a circular em Brasília há cerca de duas semanas, logo depois de Lula dispensar Marcola do Planalto.
Roberta Luchsinger, por meio de seu advogado, disse desconhecer o assunto e que pretende responder só nos autos do processo em que é citada. O Palácio do Planalto e Marcola foram procurados, mas não responderam. Esta reportagem será atualizada assim que enviarem alguma manifestação.
Personagem conhecida dos meios políticos em Brasília, Roberta está citada na investigação de fraudes na Previdência Social e prestou serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que está preso desde 12 de setembro de 2025.
O Poder360 confirmou a informação sobre as transferências de dinheiro de Roberta para Marcola com 4 pessoas familiarizadas com o assunto. O fato foi tema de conversa de bastidores entre integrantes da cúpula do PT durante a convenção de lançamento de Lula à reeleição, no último sábado (1º.ago.2026). Há apreensão entre petistas, pois o tema “corrupção” tem se mostrado aderente ao atual governo, de forma negativa, e pode prejudicar a campanha presidencial do partido.
Não foi possível apurar os valores exatos dos pagamentos feitos por Roberta a Marcola e com que frequência eram feitos. O Poder ouviu que os valores eram na casa dos R$ 80.000, mas essa informação não pode ser confirmada. O ex-assessor de Lula era uma pessoa de total confiança do petista. Acompanha Lula há anos e tinha responsabilidade de fazer a agenda de compromissos do presidente. Também era a pessoa comissionada para ficar com um telefone celular para atender as chamadas que chegavam para o chefe.
Roberta também é amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. No início do inquérito sobre as fraudes no INSS, em abril de 2025, Lulinha e Roberta foram citados como possíveis participantes do esquema –o que ambos negam. Lulinha é alvo de 3 inquéritos, inclusive um em que é investigado pela Polícia Federal por tráfico de influência. O Poder revelou em 4 de dezembro de 2025 que Lulinha é suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS.
Em maio de 2026, Roberta deu uma entrevista e disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS. Disse que se tratou de um gesto de “boa educação” e negou ter intermediado negócios entre eles: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais”.
Ao longo das investigações, a PF já identificou ao menos 6 viagens realizadas por Roberta e por Lulinha em que as reservas de ambos foram registradas sob o mesmo código localizador das passagens de avião. Os 2 foram para Portugal em junho de 2024 e percorreram outros 5 trechos nacionais, aqui no Brasil, de abril a junho de 2025. As viagens são consideradas pela PF como indícios da relação de amizade entre Roberta e Lulinha.
O Poder apurou também que nos telefones apreendidos na operação Sem Desconto (sobre as fraudes no INSS) há algumas informações que deverão ser esclarecidas por Roberta e Lulinha no decorrer do processo.
Na edição de 23 a 29 de maio do Drive da Semana (a newsletter produzida pela equipe do Poder para assinantes), foi revelado que Roberta conversava com frequência com Lulinha. Os dois mostram muita familiaridade sobre os negócios do INSS e com outras empresas. Chegam a celebrar quando algumas operações são concluídas. Numa troca de mensagens, Roberta pergunta se deve prosseguir com uma determinada operação. E Lulinha responde, peremptório: “Pode fechar”. Há indícios de possíveis irregularidades com Correios e Dataprev.
OUTROS LADOS Ao Poder, o advogado de Roberta Luchsinger, Roberto Podval, disse: “Em respeito ao próprio ministro André Mendonça, responderemos a todas as questões nos autos do inquérito que, até o momento, ainda não tivemos acesso”.
Este jornal digital entrou em contato com a assessoria de imprensa da Presidência da República para pedir alguma declaração formal sobre a relação entre Marcola e Luchsinger. Não houve resposta até a publicação da reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.
O Poder também procurou diretamente Marcola por meio de aplicativos de mensagem e ligação telefônica nesta 2ª feira (3.ago.2026). Não houve resposta até a publicação.
A definição da chapa majoritária encabeçada pela governadora Raquel Lyra (PSD) para as eleições de 2026 provocou a primeira manifestação pública do senador Fernando Dueire (MDB), que confirmou sua saída da disputa pela reeleição ao Senado. Em nota oficial, o parlamentar afirmou que “não foi acolhido para concorrer à reeleição” e agradeceu aos aliados que defenderam a permanência de seu nome na composição governista, encerrando semanas de expectativa sobre sua permanência na chapa.
Nas últimas semanas, o senador vinha sendo apontado como um dos possíveis nomes para ocupar uma das duas vagas ao Senado na composição liderada por Raquel Lyra. Com a definição da chapa, no entanto, ele ficou de fora da disputa. As informações são do JC.
Na nota, o senador adotou um tom de gratidão e evitou críticas diretas à condução das negociações. “Manifesto-me publicamente para expressar meu mais profundo agradecimento a todos que torceram e apoiaram a possibilidade de uma nova disputa ao Senado Federal”, afirmou.
O senador ainda direcionou agradecimentos a prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais que o acompanharam durante o mandato, classificando-os como “grandes parceiros de caminhada”.